terça-feira, 14 de setembro de 2010

CBOT/SOJA FECHA FIRME SEGUINDO RALI DO MILHO.

O mercado futuro da soja encerrou em alta na bolsa de Chicago  impulsionado pelos fortes ganhos do milho. O vencimento novembro, mais líquido, encerrou com alta de 1 cent, ou 0,1%, a US$ 10,3550/bushel. Os fundos, que foram agressivos nas compras do cereal, adquiriram volume moderado de dois mil lotes da oleaginosa no dia.
Os preços do milho, ligado ao da soja porque as duas culturas disputam espaço nas mesmas áreas durante o plantio da safra, subiram mais de 2% no pregão, por causa dos relatórios que apontam queda de produtividade. Para a soja a expectativa é de bons níveis de rendimento, uma vez que a colheita avança rapidamente no país, o que tira suporte do mercado. "O milho está liderando o caminho". O rali do milho começa a preocupar os usuários finais, porque a soja pode perder acres quando os produtores iniciarem o plantio na primavera do hemisfério norte, no final de março, apontam analistas. O cereal atingiu ontem o maior valor em 23 meses. O algodão, que testou a máxima de 26 meses, também pode roubar área da oleaginosa. Por isso, eles observam que os preços da soja precisam subir para estimular a implantação desta cultura."A soja parece perder espaço neste ponto, do modo como seguem as coisas", disse Jim Gerlach, presidente da A/C Trading, corretora de Indiana.
Na sexta-feira passada, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa de produção para o recorde de 94,80 milhões de tons. Mesmo assim, alguns traders ainda apontam a incerteza quanto às condições climáticas durante a colheita como fator de limitação das perdas no mercado.
O relatório de progresso de safra ainda não apresentou dados sobre a colheita, mas reduziu em um ponto porcentual, para 63%, a classificação de lavouras de boa a excelente condição. O levantamento também mostrou que 38% das folhas já caíram, comparado 19% de igual período do ano passado e uma média de 30%.
"Esta é a maturação de safra mais rápida já vista em longo tempo", afirma Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage. No entanto, ele pondera que, tradicionalmente, o processo mais lento de amadurecimento tende a resultar em produtividades melhores.
Em outras notícias, a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas dos Estados Unidos informou hoje que as indústrias do país processaram 3,331 milhões de toneladas em agosto, ante 3,397 milhões de toneladas em julho e 3,065 milhões de toneladas em igual período de 2009. Analistas esperavam que o Nopa apontasse 3,265 milhões de tons.
Nos produtos, o fechamento foi misto. O farelo seguiu a soja e o milho. O vencimento dezembro fechou com alta de US$ 3, ou 1%, a US$ 296,50/bushel. O óleo recuou 10 pontos, ou 0,2%, para 41,71 cents/lb. Os participantes estão fazendo negócios de spread nos dois mercados, segundo traders. Os participantes realizaram lucros depois que as cotações do óleo atingiram o maior nível em um mês, observou um analista. As compras de fundos totalizaram dois mil lotes em cada um destes mercados.

MILHO SOBE COM PERDA DE PRODUTIVIDADE NOS EUA.
Os preços do milho subiram pela quarta sessão consecutiva sustentados pelos relatos de baixa produtividade em lavouras dos Estados Unidos. O contrato dezembro subiu 11,50 cents (2,38%), a US$ 4,95/bushel. A produtividade das lavouras colhidas no Illinois, grande estado produtor dos EUA, tem decepcionado os produtores. E eles não esperam melhora significativa, disse Emerson Nafziger, agrônomo extensionista da University do Illinois. Ali, a colheita chegou a 18% até domingo passado, ante 11% no resto do país. "Será um daqueles anos em que os produtores não ficarão muito contentes", disse Nafziger. "A umidade foi excessiva na maior parte do ano. Os problemas são generalizados."
Compras de fundos - de 18 mil contratos hoje - continuaram a sustentar o mercado. Esses participantes detêm uma forte posição comprada no mercado de milho, o que sinaliza uma expectativa de aumento de preços. "A produtividade esperada não está se realizando", comentou Jim Gerlach, presidente da A/C Trading, uma corretora de Indiana. "Se não virmos uma melhora significativa (na produtividade), e eu não espero isso, veremos o milho a US$ 6 mais rápido do que se imagina", disse. "Se o rendimento das lavouras continuar a decepcionar, o mercado vai subir até onde a demanda suportar", avaliou a Summit Commodity Brokerage em nota.

TRIGO CAI COM REVISÃO DA SAFRA DA AUSTRÁLIANA.
As cotações do trigo fecharam com queda nas bolsas dos Estados Unidos depois que o governo da Austrália elevou a estimativa para a produção do país em 2010/11. O Escritório Australiano de Pesquisas Agrícolas e Econômicas (Abare), órgão oficial de estatísticas do país, agora prevê colheita de 25,1 milhões de toneladas, volume 14% maior que o projetado em junho. O número também ficou 16% acima das 21,7 milhões de toneladas produzidas em 2009/10. Se realizada, a safra será 36% maior que a média das cinco safras anteriores.
De acordo com Russell Amery, presidente da seção de grãos do grupo lobista Victorian Farmers' Federation, será a terceira maior safra de trigo da história da Austrália. A colheita termina em dezembro.
Na Chicago Board Of Trade o contrato dezembro caiu 9 cents (1,2%), a US$ 7,36/bushel. Fundos venderam modestos quatro mil contratos nessa bolsa. Na Kansas City Board Of Trade (KCBT), a mesma posição recuou 3,25 cents (0,4%), a US$ 7,6625. Os contratos setembro de ambas as bolsas venceram hoje.
"Estamos lentamente deixando para trás as preocupações que provocaram o rali nos preços do trigo", afirmou Rich Nelson, diretor de pesquisa da corretora e empresa de pesquisa agrícola Allendale. Tim Hannagan, analista da corretora PFG Best, disse que a elevação da estimativa de exportação da Austrália "ajuda a reverter a psicologia altista desse mercado". O país espera vender 18,4 milhões de toneladas em 2010/11, volume 21% maior na safra e 15% que o projetado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na sexta-feira. "Eles vão vender tudo o que puderem", comentou Hannagan.
As dificuldades que os produtores na Rússia enfrentam para plantar a safra de inverno, contudo, devem continuar a dar certa sustentação ao mercado de trigo. Hoje, o premiê russo, Vladimir Putin, reiterou que o país tem grão suficiente para atender a demanda doméstica, mas participantes do mercado são céticos a esse respeito.

AUSTRÁLIA REVISA SAFRA 2010/11 PARA CIMA.
A Austrália revisou para cima a estimativa da produção de trigo 2010/11 e agora prevê colheita de 25,1 milhões de toneladas, volume 14% maior que o projetado em junho. O número também ficou 16% acima das 21,7 milhões de toneladas produzidas em 2009/10. Os dados foram divulgados hoje pelo Escritório Australiano de Pesquisas Agrícolas e Econômicas (Abare), órgão oficial de estatísticas do país.
Se realizada, a safra 2010/11 será 36% maior que a média das cinco safras anteriores. De acordo com Russell Amery, presidente da seção de grãos do grupo lobista Victorian Farmers' Federation, será a terceira maior safra de trigo da história da Austrália. A colheita termina em dezembro.
A estimativa da Abare é maior que a da maioria dos analistas no país, que preveem algo entre 22 milhões e 23 milhões de toneladas. A Austrália é um dos cinco maiores exportadores de trigo do mundo. Seu consumo doméstico é de cerca de sete milhões de toneladas por ano; o resto é vendido no mercado externo. Essas vendas foram estimadas em 18,4 milhões de toneladas, aumento de 21% ante a safra anterior.
"As chuvas recentes fizeram com que a safra de inverno tivesse o melhor início em muitos anos, o que elevou a produtividade de forma significativa", disse o vice-diretor executivo da Abare, Paul Morris.

CAMEX-ZERADA TARIFA PARA IMPORTAÇÃO DE 250 MIL/T DE ALGODÃO.

O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, afirmou há pouco que o conselho de ministros da Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovou a tarifa zero para importação de 250 mil toneladas de algodão, durante o período de outubro deste ano a maio de 2011. A alíquota do imposto de importação em vigor atualmente é de 10%.
Segundo o ministro, a quantidade será suficiente para garantir o suprimento da indústria têxtil brasileira durante o período. "Os produtores brasileiros de algodão tiveram uma quebra de safra este ano e a decisão foi tomada para manter a competitividade da indústria têxtil", disse o ministro.
Rossi também afirmou que, por isso, no momento, não haverá necessidade de se fazer leilões do produto. O secretário executivo substituto da Camex, André Alvim, detalha em instantes as decisões do colegiado.

GRÃOS: RÚSSIA TEM OFERTA SUFICIENTE.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, reiterou nesta terça-feira que o país tem grãos suficientes para satisfazer a demanda interna, embora a estiagem tenha destruído quase um terço da safra doméstica, informaram agências de notícias locais. Ainda que a colheita deste ano esteja cerca de 30 milhões de toneladas abaixo do previsto, "há grãos suficientes no país. Temos o suficiente para satisfazer a demanda doméstica", afirmou Putin. O país deve colher entre 60 milhões e 65 milhões de toneladas de grãos neste ano, ante estimativa inicial de 97 milhões de toneladas.
O premiê também pediu às autoridades regionais para conter a atividade de especuladores que, segundo o governo russo, foram responsáveis pelo aumento dos preços de alguns itens alimentares relacionados aos grãos nos últimos meses.

ÍNDIA - PRODUÇÃO RECORDE DE 82 MI T EM 2010/11.
A Índia deve buscar uma produção recorde de 82 milhões de toneladas de trigo no ano-safra 2010/11, ajudada por chuvas favoráveis e reservatórios de água acima da média dos últimos 10 anos, informou hoje uma autoridade sênior do Ministério de Agricultura. O país - segundo maior produtor do cereal no mundo - normalmente estabelece metas a cada ano, que moldam suas políticas, tais como o fornecimento de sementes, fertilizantes e o preço de compra.
Chuvas tardias ajudaram a Índia a colher uma safra recorde de 80,71 milhões de toneladas na temporada 2009/10, mas isso criou problemas de estocagem. A situação pode piorar com o aumento da produtividade da safra 2010/11. O governo pretende expandir a capacidade de estocagem com a ajuda de companhias privadas, mas a iniciativa levará pelo menos de três a quatro anos para ser totalmente implementada. Uma produção maior pode encorajar a suspensão de uma proibição de três anos dos embarques de trigo no final de 2010.
"Nosso foco principal nesta temporada [de inverno] será aumentar a produtividade. Nós forneceremos sementes e fertilizantes adequados antes do plantio começar [em outubro e novembro]", disse a autoridade, que pediu para não ser identificada.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL DA ZONA DO EURO (+7,1%) DECEPCIONA.

A produção industrial se desacelerou na zona do euro em julho, em termos anuais, em comparação a junho, refletindo limitações na produção de países que concentram esforços para reduzir seus pesados déficits. A produção industrial subiu 7,1% em julho em relação a julho do ano passado, após elevação anual de 8,3% em junho, informou a agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat.
A alta de julho é a menor desde fevereiro. Em relação a junho, a produção industrial ficou estável; em junho, a produção caiu 0,2% em comparação a maio.
Os números de julho foram menores do que os esperados pelos economistas, que previam, em média, alta mensal de 0,2% e anual de 8% da produção industrial. Os dados de junho foram revisados em alta da estimativa anterior de queda mensal de 0,1% da produção e alta anual de 8,2%.
Na Grécia, a produção industrial despencou 2,5% em julho em relação a junho, enquanto em Portugal e na Espanha, a produção recuou 1,2% e 0,3%, respectivamente. Na Alemanha, a produção industrial ficou inalterada em julho em relação a junho e na França cresceu 0,9% no mesmo período.
Em termos anuais, a produção industrial na Grécia recuou 8,5% em julho ante julho de 2009 e na Alemanha saltou 11,4% no mesmo intervalo.

GRÃOS/EUA: COLHEITA DO MILHO ESTÁ ADIANTADA; SOJA SE DESENVOLVE BEM

O desenvolvimento das lavouras de milho e soja nos Estados Unidos continua adiantado, de acordo com o relatório semanal de acompanhando de safra do Departamento de Agricultura do país (USDA). O governo mostrou que 11% das lavouras de milho foram colhidas até domingo, ante 6% na mesma época do ano passado. A média das cinco safras anteriores também é de 6%. O porcentual ficou dentro do esperado por analistas do mercado, de 10% a 15%.
Entre os estados onde a colheita está mais adiantada estão Illinois (18%) e Indiana (13%). O USDA informou que 52% das lavouras estão maduras, ante 33% na mesma época do ano passado e 32% na média de cinco safras. Na soja, o USDA mostrou que as folhas caíram em 38% das lavouras, ante 19% no ano passado e 30% na média histórica. Indiana e Illinois também são onde os campos estão mais adiantados. O trigo foi colhido em 83% da área, ante 76% em 2009 e 91% na média de cinco
anos.
A qualidade das lavouras voltou a cair, mas este é um dado ao qual o mercado não dedica mais tanta atenção. Os campos de soja considerados em estado bom ou excelente contavam 63% do total, ante 64% na semana anterior. No milho, o porcentual era de 68%, ante 69%. "Os traders estão interessados na produtividade e nos números de colheita", disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

GRÃOS/CBOT-FECHAMENTO FIRME.

Os preços futuros da soja encerraram com alta moderada nesta segunda-feira na bolsa de Chicago no embalo dos ganhos de mercados vizinhos. Analistas observam que será difícil sustentar o movimento neste período de preparação para a colheita da oleaginosa nos Estados Unidos. O vencimento mais ativo base, novembro, subiu 3,50 cents, ou 0,3%, a US$ 10,3450/bushel. Na sexta, a mesma posição havia recuado 1,4% no dia.
A soja seguiu e subiu na esteira do milho e do trigo, commodities que terminaram o pregão com alta de pouco mais de 1%. A oleaginosa precisa tentar acompanhar o milho "porque não podemos perder muitos acres de soja no próximo ano", disse um analista de Chicago. Milho e soja disputam área nos Estados Unidos. A forte alta do cereal, depois dos níveis decepcionantes de produtividade das lavouras norte-americanas, é um estímulo para esta cultura. Além disso, o trigo segue com preços sustentados ainda refletindo a quebra de safra causada pela severa estiagem na região do Mar Negro, que ameaça a oferta global.
Ao mesmo tempo, analistas ressaltam que os produtores se preparam para iniciar a colheita da soja com projeções de produtividade recorde, um fator que pressiona o mercado. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu os traders ao elevar o número para rendimento da lavoura a 44,7 bushels por acre em agosto, ante os 44 bushels previstos no relatório anterior.
"A soja, se não tivesse o suporte da alta do milho e do trigo, poderia facilmente recuar no dia", observou Jason Britt, presidente da Central State Commodities, corretora do Missouri.
Um "sentimento altista generalizado nas commodities" ajudou a sustentar os ganhos no dia, disse Anne Frick, analista sênior da Prudential Bache, de New York. O petróleo e os mercados de ações também encerraram em alta, enquanto o dólar sucumbiu. "Não estou levando a sério esta alta", disse Frick sobre os ganhos da soja. "Acredito que seja uma recuperação depois da perda de sexta-feira", afirma. Os fundos compraram cerca de 2 mil lotes no dia.
Nos produtos, o fechamento foi misto. O óleo subiu com a sólida demanda. O dezembro encerrou a 41,81 cents/lb, alta de 5 pontos. O farelo fechou com pequena queda de US$ 0,20 a US$ 293,50/t.
A expectativa é que as vendas norte-americanas do óleo de soja continuem firmes, por conta dos anúncios diários feitos recentemente pelo USDA, tendo como grandes compradores China e Peru. No último relatório de exportações, a agência governamental apontou vendas de 138.200 tons, incluindo as safras 2009/10 e 10/11, ante 12.300 t da semana anterior e 16 mil tons apurados 15 dias antes.

MILHO, ALTA INFLUENCIADA PELO USDA E TRIGO.
Os futuros de milho fecharam com alta acompanhando os ganhos do trigo e ainda influenciados pelo relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado na sexta-feira. O contrato dezembro subiu 5,25 cents (1,1%), para US$ 4,8350/bushel.
Corretores disseram que a produtividade tem sido mais baixa que o esperado em todo o leste do cinturão do milho. No Iowa, grande produtor do grão dos EUA, há grande variação no rendimento das lavouras. Ao final da sessão desta segunda feira, USDA informou que 11% de lavouras tinham sido colhidas no país, ante 6% na semana passada. Muitos traders acreditam que o governo norte-americano vai reduzir ainda mais a estimativa de produtividade de 162,5 bushels por acre projetada no relatório da sexta-feira.
Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting, comentou que as inspeções de exportação de 917,3 mil tons, decepcionaram e limitaram o avanço dos preços hoje. Mas os fundos continuaram a comprar bastante. Apenas nesta segunda-feira eles levaram 13 mil contratos.
Alguns analistas, Zuzolo entre eles, acreditam que o mercado está muito comprado e pode registrar uma correção. Mas o executivo da Global Commodity também observou que os produtores norte-americanos podem reter o grão para estimular uma alta maior nos preços no mercado físico, o que acabaria influenciando a bolsa. Na sexta-feira, o USDA estimou o estoque final da safra 2010/11 em 28,345 milhões de toneladas. Se realizado será o menor em 15 anos.

TRIGO FECHA EM ALTA COM PROBLEMAS NO PLANTIO DE INVERNO RUSSO.
As cotações do trigo fecharam com alta nas bolsas norte-americanas, influenciadas pelos problemas no plantio do cereal na Rússia. Os produtores locais não conseguem semear a safra de inverno por causa da falta de umidade no solo, resultado da pior seca a atingir o país nas últimas décadas. Menos de 30% da área a ser plantada receberam umidade suficiente para a semeadura, de acordo com o serviço meteorológico local Hydromedcenter. Os produtores podem não conseguir plantar o cereal a tempo.
Na Chicago Board Of Trade o contrato dezembro subiu 8,25 cents (1,1%), para US$ 7,45/bushel. Na Kansas City Board Of Trade (KCBT), a mesma posição ganhou 10,25 cents (1,4%) para fechar em US$ 7,6950/bushel.
Até 2009 a Rússia foi responsável por cerca de 13% do comércio internacional de trigo. Neste ano, o governo teve de suspender as exportações por causa da quebra da safra de primavera. Desde então, as cotações do trigo subiram e caíram, mas ainda se mantêm mais de 60% acima das mínimas de junho. "A situação da Rússia só piora", comentou Dennis Gartman, publisher da Gartman Letter. "A menos que chuvas substanciais ocorram nas próximas duas semanas, a perspectiva para a safra de inverno vai se deteriorar muito", disse.

MILHO REGISTRA NOVAS MÁXIMAS; SOJA E TRIGO TAMBÉM SOBEM.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago avançam levemente nesta segunda-feira, impulsionados por fatores macroeconômicos e pela valorização do milho, disseram traders. Há poucas notícias novas, mas os preços do milho estão firmes, assim como os mercados acionários, graças aos dados econômicos da China.
Um analista acrescentou que há rumores de que a China pode ter comprado mais soja durante o final de semana. Contudo, o relatório de inspeção semanal das exportações, divulgado há pouco, ficou abaixo das expectativas, com 189,718 mil toneldas. O contrato  novembro subiu 2 cents, ou 0,19%, para US$ 10,33 por bushel.
O milho continua registrando novas máximas em meio a preocupações com as perspectivas da produtividade nos Estados Unidos. Um trader disse que a produtividade deve ficar abaixo dos 162,5 bushels por acre estimados na semana passada pelo USDA, e há rumores de que até mesmo a recente projeção de 158,5 bushels por acre da Informa pode ser muito alta.
Embora vendas por parte de produtores e realização de lucros especulativa possam limitar os ganhos do milho, outro trader afirmou que não está claro quando o mercado pode entrar em correção. Os preços estão nos maiores níveis em 23 meses. O contrato dezembro avança 6,75 cents, ou 1,41%, cotado a US$ 4,85 por bushel.
O trigo opera em alta nesta segunda-feira, sustentado por temores sobre um clima global desfavorável. A estiagem na Rússia dificulta o plantio da safra de inverno, enquanto chuvas excessivas e temperaturas baixas no Canadá ameaçam a qualidade do cereal que em breve será colhido. Uma seca histórica já reduziu a produção da safra que os produtores russos estão colhendo atualmente.
Contratos com vencimento em dezembro ganhava 8,75 cents, ou 1,19%, para US$ 7,4550 por bushel. Na Bolsa do Kansas (KCBT, na sigla em inglês), o mesmo vencimento subia 11,50 cents, ou 1,51%, negociado a US$ 7,7075 por bushel.

CLÍMA-SECA JÁ DURA 200 DIAS EM ÁREAS DO BRASIL CENTRAL E NORDESTE.

O inverno é considerado a estação seca em grande parte do Brasil. No entanto, este ano se observa uma condição mais extrema, o que já prejudica diferentes sistemas de produção que estão relacionados diretamente com as condições climáticas. Pode-se destacar: carne bovina, leite, energia hidrelétrica, cana-de-açúcar, café e laranja. A avaliação é da Somar Meteorologia, em seu boletim semanal, divulgado hoje.
Neste início de setembro o padrão climático não mudou, segundo a Somar. Choveu apenas no leste do Nordeste e no extremo norte do Brasil. No Brasil Central e parte do interior da Região Nordeste, em virtude do quinto mês consecutivo sem chuva, o solo está totalmente seco e em algumas regiões a estiagem agrícola já ultrapassa 200 dias.

De acordo com a Somar, o tempo deve continuar totalmente seco no Centro-Oeste, interior do Sudeste e no interior do Nordeste do Brasil pelo menos até o fim de setembro. "A temperatura permanece elevada, o que contribui para baixar mais os índices de umidade relativa do ar e, com isso, potencializar ainda mais os riscos de incêndios e prejudicar a qualidade do ar", informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.
Para as próximas duas semanas, há previsão de chuvas apenas no Sul do Brasil, onde uma frente fria deve trazer volume moderado de água, principalmente no Rio Grande do Sul. O bloqueio atmosférico impede o avanço da frente fria, que causa chuvas no decorrer da semana apenas em Santa Catarina e no sul do Paraná.
A Somar ressalta que deve persistir a condição atmosférica que mantém as frentes frias bloqueadas sobre o Sul do País, impedindo o avanço das frentes frias até o Sudeste. Nesta semana, o calor continua intenso sobre o Brasil Central, onde as temperaturas podem ultrapassar a casa dos 40 graus, o que contribui para baixar mais os índices de umidade relativa do ar.

Soja
Para a lavoura de soja do Brasil, o fenômeno La Niña tem dois impactos bem caracterizados: atrasa o retorno das chuvas no Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do Brasil. Ao mesmo tempo, reduz a incidência de chuva e aumenta o risco de estiagens regionalizadas no verão nas lavouras do Sul do Brasil e também de Mato Grosso do Sul. Para a safra 2011, portanto, muda o cenário climático, principalmente quando comparado com o observado na safra passada.
Setembro ainda deve continuar seco em Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. O retorno das chuvas deve ocorrer a partir da segunda quinzena de outubro e no decorrer de novembro, mesmo assim de forma muito irregular. Durante o verão as chuvas nesses Estados devem apresentar um comportamento médio, com o risco de alguns episódios de chuvas mais concentrados entre janeiro e fevereiro, o que pode causar transtorno de manejo, controle de doenças, além do risco de excesso de chuva na colheita.
Na região conhecida como mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins e Bahia), setembro ainda deve continuar seco. O retorno das chuvas deve ocorrer na segunda quinzena de outubro, mesmo assim de forma muito irregular e insuficiente para garantir condições de plantio. A regularização das águas só deve ocorrer em novembro. Durante o verão as chuvas nesses Estados também devem apresentar um comportamento médio.
Setembro ainda deve ter chuvas abaixo da média no Paraná e em Mato Grosso do Sul. No entanto, já são esperados alguns episódios de chuvas isoladas no fim do mês. Em outubro as chuvas ficam mais frequentes e melhoram as condições de umidade do solo para plantio. Para esta safra, deve-se considerar o risco de estiagem durante os meses de verão. A continuidade do La Niña remete para um outono também com chuvas abaixo da média.
Já as lavouras do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina não devem enfrentar grandes problemas na fase de plantio entre outubro e novembro, em virtude da chegada de um período chuvoso. No entanto, deve-se também considerar o risco de uma redução de chuvas e períodos de forte estiagem entre novembro e dezembro. Mesmo com alguns episódios durante os meses de verão, as chuvas devem ficar abaixo da média e com estiagens regionalizadas. A continuidade do La Niña mantém para o fim do verão e no outono a condição de chuvas abaixo da média e com alto risco de estiagem entre o fim de fevereiro e março, o que pode prejudicar diretamente a fase final da lavoura de soja.
Milho
O cenário climático para o milho é muito semelhante às condições da lavoura de soja. O risco aumenta principalmente para as lavouras do Sul do Brasil em virtude das estiagens no verão. No entanto, as lavouras do norte/noroeste do Rio Grande do Sul e do oeste de Santa Catarina, que foram plantadas mais cedo (em agosto), ainda podem se beneficiar das chuvas da primavera, escapando do risco de estiagem que aumenta a partir de dezembro e durante o verão.
As lavouras de milho do Nordeste do Brasil, incluindo o agreste e sertão, a presença do La Niña num primeiro momento cria expectativa de um bom período de chuvas ("inverno nordestino"), que vai de fevereiro a maio. No entanto, a qualidade do período de águas ainda depende das condições do Oceano Atlântico, que no momento ainda não estão definidas. De qualquer forma, o cenário climático para 2011 é bem melhor que o observado na safra deste ano.
Lavouras dos EUA
O clima observado no início de setembro sobre os Estados Unidos apresenta ainda uma condição típica do verão. Sobre as áreas produtoras de milho e soja do Meio-Oeste americano as chuvas no geral foram fracas e irregulares. Para o restante do mês de setembro o tempo não deve mudar muito. Permanece apenas a previsão de chuvas isoladas por causa da propagação de áreas de instabilidades típicas do verão.
Com relação à temperatura, a expectativa é de ligeira queda nas próximas semanas, o que é um padrão normal com a proximidade do outono, principalmente nos Estados mais ao norte, próximos da fronteira com o Canadá. Por enquanto, ainda não há previsão de frio extremo que possa representar risco de geada que, sem dúvidas, é uma preocupação nessa fase final da lavoura de soja. A partir da última semana deste mês, porém, já há indicativos de temperatura abaixo de zero nos estados Dakota do Norte, Dakota do Sul, Minnesota e Wisconsin.

PERSPECTIVA: CHICAGO CONCENTRA ATENÇÃO NA COLHEITA DOS EUA.

Passada a temporada de apostas e preocupações com o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as atenções dos mercados de grãos se voltam agora para o período de colheita no país. Nesse sentido, as bolsas de soja e milho, principalmente, deverão continuar voláteis. Se o clima não prejudicou tanto as lavouras até a fase de desenvolvimento, como demonstrado pela agência governamental, as variações de umidade e temperatura a partir de agora vão ditar como será a finalização da safra.
Na sexta-feira, o USDA estimou uma safra recorde de soja 94,80 milhões de tons, graças ao aumento na estimativa de produtividade. No milho foi o contrário, a produtividade caiu e o USDA mais uma vez reduziu a estimativa de safra, para 334,26 milhões de tons. O volume, contudo, ainda é significativo. Em Chicago, as cotações da soja caíram 1,4% e as do milho subiram 1,59%, no contrato novembro e dezembro, respectivamente.
Até a semana passada, 6% do milho tinha sido colhido, segundo o USDA. O trabalho de campo ainda não tinha sido iniciado na soja. A colheita do trigo de primavera se encaminha para o final. Hoje à tarde, o governo atualiza os números. A Meteorlogix prevê pancadas e chuvas e tempestades se desenvolvendo do oeste para o leste do Meio-Oeste dos EUA a partir de quarta-feira; condição que deve prosseguir até a sexta-feira. As temperaturas devem ficar abaixo do normal para esta época. De acordo com a agência meteorológica, essas chuvas não vão favorecer as lavouras de soja nem a atividade de colheita. "É muito tarde para que as precipitações sejam benéficas", avalia relatório da empresa divulgado no domingo pela Dow Jones.
No trigo, o USDA mostrou que, de fato, a oferta não preocupa e, com isso, o mercado pode realizar lucro, pois está muito comprado. Em Chicago, as cotações recuaram 16% desde as máximas de quase dois anos no início de agosto. Mas ainda acumulam alta de mais de 60% sobre as mínimas de junho. Na sexta-feira, o contrato dezembro perdeu 1,25 cent (0,2%), e fechou em US$ 7,3675 por bushel.
No mercado interno persiste a expectativa sobre a retração na oferta de milho por parte dos produtores. Dois fatores contribuem esta retração. No sul, a estiagem pode atrasar o plantio e com isso o milho pode perder área para a soja, o que daria suporte ao preço do cereal.
No Centro-Oeste, o escoamento da safra por meio dos leilões de prêmios do governo deixa os produtores numa posição confortável para negociar o estoque remanescente. Analistas alertam para a possibilidade de recuo dos preços do milho durante a entressafra, quando os produtores terão de escoar o cereal para dar espaço ao armazenamento da safra nova.
Já no mercado de soja, os produtores estão atentos às condições climáticas para o início do plantio da safra 2010/11. O prazo do vazio sanitário em Mato Grosso termina na próxima quarta-feira (15), mas a falta de chuva pode prejudicar o início dos trabalhos. No ano passado, cinco dias antes do prazo oficial já havia produtor semeando a soja para garantir o plantio de uma segunda safra de algodão e de milho.

SOJA/CHINA: IMPORTAÇÃO DEVE ALCANÇAR 4,73 MILHÕES EM SETEMBRO.

A China deve importar cerca de 4,73 milhões de toneladas de soja neste mês, alta de 72% em relação ao mesmo período de 2009, informou hoje o Ministério de Comércio do país. Contudo, a estimativa fica ligeiramente abaixo das 4,76 milhões de toneladas adquiridas em agosto, segundo dados da Administração Geral Alfandegária.
A projeção, divulgada no site do ministério, se baseia nos relatos de importadores entre 16 e 31 de agosto e, normalmente, é inferior ao volume real, já que não inclui todos os carregamentos. O governo divulga as estimativas duas vezes por mês.

PRODUÇÃO INDUSTRIAL CRESCE 13,9%.
A produção industrial da China cresceu 13,9% em agosto, seguindo-se a uma alta de 13,4% em julho. A elevação superou a previsão dos economistas de aumento de 12,9%. O crescimento da produção deveu-se, em parte, a uma aceleração na aprovação dos projetos de investimento em infraestrutura desde meados de julho.

METAIS SOBEM COM INDICADORES FORTES NA CHINA.
Os metais básicos operam em alta, em seguida aos indicadores econômicos fortes anunciados pela China no fim de semana, que destacaram a boa perspectiva para a demanda e ajudaram a melhorar o sentimento dos investidores com relação ao ritmo e à força da recuperação global.
"Com o principal motor econômico global, a China, ganhando velocidade, a perspectiva para a economia do resto do mundo parece menos sombria e os preços das commodities industriais têm respondido de acordo", afirmou Will Adams, analista da BaseMetals.com. A China informou que a produção industrial cresceu 13,9% em agosto, acima das estimativas de 12,9%, indicando uma recuperação na demanda por metais industriais.
Além disso, as exigências de capital para os bancos menos severas que o esperado anunciadas pelo Comitê da Basileia sobre Supervisão Bancária também ajudaram a aumentar a busca de ativos de maior risco pelos investidores. O cobre na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 7.630 por tonelada, uma alta de 1,9% em relação ao fechamento de sexta-feira.
"A menor aversão ao risco e o maior otimismo econômico estão sustentando os preços dos metais básicos no momento", observaram analistas do Commerzbank em relatório.
Pouco antes das 8h o estanho subia 1,5%, para US$ 22.200 por tonelada. Entre os outros metais negociados na LME, o alumínio subia 2,5%, para US$ 2.153 por tonelada; o chumbo avançava 2%, para US$ 2.228 por tonelada; o zinco ganhava 3%, para US$ 2.173 por tonelada; e o níquel tinha alta de 2,4%, para US$ 23.040 por tonelada. Em Nova York, o cobre para dezembro negociado na Comex subia 1,98%, para US$ 3,4740 por libra-peso, às 8h25 (de Brasília).

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