domingo, 5 de dezembro de 2010

CBOT/GRÃOS - SOJA FECHA EM ALTA POR PREOCUPAÇÃO COM ARGENTINA.

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago fecharam em alta sexta feira, chegando perto da máxima de três semanas, devido à fraqueza do dólar e às preocupações com a possibilidade de uma produção menor na Argentina por conta de uma estiagem.
O contrato janeiro, de maior liquidez, avançou 20,50 centavos, ou 1,6%, para fechar cotado a US$ 13,0025 por bushel.
Os temores de um aperto no equilíbrio entre a oferta norte-americana e a demanda na probabilidade de uma produção menor na Argentina levaram traders a adicionarem um prêmio de risco aos preços.
Os traders estão levando em consideração o potencial de uma projeção de oferta menor como resultado da demanda mais forte no relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), que será divulgado na sexta-feira.
A América do Sul precisa produzir amplas safras em 2011 para atender à demanda global, e a mais leve indicação de uma produção menor do que o esperado gera um aumento das compras. Brasil e Argentina são respectivamente o segundo e terceiro maiores produtores de soja do mundo, depois dos EUA.
A queda do dólar frente a uma cesta de moedas adicionou pressão à soja, já que isso torna as exportações norte-americanas mais atrativas. Outro fator foi a alta em commodities em geral, o que dispara compras de fundos que especulam com preços de commodities, disseram analistas.
O contrato janeiro do óleo de soja avançou 61 pontos, ou 1,2%, para 53,45 centavos por libra-peso. Já o janeiro do farelo ganhou US$ 5,90, ou 1,7%, para fechar cotado a US$ 351,60 por tonelada.

MILHO ACOMPANHA TRIGO E FECHA COM VALORIZAÇÃO DE 3,2%
O mercado futuro de milho acompanhou os ganhos do trigo e encerrou a sexta-feira com ganhos expressivos. Os contratos com vencimento em março, os mais líquidos, subiram 18,0 cents ou 3,24% e fecharam a US$ 5,7350/bushel. A queda do dólar e o clima seco na Argentina puxaram as cotações.
A força do mercado de trigo deu ao mercado de milho um impulso inicial, segundo o analista Shawn McCambridge, da corretora Prudential Bache. Ele afirmou que o declínio do índice dólar se somou ao tom altista das commodities.
Traders aproveitaram a oportunidade para desfazer, antes do fim de semana, operações de spread em que estavam comprados em trigo e vendidos em milho. Os dois mercados também estão ligados porque ambos os cereais são usados na alimentação animal.
A volatilidade do mercado fez com que os traders adotassem uma postura de curto prazo, embolsando lucros em vez de arriscar durante o fim de semana.
O tempo seco na Argentina é uma preocupação de longo prazo para o mercado, que neste momento embute algum prêmio de risco nas cotações, considerando eventuais problemas climáticos no país.

TRIGO ACUMULA ALTA DE 14% NA SEMANA
Os preços futuros do trigo avançaram pela terceira sessão consecutiva no mercado americano, em meio a preocupações com a redução da oferta. Na semana, acumulou ganhos de cerca de 14%.
Na Bolsa de Chicago os contratos com vencimento em março, os mais negociados, fecharam em alta de 30,50 cents ou 4,07%, cotados a US$ 7,79/bushel. Na Bolsa de Kansas City o mesmo vencimento fechou cotado a US$ 8,22/bushel, com valorização de 20,25 cents ou 2,53%.
Importadores, preocupados com a redução da oferta global de trigo de alta qualidade, puxaram as cotações para garantir abastecimento e suprir suas necessidades, segundo traders. A oferta de trigo de alto teor de proteína está apertando com as chuvas pesadas que atingiram o Leste da Austrália, normalmente um grande exportador de trigo.
As tempestades devem continuar na semana que vem, de acordo com a T-Storm Weather, podendo causar piora na qualidade da safra. Além disso, a Associação de Moinhos de Taiwan (TFMA) comprou trigo de primavera do tipo Dark Northern Spring dos Estados Unidos, com 14% de proteína, por US$ 549,43/t CIF, de acordo com executivos de trading. Trata-se de um dos preços mais altos pagos por compradores asiáticos neste ano. A TFMA adquiriu 42,25 mil toneladas de trigo da Columbia Grain, o que também inclui uma parte de cereal com 13% de proteína.

MILHO: LEILÕES DE ESTOQUE DA CONAB CONTINUAM EM 2011.

Os leilões de venda de estoques de milho da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vão continuar em janeiro de 2011 em todas as regiões do País, mesmo que a demanda pelo grão esteja hoje concentrada nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A informação foi dada na última sexta feira à Agência Estado por Silvio Farnese, coordenador geral de Cereais e Culturas Anuais da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Abastecimento. Segundo ele, a primeira operação do ano deve ocorrer entre 4 e 6 de janeiro e outras três podem acontecer no mês. "Vamos fazer a leitura do mercado e sair (do mercado) somente quando o abastecimento melhorar", afirmou. Farnese disse, ainda, que o volume ofertado em cada operação deve continuar em torno de 400 mil toneladas.
O Rio Grande do Sul foi um dos primeiros Estados a pedir a intervenção do governo no mercado, após as ofertas escassearem e os preços subirem. Nos leilões de estoques vem adquirindo praticamente toda a oferta de que dispõe. Farnese explicou que o volume destinado não é maior porque os estoques são pequenos no Estado. "Nosso estoque de milho está concentrado no Centro-oeste e o Mato Grosso do Sul acabou por completar a demanda do Rio Grande do Sul", avaliou.
O milho sul-mato-grossense tem valor mais baixo que o produto do Paraná nos leilões, e por isso recebeu a preferência dos consumidores gaúchos e também dos catarinenses. Mesmo que o mercado considere elevado o preço de R$ 22,80/saca para o grão do Paraná, Farnese disse que a falta de interesse pelo milho ofertado no Estado não preocupa o governo. "Outros mercados estão viabilizando o Sul. É melhor os paranaenses ficarem com estoque, porque depois eles (o Sul) vão precisar do produto deles", afirmou.
PEP - Em relação ao apoio do governo à comercialização de milho por meio de leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), Silvio Farnese admitiu que, se na época da colheita da safrinha 2011 os preços no Centro-oeste estiverem abaixo do preço mínimo de garantia, o Ministério da Agricultura vai intervir novamente no mercado. "Custa muito caro remover o produto do Centro-oeste e os preços caem muito, por isso o governo age para auxiliar nisso", explicou.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

SOJA/MT: PLANTIO ATINGE 98,9% DA ÁREA ESTIMADA.

O plantio da soja em Mato Grosso, que neste ano começou com duas semanas de atraso, em função da falta de chuvas, atingiu nesta semana 98,9% da área de 6,219 milhões de hectares estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O ritmo dos trabalhos agora está apenas 0,2 ponto porcentual abaixo do registrado em igual período do ano passado, quando 99,1% da área estava semeada.
Os dados divulgados pelo Imea mostram que a irregularidade das chuvas prejudicou o avanço do plantio na região sudeste de Mato Grosso, onde foram semeados até esta semana 97,5% da área estimada em 1,460 milhão de hectares. Na mesma época do ano passado o plantio já estava concluído na região sudeste. O atraso está concentrado nas regiões de Alto Garças e Alto Taquari, onde 96% da área foi semeada.
Na região nordeste ainda faltam ser cultivados cerca de 32 mil hectares, mas o plantio está 4,9 pontos percentuais mais avançado que em igual período do ano passado. A diferença se deve ao aumento de 75 mil hectares na área cultivada, que passou de 577,2 mil hectares para 652,2 mil hectares nesta safra. A região não foi afetada pela estiagem, pois tradicionalmente inicia o plantio mais tarde em Mato Grosso, com a regularização das chuvas na segunda quinzena de outubro.
Soja louca - A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) divulgou hoje nota esclarecendo que a incidência da soja louca II ainda não está confirmada. Segundo a entidade, as amostras colhidas nos municípios de Sinop, Vera e Cláudia foram para análise no laboratório da Embrapa Goiânia (GO). "Somente após a liberação dos laudos haverá confirmação ou não da presença da anomalia nas lavouras do estado. O que existe, até o momento, são apenas indícios (suspeitas) do distúrbio e por isso está sendo feito o procedimento de coleta de amostras que são enviadas para análise em laboratórios credenciados."
A soja louca é uma anomalia que ocorre quando a planta não amadurece e registra alto índice de abortamento de flores e vagens. O distúrbio na soja ainda é de causa desconhecida. Na última safra o grau de severidade da Soja Louca II foi localizado em alguns municípios da região Norte de Mato Grosso, onde também provocou prejuízos.
EVOLUÇÃO DO PLANTIO DA SOJA EM MATO GROSSO
(área em mil hectares)
                          Área     29-out-09  28-out-10  VARIAÇÃO
Noroeste         261.200      100,0%     100,0%         0,0%
Norte                44.000      100,0%     100,0%         0,0%
Nordeste         652.200       90,1%      95,0%          4,9%
Médio-norte 2.454.000      100,0%     100,0%         0,0%
Oeste              938.200      100,0%     100,0%         0,0%
Centro-sul       409.100      100,0%     100,0%         0,0%
Sudeste        1.460.600      100,0%      97,5%        -2,5%
Mato Grosso 6.219.300        99,1%      98,9%        -0,2%
Fonte: Imea

CHINA-SOJA FECHA EM ALTA, DISSIPADO TEMOR SOBRE APERTO MONETÁRIO.

Os futuros da soja encerraram com leve alta na Bolsa de Commodities de Dalian, apesar de uma ligeira queda no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago e do anúncio feito por Pequim de que mudará para uma política monetária mais rigorosa no próximo ano. O contrato setembro, o mais negociado, fechou com valorização de 13 yuans, ou 0,3%, cotado a 4.401 yuans por tonelada (6,66 yuans = US$ 1).
O número de contratos abertos aumentou 2.540 lotes nesta sexta-feira, para 257.240 lotes, segunda alta consecutiva após seis sessões seguidas de declínio. "Temores sobre o impacto das [recentes] medidas de aperto do governo estão se dissipando", afirmou Lian Chao, analista da Radar Futures. A China mudará sua política monetária de "moderadamente afrouxada" para "prudente", decidiram os principais líderes do Partido Comunista após uma reunião nesta sexta-feira para discutir as diretrizes econômicas do ano que vem, informou a agência de notícias Xinhua.
Isso significa que o governo restringirá ainda mais o controle dos empréstimos, limitando as fontes de capital dos investidores para negociar nos mercados futuros. No entanto, após uma série de medidas de aperto monetário e controle de preços, muitos investidores enxergam o anúncio como uma mera formalização de uma mudança que já está em andamento, e não esperam que as próximas iniciativas sejam de natureza drástica.
As cotações da oleaginosa enfrentarão resistência em 4.500 yuans por tonelada, à medida que o clima seco na América do Sul deve ser amenizado por uma ou duas tempestades nas áreas mais afetadas da Argentina nos próximos dias, disse Lian, citando a previsão da T-Storm Weather.
A demanda e a oferta de soja no mercado físico ficaram estáveis, com os preços nas principais regiões produtoras da China principalmente inalterados nesta semana. "Os preços da soja estão estáveis e razoáveis no momento", disse Zhu Jinming, analista da Zheshang Futures.Um leilão de cerca de 300 mil toneladas das reservas estatais feito pelo governo central nesta sexta-feira não conseguiu atrair compradores, considerando que o preço mínimo estabelecido foi de 3.920 yuans por tonelada, de acordo com analistas.

GOVERNO MUDARÁ POLÍTICA MONETÁRIA PARA 'PRUDENTE' EM 2011
A China mudará sua política monetária no ano que vem, de "moderadamente frouxa" para "prudente", conforme a decisão tomada nesta sexta-feira pela cúpula do Partido Comunista, informou a agência de notícias oficial Xinhua. A alteração sinaliza uma mudança de ênfase na política do governo, a fim de priorizar o combate à inflação.
Até certo ponto, a medida apenas formaliza uma transição que já vem ocorrendo há vários meses, desde que a China gradativamente passou a se concentrar mais em conter a inflação e as bolhas especulativas, abandonando o foco exclusivo na promoção do crescimento que prevaleceu durante a crise financeira global e em seus desdobramentos.
O Escritório Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, também conhecido como Politburo, chegou à decisão depois de se reunir nesta sexta-feira para discutir a política econômica do próximo ano, disse a Xinhua.
"Isso basicamente ratifica o entendimento do mercado sobre o que vem se desenrolando nas últimas semanas", disse Arthur Kroeber, diretor administrativo da firma de pesquisa econômica GaveKal Dragonomics. Desde abril, Pequim tomou uma série de medidas para conter a especulação imobiliária e os aumentos dos preços dos imóveis. Em outubro, o banco central chinês elevou a taxa básica de juros pela primeira vez em quase três anos, e em novembro aumentou duas vezes o depósito compulsório dos bancos.

BANCO CENTRAL/CMN-MEDIDAS RESTRINGEM DINHEIRO NA ECONOMIA

O Conselho Monetário Nacional (CMN) e a diretoria do BC anunciaram hoje por meio de nota, a adoção de uma série de medidas "de natureza macroprudencial" para o sistema financeiro. Segundo a nota, as medidas visam dar continuidade à retirada dos incentivos introduzidos durante a crise 2008/2009. As ações deve causar maior a restrição de crédito na economia.
A primeira medida eleva o requerimento de capital para operações de crédito a pessoas físicas com prazos superiores a 24 meses. Segundo a nota, o Fator de Ponderação de Risco (FPR), na maioria dessas operações, passa de 100% para 150%, o que significa uma alta no requerimento de capital dos bancos, dos atuais 11%, para 16,5% do valor da operação. No caso do crédito consignado, a regra se aplica apenas a operações com prazos superiores a 36 meses.
No caso de operações de financiamento de veículos ou leasing de veículos, o aumento no requerimento ocorrerá para operações de 24 meses a 36 meses, quando o valor de entrada for inferior a 20% do bem; para operações de 36 a 48 meses, quando o valor da entrada for inferior a 30% do bem; para operações de 48 a 60 meses, quando o valor de entrada for inferior a 40%.
A nova regra do FPR não se aplica a operações de crédito rural, habitacional e ao financiamento/leasing de veículos de carga.
Outra medida anunciada foi a elevação dos depósitos compulsórios, que, segundo o BC, deverão ter um impacto de R$ 61 bilhões na oferta de dinheiro na economia.
De acordo com a nota, o adicional de compulsórios (parcela extra que os bancos têm de recolher ao Banco Central do que captam) sobre depósitos à vista e a prazo será elevado de 8% para 12%. "O limite de dedução do adicional de compulsório sobre depósitos à vista e a prazo das instituições financeiras com patrimônio de referência inferior a R$ 2 bilhões subirá de R$ 2 bilhões para R$ 2,5 bilhões", diz a nota. "Para as instituições com patrimônio de valor igual ou maior que R$ 2 bilhões e menor que R$ 5 bilhões, a dedução passará de R$ 1,5 bilhão para R$ 2 bilhões."
O governo também elevou a alíquota dos compulsórios sobre depósitos a prazo de 15% para 20%. O limite de dedução para instituições financeiras com patrimônio de referência abaixo de R$ 2 bilhões subirá de R$ 2 bilhões para R$ 3 bilhões. Para instituições com patrimônio igual ou maior que R$ 2 bilhões e inferior a R$ 5 bilhões, a dedução subirá de R$ 1,5 bilhão para R$ 2 bilhões.
Foi reduzido o limite de dedução dos recolhimentos compulsórios sobre depósitos a prazo nas operações de compra de carteira e depósitos interfinanceiros, que passou de 45% para 36%. O prazo de vigência das deduções foi estendido de 31 de dezembro deste ano para 30 de junho de 2011. O BC anunciou também a retirada da exigência de compulsório nas emissões de letras financeiras, cuja alíquota era a mesma dos depósitos a prazo (15%).
Outra medida foi a elevação do limite de garantia dos depósitos e créditos protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGV), de R$ 60 mil para R$ 70 mil por depositante.
Por fim, o CMN estabeleceu um cronograma de redução gradual do volume de depósitos que os bancos podem emitir com garantia especial do FGV. "A redução terá início em janeiro de 2012, ao ritmo de 20% ao ano, até janeiro de 2016, quando será extinta a possibilidade de realização de novas captações com essa modalidade de garantia."

SOJA/CHINA: LEILÃO DE 300 MIL TONS NÃO ATRAI COMPRADORES.

Um leilão de cerca de 300 mil toneladas de soja das reservas estatais realizado hoje pela China não conseguiu atrair nenhum comprador, informou o Centro Nacional de Informação de Óleos e Grãos da China. A notificação do órgão não especificou o preço proposto pelo governo, mas analistas e uma autoridade disseram que o valor mínimo era superior ao de uma licitação feita nesta sexta-feira pela província de Heilongjiang. O volume leiloado teria sido de 295.700 a 295.800 toneladas.
No entanto, o Centro Nacional de Comércio de Óleos e Grãos de Harbin vendeu 55 mil toneladas de soja em um leilão local, ou 22% das 246 mil toneladas oferecidas, disse uma autoridade. A entidade informou em seu site ter vendido o grão por um preço médio de 3.772 yuans por tonelada (6,66 yuans = US$ 1).
As margens de lucro das processadoras têm caído, conforme as medidas adotadas pelo governo chinês para reverter as altas dos preços agrícolas reduziram os ganhos obtidos com a atividade de esmagamento. Há um mês, o lucro beirava 300 yuans por tonelada, mas recuou para 50 a 100 yuans por tonelada nesta semana, afirmou Huang Yingyan, analista da Nanhua Futures. Ainda assim, a demanda não deve entrar em colapso, já que os preços no mercado à vista continuaram relativamente estáveis, acrescentou ela.

RS/SOJA: PLANTIO ATINGE 79% DA ÁREA PREVISTA.

O plantio de soja no Rio Grande do Sul avançou na maioria dos municípios onde as chuvas foram mais regulares e abundantes nos últimos dias e alcançou 79% da área prevista no Estado, um salto de 14% em relação à semana passada, de acordo com relatório divulgado quinta feira pela Emater, empresa de extensão rural do governo do Estado. Na mesma época da safra anterior, 68% das lavouras tinham sido semeadas. "Todavia, em áreas onde a deficiência hídrica se intensifica, o plantio ficou praticamente paralisado", destaca o relatório. Durante a semana, a cotação média da saca teve aumento de 1,05%, para R$ 43,21 quando negociada pelo produtor.
O órgão estima que o terceiro maior produtor de soja do País deverá plantar uma área de 4,1 milhão de hectares com a oleaginosa, aumento de 1,54% em relação à safra passada. A produção está estimada em 9,1 milhões de toneladas, queda de 12,69% ante o ciclo anterior. A produtividade deve cair 14,2%.
Milho - O plantio do cereal no Estado atingiu até hoje 80% da área prevista em 1,1 milhão de hectares, contra 76% na semana passada. No mesmo período da safra passada, o plantio tinha sido feito em 71% da área.
A Emater também destacou o efeito da falta de chuvas sobre a safra de milho: "Nas áreas onde a precipitação foi escassa ou irregular, as plantas começam a ter seu desenvolvimento prejudicado. Lavouras em fase de floração também começam a ser afetadas de maneira negativa", diz o relatório, segundo o qual 19% das lavouras encontram-se em fase de floração.
A saca do cereal é negociada a R$ 23,33, em meio a uma demanda aquecida e preços em ascensão, segundo a Emater. A valorização em 30 dias foi de 10,57%.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

MILHO/MT MANTÉM ESTIMATIVA DE PLANTIO SAFRINHA.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) manteve inalterada sua estimava de área plantada de milho para a safra 2010/11. Os dados relativos ao levantamento de novembro permaneceram iguais aos divulgados em outubro, com expectativa de plantio de 1,766 milhão de hectares, área 9,3% inferior à da safra passada (1,948 milhão de hectares) e 5,3% acima da observada em 2008/09 (1,676 milhão de hectares.
Em nota, os analistas do Imea observam que mesmo com o plantio de soja sendo encerrado no mesmo período de 2009, ainda é cedo para afirmar o porcentual de área disponível para o plantio do cereal até o encerramento da janela ideal de plantio, que vai até 20 de fevereiro.
Os dados preliminares do Imea mostram que o atraso de 15 dias no inicio do cultivo da soja, por causa da falta de chuvas, terá maior impacto na região do médio-norte, que responde por 47,6% da produção estadual de milho. A expectativa é de redução de 112,5 mil hectares na área plantada, para 841,5 mil hectares. Na região sudeste, onde houve maior atraso no plantio da soja em relação ao ano passado, a previsão é de diminuição de 30 mil hectares (7,1%), para 392,3 mil hectares.

SOJA: APROSOJA CRITICA ADESÃO DO BB À MORATÓRIA DA SOJA

A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) criticou hoje a adesão do Banco do Brasil à Moratória da Soja, uma decisão da indústria processadora e dos exportadores brasileiros de não adquirir a produção de novas áreas abertas após julho de 2006.
"A adesão de uma instituição financeira à Moratória da Soja, como a que ocorreu na quarta-feira (ontem) pelo Banco do Brasil, é um equívoco que levará à penalização de produtores que estão plantando dentro das exigências da legislação ambiental brasileira. A medida poderá afunilar mais ainda a oferta de crédito oficial para a agricultura, que já vem sendo reduzida a cada safra em alguns estados brasileiros", disse a Aprosoja em comunicado.
O Banco do Brasil anunciou ontem que não financiará a produção de soja em áreas do Bioma Amazônico que tenham sido desmatadas a partir de 24 de julho de 2006. A medida do BB já está em vigor.
"O Banco do Brasil é uma instituição financeira que opera com recursos públicos e, como principal fonte de financiamento do agronegócio brasileiro, precisa seguir a lei e não se juntar a um grupo que implantou regras à margem da legislação", afirmou o presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, no comunicado.
O BB usará o banco de dados do Grupo de Trabalho da Soja (GTS) para análise da liberação do crédito. O trabalho do grupo é atualizado regularmente com informações sobre as áreas desmatadas na Amazônia e que eventualmente tenham sido destinadas à produção de soja. De acordo com dados da Abiove, o plantio de soja representou apenas 0,25% da área total desmatada nos últimos três anos no Bioma Amazônico, dado citado pela Aprosoja em seu comunicado.

MORATÓRIA PREJUDICA PRINCIPALMENTE PEQUENOS PRODUTORES 
Glauber Silveira, disse em entrevista à Agência Estado que os principais prejudicados pela adesão do Banco do Brasil à "Moratória da Soja" serão os pequenos produtores rurais dos assentamentos feitos pelo governo, que dependem do crédito oficial. "A medida poderá afunilar mais ainda a oferta de crédito oficial para a agricultura, que já vem sendo reduzida a cada safra em alguns Estados brasileiros."
A "Moratória da Soja" foi instituída em 2006 pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), cujas empresas associadas assumiram o compromisso de não comercializar soja produzida em áreas desmatadas no bioma Amazônico a partir de julho daquele ano. Além do Ministério do Meio Ambiente (MMA), que aderiu à moratória quando Carlos Minc era o titular da pasta, também participam do grupo de trabalho da moratória as ONGs Conservação Internacional, Greenpeace, IPAM, TNC e WWF.
O Banco do Brasil anunciou ontem que não financiará a produção de soja em áreas do Bioma Amazônico que tenham sido desmatadas a partir de 24 de julho de 2006. A medida do BB já está em vigor.
O presidente da Aprosoja lembrou que conversou com Minc na época que o MMA aderiu à moratória da soja e na ocasião alertou o então ministro sobre o equívoco da decisão, "pois, no cargo de funcionário público, ele deveria seguir a lei". Silveira diz que a mesma situação se repete agora com o Banco do Brasil, pois ao aderir ao acordo o banco não poderá financiar agricultores que depois de 2006 realizaram desmatamentos de acordo com a legislação.
Na opinião de Silveira, o Banco do Brasil como uma instituição financeira que opera com recursos públicos deve seguir as exigências estabelecidas pela legislação, e não as regras da moratória, que é um pacto privado. Ele critica a forma como a moratória foi estabelecida, porque exclui da comercialização os agricultores que obtiveram licença para desmatar dentro dos limites estabelecidos de 20% para o bioma amazônico e 65% para o cerrado.
Silveira diz que os agricultores não podem ficar à mercê do marketing de empresas e dos bancos, "que querem se mostrar para a sociedade como sustentáveis". No caso do setor privado, ele diz que respeita os direitos das companhias de estabelecer regras para compra da matéria-prima, "assim como os agricultores também podem fazer uma moratória e não vender soja para determinadas empresas".
Silveira diz que o Banco do Brasil, como instituição pública, deve respeitar a legislação e as normas do crédito rural. Segundo ele, a Aprosoja também defende as práticas sustentáveis, pois é contra os desmatamentos ilegais, o trabalho escravo e o cultivo em áreas de preservação ambiental e em reservas indígenas.

SOJA OPERA ESTÁVEL SUSTENTADA PELA DEMANDA

Os preços futuros da soja trabalham perto da estabilidade na Bolsa de Chicago, sustentados pela robusta demanda para exportação. Os contratos com vencimento em janeiro eram negociados a US$ 12,84/bushel, em alta de 1,0 cent ou 0,08%.
O mercado contrariou a tendência observada no pregão eletrônico, depois do anúncio das exportações na semana, que foram maiores do que o esperado: 1,4 milhão de toneladas. A demanda da China, maior importador mundial, deve permanecer forte. Mas o mercado foi pressionado por realização de lucro.

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