quarta-feira, 30 de junho de 2010

CBOT/GRÃOS : SOJA, GANHOS DA ABERTURA CESSARAM NO FECHAMENTO.

Os contratos futuros de soja fecharam predominantemente em queda com os contratos referentes à nova safra devolvendo os ganhos de um rali na abertura do dia. Ajustes em operações de spread e estimativas baixistas da área plantada informadas no relatório trimestral do USDA deram o tom na sessão. Os vencimentos de julho, referentes à safra velha, fecharam em alta de 1,25 cent, ou 0,1%, a US$ 9,4850 por bushel, enquanto os de agosto recuaram 0,50 cent, a US$ 9,3100/bushel, e os de novembro - os mais líquidos, referentes à nova safra - fecharam em baixa de 9,50 cents, ou 1%, a US$ 9,0250/bushel.
Uma surpresa altista no relatório do USDA sobre o milho levou ao desmonte de spreads referentes a posições compradas nos contratos novembro da soja e a posições vendidas nos contratos dezembro do milho. Recentemente este spread soja/milho atingiu os prêmios mais altos dos últimos seis meses, ante perspectivas baixistas para os estoques e a área plantada de milho.
Os contratos de novembro recuaram sob pressão dos traders que corrigiram o spread, com projeções de plantio do milho acima do esperado e na ausência de ameaças climáticas no curto prazo, disse Mario Balletto, analista do Citigroup em Chicago.
Houve ampliação do diferencial entre os contratos de julho e os vencimentos seguintes - os estoques menores do que o esperado e a falta de entregas físicas referentes ao contrato de julho funcionaram como um lembrete de que os estoques continuam restritos, disse Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting.
Os contratos de setembro, por sua vez, foram afetados pela melhora das condições climáticas no Delta, o que deve melhorar a produtividade em área considerada como um tampão que supre a lacuna entre os estoques da safra antiga e a chegada da nova safra . Em 1º de junho, os estoques de soja eram de 571 milhões de bushels, abaixo da estimativa média de 592 milhões de bushels, bem como do piso das estimativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones. O USDA estimou, no relatório divulgado hoje, que a área plantada da safra 2010/2011 será recorde, de 78,868 milhões de acres, acima da estimativa média dos analistas, de 78,292 milhões de acres.
Nesta quinta-feira, o relatório semanal do USDA sobre exportações será divulgado às 9h30 (horário de Brasília). Analistas ouvidos pela Dow Jones estimam que as vendas de soja na semana encerrada em 24 de junho fiquem entre 300 mil e 600 mil toneladas; as de farelo, entre 50 mil e 150 mil toneladas, e as de óleo de soja, entre 5 mil e 20 mil toneladas.

MILHO

Os preços futuros do milho dispararam hoje na Bolsa de Chicago em reação provocada pelos relatórios de área plantada e estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os contratos com vencimento em dezembro, os mais negociados, fecharam com ganhos de 29,50 cents ou 8,58%, cotados a US$ 3,7350/bushel. No seu melhor momento registraram US$ 3,74/bushel, no limite diário de 30 cents.
De acordo com as últimas estimativas do USDA, a quantidade de milho estocada nas fazendas e propriedades comerciais totalizou 109,474 milhões de toneladas em 1º de junho. Embora seja 1,1% a mais do que há um ano, o dado está 7,62 milhões de tons abaixo das expectativas dos analistas. Principal produtor mundial de milho, os Estados Unidos colheram 332,7 milhões de tons no ano passado.
O rali ocorre apenas um dia depois de o grão ter registrado as mínimas em nove meses, por conta do clima favorável em áreas de produção americanas. Segundo o analista Lewis Hagedorn, do J.P. Morgan, as dados de estoques e área plantada "representam uma surpresa altista significativa para o mercado de milho". O USDA informou estimar que a área do milho neste ano será de 87,872 milhões de acres, também abaixo das expectativas. Juntos, os dois relatórios reduziram a perspectiva de oferta em cerca de 12,7 milhões de toneladas.
Analistas disseram que os dados de estoques foram mais surpreendentes do que os de área plantada. Alguns declararam que os dados confirmaram o que vinham dizendo há meses: por causa da baixa qualidade da safar 2009/10, os produtores de etanol e confinamento tiveram de consumir mais para atender às suas necessidades.

SOJA/USDA: PLANTIO DEVE ALCANÇAR 78,9 MI/ACRES EM 2010/11.

Os Estados Unidos devem cultivar uma área recorde de 78,9 milhões de acres (31,93 milhões de hectares) de soja em 2010/11, alta de 2% em relação ao ano passado. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em um relatório sobre as perspectivas de plantio neste ano.
Na comparação com 2009, Iowa, Kansas, Minnesota e Nebraska devem expandir as lavouras em 300 mil acres ou mais. Por outro lado, Arkansas e Carolina do Norte deve registrar o maior declínio no plantio, semeando 270 mil e 250 mil acres a menos, respectivamente. Kansas, Nebraska, Nova York e Pensilvânia devem cultivar uma área recorde.

ESTOQUES : Os estoques de soja dos Estados Unidos somavam 571,017 milhões de bushels (15,54 milhões de toneladas) em 1º de junho de 2010, ante 596,159 milhões de bushels (16,23 milhões de toneladas) no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados pelo Departamento de Agricultura -USDA, em seu relatório trimestral de estoques.

MILHO

A área semeada com milho deve atingir 87,9 milhões de acres (35,57 milhões de hectares) em 2010/11, estimou USDA. O dado representa alta de 2% em relação ao ano passado. Segundo o USDA, Illinois e Kansas foram os estados que mais expandiram as lavouras, plantando cada um 600 mil acres a mais do que em 2009/10. O cultivo de milho também aumentou em Indiana, Missouri e Ohio. Já Iowa registrou o maior declínio, com 400 mil acres a menos, enquanto Nebraska e Dakota do Sul reduziram o plantio em 350 mil acres cada.

ESTOQUES : Os estoques de milho nos Estados Unidos somavam 4,31 bilhões de bushels (109,47 milhões de toneladas) em 1º de junho de 2010, ante 4,26 bilhões de bushels (108,24 milhões de toneladas) em igual período do ano passado.

terça-feira, 29 de junho de 2010

CHINA AUMENTA COMPRA ÓLEO DE SOJA DO BRASIL.

A China termina o mês de junho sem eliminar as barreiras ao óleo de soja argentino e com compras do produto ao Brasil. "A China comprou de 400 a 500 mil toneladas de óleo de soja do Brasil, dos quais um total estimado de 260 mil toneladas será exportado em junho e outras 150 mil t em julho", informou hoje a publicação especializada Oil World. A compra do produto brasileiro ocorre em plena disputa comercial entre a China e a Argentina, seu principal fornecedor de óleo de soja.
Na última sexta-feira, o ministro de Agricultura da Argentina, Julian Dominguez, disse que os embarques com destino ao país asiático começaram a ser normalizados. No entanto, as vendas continuam paralisadas à espera de uma solução para o conflito comercial. O assunto só deve ter algum avanço durante a viagem que a presidente Cristina Kirchner vai fazer à China de 12 a 16 de julho. A reunião com o colega chinês Hu Jintao está programada para o dia 13.
Na próxima quinta-feira, completam-se três meses do bloqueio chinês ao óleo de soja argentino, em represália às barreiras que o governo Kirchner vem impondo às importações desde outubro de 2008. A Argentina já enviou duas missões negociadoras à China para tentar reverter o boicote, mas as discussões envolveram outros produtos que os chineses querem exportar sem obstáculos. Além disso, a China alega que a Argentina aplica medidas antidumping contra 18 produtos chineses.

SOJA SAFRA 2010/11 - 10% da safra foi vendido.

A cerca de dois meses e meio para o início do plantio do ciclo 10/11, os sojicultores mato-grossenses já conseguiram negociar 10% da safra de soja por meio dos contratos futuros, segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja/MT). No ano passado, nesta mesma época, os negócios não passavam de 5% da produção estimada para 09/10.
Para os analistas de mercado, os bons preços dos últimos 15 dias, com a soja cotada a US$ 9,70/bushel, favoreceram as vendas futuras no mercado internacional. “Os produtores aproveitaram o bom momento dos preços e travaram contratos visando a próxima safra, que ainda é uma incógnita”, frisa o diretor administrativo da Aprosoja/MT, Carlos Fávaro.
A primeira estimativa sobre intenção de plantio, divulgada na semana passada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), aponta queda de 1,98% da área plantada de soja, que deverá recuar de 6,21 milhões de hectares para 6,09 milhões de hectares. Todas as regiões, à exceção do nordeste mato-grossense, deverão apresentar queda na área cultivada.
Com a queda dos preços da soja na semana passada (US$ 9,30/bushel), o mercado voltou a esfriar e os negócios estão praticamente estagnados. “O produtor está atento ao comportamento do mercado e toma as decisões de acordo com as oscilações dos preços da soja”, aponta Fávaro. Ele diz que mesmo com a estagnação momentânea dos negócios futuros, as vendas este ano estão bem mais adiantadas do que em 2009, nesta mesma época, quando não passavam de 5%.
Os analistas recomendam cautela por parte dos produtores, principalmente em relação à safra mundial de soja, que este ano deverá alcançar novo recorde. “Os produtores devem ficar atentos às previsões climáticas internacionais e às perspectivas de colheita das safras norte-americana e chinesa. Se não houver nenhuma surpresa, teremos uma supersafra elevando os estoques e puxando os preços para baixo no mercado internacional”.
PRESSÃO - No Brasil, a colheita deverá ficar em torno de 64 milhões de toneladas, das quais 18,7 milhões virão de Mato Grosso. Os Estados Unidos devem colher cerca de 92 milhões de toneladas.
Para Carlos Favaro, os preços em 2010 vão sofrer pressão devido à boa safra nos estados produtores brasileiros e à super-oferta prevista das safras norte-americana e argentina. A produção argentina deverá saltar de 32 milhões de toneladas para 53 milhões de toneladas. É este aumento de safra que tende a exercer pressão baixista sobre as cotações futuras nos primeiros meses do ano.
Os importadores chineses acreditam que as boas safras de Brasil e Argentina podem levar a um grande recuo nos preços da soja em Chicago, que costuma refletir o desempenho das exportações norte-americanas. “Devemos estar atentos para o risco de uma super-oferta mundial, já que o mercado espera um incremento de estoque”, lembra Favaro.
A safra deverá pular de 210 milhões de toneladas para 253 milhões de toneladas. Este aumento tende a exercer pressão baixista sobre as cotações futuras nos primeiros meses do ano que vem.
A produção da safra sul-americana de soja 09/10 deve ser 30,5 milhões de toneladas maiores do que a registrada na safra passada, o que significará um crescimento de 34,6% nos estoques mundiais do grão.
Os analistas entendem que a demanda mundial deve crescer 6%, mas não será suficiente para enxugar toda a oferta adicional de soja. “Para que tudo isso se confirme, teremos de confirmar as estimativas de safra recorde na América do Sul, o que elevaria a oferta mundial para um nível bastante superior à demanda projetada em 09/10”, aponta Favaro.

GRÃOS/EUA: EMPOBRECIMENTO DAS SAFRAS DE MILHO E SOJA.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu nesta segunda-feira sua avaliação para as safras de milho e soja no relatório semanal de acompanhamento. A condição da safra de trigo de primavera foi mantida, enquanto a colheita de trigo de inverno avançou para a média desta época do ano depois de um começo lento.
Milho
O USDA informou que 73% da safra de milho apresentava condição de boa a excelente no domingo, dois pontos porcentuais em relação à semana passada e um ponto porcentual acima de um ano atrás. Traders esperavam ver redução de um ou dois pontos ante a semana anterior, por causa do excesso de umidade em partes do Meio-Oeste americano.
No Estado de Iowa, a parcela boa a excelente caiu para 72% ante 75% na semana passada, enquanto Indiana teve queda de 68% para 65%. Em Illinois, 67% da safra foi considerada boa a excelente, em comparação com 69% na semana passada. O USDA informou que 7% da safra formou espigas, acima da média de 5% para esta época do ano. O clima seco e quente teria favorecido o desenvolvimento, segundo analistas.
Soja
De acordo com o USDA, 67% da safra de soja apresenta condição boa a excelente, menos do que na semana passada, que registrou 69%. Há um ano, a porcentagem chegava a 68%. Traders esperavam queda de um a três pontos porcentuais frente à semana passada.
No Estado de Indiana, a avaliação caiu de 67% para 62% de bom a excelente, enquanto Iowa registrou redução de 69% para 66%. O motivo seria o excesso de chuvas, segundo analistas. No Delta do Mississippi, a safra também se deteriorou. No Arkansas, a avaliação passou de 61% para 50% em uma semana. O clima quente e seco foi desfavorável para as plantas em desenvolvimento nessa região.
Cerca de 97% da safra de soja dos Estados Unidos havia sido plantada e 93% emergiu, dentro das médias para este período do ano. Aproximadamente 9% da safra floresceu, um ponto porcentual acima da média.
Trigo de inverno
As colheitas de trigo de inverno tiveram sólido progresso na última semana e 38% da safra foi colhida, um ponto porcentual acima da média, conforme dados do USDA. Uma semana atrás, 17% da safra havia sido colhida, menos do que a média de 23%.
No Estado do Kansas, tipicamente o maior produtor do país, 55% da safra foi colhida, nível acima da média de 52%. As chuvas atrasaram os trabalhos de campo no Texas, onde apenas 58% da safra foi colhida, ante 73% de média. No Estado e Illinois, onde a safra é bem menor do que a do ano passado, a colheita chegou a 64% as lavouras, mais do que a média de 57%.
Os Estados na região central e nas Planícies do Sul, como Kansas e Texas, produzem trigo duro de inverno (HRW), usado para fazer pão. O trigo brando (SRW) é produzido especialmente no Meio-Oeste e na região do Delta.
Trigo de primavera
O USDA manteve sua avaliação de boa a excelente para a safra de trigo de primavera em 84%, mais do que os 76% registrados há um ano. Na Dakota do Norte, principal Estado produtor de trigo de primavera, a avaliação foi elevada de 85% para 87%. O trigo duro de primavera (HRS), produzido nas Planícies do Norte, é avaliado por seu alto teor proteico e geralmente é misturado com variedades de qualidade mais baixa. Segundo o USDA, 29% da safra perfilou, menos do que a média de 34%. Na Dakota do Norte, onde o plantio foi atrasado pela umidade, 22% da safra perfilou, enquanto a média é de 28%.

GRÃOS/CHICAGO- SOJA SEM DIREÇÃO DEFINIDA E MILHO REGISTRA MÍNIMA EM 8 MESES.

Os contratos futuros de soja fecharam sem direção única nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). O desmonte de spreads de alta e as preocupações relacionadas à queda nas avaliações de qualidade impulsionaram os contratos referentes à nova safra.
Os contratos de julho recuaram 2 cents, ou 0,2%, para US$ 9,5500 por bushel, os de agosto recuaram 0,5 cent, para US$ 9,4050/bushel, e os de novembro, os mais líquidos no momento, referentes à nova safra, fecharam em alta de 6,50 cents, ou 0,7%, a US$ 9,1850. Os contratos referentes às colheitas previstas para o outono dos Estados Unidos foram sustentados na sessão pelos traders, ainda atentos ao potencial da safra e a quedas nas perspectivas da área plantada, em função das fortes chuvas no mês de junho.
O mercado está um pouco tímido com as condições da safra, em meio a temores maiores de que o clima úmido afetou mais as áreas de soja do que as de milho, em estágio mais avançado de desenvolvimento, disse um analista de Indiana. A safra de soja ainda tem um longo caminho antes de atingir o período crítico de desenvolvimento, de forma que o mercado está mantendo algum prêmio de risco, na sequência das condições climáticas voláteis que prevaleceram em junho.
As perspectivas de queda nas avaliações de qualidade da nova safra deram suporte aos preços na sessão de hoje, na medida em que os analistas estimavam que as avaliações de boa a excelente recuariam de um a três pontos porcentuais no relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado depois do fechamento do mercado. O relatório do USDA indicou que 67% da nova safra apresenta condição de boa a excelente, dois pontos abaixo do verificado na semana passada - e, portanto, dentro das estimativas dos analistas.
Os contratos mais próximos, por sua vez, foram pressionados pelo desmonte dos spreads de alta, na medida em que os traders abandonam as posições de julho antes do primeiro dia de entrega física, nesta quarta-feira. No entanto, os declínios foram limitados pela firmeza dos mercados à vista e pela pouca disponibilidade de estoques, já que os produtores continuam relutantes em vendê-los, disse John Kleist, corretor e analista da Allendale.
As perspectivas climáticas favoráveis, no curto prazo, restringiram a tendência de alta nos contratos futuros referentes à nova safra. O volume de negócios também foi baixo na sessão desta segunda feira, em que prevaleceu uma leve consolidação de posições antes da divulgação dos relatórios trimestrais do USDA , nesta quarta-feira, sobre a área de plantio e os estoques

MILHO

Os preços futuros do milho caíram pela sexta sessão consecutiva, terminando no seu menor nível desde outubro, conforme o clima favorável segue alimentando discussões sobre safra recorde. Os contratos mais negociados, com vencimento em dezembro, terminaram em queda de 7,75 cents ou 2,15%, cotados a US$ 3,5275/bushel. Estima-se que fundos tenham vendido de 12 mil contratos.O mercado rompeu a antiga mínima de US$ 3,35/bushel, mantendo o momentum técnico baixista que o conduziu para a trajetória atual.
Analistas disseram que o principal fator negativo para os preços foram as previsões do tempo indicando ambiente seco ao longo do Cinturão nesta semana (condição ideal para corrigir o excesso de umidade observado em junho ao longo de muitas regiões). Depois de um rápido início da temporada de plantio, muitos traders falam, agora, em produtividade recorde.
O analista Chad Henderson, da corretora Prime Agricultural Consultants, disse que "a percepção em Chicago é de que tudo vai bem e a safra de está a caminho". Apesar de algumas preocupações com chuvas, nos últimos dois anos o Cinturão teve momentos de muita umidade e safras fortes.
Traders seguiram cautelosos antes da divulgação dos dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na quarta-feira, sobre área plantada e estoques.

MILHO : PREÇOS EM MATO GROSSO PRESSIONADOS POR ESTOQUES DE PASSAGEM.

Os altos estoques de passagem de milho, em torno de 3 milhões de toneladas, referentes às aquisições da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), pressionam os preços do cereal em Mato Grosso. O comentário foi feito por técnicos do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), no boletim semanal sobre a cultura do milho divulgado ontem segunda feira.
Segundo os analistas do Imea, os baixos preços têm desanimado os agricultores, que aguardam melhores propostas de compra, seja nos leilões de prêmios para escoamento da safra feitos pelo governo ou nas aquisições dos consumidores internos. Eles observam que os preços atuais em Sorriso correspondem à metade dos valores praticados em igual período do ano passado e a um terço dos registrados em 2008.
No boletim, os técnicos comentam o último acompanhamento de colheita de milho divulgado pelo Imea na quinta-feira da semana passada, quando 24,8% da área havia sido colhida, contra 11,1% de igual período do ano passado. Eles consideram que a evolução semanal de 12,7% na colheita segue em linha com os anos anteriores. As regiões mais adiantadas são o Norte, com 32,9%; o Médio-Norte, com 31,1%; e o Nordeste, com 30,2%.
O levantamento do Imea mostra que as médias de produtividade já começam a diminuir, à medida que a colheita avança, refletindo o impacto da estiagem nas lavouras semeadas mais tarde. Em Campo Verde, a produtividade caiu de 110 sacas, da semana anterior, para 95 sacas na semana passada. Em Lucas do Rio Verde, as médias caíram de 90 para 85 sacas.
Os técnicos comentam que em Lucas do Rio Verde, onde os trabalhos de colheita estão mais adiantados, o cereal já começou a ser "estocado" a céu aberto por causa da falta de espaço nos armazéns, mesmo com a queda na produtividade. "Parece ter se tornado uma prática comum para esta época do ano, resultado da combinação de baixos preços e fluxo de armazenagem", avaliam os técnicos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

GRÃOS: PREÇOS DA SOJA CAIRÃO POR DOIS ANOS.

Volumosas colheitas de soja, esperadas para os próximos dois anos, devem derrubar os preços da commodity conforme os estoques aumentarem, impulsionando a oferta de grão e óleo, afirmou hoje o analista John Baker, do Rabobank International. No entanto, ele acredita que a forte demanda da China deve puxar os preços do milho e limitar desvalorização da soja e de outras oleaginosas. Baker, que é diretor regional de Pesquisa e Consultoria em Alimentação e Agronegócios do Rabobank na Ásia, avalia que os estoques globais de soja alcançarão até setembro 60 milhões de toneladas do ano-safra 2009/10 e, provavelmente, chegarão a 74 milhões de toneladas durante 2010/11. Ele afirmou que os preços internacionais da soja podem cair para US$ 9,0/bushel em setembro.
Segundo o analista, a safra de milho dos Estados Unidos, maior produtor mundial, pode totalizar 345,440 milhões de toneladas em 2010/11. Ele disse que a Argentina deverá ter produtividade de 21 milhões de toneladas. "A produção no Brasil pode atingir 54,1 milhões de toneladas em 2009/10, 6,2% maior do que no ano comercial anterior", previu.
A expectativa é de que a demanda chinesa controle uma eventual desvalorização do cereal. Baker entende que os preços "devem subir gradualmente até US$ 4,10/bushel, em março de 2011".

quinta-feira, 24 de junho de 2010

SOJA:CHICAGO CAI PRESSIONADO POR CLIMA E ENTREGAS EM JULHO

Os contratos futuros de soja voltaram a fechar em baixa nesta quinta-feira, com as previsões climáticas mais favoráveis para a nova safra dos Estados Unidos e o esgotamento das compras de contratos referentes à safra antiga. Os vencimentos de julho recuaram 2,50 cents, ou 0,3%, para US$ 9,5550 por bushel, enquanto os de novembro fecharam em baixa de 11,50 cents, ou 1,2%, a US$ 9,1200/bushel. Estima-se que os fundos especulativos tenham vendido 5 mil lotes no pregão desta quinta-feira.
Os contratos de novembro, os mais líquidos do momento, permaneceram na defensiva na maior parte do dia, aproximando-se dos níveis mais baixos das últimas duas semanas. A melhoria das condições climáticas para o desenvolvimento do plantio pressionou os contratos referentes à nova safra.
A perspectiva de clima mais seco para o Meio-Oeste dos Estados Unidos e temperaturas mais amenas e condições mais úmidas para as áreas de soja do Delta são vistas como ideais para elevar o potencial da nova safra, disseram analistas. Efetivamente, os traders extraíram prêmios de risco das cotações, devido ao clima mais favorável.
Estoques restritos da safra antiga e o suporte da demanda alimentaram os spreads de alta, limitando os declínios dos contratos curtos. Ainda assim, o momentum altista perdeu força, com os traders cobrindo posições de julho antes do início do período de notificações de entrega, que se inicia no dia 30 de junho para o vencimento de julho.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

GRÃOS/CBOT- PREÇOS CEDEM COM CLÍMA FAVORÁVEL AS LAVOURAS.

Os contratos futuros de soja da CBOT fecharam em baixa nesta quarta-feira, com a redução dos prêmios de risco motivada pela melhoria das perspectivas para o clima. Os contratos de julho recuaram 7,50 cents a US$ 9,5800 por bushel, enquanto os de novembro, os mais líquidos no momento, referentes à nova safra, fecharam em baixa de 12,50 cents, ou 1,3%, a US$ 9,2350/bushel. Estima-se que os fundos especulativos tenham vendido 5 mil lotes de soja.
As previsões climáticas indicam maiores chances de chuvas nas plantações do Delta e condições mais quentes e secas para as áreas de plantio ao longo do Meio-Oeste na próxima semana - essa combinação tirou ímpeto da correção de preços. As condições de clima previstas para julho não parecem no momento tão ameaçadoras como se pensava anteriormente, o que abriu caminho para que os traders diminuíssem os prêmios de risco.
Na ausência de notícias sobre a demanda que dessem suporte aos preços, os traders altistas optaram por ficar à margem dos negócios.A falta de notícias sobre demanda e dados altistas sobre a área plantada da canola no Canadá atrai vendedores ao mercado neste momento. A pressão das vendas baseadas em análise gráfica foi outro fator que contribuiu para os declínios. A percepção de parte dos traders é de que houve exagero nas altas recentes das cotações. Nesta quarta-feira, as vendas se aceleraram no momento em que se rompeu o suporte dado pelas principais médias móveis.
Os restritos estoques referentes à safra antiga deram suporte aos spreads de alta e limitaram os declínios nos contratos mais próximos. No entanto, o momentum altista começa a perder força, com a transição do foco para os fundamentos da nova safra, na medida em que os contratos de julho se aproximam do período de entrega.
Nesta quinta-feira, U.S. Census Bureau divulga às 9h (horário de Brasília) o relatório de maio referente ao esmagamento de soja. A previsão é de 3,625 milhões de toneladas, abaixo do mês anterior, de acordo com estimativas de analistas do setor. O relatório semanal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre exportações será divulgado às 9h30 (horário de Brasília). Analistas ouvidos pela Dow Jones estimam que as vendas realizadas na semana encerrada em 17 de junho fiquem na faixa entre 350 mil e 550 mil toneladas; as de farelo de soja, entre 50 mil e 150 mil toneladas, e as de óleo de soja, entre 40 mil e 55 mil toneladas.

MILHO

Os contratos futuros de milho terminaram a quarta-feira com perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), à medida que os indicadores sobre a condição da safra são positivos e os sinais técnicos mantêm o mercado na defensiva. Posição mais líquida, o contrato dezembro caiu 6,50 cents ou 1,75% e fechou a US$ 3,6550/bushel. Trata-se da terceira sessão consecutiva de baixa.
Traders lembraram que a última avaliação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a safra americana mostra ótimas condições e que a previsão do tempo para a semana que vem é de clima seco sem calor excessivo. Traders não têm levado em conta alguns relatos altistas sobre excesso de chuva, pois estão apenas em pontos isolados.
Segundo o analista Joel Karlin, da corretora Western Milling, o mercado não deve reagir muito a notícias de chuva, sendo mais provável ver um rali se a previsão for de clima muito seco e quente. Um trader declarou que "pode haver muita (umidade) em algumas áreas, mas nunca ganhei muito dinheiro estando comprado quando há chuva demais".
O analista Jason Britt, presidente da Central State Commodities, comentou que as safras já são bastante amplas de modo geral, o que permite aos campos absorver melhor a umidade. Traders avaliam que o mercado parece tecnicamente baixista e alguns aguaram os dados de área plantada do USDA, que serão divulgados em 30 de junho.

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