quarta-feira, 16 de março de 2011

CHINA/SOJA FECHA EM QUEDA AFETADA POR CRISE NUCLEAR NO JAPÃO

Os futuros da soja fecharam com queda marginal na Bolsa de Commodities de Dalian, pressionados pelo fraco desempenho dos preços no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago com vendas generalizadas desencadeadas por um possível desastre nuclear no Japão. O contrato janeiro encerrou com baixa de 0,5% nesta quarta-feira, a 4.411 yuans por tonelada (6,57 yuans = US$ 1).
As perdas foram limitadas por um comunicado do Ministério de Agricultura do país informando que o plantio doméstico de soja neste ano pode cair 11% em relação ao ano anterior, conforme os produtores optam por cultivar mais acres com algodão e milho devido à alta dos preços.
No entanto, as cotações da oleaginosa se mostraram indiferentes ao fluxo constante de notícias negativas, uma vez que os ativos principais são os grãos cultivados localmente, cujos preços são geralmente menos voláteis que os importados, afirmou Lian Chao, analista da Radar Futures Brokerage Co. Já os futuros do farelo e do óleo de soja normalmente acompanham o movimento da CBOT mais de perto, tendo em vista que a maioria das processadoras utiliza matéria-prima importada, explicou. "Os preços futuros devem se estabilizar depois do pânico temporário de vendas generalizadas."
Na Bolsa de Dalian, os óleos comestíveis devem avançar em uma recuperação técnica em breve, já que estão sendo negociados com descontos em relação ao preço físico, disseram traders e analistas.

GOVERNO BLOQUEIA COMPRA DE TERRAS POR ESTRANGEIROS

O governo decidiu bloquear negócios de compra e fusão, por estrangeiros, de empresas brasileiras que detenham imóveis rurais no País. Esse tipo de negócio estaria ocorrendo, segundo avaliação do Planalto, como uma forma de burlar restrições impostas no ano passado à compra e ao arrendamento de terras por investidores estrangeiros.
O bloqueio de novos negócios foi determinado em aviso encaminhado ontem pela Advocacia-Geral da União ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Este repassará a ordem às juntas comerciais: operações de mudança do controle acionário de empresas proprietárias de áreas rurais envolvendo estrangeiros não poderão ser formalizadas. A partir do aviso, operações eventualmente fechadas podem ser suspensas na Justiça. As juntas comerciais também vão auxiliar os cartórios a identificar a participação de capital estrangeiros nas empresas que comprem terras.
O ato do ministro Luiz Inácio Adams é mais uma tentativa de controlar o avanço de estrangeiros sobre terras no Brasil. Em agosto do ano passado, parecer da AGU enquadrou empresas brasileiras cujo controle acionário e controle de gestão estejam em mãos de estrangeiros nas mesmas restrições impostas a empresas e pessoas físicas estrangeiras.
Área por cidade
Desde a década de 70, a lei impede a compra ou o arrendamento de mais que 50 módulos por estrangeiros. O limite, por município, equivale a 25% de seu território sob controle de cidadãos ou empresas de outras nacionalidades. Uma mesma nacionalidade estrangeira não pode deter mais do que 10% da área de um determinado município. Essas restrições haviam sido suspensas para empresas brasileiras, mesmo com controle estrangeiro, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.
As restrições foram restabelecidas há sete meses e atribuídas a um cenário internacional que estimulava o avanço de estrangeiros sobre terras no Brasil. "A crise de alimentos no mundo e a possibilidade de adoção, em larga escala, do biocombustível como importante fonte alternativa de energia, apta a diversificar, com grande vantagem, a matriz energética nacional, são os principais vetores dessa nova abordagem da questão da propriedade da terra no Brasil", argumentou a AGU. A esses argumentos juntaram-se a elevação do preço das commodities e a especulação com o preço das terras, até a necessidade de conter o desmatamento na Amazônia.
O parecer também chamava a atenção para a falta de controle sobre a compra de terras por estrangeiros. O número mais recente, fechado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na semana passada, aponta em mãos de estrangeiros uma parcela de terra equivalente a 20% do Estado de São Paulo: 4,5 milhões de hectares ou 45 mil quilômetros quadrados - números que, segundo as autoridades, não traduzem a realidade.
Os estudos da AGU também levaram em conta relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre o avanço de estrangeiros, também, sobre áreas de terras no litoral brasileiro.

terça-feira, 15 de março de 2011

CBOT/GRÃOS: REDUÇÃO DE RISCO DERRUBA PREÇOS PARA LIMITE DE BAIXA.

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago fecharam hoje em limite de baixa, uma vez que as preocupações com a crise nuclear do Japão levaram traders a reduzir a exposição ao risco em uma série de mercados. O contrato maio despencou 70 centavos, ou 5,22%, para encerrar cotado a US$ 12,70 por bushel, o menor fechamento para o vencimento mais próximo desde o final de novembro.
Participantes do mercado continuarão a reduzir a exposição ao risco até que volte a se sentir uma "sensação de normalidade" após a tragédia da semana passada no Japão, prevê Brian Hoops, presidente da Midwest Market Solutions. Os fundos de commodities foram fortes vendedores hoje, descarregando estimados 16 mil contratos de soja na CBOT.
As incertezas nos mercados globais e em relação às implicações que uma desaceleração no Japão terá sobre a economia global ainda deixam tensos os participantes do mercado. "As dúvidas sobre a economia global e os eventos no Japão estão pressionando simplesmente tudo", disse Kayla Hoffman, corretora de grãos em Dakota do Norte.
As preocupações de que a demanda do Japão por commodities vai recuar no curto prazo deixou os compradores afastados do mercado, já que investidores tiraram seu dinheiro de ativos mais arriscados e optaram por outros mais líquidos, como o dólar, disseram analistas. O Japão é o maior consumidor do milho norte-americano e um importante comprador de soja e trigo.
"A maior preocupação com o Japão agora é de que, mesmo que compre grãos dos EUA, o vazamento de radiação poderá impedir que os carregamentos sejam entregues", disse Karl Setzer, analista da MaxYield Cooperative.
Os produtos derivados também tiveram fortes quedas, em linha com as vendas generalizadas em commodities. O óleo de soja atingiu o limite diário de queda, pressionado ainda pelo recuo do petróleo. O contrato maio afundou 250 pontos, ou 4,51%, para 52,88 centavos por libra-peso. O mesmo vencimento do farelo perdeu US$ 14,70, ou 4,14%, para US$ 340,80 por tonelada.

TRIGO ACOMPANHA CRISE NO JAPÃO E DESPENCA 7,3%
Os preços futuros do trigo afundaram hoje no mercado americano, em meio às incertezas promovidas pela crise humanitária e nuclear no Japão. O sentimento de aversão ao risco pesou sobre as commodities nesta terça-feira de forma generalizada.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos de trigo com vencimento em maio fecharam em baixa de 53,0 cents ou 7,35%, cotados a US$ 6,6775/bushel. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento cedeu 48,50 cents ou 5,88%, e terminou a US$ 7,77/bushel.
"As incertezas sobre a economia global e os eventos no Japão estão pressionando tudo", comentou a comerciante de grãos Kayla Hoffman. Os mercados registraram perdas expressivas conforme aumentaram as preocupações com a infraestrutura e a economia japonesas, depois do terremoto e do tsunami que atingiram o país na sexta-feira, seguidos de uma crise nuclear.
Há também preocupações com eventual redução demanda do Japão por commodities no curto prazo, colocando os compradores à margem do mercado, enquanto investidores tiram as fichas da mesa, afastando-se dos riscos e buscando ativos mais líquidos, como o dólar, segundo analistas.
O Japão é o maior consumidor de milho dos Estados Unidos e compra também soja e trigo. "A maior preocupação com o Japão agora é que, mesmo se eles comprarem grãos dos Estados Unidos, o vazamento de radiação evitaria que os produtos fossem entregues", explicou Karl Setzer, da MaxYield Cooperative.
Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 12 mil contratos em trigo hoje na CBOT. Eles continuarão vendendo até que se tenha "um retorno ao senso de normalidade", depois dos desastres da semana passada, prevê o presidente da corretora Midwest Market Solutions, Brian Hoops. "No curto prazo estamos muito negativos e é isso que os fundos estão olhando", opinou.

MILHO FECHA NO LIMITE DE BAIXA, MENOR NÍVEL EM 10 SEMANAS
Os seis primeiros contratos futuros de milho encerraram o dia com queda de 30 cents, limite de baixa. Os contratos com vencimento em maio, os mais líquidos, fecharam com desvalorização de 4,50%, cotados a US$ 6,36/bushel, o menor nível em quase 10 semanas.
A crise humanitária e nuclear no Japão fortaleceu o sentimento de aversão ao risco nos mercados nesta terça-feira. Investidores se desfizeram de commodities e buscaram ativos mais líquidos, como o dólar, segundo analistas.
"As incertezas sobre a economia global e os eventos no Japão estão pressionando tudo", comentou a comerciante de grãos Kayla Hoffman. Os mercados registraram perdas expressivas conforme aumentaram as preocupações com a infraestrutura e a economia japonesas, depois do terremoto e do tsunami que atingiram o país na sexta-feira, seguidos de uma crise nuclear.
Há também preocupações com eventual redução demanda do Japão por commodities no curto prazo, colocando os compradores à margem do mercado. O Japão é o maior importador de milho dos Estados Unidos. Traders estão preocupados também com uma eventual redução das aquisições após o desastre da semana passada. O Japão compra também soja e trigo.
"A maior preocupação com o Japão agora é que, mesmo se eles comprarem grãos dos Estados Unidos, o vazamento de radiação evitaria que os produtos fossem entregues", explicou Karl Setzer, da MaxYield Cooperative. Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 22 mil contratos de milho em Chicago.

CBOT/GRÃOS TRABALHAM EM FORTE QUEDA; NERVOSISMO SOBRE JAPÃO.

Os futuros da soja recuam fortemente na Bolsa de Chicago, afetados por preocupações sobre o vazamento radioativo em uma usina nuclear no Japão, importante comprador de produtos agrícolas. Traders temem que a economia japonesa e a demanda por commodities do país desacelerem depois do terremoto e do tsunami da última semana. "O que o mercado desesperadamente precisa é de algumas notícias positivas sobre a situação nuclear do Japão", informou a Global Commodity Analytics & Consulting.
O contrato com vencimento maio despencou 50 cents, ou 3,58%, negociado a US$ 12,88 por bushel. Os produtos derivados do grão também registram perdas acentuadas, com o óleo caindo mais de 4,4% e o farelo em torno de 3,2%.

MILHO RECUA MAIS DE 4% PRESSIONADO POR RISCO NUCLEAR NO JAPÃO
As cotações do milho caem mais de 4% na Bolsa de Chicago, operarando no limite diário de queda, conforme preocupações com os riscos nucleares no Japão estimulam traders a liquidar posições em uma série de mercados. 
O contrato maio perdia 30,0 cents, ou 4,72%, para US$ 6,36 por bushel, menor patamar em quase oito semanas. "Incertezas sobre a economia global e os eventos no Japão estão exercendo pressão sobre tudo", afirmou Kayla Hoffman, comerciantes de grãos da Dakota do Norte.
Temores de que a demanda japonesa por commodities cairá no curto prazo afastaram os compradores, provocando um desvio de capital para ativos mais seguros, de acordo com analistas. Os preços do milho retrocederam 12% desde que atingiram a máxima em 32 meses no dia 4 de março graças às preocupações com o aperto dos estoques finais, projetados no nível mais baixo em 15 anos na temporada 2010/11.
As catástrofes no Japão reforçaram temores sobre uma desaceleração econômica global, lançados na semana passada pela alta dos preços da energia e por tumultos no Oriente Médio e no norte da África. "Sempre que um importante cliente tem o tipo de problema que estamos vendo no Japão, isso eventualmente afetará a quantidade de negócios que eles fazem com você", explicou Tomm Pfitzenmaier, analista da Summit Commodity Brokerage, no Iowa.

CHINA/SOJA FECHA EM ALTA.

Os futuros da soja terminaram em leve alta na Bolsa de Commodities de Dalian, conforme compras motivadas pelo recente declínio dos preços e um rali na bolsa de Chicago ofuscaram preocupações de que a recuperação econômica global pode desacelerar devido ao forte terremoto no Japão.
O contrato janeiro, o mais negociado, encerrou com valorização de 0,8% nesta terça-feira, a 4.435 yuans por tonelada, após seis sessões consecutivas de perdas (6,578 yuans = US$ 1). Em Chicago, os lotes para entrega em maio fecharam com ganhos de 0,4% no último pregão.
O avanço da oleaginosa em Dalian foi contido por persistentes temores sobre a fraca demanda por óleos comestíveis no período de entressafras e o tremor no Japão, um importante importador do grão.
Enquanto isso, um total de 250.716 lotes para entrega em janeiro foram negociados hoje, acima de 145.374 lotes na segunda-feira. O número de contratos abertos subiu para 301.918 lotes, ante 278.316 lotes na véspera, indicando que a confiança dos investidores está crescendo. "Investidores têm um forte desejo de comprar nos momentos de queda [dos preços]", explicou Guan Xiangfeng, analista da Shanghai Cifco Futures Co. Assumir posições compradas agora é um grande risco para os investidores, já que o mercado de commodities agrícolas pode recuar ainda mais por causa de fundamentos baixistas, acrescentou ele.

segunda-feira, 14 de março de 2011

SOJA/MT: CHUVAS CONTINUAM A DIFICULTAR O AVANÇO DA COLHEITA.

A continuidade das chuvas segue dificultando o avanço da colheita da soja em Mato Grosso. Com metade da área colhida e atraso de 27% em relação ao mesmo período do ano passado, os produtores registram prejuízos por conta do excesso de chuvas.
Analistas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) informam que os relatos de perdas aumentaram nas regiões oeste e sul do Estado.
O Imea informa que muitas cargas de soja colhidas nas últimas semanas estavam com umidade acima do adequado e houve casos pontuais de áreas que já não possuíam condições de serem colhidas em virtude dos danos provocados pelas chuvas. Analistas do instituto observaram que as áreas atingidas são de pequena expressividade ante a produção estadual.
O boletim climático da Somar Meteorologia para Mato Grosso aponta tendência de mais chuvas, com maior intensidade na região norte, onde devem superar 100 mm no acumulado durante a semana. Para Sorriso, situado na região do médio-norte, a previsão é de volume acumulado de 92 mm. Em Sapezal, dos 15 dias decorridos em março, choveu em nove.
Produtores consultados pela Agência Estado comentam que além do aumento do frete, provocado pela redução no fluxo de caminhões, que enfrentam longas filas para descarregar nos armazéns das tradings, outra preocupação é com a possibilidade de aumento das perdas da soja em ponto de colheita, por causa da continuidade das chuvas, e o risco da disseminação da ferrugem nas lavouras mais tardias.

CBOT/GRÃOS SE RECUPERAM DAS PERDAS INICIAIS E FECHA EM ALTA

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago se recuperaram das fortes perdas registradas na semana passada e fecharam hoje em alta, uma vez que os riscos provocados pelas incertezas nos mercados globais e a ameaça de demanda reduzida do Japão aparentemente já foram precificados. O contrato maio subiu 5,50 centavos, ou 0,4%, e fechou cotado a US$ 13,40 por bushel.
A soja chegou a abrir em queda devido à pressão das vendas, mas os mercados de grãos em geral se recuperaram desse movimento já que os usuários finais viram as quedas como oportunidade de compras, segundo traders. Isso compensou a fraqueza anterior provocada pelas taxas de esmagamento nos Estados Unidos em fevereiro abaixo do esperado, além das perspectivas de uma ampla safra sul-americana.
Entretanto, os ganhos foram limitados porque os traders continuam preocupados com a questão do risco. Eles continuaram a avaliar as notícias de danos no Japão, que é um importante comprador de soja, em meio às persistentes incertezas sobre como o terremoto e o tsunami da semana passada vão impactar as aquisições do país.
O farelo de soja também terminou em alta, em linha com a estabilização da soja. O contrato maio avançou US$ 5,50, ou 1,6%, cotado a US$ 355,50 por tonelada, sustentado pelo fim da pressão da vendas. Além disso, segundo Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting, os dados sobre moagem provavelmente levaram traders a imaginar que a disponibilidade de soja está baixa, em meio a uma demanda firme dos processadores.
Já os futuros do óleo de soja terminaram em baixa, mas esta foi limitada devido a uma recuperação do petróleo no final da sessão. O maio perdeu 52 pontos, ou 0,9%, cotado a 55,38 centavos por libra-peso.

MILHO REAGE E FECHA EM ALTA
Após as perdas expressivas da semana passada, os preços futuros do milho terminaram a segunda-feira em território positivo na Bolsa de Chicago. O mercado recuou para mínimas em seis semanas e traders entraram no mercado comprando, em busca de pechinchas. Os lotes para entrega em maio, os mais negociados, terminaram o dia em alta de 1,75 cent ou 0,26%, cotados a US$ 6,66/bushel.
Os compradores continuam ansiosos com relação ao abastecimento, que deve atingir o menor nível em 15 anos no fim do ano comercial, em 31 de agosto.
Participantes do mercado suspeitam que os preços do milho tenham se estabilizado no curto prazo, pois o terremoto no Japão não derrubou as cotações para novas mínimas no início desta segunda-feira, de acordo com Jack Scoville, vice-presidente da corretora Price Futures Group.
Na sexta-feira, o milho encerrou no menor nível em sete semanas, com queda de quase 11% em relação às máximas em 32 meses registradas uma semana antes. Temores de que a demanda do Japão possa diminuir pressionaram as cotações."Acho que as pessoas que quiseram se garantir, em pânico na sexta-feira, estão voltando a colocar os seus pés na água", comparou Scoville.

MILHO/JAPÃO: IMPORTAÇÃO PARA RAÇÃO PODE CAIR ATÉ 8%.

As importações mensais de milho para ração animal do Japão podem recuar até 8%, conforme o forte terremoto de sexta-feira afetou as operações de vários fabricantes no país, disseram executivos nesta segunda-feira. A área prejudicada pelo tremor e por um subsequente tsunami responde por pouco mais de 15% da produção anual de ração do país, que gira em torno de 24,3 milhões de toneladas, completaram as fontes.
O enfraquecimento da demanda japonesa por milho pode pesar sobre os preços globais, já prejudicados pela disponibilidade de amplos volumes de trigo para ração da Austrália, enquanto o spread entre os grãos diminui na Bolsa de Chicago. O pior surto de febre aftosa já registrado na Coreia do Sul em janeiro também derrubou as cotações do milho.
Se as companhias operarem com 50% da capacidade nos próximos seis meses, muitos executivos esperam que a produção de ração animal do Japão diminua um milhão de toneladas no período, o que reduziria as importações de milho para tal finalidade em quase 500 mil toneladas, explicou um importador.
O país é o maior comprador da commodity no mundo, importando cerca de 6,2 milhões de toneladas de qualidade própria para ração a cada seis meses. Ontem, executivos disseram que embarques de várias centenas de milhares de toneladas de grãos, como trigo e milho, também devem ser adiados. "Ainda estamos fazendo o balanço da situação, mas a entrega de parte de nossas cargas pode ser postergada", afirmou um executivo de uma trading global de Tóquio.
As entregas de grãos importados para portos localizados no norte do Japão, como os de Sendai, Hachinohe e Kamaishi, sofrerão atrasos, de acordo com traders. Como as instalações portuárias na região foram afetadas pelo tremor, alguns carregamentos podem ser desviados para pontos no sul do país, aumentando o congestionamento e os custos de operação, acrescentaram as fontes.
Os portos de Kushiro e Tomakomai, que praticamente escaparam do terremoto, também terão um tráfego maior, afirmou Nobuyuki Chino, presidente da trading Unipac Grain. Contudo, as preocupações mais imediatas são os problemas relacionados às vias de transporte das commodities agrícolas, e não os atrasos nos embarques, acrescentou ele.
Grande parte dos traders acredita que levará muitas semanas para rede de transporte de grãos voltar à normalidade.

SOJA/CHICAGO SE RECUPERA ESTIMULADA POR COMPRAS DE USUÁRIOS FINAIS

Os futuros da soja revertem perdas iniciais na Bolsa de Chicago conforme compras de usuários finais estimulam o mercado. O contrato maio subia 2,50 cents, ou 0,34%, negociado a US$ 13,36 50 por bushel, após ter atingido US$ 13,1850 por bushel.
A incapacidade de desafiar as mínimas de sexta-feira provocou uma caça a barganhas, enquanto apertados estoques e ideias de que o recente declínio foi exagerado ajudam os preços a se recuperar, disseram analistas.
Contudo, a contínua liquidação de posições compradas, à medida que traders reduzem a exposição ao risco em meio à incerteza sobre a economia global, mantém um tom negativo no mercado, acrescentaram as fontes.
Os produtos derivados do grão operam em direções distintas, com o óleo ainda em baixa e o farelo em recuperação.

MILHO/CBOT REVERTE FRACA ABERTURA APÓS CAIR 11% NA SEMANA PASSADA
As cotações do milho se recuperam de uma fraca abertura na Bolsa de Chicago, após um declínio de 11% na semana passada. Contratos negociados com vencimento maio avançava 3,00 cents, ou 1,47%, para US$ 6,67 25 por bushel. 
Na sexta-feira, as vendas generalizadas desencadeadas por preocupações de que os danos resultantes dos desastres naturais no Japão enfraqueceriam a demanda por grãos foram "exageradas", disse o Morgan Stanley a clientes.
Notícias preliminares sugerem que os impactos do forte terremoto e do subsequente tsunami no país, maior importador de milho do mundo, se limitaram a portos menores ao longo da costa nordeste, que não lida embarques vindos dos Estados Unidos, de acordo com o banco.

SOMAR/CLIMA: CHUVA PREJUDICA COLHEITA EM MATO GROSSO E GOIÁS.

As chuvas devem continuar concentradas no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil nesta segunda quinzena de março. De acordo com previsão da Somar Meteorologia, essa condição é desfavorável e prejudicial ao processo de colheita, especialmente em Mato Grosso e Goiás, onde a incidência de dias chuvosos e redução de brilho solar devem se dar por períodos maiores.
Em Mato Grosso do Sul, as chuvas devem continuar castigando o norte do Estado, enquanto no sul os volumes são mais fracos e predominam períodos de sol. Nas outras regiões, a previsão de chuvas deve ser intercalada com alguns períodos de sol.
A Somar explica que as frentes frias, associadas à umidade da Amazônia, permanecem sobre o litoral da Região Sudeste, favorecendo a ocorrência de chuva entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Tocantins, oeste da Bahia, Maranhão e Piauí.
Já sobre as lavouras do Sul do Brasil, a previsão do tempo para as próximas duas semanas é de um período de pouca água, o que deve favorecer diretamente a colheita da soja no Paraná, informa o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury. Em contrapartida, a seca no sul do Rio Grande do Sul deve se agravar nas próximas semanas, prejudicando diretamente a lavoura de soja que ainda depende de água para fechamento de ciclo.
No norte do Nordeste, incluindo o sertão e o agreste, a previsão para segunda quinzena de março é de manutenção de bons volumes de água nas partes norte e oeste da região, incluindo principalmente os Estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte e oeste da Bahia.
A semana - As chuvas voltaram a se concentrar no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil na semana passada, conforme previsto anteriormente.
Os maiores volumes foram registrados sobre uma faixa que vai desde o Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás, sul de Mato Grosso até o norte de Mato Grosso do Sul.
Em Minas Gerais e no Espírito Santo, as chuvas de março interromperam um longo período seco entre o fim de janeiro e fevereiro, informa a Somar. Em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul as águas atrapalharam o processo de colheita.
Na Região Sul, a semana foi de chuvas fortes na faixa leste. Na regiões produtoras de soja do interior, porém, as águas deram uma trégua, se intercalando com alguns períodos de sol, o que permitiu o avanço da colheita, especialmente no Paraná.
Já no Norte e Nordeste do Brasil este início de março se mostra, em geral, bastante chuvoso, o que corresponde ao padrão médio para esta época do ano.
Os índices de água disponível no solo refletem esse padrão das chuvas observado em março, onde grande parte do País apresenta excelente condição de umidade do solo (maior do que 90%). Apenas o leste e nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas, continuam secos, no momento, além do extremo norte de Roraima, com índices de água no solo inferiores a 10%.
Argentina - O mês de março voltou a apresentar um padrão de poucas e irregulares chuvas nas principais regiões produtoras de soja da Argentina, incluindo o Pampa Úmido, depois de um fevereiro com alguns bons episódios de águas. Segundo a Somar, além do tempo seco, as altas temperaturas prejudicam ainda mais o desenvolvimento da lavoura de soja. Nas Províncias de Santa Fé, Entre Rios, La Pampa e Córdoba as lavouras do segundo plantio entram agora na fase de floração e enchimento de grão.
Na semana passada, os maiores volumes ficaram concentrados novamente no extremo norte do País e sobre a Província de Buenos Aires. De acordo com a Somar, a previsão para as próximas duas semanas não muda muito em relação ao observado na primeira quinzena de março, permanecendo com predominância de tempo seco. Nesse período, apenas a previsão da passagem de uma frente fria na última semana do mês é que deve provocar alguma chuva nas regiões produtoras.
O que muda um pouco daqui para frente é comportamento da temperatura, devendo se observar uma redução do forte calor, com as temperaturas da tarde, em geral, oscilando entre 25 e 35 graus. "Mais para o fim do mês já se pode esperar quedas mais acentuadas de temperatura, podendo alcançar menos de 10 graus durante a madrugada", conclui Etchichury.

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