quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

SOJA/CHINA FECHA COM GANHOS INFLUENCIADA POR ÓLEO DE PALMA

Os futuros da soja terminaram com valorização na Bolsa de Commodities de Dalian, influenciados pelo forte rali do óleo de palma. O contrato setembro, o mais negociado, fechou com alta de 18 yuans, ou 0,4%, cotado a 4.314 yuans por tonelada. O número de contratos abertos caiu 902 lotes, para 248.152 lotes, registrando o sexto declínio consecutivo. Contudo, a redução foi menor comparada às quedas de mais de 10 mil lotes nas últimas cinco sessões.
O contrato setembro do óleo de palma encerrou com ganho de 2,1%, a 8.920 yuans por tonelada, estimulado por bons fundamentos. De acordo com a inspetora de cargas SGS, as exportações da Malásia em novembro subiram 19% ante outubro, para 1,57 milhão de toneladas, ligeiramente acima das expectativas do mercado, de 1,5 milhão a 1,56 milhão de toneladas. A Intertek Agri Services projetou os embarques em 1,51 milhão de toneladas. Fortes chuvas na Indonésia e na Malásia devem desacelerar a produção dos dois países, segundo participantes do mercado.
Analista afirma que o sentimento parece estar melhorando, conforme cada vez mais investidores pensam que as medidas de aperto monetário recentemente adotadas pelo governo chinês já foram digeridas pelo mercado. Embora isso tenha ajudado os futuros de Dalian a mostrarem sinais de recuperação nos dois últimos pregões, os investidores continuam preocupados com a crise de dívida da zona do euro e a possibilidade de Pequim ainda introduzir mais medidas para conter a inflação.
No entanto, a forte demanda por soja na China e temores sobre o impacto de um clima seco na América do Sul sustentarão os preços.

ATIVIDADE INDUSTRIAL ACELERA E PREÇO DOS INSUMOS SOBE
A atividade industrial da China se expandiu em novembro num ritmo mais acelerado do que em outubro e os preços dos insumos tiveram forte aumento, de acordo com dois indicadores concorrentes divulgados nesta quarta-feira. Os números intensificam a preocupação de que possíveis medidas de aperto monetário sejam necessárias para amenizar a alta da inflação.
O Índice dos Gerentes de Compra da China aumentou para 55,2 em novembro, de 54,7 em outubro, informou a Federação de Logística e Compra da China que emite o indicador juntamente com o Escritório Nacional de Estatísticas. Esse foi o nível mais alto do índice desde abril.
Outro medidor da atividade industrial nacional, o Índice dos Gerentes de Compras Industriais do HSBC China, subiu para 55,3 em novembro, de 54,8 em outubro, disse o HSBC Holdings. A leitura foi a maior desde março. "Isso fornece mais evidências de que as pressões inflacionárias são desconfortavelmente vigorosas e reforçará a argumentação em defesa de nova e mais urgente normalização da política monetária para manter a inflação sob controle", disse o economista Brian Jackson, do Royal Bank of Canada. Os consultados pela pesquisa do HSBC relataram falta de matérias-primas e gargalos nos canais de fornecimento, o que pode indicar mais pressões inflacionárias no curto prazo, acrescentou Jackson.
Uma leitura do PMI acima de 50 indica expansão da atividade industrial, ao passo que a leitura abaixo desse nível sinaliza contração. No PMI da Federação de Logística e Compra, o subíndice de preços dos insumos aumentou para 73,5, de 65,9 em outubro, mostrando que as pressões inflacionárias continuam a aumentar. O HSBC não informa o detalhamento de seus subíndices, mas disse num comunicado que tanto os preços dos insumos como os da produção subiram a "taxas substanciais e aceleradas". O índice de preços da produção, em particular, indicou "uma taxa substancial de inflação que foi a mais acelerada desde o início da série, em 2004".
O economista-chefe do HSBC para a China, Hongbin Qu, afirmou esperar que Pequim "aumente seus esforços de aperto quantitativo", referindo-se aos limites governamentais sobre os empréstimos bancários e à elevação do depósito compulsório. Ele previu que a China aumentará as taxas de juros de referência em mais 0,25 ponto porcentual "nos próximos meses".
Pequim adotou uma série de medidas de contenção depois que a inflação ao consumidor atingiu 4,4% ao ano em outubro, o maior índice em dois anos. No mesmo mês, o banco central elevou as taxas de juros pela primeira vez em quase três anos e em novembro aumentou duas vezes o depósito compulsório dos bancos. O governo chinês adotou também uma série de medidas administrativas para controlar os preços de itens básicos, como produtos alimentícios.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

GRÃOS/PARANÁ: PLANTIO DE SOJA ATINGE 98%, MILHO 99%.

O plantio de soja no Paraná atingiu 98% da área prevista até ontem, um avanço na semana de 3%, de acordo com o acompanhamento de safra do Departamento de Economia Rural do Estado (Deral).
O Deral estima uma área total destinada ao plantio de 4,5 milhões de hectares, com uma produção prevista na safra 2010/11 de 13,7 milhões de toneladas. A comercialização antecipada ficou estável em 5% da produção.
Do total já semeado, 97% das lavouras estão em boas condições, contra 96% na semana anterior. Apesar disso, a preocupação dos produtores continua sendo a possibilidade de uma estiagem devido ao fenômeno climático La Niña, que pode afetar a qualidade da produção e consequentemente mexer com o mercado. No Paraná, os produtores costumam comercializar antecipadamente uma média de 20 por cento da safra futura, deixando o restante para a época da colheita.
Milho - O plantio de milho 2010/11 avançou um ponto percentual na semana no Paraná, e atingiu 99% da área prevista em 734,9 mil hectares. O Deral estima uma produção do cereal em 5,3 milhões de toneladas. Em relação à qualidade, 93% da safra está em boas condições, e as vendas antecipadas mantiveram-se em 1%.
Trigo - A colheita da safra 2010 de trigo chegou a 99% da área, um ganho de dois pontos percentuais na comparação semanal, com 62% das lavouras em boas condições e 33% em condições médias. A comercialização continua estagnada em 25% da safra.

SOJA/CHINA TEM LEVE ALTA APÓS 3 SEMANAS DE CORREÇÃO

Os futuros da soja terminaram com leve alta na Bolsa de Commodities de Dalian, após um movimento de correção de três semanas em resposta às rigorosas medidas do governo chinês para combater a inflação.
O contrato setembro, o mais negociado, encerrou com valorização de 4 yuans, cotado a 4.296 yuans por tonelada, 10% abaixo do recorde estabelecido em 10 de novembro, de 4.778 yuans por tonelada. O número de contratos abertos caiu 13.470 lotes, para 249.054 lotes, registrando o quinto declínio consecutivo.
Os mercados acionários da China fecharam em baixa pela terceira sessão seguida hoje, atingindo o menor nível em sete semanas diante de preocupações com mais medidas de aperto monetário, como um novo aumento da taxa de juro. Os futuros agrícolas testemunharam uma queda acentuada nas últimas três semanas e agora estão se estabilizando.
Contudo, as cotações da oleaginosa não devem avançar mais, já que os preços dos produtos agrícolas são o foco do governo para controlar a inflação, acrescentou um analista de grãos. A demanda no mercado físico é fraca, apesar da chegada do pico da temporada de consumo, com algumas processadoras interrompendo a produção por causa dos preços altos e da perspectiva incerta, segundo a analista.
Estimativa de suporte de preço em torno de 4.100 yuans por tonelada, levando em consideração o preço de compra recomendado pelo governo, de 3.800 yuans por tonelada, e outros custos, incluindo transporte.

PUNIÇÃO SEVERA NAS ATIVIDADES ESPECULATIVAS COM PREÇOS
A China prometeu punir mais severamente atividades especulativas, como manipulação de preços, para estabilizar a inflação ao consumidor. Esse é o mais recente sinal das preocupações oficiais com o aumento da inflação, que ameaça o crescimento econômico e a estabilidade social do país.
Em um comunicado, o Conselho Estatal, gabinete de governo da China, afirmou que vai revisar as regulamentações do governo e aumentar as penalidades para várias formas de especulação de preços. No entanto, o comunicado não forneceu maiores detalhes.
As emendas provavelmente terão como objetivo reforçar uma série de medidas administrativas implementadas no começo deste mês para controlar artificialmente os preços dos produtos de necessidade diária. Recentemente Pequim adotou meios mais convencionais de controle da inflação, como aumento nas taxas de juros básicas e aperto no crédito bancário. No entanto, em outubro a inflação chinesa atingiu a máxima em 25 meses de 4,4%.
Separadamente, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, a mais alta agência de planejamento econômico da China, pediu preços estáveis nos mercados, mas disse que controles de preços devem ser temporários, podem não ser aplicados nacionalmente e têm efeitos limitados sobre as operações das empresas.

JAPÃO SACRIFICA AVES PARA CONTER GRIPE AVIÁRIA

FAZENDA COM 20 MIL AVES IDENTIFICA SUSPEITA DE GRIPE AVIÁRIA
O governo da Província japonesa de Shimane informou nesta segunda-feira que há suspeitas de casos de gripe aviária em uma fazenda com cerca de 20 mil aves na cidade de Yasugi - de acordo com a agência de notícias Kyodo News.
Cinco frangos foram encontrados mortos na manhã de ontem e testes preliminares indicaram gripe aviária. Os animais podem ter sido infectados pelo vírus H5 da gripe aviária, altamente transmissível.
O governo do país realizou em Tóquio a primeira reunião para discutir os casos. O ministro de Agricultura, Florestas e Pesca, Michihiko Kano, prometeu responder rapidamente a qualquer desenvolvimento da doença, juntamente com governo da Província de Shimane.

O Japão começou hoje a sacrificar cerca de 23 mil frangos em uma granja na província de Shimane, onde casos de gripe aviária foram descobertos, informou o governo local. Cinco animais foram encontrados mortos ontem e testes preliminares confirmaram a infecção pelo vírus H5 da gripe aviária, disseram autoridades locais.
Em um esforço para impedir a proliferação da doença, o governo decidiu sacrificar todos os frangos da granja, além de criar nove postos de desinfecção e banir qualquer trânsito de aves dentro de 10 quilômetros.

CHICAGO/SOJA FECHA EM QUEDA PRESSIONADO PELO FORTALECIMENTO DO DÓLAR

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago recuaram ontem pressionados pelas vendas provocadas pelo fortalecimento do dólar. O contrato janeiro, de maior liquidez, recuou 3,50 centavos para fechar cotado a US$ 12,35 por bushel. Durante o dia, entretanto, o mercado chegou a operar em alta e na abertura do pregão a oleaginosa atingiu US$ 12,4850.
O rali do dólar devido às preocupações com a saúde econômica da Europa e a fraqueza do mercado acionário induziram traders a reduzir o risco devido às incertezas no mercado global. O mercado sofreu influência ainda da falta de confirmação de rumores de que a China comprou soja norte-americana.
"Rumores de que a China comprou três a cinco carregamentos de soja dos EUA deram suporte durante a noite, deixando os traders em busca de confirmação", disse Brian Hoops, presidente da consultoria Midwest Market Solutions.
A demanda da China, principal comprador mundial de soja, impulsionou a soja para a máxima de 26 meses neste mês devido às preocupações de que a forte demanda do país asiático estaria afetando a oferta global.
Ainda há preocupações no mercado com o tempo seco na Argentina, ainda que um certo volume de chuvas no oeste do país deva beneficiar as condições da safra.
O contrato janeiro do óleo de soja caiu 3 pontos e fechou a 50,22 centavos por libra-peso. O janeiro do farelo recuou 50 centavos, para US$ 338,60 por tonelada.

MILHO FECHA ESTÁVEL SEM NOVIDADES NOS FUNDAMENTOS
Os preços futuros de milho encerraram o dia praticamente estáveis depois de oscilar sem orientação dos fundamentos. Posição mais líquida, o vencimento março avançou 0,25 cent ou 0,05% e terminou a US$ 5,5325/bushel."Sem algumas notícias sobre fundamentos para direcionar os preços e com incertezas fora do mercado, muitos traders reduziram sua exposição ao risco e ficaram nos bastidores", disse o analista Shawn McCambridge, da corretora Prudential Bache.
A influência da dívida da União Europeia, o conflito entre as Coreias e a dúvida sobre se o Congresso dos Estados Unidos vai se comprometer com as questões relacionadas ao etanol são fatores que podem esconder os fundamentos do mercado, segundo o analista.
O que deu algum suporte às cotações é a previsão de que a Rússia compre até 3 milhões de toneladas de milho da Argentina no ano que vem, para compensar as perdas em sua safra de grãos, assolada pela seca.
A Argentina é o segundo maior produtor mundial de milho, depois dos Estados Unidos. Além disso, os argentinos vêm discutindo exportar para a China. Traders estão preocupados com que a forte demanda global possa drenar a oferta de milho, especialmente depois que a colheita dos Estados Unidos ficou abaixo das expectativas.
Enquanto isso, espera-se que as notificações de entrega relativas ao contrato dezembro da CBOT sejam moderadas nesta terça feira (primeiro dia de notificação), diante dos sinais de aperto na oferta. Analistas esperam que as notificações de entrega somem de 400 a 900 lotes. A maioria prevê algo entre 500 e 800 lotes.

TRIGO FECHA EM ALTA COM CLIMA ADVERSO NOS EUA E NA AUSTRÁLIA
Os preços futuros do trigo subiram nesta segunda-feira, com previsões de clima desfavorável em algumas regiões produtoras do mundo, aumentando preocupações com eventuais problemas no abastecimento durante o ano que vem.
Na Bolsa de Chicago os contratos com vencimento em março subiram 3,25 cents e fecharam cotados a US$ 6,9050/bushel. Na Bolsa de Kansas City o mesmo vencimento avançou 5,75 cents e encerrou o dia a US$ 7,4250/bushel.
O clima seco as Planícies do Oeste dos Estados Unidos e o excesso de chuvas no Leste da Austrália estão ameaçando a produção e a qualidade da safra global. Meteorologistas disseram que deve faltar chuva nas Planícies, enquanto há umidade demais na Austrália.
Consumidores finais estão ansiosos com possíveis problemas na oferta, depois que os preços alcançaram máximas em dois anos em agosto, quando a Rússia suspendeu as exportações de grãos por causa da estiagem. Os preços já recuaram cerca de 23% desde então.
O especialista em desenvolvimento de negócios da Bolsa de Grãos de Minneapolis, Joe Victor, comentou que "o Leste da Austrália é uma bagunça quando recebe chuva demais".
Importadores devem se voltar aos Estados Unidos por causa dos problemas de qualidade do trigo australiano, de acordo com a empresa de pesquisas agrícolas AgResource Company. A Austrália tem sido um dos cinco maiores exportadores de trigo no Mundi.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

CÉLERES/SOJA: PLANTIO DA SAFRA 2010/11 ATINGE 85% DA ÁREA PREVISTA

O plantio da safra 2010/11 de soja do Brasil entrou na reta final e atingiu 85% da área prevista até sexta-feira (26), contra 75% na semana anterior e 82% no mesmo período da safra passada, de acordo com levantamento da consultoria Céleres divulgado hoje.
A consultoria estima para 2010/11 um plantio no país de 23,616 milhões de hectares, incremento de 1,2% em relação ao ciclo 2009/10, com uma produção de 69,096 milhões de toneladas de soja. "Mesmo com os problemas de escassez de chuvas observados no início dos trabalhos de cultivo da soja no país (...) o ritmo nacional de plantio recuperou o atraso, registrando valores acima da média registrada nas últimas cinco safras (83%)", informou a Céleres no comunicado.
Entretanto, em Mato Grosso cerca de 96% dos 6,15 milhões de hectares previstos foram semeados, contra 100% na mesma época do ano passado, destacou a Céleres."O que mais preocupa os produtores do maior estado produtor de soja no Brasil é o contexto de chuvas ainda abaixo da média normal", diz o comunicado.
Comercialização - Já a comercialização da nova safra avançou apenas um ponto percentual na comparação semanal. Até sexta-feira, 32% da produção tinha sido comprometida, contra 20% no mesmo período do ano anterior. Em relação à safra 2009/10, a estimativa é que 98% da produção já tenha sido vendida, em linha com o mesmo período do ano passado.
Os preços da saca de soja no mercado interno disponível terminaram a semana passada com ganho de 1,1%. Para os diferenciais de exportação, segundo a Céleres até o dia 26 houve prêmio de US$ 0,80 por bushel para venda em março de 2011 e de US$ 0,45 para maio. "A demanda (global) deve permanecer firme com os preços da soja ainda apresentando forte volatilidade nas próximas semanas, o que dá ao produtor rural brasileiro o privilégio de esperar por preços ainda mais atrativos do que os atuais", disse a Céleres.
Hoje, o contrato março da soja, de maior liquidez, recuou 3,50 centavos, para fechar cotado a US$ 12,4350 por bushel, pressionado pela alta do dólar.

SOJA/MT: SUSPEITA DE OCORRÊNCIA DE SOJA LOUCA.

As primeiras ocorrências de soja louca II foram registradas nesta semana nos município de Vera e Cláudia, no norte de Mato Grosso. Segundo o gerente técnico da Associação dos Produtores de Milho e Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Luiz Nery Ribas, os sintomas indicam a presença da doença, mas por enquanto os casos ainda estão sendo tratados como suspeitas. A confirmação será feita por meio do material que foi recolhido em campo e enviado para análise pelo pesquisador Maurício Méier, da Embrapa Soja, que coordena as pesquisas sobre a doença.
Nery Ribas afirma que, apesar de muitos produtores do norte de Mato Grosso terem registrados prejuízos por causa da doença, ainda não existe um levantamento sobre o impacto das perdas provocadas pela soja louca II. Existem relatos que na safra passada em Sorriso houve perda de 15% numa área cultivada de 1,2 mil hectares.
A doença vem sendo tratada como uma anomalia, cuja causa ainda é desconhecida. No caso da presença da doença, a planta não amadurece e registra alto índice de abortamento de flores e vagens. Em anos anteriores, foram registradas ocorrências no final do clico de desenvolvimento da soja, mas nesta safra surpreendeu e veio mais cedo, apesar do atraso no plantio da soja.

CLIMA/SOMAR: DEZEMBRO VAI COMEÇAR COM PADRÃO DE CHUVA TÍPICO DE VERÃO

A primeira quinzena de dezembro deve manter o padrão de frentes frias com atuação sobre o Sudeste. Associadas com a umidade da Amazônia, essas frentes frias devem causam chuvas sobre as áreas produtoras do Sudeste, Centro-Oeste, que passam também a registrar chuvas isoladas no período da tarde em virtude do aquecimento local, conhecidas como chuvas de verão, e que são importantes para manter um bom padrão de umidade do solo. A partir da segunda quinzena de dezembro, a previsão é de que as frentes frias atuem um pouco mais ao norte, beneficiando também as lavouras da Bahia, Maranhão e do Piauí. A avaliação é da Somar Meteorologia, em seu boletim semanal.
As condições climáticas no Sul do País não mudam muito em relação ao observado nas últimas semanas. A previsão é de pouca chuva nas próximas duas semanas, informa a Somar. A situação é melhor para o Paraná que nesta semana deve ter a ocorrência de precipitações, principalmente no fim de semana, quando algumas áreas de instabilidades também devem provocar algumas chuvas em Santa Catarina e norte do Rio Grande do Sul. "O sul do Rio Grande do Sul, no entanto, deve ter agravada a situação da estiagem observada desde outubro", informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.
Novembro
O mês de novembro chega ao fim com um padrão de chuvas típico das condições de verão, ou seja, frentes frias sobre o Sudeste associadas com a umidade (convecção) da Amazônia. Conforme a Somar, em novembro também já se observou os efeitos do fenômeno La Niña, com uma redução das águas sobre o Sul, que fecha o mês com déficit no interior dos três Estados e também em São Paulo, Mato Grosso do Sul e no sul e oeste de Mato Grosso.
Segundo a Somar, os volume ficaram acima da média em novembro no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, grande parte de Goiás, norte/nordeste de Mato Grosso e sobre partes da Região Norte.
Os índices de água disponível no solo refletem o resultado das chuvas da primeira quinzena de novembro e mostram uma recuperação da umidade nos Estados do Sudeste, Centro-Oeste e Norte. Mesmo que ainda insuficiente para repor o déficit hídrico acumulado, a umidade já consegue dar sustentação ao plantio e desenvolvimento das lavouras de verão, bem como favorece a recuperação das pastagens.
Argentina
A Somar informa que o mês de novembro foi de chuvas irregulares e mal distribuídas sobre território argentino. Enquanto algumas regiões tiveram acumulado de água variando entre 100 e 150 mm, em outras o total foi de apenas 20 a 50 mm. "As chuvas ficaram acima da média apenas no leste da Província de Buenos Aires e no centro-norte", informa Etchichury. A tendência é que essas condições não mudem muito na primeira quinzena do mês de dezembro, significando que, no geral, as principais regiões produtoras da Argentina devem continuar com pouca água.
Segundo a meteorologia, o mês de novembro, com deficiência de chuvas e ainda com algumas ondas de temperaturas baixas, configura um quadro La Niña, o que, sem dúvida, representa um quadro de risco para as lavouras de verão da Argentina, já com problemas no período de plantio. Como o La Niña deve continuar pelo menos até meados de 2011, isso pode representar um verão com menos água e alguns períodos de estiagem, o pode contribuir para uma redução no potencial de produção.

ÓLEO DE PALMA/MALÁSIA FECHA EM ALTA ESTIMULADO POR DEMANDA E CLIMA

Os futuros do óleo de palma cru terminaram com ganhos na Bolsa de Derivativos da Malásia, conforme problemas climáticos interromperam as atividades de colheita nas principais regiões de cultivo de óleo de palma. Melhores perspectivas de demanda também impulsionaram os preços nesta segunda-feira.
Traders e analistas disseram que a produção do país em novembro pode cair de 6% a 10% na comparação com 1,64 milhão de toneladas em outubro. O contrato fevereiro, o mais negociado, fechou com alta de 107 ringgits, ou 3,3%, cotado a 3.381 ringgits por tonelada, após ter alcançado 3.390 ringgits por tonelada, maior patamar em mais de uma semana (3,15 ringgits = US$ 1).
O resgate de US$ 113 bilhões concedido à Irlanda afetou positivamente o sentimento dos investidores. "A maioria dos mercados de commodities está subindo por causa das notícias sobre o resgate à Irlanda e da fraqueza do dólar", disse um executivo de Cingapura. "Os ganhos do óleo de soja e do petróleo também puxaram os preços do óleo de palma para cima."
Uma autoridade do Conselho de Óleo de Palma da Malásia informou que a produção anual pode atingir somente 17,3 milhões de toneladas, registrando o segundo ano consecutivo de crescimento zero. Um clima persistentemente ruim neste ano afetou a produtividade das safras.
Desde março, o Conselho de Óleo de Palma da Malásia vem reduzindo as estimativas da produção em 2010, que passaram de 18,1 milhões de toneladas para 17,3 milhões de toneladas. Isso confirma a previsão do analista de óleos vegetais Dorab Mistry. Ele projeta a produção da Malásia em 17,2 milhões de toneladas, abaixo das 17,6 milhões de toneladas apuradas no ano passado.
Os preços do óleo de palma podem estender o rali na terça-feira, seguindo rumo ao nível de 3.410 a 3.450 ringgits por tonelada, à medida que a demanda por exportações em novembro provavelmente alcançou entre 1,5 milhão e 1,56 milhão de toneladas, disse um executivo de uma corretora de Kuala Lumpur. As inspetoras de cargas Intertek Agri Services e SGS devem divulgar os números deste mês amanhã (dia 30).
O número de contratos abertos foi de 79.239 lotes, ante 79.077 lotes na sexta-feira. Ao todo, 18.360 lotes foram negociados hoje, acima de 12.214 lotes no último pregão. Um lote equivale a 25 toneladas.

SOJA/CHINA FECHA EM BAIXA COM EXPECTATIVA DE NOVO APERTO MONETÁRIO

Os futuros da soja terminaram com baixa na Bolsa de Commodities de Dalian, influenciados pelo aumento das margens de negociação da oleaginosa e seus derivados em meio a expectativas de que o governo chinês adotará mais medidas de aperto monetário, possivelmente incluindo uma nova elevação da taxa de juro. O contrato setembro, o mais negociado, fechou com desvalorização de 0,9%, cotado a 4.292 yuans por tonelada (6,67 yuans = US$ 1).
O aumento das margens de negociação e planos de vender 300 mil toneladas das reservas nacionais, anunciados na sexta-feira pelo governo, ajudaram a conter a atividade especulativa no mercado, pressionando as cotações da soja e do farelo, disse Zhao Yan, analista da Everbright Futures Co.
Nesta segunda-feira, o número de contratos abertos diminuiu 27.430 lotes, registrando o quarto declínio consecutivo. "Investidores estão preocupados com mais medidas, tais como a alta da taxa de juro", afirmou ela. O banco central deve elevar a taxa básica de juro novamente neste ano para frear os preços, explicou a analista.
Em 20 de outubro, o Banco do Povo da China aumentou a taxa de juro pela primeira vez em quase três anos, em uma tentativa de combater a inflação e absorver o excesso de liquidez do mercado. A taxa de depósito em yuan para um ano agora é de 2,5%, abaixo da taxa oficial de inflação no período de janeiro a outubro, de 3%.
Contudo, os preços da soja não devem cair substancialmente por causa de fatores positivos, incluindo a forte demanda, o preço de compra recomendado pelo governo e o clima seco na América do Sul.
Zhao estimou suporte em torno de 4,200 yuans por tonelada, levando em consideração o nível sugerido pelo governo de 3.800 yuans por tonelada e os custos de transporte.

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