quarta-feira, 7 de julho de 2010

SOJA: CBOT FECHA FIRME COM FORTES FUNDAMENTOS.

O mercado futuro da soja terminou a sessão firme, na máxima de duas semanas, nesta quarta-feira em Chicago, sustentado por fundamentos favoráveis, como dados sobre a condição da safra, boa demanda, e os ganhos de mercados vizinhos.O vencimento agosto fechou com alta de 27,25 cents, ou 2,9% mais, para US$ 9,6775/bushel. O novembro, contrato mais ativo, referente à safra 2010/11, subiu 32,50 cents, ou 3,6%, para US$ 9,3250/bushel. Os fundos especulativos compraram cerca de seis mil lotes.
A ligeira retração na condição das lavouras de soja norte-americana, de um ponto porcentual em relação à semana anterior, para 66%, serviu de catalisador para atrair compras. Os traders adicionaram um prêmio por conta do risco climático, diante das incertezas climáticas para o período de desenvolvimento da safra em 2010.
O relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado ontem, após o fechamento do mercado, mostrou lavouras em condição abaixo do esperado pelo mercado, um sinal de que o clima úmido afetou negativamente plantações no Meio-Oeste, afirmou Dan Cekander, analista da Newedge, em Chicago.
A firmeza dos mercados financeiros também ajudou a atrair mais compradores, porque o otimismo trouxe de volta alguns especuladores dispostos a adotar posições consideradas mais arriscadas nos mercados de commodities. O dólar mais fraco, a alta do petróleo e dos mercados de ações atraíram muitas compras.
Indicações de que a China está buscando mais soja no curto prazo sustentam o mercado. A capacidade dos Estados Unidos de manter as exportações de grão da safra 2009/10 mostra a competitividade dos preços norte-americanos, observa Cekander. Compras técnicas também ajudaram a impulsionar os ganhos no dia, depois que as cotações testara a resistência de ontem e depois as médias móveis de 50 e 100 dias. Nos produtos, tanto o óleo de soja como o farelo tiveram rali, seguindo o desempenho da oleaginosa.

MILHO FECHA COM VALORIZAÇÃO DE 2,6%.

Os contratos futuros de milho subiram com força nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentados pela alta do trigo e das ações. Os lotes para entrega em dezembro, os mais negociados, fecharam em alta de 10,0 cents ou 2,64%, cotados a US$ 3,8925/bushel. A piora na condição da safra americana, informada ontem pelo relatório de acompanhamento do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), estimulou o movimento, segundo analistas.
Os preços do trigo e da soja saltaram hoje e os futuros de milho caminharam em território positivo durante todo o dia, fechando perto das máximas. O analista Chad Henderson, da corretora Prime Ag Consultants, afirmou que o mercado de milho encontra resistência técnica, mas seus fundamentos são altistas. Ele entende que o mercado não deverá se limitar a seguir o trigo e a soja. "Acho que os players fracos são os vendidos no mercado de milho", disse. "É hora de tirá-los."
Ainda há preocupações com a umidade em junho e o temor de que as perdas de nitrogênio possam afetar a produtividade, segundo traders. Isso alimenta os rumores de que o rendimento não chegará a 170 bushels por acre. No entanto, alguns participantes entendem que as maiores chances ainda são de que a safra seja volumosa e possivelmente recorde. Traders aguardam os dados de oferta e demanda do USDA, que serão divulgados na sexta-feira.

terça-feira, 6 de julho de 2010

CBOT- GRÃOS PERDEM PREÇO APÓS FERIADO AMERICANO.

Os contratos futuros da soja devolveram os ganhos do início da sessão e encerraram em baixa na bolsa de Chicago depois de perder o suporte de mercados vizinhos e pressionados pelo clima favorável. O vencimento agosto perdeu 4 cents, ou 0,4%, para US$ 9,4050/bushel. A posição novembro, referente à safra 2010/11, recuou 5,75 cents, ou 0,6%, para US$ 9/bushel.
O declínio do dólar e a alta inicial dos mercados de energia e financeiro deram o suporte para a soja. Mas os ganhos foram limitados à medida que os traders decidiram reduzir a exposição a ativos de risco. Estima-se que os fundos venderam dois mil contratos no dia. A atividade do segmento é uma referência sobre o fluxo de investimentos no mercado da oleaginosa. A soja seguiu a alta do mercado de trigo, o cenário favorável nos mercados financeiros e indicações de demanda chinesa ao longo do dia. No entanto, sucumbiu no final da sessão, quando o trigo limitou os ganhos do dia, dando espaço para os participantes focarem a atividade no mercado climático e na projeção de safra recorde em 2010. O vencimento mais negociado, base novembro, chegou a testar a máxima de uma semana, mas depois terminou na mínima de uma semana.
Sem o suporte de mercados vizinhos, foi difícil manter o rali inicial. Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam em queda, pressionados pelo declínio em um índice de atividade do setor de serviços dos EUA. A melhora das condições climáticas permitiu o avanço do plantio e também o replantio de algumas lavouras durante o feriado prolongado, segundo Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting.
O clima mais seco também beneficiou o desenvolvimento das plantas, segundo alguns analistas. Relatório semanal de progresso de safra, divulgado há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indica que 66% da safra tem condição de boa a excelente. Do total cultivado, 23% já floresceu, ante 13% no mesmo período do ano passado.
A demanda firme e o aperto da oferta norte-americano no curto prazo ainda são fatores altistas, mas sem risco climático ou grandes altas em outros mercados, somado à perspectiva de amplos estoques, limitarão os avanços da oleaginosa, observa Zuzolo. Hoje, o USDA anunciou venda de 120 mil toneladas de soja e 40 mil toneladas de óleo de soja para a China com entrega no ano fiscal 2010/11.
Nos produtos, o óleo de soja encerrou em baixa, também devolvendo ganhos iniciais. Sem o suporte da soja, não foi possível garantir a alta do começo do pregão, observam os analistas.

MILHO

Os preços futuros do milho caíram nesta terça-feira na CBOT após uma forte abertura. Posição mais líquida, o contrato dezembro recuou 5,25 cents ou 1,37% e fechou a US$ 3,7925/bushel. Os ganhos iniciais foram registrados na esteira do trigo, que reagiu a fatores climáticos. Mas o mercado cedeu conforme o trigo perdeu força durante o pregão.
A falta de ameaças climáticas à safra de milho dos Estados Unidos foi o principal motivo de o milho não ter mantido o momentum positivo do início da sessão, segundo traders. Embora a expectativa de produtividade seja um pouco menor por causa da umidade e da seca em partes do Cinturão, traders disseram que os indicadores continuam favoráveis para as lavouras. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 71% da safra americana tem condição boa a excelente.
Previsões do tempo sinalizam chuva nesta semana, primeiro em áreas centrais e no Oeste e depois no Leste. Segundo participantes do mercado, uma eventual ameaça seria um período prolongado de estiagem.
O milho terminou o dia perto das mínimas. De acordo com o analista Arlan Suderman, da revista Farm Futures, os futuros estavam prestes a ter uma correção depois dos ganhos da semana passada por causa do relatório do USDA. Suderman avalia que o mercado passará por um momento de transição, até que se tenha novidades. Ele observou que a queda de hoje exagerou as perdas com ordens automáticas de venda, depois que o setembro rompeu a média móvel de 200 dias a US$ 3,70/bushel.

SOJA/EUA: USDA INFORMA VENDA DE 120 MIL T PARA CHINA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta terça-feira a venda de 120 mil toneladas de soja para China em 2010/11. O ano comercial da oleaginosa começa em 1º de setembro. Exportadores norte-americanos devem relatar ao USDA vendas de 100 mil toneladas ou mais feitas em um único dia para um mesmo destino.

O USDA também anunciou hoje a venda de 40 mil toneladas de óleo de soja para China em 2010/11. O ano comercial do produto começa em 1º de outubro. Exportadores norte-americanos devem relatar ao USDA vendas de 20 mil toneladas ou mais feitas em um único dia para um mesmo destino.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

LA NIñA DEVE MUDAR CLIMA JÁ NA PRÓXIMA PRIMAVERA.

Depois de um período de aproximadamente um ano com águas aquecidas (El Niño), desde o mês passado se observa um processo de resfriamento das águas do Oceano Pacífico equatorial, indicando o retorno do fenômeno La Niña. Alterações no clima já são previstas para a próxima primavera no Hemisfério Sul, segundo avaliação da Somar Meteorologia em boletim especial com projeções para a safra de grãos 2010/11.
Conforme a Somar, o resfriamento das águas do Oceano Pacífico equatorial deve aumentar gradualmente no decorrer deste inverno, com o La Niña totalmente configurado durante a primavera e permanecendo durante o verão 2011. "A previsão é de um episódio de intensidade moderada a forte e deve durar pelo menos até o outono de 2011", informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.
O mais recente episódio de La Niña ocorreu no verão 2007/08. No entanto, dadas as características como intensidade, rapidez na formação e provavelmente duração, o episódio deste ano está muito semelhante com o observado no segundo semestre de 1998 e verão 1999.

Os principais impactos para o segundo semestre de 2010 e verão 2011 na agropecuária:
Soja
Para a lavoura de soja do Brasil, o fenômeno La Niña tem dois impactos bem caracterizados: primeiro atrasa o retorno das chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Enquanto para as lavouras do Sul do Brasil e também de Mato Grosso do Sul reduz a incidência de chuva e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão. Para a safra 2011, portanto, muda o cenário climático, principalmente quando comparado com o observado na safra passada.
O retorno das chuvas este ano deve ocorrer somente no fim de outubro e no decorrer de novembro, mesmo assim de forma muito irregular, o que deve implicar atraso do plantio para as lavouras de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Maranhão e Tocantins. Durante o verão as chuvas nesses Estados devem apresentar um comportamento médio, com o risco das chuvas se prolongarem até abril e meados de maio.
Já as lavouras do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e também de Mato Grosso do Sul não devem enfrentar grandes problemas na fase de plantio entre outubro e novembro. No entanto, deve-se considerar o risco de estiagem durante os meses de verão. A continuidade do La Niña remete para a possibilidade de um outono também com chuvas abaixo da média.
Milho verão
Conforme a Somar, o cenário climático para a lavoura de milho é muito semelhante às condições da lavoura de soja. O risco aumenta principalmente para as lavouras do Sul do Brasil em virtude das estiagens no verão. As lavouras do norte/noroeste do Rio Grande do Sul e do oeste de Santa Catarina, no entanto, que são plantadas mais cedo (em agosto), ainda podem se beneficiar das chuvas da primavera. Elas poderão escapar assim do risco de estiagem que aumenta a partir de dezembro e durante o verão.
Para as lavouras de milho do Nordeste do Brasil, incluindo o agreste e sertão nordestino, a presença do La Niña num primeiro momento indica um bom período de chuvas ("inverno nordestino") que vai de fevereiro a maio. No entanto, a qualidade do período de chuvas ainda vai depender das condições do Oceano Atlântico que, no momento, ainda não estão definidas. De qualquer forma, o cenário climático para 2011 é bem melhor que o observado na safra deste ano.
Arroz irrigado
O fenômeno La Niña está associado a chuvas abaixo da média e períodos de estiagens nas áreas produtoras de arroz do Sul do Brasil. Considerando, porém, que a região vem de um período chuvoso, com a maioria dos reservatórios/barragens cheios e ainda com as chuvas da primavera para completar nível, o indicativo do verão mais seco representa um cenário climático favorável para a próxima safra de arroz do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. A Somar observa que o principal problema da safra passada foi o excesso de chuva da primavera, por causa do El Niño.
Além disso, a previsão de redução das chuvas durante o inverno, com a incidência de períodos secos nas principais áreas produtoras de arroz irrigado do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, deve beneficiar o processo de drenagem e preparação do solo para o plantio, cujas atividades em grande parte se concentram nos meses de inverno, o que depois favorece o plantio que se inicia a partir de outubro.
Algodão
O atraso no retorno das chuvas na primavera não deve representar grande problema no plantio da lavoura de algodão de Mato Grosso e da Bahia. Durante o verão deve prevalecer o padrão médio de chuvas, o que não deve interferir no desenvolvimento das fases vegetativas. É importante considerar, porém, a possibilidade de o período de chuvas se prolongar até abril e meados de maio de 2011, o que em tese favorece a lavoura de algodão adensado/safrinha na fase vegetativa. Em compensação, pode representar risco nas fases finais (abertura da pluma) e colheita. Portanto, em 2011 não deve se repetir o problema observado na safra passada, quando a falta de chuva em abril e maio acabou reduzindo o potencial de produção de algumas lavouras.
Milho safrinha
O fenômeno La Niña aumenta o risco para as lavouras do Paraná, Mato Grosso do Sul e de São Paulo, que enfrentam período de escassez de chuva durante o outono, assim como não dá para eliminar o risco de frio (geada) a partir de maio. Já para as lavouras de milho safrinha de Mato Grosso e Goiás, o cenário climático é mais favorável, pois o período de chuvas deve se prolongar até abril e meados de maio de 2011. O cenário climático para a lavoura do milho safrinha 2011 muda, portanto, em relação ao observado em 2010. O cenário é mais favorável para as lavouras de Mato Grosso e Goiás, enquanto se pode esperar problemas e aumento de risco para as lavouras do Paraná e de Mato Grosso do Sul.
Cana-de-açúcar
O período seco mais definido e longo que vem sendo observado em 2010 tem favorecido o corte e o processo de moagem da cana-de-açúcar do Sudeste e do Centro-Oeste do Brasil. No entanto, como o período seco está bem mais crítico (severo) e considerando a possibilidade do atraso no retorno das chuvas da primavera, isso deve interferir no desenvolvimento das plantas novas e assim comprometer a produção da safra de 2011. A Somar ressalta, ainda, que em 2011, em virtude da presença do La Niña, o período de chuvas pode se prolongar até abril e meados de maio, retardando assim o início do corte/moagem.
Café/laranja
Este ano o outono e o inverno mais secos e com temperaturas mais amenas beneficiaram a finalização e a qualidade da safra, assim como tem favorecido o processo de colheita. No entanto, como o período seco será bem mais severo e considerando a possibilidade do atraso no retorno das chuvas, isso poderá prejudicar o desenvolvimento das plantas e as fases de floradas na primavera, comprometendo assim a produção da safra de 2011.
Leite/carne
A Somar alerta para o período seco deste ano, que começou antes e deve se estender pelo menos até outubro. Para o Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil isso implicará um período maior de suplementação alimentar dos animais. A atual condição climática se diferencia completamente do ano passado(2009), que teve período seco curto e com boa oferta de pastagem em praticamente todo o ano. Essa situação deve influenciar diretamente na produção de leite e carne, com uma tendência de aumento do custo de produção. As condições de produção devem se regularizar com o retorno das chuvas no verão.
Já para o Sul do Brasil as condições climáticas são favoráveis até a primavera deste ano. No entanto, como o La Niña está associado à escassez de chuvas no verão, que pode se prolongar até o outono de 2011, é de se esperar um cenário mais adverso para a produção de pastagem no próximo ano, o que deve indiretamente prejudicar a produção de leite e carne da região.
Argentina/Paraguai
Assim como ocorre com lavouras de soja do Sul do Brasil, na Argentina e no Paraguai também se observa uma redução das chuvas e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão, durante período de La Niña. Para a safra 2011, portanto, muda o cenário climático em relação ao observado na safra passada, diminuindo em tese o potencial de produção.
Para a fase de plantio das lavouras de verão entre outubro e novembro, os produtores não devem enfrentar grandes problemas, pois a primavera, mesmo com a presença do La Niña, ainda é um período de boas chuvas. Os agricultores da Argentina, porém, devem considerar fortemente o risco de estiagem durante os meses de verão. Inclusive, a continuidade do La Niña remete para um outono também com chuvas abaixo da média.
Estados Unidos
Definidas as condições favoráveis de plantio das lavouras de soja e milho, daqui para frente as preocupações dos agricultores norte-americanos se voltam para a ocorrência e distribuição das chuvas durante o verão. De um modo geral, pode-se afirmar que as condições climáticas se mostram favoráveis para produção das lavouras do Meio-oeste dos Estados Unidos.
A tendência para este verão é de uma condição média, com elevação da temperatura e redução das chuvas. Cabe ressaltar apenas que, como é típico do verão norte-americano, este ano podem ocorrer alguns períodos de estiagens regionalizadas, entre julho e agosto, principalmente nas áreas produtoras localizadas mais a oeste, incluindo parte dos Estados de Nebraska, Iowa, e Missouri. A previsão da instalação do La Niña para o outono no Hemisfério Norte está associado com redução das chuvas, o que em tese deve favorecer o período de colheita a partir de setembro.
Energia
O período seco mais longo nos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste significa uma menor oferta de energia no segundo semestre de 2010, o que implicará manutenção da expectativa de elevação do preço da energia pelo menos até o fim do ano.
Para 2011, com a presença do La Niña, o cenário muda primeiramente para as Bacias Hidrográficas do Sul do Brasil, que a partir do verão entram em um período de deficiência de chuva. Para as Bacias Hidrográficas do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte, a previsão é de uma recuperação dos níveis, com as chuvas do verão e do outono de 2011. O prolongamento do La Niña em 2011 é que vai definir o nível de problemas e riscos do Sistema para o segundo semestre. A Somar ressalta que em períodos longos de La Niña (duração maior que um ano) o Sistema de Geração de Energia Hidrelétrica do Brasil apresenta deficiência.

EUA: BOLSAS FECHADAS HOJE.

As bolsas americanas estão fechadas nesta segunda-feira (5), entre elas a Bolsa de Nova York (ICE Futures US), que cota commodities softs (algodão, açúcar, cacau, café e suco de laranja) e a Chicago Board of Trade (CBOT), que tem contratos futuros de grãos (soja, milho e trigo). Os mercados não abrem hoje por causa do feriado de Dia da Independência dos Estados Unidos, celebrado ontem (4). Os negócios serão retomados normalmente amanhã de manhã.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

MILHO SAFRINHA : COLHEITA EM MT ATINGE 41,1%.

O ritmo da colheita do milho safrinha em Mato Grosso neste ano está 20,3 % mais adiantado em relação à igual período do ano passado, segundo levantamento semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).
Segundo o Imea, nesta semana a colheita atingiu 41,1% dos 2,002 milhões de hectares cultivados, enquanto no mesmo período do ano passado 20,8% da área havia sido colhida. O volume retirado das lavouras até agora é estimado em 3,445 milhões de toneladas, levando em conta a projeção do Imea de produção de 8,383 milhões de toneladas.
A expectativa é grande em relação às lavouras de milho que começam a ser colhidas nesta semana, pois foram plantadas mais tarde e sofreram mais os efeitos da forte estiagem durante abril e maio. Um produtor explica que a avaliação visual não permite dimensionar as perdas provocadas pela falta de chuvas, o que será possível apenas após a colheita. No último levantamento feito pelo Imea, os técnicos constataram que em Lucas do Rio Verde, as primeiras lavouras produziram 90 sacas de milho por hectare e agora o rendimento está em 85 sacas.
Nesta semana colheita evoluiu 16,3% em relação a anterior, com volume estimado em 1,366 milhão de toneladas. A região do médio-norte de Mato Grosso, maior produtora do Estado, registra colheita de 46,6% da área cultivada, que equivale a 1,934 milhão de toneladas. Na região sudeste, onde a colheita está mais atrasada, os trabalhos atingiram 31,5% da área plantada, com produção de 560 mil toneladas.


EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE MILHO EM MATO GROSSO
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                   SAFRA 2009/10            EVOLUÇÃO DA COLHEITA
                  ÁREA   PRODUÇÃO   2/JUL/09   1/JUL/10 VARIAÇÃO
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Noroeste       113.250    444.527     13,80%     33,10%   19,30%
Norte                8.700      32.745    125,30%     52,90%   27,60%
Nordeste        76.000    303.814     13,00%      48,50%   35,50%
Médio-norte 982.820  4.151.998    129,80%     46,60%   16,80%
Oeste           296.900  1.239.934    123,30%     38,00%   14,70%
Centro-sul    106.000    432.560     13,30%      39,20%   25,90%
Sudeste       418.400  1.778.365       5,60%     31,50%   25,90%
Mato Grosso 2.002.070  8.383.943  120,80%   41,10%   20,30%
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

SAFRA 2010/11: CONSUMO DE INSUMOS CRESCE E LOGÍSTICA PREOCUPA.

A indústria de fertilizantes trabalha com perspectiva de boa demanda na safra 2010/11, mas especialistas e executivos destacam que a rentabilidade ligeiramente menor na safra 2009/10 e a concentração das compras no segundo semestre podem puxar os custos logísticos no período. "Os preços de algumas commodities e dos fertilizantes estão mais baixos, mas foram recuos compatíveis. A soja, por exemplo, apesar da queda, ainda mantém a marca de US$ 9/bushel em Chicago", avalia Carlos Eduardo Florence, o diretor executivo da Associação dos Misturadores de Adubo do Brasil (Ama-Brasil).
Para o executivo, a situação do produtor nesta temporada não é ruim, por conta da disponibilidade de linhas para o financiamento agrícola. A expectativa da indústria é de que o setor retorne à sazonalidade histórica, com 65% a 70% das vendas concentradas no segundo semestre.
Neste cenário, a demanda pode ser afetada por custos mais altos para transportar os fertilizantes. "O custo da matéria-prima ficou estável nos últimos três meses, e não deve subir mais, mas compras no segundo semestre sofrerão o impacto de preços mais altos de frete. Quem está distante, certamente, sentirá mais o efeito deste movimento", observa.
O diretor comercial da Galvani, Celso Fajardo, destaca que o setor trabalha com a perspectiva de fortalecimento do mercado neste ano, especialmente para algodão e cana-de-açúcar, culturas que operam com preços firmes. "Se tudo correr bem, a tendência é mesmo superar 22,47 milhões de toneladas comercializadas no ano passado, podendo chegar a 23,5 milhões de toneladas", estima. Para atender a este crescimento na demanda por fertilizantes, haverá necessidade de mais suprimento, o que puxará as importações ao longo do ano. O problema, diz ele, é que a concentração das compras no segundo semestre pode acarretar custos logísticos mais altos também para a indústria de insumos.
Importação - O número mais recente da Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda) aponta firme crescimento das importações de fertilizantes intermediários, utilizados na mistura para a formulação do produto. Até abril, houve um acréscimo de mais de 200% nas compras externas destes insumos. Tal movimento é favorecido pelos preços estáveis da matéria-prima no mercado internacional. Acompanhamento da Ama-Brasil indica valores estáveis nos últimos três meses e próximo de níveis históricos do setor: em torno de US$ 400/tonelada para o cloreto de potássio, US$ 490/tonelada para o monoamônio fosfato (MAP) e US$ 290/tonelada para a ureia.
O superintendente da Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudoeste Goiano (Comigo), Claudio Teoro, que reúne 4.900 associados em 12 municípios concentrados no sudoeste de Goiás, também trabalha com um cenário positivo para este ano. "Em 2009/10, o produtor já diminuiu a adubação. Agora ele está consciente de que não há espaço para reduzir mais, se não quiser comprometer a produtividade", afirma.
Defensivos - A perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do setor agrícola acima de 5% neste ano é a base para as projeções otimistas da indústria de defensivos agrícolas no ciclo 2010/11. "Estimativas iniciais indicam crescimento da ordem de 4% no ano, mas, diante das relações de troca mais favoráveis para os produtores, este porcentual pode chegar a 7%", afirma o diretor executivo da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef).
De acordo com o executivo, levantamentos realizados pelo setor mostram redução nos custos do insumo neste começo de ano, mantendo movimento já registrado em 2009. Avaliação da indústria, a partir de levantamento feito em abril pelo Instituto de Economia Agrícola de São Paulo (IEA), aponta uma queda de 12% a 17% nos preços de uma cesta com os produtos mais utilizados nas lavouras de soja, milho, cana e algodão, culturas que respondem por 75% das vendas no setor.
"O consumo de defensivos é diretamente proporcional à produção e à produtividade. Os níveis atuais indicam que o agricultor tende a usar toda a tecnologia disponível para garantir uma boa safra", afirma José Roberto Da Ros, vice-presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). "Esperamos expansão neste ano porque estas são as sinalizações dos principais órgãos do setor", afirma ele, citando cenários traçados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o IEA.
O vice-presidente da unidade de proteção de cultivos da Basf no Brasil, Eduardo Leduc, é mais cauteloso. Segundo ele, o alto nível dos estoques e os baixos preços do milho e do trigo, duas culturas que fazem rotação com a soja, podem influenciar na rentabilidade agrícola. Na avaliação de Leduc, os produtores devem fazer operações de hedge e travar os custos de produção para ficarem menos vulneráveis às oscilações de preço no mercado.
Mesmo assim, Leduc considera que o surgimento de ervas daninhas mais resistentes e a maior incidência de doenças fúngicas, especialmente no Sul do País, devem sustentar a demanda por defensivos neste ano. Outro segmento que deve apresentar bom desempenho na nova safra é o de tratamento de sementes. "O investimento em genética produz sementes com alto potencial de produtividade que precisam ser protegidas", afirma. Fator que preocupa o executivo, a exemplo do que já ocorre no caso dos fertilizantes, é o gargalo logístico que o setor pode enfrentar se postergar demais as compras de insumos no segundo semestre.

SAFRA 2010/11: MERCADO PREVÊ LEVE CRESCIMENTO DA ÁREA DE SOJA.

Apesar de os preços estarem hoje menos favoráveis do que no ano passa e da expectativa de grande safra no maior produtor mundial - os Estados Unidos -, analistas de soja consideram que os produtores brasileiros plantarão área ao menos semelhante à da safra 2009/2010, senão ligeiramente maior, em 2010/2011. "Esperamos uma área igual ou até mesmo um pouco maior. Com a expansão de algumas áreas novas e a migração de parte do milho para a soja, a área de plantio pode ser até 5% maior", prevê Glauco Monte, analista da FCStone.
Questões como câmbio, preços e nível de oferta seguem como fatores de incerteza. "Os produtores estão atrasando a decisão sobre plantio. Eles esperam um quadro mais claro, mais consolidado, sobre o nível da produção nos Estados Unidos. E estão atrasando também a compra de fertilizantes, como aconteceu no ano passado, quando quem comprou mais tarde, conseguiu preço melhor", disse Fernando Pimentel, analista da Agrosecurity. "Neste ano, a situação é outra: as indústrias de fertilizantes estão menos estocadas", acrescentou o analista, referindo-se ao risco embutido na repetição desta estratégia.
"O câmbio é uma incógnita muito importante, mas acreditamos que, se houver perdas em uma ponta, podem ser compensadas na outra - se Chicago recuar, é possível que haja um offset do câmbio", explicou Pimentel. A expectativa do alto nível de produção da safra atualmente em desenvolvimento nos Estados Unidos é outro fator fundamental. "Analisando estritamente no contexto de oferta e demanda, é de se esperar que haja um pouquinho de sobreoferta, se a safra dos EUA terminar dentro do que se espera. Esperamos que a soja em Chicago fique nessa faixa de US$ 8,50 a US$ 9,50 por bushel até o início da próxima safra nos Estados Unidos, a partir de maio", acrescentou o analista da Agrosecurity.
"No que diz respeito ao mercado físico, o produtor brasileiro vai seguir plantando soja. Pode haver uma migração marginal de soja apara algodão, na Bahia e em Mato Grosso, da ordem de 200 mil hectares no total, e no Paraná, uma pequena migração de milho para soja no verão", disse Pimentel. "Se a safra forte nos Estados Unidos se confirmar, o produtor do Cerrado deve investir menos em tecnologia, especialmente em adubação", acrescentou.
No Paraná, a migração de parte do milho para soja é dada como certa. "Aqui, tivemos uma safrinha muito boa, com um grande excedente de milho. Apesar de o preço da soja ter também recuado, ainda está melhor do que o do milho", disse Washington Terra, analista da WA Corretora de Cereais, de Maringá (PR). "É difícil falar com precisão porque ainda estamos longe do início do período de plantio de soja no Paraná, que começa em outubro, com a soja precoce, e em novembro, o plantio deve aumentar em função do menor interesse pelo milho. A soja tem mais liquidez e carrega valor para o futuro."

SAFRA 2010/11: MARGEM DE LUCRO CAIRÁ, MESMO COM REDUÇÃO DE CUSTO.

Uma safra de custos mais baixos, mas com margens de lucro menores para os produtores por causa da queda dos preços dos grãos e da competição internacional. É este o panorama traçado para o ciclo 2010/11 por especialistas consultados pela Agência Estado. "O resultado da safra não será ruim, mas, com as margens mais apertadas pela queda de preços, não será um céu de brigadeiro", afirmou Francis Kinder, analista de commodities da consultoria AgraFNP.
Embora as estimativas de área variem, é consenso que as despesas serão menores, mas também que os produtores vão embolsar menos na próxima safra. Na soja, por exemplo, o custo de produção deve recuar entre 5% e 6%, de acordo com projeção da Agroconsult. Mas a margem de lucro deve ceder entre 18% e 40%. No milho, a redução dos ganhos deve chegar a 12%.
"A soja tem fundamentos baixistas, com mais uma grande safra nos Estados Unidos e, no Brasil, um câmbio apreciado. Isso vai ajudar a pressionar as cotações da oleaginosa", afirmou Fábio Meneghin, analista da Agroconsult. No caso do milho, o problema é interno. Os baixos preços vistos na safra 2009/10 não devem se recuperar diante da grande oferta ainda existente do produto, que continuará a puxar para baixo o valor do cereal. Kinder, da AgraFNP, estima que os estoques de passagem do atual ciclo deverão crescer para 12,4 milhões de toneladas, de 11 milhões de t em 2008/09.
O algodão, por sua vez, será um ponto fora da curva no cenário das principais commodities brasileiras. Com preços altos e demandas interna e externa fortes, ambos os analistas preveem aumentos expressivos na área plantada do País em 2010/11, 28% no caso da Agroconsult, 39% no da AgraFNP.
Estimativa da Agroconsult indica que a área total de grãos deve crescer de 47,509 milhões em 2009/10 para 48,144 milhões de hectares em 2010/11. A produção deverá ser recorde, com 148,131 milhões de toneladas, ante 147,694 milhões de t em 2009/10, um aumento de 0,3%. A área de verão deve crescer 2%, para 38 milhões de hectares, de 37,2 milhões de hectares. A área de inverno deve recuar 1,7%, de 10,285 milhões, para 10,113 milhões de hectares.
Margens - Bem-vinda, a queda de custos não deverá compensar a redução dos preços dos grãos. Estimativas da Agroconsult levam em conta que a cotação média da soja em 2010/11 será de US$ 8,75/bushel. O dólar foi estimado em R$ 1,90 ao final de 2010. Isso deve resultar em preços médios de R$ 25,00 a saca de 60 quilos da oleaginosa em Mato Grosso, e R$ 31,3/saca no Paraná. Ontem, o contrato janeiro da soja negociada na Bolsa de Chicago fechou em US$ 9,1225/bushel. No caso do milho, o preço médio em Mato Grosso deverá ser de R$ 9,80 por saca de 60 quilos e, no Paraná, de R$ 15,80 por saca, de atuais R$ 10,50 e R$ 16,50, respectivamente.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a margem do produtor de soja deverá ser 40% menor, ou R$ 222 por hectare em 2010/11, considerando uma produtividade de 53 sacas/ha, ante R$ 366/ha em 2009/10, com 51 sacas/ha. "Eles vão colher mais e embolsar menos", comentou Fábio Meneghin. No Paraná, a margem da oleaginosa deve ficar em R$ 450 (produtividade de 50 sacas por ha), ante R$ 550 na safra passada (com produtividade de 52,5 sacas), queda de 18%.
As margens do milho também estarão menores. No Paraná, elas devem diminuir 12%, de R$ 813/ha na safra 2009/10, para R$ 716/ha em 2010/11. Em Mato Grosso, a safrinha do milho deve ter margem negativa de R$ 122 por ha, mas com a subvenção do governo de R$ 275/ha, avaliada com base nos leilões em apoio à comercialização, deve ter um saldo positivo de R$ 154/ha. Em 2009/10, a safrinha teve saldo positivo de R$ 14/ha.
Mundo - Os analistas consideraram que a turbulência no mercado financeiro internacional não deve afetar tanto as commodities agrícolas, cuja demanda deve continuar forte. Por outro lado, fornecedores mundiais importantes como Estados Unidos e Argentina terão safras expressivas, não permitindo uma valorização significativa das cotações.
Na sexta-feira passada, o ministro de Agricultura da Argentina, Julián Domínguez, anunciou que a produção de grãos do país atingirá recorde de 100 milhões de toneladas. Nos EUA, o Departamento de Agricultura (USDA) informou ontem que a área de soja deverá bater o recorde de 78,9 milhões de acres (31,93 milhões de hectares) e a de milho deverá crescer para 87,9 milhões de acres (35,57 milhões de hectares) em 2010/11; ambas terão incremento de 2% ante a safra anterior. No caso do algodão, o plantio deverá aumentar expressivos 19%, para 10,9 milhões de acres (4,41 milhões de hectares).

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