quarta-feira, 21 de julho de 2010

GRÃOS/CHICAGO OPERA EM ALTA COM APOIO DA DEMANDA.

Os preços internacionais da soja estão mantendo ganhos sólidos nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). Os lotes para entrega em novembro subiam 8,0 cents ou 0,82% e eram negociados a US$ 9,81/bushel. A forte demanda e as incertezas sobre o desenvolvimento da safra dão suporte às cotações. A China permanece sendo um comprador consistente de soja americana, o que mantém o tom altista no mercado, segundo analistas. Os modelos climáticos, entretanto, mantém os preços sob pressão antes do mês de agosto, período em que a safra avança na etapa de formação de vagens. O mercado segue em consolidação, incapaz de desafiar as máximas.

Os preços futuros do milho estão acompanhando os do trigo hoje. Lotes para entrega em dezembro, os mais negociados, operavam em alta de 6,0 cents ou 1,55%, cotados a US$ 3,9350/bushel. Traders disseram que não há novidades capazes de provocar um rali no mercado de milho, mas os ganhos do trigo têm sustentado os preços.
Participantes do mercado e analistas entendem que a safra permanece em boa condição, embora os altistas indiquem relatos de que algumas áreas estão muito úmidas e outras secas demais. Mas o mercado não reage a nenhuma ameaça climática neste momento. Alguns traders avaliam que, depois de registrar perdas por dois dias, o mercado estava prestes a ter uma valorização.

Os preços futuros do trigo estão subindo no mercado americano, puxados por compras técnicas depois das perdas recentes. Lotes para entrega em setembro tinham valorização de 11,75 cents ou 2,04% e operavam a US$ 5,8875/bushel. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento avançava 12,50 cents ou 2,12% e era negociado a US$ 6,02/bushel.
Embora o clima quente e seco tenha prejudicado as lavouras da Europa e da Rússia, puxando as cotações recentemente, analistas disseram que hoje os fundamentos têm pouca influência sobre os preços. "A única coisa que posso dizer é que se trata de uma valorização técnica após dois dias de correção", disse Tom Leffler, da corretora Leffler Commodities. Ele avalia que, se o mercado não for capaz de sustentar os ganhos, será um sinal técnico ameaçador para os altistas. Já Rich Feltes, da MF Global, declarou que o trigo dos Estados Unidos ainda está muito caro em relação a outras origens, de modo que as bases e preço estão caindo nas Grandes Planícies do país.

terça-feira, 20 de julho de 2010

CBOT : SOJA INVERTE DIREÇÃO E FECHA EM ALTA.

Os preços futuros da soja encerraram em alta nesta terça-feira na bolsa de Chicago (CBOT). Depois de operar em baixa na maior parte do dia, o mercado inverteu a direção, sustentado pelos ganhos do petróleo e pelos sinais de sólida demanda, segundo traders do mercado.
O vencimento agosto terminou a sessão com alta de 3,75 cents para US$ 10,1175/bushel. O vencimento novembro, mais ativo, encerrou com alta de 1 cent a US$ 9,73/bushel. O vencimento setembro do óleo de soja subiu 44 pontos e fechou a 38,58 cents/lb. O contrato setembro do farelo seguiu direção contrária e encerrou a US$ 291/tonelada, queda de US$ 3,70.
A firmeza do petróleo e as compras de fundos puxaram os ganhos do mercado, que havia operado em baixa na maior parte do pregão. Um trader acrescentou que os fundos especulativos permanecem como grandes compradores. Um movimento que foi mantido mesmo com a retração dos preços do milho e trigo, reflexo da realização de lucro depois do rali da semana passada. Estima-se que os fundos compraram cerca de dois mil contratos.
Embora tenham começado a ceder, os preços no disponível permanecem firmes, acrescentaram os traders, uma vez que a procura pela oleaginosa continua sólida. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reportou hoje a venda de 120 mil toneladas para a China, dando força aos sinas de firme demanda. O clima continua favorável à safra, mas é menos baixista para a soja que para o milho, afirmam os traders. Eles explicam que o plantio da soja é feito mais tarde e a safra tem tempo maior para se "formar".
Jason Britt, presidente da Central State Commodities, disse que a recente firmeza dos preços no físico ocorre porque a "maior parte dos agricultores já vendeu a safra velha de soja". No entanto, os preços começaram a recuar porque o nível dos estoques de compradores está mais confortável, segundo Karl Setzer, consultor de commodities da MaxYield commodity trade. Parte dos grandes terminais reduziram o valor diferencial entre o físico e os contratos futuros, refletindo os sinais de oferta e demanda locais.

MILHO-CONAB DOBRA VOLUME EM LEILÃO DE PEP.

O Ministério da Agricultura informou em nota, que o volume semanal de milho a ser ofertado nos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) passará a ser de 2 milhões de toneladas, o dobro da oferta anterior. Também não haverá mais limite no volume do cereal a ser adquirido de cada produtor e/ou cooperativa, antes estipulado em mil toneladas. A mudança atende ao pedido das associações e do setor produtivo. De acordo com a Diretoria de Operações e Abastecimento (Dirab), o aumento na quantidade deve-se ao resultado positivo obtido nas operações anteriores. Além dos Estados que já vinham sendo contemplados - Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Goiás e Distrito Federal - os produtores de Rondônia e da Bahia - antes contemplados com leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) - também foram incluídos. De acordo com o Ministério o edital será divulgado até a quinta-feira (22) no site da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e a primeira negociação deverá ocorrer na próxima semana.
APROSOJA PEDIU REVISÃO DE VOLUME
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, contou ter pedido ao ministro da Agricultura, Wagner Rossi, o aumento do volume de milho do Estado nos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP). Segundo Silveira, a reivindicação é de que seja ofertada a partir do próximo leilão subvenção equivalente a pelo menos 1 milhão de toneladas. Nesta tarde, a Companhia Nacional de Abastecimento confirmou que os leilões semanais de milho passarão a ser de 2 milhões de toneladas, ante as 1 milhão de t/semanais até então, mas não detalhou o volume para cada um dos cinco Estados contemplados e o Distrito Federal. O edital ainda não foi publicado. Segundo Silveira, os baixos valores arrematados nos últimos leilões de PEP foram um dos assuntos discutidos na reunião de hoje e a solução apontada para atenuar o impacto nos preços da disputa das tradings pelos prêmios seria o aumento de oferta. Outra reivindicação apresentada pela Aprosoja na reunião com o ministro foi o aumento do valor do prêmio na região leste de Mato Grosso, o menor do Estado,
na faixa de R$ 0,059/kg, ou R$ 3,54 por saca.Na reunião, o presidente da Aprosoja também conversou sobre a questão do endividamento dos agricultores de Mato Grosso. Silveira afirmou que, apesar das dificuldades para tratar o assunto de forma generalizada em ano eleitoral, o ministro Wagner Rossi se mostrou sensível a encaminhar uma solução emergencial para os agricultores que não têm condições de pagar as parcelas das dívidas por causa da queda da renda provocada pela quebra da safra, tanto de milho como de soja, em algumas regiões de Mato Grosso.
O Ministério da Agricultura avalia que fora dos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) nenhum produtor recebe pelo milho produzido na última safra o preço mínimo de garantia e por isso elevou a subvenção semanal que vem sendo dada à cultura. Em entrevista à Agência Estado, o diretor de Comercialização e Abastecimento Agrícola, José Maria dos Anjos, disse que o aumento da oferta de 1 milhão de toneladas para 2 milhões de toneladas a cada leilão tem como meta retirar mais rapidamente o cereal das regiões produtoras, reduzindo a pressão que a colheita da safrinha exerce sobre os preços. "Estamos no pico de colheita da safra, e não estávamos atingindo o objetivo de sustentação dos preços com a oferta de 1 milhão de toneladas", disse Anjos. Para estimular o escoamento do milho, também foi retirado o limite de 1 mil toneladas por CPF/CNPJ para permitir que grandes produtores tenham maior participação nos leilões. "Esses produtores têm condições de ofertar mais e isso ajuda a retirar um excedente maior da safra por meio da exportação", avaliou Anjos. Ele informou que o Estado de Rondônia será incluído na operação porque os preços do milho na região também estão abaixo do mínimo de garantia, que é de R$ 13,98/saca, mesmo valor de Mato Grosso. Nos demais Estados o preço mínimo é de R$ 17,46/saca.

CHICAGO OPERA NA DEFENSIVA,REALIZAÇÃO DE LUCROS E VALORIZAÇÃO CÂMBIO.

Os contratos futuros de soja registraram desvalorização modesta nesta terça-feira, pressionados pelo clima favorável para as lavouras dos Estados Unidos e por realização de lucros. Os lotes para entrega em novembro caíam 1,25 Cent ou 0,13% cotado a US$ 9,7075/bushel. Segundo analistas, o cenário climático melhor no Meio-Oeste está pesando no mercado de soja, assim como no trigo e no milho. A valorização do dólar contribui para a queda das commodities. Ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou um aumento na parcela da safra considerada em condição boa a excelente. Isso também pressiona as cotações. As perdas são limitadas, no entanto, em parte pela forte demanda. As bases de preço da soja se mantiveram firmes recentemente, lembraram traders.

Os preços futuros do milho estão caindo nesta terça-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). A valorização do dólar pesou sobre as commodities hoje, segundo traders. Os contratos com vencimento em dezembro, os mais líquidos, recuavam 4,50 cents ou 1,14% e operavam a US$ 3,8950/bushel.
Embora o mercado tenha observado um rali na semana passada, por causa do clima quente e seco, as previsões do tempo agora indicam muita chuva nas áreas central de Norte do Cinturão do Milho. Segundo o analista Jason Britt, presidente da corretora Central State Commodities, "é difícil se empolgar com o clima quando você liga o radar e encontra muita chuva pela frente". Traders afirmaram que, se houver alguma ameaça à safra, ela será justamente o excesso de umidade em determinadas áreas de produção. Britt avalia que, no longo prazo, as chuvas podem dar um viés de alta ao mercado.

SOJA/EUA: CHINA ADQUIRE 115 MIL TONS .

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta terça-feira a venda de 115 mil toneladas de soja para China, com embarque em 2010/11. O ano comercial da oleaginosa começa em 1º de setembro. Exportadores norte-americanos devem informar ao USDA vendas de 100 mil toneladas ou mais feitas em um único dia para um mesmo destino.

SOJA: CHICAGO FECHA EM QUEDA COM CLIMA E REALIZAÇÃO DE LUCRO .

Os preços futuros da soja terminaram em queda nesta segunda-feira na bolsa de Chicago, pressionados por previsões climáticas favoráveis ao desenvolvimento da safra e pela realização de lucro. O vencimento agosto perdeu 11,50 cents, ou 1,1%, e fechou a US$ 10,08/bushel. O contrato mais ativo, base novembro, recuou 13 cents, também 1,1%, para US$ 9,72/bushhel.
Participantes do mercado afirmam que depois da forte alta registrada na bolsa neste mês era esperado que os traders embolsassem ganhos do período. As previsões climáticas ainda indicam clima quente, porém, com mais umidade na maior parte do Meio-Oeste, o que favorece as lavouras. O milho também recuou por conta do clima, o que contribuiu para as perdas na soja, segundo traders. "Obviamente, estas posições compradas foram estabelecidas com base em fundamentos fracos, que agora estão ruindo", afirma Karl Setzer, da MaxYield Cooperative, de West Bend, Iowa. Apesar da indicação do analista, o mercado ainda vai acompanhar com cautela os mapas climáticos para as regiões produtoras de soja. Agosto é considerado um período crítico para a oleaginosa, porque é a fase de enchimento dos grãos.
No relatório de acompanhamento de safra, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que a condição das lavouras de soja ficou estável em 67% em relação à semana anterior. Mesmo assim, 18% das plantas já formaram vagem, bem avançado em relação aos 8% apurados em igual período do ano passado.
O vencimento agosto do óleo de soja perdeu 35 pontos, ou 0,91%, e terminou a sessão a 37,96 cents/lb, seguindo as perdas da soja. O farelo recuou US$ 2,80, também 0,91%, para US$ 305/tonelada.

CONDIÇÃO DA SAFRA DE SOJA MELHORA.
As condições das lavouras de importantes commodities agrícolas dos Estados Unidos permaneceram boas na semana encerrada no último domingo, de acordo com o relatório semanal de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A avaliação do USDA para soja melhorou, enquanto as de milho e trigo de primavera caíram. A agência do governo também mostrou evolução contínua da colheita de trigo de inverno, embora esteja um pouco abaixo da média.
Soja
O USDA informou que 67% da safra de soja foi avaliada como boa a excelente, o que representa 2% acima da semana anterior, mas dois pontos abaixo da parcela registrada no mesmo momento do ano passado. A expectativa para a avaliação variou: alguns previam alta 2% e outros esperavam queda de 1% por causa do clima quente e seco. Houve poucas mudanças significativas em âmbito estadual. No Mississippi, a avaliação de boa a excelente subiu cinco pontos porcentuais, para 59%. No Wisconsin, houve retração de cinco pontos, para 77%. Entre os maiores produtores, Illinois registrou elevação de dois pontos, para 64%. Indiana e Iowa se mantiveram estáveis, com 62% e 69%, respectivamente.
O USDA disse que 60% da safra se encontra no estágio de florescência, mais do que os 40% da semana passada e também acima da média em cinco anos, de 56%. Cerca de 18% das lavouras formou vagens, superior aos 8% da semana passada e também acima da média de 15%.

Milho
A porcentagem da safra de milho avaliada como de boa a excelente caiu para 72%, ante 73% na semana anterior. Mas ainda é considerada elevada. No ano passado, o total foi de 71%. Alguns previam que o USDA fosse reduzir a avaliação em um ponto porcentual, enquanto outros esperavam aumento de um ponto.
No Estado de Illinois, a avaliação caiu dois pontos porcentuais, para 67% de bom a excelente. Em Iowa, também houve declínio de dois pontos, somando 69%. Indiana, por sua vez, se manteve estável com 62%.
As maiores mudanças ocorreram em Estados extremos. Kentucky, Kansas, Dakota do Norte e Carolina do Norte tiveram declínio significativo, embora Tennessee e Pennsylvania tenham avançado bastante. De modo geral, o nível da condição foi considerado alto e baixista para o mercado. Analistas dizem que neste momento ainda há pouca relação das estatísticas com a produtividade das lavouras.O USDA relatou que 65% da safra havia formado espigas, mais do que os 38% da semana anterior e também acima da média de 47%. Segundo a agência do governo, 8% da safra está na fase de enchimento de grão, ante 7% no mesmo momento do ano anterior. As previsões do tempo são consideradas favoráveis para a continuidade do desenvolvimento da safra.
Trigo
A safra de trigo de primavera dos Estados Unidos continua se destacando. O USDA disse que a porção da safra avaliada como boa a excelente somava 82%, o que significa queda de um ponto porcentual em relação à semana anterior. Mas ainda está bastante acima dos 73% vistos há um ano. No Estado de Minnesota, 88% da safra foi avaliada como boa a excelente.
Enquanto isso, o USDA afirmou que 87% da safra perfilou, mais do que os 72% da semana anterior e queda modesta frente à média de 91%. Os mais atrasados são Idaho e Montana, com 21 pontos porcentuais abaixo do ritmo médio.
Segundo o USDA, 71% da safra de trigo de inverno foi colhida. Trata-se de parcela maior do que os 63% da semana passada, mas pouco abaixo da média de 74%. A maioria dos Estados está próxima ao ritmo médio de evolução, embora Nebraska esteja atrasado - cerca de 44% da safra do Estado foi colhida, quando a média é de 70%. Isso é compensado por Michigan, cuja colheita chegou a 84% dos campos, ante média de 40%.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

MILHO: CHICAGO REALIZA LUCROS E DESVALORIZA 3,3%.

Os preços futuros do milho caíram com força hoje na bolsa. Sinais de que a safra apresenta boa condição, vendas técnicas e realização de lucros pressionaram o mercado. Os contratos com vencimento em dezembro, os mais negociados, caíram 13,25 cents ou 3,25% e fecharam a US$ 3,94/bushel.
As lavouras dos Estados Unidos receberam chuvas no último fim de semana e as previsões indicam que haverá mais umidade nesta semana, segundo traders. Um deles afirmou que "se tivermos muita chuva, este mercado está feito". O analista John Kleist, da corretora Allendale, acrescentou que as supostas preocupações com o clima quente e seco nos Estados Unidos foram uma justificativa para "as compras em massa" por fundos especulativos. Segundo ele, essa foi a razão verdadeira para os ganhos da semana passada.
Nesta segunda-feira, o declínio ocorreu diante da fragilidade técnica do mercado. Mas um trader declarou que o fato de o contrato setembro ter fechado abaixo da média móvel de 200 dias pela segunda sessão consecutiva foi um mau sinal. Os preços caíram logo na abertura, de modo que vendas automáticas aceleraram as perdas, segundo traders.
Participantes do mercado disseram também que o milho não tem fundamentos suficientes para manter os ganhos. "Em geral, a expectativa para a produtividade deste ano teve leve declínio, mas ainda está relativamente alta", disse o economista agrícola Darrel Good, da Universidade de Illinois.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou hoje que 72% da safra do país apresenta condição boa a excelente, ante 73% na semana passada. Traders acreditavam que o USDA manteria sua avaliação sobre as condições da safra, ou então a aumentaria em um ponto porcentual, o que de fato ocorreu.

CHICAGO: SOJA E MILHO RECUAM COM CLIMA FAVORÁVEL.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) trabalhavam em queda nesta segunda-feira, pressionados por vendas técnicas e por previsões climáticas melhores do que há uma semana, disseram traders. O mercado está sofrendo alguma realização de lucros, enquanto o milho e o trigo também recuam. "Obviamente, tais posições compradas foram estabelecidas com fundamentos fracos, e isso agora está entrando em colapso", afirmou Karl Setzer, da MaxYield Cooperative, em Iowa. Os produtos derivados da oleaginosa também oscilavam negativamente.  Lotes para entrega em novembro cediam 16 cents, ou 1,62%, para US$ 9,69 por bushel.
O milho registrava fortes perdas, influenciado por perspectivas favoráveis ao desenvolvimento da safra e por vendas técnicas. Chuvas durante o final de semana e a possibilidade de um clima quente e úmido nos próximos dias aliviavam preocupações com relação à safra, de acordo com traders. O contrato dezembro caía 12,25 cents, 3,01%, cotado a US$ 3,95 por bushel.
O trigo operava em baixa nesta segunda-feira, afetado por realização de lucros e pelo fraco desempenho dos mercados vizinhos. O milho e a soja, que recuavam em parte por causa de boas condições climáticas nos Estados Unidos, arrastavam os preços do cereal, disse um trader. "A única coisa positiva é a Rússia", acrescentou ele. O mercado registrou ganhos na semana passada, embora "a demanda por trigo norte-americano tenha permanecido lenta e as ofertas mundiais sejam abundantes", informou a Doane Advisory Services. Em Chicago, o contrato setembro perdia 11,75 cents, ou 2%, para US$ 5,7550 por bushel. Na Bolsa do Kansas, o mesmo vencimento cedia 6,75 cents, ou 1,13%, negociado a US$ 5,9225 por bushel.

FRENTE FRIA DEVE CONCENTRAR CHUVA ENTRE RS E SC

A semana começa com instabilidade e condição de chuvas no Sul do Brasil, que deve se intensificar a partir da quarta-feira (21), quando uma nova frente fria chega ao Rio Grande do Sul. A expectativa é de que as chuvas se concentrem mais entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, informa a Somar Meteorologia em seu boletim semanal. No Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo o tempo volta a ficar firme. O período sem água deve se estender até o fim do mês.
O tempo continua seco sobre Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e interior da Região Nordeste. Nos próximos dias o quadro de seca deve ser agravado por causa da elevação da temperatura. "Até o fim do mês persistem as chuvas no leste do Nordeste, mas que devem ser de menor intensidade e passageiras, alternando com período de sol, inclusive sobre o Recôncavo Baiano, que registrou fortes chuvas na última semana", informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.

Temperatura
A forte massa de ar de origem polar, responsável pelo frio intenso e formação de geada na semana passada, já se enfraqueceu. Com isso, a semana começa com as temperaturas em elevação no Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Nesta semana o frio permanece intenso apenas sobre o Rio Grande do Sul, com risco de geadas no sul e oeste do Estado.
Para as próximas duas semanas não há previsão de frio extremo no Brasil. De acordo com a Somar, as temperaturas se elevam rapidamente no decorrer desta semana sobre o Sudeste e o Centro-Oeste, com sensação de calor no período da tarde.
Conforme a Somar, na semana passada uma forte frente fria causou chuvas sobre os três Estados do Sul do Brasil e também sobre o sul de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro. "Essas chuvas podem até atrapalhar o manejo e alguns processos operacionais de algumas lavouras, mas não comprometem a produção das culturas de inverno dessas regiões", informa Etchichury.
Já o Brasil Central continua enfrentando período seco, que em algumas regiões se estende desde abril. Esse longo período sem água favorece a finalização da colheita (cana-de-açúcar, café, laranja, algodão e milho safrinha) mas, em contrapartida, começa a comprometer o desempenho da próxima safra.
A Somar relata que o frio e geadas no Sul do Brasil foram destaque na semana passada, mas estão dentro do cenário climático para esta época do ano. Os sistemas de produção agrícola, no entanto, não ficaram comprometidos. Pelo contrário, foram beneficiadas as culturas de inverno, como trigo, cevada e fruticultura de clima temperado.
As chuvas da semana passada mantiveram altos os índices de água disponível no solo sobre o Sul do Brasil, sul de Mato Grosso do Sul, sul de São Paulo e sul do Rio de Janeiro. De acordo com a Somar, também se observa uma condição boa de umidade do solo (maior do que 60%) no Norte do Brasil e no litoral das Regiões Sudeste e Nordeste.

Estados Unidos
O mês de julho vem apresentando uma condição de chuva irregular sobre o Meio-Oeste americano. Embora seja um padrão típico desta época do ano, a Somar observa que a situação já começa a preocupar, pois algumas lavouras (milho e soja) se encontram na fase crítica (floração e enchimento de grão) de desenvolvimento.
O sócio diretor da Somar observa que hoje se observam dois cenários bem distintos com relação à distribuição de chuva em julho. Nos Estados de Dakota do Norte, Dakota do Sul, Minnesota, Iowa, Nebraska, Kansas e Missouri, que representam aproximadamente 50% da produção de soja, as chuvas em julho estão acima da média.

Em contrapartida, em Illinois, Indiana, Ohio e Kentucky as chuvas do período ficaram abaixo da média. No entanto, mesmo com a redução das chuvas e elevação da temperatura dos últimos dias, o solo nesses Estados ainda não apresenta déficit hídrico.
Segundo a Somar, o tempo não muda muito sobre o Meio-Oeste americano nas próximas semanas. O tempo permanece quente e com chuvas isoladas, em virtude da propagação de áreas de instabilidades típicas do verão. "É importante observar, porém, que para esta semana há previsão de chuvas, exatamente sobre as regiões mais secas", comenta Etchichury.

O padrão climático típico do verão americano, com chuvas irregulares e temperaturas elevadas, deve persistir até o fim do mês sobre as principais áreas produtoras de milho e soja. Apenas sobre o Sul dos Estados Unidos, incluindo a região da Flórida, é que há previsão de chuvas em maiores volumes, principalmente para a última semana de julho, por causa da propagação de sistemas tropicais provenientes do Oceano Atlântico e Golfo do México. Mas não há, por enquanto, previsão de furacão.

PERSPECTIVA: CLIMA DIRECIONARÁ CHICAGO NA SEMANA.

Os participantes do mercado de grãos da Bolsa de Chicago começam a semana de olho nas previsões do tempo para as áreas produtoras, especialmente de soja, nos Estados Unidos. Se o tempo ficar seco e quente, as cotações têm potencial de alta. Na semana passada, o vencimento novembro da oleaginosa acumulou valorização de 3,33%. "São Pedro manda no mercado nesta semana", comentou o analista Vinícius Ito, da corretora Newedge, em Nova York. Ele avalia que os investidores estarão de olho no nível de US$ 10,15. "Se o contrato subir até lá, vai zerar as perdas do ano, o que poderá atrair compras de fundos". Na sexta-feira, o novembro perdeu 0,30%, para fechar em US$ 9,85 por bushel.
As lavouras da oleaginosa se aproximam do período mais crítico de seu desenvolvimento nos Estados Unidos - o de enchimento dos grãos - quando calor e estiagem podem reduzir a produtividade. E, neste ano, há pouca margem para erro na safra local, já que os estoques do ciclo anterior estão bem reduzidos, enquanto a demanda segue em ritmo forte. Na sexta-feira, previsões climáticas menos ameaçadoras que as vistas na véspera levaram os investidores a reduzir sua exposição e a realizar lucro no mercado de soja. As cotações perderam os ganhos vistos ao longo do dia, mas fecharam perto da estabilidade, preservando o ganho da semana.
Além de serem voláteis como o mercado, a previsões mudam de agência para agência, o que faz os investidores pisarem em ovos. A DTN Meteorologix, muito citada por agências internacionais, previa, na sexta, pancadas de chuvas no leste e norte do Meio-Oeste durante o sábado, o domingo e o início desta semana. As temperaturas, contudo, devem continuar acima do normal.
Ito, da Newedge, ressaltou que a ausência de chuva é mais preocupante que o calor em si, já que a soja precisa de água para encher o grão. Ele avaliou que o mercado já embutiu um clima desfavorável para as lavouras. Assim, as condições para o fim de julho e para agosto teriam de, de fato, piorar, para o mercado apurar mais ganhos. "Se não chover em Estados importantes como Illinois, Ohio e Indiana, poderemos ver mais altas de preço nesta semana", afirmou. Steve Cachia, também acredita que exista espaço para um rali em Chicago, a depender do padrão climático. "O tempo precisa continuar quente e seco no Hemisfério Norte", disse.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga hoje, às 17 horas, seu relatório semanal de acompanhamento de safra e a expectativa do mercado é a de que a agência mostre relativa estabilidade na qualidade das lavouras ante a semana anterior. Na segunda-feira passada, o USDA reportou ligeira queda qualitativa nos campos de soja. Os de milho e trigo seguiram com praticamente os mesmos índices da semana anterior.
Cereais - Menos ameaçado pelo clima, já que passou pelo período mais crítico de desenvolvimento, o milho também, valorizou: 3% na semana. Boa parte desse ganho esteve relacionada ao mercado de trigo, que disparou 9,15% no período, uma vez que ambos são usados na produção de ração. Se na soja o tempo quente e seco ainda é ameaça, no trigo, os estragos são visíveis. Na Ucrânia a quebra de safra é fato. Na União Europeia as estimativas de produção estão sendo revistas e, na Rússia, espera-se uma revisão para baixo nas projeções. O país vive a pior seca em mais de cem anos.
A perspectiva para o trigo, contudo, é de cautela depois do forte ganho da semana passada. "A oferta no mundo é ampla neste momento, não há perigo de desabastecimento", ponderou Joel Karlin, analista da Western Milling, dos EUA. "A relação entre estoques e consumo na Europa continua confortável e os Estados Unidos têm muito cereal. Novos fatores altistas terão que aparecer para elevar os preços muito mais", disse ele para a agência Dow Jones.

Arquivo do blog

Quem sou ?

Minha foto
SÃO PAULO, CAPITAL, Brazil
CORRETOR DE COMMODITIES.

whos.amung.us

contador de visitas