As importações de soja da China devem alcançar 6,45 milhões de toneladas em junho, informou nesta sexta-feira o Centro Nacional de Informação de Grãos e Óleos da China (CNGOIC, na sigla em inglês). Se concretizado, o volume adquirido estabelecerá um novo recorde para a oleaginosa.
O país deve importar 5 milhões de toneladas em julho, 4,5 milhões de toneladas em agosto e 4 milhões de toneladas em setembro, acrescentou o CNGOIC em um comunicado. A Administração Geral Alfandegária da China divulgará os números preliminares do mês de junho amanhã.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
SOJA/CHINA: IMPORTAÇÃO PODE SOMAR 6,45 MILHÕES TONS EM JUNHO.
PARANAGUÁ: PARALISAÇÃO DO PORTO SERÁ O CAOS.
O assessor técnico da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, disse que a interdição do Porto de Paranaguá, caso persista, será um "caos" para o Paraná e para o Brasil. "Estou me recusando a acreditar que sejam capazes de fazer isso", afirmou. "Esse embargo é uma coisa absurda." De acordo com ele, somente o prejuízo direto será de US$ 40 mil a US$ 50 mil por navio para cada dia parado. Custo que deve ser coberto pelo exportador. Hoje, havia 13 navios no cais e outros 45 ao largo, aguardando o momento de atracar.
Camargo ressaltou que não estava preocupado apenas com o setor agrícola, que está em pleno escoamento da safra, mas também com outros segmentos, como o das montadoras de automóveis. "Hoje não se faz mais estoque de peças, a importação é praticamente diária e uma interdição do porto interrompe o processo produtivo", analisou. A Appa anunciou que entraria na Justiça para tentar reverter a interdição. "O que espero que aconteça é que tenha sucesso na Justiça Federal e, na sequência, haja um termo de conduta com prazos estabelecidos", ponderou.
Caso o embargo seja mantido, Camargo prevê que serão formadas filas tanto de navios quanto de caminhões. "As cargas já contratadas para embarque devem seguir para o porto", disse. "Será o caos que já tivemos em épocas passadas." Segundo ele, alterações de rotas tanto de navios quanto das cargas a serem embarcadas acarretarão custos altos. "Alguma solução tem que ser dada", pediu.
SOJA/EUA: USDA DEVE ELEVAR ÁREA E EXPORTAÇÃO.
Analistas esperam que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve sua estimativa de área plantada com soja no ciclo 2010/11 e também as projeções de exportação da antiga safra, a 2009/10. O relatório será divulgado amanhã, às 9h30. Especialistas consultados pela Dow Jones disseram que não há grandes motivos para mudanças nos fatores de oferta e demanda, mas devem ocorrer alguns ajustes.
Em média, analistas estimam que o USDA indique estoques finais 2009/10 dos Estados Unidos de 171 milhões de bushels. Isso representa 14 milhões de bushels a menos do que a leitura feita em junho. As estimativas variam de 138 a 195 milhões de bushels. Os analistas preveem, ainda, que os estoques finais 2010/11 somem, em média, 354 milhões de bushels, ante 360 milhões de bushels em junho. As expectativas variam de 250 a 387 milhões de bushels.
Jerry Gidel, da corretora North America Risk Management Services, disse que "atualmente o USDA está subestimando as exportações da antiga safra". Ele explica que os Estados Unidos precisam vender apenas 11,5 milhões de bushels em nove semanas para chegar à previsão atual do USDA de 1,455 bilhão de bushels. Segundo Dan Cekander, da Newedge, o USDA poderá elevar sua projeção de vendas externas em 10 a 20 milhões de bushels.
Para a nova safra, Cekander espera que o USDA aumente a estimativa de área plantada, em linha com o relatório de junho, usando a tendência de produtividade de 42,9 bushels por acre. No relatório de junho, o USDA elevou a perspectiva de área plantada com soja em 770 mil acres, para 78,87 milhões, um novo recorde.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
CBOT- SOJA FECHA EM ALTA, INDEFINIÇÃO SOBRE CLIMA E DEMANDA SUSTENTAM PREÇOS.
Os contratos futuros da soja encerraram em alta na bolsa de Chicago, sustentados pela incerteza quanto ao clima na temporada de desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, a sólida demanda exportadora e as perspectivas de ajustes nos números de estoques da safra 2009/10.
O vencimento julho, encerrou com alta de 19,50 cents, ou 2% para US$ 10,1250/bushel e o agosto subiu 15,25 cents, ou 1,6%, para US$ 9,83/bushel. O contrato novembro, o mais ativo, subiu 13,50 cents, ou 1,4%, e fechou a US$ 9,46/bushel. Fundos especulativos compraram cerca de seis mil lotes no dia.
Os preços para a soja, especialmente no curto prazo, estão em alta por conta do temor de oferta restrita. O receio agora é de que a safra 2010/11 também fique abaixo do esperado. Muitos traders não estão dispostos a vender neste mercado até que se defina melhor o impacto do clima nas lavouras.
Os participantes da indústria acreditam que o relatório de oferta e demanda mundiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que sai amanhã, deve confirmar a situação de oferta ajustada no país. A expectativa é que o USDA corte em cerca de 381 mil toneladas o número para os estoques finais em relação ao dado de junho. O ano comercial da soja vai de 1º de setembro a 31 de agosto.
Mesmo com as indicações de área recorde com soja, de acordo com o relatório da semana passada do USDA, o mercado teme o impacto que o clima pode ter nos níveis de produtividade da safra norte-americana durante o período mais crítico de desenvolvimento das plantas. "Clima e produtividade terão um impacto muito maior nos preços do que a área, já que um aumento ou redução de um buhsel em rendimento afeta diretamente nos dados sobre oferta", afirmou Steve Freed, analista de mercado da ADM Investor Services, de Chicago.
No relatório de junho, o USDA projetou bons níveis de estoques para 2010/11 em 9,8 milhões de toneladas, com base em uma produtividade média de 42,9 bushels por acre. Para os participantes da indústria, este deve ser o maior número do ano, a partir de agora a tendência deve ser de queda nas projeções para estoque, como aconteceu nos dois anos anteriores, observou Freed.
O governo norte-americano estima que o plantio deve atingir o recorde de 78,868 milhões de acres (31,91 milhões de hectares), aumento de 2% sobre o ano anterior. Alguns analistas são mais céticos e não acreditam nesta expansão, por conta do alto nível de umidade e das tempestades registradas no meio-oeste em junho, que pode ter atrasado o plantio e alagado alguns campos. Freed observa que outras variáveis podem pesar neste mercado: o efeito da crise econômica na demanda, o clima em agosto e o forte apetite global por soja.
MILHO- FECHA EM ALTA COM RUMORES SOBRE PRODUÇÃO NOS EUA.
Os preços futuros do milho subiram com influências do mercado vizinho de trigo e preocupações com a possibilidade de a safra americana deste ano ser menor do que o esperado. Os contratos com vencimento em dezembro, os mais negociados, saltaram 7,0 cents ou 1,80% e fecharam a US$ 3,9625/bushel.
A força do mercado de trigo se refletiu no milho, pois ambos os cereais são usados na alimentação animal. Além disso, o analista Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group, disse que os futuros de milho ainda estão reagindo ao relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na terça-feira, que não indicou melhora na condição da safra americana durante a última semana, por conta de fatores climáticos. Em vez disso, a piora das lavouras elevou o temor de que a área plantada com milho pode ser menor do que o previsto e, talvez, também a produção. O USDA divulga amanhã o relatório mensal de oferta e demanda.
Scoville notou que a atividade dos fundos especulativos impulsionou os preços hoje. Traders altistas foram estimulados pela expectativa de queda da produção e aumento da demanda. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 15 mil lotes em milho. Relatos de que o clima está quente e seco em áreas de produção da China também sustentaram os futuros.
PARANAGUÁ: ADMINISTRAÇÃO DO PORTO CONFIRMA INTERDIÇÃO DO IBAMA.
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) confirmou há pouco, em nota, interdição por parte do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), por questões ambientais. O porto afirma que já está elaborando um processo judicial para restabelecer as operações, enquanto aguarda a definição de um Termo de Ajuste de Conduta (TAC). O embargo paralisou as operações da faixa portuária, que tem nesta quinta-feira 13 navios atracados. Há, ainda, 45 navios ao largo e 26 navios previstos para a atracação em Paranaguá.
"Desde que assumiu a autarquia, em maio deste ano, o superintendente da Appa, Mário Lobo Filho, trabalha para a regularização das questões ambientais portuárias, criando uma comissão que tem à frente o Capitão-de-Mar-e-Guerra, Marcos Antônio Nóbrega Rios", diz a nota. "Este grupo já esteve varias vezes reunido com o Ibama, em Curitiba e em Brasília, para a elaboração do TAC. Nesta manhã, o superintendente e demais diretores da Appa foram a Brasília para uma reunião marcada na semana passada e, ao chegarem ao Ibama, foram surpreendidos com a notícia do embargo em Paranaguá."
MILHO/CONAB : PEP NEGOCIA TODO SUBSÍDIO OFERTADO.
O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para milho, realizado hoje, negociou todo o subsídio para o equivalente a 970 mil toneladas dos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Goiás e Distrito Federal. O valor total da operação foi de R$ 62,501 milhões. Nas cinco operações já executadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desde o fim de maio, é a primeira vez que a demanda atinge 100%. O melhor resultado tinha sido na semana passada, com 96% da oferta total.
Neste pregão houve grande disputa pelos subsídios ofertados, que chegaram a cair quase 50%. Na região 1 do Paraná, que compreende os municípios mais próximos do porto, o valor do prêmio teve redução de 49,2%, de R$ 3,72/saca para R$ 1,89/saca. Em Mato Grosso, que pela primeira vez negociou toda a oferta de subsídio para 600 mil toneladas, o deságio nos prêmios foi maior nas duas maiores áreas agrícolas do Estado, no norte e em Lucas do Rio Verde e Sorriso. Na região 1, com oferta de 175 mil toneladas, o subsídio chegou a cair 41,2%, de R$ 6,84/saca para R$ 3,99/saca. Na região 2, o volume era de 125 mil toneladas, e o prêmio passou de R$ 6,24/saca para R$ 4,074/saca, queda de 35,7%.
Pepro - Ao contrário do leilão de PEP, o resultado da operação de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) para milho foi o pior da série, iniciada em 10 de junho. Foi negociado apenas 25% da subvenção ofertada, o que equivale a 35,07 mil toneladas das 140 mil toneladas ofertadas do oeste da Bahia (120 mil t), do Maranhão (10 mil t) e do Piauí (10 mil t). Até então, o interesse pela subvenção não havia sido menor que 70%.
SOJA/CHICAGO TRABALHA EM ALTA, FORTE DEMANDA PARA EXPORTAÇÃO.
Os preços futuros da soja caminharam em território positivo na Bolsa de Chicagos em meio as incertezas sobre o desenvolvimento da safra americana. Os contratos com vencimento em novembro, os mais líquidos, subiam 23,0 cents na maxima do dia, encerrando a US$ 9,46/bushel, 13 pontos de alta. A demanda para exportação segue forte, mas há dúvidas sobre o clima e sua influência nas lavouras. Além disso, traders aguardam o relatório de oferta e demanda do USDA que será divulgado nesta sexta-feira 9/7. Eles acreditam que o governo americano confirmará a situação de oferta apertada, segundo analistas.
SAFRA DE SOJA 2010/11 PODE ALCANÇAR 71 MILHÕES.
A produção brasileira de soja na safra 2010/11, em fase de preparo, deve alcançar cerca de 71 milhões de toneladas, representando aumento de 3% a 5% em comparação com o período anterior. A projeção é do presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, que esteve reunido hoje em São Paulo com Grupo de Trabalho da Soja (GTS), para discutir os resultados do 3º ano de Monitoramento da Moratória da oleaginosa.
De acordo com Lovatelli, a produção deve aumentar com ganho em área, especialmente em Mato Grosso, cujos agricultores podem transferir áreas de pastagem para o plantio da soja. Além disso, espera-se melhora nos níveis de produtividade das lavouras.
Lovatelli explicou que, mesmo depois do crescimento expressivo da safra de soja dos três principais países produtores (Brasil, Argentina e Estados Unidos) esperava-se que houvesse um desempenho negativa dos preços. "No entanto, a demanda pela oleaginosa, em particular pela China, sustenta as cotações", disse ele. Além disso, o presidente da Abiove observou que os dados sobre a qualidade de parte da safra de soja norte-americana contribui para manter os preços sustentados. As condições das lavouras nos EUA apresentaram uma leve piora. Há três semanas, 77% das lavouras apresentavam condição de excelente a boa. Nesta semana, o índice teria caído para 66%. "Isso deu uma puxada nos preços", comentou Lovatelli.
MILHO-PRÊMIO PODE CORRIGIR DISTORÇÃO NO PEP.
Os valores dos prêmios pagos pelo governo para subsidiar o escoamento do milho em Mato Grosso são insuficientes para cobrir o custo do frete até os portos, caso as tradings paguem aos produtores o preço mínimo de R$ 13,98/saca como é exigido nos editais dos leilões realizados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Por isso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) pede ao governo para aumentar o valor dos prêmios pagos nos leilões para escoamento (PEP) do cereal no Estado.
Um corretor comentou que a saída tem sido as tradings fingirem que pagam o preço mínimo e os produtores fingirem que recebem o valor estabelecido pelo governo. Um dos mecanismos utilizados tem sido descontar do produtor parte do valor do frete ou mesmo receber um volume maior de milho para cobrir a despesa com o transporte. Atualmente, com a paridade do milho a R$ 19/saca em Paranaguá, o cereal de Mato Grosso na origem, descontando somente o valor do frete, sairia a R$ 10,90/saca em Rondonópolis e a R$ 8,20/saca em Sorriso.
Os primeiros leilões realizados pelo governo comercializaram entre 60% a 70% da oferta de prêmios porque muitos produtores estavam reticentes em aceitar as propostas de descontos na comercialização feita por meio dos leilões, nos quais as tradings têm de comprovar a compra do cereal (no máximo 1 mil tonelada por CFP ou CNPJ) e o escoamento para receber o valor do prêmio. O avanço da colheita e as dificuldades de armazenamento, parte do cereal já está sendo estocado a céu aberto, levaram os produtores a acelerar as vendas, pois consideram mais vantajoso segurar a soja, que têm perspectiva de melhora no preço.
Para resolver a questão o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, enviou correspondência para o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, reivindicando aumento nos valores dos prêmios, o que possibilitaria as tradings cobrirem seus custos e remunerar o produtor com o preço mínimo de garantia.
No documento encaminhado ao ministro, Silveira reconhece as limitações dos leilões de PEP, ao argumentar que a tendência é de os compradores (tradings) fecharem as operações dando preferência ao milho já depositado em seus armazéns, o que restringe o número de participantes, apesar da limitação de volume. Por isso, ele defende a realização de Leilões de Prêmio Equalizador pago ao Produtor (Pepro), por meio do qual a subvenção é paga diretamente ao agricultor na venda do milho.
Silveira diz que reconhece a importância dos leilões para escoamento da safra, mas reivindica que o governo utilize operações de compra de milho (AGF) para abater as dívidas junto ao Banco Brasil. O endividamento dos agricultores em Mato Grosso é estimado em mais de R$ 12 bilhões. Além da resistência da área econômica do governo, um dos fatores limitantes para novas compras diretas de milho pela Conab em Mato Grosso é a dificuldade de armazenagem, pois atualmente os estoques de cereal da estatal no Estado somam 2,921 milhões de toneladas.
SOJA/EUA: USDA INFORMA VENDA DE 116 MIL T PARA CHINA.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quinta-feira a venda de 116 mil toneladas de soja para China em 2009/10. A temporada comercial da oleaginosa começou em 1º de setembro do ano passado.
Exportadores norte-americanos devem informar ao USDA quaisquer vendas de 100 mil toneladas ou mais de soja feitas em um único dia para um mesmo destino.
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