quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CBOT/GRÃOS : RELATÓRIO DE ESTOQUES CENTRALIZA ATENÇÕES.

Analistas esperam, em média, que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estime os estoques finais de soja do país em 4,1 milhões de toneladas em 1º de setembro, conforme levantamento da agência Dow Jones. A avaliação é consistente com a estimativa de setembro divulgada pelo USDA. O relatório trimestral de estoques sai na quinta-feira, às 9h30 de Brasília.
Os analistas não esperam grandes surpresas no relatório e consideram os dados importantes mais do ponto de vista estatístico do que nos fundamentos de mercado. Traders prestarão atenção apenas no resultado geral, segundo os analistas. O consenso geral do mercado é de que o consumo para processamento e exportação é bem conhecido, o que deixa a dúvida maior no consumo residual.
A maioria dos analistas espera que o consumo de soja no quarto trimestre do ano comercial 2009/10 tenha somado cerca de 11,4 milhões de toneladas, reduzindo os estoques para 4,1 milhões de toneladas. As estimativas variaram de 3,78 a 4,5 milhões tons. A projeção do USDA divulgada em setembro dava conta de 4,08 milhões de toneladas. O analista Bill Nelson, da Doane Advisory Service, acredita que o novo relatório resulte acima da leitura feita pelo USDA em setembro, por causa a entrada dos grãos recém-colhidos em 2010, somados à colheita de 2009.

MILHO: ANALISTAS ESTIMAM ELEVAÇÃO PROJEÇÃO DE DEMANDA.
Analistas esperam uma pequena elevação na estimativa de estoques trimestrais o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgada na quinta-feira. Mas avaliam que a demanda forte manterá a oferta relativamente apertada. Em média, os analisas esperam que o USDA estime os estoques de passagem em 35,74 milho~es toneladas, conforme levantamento da agência Dow Jones.
As expectativas variam de 34,290 a 37,820 milhões toneladas, o que ficaria abaixo dos estoques do ano passado, de 42,494 milhões toneladas. O relatório refletirá os grãos em estoques em 1º de setembro. A previsão dos analistas está um pouco acima da mais recente projeção do USDA, que dava conta de 35,2 milhões de tons.
A corretora Allendale afirmou que o consumo no quarto trimestre foi recorde para o período e que "o aumento do consumo para etanol, conforme o mandato, foi o condutor". A empresa espera ver estoques de 38,237 milhões toneladas.
O presidente da U.S. Commodities, Don Roose, declarou que o relatório de quinta-feira dará uma boa noção sobre a demanda. Ele avalia que o consumo "continua bastante forte". "O consumo para ração segue alto e as margens favoráveis do etanol estimularam muito a produção de álcool", afirmou.
Segundo o analista Shawn McCambridge, da Prudential Bache, é importante observar o valor para ração e residual. A categoria residual em particular tem sido ampla nos últimos relatórios, e é difícil cair porque é usada principalmente "para fazer o balanço funcionar". Ele e outros analistas disseram que as recentes estimativas elevadas para ração e residual refletem principalmente o fato de que o governo superestimou a safra 2010. McCambridge ponderou que, com a queda do número de animais, a demanda elevada "é um pouco difícil de se explicar".

TRIGO: ANALISTAS ESPERAM ELEVAÇÃO NA ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO.
A expectativa dos analistas é de que, na quinta-feira, os Estados Unidos elevem sua estimativa de produção de trigo no país e ajudem a acalmar os importadores a respeito da oferta global.
De acordo com levantamento da agência Dow Jones, os Estados Unidos devem ter mais trigo do que o esperado anteriormente. A média dos analistas prevê um total de 2,267 bilhões de bushels produzidos em 2010/11, elevação de 0,09% ante a estimativa de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e 2,3% menor do que um ano antes. "Os Estados Unidos têm abundância de trigo", disse o analista Bryce Knorr, da revista Farm Futures.
Analista acreditam que o USDA vá elevar um pouco sua estimativa para todos os tipos de trigo, exceto durum. As estimativas para o total de trigo de inverno totalizam, em média, 1,524 bilhão de bushels, o que representa aumento de 0,07% ante a previsão do USDA de agosto e também em relação ao ano passado, de acordo com a Dow Jones.
A maior incerteza gira em torno do volume da safra de trigo de primavera dos Estados Unidos (plantado nas Grandes Planícies do Norte), porque ela é colhida depois da de trigo de inverno. Até domingo, 89% da safra havia sido colhida, ante média de 98% para esta época do ano, segundo o USDA.
Em média, os analistas estimam que a produção de trigo de primavera e outros (exceto durum) somará 636 milhões de bushels, 0,5% acima da leitura feita pelo USDA em agosto e 8,9% ante o mesmo momento do ano anterior. "A temporada foi muito boa para o trigo de primavera", comentou o diretor de marketing da corretora Allendale, Rich Nelson. "Produtores disseram que foi tão boa que eles terminaram de colher três semanas antes do tempo." A média dos analistas estima que a produção de durum será de 109 milhões de bushels, mesma prevista em agosto e também em 2009.
A expectativa é de que o USDA confirme que os Estados Unidos têm mais trigo em estoque do que no ano passado. Em média, os analistas esperam que os estoques dos Estados Unidos em 1º de setembro tenham somado 2,44 bilhões de bushels, 10,5% acima do ano passado.
Esse valor leva em conta o fato de que os produtores guardaram uma grande quantidade de trigo da safra passada e produziram uma safra maior neste ano, segundo analistas. A ampla oferta é compensada pela forte demanda para exportação, observada no mês passado, e pelo uso do trigo em ração animal.
Os dados do USDA serão divulgados na quinta-feira, às 9h30 de Brasília.
Nas últimas semanas, os compradores do cereal têm se mostrado muito confortáveis com a situação da oferta, já que as estimativas de agências de grãos se estabilizaram. Antes, as perdas na Rússia haviam derrubado as projeções e preocuparam os importadores, que vêm tentando garantir o suprimento de outras origens.

SOJA/CHINA LEILÃO DE ÓLEOS COMESTÍVEIS ENFRAQUECE PREÇOS.

Os futuros da soja na Bolsa de Commodities de Dalian fecharam em baixa nesta quarta-feira, conforme notícias de um leilão das reservas de óleos comestíveis enfraqueceu ainda mais o apetite por compras antes do feriado do Dia Nacional. O contrato referencial de maio encerrou com desvalorização de 1,1%, cotado a 4.123 yuans por tonelada.
Autoridades chinesas devem leiloar pela primeira vez neste ano ps estoques de óleos comestíveis do país, informou em um comunicado o Centro Nacional de Comércio de Óleos e Grãos. "O anúncio visivelmente derrubou os preços dos óleos comestíveis, que estavam subindo bem rápido antes [nas últimas semanas]", disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence Co.
O complexo da soja também foi influenciado pelos mercados norte-americanos. Na terça-feira, as cotações da oleaginosa terminaram em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), afetadas pela chegada da safra recentemente colhida, por um clima favorável e pela falta de notícias positivas.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

CHICAGO-SOJA AVANÇO DA COLHEITA DERRUBA PREÇOS.

As cotações da soja cederam na Chicago Board Of Trade pressionadas pela ausência de novidades positivas. O grão da nova safra dos Estados Unidos começa a entrar no mercado, o que deixa os compradores menos ansiosos, disse Don Roose, presidente da U.S. Commodities. Ele também acredita que os contratos foram pressionados pela avaliação de que os atuais níveis de preços vão incentivar um aumento de plantio na América do Sul. O contrato novembro caiu 18,50 cents, para US$ 11,2850/bushel e o janeiro cedeu 18,50 cents, a US$ 11,1975/bushel.
E não houve notícias de novas compras da China nesta terça-feira. O temor é que a elevação dos preços possa ter afastado o maior importador mundial, ao menos momentaneamente. Ontem, depois do fechamento do mercado, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que a colheita atingiu 17% das lavouras, ante 5% na mesma época do ano passado e 8% na semana passada. O USDA também informou hoje que os armazéns dos cerealistas, portos,produtores e terminais de cargas estão com 62% da capacidade ocupada, ante 54% na mesma época do ano passado.
Previsão da Telvent DTN diz que o oeste do Meio-Oeste dos EUA continuará seco até a próxima semana, permitindo o avanço da colheita.
No Brasil, choveu no Mato Grosso do Sul durante o fim de semana e deve chover em Mato Grosso e Goiás nos próximos dias, o que permitirá o início do plantio da nova safra.

MILHO REALIZA LUCROS E FECHA COM PERDAS DE 2,5%.
Os preços futuros do milho caíram pela segunda sessão consecutiva na Bolsa de Chicago, pressionados por realização de lucros antes da divulgação do relatório trimestral de estoques dos Estados Unidos, na quinta-feira. Posição mais negociada, o contrato dezembro fechou com perdas de 12,75 cents ou 2,49%, cotado a US$ 5,0/bushel.
Traders disseram que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve ser mais baixista do que altista para o mercado e, como os preços subiram recentemente - para as máximas em dois anos -, muitos estão embolsando os lucros.
Segundo um analista, há um temor de que o USDA informe estoques maiores, "o que nos colocaria numa situação confortável de oferta". A chegada do fim de mês e trimestre estimula a realização de lucros, segundo traders.
Após atingir nova máxima em dois anos na sexta-feira, o mercado recuou 4,2% nos primeiros dois dias da semana. A correção foi "uma pequena dose de realidade" para os produtores, conforme o analista Jason Britt, presidente da Central State Commodities. Ele afirmou que os agricultores reconhecem que preços acima dos US$5/bushel são bons para vender.
Alguns traders acrescentaram que a queda dos preços do trigo também pressiona o milho, com expectativa de clima bom para colheita. Mas o mercado deve se manter bem sustentado, de acordo com participantes, em virtude dos resultados decepcionantes de produtividade nos Estados Unidos.
O relatório trimestral de estoques do USDA detalhará a situação da oferta armazenada no país em 1º de setembro. Um trader declarou que, diante das perdas obtidas nesta semana, o mercado pode se recuperar se os dados forem neutros ou derem suporte. O relatório não reflete a safra de 2010, que até agora tem decepcionado. O trader disse que não tem ouvido relatos de melhor ana produtividade, embora outros, inclusive Britt, tenham dito que o rendimento melhorou conforme a colheita avançou para o Norte e o Oeste.
Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 9 mil contratos hoje. Britt acrescentou que é inevitável ver uma correção no mercado, mas a tendência de queda permanece limitada porque há compras nas baixas.

MILHO: VENDA DE SEMENTE DEVE CAIR 15%.

A venda de sementes de milho para a safra verão 2010/11 deverá cair de 10% a 15% no País, segundo a Associação Brasileira de Sementes e Mudas (Abrasem). A comercialização, até agora, comprova essa redução. No período de maio - quando se inicia o levantamento das vendas para a primeira safra - até agosto, as vendas atingiam 1,492 milhão de sacas com 60 mil sementes, 16% abaixo das 1,780 milhão de sacas vendidas em igual período do ano passado. A queda nas vendas reflete o atraso no plantio, devido à falta de chuvas nos Estados produtores, diz Cássio Camargo, secretário-executivo da Associação Paulista de Produtores de Sementes (APPS). Além disso, destaca, o preço do milho não estimula o investimento na cultura. "Os preços reagiram no segundo semestre, mas isso não foi suficiente para mudar a intenção de plantio para a safra verão para quem forma as lavouras mais cedo", avalia.
Por conta da liquidez e da maior resistência às adversidades climáticas, a soja ganha a preferência do produtor na maioria das regiões. No caso do Paraná, que cultiva duas safras de milho, Camargo diz que a queda das vendas de sementes de milho para a safra verão é de 27,2%. Entre maio e agosto, o Estado que é o maior produtor de milho verão negociou 306 mil sacas ante as 420 mil sacas em igual período do ano passado. O Rio Grande do Sul tem a segunda maior retração, 17,4%, passando de 712 mil sacas para 588 mil sacas no período.
Ao contrário dos Estados do Sul, Minas Gerais sinaliza manutenção da área de plantio. Entre maio e agosto, as compras de sementes no Estado aumentaram 22%, para 120 mil sacas. Como os produtores mineiros iniciam a semeadura a partir de outubro, a reação dos preços do milho nos últimos meses foi levada em conta no momento de decidir o cultivo. A Federação de Agricultura do Estado de Minas Gerais (Faemg) estima que a área plantada com o cereal na safra verão deve ficar estável ou apresentar uma leve queda. "Como temos apenas uma safra de milho e o preço melhorou, os produtores pretendem aproveitar o bom momento para plantar", afirma Pierre Vilela, assessor técnico da Faemg.
Segundo Vilela, mesmo que haja uma pequena redução na área plantada, essa queda deve ser compensada pela substituição de sementes convencionais pelas geneticamente modificadas (OGM), que têm maior produtividade. A Faemg ainda não tem um levantamento oficial, mas Vilela prevê aumento no uso de OGMs de 25% em 2009/10 para 40% do total da área plantada de verão em 2010/11. "Quem já utiliza o transgênico vai aumentar a área, e muitos produtores estão fazendo a migração", afirma.
Camargo, da APPS, confirma que o uso de sementes de milho OGM deve crescer na safra verão em todo o País, para 51% ante 35,5% do ciclo anterior. Os Estados que mais demandam a tecnologia são do Centro-Sul: Goiás (89%), São Paulo (85%) e Paraná (72%). O Rio Grande do Sul, grande consumidor de milho, no entanto, tem feito o menor uso de transgênicos entre os principais produtores do cereal, de 41%. O resultado, diz Camargo, é que os gaúchos têm apresentado baixos índices de produtividade na comparação com outros produtores. "Embora o custo da semente possa ser o dobro da convencional, a produtividade e resistência à doenças acaba compensando o preço", afirmou Camargo, lembrando que os valores são fixados de acordo com as propriedades de cada cultivar.

SOJA/CHINA CAI COM REALIZAÇÃO DE LUCROS E CHUVAS.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Commodities de Dalian fecharam em leve queda nesta terça-feira, pressionados por realização de lucros após o forte rali da sessão passada, conforme chuvas na América do Sul aliviaram preocupações com as ofertas globais. O contrato referencial de maio encerrou com desvalorização de 0,6%, cotado a 4.169 yuans por tonelada.
"Muitos fundos especulativos têm saído de cena", disse Monica Tu, analista da Shanghai JC Intelligence Co. Notícias de que chuvas aliviaram um clima seco na América do Sul impulsionaram as perspectivas com relação à produção global, contribuindo com o movimento de consolidação desta terça-feira.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações da oleaginosa terminaram com alta na segunda-feira, motivadas por sólida demanda, particularmente por exportações, em meio a rumores de que a China busca novos embarques.
As importações chinesas subiram para níveis históricos neste ano, e as mais recentes estimativas oficiais mostram que as tradings não perderam o apetite. O Ministério de Comércio do país elevou no final de semana a projeção das importações em setembro para 4,91 milhões de toneladas, ante 4,73 milhões de toneladas previstas há duas semanas.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SOJA:CHICAGO MANTÉM GANHOS APESAR DA COLHEITA.

O mercado futuro de soja conseguiu manter os ganhos da sexta-feira na Chicago Board Of Trade ao fechar com pequena alta, ao contrário do milho e do trigo, ambos em baixa. A forte demanda pela oleaginosa, especialmente na China, mantém os preços sustentados, segundo analistas. O país é o maior importador mundial do grão. O contrato novembro subiu 2,50 cents (0,2%), para US$ 11,2850 por bushel. Fundos especulativos compraram cerca de três mil lotes.
A reversão de spreads por traders que querem diminuir a exposição comprada no milho e no trigo e vendida na soja também tem ajudado a elevar a cotação da oleaginosa. Por causa das perspectivas de aperto na oferta, eles compraram contratos de milho e trigo e venderam de soja; agora, estão desfazendo essas operações porque a forte demanda chinesa mudou o cenário. Jack Scoville, analista do Price Futures Group, comentou que o mercado avançou mesmo sob a influência baixista do clima nos Estados Unidos, que favorece a colheita da soja.
O tempo deve seguir ensolarado e seco no Meio-Oeste dos EUA nos próximos dez dias, segundo a T-storm Weather LLC. A colheita chegou a 17% das lavouras do país segundo informação divulgada há pouco pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na mesma época do ano passado, 5% da safra tinha sido tirada do campo.
Na América do Sul, o Paraguai e o Sul do Brasil recebem chuvas que ajudarão no plantio do milho e da soja no final de outubro. No Centro-Oeste (Mato Grosso e Goiás), as condições devem melhorar a partir de sexta-feira, segundo a T-storm.

TRIGO FECHA EM QUEDA; CLIMA MELHORA NA RÚSSIA.
Os preços do trigo fecharam com queda expressiva nas bolsas dos Estados Unidos, pressionados pelas exportações fracas do país e pela melhora do clima na Rússia, que ajudará o produtor local a semear a safra de inverno. Esses fatores incentivaram os participantes a realizar lucro sobre o rali de sexta-feira, quando as cotações subiram 3,3% na Chicago Board Of Trade.
Em Chicago, o contrato dezembro caiu 13,50 cents (1,9%), para US$ 7,0650/bushel. Os fundos venderam cerca de quatro mil contratos ali. Na Kansas City Board Of Trade (KCBT) a mesma posição cedeu 17,75 cents (2,3%), a US$ 7,3975/bushel. A demanda será o direcionador dos preços na safra 2010/11, cuja oferta já é conhecida e está incorporada nos valores do mercado, afirmaram traders. Eles acompanham uma licitação aberta pelo Egito hoje para ver se o país continuará a rejeitar trigo norte-americano. O Egito comprou algumas cargas de cereal dos EUA recentemente, mas depois cancelou as transações. Este seria um sinal de que os compradores internacionais estão mais confortáveis com a oferta global depois da seca que quebrou a safra russa.
No Leste Europeu, além da Rússia, as chuvas também devem atingir o sudeste da Ucrânia, o noroeste da região do Cáucaso e o centro-norte do vale do Rio Volga nesta semana, de acordo com a agência meteorológica MDA EarthSat Weather.

SOJA/CHICAGO TEM LIGEIRA ALTA EM SESSÃO VOLÁTIL.

As cotações da soja registram alta na Chicago Board Of Trade (CBOT) neste momento, em uma sessão de altos e baixos. Os traders que altistas, que esperam elevação de preços, são encorajados pela capacidade que o mercado tem demonstrado em sustentar os atuais níveis de preços, mesmo com uma colheita recorde nos Estados Unidos. Mas o posicionamento pré-relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai no dia 8 de outubro, e a reversão de spreads entre contratos de soja e milho/trigo são fatores que pressionam as cotações.

TRIGO CAI COM REALIZAÇÕES DE LUCRO E CHUVAS NO LESTE EUROPEU
As cotações do trigo registram queda nas bolsas dos Estados Unidos, pressionadas por realizações de lucro após os ganhos da sexta-feira. A ausência de notícias no lado da exportação também ajuda a pressionar o mercado. A demanda será o indicardor do caminho dos preços na safra 2010/11, cuja oferta já é conhecida, afirmaram traders. Na Rússia, as chuvas recentes ajudam no plantio da safra de inverno. As precipitações também devem atingir o sudeste da Ucrânia, o noroeste da região do Cáucaso e o centro-norte do vale do Rio Volga nesta semana, de acordo com a agência meteorológica MDA EarthSat Weather.
Os fundos de commodities já venderam cerca de três mil contratos na Chicago Board Of Trade (CBOT) hoje, onde o contrato dezembro tinha queda de 15,50 cents, para US$ 7,04 50/bushel. A mesma posição cedia 16,50 cents na Kansas City Board Of Trade (KCBT), para US$ 7,41/bushel.

MILHO CAI PRESSIONADO POR CLIMA SECO NOS EUA.
As cotações do milho registram queda na Chicago Board Of Trade (CBOT), pressionadas pela previsão de sol para o Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que deverá ajudar a acelerar a colheita, e também por liquidações de contratos. O mercado estava excessivamente comprado e à mercê de uma correção, segundo corretores. "Atingimos um ponto (de posições compradas) em que começamos a nos sentir desconfortáveis", disse o analista Shawn McCambridge, da Prudential Bache. No pregão eletrônico, os contratos atingiram novas máximas de dois anos. A valorização do dólar ante outras moedas também ajuda a pressionar os valores futuros do grão. McCambridge disse que a demanda tem estado fraca e que a venda para o Japão (108.712 t) anunciada hoje foi rotineira. O contrato dezembro teve queda de 10,5 cents, para US$ 5,11/bushel.

CHUVAS DEVEM RETORNAR AO SUDESTE E CENTRO-OESTE.

Com a chegada da primavera na semana passada ao poucos se observa uma mudança no padrão climático em relação ao verificado ao longo de todo o inverno. As frentes frias nos próximos 15 dias passam a atuar mais entre o litoral do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e, com isso, favorecem a organização de chuvas nesses Estados e também no interior de Minas Gerais, especialmente no sul e no Triângulo Mineiro. A avaliação é da Somar Meteorologia, em seu boletim semanal divulgado hoje. Conforme a meteorologia, as chuvas no Paraná e em Mato Grosso do Sul persistem nos próximos dias, o que favorece o plantio da lavoura de soja e milho.
A presença da frente fria sobre o Sudeste aos poucos também favorece a organização da convecção tropical (nuvens de chuvas) sobre o interior da Região Centro-Oeste. "No decorrer desta semana já devem ocorrer algumas chuvas isoladas no sul de Goiás e em Mato Grosso", informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury. Ele ressalta, porém, que as chuvas ainda devem ocorrer de forma muito isolada e insuficiente para oferecer condições ideais para plantio. Para essa região a expectativa é que as chuvas retornem de forma mais frequente e com condições para plantio após o dia 10 de outubro.
Para Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins, o retorno das águas deve retardar um pouco mais. A expectativa é de alguns episódios de chuvas isoladas na segunda quinzena de outubro. As condições de plantio (solo úmido), no entanto, devem ocorrer de forma gradual e variando de uma região para outra. De um modo geral, essa situação favorável ao plantio deve se consolidar somente no decorrer de novembro. De acordo com a Somar, nas próximas semanas as chuvas diminuem no Rio Grande do Sul, o que favorece o plantio das lavouras de verão, especialmente soja e arroz, cujo plantio já estava sendo atrapalhado pelo excesso de água em setembro.

Primavera
A primavera começa com uma condição climática bem típica da estação. Diferentemente do que se observou durante todo o inverno, as frentes frias da semana passada puderam atuar sobre o Sudeste, além do Sul do Brasil.
Os maiores volumes de água na semana ficaram concentrados no norte do Rio Grande do Sul e sul de Santa Catarina. O destaque na semana, no entanto, foi a chuva no Paraná e em Mato Grosso do Sul, interrompendo período seco. Com isso, as condições se tornaram favoráveis ao plantio das lavouras de verão, em especial a lavoura de soja.
Já sobre a Região Sudeste, os maiores volumes se concentraram sobre São Paulo e sul de Minas Gerais, beneficiando as culturas de cana-de-açúcar, laranja e café. Grande parte de Minas, Espírito Santo e Rio de Janeiro ainda sofre com a estiagem e os índices de água disponível no solo continuam críticos. Segundo a Somar, a semana também foi totalmente seca em Mato Grosso, Goiás e no interior da Região Nordeste. Essas áreas continuam sofrendo com o longo período sem água e com as altas temperaturas.

Lavoura americana
A última semana de setembro deve ser seca e sem previsão de frio extremo e risco de ocorrência de geadas nas lavouras do Meio-Oeste americano, favorecendo assim a finalização e o processo de colheita. No entanto, conforme a Somar, deve chover forte na faixa leste dos Estados Unidos nesta semana, muito provavelmente por causa da propagação de sistemas (tempestades tropicais ou furacões) provenientes do Oceano Atlântico.
A tendência para o início de outubro, no entanto, é de pouca chuva sobre o Meio-Oeste americano. A partir da segunda semana, há previsão de queda acentuada da temperatura, inclusive com risco de formação de geada, principalmente nas regiões produtoras localizadas mais ao norte, próximas da fronteira com o Canadá.

Argentina
O mês de setembro confirma um padrão típico da primavera, com chuvas sobre grande parte do território argentino, incluindo as principais regiões produtoras de milho e soja.
Para a primeira quinzena de outubro a tendência é de pouca chuva e temperaturas em gradual elevação, informa a Somar. "As chuvas desse período são importantes para uma reposição e regularização dos níveis de umidade do solo, que são fatores importantes e determinantes para as condições de plantio que ocorrem entre outubro e novembro (primeiro plantio) e dezembro (segundo plantio)", conclui Etchichury.

CHINA: IMPORTAÇÃO DEVE SOMAR 4,91 MI TONS.

As importações de soja da China devem alcançar cerca de 4,91 milhões de toneladas em setembro, acima das 4,73 milhões de toneladas previstas duas semanas antes, informou ontem o Ministério de Comércio do país. Se concretizada, a nova projeção marcará um aumento de 79% na comparação com igual período de 2009 e, certamente, pressionará os preços. Em agosto, o país importou 4,8 milhões de toneladas, segundo dados alfandegários.
A estimativa, publicada no site do ministério, se baseia nos relatos de importadores entre 1º e 15 de setembro, e normalmente fica abaixo do volume real, já que não inclui todos os carregamentos. O ministério divulga as projeções duas vezes por mês.

PERSPECTIVA: CLIMA E FLUXO ESPECULATIVO ELEVAM VOLATILIDADE.

As preocupações com o clima continuam ditando os rumos das cotações das commodities agrícolas negociadas no mercado futuro da Bolsa de Chicago. Os preços do milho e soja subiram na semana passada, impulsionados pelos temores em relação ao impacto das chuvas que dificultam o avanço da colheita e podem prejudicar a produtividade das lavouras nos Estados Unidos, e com a estiagem que está atrasando o plantio no Brasil.
A volatilidade aumenta ainda mais como o crescimento do fluxo do capital especulativo para o mercado de commodities agrícolas, em função da desvalorização do dólar em relação a outras moedas. O expressivo volume de compras dos fundos deixa o mercado mais vulnerável a movimentos de realizações de lucro, que podem pressionar as cotações no curto prazo.
O destaque é o milho, cujos preços atingiram os maiores valores dos últimos dois anos, por causa do atraso da colheita provocado pelas chuvas, que também causaram quebra na produtividade das lavouras do Meio Oeste dos Estados Unidos. O mercado segue de olho nas estimativas de safra das consultorias privadas, enquanto aguarda os dados oficiais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que serão divulgados em 12 de outubro. O milho acumulou na semana passada ganho de 8,5 cents (1,7%) na Bolsa de Chicago, com o contrato dezembro cotado a US$ 5,2175/bushel.
No mercado de soja, além do atraso do plantio no Brasil e das chuvas nos Estados Unidos, o mercado encontra sustentação na demanda chinesa, que se mantém firme mesmo com a alta de preços. A cotação do contrato novembro da soja rompeu a barreira dos US$ 11/bushel na sexta-feira e segue no canal de alta. Na semana, o primeiro vencimento em Chicago acumulou ganho de 32 centavos de dólar (2,97%), cotado a US$ 11,26/bushel.
O mercado de trigo foi o mais volátil ao longo da semana passada. O principal fundamento do trigo é o temor em relação ao abastecimento mundial, em virtude da quebra de safra na Rússia, provocada pela estiagem. Na quinta-feira a cotação do contrato dezembro do trigo recuou 3,1% por causa dos dados sobre vendas externas norte-americanas abaixo das expectativas do mercado, mas na sexta-feira acompanhou o milho e a soja, fechando em US$ 7,20/bushel, em alta de 3,3%. Na semana, o contrato dezembro acumulou uma perda de 19,25 cents (2,6%).

PREÇOS DEVEM CONTINUAR EM ALTA.
Os preços globais dos grãos devem continuar em alta no quarto trimestre devido às preocupações com a produtividade nos Estados Unidos, ao clima adverso na América do Sul aos riscos de plantio da nova safra na Rússia, informou nesta segunda-feira o Rabobank.
De acordo com o banco, os preços do milho devem atingir em média quase US$ 5,25 por bushel, ante US$ 4,16 por bushel no terceiro trimestre. O trigo deve beirar US$ 7 por bushel no próximo trimestre, acima de US$ 6,48 por bushel no período de julho a setembro, e a soja US$ 10,50 por bushel, em comparação com um preço médio de US$ 10,28 bushel no trimestre atual.

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