quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

SOJA/USDA: EUA VENDERAM 927.700 T

Os Estados Unidos venderam um saldo de 927.700 toneladas de soja da safra 2009/10 na semana encerrada em 3/12, volume 41% superior ao da semana passada, mas 15% abaixo da média das últimas quatro semanas. Os dados são do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os principais compradores foram China (613.700 t), Países Baixos (130.400 t), Japão (113.300 t), Indonésia (72.400 t), Alemanha (65.100 t) e Egito (47.500 t).
Os embarques no período atingiram 2.067.300 toneladas, 59% acima do volume da semana anterior e 18% maior que a médias das quatro últimas semanas. Os principais destinos foram China (1.449.800 t), Países Baixos (130.400 t), México (128.300 t), Japão (74.200 t) e Egito (65.500 t).

MILHO-LEILÃO PEPRO-CONAB.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) negociou 99,49% das 500 mil toneladas e 100% das 20 mil toneladas ofertada nos dois leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para milho de Mato Grosso realizados hoje. A disputa pela subvenção provocou deságio no valor do prêmio em todas as regiões do Estado.
No primeiro leilão, edital nº 396/09, houve deságio nas três regiões do Estado: de 37% no norte e 43% nas regiões sul e médio-norte. Foram negociadas 100% das 275 mil toneladas ofertadas para o norte do Mato Grosso, com subvenção de R$ 4,19/saca de 60 kg, de um prêmio inicial de R$ 6,66/saca. Na região sul também foram arrematadas as 50 mil toneladas ofertadas, com subvenção de R$ 3,45/saca, ante prêmio inicial de R$ 6,06/saca. Já no médio-norte, houve demanda por 98,53% das 175 mil toneladas leiloadas. Com a disputa, a região registrou a menor valor de subvenção, que ficou em R$ 3,11/saca (ante prêmio inicial de R$ 5,46/saca). No leilão nº 397/09, operação destinada ao escoamento para as regiões norte dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, a maior disputa pelo prêmio ocorreu no médio-norte e sul de Mato Grosso, onde o deságio foi de 32% nas duas regiões, enquanto no norte do Estado ficou em 31%. A subvenção ficou em R$ 4,59 por saca de 60 kg no norte do Estado, R$ 4,08/saca no médio-norte e R$ 3,67/saca no sul do Estado. O prêmio inicial era de, respectivamente, R$ 6,66/saca, R$ 6,00/saca e R$ 5,40/saca.

SOJA/RELATÓRIO USDA SÓ AJUSTARÁ PROJEÇÃO DE 2009/10.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve apenas ajustar suas projeções para a safra de soja do país, segundo analistas do mercado. A expectativa é de que haja pequenas alterações nas estimativas de exportação e esmagamento no relatório de oferta e demanda, que será divulgado hoje, às 11h30.
A média dos analistas prevê que os estoques finais de soja da safra 2009/10 somem 235 milhões de bushels(6,4 milhões tons), o que significa uma queda de 35 milhões de bushels(952,5 mil tons), em relação à previsão de novembro. O presidente da corretora Global Commodity Analytics, afirmou que os estoques finais somarão 170 milhões de bushels(4,626 milhões tons), no entanto, ele espera que o USDA não altere sua estimativa já neste mês. As estimativas do mercado ficaram entre 170 e 260 milhões de bushels(4,6 a 7milhões tons). Especialistas da indústria disseram que o balanço geral da soja não terá nenhuma mudança principal, mas certamente haverá alguns ajustes na demanda. O forte ritmo de exportação faz com que analistas prevejam algum aumento da projeção do USDA para exportações em dezembro. Em novembro, o USDA estimou as exportações 2009/10 em 1,325 bilhão de bushels. "Historicamente, o USDA não faz grandes alterações em dezembro, mas estamos lidando com tempos extraordinários", afirmou o analista Bill Nelson, da corretora Doane Advisory
Service. As vendas para a China já superam o que o USDA havia definido em sua base de dados, e justificaria um eventual aumento das exportações. O apetite da China por soja tem sido um importante fator de suporte para os preços. Desde 1º de setembro, as exportações de soja norte-americana totalizaram 24,682 milhões de toneladas, sendo 15,119 milhões para a China.
Paralelamente, o mercado segue registrando intenso ritmo de processamento. O analista Jerry Gidel, da corretora North America Risk Management Services, comentou que "a situação da demanda da soja é forte, já que o esmagamento em outubro atingiu um nível perto do recorde, com 163 milhões de bushels, e as exportações foram a 995 milhões de bushels". Em nota, ele acrescentou que "o USDA poderá elevar esses indicadores de demanda em 5 e 20 milhões de bushels, respectivamente". No cenário global, os traders e analistas não preveem mudanças significativas. Em geral, eles acreditam que o USDA manterá seu prognóstico para as safras do Brasil e da Argentina.

SOJA: CHICAGO FECHA EM QUEDA COM REALIZAÇÃO DE LUCROS

Os preços futuros da soja negociada na Bolsa de Chicago caíram ontem. O vencimento de janeiro registrou desvalorização de 15,50 cents ou 1,48%, cotado a US$ 10,2850 o bushel. Analistas disseram que os preços foram pressionados por vendas de especuladores para realização de lucros. "O mercado não conseguiu sustentar os ganhos iniciais, o que levou os investidores a embolsar lucros. A recuperação parcial do dólar e a queda de outras commodities, do petróleo aos metais, também motivaram alguns traders a reduzir parte de sua exposição a risco no mercado da soja. Vendas baseadas em indicadores técnicos também foram observadas após rompimento do suporte u$ 10,30 bu. "Depois que várias tentativas de puxar os preços acima das máximas recentes fracassaram na semana passada, os grandes compradores parecem ter perdido a confiança", disse um analista em Chicago. Contudo, a forte demanda por soja e a expectativa de maior aperto nos estoques americanos deram suporte e impediram que os preços caíssem mais.
O USDA divulga hoje seu relatório mensal de oferta e demanda. A média dos analistas de mercado ouvidos em pesquisa da Dow Jones aposta que a estimativa para os estoques de passagem será reduzida de 270 milhões de bushels (7,3 milhões de toneladas) para 235 milhões de bushels (6,4 milhões de toneladas).
O USDA também divulgará relatório de exportações, referente à semana terminada no último dia 3. A expectativa é de que as vendas de soja em grão fiquem entre 600 mil e 900 mil toneladas.

SOJA/ARGENTINA: EXPORTAÇÃO CAI EM OUTUBRO.

Exportadores argentinos continuaram focados em transformar a pequena safra de soja 2008/09 em farelo e óleo, reduzindo as exportações do grão. Uma seca atingiu a temporada 2008/09, diminuindo a produção em cerca de um terço frente ao potencial da safra. Segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a produção da oleaginosa em 2008/09 despencou para 32 milhões de toneladas, contra 46 milhões de toneladas um ano antes. Em outubro, o país exportou apenas 56.075 toneladas de soja, volume muito abaixo das 1.113.875 toneladas embarcadas no ano passado, segundo dados recentes do Senasa, um serviço de saúde e saneamento agrícola. As exportações da oleaginosa em outubro foram avaliadas em US$ 23 milhões, ante US$ 495 milhões no ano anterior. Nos dez primeiros meses do ano, a Argentina exportou 4.388.061 toneladas da oleaginosa, contra 11.524.371 toneladas um ano antes.De janeiro a outubro de 2009, foram esmagadas 24.879.455 toneladas, ante 26.774.451 no ano passado, de acordo com a câmara exportadora de oleaginosas e grãos CIARA-CEC. Em outubro, as processadoras transformaram 2.106.367 toneladas de soja em óleo e farelo, contra 2.759.222 toneladas um ano antes.
A China é o principal mercado para as exportações de soja da Argentina, tendo adquirido 3,2 milhões de toneladas nos dez primeiros meses do ano.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

CÂMBIO.

DÓLAR A VISTA  1,76100  +0,17%
JANEIRO            1,76950  +0,00%
FEVEREIRO        1,78100  +0,62%

MÁRIO MARIANO

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

IMCOPA ANUNCIA ACORDO COM BANCOS.

Uma das maiores esmagadoras de soja de capital nacional, a paranaense Imcopa anunciou hoje que conseguiu prorrogar por até cinco anos o pagamento de aproximadamente 70% de uma dívida estimada em US$ 400 milhões junto a bancos no País. Com isso, a empresa ganha fôlego para voltar ao ritmo normal de suas operações.
O presidente da Imcopa, Frederico Busato Junior, informou que a empresa continua a negociar com as instituições detentoras de créditos minoritários, mas demonstrou otimismo quanto ao desfecho das conversas. "Acreditamos que estes [bancos] terminarão aderindo ao acordo feito com os grandes credores", declarou. A empresa também negocia a prorrogação de outros US$ 100 milhões de um eurobônus emitido em 2006 e que vence neste fim de ano.
A Imcopa enfrentou sérios problemas de caixa por causa da crise cambial no fim de 2008. Em dificuldades, a indústria reduziu seu volume de esmagamento, de aproximadamente 1,8 milhão de toneladas, para menos de 1 milhão de toneladas no último ano-safra. Com isso, o faturamento, que havia atingido US$ 1,2 bilhão em 2008, deve fechar o ano em aproximadamente US$ 700 milhões.
Com a renegociação da dívida, empresa informa que vai voltar a operar no limite de sua capacidade, próxima de 1,7 milhão de toneladas. A expectativa é de que o faturamento também se recupere, superando a marca de US$ 1 bilhão no ano que vem. A Imcopa é a maior exportadora de produtos derivados de soja não transgênica do mundo, com aproximadamente 10% do mercado.

CBOT – SOJA/MILHO/CÂMBIO

Os preços da soja fecharam em terreno negativo nesta tarde na Bolsa de Chicago (CBOT). Realização de lucros e a ausência de novidades capazes de oferecer suporte estão pressionando o mercado. As perdas do petróleo´–1,58% cotado 72,78 barril e ouro em forte queda de 3,3% pelo segundo dia seguido influenciaram diretamente vendas de fun dos especuladores, embolsando lucros da soja das recentes.O vencimento em janeiro, caiu 9,00 cents a US$ 10,44/bushel. A força do dólar e sua influência negativa sobre os mercados de commodities induzem o mercado a se consolidar. No entanto, os analistas afirmam que o risco de perdas é limitado pela forte demanda do grão.
MILHO
Os preços futuros do milho registraram ganhos marginais. Traders disseram que o mercado está recebendo algum suporte das tempestades de neve no Meio-Oeste dos Estados Unidos, embora essa opinião não seja unânime. O vencimento mais negociados, para entrega em março, encerrou dia cotado a US$ 3,8500/bushel, alta de 1,50 cent ou 0,39%. O analista Terry Reilly, do Citigroup, lembrou que o milho se manteve firme mesmo com as perdas nos mercados vizinhos de soja e trigo, acreditando que haja um leve volume de operações de spread entre trigo-milho, favorecendo o milho", acrescentou.
DÓLAR.
Hoje os produtores de matéria prima, como milho e soja, produtos exportáveis, tiveram seu “dia de caçador”, embora com queda de preço da soja na bolsa de Chicago, houve compensação cambial no Brasil, com a moeda americana cotada a vista em r$ 1,75800 desvalorizando o real em 1,8%, confira os vencimentos futuros :
JANEIRO     1,76950  +1,78%
FEVEREIRO 1,77000 +1,14%
MARÇO       1,78150 +2,39%
MAIO          1,80100 +1,98%.

SOJA/CHINA FECHA EM ALTA, NOVA MÁXIMA EM 2009.

Os futuros da soja na Dalian Commodity Exchange terminaram em alta nesta terça-feira, atingindo nova máxima em 2009 durante a sessão, sustentados pelos ganhos registrados no pregão noturno de Chicago. O contrato referencial de setembro fechou com alta de 0,6%, cotado a 4.109 yuans por tonelada (6,82 yuans = US$ 1).Fundos especulativos puxaram os preços da commodity para 4.130 yuans por tonelada, conforme a política de compras de soja do governo, as expectativas de inflação e um relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ser divulgado na próxima quinta-feira, deram aos compradores boas razões para estabelecer posições compradas. Contudo, analistas disseram que o mercado perdeu força após o contrato referencial romper o nível de 4.100 yuans por tonelada, e que uma correção para baixo pode ser iminente.
Amplas importações de soja da China em dezembro e janeiro também devem pressionar os preços locais, limitando qualquer alta no curto prazo, informou a Tianqi Futures em uma nota. As importações de dezembro devem atingir 3,87 milhões de toneladas, contra menos de 3 milhões de toneladas em cada um dos últimos três meses, segundo um relatório do Ministério de Comércio.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

SOJA/BRASIL: PLANTIO ATINGE 85% .

Os produtores de soja do País semearam 85% da área total estimada para a safra 2009/10 até a última sexta-feira, informou a consultoria mineira Céleres em relatório publicado hoje. Os trabalhos estão atrasados em relação ao mesmo período do ano passado, quando 87% da safra já havia sido cultivada. A lentidão é explicada pelo excesso de chuvas, principalmente no Rio Grande do Sul. O Estado, que possui a terceira maior lavoura de soja do País, cultivou apenas 45% da área. Um ano antes, 65% do trabalho estava concluído. Em compensação, o plantio foi praticamente concluído no Mato Grosso, maior produtor de soja do país, e no Paraná, segundo maior produtor.
A Céleres previu que as lavouras de soja vão ocupar uma área de 22,88 milhões de hectares em todo o País, 6,5% a mais do que na safra 2008/09. A estimativa é ainda 0,1% maior do que a apresentada pela consultoria em seu último levantamento. Em seu relatório, a Céleres aponta que os preços baixos do milho, o menor custo de plantio em relação a outras culturas e a maior liquidez de mercado foram as razões que levaram o agricultor a plantar mais soja este ano. "Com o ciclo antecipado na soja na maioria das regiões, acredita-se que tal situação poderá conceder uma colheita mais cedo e possibilitar, já no início do mês de janeiro, os trabalhos de plantio da segunda safra de milho para as regiões que possuem este potencial produtivo", conclui.
A produtividade média da nova safra foi projetada em 2.798 quilos por hectares, o que significa um aumento de 3,4% em relação à campanha passada. Se aprevisão for concretizada, o Brasil vai colher uma safra recorde de 64 milhões de toneladas, 10,1% mais do que em 2008/09.

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