quarta-feira, 4 de agosto de 2010

TRIGO/EUA SOBE 7,1% REGISTRA MÁXIMA EM 23 MESES.

Os preços futuros do trigo estão disparando no mercado americano, na medida em que o capital especulativo entra e os participantes se preocupam com a seca na Rússia. Na Bolsa de Chicago os contratos com vencimento em setembro saltavam 48,25 cents ou 7,10% e operavam a US$ 7,2825/bushel. Atingiram máximas em 23 meses, a US$ 7,3050/bushel. Na Bolsa de Kansas City  o mesmo vencimento era negociado a US$ 7,2450/bushel, com ganhos de 36,0 cents ou 5,26%.
Traders temem que a Rússia possa proibir as exportações para proteger a oferta doméstica. O Egito e a Jordânia disseram nesta quarta-feira que compraram trigo da Rússia em licitações. Isso, segundo um corretor, "aumenta a confusão" sobre uma possível punição. As vendas mostram que a Rússia "ainda está vendendo trigo em níveis competitivos", disse. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 10 mil contratos de trigo na CBOT.

SOJA TEM FORTE DEMANDA .
Os preços futuros da soja se mantêm firmes nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago. os lotes para entrega em novembro eram negociados a US$ 10,2450/bushel, com ganhos de 6,50 cents ou 0,64%. O mercado é sustentado pela influência do rali do trigo e também pelos próprios fundamentos. A demanda para exportação da oleaginosa dos Estados Unidos ainda éforte e os estoques da antiga safra, apertados. Além disso, há rumores de que a produção da região do Delta possa ser reduzida, segundo analistas.

MILHO OPERA EM ALTA COM INFLUÊNCIA DO TRIGO.
Os preços futuros do milho estão subindo na Bolsa puxados pela influência do trigo. Lotes para entrega em dezembro tinham valorização de 8,75 cents ou 2,17% e operava a US$ 4,1275/bushel. Os futuros reagem a preocupações com a possível quebra da produção de trigo e eventual limitação das exportações da Europa e da Rússia. Esses fatores tornariam a compra de milho mais atrativa para rações, segundo analista. Enquanto isso, incertezas sobre a produtividade da safra americana e as condições variáveis das lavouras continuam dando suporte, segundo traders.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

SOJA: CHICAGO RECUPERA-SE E FECHA COM LIGEIRA ALTA.

As cotações da soja fecharam com pequena alta na Chicago Board Of Trade, recuperando-se de uma queda inicial. Fundos especulativos compraram cerca de quatro mil contratos, de acordo com informações de participantes da bolsa. Traders realizaram lucro sobre os ganhos de 5% obtidos nas quatro sessões anteriores, mas no decorrer do pregão as cotações se recuperaram. Os participantes consideraram prematuro levar a cotação abaixo de US$ 10/bushel justo quando as lavouras de soja dos Estados Unidos passam pelo período mais crítico de seu desenvolvimento, afirmou um analista de Chicago.
A demanda sólida, a variabilidade das previsões climáticas e as incertezas a respeito dos números que serão divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu próximo relatório de oferta e demanda, na próxima semana, devem manter um piso sob os preços da soja em Chicago.

A preocupação quanto à qualidade das lavouras no Sul dos Estados Unidos foi motivo suficiente para que os investidores mantivessem o prêmio de risco nos contratos futuros. A T-Storm Weather prevê temperaturas na faixa dos 40ºC na região do Delta do Mississippi até amanhã.
Entre os derivados, os contratos de curto prazo do farelo recuaram com o surgimento de novas vendas de produtores para processadoras de soja no mercado físico norte-americano. Os preços do óleo de soja subiram para o nível mais alto desde abril, puxado pelos ganhos no petróleo, que superaram US$ 82 por barril na Bolsa de Nova York pela primeira vez desde maio.

MILHO FECHA QUASE ESTÁVEL.

Os contratos futuros de milho encerraram a terça-feira praticamente estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT). Os lotes para entrega em dezembro, os mais movimentados, fecharam em baixa de 0,50 cent ou 0,12%, cotados a US$ 4,04/bushel. Segundo analistas, o movimento de hoje foi uma pequena correção após os avanços recentes. Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 2 mil contratos hoje.
Os futuros de trigo registraram perdas significativas e foram influência negativa para o milho hoje, diferentemente das últimas sessões, quando vinham dando suporte. Além disso, o clima favorável para as lavouras de milho e as bases de preço mais fracas impediram uma valorização. "As perdas de dois dígitos nos futuros de trigo e a ausência de novidades sobre fundamentos serviram de âncora para o milho", de acordo com Chad Henderson, analista da Prime Ag Consultants.
Entretanto, a falta de notícias também fez com que o mercado tivesse poucos negócios e mantivesse o suporte psicológico próximo a US$ 4/bushel. Compras técnicas evitaram maiores perdas, com ordens automáticas.
De qualquer forma, traders estão concentrados no clima e a produção. Tanto um fator quanto o outro são favoráveis neste momento para que se tenha produtividade acima da média e, possivelmente, para que a colheita seja adiantada, conforme Henderson.

TRIGO FECHA COM DESVALORIZAÇÃO APÓS REGISTRAR GANHOS EXPRESSIVOS.
Depois de terem atingido ontem o maior nível em 23 anos, os preços futuros do trigo caíram nesta terça-feira no mercado americano. Os contratos com vencimento em setembro recuaram 13,25 cents ou 1,91% e terminaram cotados a US$ 6,80/bushel. Na Bolsa de Kansas City, o mesmo vencimento fechou em baixa de 15,50 cents ou 2,21%, a US$ 6,85/bushel. Participantes do mercado embolsaram lucros em meio às preocupações com a seca na Rússia, que puxaram as cotações recentemente.
Traders disseram que o mercado de trigo estava prestes a ver uma correção, pois em julho teve o rali mais dramático na CBOT em 51 anos. Ontem, o contrato setembro fechou 62% acima da mínima em nove meses, registrada em junho. "Estamos prontos para um dia de descanso", disse o analista e corretor Larry Glenn, da Frontier Ag. Apesar das perdas, algumas novas compras e a cobertura de posições vendidas sustentaram as cotações. O analista Alex Bos, do Macquarie Bank, comentou que "com base puramente nos números de oferta e demanda, provavelmente fomos além do que é considerado um valor fundamentalmente justo".John Christopher, analista do Linn Group, afirmou que o mercado ainda reflete as preocupações com a possibilidade de que a Rússia venha a restringir as exportações para proteger o mercado doméstico. A consultoria UkrAgroConsult, da região do Mar Negro, alertou que uma proibição das vendas externas na Rússia é possível.
Entretanto, o governo não planeja limitar as cotações, de acordo com a agência de notícias local RIA Novosti, que citou o Ministério de Agricultura do país. O Ministério diminuiu hoje a estimativa da produção total de grãos para 70 milhões a 75 milhões de toneladas, em comparação com 72 milhões a 78 milhões de toneladas previstas anteriormente.
Se a Rússia reduzir as exportações, os Estados Unidos provavelmente poderão compensar qualquer queda da produção global de trigo, segundo participantes do mercado. A maioria deles entende que a oferta global permanece ampla para a atual demanda. Um analista afirmou que de 10% a 15% da inflação nos preços do trigo se deve à atividade especulativa. "Especulação significa que os preços estão exagerados tanto no caminho de alta quando no caminho de queda", acrescentou.
Também há rumores sobre a seca na Austrália, outro grande exportador. A produção da região Oeste, que responde por 40% do total nacional pode cair em um terço ou mais neste ano-safra, de acordo com a gerência geral de operações da Cooperativa Bulk Handling.
Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 5 mil contratos em trigo hoje na CBOT, depois de terem comprado mais de 10 mil lotes durante cada uma das duas sessões anteriores.

EUA: FCSTONE PREVÊ SAFRAS DE MILHO E SOJA MAIORES.

A corretora de commodities FCStone divulgou há pouco sua nova estimativa de produção para milho e soja dos Estados Unidos. A empresa espera que a safra 2010/11 de milho totalize 13,430 bilhões de bushels (341,12 milhões de toneladas), com produtividade média de 165,8 bushels por acre.

As lavouras de soja do país devem produzir 3,428 bilhões de bushels (93,30 milhões de toneladas), com produtividade média de 44,0 bushels por acre.
Em julho, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu que a safra de milho somaria 13,245 bilhões de bushels, enquanto a de soja resultaria em 3,345 bilhões de bushels. O USDA deve atualizar suas projeções em 12 de agosto, no relatório mensal de oferta e demanda. No ano passado, a produção de milho foi de 13,110 bilhões de bushels e a de soja totalizou 3,359 bilhões de bushels.

SECA ATINGE PRODUÇÃO E ELEVA PREÇOS DE ALIMENTOS NA EUROPA

A seca que quebrou a produção de trigo na Rússia também está afetando a produção e os preços agrícolas em toda a Europa Ocidental. Na Alemanha, o governo já relatou elevação de 12% a 15% no valor dos alimentos e economistas preveem um salto nos preços sazonais em toda a região, informa o Wall Street Journal.
Nesta terça-feira, o Ministério de Agricultura da Rússia reduziu sua previsão para a produção de grãos em 2010 para algo entre 70 e 75 milhões de toneladas. Antes estimava até 90 milhões de toneladas. A Agritel, empresa de gerenciamento de risco em agricultura, calcula uma quebra de 10% na safra de trigo da França. Na Alemanha, a produção de cevada deve cair 20% e de milho deve recuar 15%.
Mas o impacto vai além dos grãos. Uma associação de produtores italianos espera que a safra de tomate do país seja de 10% a 15% menor neste ano, por causa do intenso calor. Produtores de tulipas na Holanda podem ver a produção cair 10% ou mais e agricultores que cultivam batata na Bélgica estimam redução na produtividade. Na região de Lincolnshire, na Inglaterra, produtores estão preocupados com suas safras de soja, trigo e cevada. Sem feno ou pasto suficientes, criadores de animais estão vendendo a lã mais cedo, segundo o produtor Tim Elwess. "As lavouras de beterrabas e de milho foram duramente atingidos na região de Suffolk", contou.
O pesquisador de clima Ben Lloyd-Hughes, do Instituto Walker da Universidade de Reading, na Inglaterra, afirmou que a Europa Ocidental vem sendo prejudicada pela seca, mas o sudoeste da Rússia, da Ucrânia e da Bielo-Rússia foram as regiões mais atingidas. "Essa área está registrando o volume de chuva mais baixo e as mais altas temperaturas em pelo menos 30 anos", disse.
Na segunda-feira, o presidente russo Dmitry Medvedev declarou estado de emergência em sete regiões do país, inclusive no entorno de Moscou. De acordo com o diretor do centro de crises do Ministério de Situações de Emergência, Vladimir Stepanov, de 300 a 400 focos de incêndio surgem todos os dias. "Esse tipo de clima deve persistir até o fim da semana, agravando as condições do solo", observou.

CLIMA: TEMPERATURA CAI ABAIXO DE ZERO NO SUL DO PAÍS.

Os termômetros voltaram a marcar temperaturas abaixo de zero em algumas localidades da região sul do País na madrugada desta terça-feira, segundo informações da Climatempo e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A temperatura mais baixa foi registrada em São Joaquim, na serra catarinense, onde os termômetros marcaram -2,5ºC. No Rio Grande do Sul, a temperatura em Cambará do Sul chegou aos 2,3ºC negativos, segundo o Inmet. No Paraná, a menor temperatura no Estado foi de 2,1ºC, em General Carneiro.
Segundo a Climatempo, a tarde desta segunda-feira foi a segunda mais fria de 2010 nas capitais dos três Estados. Segundo o Inmet, às 15 horas, a temperatura em Curitiba foi de apenas 10,8ºC. A menor temperatura máxima registrada este ano na cidade foi de 10ºC, no dia 15 de julho. A mínima desta terça em Curitiba foi de 9,4ºC.
Em Florianópolis, a temperatura mínima nesta segunda-feira foi 11,7ºC. Durante a tarde, a máxima foi de apenas 14,4ºC, o segundo menor valor à tarde deste ano. A tarde mais fria de 2010 na capital catarinense foi a do dia 16 de julho, quando a máxima foi de 13,2ºC.
Em Porto Alegre, a temperatura mínima hoje foi de 5,6ºC e a máxima foi de 13,5ºC. A tarde desta segunda-feira também foi a segunda mais fria em 2010 para os porto-alegrenses. A menor temperatura máxima registrada este ano pelo Inmet foi de 11,2ºC, no dia 13 de julho.
De acordo com a Climatempo, a expectativa é de geada na quarta-feira, devido a uma nova onda de frio polar que entrou com força sobre o sul do Brasil causando muito frio. O vento provocado por uma massa polar chega ao sul do País com muita umidade marítima, o que vai estimular o aumento da nebulosidade.
O ar muito frio e úmido provocado pela massa polar vai manter as nuvens e as temperaturas extremamente baixas nestas áreas, causando o resfriamento intenso, e os flocos de neve poderão se formar em algumas nuvens, junto com a chuva. Há possibilidade de neve também para a quarta-feira.

SOJA: ABIOVE ELEVA ESTIMATIVA DE EXPORTAÇÃO EM 2010/11.

Pela segunda vez em menos de um mês, a Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) elevou a estimativa das exportações de soja durante o ano comercial que vai de fevereiro de 2010 a janeiro de 2011. Em relatório divulgado hoje, a entidade projetou vendas externas de 29,8 milhões de toneladas, ante 29,5 milhões de t previstas em 14 de julho. Em junho, os embarques foram estimados em 29,2 milhões de t. O volume previsto hoje é 6,3% maior que as 28,04 milhões de toneladas exportadas no ano comercial 2009/10.
Com a elevação das exportações, os estoques de passagem do período 2010/11 foram ajustados para 2,906 milhões de toneladas, de 3,706 milhões de toneladas estimadas em julho. O volume, contudo, ainda fica acima das 2,106 milhões de t que restaram do ciclo 2009/10.
A estimativa da produção brasileira da oleaginosa foi mantida em 68,4 milhões de toneladas, ante 57,883 milhões produzidas na safra anterior. A projeção de processamento subiu, de 33,1 milhões de toneladas estimadas em junho e julho para 33,6 milhões de t, praticamente três milhões de t mais que no ciclo passado.
A Abiove também elevou as estimativas da exportação de farelo, para 13,6 milhões de toneladas, de 13,2 milhões de t estimadas em junho e julho. No período anterior, as vendas externas desse derivado foram de 12,038 milhões de t. Os embarques de óleo de soja em 2010/11 foram ajustados para 1,5 milhão de t, de 1,35 milhão de t em junho e julho. Na safra anterior, as exportações foram de 1,456 milhão de t.

A demanda por soja e derivados no mercado internacional, especialmente na China, segue firme, enquanto os estoques nos Estados Unidos estão baixos. O país inicia a colheita da nova safra entre setembro e outubro, o que abriu uma janela para as exportações da América do Sul. O aperto da oferta neste momento fez a cotação da soja subir 10,5% nos últimos 30 dias na Bolsa de Chicago.

TRIGO: JAPÃO EM BUSCA DE 124.469 TONS-EMBARQUE EM OUTUBRO/2010.

O Ministério de Alimentação, Silvicultura e Pesca do Japão busca 124.469 toneladas de trigo para alimentação em um leilão, informou uma autoridade do órgão nesta terça-feira. O cereal, que deverá ser de origem norte-americana, tem embarque previsto para outubro. O leilão termina na quinta-feira.
O Japão não realizou nenhum leilão semanal para importar trigo nas três primeiras semanas de julho, à medida que o governo implementava regras para um novo sistema de importações a granel. No entanto, o país já promoveu três leilões em pouco mais de uma semana e comprou um total de 437.612 toneladas da Austrália, do Canadá e dos Estados Unidos.
BANGLADESH REDUZIRÁ COMPRAS.
Bangladesh decidiu reduzir pela metade as importações de 400 mil toneladas de trigo indiano previstas em um acordo diplomático e, em vez disso, solicitará mais ofertas de arroz ao país vizinho, informou na noite de ontem uma autoridade sênior do governo bengali. "Os preços do trigo indiano estão mais altos. Nós pedimos que o governo da Índia reduza os preços", disse a fonte, que está diretamente envolvida nas negociações e pediu para não ser identificada.
A US$ 370 por tonelada, o custo do trigo indiano desembarcado nos portos de Bangladesh será US$ 120 por tonelada superior ao cereal da Ucrânia, acrescentou ele. O país agora quer importar apenas 200 mil toneladas de trigo da Índia, mas pretende elevar as compras de arroz para 300 mil toneladas, esclareceu a autoridade.

GRÃOS/EUA: CONDIÇÃO DAS SAFRAS PIORA MAS AINDA É RECORDE.

As condições das lavouras de milho e soja pioraram um pouco, conforme relatório semanal de acompanhamento de safra divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, a avaliação permanece em níveis historicamente altos para esta época do ano e o desenvolvimento continua acima da média. A condição da safra de trigo de primavera caiu em relação à semana passada, mas assim como milho e soja, a safra mantém níveis históricos de bom a excelente.
Milho
O USDA avaliou que 71% da safra de milho apresentava condição boa a excelente até domingo, queda de um ponto porcentual em relação à semana anterior, mas 68% acima de um ano atrás. Traders esperavam que a porcentagem se mantivesse estável ou caísse um pouco. As safras dos principais Estados estão se mantendo positivamente, com temperadoras mais quentes e umidade adequada, segundo analistas. No importante Estado de Iowa, a avaliação de boa a excelente permaneceu estável nos 70%. Em Indiana houve elevação de um ponto porcentual, para 63%. Illinois, por sua vez, registrou um ponto porcentual a mais, com 66%.Cerca de 93% da safra havia formado espiga até ontem, mais do que os 84% obtidos no ano anterior, enquanto a média é de 86%.
Segundo o USDA, 31% da safra se encontrava no estágio de formação de grão, mais do que os 17% do domingo anterior e também superior à média de 24%. O desenvolvimento chegou à formação de dentes em 7% das lavouras, mais do que os 3% do mesmo momento do ano anterior, mesmo nível da média em cinco anos.
Soja
O USDA avaliou 66% da safra de soja como em condição boa a excelente, o que representa queda de um ponto porcentual ante o mesmo momento da semana passada e também em relação a um ano atrás. Traders esperavam que a avaliação se mantivesse estável na semana ou caíssem levemente. A média em 10 anos para a safra de soja em 1º de agosto é de 60% de bom a excelente. Em Iowa, a melhor avaliação se manteve nos 71%, assim como em Indiana ficou novamente em 64%. A condição melhorou um ponto porcentual em Illinois, para 64%.
Cerca de 86% das lavouras se encontravam no estágio de floração no domingo. Uma semana antes eram 75%. O nível atual está acima da média de 83% para esta época do ano, de acordo com o USDA. Além disso, 53% da safra formou vagens. Na semana passada, eram 35%. A média é de 48%.
Trigo
O USDA reduziu sua avaliação de boa a excelente para a safra de trigo de primavera, passando de 83% para 82% na semana. Há um ano, registrou-se 71%. Na Dakota do Norte, principal Estado produtor de trigo de primavera, a condição boa a excelente se manteve nos 84%.De acordo com o USDA, 98% da safra perfilou, ante 94% na semana passada. A média para este momento é de 99%. Na Dakota do Norte, 99% da safra perfilou, enquanto eram 97% uma semana antes, mesmo parcela de média. O USDA informou que 5% da safra de primavera havia sido colhida até domingo, mais do que os 3% do ano passado, mas bem inferior à média de 13%.
A agência do governo disse que 83% da safra de inverno foi colhida, mais do que os 79% da semana passada e abaixo da média de 88%. A colheita terminou nos importantes Estados de Kansas e Oklahoma, mas evolui lentamente na Dakota do Sul e em Nebraska.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

TRIGO/EUA VOLTA A DISPARAR COM SECA NA RÚSSIA

O agravamento da seca na Rússia estimulou compras de contratos de trigo no mercado americano nesta segunda-feira. A atuação de fundos impulsionou fortemente as cotações. Na Bolsa de Chicago os lotes para entrega em setembro, os mais negociados, fecharam com elevação de 31,75 cents ou 4,80%, cotados a US$ 6,9325/bushel. Na Bolsa de Kansas City o mesmo contrato teve alta de 26,0 cents ou 3,85% e fechou a US$ 7,0050/bushel.
Há muito trigo seco nos campos da fértil região produtora russa do Rio Volga. O calor e a falta de chuvas inviabilizou metade da safra nas áreas mais atingidas, enquanto a parcela restante deve registrar metade da produtividade dos anos anteriores. Antes da estiagem e das queimadas, Rússia e Ucrânia esperavam responder por 18% das exportações mundiais de trigo.
A queda da produção global aumenta as incertezas sobre uma eventual restrição de oferta de trigo e outros cereais, como ocorreu em 2008. Mas o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou que haverá cerca de 30 milhões de toneladas de trigo nos estoques do país no fim de maio do ano que vem, isto é, a maior reserva americana em 23 anos. Especuladores entraram no mercado de trigo nas últimas semanas. O número de apostas na queda dos preços caiu para 15,43 mil contratos em 27 de julho, ante 22,19 mil contratos uma semana antes. O analista Shawn McCambridge, da corretora Prudential Bache, afirmou que enxerga "simplesmente fluxo de capital chegando ao mercado". "Quanto se tem um mercado do tipo climático, como estamos agora, tem-se muita emoção entrando. Portanto, não estamos mais negociando fundamentos", resumiu McCambrigde. Estima-se que fundos de commodities tenham comprado cerca de 15 mil contratos na CBOT.

MILHO ALCANÇA MÁXIMA EM 6 MESES E MEIO.

Os preços futuros do milho caíram nesta segunda-feira, após recuar dos avanços observados no início do dia na CBOT. Vendas de produtores pressionaram as cotações, que chegaram a alcançar as máximas em seis meses e meio. O contrato de maior liquidez, com vencimento em dezembro, cedeu 2,25 cents ou 0,55% e fechou a US$ 4,0450/bushel. Chegou a registrar US$ 4,18/bushel no melhor momento do dia. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 7 mil contratos hoje.
O mercado voltou a seguir os futuros de trigo durante a maior parte do dia. Mas o trigo limitou seus ganhos e o traders venderam também contratos de milho. As vendas de produtores ocorreram nas máximas. Além disso, especuladores embolsaram lucros e liquidaram posições compradas. "O mercado não teve mais nada altista, pois as condições da safra são boas de modo geral e o fato de o mercado estar sobrecomprado estimula um ligeiro recuo", afirmou Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group.
O clima favorável no curto prazo para desenvolvimento da safra dos Estados Unidos fez com que os traders não tivessem nenhuma influência altista para um rali. No entanto os traders que apostam na elevação dos preços foram encorajados porque a queda foi apenas modesta, depois de um rali de quase 11% em uma semana. A pressão foi limitada, ainda, pelas incertezas sobre o potencial de produtividade da safra 2010/11 dos Estados Unidos.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou há pouco que 71% da safra de milho apresenta condição boa a excelente, ante 72% uma semana atrás. A maioria dos traders esperava que o USDA mantivesse sua avaliação.

SOJA/MT : ALTA EM CHICAGO MELHORA RELAÇÃO DE TROCA.

A alta recente das cotações da soja na Bolsa de Chicago melhorou a relação de troca dos produtores na compra dos insumos. Segundo levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em julho, os pacotes de troca do grão por insumos, na negociação com parte das tradings e das revendas, ficou em 28 sacas de soja para pagamento a prazo e 24 sacas nas operações a vista. Em maio, os negócios à vista estavam cotados em 30 sacas e, a prazo, a 26 sacas.
O Imea estima que os produtores já compraram 86% dos defensivos agrícolas, 85% dos fertilizantes e 90% das sementes, "números que estão um pouco mais atrasados em relação a 2009/10". O atraso nas compras dos insumos levou o instituto a manter inalterada, em julho, sua projeção de área plantada para a safra 2010/11, que começa a ser semeada a partir de 15 de setembro, quando termina o prazo do vazio sanitário. A estimativa é de plantio de 6,094 milhões de hectares em Mato Grosso, área 2% inferior aos 6,217 milhões de hectares cultivados na safra passada. A expectativa é de colheita de 18,289 milhões de toneladas.
No levantamento mais recente sobre as fontes de recursos para financiamento do plantio da próxima safra, com base nos custos de maio, o Imea projetava gastos da ordem de R$ 5,959 bilhões no plantio de 6,094 milhões de hectares. Segundo o Imea, os financiamentos das tradings devem cobrir 25% das despesas e as revendas de insumos devem participar com 20% do montante de recursos. Há dois anos, as tradings participavam com 50% do total e as revendas com 11%. Os recursos próprios dos agricultores, que correspondiam a 22% do total na safra 2008/09, nesta safra devem representar 37%. A participação dos recursos do crédito oficial (12%) e dos bancos federais (6%) se mantém praticamente estáveis.
Em seu boletim semanal sobre a soja, divulgado hoje, os técnicos do Imea relatam negócios para a safra nova a US$ 16,00/saca, em Sorriso, e em Primavera do Leste, a US$ 17,30/saca, ambos para entrega física até o final de fevereiro do próximo ano. O levantamento sobre a safra passada indica que 90% das 18,814 milhões de toneladas colhidas já foram comercializadas (16,933 milhões de toneladas).
A venda da oleaginosa está mais adiantada na região oeste, onde atingiu 2,57 milhões de toneladas, que correspondem a 94,8% das 2,711 milhões de toneladas produzidas.

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