terça-feira, 26 de outubro de 2010

SOJA/CHINA FECHA EM QUEDA COM REALIZAÇÕES DE LUCRO

As cotações da soja fecharam com queda na bolsa chinesa Dalian Commodity Exchange, pressionadas por realizações de lucro. O contrato setembro perdeu 21 yuans para 4.488 yuans por tonelada. Analistas consideraram que as cotações devem continuar a se consolidar nesta semana enquanto o mercado espera a decisão de política monetária do Fed, nos Estados Unidos. O banco central norte-americano pode tomar medidas para reativar a economia do país, o que poderá pressionar ainda mais o dólar. "O mercado está cauteloso. Ninguém quer fazer grandes apostas antes da reunião do Fed", disse Deng Ningning, analista da Shanghai Cifco Futures. Fatores técnicos também apontam para uma correção de médio prazo para a soja negociada na Dalian, embora a tendência de alta permaneça no longo prazo, disseram analistas.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

MILHO FECHA EM ALTA PUXADA POR DÓLAR E PREOCUPAÇÃO COM CHUVA

Os preços futuros do milho subiram nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), com influência do dólar e preocupações com a safra americana. Posição mais líquida, o contrato com vencimento em dezembro avançou 8,75 cents ou 1,56% e fechou a US$ 5,6875/bushel.
O dólar se enfraqueceu após a reunião do grupo das 20 maiores economias do mundo (G-20), estabelecendo um fator dominante para as commodities, segundo analistas. "O dólar definiu o tom e o mercado parece ter caminhado oposto ao dólar ao longo do dia", observou o analista Arlan Suderman, da revista Farm Futures.
O enfraquecimento da demanda, demonstrado pelas exportações semanais nesta segunda-feira, limitou os ganhos do mercado e são um sinal de que os compradores não pretendem puxar mais o mercado. Alguns traders mencionaram que o enfraquecimento dos embarques sinalizam que os compradores começam a recuar diante dos preços elevados o mercado de milho. Mas outros comentaram que levará pelo menos duas semanas para confirmar essa tendência.
Além do dólar, traders citaram tempestades na região Meio-Oeste como possível limitador de oferta. Suderman explicou que, da safra que ainda falta ser colhida (cerca de 20%), de 40 a 50 milhões de bushels podem ser perdidos. Estima-se que a produção some 13 bilhões de bushels.

TRIGO ACOMPANHA OUTRAS COMMODITIES E FECHA COM VALORIZAÇÃO
Bem como outras commodities, os contratos futuros de trigo registraram valorização hoje no mercado americano. Os contratos com vencimento em dezembro negociados na Bolsa de Chicago, subiram 3,25 cents ou 0,48% e fecharam a US$ 6,74/bushel. Na Bolsa de Kansas o mesmo vencimento terminou cotado a US$ 7,2175/bushel, em alta de 2,75 cents ou 0,38%.
As compras nos mercados de milho e soja se refletiram no de trigo, já que as culturas competem por área plantada nos Estados Unidos. Além disso, o trigo depende da força dos vizinhos porque ultimamente não tem ameaças à oferta no curto prazo ou forte demanda para exportação.
Participantes do mercado assimilaram preocupações com a Rússia. Traders se concentram agora na safra do ano que vem, não só da Rússia como também dos Estados Unidos, onde há preocupações com o clima seco e eventual redução da produtividade.

SOJA: CHICAGO ENCERRA COM GANHOS, IMPULSIONADA POR DÓLAR E EXPORTAÇÕES

Os preços internacionais da soja subiram hoje na Bolsa de Chicago impulsionados pela fraqueza do dólar americano pela forte demanda para exportação. Os contratos com vencimento em novembro subiram 18,25 cents ou 1,52% e fecharam a US$ 12,1775/bushel. Durante a sessão, tocaram a máxima de 14 meses a US$ 12,2350/bushel, estabelecida na semana passada. Os lotes para entrega em janeiro, os mais negociados, saltaram 18,50 cents ou 1,53% e terminaram a US$ 12,30/bushel.
A fraqueza do dólar foi alimentada pelo fato de que os líderes do G-20 não tomaram nenhuma medida sobre política de câmbio durante a reunião realizada no fim de semana. Isso foi "uma luz verde para vender dólar", afirmou o presidente da corretora U.S. Commodities, Don Roose.O mercado recebeu suporte adicional das exportações, especialmente para a China. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou a venda de 232 mil toneladas de soja para a China durante o ano comercial 2010/11.
O anúncio foi o mais recente de uma série iniciada há alguns dias. Analistas comentaram que o mercado de soja está no caminho para superar a demanda para exportação do ano passado, o que pode deixar os estoques apertados. Embora a demanda seja forte, analistas disseram que o mercado não deve registrar novos ganhos se não houver sinais de limitação na oferta ou novos aumentos do consumo.
O USDA anunciou hoje que 91% da safra de soja foi colhida, ficando dentro da expectativa do mercado, de 90% a 95%. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos da soja em Chicago.
COTAÇÕES DO COMPLEXO SOJA NA BOLSA DE CHICAGO 

     GRÃO                          FARELO                                 ÓLEO   

      US$/bushel    cents           US$/ton                      US$ (cents/libra)    pontos   

nov/10   12,1775 18,25     dez/10334,60 3,70                   dez/10      49,47    117  

jan/11   12,3000 18,50      jan/11335,70 3,20                    jan/11      49,82    118  

mar/11   12,3725 18,50     mar/11337,90 3,00                   mar/11      50,17    118 

mai/11   12,3925 17,50     mai/11338,60 2,70                   mai/11      50,36    119 
CBOT/Agência Estado

SOJA- BOLETIM-CÉLERES-INFORMATIVO SEMANAL.

Paridade de exportação para março/11 aponta preços para a venda antecipada de soja, em média, acima de R$ 40,00/saca. A conta da paridade de exportação futura de exportação da soja para março/11,considerando sete importantes praças de comércio e/ou produção, mostrou-se bastantes favorável ao produtor rural.
A conjunção das variáveis utilizadas na formação dos preços da soja para o mercado brasileiro, as quais resultaram em cotações para a saca de soja no patamar médio de R$ 42,00. Tal nível de preço significa que os produtores que optarem por comercializar antecipadamente a produção 2010/11, poderá obter margens médias sobre o custo direto operacional na casa de 40%, conforme já comentado em nossos relatórios anteriores.
Vale destacar que para o Estado de Mato Grosso os custos logísticos devem impactar sobre a margem dos produtores, a qual na última sexta-feira ficou estimada aproximadamente em 30%.
O contexto atual de demanda firme por soja no mercado internacional tem resultado em cotações interessantes na Bolsa de Chicago e prêmios de exportação nos portos brasileiros – variáveis utilizadas no cálculo de paridadede exportação.
Hoje, nota-se que o volume dos embarques de soja no Brasil já totalizou mais de 90% da estimativa de exportação para o ano atual (29,8 milhões t), o que atesta o contexto descrito acima.
A taxa de câmbio é o ponto negativo do momento, pois como se trata de uma variável macroeconômica, torna-se difícil seu controle e previsão. Na última sexta-feira, a cotação futura dessa taxa, negociada na BM&F/BOVESPA, terminou os negócios em R$ 1,76/US$. Tal valor mostrou-se acima do observado no mercado à vista (R$ 1,70/US$), mas consideravelmente valorizado retirando parte do potencial de valor dos preços da soja.
Trabalhos de plantio da soja seguem atrasados, ainda por volume de chuvas abaixo da normalidade. Em pesquisa realizada na semana passada, observou-se que os trabalhos de plantio da soja no Brasil não evoluíram devido à falta de chuvas em grandes regiões produtoras da oleaginosa. Estima-se que os trabalhos de semeadura do grão já tenham atingido a marca de 17%, ante 10% da semana anterior e 20% observado no mesmo período do ano passado. Mesmo em atraso, se comparado ao ano anterior, o ritmo de plantio da soja está três pontos percentuais à frente do registro calculado para as últimas cinco safras. Quanto à comercialização, as vendas da safra velha registraram 94% e da safra nova 25%.

Doméstico
Em linha com a valorização dos preços no mercado externo, as cotações da soja no mercado doméstico também reportaram alta na semana. Também há de se destacar a desvalorização do Real frente ao Dólar,de R$ 1,70US$ (+2,7% de desvalorização da moeda nacional).
No mercado disponível, os preços da saca de soja apresentaram ganhos de 2,4% nas principais praças pesquisadas pela Céleres®, quando comparados com a semana precedente. Nos últimos trinta dias, as cotações da soja no disponível apresentaram ganho de 7,7%.
Quanto aos prêmios de exportação, o ágio sobre as cotações de Chicago com referência março/11 manteve o padrão de US$ 0,65/bushel, na venda, observado nos últimos dias. A cotação da saca de soja no Porto de Paranaguá terminou a sexta-feira valendo US$ 27,5 (+1,9% em relação àsemana anterior).

Internacional
No mercado internacional as cotações da soja voltaram a registrar ganhos acumulados durante a última semana. Até mesmo a cotação da 1ª Posição negociada na Bolsa de Chicago apresentou fechamento no patamar de US$ 12,00/bushel. Conforme havíamos reportado no relatório da semana passada, tal valor de fechamento não era observado desde agosto do ano anterior. O contrato março/11 terminou a semana negociado a US$ 12,18¾/bushel, com valorização de 15,25 pontos em relação à semana anterior e de 112,5 no intervalo de trinta dias.
As exportações de soja dos EUA servem como termômetro para as cotações internacionais dessa commodity. Neste sentido, com base nos últimos dados de vendas semanais do mercado exportador norte-americano, tem-se que mais de 60% da projeção do trade externo do país (40,4 milhões t) já foi realizado – detalhe, isso com menos de dois meses após o início do ano comercial atual.
Os principais motivos que têm dado à soja sustentação de preços elevados são a demanda pelo produto, principalmente por parte da China; a fraqueza de outros mercados, como exemplo o do Dólar; a participação dos fundos especulativos na ponta compradora dos contratos futuros de soja e a incerteza quanto o desenrolar das adversidades climáticas na América do Sul.

E S T R A T É G I A S
Neste ano, a valorização dos preços externos da soja conta com o fundamento central de demanda aquecida, o que dá suporte para as cotações, principalmente nos cenários de curto e longo prazo – lembrar que os estoques finais ainda estão apertados nos EUA.
Ao contrário do observado em 2008, quando os preços atingiram níveis recordes sustentados em especulação sobre a capacidade de a ofer ta atender ou não a demanda, atualmente, as cotações da oleaginosa contam com fundamentos sólidos em demanda. Vale reconhecer que a especulação t raz volatilidade, mas também dá liquidez ao mercado quando assume o risco do mercado. Portanto, os fundamentos: demanda + investimento especulat ivo, resulta em valorização para qualquer tipo commodity.
Todavia, é importante pontuar também que há fatores que atuam na contramão da tendência de alta como: o fato da colheita transcorrer sem maiores problemas nos EUA; Brasil e Argentina surpreenderem com safras cheias na América do Sul e, por últ imo, um eventual desaquecimento da demanda chinesa.
Neste contexto, a nossa recomendação paravenda da saf ra velha é de aproveitar o bom momento dos preços através de vendas parceladas, antes da pausa para manutenção das indústr ias e, com isso, captar capital de giro para cobr ir eventual idades de custeio no desenrolar do cultivo da nova safra.
Quanto às vendas antecipadas, é prudente esperar para analisar melhor os resultados do risco climático sobre as lavouras da América do Sul , num momento em as cotações registram altas semanas após semanas.

GRÃOS: BANCO ELEVA ESTIMATIVA PARA COTAÇÕES EM CHICAGO.

O banco Morgan Stanley elevou suas estimativas de preços para a soja, o milho e o trigo na Chicago Board Of Trade (CBOT), por causa do aumento da demanda doméstica nos Estados Unidos e da exportação. "Acreditamos que a produção dos EUA, sozinha, não será suficiente para atender o aumento do consumo interno e da exportação. Como resultado, os preços precisam subir para encorajar a expansão do plantio", avaliou o banco em relatório a clientes.
Os preços do milho terão subir a US$ 6 "e muito possivelmente a US$ 7" para racionar a demanda e evitar uma crise de oferta, avaliou o Morgan. O mercado, disse, também precisa encorajar os produtores a plantar mais milho em 2011. "Nas nossas contas, a área plantada precisa aumentar ao menos 2,5 milhões de acres (um milhão de hectares) no próximo ano para manter os estoques nos atuais níveis e isso não será fácil com a elevação dos preços de outras commodities" que competem com o milho por área nos EUA, como algodão, trigo e soja. Confira as estimativas:
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           Safra 2010/11          Safra 2011/12
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               Previsões               Previsões
        antiga     revisada     antiga   revisada
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Soja    9,00        11,75      10,50     12,50
Milho   4,55         6,00       4,75      5,75
Trigo   5,75         7,50        6,00      7,25
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Valores em dólares por bushel
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GRÃOS EM CHICAGO SOBEM COM DÓLAR E EXPORTAÇÕES.

Os preços internacionais da soja estão avançaram nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago, puxados pela depreciação do dólar americano, além do forte apetite da China pelo produto dos Estados Unidos. Contratos com vencimento em novembro avançavam 18,0 cents negociados a US$ 12,18/bushel. Os lotes para janeiro operavam em alta de 18,50 cents ou 1,53%, cotados a US$ 12,30/bushel.
Hoje, a queda do dólar dá suporte às commodities de forma generalizada. E o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou novas vendas à China, o que ajudou a impulsionar as cotações.

MILHO OPEROU EM ALTA COM DESVALORIZAÇÃO DO DÓLAR.
Os preços futuros do milho subiram nesta segunda-feira estimulados pela desvalorização do dólar frente a uma cesta de moedas, que está impulsionando as commodities de um modo geral. O vencimento dezembro subiu 8,75 cents ou 1,70% e operavam a US$ 5,68 75/bushel. Traders disseram que os ganhos se devem mais ao fluxo de dinheiro de investidores no mercado do que aos fundamentos do milho. Mas eles acrescentaram que tempestades no Meio-Oeste, no início desta semana, podem causar problemas para produtores que acabaram de dar início à colheita.

TRIGO SEGUIU O CAMINHO DO MILHO E SOJA
Os contratos futuros de trigo registram ganhos nesta segunda-feira nos Estados Unidos, com suporte de outros mercados. Analistas disseram que a alta do milho e da soja estimulam o mercado de trigo, já que os grãos competem por área plantada. E a queda do dólar impulsiona as commodities hoje.Dezembro na Bolsa de Chicago subiu 3,25 cents a US$ 6,74/bushel.

SOJA: EUA VENDEU MAIS SOJA PARA CHINA.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou nesta segunda feira que exportadores do país venderam 231.330 mil toneladas de soja para a China com entrega na safra 2010/11. Nos EUA, os exportadores são obrigados a informar ao USDA vendas acima de cem mil toneladas.

CLÍMA:PRÓXIMOS DIAS REGÃO SUL TERÁ MENOS CHUVA E BAIXA TEMPERATURA.

O padrão climático não muda muito nos próximos 15 dias em relação ao que foi observado na semana passada. As frentes frias atuam mais entre o Sudeste, Centro-Oeste e chegam ao Nordeste do Brasil, informa a Somar Meteorologia, em seu boletim semanal. No entanto, como é típico nesse período de transição entre o período seco (inverno) e o período chuvoso (verão), as águas, em geral, ainda são irregulares e mal distribuídas.
Já no Sul do Brasil, uma substancial redução das chuvas deve ser observada nas próximas semanas, o que foge um pouco do padrão, já que a primavera é um período bons volumes de água. "Essa mudança de padrão no Sul pode ser atribuída à presença do fenômeno La Niña, contrastando com o que foi observado no ano passado, quando a região enfrentou períodos bastantes chuvosos por causa do El Niño", diz o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury. Além disso, as temperaturas devem continuar baixas nas próximas semanas, sobretudo a temperatura noturna e na madrugada, com valores abaixo de 10 graus, o que atrapalha diretamente a fase de germinação das sementes.

Primavera
Na semana passada, de acordo com a Somar, as chuvas se concentraram sobre o Sudeste, Centro-Oeste e o Norte do Brasila, mesmo assim, ainda de forma muito irregular e mal distribuída. Os maiores volumes se concentraram entre Rondônia, Mato Grosso, sul do Pará, Tocantins e interior da Região Nordeste.
No Sul do Brasil houve uma redução das águas, que já prejudica a lavoura de arroz do Rio Grande do Sul. Em algumas regiões, os produtores têm de irrigar a lavoura para que a planta possa nascer. Os índices de Capacidade Hídrica do Solo refletem o resultado das chuvas das últimas semanas: houve uma recuperação em Goiás e Mato Grosso, enquanto a condição de plantio das lavouras de verão manteve-se boa no Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais.

Argentina
Conforme boletim da Somar, a semana passada manteve um padrão de pouca chuva sobre grande parte do território argentino. Os maiores volumes se concentraram sobre a Província de Buenos Aires e no extremo norte do País.
Os resultados do balanço hídrico até o dia 20 de outubro mostram duas condições bem distintas. Enquanto a faixa leste apresenta uma condição de solo ótima e até ligeiramente mais úmido, sobre a região central da Argentina se observa um solo mais seco e com indícios do começo de uma seca, que atinge inclusive algumas áreas produtoras de milho e soja.
A previsão para esta semana não muda muito em relação aos últimos sete dias: permanece a previsão de pouca chuva sobre o território argentino. "O padrão de pouca água deve persistir pelo menos até os dez primeiros dias de novembro", informa Etchichury.
As temperaturas nas próximas semanas oscilam bastantes mas, no geral, se mantêm baixas, principalmente no período noturno. Por um lado, isso contribui para diminuir a evapotranspiração, em contrapartida, retarda a elevação da temperatura do solo e consequentemente as condições de plantio.

PERSPECTIVA: DEMANDA CHINESA E VENDAS DOS EUA DEVEM ORIENTAR CBOT

O mercado futuro de soja na Bolsa de Chicago segue de olho nos relatórios do Departamento dos Estados Unidos (USDA) sobre a forte demanda chinesa e o bom desempenho das vendas no mercado interno norte-americano, fatores que têm elevado as cotações aos níveis máximos nas últimas semanas. Em pouco mais de um mês as vendas externas do Estados Unidos já atingiram mais de 60% de todo volume previsto para a safra 2010/11.
Outro fundamento que irá nortear o mercado é o atraso do plantio no Brasil. Os relatórios sobre a evolução dos trabalhos de campo, que serão divulgados na sexta-feira, serão fundamentais para definir também a intenção de plantio de algodão safrinha e milho em Mato Grosso, culturas que são semeadas após a colheita da soja.
Tecnicamente, o vencimento para novembro, o mais líquido, trabalha dentro de intervalo entre US$ 11,65 e US$ 12,50/bushel. A resistência é de US$ 12,14 e US$ 12,2350 (máxima de quinta-feira passada). O suporte é de US$ 12,00 e US$ 11,88 o bushel.
No mercado futuro milho, analistas comentam que os contratos zeraram os ganhos da semana passada, quando ocorreu a máxima em dois anos. A demanda de exportações recuou e os preços acompanharam o movimento. A fraqueza do mercado da soja e a estabilização do dólar ante outras moedas também contribuíram para derrubar as cotações.
O mercado deve trabalhar nos próximos dias à espera da divulgação do relatório mensal do USDA, prometido para o dia 9 de novembro. O documento deve indicar uma redução na estimativa sobre estoques e produção do cereal, o que deve garantir alguma sustentação aos preços.
Pelos gráficos, os contratos de milho, base dezembro, mostram sinais baixistas. O objetivo é o nível de US$ 5,4275 o bushel, mas a CBOT deve romper antes US$ 5,55 e US$ 5,6175. A resistência é o nível psicológico de US$ 6,00/bushel. Antes, porém, o mercado deve testar US$ 5,70 e US$ 5,75 o bushel.
O clima seco atrasou o desenvolvimento inicial da safra de trigo nos Estados Unidos. Isso tem oferecido alguma sustentação aos preços, dizem analistas. As lavouras, no entanto, ainda precisarão de mais chuva, antes da chegada do inverno. Na CBOT, os contratos com vencimento em dezembro subiram 2,0 cents ou 0,30% na sexta-feira e fecharam a US$ 6,7075/bushel.
Participantes do mercado se concentram nos prospectos para a safra de trigo que deve ser colhida no ano que vem porque as preocupações de curto prazo com a oferta já foram assimiladas quando os futuros alcançaram máximas em dois anos, em agosto.
Graficamente, o contrato para dezembro em Chicago tem resistência psicológica a US$ 7,00 o bushel. O mercado deve romper antes, porém, US$ 6,75 e US$ 6,8775. O suporte é a mínima marcada em outubro, a US$ 6,4350 o bushel. Outros suportes são US$ 6,60 e US$ 6,67 o bushel.

CHINA/SOJA FECHA EM ALTA SEGUINDO GANHOS NAS COMMODITIES

As cotações da soja subiram na bolsa chinesa Dalian Commodity Exchange sustentadas pela desvalorização do dólar. A reunião do G-20 durante o fim de semana não conseguiu traçar iniciativas concretas para conter a desvalorização da moeda norte-americana e isso pesa sobre os negócios cambiais nesta segunda-feira, beneficiando os preços das commodities. O contrato setembro subiu 77 yuans para fechar em 4.509 yuans por tonelada (6,67 yuans = US$ 1).
Para analistas, soja e outras commodities agrícolas devem estender os ganhos nesta semana diante da perspectiva de desvalorização do dólar e por causa dos fundamentos. "Temos preocupações com o plantio no Brasil", o que é altista para a soja no curto prazo, considerou Jing Zhuocheng, analista Shanghai Cifco Futures. Apesar disso, outros analistas consideram que os atuais níveis de preço da soja, resultado de compras de fundos, estão acima dos fundamentos de oferta e demanda.
"A expectativa de enfraquecimento do dólar depois da reunião de política monetária do Fed (em 3 de novembro) é o principal motivo para os investidores estabelecerem posições compradas. Mas há preocupações de que essa expectativa de afrouxamento monetário já tenha sido absorvida pelo mercado", disse Jing. Na Dalian, ele calculou que o contrato da soja tem resistência entre 4.550 e 4.600 yuans por tonelada.

IMPORTAÇÃO DA CHINA CAI 2,7% EM SETEMBRO.
As importações de soja da China aumentaram 68% em setembro para 4,64 milhões de toneladas, na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândega do país. Ante agosto, o volume é 2,7% menor. Nos primeiros nove meses do ano, as compras subiram 24%, para 40,16 milhões de toneladas. O país é o maior importador mundial de soja e seus principais fornecedores são o Brasil, Estados Unidos e Argentina.
As importações de algodão do país dispararam 97% para 200.744 toneladas ante o mesmo período do ano passado. Ante agosto, contudo, houve queda de 16%, quando 240.119 t foram compradas. No acumulado do ano as importações da fibra dobraram para 2,15 milhões de toneladas. O país é o maior importador do mundo e compra algodão dos Estados Unidos, Usbequistão e Austrália.

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