quarta-feira, 14 de julho de 2010

CLIMA: REGIÃO SUL DEVE VOLTAR A REGISTRAR GEADA.

Várias áreas do Sul do País devem voltar a registrar geadas na madrugada de quinta-feira, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). No Paraná, elas devem ocorrer no sul e oeste do Estado, a exemplo da madrugada de hoje. Na região cafeeira paranaense o frio persiste, mas a presença de nebulosidade deve impedir o congelamento do orvalho. Outras áreas que podem registrar geadas são o planalto e o oeste de Santa Catarina, o sul de Mato Grosso do Sul e todo o Rio Grande do Sul. A presença de uma massa de ar frio e seco mantém as temperaturas muito baixas amanhã em toda a Região Sul.
No Paraná, a região sul deverá registrar as menores temperaturas do Estado, -1ºC na mínima e +9ºC na máxima. No Rio Grande do Sul, a região de serra no nordeste gaúcho deverá ter -4ºC nas primeiras horas de amanhã. Devem ocorrer geadas em todas as regiões do Estado, segundo o Inmet. Várias áreas do Paraná devem registrar chuvas na quinta-feira, prevê o Inmet. Na microrregião em torno de Maringá e Londrina a precipitação deve ser mais intensa, com possibilidade de trovoadas isoladas.
No Mato Grosso do Sul, o sul do Estado deverá ter geada leve com mínima de 3ºC. Em São Paulo e Minas, as chuvas persistirão amanhã, com baixas temperaturas. Em Goiás, o tempo fica nublado na quinta-feira, com temperaturas amenas.
Na madrugada desta quarta-feira, houve geada de fraca a moderada intensidade no sul e oeste paranaense. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), vários municípios na metade sul tiveram temperaturas negativas, como Guarapuava (-4,3ºC), União da Vitória (-2ºC) e Pato Branco (-1,0ºC). Cascavel, no sudoeste, registrou 0,7ºC. Como previsto, a metade norte do Estado, onde se concentra a produção agrícola local, teve temperaturas mais amenas. Maringá registrou mínima de 6,5ºC, Campo Mourão +3,7ºC. Umuarama, no noroeste, teve +5,1ºC. No Rio Grande do Sul houve geadas em várias regiões. De acordo com o Inmet, 17 municípios do Estado tiveram temperaturas abaixo de zero nas primeiras horas da manhã de hoje.
As geadas da quarta-feira foram de fraca e moderada intensidade e não tiveram impacto sobre a produção agrícola do Sul do País. Isso porque as áreas onde as temperaturas mais caíram ou não possuem atividade agrícola intensa ou, como no caso do trigo no Rio Grande do Sul, ainda estão em fase vegetativa, em que o congelamento do orvalho não prejudica as lavouras. No Sudeste, as chuvas devem continuar a atrapalhar a colheita do café e da cana-de-açúcar.

SOJA: ABIOVE ELEVA ESTIMATIVA DE EXPORTAÇÃO.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) elevou sua estimativa para as exportações de soja do ano comercial que vai de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011. De acordo com relatório divulgado há pouco pela entidade, o Brasil deve embarcar um volume recorde de 29,5 milhões de toneladas do grão, o que significa um aumento de 5,2% sobre as 28,04 milhões de toneladas da temporada 2009/10. Em junho, a indústria havia projetado exportações de 29 milhões de toneladas. "O ajuste no número para embarques reflete a firme demanda internacional. O mercado está tomador, com demanda firme. A China está comprando muito", explica Fábio Trigueirinho, secretário geral da Abiove. Ele observa que o período de entressafra e o baixo nível dos estoques nos Estados Unidos abre uma janela para as exportações da América do Sul entre julho e setembro. Neste cenário, diz ele, ainda é possível que os números sejam ajustados nos próximos meses.
A Abiove manteve o número para a produção brasileira de soja em 68,4 milhões de toneladas, aumento de 19,2% sobre a safra passada. Em maio, a indústria processou 2,905 milhões de toneladas, amostragem que representa de 80% a 82% do total de empresas do setor. A previsão para esmagamento na atual temporada ficou estável em 33,1 milhões de toneladas. Contudo, o volume representa um crescimento de 7,5% em relação à última temporada.

CHICAGO/GRÃOS : SOJA, MILHO E TRIGO AMPLIAM GANHOS.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalhavam em alta nesta quarta-feira, com os contratos de longo prazo atingindo uma nova máxima em dois meses. Incertezas climáticas, à medida que a safra se aproxima do período crucial de desenvolvimento (em agosto), impulsionavam os vencimentos mais distantes, segundo analistas. Indícios técnicos positivos atraíam compras especulativas, ampliando a tendência de alta do mercado.
Os primeiros contratos também exibiam firmeza, motivados por ofertas apertadas no mercado físico e por sólida demanda. Os produtos derivados da oleaginosa também avançavam. Os lotes para entrega em novembro subiam 12 cents, ou 1,26%, para US$ 9,6650 por bushel.
O milho registrava valorização, ainda influenciado pelo contínuo rali do trigo. Os mercados estão ligados porque ambos os produtos são utilizados na fabricação de ração animal, explicou um analista. Embora haja preocupações com temperaturas elevadas até o final de julho, traders dizem que as previsões atualmente não são muito positivas para os preços do milho. O contrato dezembro avançava 9,25 cents, ou 2,39%, cotado a US$ 3,9625 por bushel.
O trigo estendia ganhos recentes nesta quarta-feira, motivado por temores acerca das ofertas mundiais. O cereal atingiu o nível mais alto em seis meses no contrato dezembro das três bolsas norte-americanas. Em Chicago, há pouco o vencimento subia 8,25 cents, ou 1,43%, para US$ 5,8650 por bushel. Na Bolsa do Kansas, o contrato saltava 8,50 cents, ou 1,46%, negociado a US$ 5,9250 por bushel.

CLIMA: MASSA DE AR POLAR DEVE PROVOCAR GEADA NO PR E NO RS.

A passagem de uma massa de ar polar de forte intensidade deve baixar ainda mais as temperaturas do Sul do País, mas não deve prejudicar as áreas de produção agrícola da região, de acordo com a Somar Meteorologia. A previsão é de geadas no Rio Grande do Sul e em áreas do Paraná na próxima madrugada. Em São Paulo, as chuvas devem prosseguir e prejudicar a colheita de café e cana-de-açúcar. No Centro-Oeste, o tempo deve seguir seco nas principais áreas, sem interromper o trabalho nas lavouras de milho de segunda safra.
A Somar prevê geada no centro-sul do Paraná, área de agricultura menos intensa no Estado. O céu aberto provocará queda maior da temperatura que em outras regiões e os termômetros deverão marcar de zero a 2ºC na madrugada de amanhã. No norte do Estado, área que concentra a produção de milho safrinha e café, a temperatura cai para 2ºC a 3ºC nas primeiras horas da quarta-feira, mas a nebulosidade vai impedir a formação de geadas. "As nuvens vão funcionar como um cobertor", explicou o meteorologista especializado em agricultura Márcio Custódio. Segundo ele, pode haver episódios de geada isolados no noroeste paranaense, na região acima de Palotina, mas nada que deva preocupar o agricultor. Mais para o sudoeste, em Cascavel, a geada pode ser mais generalizada.
Na divisa entre Paraná e Santa Catarina a forte queda de temperatura pode resultar em geadas e morte das plantas de trigo que se encontram na fase de florescimento e frutificação, segundo a Somar. Mas as perdas não devem ultrapassar 1,5% das áreas afetadas porque além de a região produtora que pode ser atingida ser pequena, o porcentual de plantas nas fases mais suscetíveis ao frio ainda é mínimo.
No Rio Grande do Sul, as geadas devem ocorrer por todo o Estado. Uma nova massa de ar avançou sobre a região, derrubando as temperaturas. Algumas localidades podem registrar zero grau, mas as lavouras de trigo não devem ser prejudicadas uma vez que estão nas fases de germinação e de desenvolvimento vegetativo, estágios tolerantes ao frio intenso. Depois dessa massa de ar, uma nova frente fria deve chegar ao Estado no fim de semana, com chuvas.
No Estado de São Paulo, as chuvas deste início de semana devem se prolongar até domingo, com queda de temperaturas, segundo Márcio Custódio. "Teremos madrugadas mais frias e chuvas fracas, mas constantes, que podem prejudicar o andamento da colheita da cana e do café mais pela constância que pelo volume", afirmou o meteorologista. Os volumes de precipitação não devem passar de dez milímetros.
Já em Mato Grosso do Sul, deve receber chuvas de até 50 milímetros no centro-sul do Estado. Ali, 30% das lavouras de milho safrinha estão na fase de enchimento de grãos. Em Goiás, não há previsão de chuvas para os próximos dias e o tempo se mantém favorável à colheita do milho. Para Mato Grosso, a previsão é de tempo seco nos próximos dias.

terça-feira, 13 de julho de 2010

CBOT- SOJA FECHA MISTURADO, COBERTURAS LIMITAM ALTA DA SAFRA NOVA.

O mercado futuro de soja terminou a sessão desta terça-feira sem direção definida na bolsa de Chicago. O movimento de cobertura de posições absorveu parte dos fortes ganhos dos vencimentos mais longos acumulados ao longo do dia. Os contratos julho e agosto terminaram a sessão em queda. O vencimento julho recuou 1,25 cent, ou 0,1%, para US$ 10,3050/bushel, e o agosto perdeu 2,75 cents, ou 0,3%, para US$ 9,95/bushel. O contrato novembro, mais ativo na bolsa, terminou com alta de 3,50 cents, ou 0,4%, a US$ 9,5450/bushel. Fundos especulativos compraram 5 mil lotes no dia.
A oferta apertada no curto prazo, influências altistas de outros mercados e o declínio da condição das plantações de soja norte-americanas serviram como catalisadores e levaram as cotações às máximas de dois meses. Entretanto, a rolagem de posições compradas do vencimento julho, que está próximo do vencimento, reduziu os ganhos de vencimentos mais curtos. Amanhã é o último dia de negócios com o contrato julho.
Os contratos da safra 2010/11 puxaram o mercado nesta terça-feira, segundo Bill Nelson, analista da Doane Advisory Service, de Saint Louis. O relatório que apontou nova retração de um ponto porcentual, para 65%, de lavouras com boa a excelente condição e as dúvidas quanto às condições climáticas no período de desenvolvimento das plantas mantém o mercado sustentado, observa Nelson.
Agosto é um período crítico para a soja, porque é o período de formação das vagens e enchimento dos grãos, essenciais para a produtividade das lavouras. A partir de agora rendimento e produção devem dominar a atenção dos participantes do mercado, já que muitos adicionam prêmios por conta dos efeitos do clima.
Os contratos do farelo sucumbiram diante das operações de spread entre o farelo e óleo. Fundos venderam cerca de mil lotes do produto. Em contrapartida, o óleo teve um rali, puxado pela atividade altista de spread e influenciado pela alta do petróleo.

MILHO

Os preços futuros do milho caíram nesta terça-feira na CBOT pressionados pelos dados divulgados ontem pelo governo americano, indicando que a safra está em melhores condições de que se imagina. Previsões do tempo mostram clima favorável para as lavouras americanas e aumentam o peso sobre os futuros. Posição mais líquida, o contrato dezembro caiu 4,75 cents ou 1,21% e fechou a US$ 3,87/bushel.
O mercado trabalhou na defensiva durante a maior parte do dia. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a parcela da safra considerada em condição boa a excelente passou para 73%. O milho chegou a encontrar suporte no comportamento de outros mercados, inclusive das ações, mas o milho foi incapaz de sustentar o momentum positivo.
O analista Mike Zuzolo, presidente da corretora Global Commodity Analytics e Consulting, declarou que o milho poderia encontrar suporte se o trigo continuar se valorizando, por causa da elevação do spread entre os dois cereais. Os fundos foram grandes compradores de trigo hoje, mas venderam cerca de 8 mil contratos de milho na CBOT.
Um trader disse que o milho poderia registrar ainda mais perdas se romper a média móvel de 100 dias, a US$ 3,85/bushel. Ele explicou que seriam acionadas ordens automáticas de venda nesse patamar.

PARANÁ:COLHEITA DO MILHO ATINGE 22%

A colheita de milho safrinha no Paraná avançou 9% em relação à semana passada, atingindo 22% (296 mil hectares) da área plantada. O tempo seco favoreceu os trabalhos no campo, mas nesta semana a chuva vai reduzir a colheita e beneficiar as lavouras que ainda estão em fase de enchimento dos grãos (34%) e maturação (64%). Segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria de Agricultura, 8% da produção foi comercializada até o momento. Os negócios com o milho verão evoluíram 21 pontos percentuais em uma semana, passando de 41% para 62%.
Trigo - A volta das chuvas nesta semana deixa os produtores mais tranquilos quanto ao desenvolvimento da lavoura, já que a falta de umidade do solo era fator de preocupação. De acordo com o levantamento do Deral, o plantio do trigo atingiu 97% nesta semana, evolução de três pontos percentuais em relação ao levantamento do dia 5 de julho. Das lavouras, 86% têm boas condições de desenvolvimento.

SOJA/CHICAGO OPERA EM ALTA COM REDUÇÃO DE QUALIDADE DA SAFRA.

Os preços futuros da soja estão se mantendo firmes na Bolsa de Chicago nesta terça-feira. Os lotes para entrega em novembro, os mais negociados, operavam em alta de 4,50 cents ou 0,47%, cotado a US$ 9,5550/bushel. A queda da avaliação da safra no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgado ontem é fator de suporte para os futuros. Ela aumenta as incertezas relacionadas ao clima e ao estágio de formação de vagens, segundo analistas. Analistas disseram que os primeiros vencimentos seguem sustentados pelos firmes preços no mercado à vista.

MILHO/CHICAGO OPERA EM BAIXA MODESTA COM BOA CONDIÇÃO DA SAFRA

Os preços futuros do milho caminham em território negativo na CBOT. O mercado foi pressionado pelos dados de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgados ontem, e considerados melhores do que se esperava.  Contratos com vencimento em dezembro, mais negociados, operavam em queda de 1,50 cent ou 0,38%, cotados a US$ 3,9025/bushel. No entanto, as perdas são limitadas pela valorização do petróleo e das ações.
O analista independente Dave Marshall disse que a força do milho depende de outros mercados e do apetite por risco. Um trader acrescentou que, apesar da boa condição da safra, ainda existe a possibilidade de que o clima quente e seco possa afetar a produtividade. Analistas disseram que o milho encontra resistência nos US$ 4,0/bushel.

GRÃOS/EUA: CONDIÇÃO DO MILHO MELHORA, UMIDADE AFETA SOJA.

O clima foi favorável para o desenvolvimento da safra de milho dos Estados Unidos na última semana, mas a umidade continuou afetando as lavouras de soja, segundo o relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado segunda feira 12/7. A safra de trigo de primavera continua apresentando bom potencial produtivo e a avaliação das lavouras permanece em nível historicamente alto. A colheita de trigo de inverno está evoluindo em ritmo sólido, auxiliada pelo clima.
Milho
O USDA informou que 73% da safra de milho foi avaliada como boa a excelente até domingo, o que representa dois pontos porcentuais acima da semana anterior. Os analistas esperavam que a condição se mantivesse estável ou caísse até 2 pontos porcentuais. Segundo o USDA, 38% da safra formou espiga, mais do que os 19% da semana anterior e também acima da média de 26% para esta época do ano. A safra permanece adiantada, pois o plantio ocorreu mais cedo do que o normal.
Os sinais são de desenvolvimento firme, mas algumas áreas encontram dificuldades. No Estado da Pensilvânia, a avaliação caiu 32 pontos porcentuais em duas semanas. No Tennessee, a avaliação de boa a excelente foi reduzida para menos de 50% e na Carolina do Norte também recuou. Por outro lado, em Iowa a condição melhorou em 6 pontos porcentuais, para 71%. No Nebraska, a condição da safra caiu 3 pontos porcentuais, para 86%. Illinois registrou avaliação de boa a excelente de 65%, três pontos porcentuais abaixo da semana passada.
Soja
O USDA informou que 65% da safra de soja está em condição boa a excelente, queda de 1% em relação à semana anterior. Traders esperavam que a avaliação se mantivesse estável ou aumentasse 1%. Segundo analistas, a queda indica que a safra está encolhendo antes do importante mês de desenvolvimento que é agosto, por causa da formação de vagens e, portanto, determinante para da produtividade.
O governo disse que 40% da safra de soja estava na etapa de floração, ante média em cinco anos de 37%. No ano passado, 22% da safra se encontra neste estágio. O USDA relatou que 8% da safra formou vagens, ante 4% no mesmo momento do ano passado e 7% na média.

Trigo
Segundo o relatório, a condição da safra de trigo de primavera continua muito boa. O USDA disse que 83% da safra estava em situação boa a excelente, mesma da semana anterior. Há um ano, eram 71%. Na Dakota do Norte, houve queda de 3 pontos porcentuais na avaliação de boa a excelente. No entanto, isso não surpreende porque o Estado ainda está no seu nível histórico mais elevado para esta época do ano, com 83%.
O governo relatou que 72% da safra perfilou, mais do que os 52% da semana passada, mas abaixo da média de 78%. O desenvolvimento está atrasado em Montana, Idaho e Washington. Enquanto isso, 63% da safra de trigo de inverno foi colhida, de acordo com o USDA. Trata-se de parcela superior à da semana passada, mas abaixo da média de 65%. A colheita foi atrasada algumas vezes por causa do clima úmido nas Planícies do Sul.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

CBOT - SOJA SOBE NOS VENCIMENTOS CURTOS E CAI NOS LONGOS.

Os preços futuros da soja encerraram a sessão desta segunda-feira sem direção definida na bolsa de Chicago, com fundamentos divergentes que levaram os contratos referentes às safras 2009/10 e 2010/11 para direções opostas. O vencimento julho subiu 6,25 cents, ou 0,6%, para US$ 10,3175/bushel e o agosto ganhou 4,50 cents, ou 0,5%, para US$ 9,9775/bushel. Para o contrato novembro, referente à safra nova e também o mais negociado no mercado, o fechamento foi em queda de 2,25 cents, ou 0,2%, para US$ 9,51/bushel. Os fundos venderam cerca de três mil lotes no dia. O cenário atual de oferta apertada serve como catalisador dos vencimentos mais curtos, enquanto o clima favorável nas áreas produtoras nos Estados Unidos pressiona os contratos de longo prazo, refletindo o impacto deste fator na safra 2010/11.
O mercado eleva os preços ofertados para contratos ligados à safra 209/10 para estimular os produtores a vender o grão, uma vez que os valores atuais não estão estimulando a comercialização dos estoques, mesmo diante da oferta limitada do produto, disse John Kleist, analista e corretor da Allendale Inc.
Ao mesmo tempo, os vencimentos mais longos sucumbiram diante de previsões climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos. Ainda assim, o mercado não descarta o possível impacto do clima no período mais crítico de desenvolvimento das lavouras, em agosto. "A incerteza do clima e seu impacto no nível de produtividade mantêm os vendedores cautelosos", afirma Kleist. Agosto é um período crítico para as plantas, que atingem a fase de formação e enchimento de grãos, determinante para a produtividade das lavouras.
O farelo terminou em baixa depois de um dia tranquilo. Apesar do declínio, o spread entre os vencimentos de longo e curto prazo se estreitou. Também neste segmento, o mercado trabalha com um cenário de estoque ajustado. Os futuros do óleo de soja encerraram em alta moderada, conseguindo manter parte dos ganhos recentes da bolsa.

MILHO

Os preços futuros do milho caíram nesta segunda-feira na CBOT pressionados pela ideia de que o clima favorável nos Estados Unidos tende a amenizar as preocupações com o desenvolvimento da safra. Posição mais líquida, o contrato com vencimento em dezembro caiu 3,50 cents ou 0,89% e fechou a US$ 3,9175/bushel.
Traders disseram que o mercado cedeu ao longo da sessão e que precisaria ver mais problemas relacionados ao clima para estender o rali recente. Mas as previsões são de temperaturas dentro da média e volume de chuvas adequado nos próximos dias no Cinturão do Milho americano. A safra está entrando no importante período de polinização em muitas áreas, determinante para a produtividade.
O analista John Kleist, corretor da Allendale, observou que o relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), divulgado na sexta-feira, indicou que os traders comerciais aumentaram suas posições vendidas na semana encerrada em 6 de julho. Fundos venderam cerca de 6 mil contratos. Traders disseram que o mercado teve uma correção depois dos expressivos ganhos recentes, diante de dados de oferta e demanda mais altistas, divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Segundo Kleist, o mercado já tem um teto, em razão da falta de problemas climáticos. Um trader declarou que será difícil romper o nível da média móvel de 200 dias, a US$ 4,0250/bushel, "a menos que comecemos a ter problemas sérios com a safra".

AR POLAR DEVE DERRUBAR TEMPERATURAS NESTA SEMANA.

Os dez primeiros dias de julho confirmam a expectativa de um inverno seco sobre o Brasil Central. O acumulado de chuvas mostra que nesse período não choveu em grande parte do Brasil, inclusive no Sul do País, informa a Somar Meteorologia em seu boletim semanal. Os maiores volumes de chuvas acumulados em julho se concentram no leste da Região Nordeste e no extremo norte do Brasil (Amapá, Roraima, norte do Pará e noroeste do Amazonas).                                                Uma condição boa de umidade do solo (maior do que 60%) no Sul e Norte do Brasil e também no litoral das Regiões Sudeste e Nordeste. Já sobre o Brasil Central, incluindo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, norte de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e sobre o sertão nordestino se observa uma condição crítica em relaçãoàs condições de umidade do solo, com índices abaixo de 30%.

Previsão.
Depois de um início de mês totalmente seco, uma nova frente fria causa chuvas no Sul do Brasil no início desta semana. Nesta segunda-feira as chuvas se concentram mais sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A partir de terça-feira a frente fria avança e provoca chuvas também sobre o Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo. Essa condição deve persistir pelo menos até a próxima sexta-feira. "A frente fria perde intensidade no fim de semana e, com isso, não deve provocar chuvas sobre Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso, onde existem regiões sem chuva desde abril", informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.
Conforme a Somar, continuam as chuvas no leste do Nordeste, como ocorre tipicamente no inverno. Nesta semana em Alagoas e Pernambuco as chuvas devem ser de menor intensidade e passageiras, alternando com período de sol. Nos próximos dias as chuvas devem ficar mais concentradas entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, por causa da propagação de sistemas conhecidos como Onda de Leste.

Temperatura
A Somar prevê que uma onda de ar polar vai provocar forte queda da temperatura no Sul do Brasil. Segundo a Somar, o bloqueio atmosférico (ventos em altos níveis da atmosfera que sopram de oeste para leste, conhecidos como corrente de Jato), responsável por segurar as frentes frias sobre o Sul do Brasil, perde intensidade e nesta semana uma forte massa de ar frio de origem polar avança e deve provocar acentuada queda na temperatura a partir de amanhã (13), inclusive com formação de geadas entre quarta e quinta-feira sobre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
No Paraná, Mato Grosso do Sul e em São Paulo deve haver apenas acentuada queda na temperatura, mas sem previsão de geada. O frio diminui no fim de semana e as temperaturas no Sul e no Sudeste voltam a se elevar na próxima semana.

Estados Unidos
Mesmo com chuvas irregulares nas últimas semanas, de um modo geral, a distribuição de chuvas nos últimos 30 dias tem se mostrado favorável ao desenvolvimento das lavouras de soja e milho do Meio-Oeste americano. Nos principais Estados produtores (Iowa, Illinois e Indiana) o acumulado de chuva em geral supera 150 mm. Na primeira semana de julho ocorreu uma condição de umidade do solo acima da média sobre grande parte de Iowa e Illinois. "E nas próximas semanas o tempo não muda muito sobre o Meio-Oeste americano", informa Etchichury. De acordo com previsões da Somar, o clima permanece quente e com chuvas isoladas por causa da propagação de áreas de instabilidades típicas do verão. Para esta semana os maiores volumes de chuva se concentram sobre o sul do Estados Unidos, em virtude da propagação de sistemas tropicais provenientes do Golfo Do México e Oceano Atlântico Norte.

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