sexta-feira, 16 de julho de 2010

SOJA: CHICAGO MANTÉM GANHOS DA SEMANA.

As cotações da soja fecharam em direções divergentes, mas próximas da estabilidade, na Chicago Board Of Trade (CBOT), consolidando os fortes ganhos desta semana, provocados pela expectativa de que o clima possa prejudicar a safra 2010/11 nos Estados Unidos. O contrato agosto subiu 0,50 cent (0,05%), para terminar o dia em US$ 10,1950 por bushel. O novembro, mais negociado, cedeu 3 cents (0,3%), a US$ 9,85. Fundos especulativos venderam cerca de quatro mil lotes do grão. A forte queda no mercado financeiro, diante de indicadores econômicos fracos nos EUA, também influenciou o mercado de commodities agrícolas. No momento do fechamento em Chicago, o índice Dow Jones caía mais de 2,5%.
De acordo com analistas, depois do ganho de 2%, ontem, os investidores resolveram reduzir sua exposição no mercado de soja e realizar lucro. Rich Feltes, da corretora MF Global, observou que os participantes preferiram esperar as novas previsões climáticas para as áreas produtoras dos Estados Unidos que sairão no início da próxima semana. Mas com tempo bom ou ruim, os contratos da safra velha - agosto e setembro - devem seguir sustentados pela oferta escassa de grão nos EUA, e pela demanda, que continua firme. Os vencimentos da safra nova - novembro para frente - atingiram novas máximas em seis meses, antes de perder os ganhos, o que mostra o quão volátil anda o mercado climático. No final, os prêmios sobre as cotações obtidos durante a semana foram mantidos.
Derivados - Os futuros de farelo de soja também fecharam em direções opostas, em igual movimento de consolidação. Fundos venderam cerca de mil contratos do produto em Chicago, nesta sexta-feira. Já as cotações do óleo de soja foram bastante pressionadas pela queda do preço do petróleo em Nova York e pelos amplos estoques do derivado da oleaginosa nos Estados Unidos. Fundos se desfizeram de cerca de três mil contratos de óleo.

MILHO - FECHA EM ALTA COM COMPRA TÉCNICA E INCERTEZA NO CLIMA.

Os preços futuros do milho terminaram a sexta-feira com elevação, impulsionados por compras baseadas em indicadores técnicos. O mercado foi capaz de se recuperar das perdas registradas no início da sessão e fechou acima de importante média móvel. Os contratos com vencimento em dezembro, os mais líquidos, subiram 2,0 cents ou 0,49% e terminaram a US$ 4,0725/bushel.
Os preços oscilaram ao longo do dia. Embora tenham acompanhado, em grande parte, o comportamento do trigo - que caiu com realização de lucros, há previsões do tempo consideradas altistas. Traders continuam preocupados com o clima quente e seco, o que sustentou os preços.
Um trader afirmou que houve compras técnicas perto do fechamento. Na semana, o contrato setembro acumulou valorização de 2,93%, terminando 0,25 cent acima de sua média móvel de 200 dias. Os ganhos do milho ao longo da semana foram alimentados, em parte, pelos ganhos registrados ontem pelo trigo.
Mas o milho não foi capaz de acompanhar na mesma proporção os ganhos do trigo na semana, mesmo que alguns analistas tenham dito que a oferta está mais apertada. Segundo o analista Joel Karlin, da corretora Western Milling, "é engraçado como a commodity que tem os fundamentos mais altistas teve os ganhos mais modestos nesta semana".
Perdas no mercado acionário também pesa sobre o milho neste momento. Traders estão cautelosos antes do fim de semana, pois a direção do mercado depende muito das previsões do tempo. "Nas próximas cinco ou seis semanas, o clima será 99% da nossa influência de preço", disse o analista Tim Hannagan, da PFG Best. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos do milho em Chicago.

MILHO/MT : COLHEITA ATINGE 80% DA ÁREA PLANTADA.

A colheita do milho safrinha em Mato Grosso atingiu nesta semana 80% dos 2,002 milhões de hectares cultivados, segundo levantamento do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), vinculado à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). A colheita está 35,5 pontos percentuais adiantada em relação a igual período do ano passado, quando 44,5% da área havia sido colhida.
Como o plantio e a colheita da soja foram antecipados em Mato Grosso na safra 2009/10, o calendário do milho, cultivado em sucessão, também foi alterado. Os produtores já estão enfrentando dificuldades com a falta de espaço para armazenagem da safra de milho, problema que no ano passado só se acentuou a partir de agosto.
Júlio Cinpak, presidente do Sindicato Rural de Lucas do Rio Verde, onde a colheita atingiu nesta semana 94% da área plantada, diz que não há espaço para estocar a safra nova porque grande parte dos armazéns do município ainda guarda milho do ano passado que não foi comercializado. Na opinião de Cinpak, a solução para o problema seria o governo aumentar o volume ofertado de prêmios para escoamento de milho, a fim de evitar os deságios que estão ocorrendo nos leilões. "Para a nossa região são ofertadas apenas 120 mil toneladas por leilão. Como o limite de 1 mil toneladas por produtor, em cada leilão são atendidos no máximo 120 produtores", diz ele. Cinpak defende a manutenção do limite por produtor, mas defende um volume maior.
Elso Vicente Pozzobon, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, maior produtor estadual de milho, diz que pelo menos 60% da safra de milho ainda está para ser comercializada. Na opinião de Pozzobon, o aumento no valor dos prêmios não resolveria o problema da remuneração dos agricultores, que estão recebendo valores abaixo do preço mínimo de garantia nas vendas feitas por meio do PEP.
Mesmo no caso da realização de leilões de Prêmio Equalizador pago ao Produtor (Pepro), por meio do qual a subvenção é paga diretamente ao agricultor na venda do milho, o volume teria que ser maior, para beneficiar mais produtores, diz ele.
Com o avanço da colheita, os agricultores estão confirmando as expectativas de quebra da safrinha de milho em função da estiagem que castigou as lavouras entre abril e maio. Segundo Cinpak, em Lucas do Rio Verde a média de produtividade está entre 75 a 78 sacas por hectare, quando os produtores esperavam colher 90 sacas por hectare. Em Sorriso, a previsão inicial era de colheita de 100 sacas por hectare, mas está entre 75 a 80 sacas por hectare. Pozzobon diz que apenas os agricultores que foram beneficiados as chuvas estão conseguindo colher 100 sacas por hectare, o que aos preços atuais permite apenas cobrir os custos de produção.
O levantamento do Imea mostra que a colheita está mais avançada na região norte, menor produtora do Estado, onde foram cultivados apenas 8,7 mil hectares. A colheita atingiu 98% da área cultivada. No médio-norte, que responde por metade da produção mato-grossense de milho, a colheita nesta semana chegou a 86,8% da área cultivada. Em relação à safra passada, a colheita está mais adiantada na região sudeste de Mato Grosso, com 68,8% já colhido, ante 15,1% de igual período de 2009.


EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE MILHO EM MT
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                   ÁREA       PRODUÇÃO    COLHEITA     VARIAÇÃO
                 (MIL HA)       (MIL T)        16/07/09      15/07/10
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Noroeste        113,25     419,92     38,60%    73,50%    34,90%
Norte                 8,70      32,13      52,30%      98,00%    45,70%
Nordeste          76,00     298,30     43,60%      92,70%    49,10%
Médio-norte   982,82  4.094,30     62,60%      86,80%    24,20%
Oeste             296,90  1.208,58     42,90%      71,90%    29,00%
Centro-sul      106,00     422,14     33,70%      79,60%    45,90%
Sudeste          418,40  1.731,79     15,10%      68,80%    53,70%
Mato Grosso 2.002,07 8.207,15     44,50%      80,00%    35,50%
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GOVERNO NÃO TEM FÓRMULA PARA SUBSTITUIR O FUNRURAL.

O governo ainda não chegou a uma fórmula de cobrança de contribuição para substituir o Funrural como fonte de recurso para pagamento das aposentadorias no campo. "Não temos nada ainda", disse o ministro da Previdência, Carlos Eduardo Gabas, à Agência Estado ao chegar para participar do seminário "Fundamentos de Registros de Benefícios Previdenciários a Empregados", realizado em Brasília. O assunto é discutido nos ministérios da Fazenda, Planejamento e Previdência.
Gabas salientou que o prazo para que isso seja feito ainda não "estourou", mas que é algo que "precisa" sair do papel. "Não é simples", disse. Além da nova fórmula de arrecadação também está em estudo a possibilidade de se criar uma contribuição sobre a folha de salários. Essa sugestão, no entanto, não é vista como a melhor solução pelo ministro porque onera, segundo ele, principalmente os setores produtivos que contam com mão de obra extensiva.
Em fevereiro, um frigorífico foi liberado de recolher recursos para o Funrural depois que o Supremo Tribunal Federal considerou a contribuição inconstitucional. Em princípio, a decisão é para apenas uma empresa, mas pode se estender a outras. A arrecadação líquida do setor rural em maio foi de R$ 426 milhões, queda de 14,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 499,2 milhões), mas aumento de 6,9% ante abril (R$ 399,4 milhões). Já o pagamento de benefícios previdenciários no campo somou R$ 3,754 bilhões no mês passado, o que representa queda de 1% na comparação com abril (R$ 3,794 bilhões) e aumento de 6,1% ante maio de 2009 (R$ 3,537 bilhões).
Ainda em maio, o déficit da previdência rural foi de R$ 3,392 bilhões e, no acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a conta está negativa em R$ 17,840 bilhões. Neste caso, o crescimento é de 9,8% na comparação com o mesmo período de 2009 (R$ 16,251 bilhões). "Tem gente que diz que pagar o trabalhador rural é jogar dinheiro no ralo, mas não concordo", comentou.
Ele salientou que tem percebido atualmente um movimento de migração em direção ao campo, que é contrário ao que ocorreu nos anos 80. "O homem do campo não quer sair de lá para ir para a cidade. Ele só ia antes porque não tinha alternativa", comparou.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

SOJA: CHICAGO FECHA EM ALTA IMPULSIONADO POR CLIMA.

Os preços futuros subiram mais de 2% hoje na bolsa de Chicago testando máximas de seis meses nesta quinta-feira, impulsionados por previsões que apontam clima adverso para as lavouras de soja dos Estados Unidos. O vencimento agosto subiu 21,50 cents (2,2% no dia) para US$ 10,19/bushel. O vencimento novembro, o mais ativo, terminou com alta de 26 cents, ou 2,7%, para US$ 9,88/bushel. O volume estimado de compras de fundos é de sete mil lotes hoje. O mercado teve novo rali nesta temporada, influenciado por uma série de fatores altistas, mas a previsão climática que indica clima quente e seco na região central dos Estados Unidos na próxima semana, com potencial para afetar o rendimento das lavouras, foi o item dominante na sessão. A expectativa fez os traders elevarem o prêmio de risco, diante da aproximação do período mais crítico para o desenvolvimento das plantas em agosto, observou Dan Basse, presidente da AgResource Company, de Chicago.
Agosto é um período crítico porque é a fase de formação de enchimento dos grãos, determinante para a produtividade das lavouras. No curto prazo, com contratos referentes ao grão produzido em 2009/10, o cenário de estoque ajustado sustenta o mercado. Os sinais de sólida demanda aumentam o receio sobre a disponibilidade da oleaginosa, que faz os participantes fazerem operações para se protegerem de possíveis quebra na safra.
A combinação de fraqueza do dólar e o cenário técnico firme contribuíram para deixar os vendedores afastados do mercado hoje, segundo analistas do mercado. Para os próximos dias, o mercado permanecerá sob influência do clima, até que os analistas tenham um cenário mais claro da perspectiva de rendimento da soja, afirmou Basse.
Do lado da demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportaram vendas semanais de 1,225 milhão de toneladas da atual safra na semana encerrada em 8 de julho. As vendas líquidas totalizaram 666.500 toneladas para a safra 2009/10. O USDA também reportou vendas privadas de 116 mil toneladas de soja para a China e 238 mil toneladas para destinos não revelados, ambas para entrega em 2010/11.
O farelo fechou firme hoje, seguindo rali da soja, reflexo da baixa disponibilidade de grãos para esmagamento nos Estados Unidos e o receio de quebra na safra, por conta do clima. Além de acompanhar o movimento de alta do complexo soja, os futuros do óleo de soja também foram sustentados pela firme demanda externa.

MILHO: COMPRAS DE FUNDOS IMPULSIONAM  2,2%.
Os contratos futuros do milho voltaram a registrar forte valorização na CBOT com clima quente no Cinturão do Milho e um rali no mercado de trigo. Posição mais líquida, o contrato setembro saltou 8,25 cents ou 2,15% e fechou a US$ 3,9250/bushel. Traders disseram que preocupações com o clima alimentaram as compras de fundos.
O trigo subiu mais de 6% hoje, com temores em relação às safras da Europa e da Rússia. Traders também disseram que as previsões do tempo são de calor rigoroso no Meio-Oeste dos Estados Unidos até o fim deste mês. Isso aumenta a ansiedade sobre a condição das lavouras americanas. Um participante do mercado afirmou que, olhando para os modelos climáticos, "parece que vamos fritar a safra".
O analista Arlan Suderman, da revista Farm Futures, acrescentou que, em seis anos parecidos de clima quente e úmido, a safra americana terminou com produtividade abaixo da tendência principal. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 25 mil contratos. Segundo Suderman, a atividade dos fundos manteve a valorização do milho, apesar da grande quantidade de vendas de produtores. Alguns deles ainda vinham segurando partes da última safra, visando a vender apenas num rali.
As compras de fundos vêm sustentando as commodities em geral, inclusive o milho. "Há muito fluxo de capital no mercado. Mas é difícil dizer o que está causando isso", disse o analista. O milho foi capaz de romper a resistência psicológica nos US$ 4/bushel, o que alimentou o interesse comprador, segundo traders.

Grãos : Preocupações com Abastecimento de grãos devido clima quente.

Os preços futuro do milho registrou mais uma vez o maior preço e soja bateu na maxima de dois meses,  a conversa rodeia a onda de calor de verão com risco de danificar lavouras no E.U.A
Como o maior produtor e exportador de milho, o clima pode ser um fator de grande preocupação. Isso é exatamente o que estamos vendo hoje. Conforme relatado pela Bloomberg, "20% das lavouras Centro-Oeste poderão ser prejudicados nas próximas seis semanas, disse Joel Widenor, o diretor dos serviços de agricultura no tempo Commodity Group LLC, em Bethesda, Maryland. Temperaturas podem chegar perto 38 graus Celsius na próxima semana a partir de Omaha, Nebraska, em Springfield, Illinois. " "As pessoas estão comprando por causa do medo" das condições adversas reduzir a produção, disse Tim Hannagan, analista de grãos no PFG Best Inc. em Chicago. "Muitos consumidores não têm muito milho ou soja comprada como eles gostariam, ameaças climáticas aumentou."
Os futuros do milho estão atualmente com  maiores ganhos desde 07 de julho. Desde 9 julho, o preço saltou 9,6% depois que o governo divulgou em relatório de plantio, redução de área plantada" observou a Bloomberg . "Nós não viamos este tipo de risco climático há vários anos", disse Hannagan. "Houve uma onda de compra de fundo hoje."

CHICAGO: GRÃOS SOBEM PREOCUPADOS COM CLIMA.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam em alta nesta quinta-feira, com os contratos da nova safra subindo para as máximas em 11 semanas, enquanto os primeiros vencimentos atingiam os maiores patamares em seis meses.
O mercado digeria uma grande variedade de influências positivas, incluindo sólida demanda, ameaça de um clima quente e seco na região central do país, um dólar fraco e compras técnicas. Os produtos derivados da oleaginosa também avançavam, tendo em vista uma apertada disponibilidade de ofertas para processamento. Os lotes para entrega em novembro subiam 18,50 cents, ou 1,92%, para US$ 9,8050 por bushel.
O milho registrava novas máximas em meio a preocupações com temperaturas elevadas nos Estados Unidos. Seguindo o rali do trigo, o contrato dezembro rompeu o nível de resistência de US$ 4 por bushel, alavancando vendas técnicas.O vencimento dezembro subiu 7,25 cents, ou 1,83%, cotado a US$ 4,0350 por bushel.
O trigo disparava nesta quinta-feira, alcançando a maior marca em sete meses diante de crescentes temores com relação às safras na Europa e na Rússia. O cereal acompanha os ganhos dos mercados europeus, conforme os governos e consultorias privadas reduziram as estimativas da produção de trigo, especialmente por conta da seca. Em Chicago, há pouco o vencimento saltava 29,75 cents, ou 5,32%, para US$ 5,8875 por bushel. Na Bolsa do Kansas, o contrato subia 25,75 cents, ou 4,5%, negociado a US$ 5,9825 por bushel.

ÓLEO DE PALMA/MALÁSIA SOBE 2,4% COM TEMOR DE OFERTA.

Os futuros do óleo de palma cru negociados na Bolsa de Derivativos da Malásia terminaram em alta pela sexta sessão consecutiva nesta quinta-feira, impulsionados por embarques maiores e por rumores sobre um crescimento mais fraco da produção em julho.
O contrato referencial de setembro fechou com valorização de  2,4%, cotado a 2.439 ringgits por tonelada (3,20 ringgits = US$ 1). O vencimento chegou a subir 2,7% mais cedo, atingindo 2.445 ringgits por tonelada, maior patamar em cinco semanas. O contrato vence hoje.
Notícias de que o Paquistão, terceiro maior comprador do produto depois da Índia e da China, comprou até 225 mil toneladas em julho, à medida que a demanda aumenta na fase de preparação para o Ramadã - mês de jejum do calendário islâmico -, também estimularam os preços, disseram participantes do mercado.
A demanda paquistanesa pode durar até agosto, disse Rasheed Janmohammad, vice-presidente da Associação das Refinarias de Óleos Comestíveis do Paquistão. O país normalmente importa em média 80 mil a 125 mil toneladas por mês. Segundo a inspetora de cargas SGS, o Paquistão adquiriu 140.696 toneladas nos 15 primeiros dias de julho. "Nós esperamos que agosto também seja um mês de compra mais forte, com as importações de óleo de palma propensas a alcançar 150 mil toneladas", afirmou Janmohammad.
No começo deste mês, muitos participantes do mercado e analistas disseram que preveem que a produção de julho cresça 10% na comparação mensal, mas um possível déficit nas ofertas, devido à produtividade menor nos estados de Sabah e Sarawak, os incentivou a revisar a estimativa para 5%. O Conselho de Óleo de Palma da Malásia (MPOB, na sigla em inglês) estimou 1,42 milhão de toneladas em junho, 2,5% acima do volume registrado em maio.
Produtores também disseram que chuvas recentes em várias regiões de cultivo de palma podem elevar as perspectivas, embora tenham prejudicado a extração do óleo de novos frutos, desacelerando o crescimento da produção.
O número de contratos abertos na Bolsa de Derivativos da Malásia atingiu 71.380 lotes, ante 72.521 lotes na véspera. Ao todo, 30.313 lotes foram negociados nesta quinta-feira, em comparação com 10.680 lotes um dia antes. Um lote equivale a 25 toneladas.

SOJA/CHINA FECHA EM ALTA.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Commodities de Dalian terminaram em alta nesta quinta-feira, acompanhando os ganhos registrados no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago. Ofertas reduzidas da safra antiga e incertezas com relação à produção da nova temporada continuam estimulando o mercado, disseram analistas.
O contrato referencial de janeiro fechou com valorização de 14 yuans, ou 0,4%, cotado a 3.857 yuans por tonelada (6,77 yuans = US$ 1). O número de contratos abertos em Dalian recuou 178 lotes, para 297.986 lotes. O volume de contratos negociados nesta quinta-feira subiu para 143.546 lotes, ante 48.260 lotes na véspera.
Entre outras notícias, o crescimento econômico da China desacelerou no segundo trimestre de 2010, mostraram dados oficiais divulgados hoje. O desempenho mais fraco da economia chinesa reflete, em parte, o controle dos empréstimos bancários e da especulação imobiliária, esclareceu um trader. Segundo ele, o mercado está preocupado com um novo aperto das políticas na segunda metade do ano.
O trader prevê que os preços da oleaginosa se consolidem no curto prazo, com o contrato referencial na CBOT provavelmente operando no intervalo entre US$ 9 e US$ 9,80 por bushel. Na quarta-feira, o vencimento novembro, o mais negociado em Chicago, fechou com alta de 7,50 cents, ou 0,4%, cotado a US$ 9,62 por bushel.

PIB DESACELERA PARA +10,3% NO 2º TRI

O crescimento econômico da China desacelerou no segundo trimestre de 2010, de acordo com dados oficiais divulgados nesta quinta-feira, na medida em que os gastos públicos de estímulo continuaram a diminuir gradualmente e a economia começou a sentir os efeitos dos controles sobre os empréstimos bancários e a especulação imobiliária.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 10,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, comparado a uma taxa de 11,9% no primeiro trimestre, informou o Escritório Nacional de Estatísticas. A amplitude da desaceleração ultrapassou ligeiramente as expectativas do mercado, que se centravam num crescimento de 10,5% no segundo trimestre.

INFLAÇÃO EM JUNHO FICAM ABAIXO DO ESPERADO

Os dados divulgados pelo governo da China sobre inflação no país no mês de junho vieram significativamente mais baixos do que o esperado, o que provavelmente significará menos urgência para elevar os juros ou adotar outras medidas de contenção no futuro próximo.
O índice de preços ao consumidor da China subiu 2,9% em junho, abaixo dos 3,1% de maio e significativamente abaixo da expectativa dos economistas, que era de um aumento de 3,3%. O índice de preços ao produtor teve alta de 6,4% no mês passado, menos do que os 7,1% de maio e do que a previsão dos economistas, de 6,8%.

CHINA VAI MANTER POLÍTICA MONETÁRIA MODERADAMENTE FROUXA

O Escritório Nacional de Estatísticas afirmou em um comunicado que Pequim vai manter sua postura atual de uma política fiscal ativa e uma política monetária moderadamente frouxa. O ambiente doméstico e internacional para o crescimento ainda é complexo e há muitos desafios para a recuperação econômica, diz o comunicado.
O desempenho econômico da China é observado com atenção em todo o mundo, em meio aos sinais de que o enfraquecimento da recuperação nas economias dos EUA e da Europa pode estar comprometendo o crescimento global. Com a China reprimindo a especulação imobiliária, ao mesmo tempo em que outras economias lutam para sustentar o crescimento, muitos investidores temem o risco de uma desaceleração mais profunda nos próximos meses. "Todos nós achamos que vamos ver dados mais fracos da China de agora em diante", disse Jinny Yan, economista do banco Standard Chartered. "Mas não sejamos muito pessimistas; os indutores fundamentais de crescimento para a China ainda estão em funcionamento."Nos próximos meses, as exportações da China podem começar a sentir o impacto da crise da dívida na zona do euro, e muitos analistas acham que as restrições do governo sobre a compra de casas levarão a uma desaceleração adicional no setor de construção, que tem sido um indutor importante para o crescimento chinês.

INCERTEZA EXTERNA DEVE DEPRECIAR CÂMBIO

A preocupação de investidores com a recuperação da economia mundial, sobretudo dos Estados Unidos e Europa, além das dúvidas relativas à expansão da China no médio prazo, devem manter a volatilidade do câmbio no decorrer do ano, o que tende a gerar alguma depreciação nominal do real ante o dólar norte-americano, ponderam analistas ouvidos pela Agência Estado. Os especialistas ponderam que a cotação do câmbio deve, no mínimo, superar um pouco a marca de R$ 1,80 ao final de 2010. Nesse processo, devem colaborar as incertezas de gestores de recursos internacionais com a condução da política fiscal e cambial pelo próximo presidente da República.
A última pesquisa Focus aponta que o valor do real ante ao dólar deve chegar a R$ 1,80 em dezembro deste ano e alcançar R$ 1,85 no término de 2011. De acordo com o BC, saíram do País US$ 502 milhões de forma líquida entre os dias 5 e 9 de julho, o que representa uma saída total de US$ 1,237 bilhão neste mês, até o dia nove.
Na avaliação do economista-sênior do BES Investimento, Flávio Serrano, o câmbio deve alcançar R$ 1,90 ao final de dezembro e chegar a R$ 1,95 no encerramento de 2011. Para ele, o cenário mais provável das contas comerciais é registrarem avanços suaves ao longo dos próximos meses, mas diminuir os bons resultados ao redor de novembro, quando há um aumento sazonal das importações de fim de ano e redução das exportações de produtos agrícolas. Ele estima que o saldo comercial deve atingir US$ 13,5 bilhões em 2010 e baixar para US$ 8,5 bilhões no ano que vem. O decréscimo daquele superávit deve colaborar para a alta do déficit de contas correntes no período, que deve subir de US$ 49 bilhões para US$ 57 bilhões, respectivamente. "O câmbio deve continuar apresentando volatilidade no decorrer do ano, com depreciação nominal até dezembro", disse.
Para o economista do banco Santander Cristiano Souza, há uma série de incertezas na economia mundial que devem prevalecer sobre os bons fatores domésticos, a ponto de levar o câmbio à cotação de R$ 1,95 no final de 2010 e para R$ 2,00 em dezembro do ano que vem. "Há dúvidas em grande quantidade sobre a evolução do nível de atividade nos EUA, na China e a velocidade de melhora da Europa", destacou. Ele ponderou, que, no caso do país asiático, um dos principais motores da recuperação mundial, muitos analistas ponderam que o PIB deve recuar de uma marca próxima a 10% neste ano para 8% no próximo. Contudo, ele destacou que o anúncio de novos indicadores econômicos nos próximos meses pode indicar que a desaceleração é maior, o que levaria o principal mercado emergente a apresentar uma expansão menos robusta já em 2010. "O cenário mais provável é o câmbio registrar um gradual movimento de depreciação até chegar em R$ 1,95 em dezembro", destacou.
De acordo com o economista da Tendências Consultoria, Felipe Salto, um fator que deve pressionar o câmbio para uma leve desvalorização até o final do ano, quando atingirá na sua avaliação R$ 1,82, é a volumosa remessa de lucros e dividendos ao exterior.
Segundo ele, há a expectativa de que devem ser enviados para outros países nesta categoria de recursos US$ 29 bilhões neste ano e US$ 40,9 bilhões em 2011. Para ele, esse fluxo de capitais está relacionado com dois elementos: de um lado, há o bom desempenho da economia nacional, que gera um volume expressivo de receitas para empresas, inclusive multinacionais. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil deve crescer pelo menos 7% neste ano. De outro, a necessidade das companhias com sede no exterior de remeter às matrizes boa parte dos rendimentos obtidos no País, a fim de reforçar o caixa em tempos de consumo modesto nos mercados centrais, especialmente nos EUA, zona do euro, Inglaterra e Japão.
Além disso, Felipe Salto destaca que o câmbio tende a atingir uma marca próxima a R$ 1,90 entre setembro e outubro devido às dúvidas dos investidores sobre a condução da economia relativas a dois temas. "No caso de José Serra vencer as eleições presidenciais, há questões relacionadas à manutenção da política cambial. Caso Dilma Rousseff seja eleita, há incertezas sobre a gestão fiscal", comentou.
No mercado financeiro, muitos especialistas especulam que José Serra poderia depreciar o real ante o dólar com maior velocidade a fim de reduzir o déficit de transações corrente. Sobre Dilma, recaem dúvidas sobre sua disposição de diminuir os gastos do governo federal a fim de gerar superávit primário anual perto de 3,3% do PIB, sem levar em conta a aplicação de recursos federais em projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O economista da LCA Homero Guizzo estima que o câmbio deve chegar à cotação de R$ 1,75 em dezembro e atingir R$ 1,80 em 2011. Para ele, dois indicadores devem ajudar a manter a moeda nacional estável ante o dólar até o final do ano. Um deles é o ingresso de investimento direto estrangeiro, que deve chegar a US$ 34 bilhões neste ano e US$ 37 bilhões no próximo. Um outro elemento é a melhora das captações externas nos próximos meses, com destaque para os recursos que entrarão no País devido à oferta pública de ações da Petrobras. Para Serrano e Salto, a estatal deve arrecadar, pelo menos, US$ 6 bilhões de recursos externos com a operação.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

SOJA FECHA FIRME SUSTENTADO POR CLIMA.

Os preços futuros da soja encerraram em alta hoje na bolsa de Chicago depois de atingir a máxima de dois meses impulsionado pela incerteza no clima e ainda pela oferta ajustada do grão no curto prazo.
O vencimento agosto subiu 2,50 cents, ou 0,3%, para US$ 9,9750/bushel. O contrato mais ativo, base novembro, avançou 7,50 cents, ou 0,4%, para US$ 9,62/bushel. Estima-se que os fundos especulativos compraram quatro mil lotes no dia. A atividade de fundos é importante referência sobre o fluxo monetário neste mercado.
A soja permanece fortemente sustentada, com a ampliação dos prêmios de risco, por conta do receio quanto ao efeito do clima quente e seco no nível de produtividade das lavouras norte-americanas. O país entra, em agosto, na fase mais crítica de desenvolvimento das plantas.
Os participantes estão preocupados com as condições climáticas entre o final de julho e o início de agosto. Relatórios que indicam altas temperaturas na parte oeste do cinturão deixam os traders cautelosos, disse Mike Zuzolo, presidente do Global Commodity Analytics and Consulting. A fraqueza do dólar e sinais técnicos de tendência altista também ajudaram a puxar os ganhos de grãos no dia. A oferta ajustada da safra 2009/10 sustenta ainda mantém o mercado sustentado, com preços firmes no mercado disponível e sólida demanda, observam analistas.
Amanhã, saem os números de exportação semanal, divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas consultados pela Dow Jones estimam as vendas semanais de soja, na semana encerrada em 8 de julho, entre 650 mil e 1 milhão de toneladas métricas. No caso do farelo, a projeção varia de 75 mil a 175 mil toneladas, enquanto as vendas de óleo de soja oscilam entre 45 mil e 65 mil toneladas.
O farelo encerrou a sessão em alta, seguindo os ganhos da soja. A sólida demanda e baixa disponibilidade do grão para esmagamento puxam os preços. O óleo de soja seguiu o desempenho do complexo soja, mas operações de arbitragem entre óleo e o farelo limitam os ganhos da commodity.
A indústria norte-americana processou 3,436 milhões de toneladas em junho, ante 3,48 milhões de toneladas no mês passado e 3,62 milhões de toneladas em igual período de 2009.
A produção de farelo de soja recuou para 2.698.823 toneladas curtas no período, em comparação com 3.014.901 toneladas curtas em maio e 3.147.241 toneladas curtas no mesmo intervalo de 2009. Já as exportações do produto em junho somaram 501.441 toneladas curtas, acima das 398.802 toneladas curtas embarcadas um mês antes.

MILHO ACOMPANHA OUTRAS COMMODITIES E FECHA COM VALORIZAÇÃO .
Os contratos futuros do milho tiveram valorização nesta quarta-feira na CBOT. O mercado acompanhou os ganhos do trigo e de outras commodities. Os lotes de maior liquidez, para entrega em dezembro, fecharam em alta de 9,25 cents ou 2,39%, cotados a US$ 3,9625/bushel.
Alguns analistas disseram que o preço do milho foi sustentado pelo clima quente nas áreas de produção dos Estados Unidos, além da previsão de que permanecerá assim até o fim deste mês. Outros avaliam que não há motivos para se preocupar com o calor neste momento, pois não deverá ser exagerado. Também afirmaram que muitas regiões vão receber bons volumes de chuva.
O analista Paul Beere, da Prime Ag Consultants, declarou que muitos de seus clientes são produtores que poderiam usar os próximos dias para secar a parte da safra que se encharcou em outras ocasiões. Ele e outros notaram, também, que as commodities avançaram de um modo geral. "Acho que foi um dia para comprar commodities", resumiu. O milho teve suporte, em especial, do mercado de trigo, que esticou seu rali recente por causa de preocupações com as safras no mundo - especialmente na Rússia. "O milho apenas seguiu o trigo, que seguiu o dinheiro (os mercados financeiros)", disse um trader. Ele explicou que os fundos parecem estar se voltando novamente para as commodities, antecipando a possível recuperação econômica. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 11 mil contratos em milho hoje.
Traders permanecerão a observar previsões do tempo, já que o excesso de calor e estiagem poderia causar danos significativos na safra, que se encontra em etapa de polinização (essencial para a produtividade).

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