sexta-feira, 20 de agosto de 2010

CBOT-SOJA-PREÇOS CEDEM COM PROJEÇÃO DE SAFRA MAIOR.

A projeção de aumento da produtividade nas lavouras de soja norte-americana pressionaram os preços futuros na bolsa de Chicago. Contudo a queda foi limitada porque os participantes acompanham com atenção as notícias sobre a síndrome da morte súbita, doença fúngica que pode provocar perda de rendimento das plantas.
O vencimento novembro, mais negociado, fechou com queda de 8,25 cents, ou 0,8% no dia, para US$ 10,04/bushel. O contrato setembro recuou 7,50 cents, ou 0,74%, para US$ 10,0925/bushel. Os fundos venderam cerca de três mil lotes no dia.
Os preços recuaram diante da divulgação de relatório final da expedição promovida pelo grupo Professional Farmers of America (Pro Farmer) pelas principais regiões produtoras do Meio-Oeste americano, que apontaram aumento da produtividade em algumas lavouras do Meio-Oeste. O número alto obtido na contagem das vagens "enervou os participantes" e os encorajou a operar com a perspectiva de uma safra maior que o previsto inicialmente, disse à Dow Jones Dave Marshall, um consultor independente de Illinois.
A projeção da Pro Farmer, divulgada após o fechamento da bolsa, aponta para uma produtividade de 44,9 bushels por acre e uma safra de 95,26 milhões de toneladas. O número é maior que o estimado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de 93,430 milhões de toneladas e rendimento médio de 44 bushels por acre.
A perspectiva de chuva para Illinois, Indiana e Iowa nesta semana aumentou a pressão sobre a bolsa, porque podem a elevar ainda mais o potencial de produtividade da safra. Alguns participantes decidiram realizar lucros antes do fim de semana. Mesmo assim, ainda perdura a preocupação com os casos da doença de morte súbita, que segundo o patologista X.B. Yang da Iowa State University teria afetado cerca de 50% das lavouras de Iowa. Embora o porcentual seja considerado elevado para alguns traders do setor, "é uma preocupação legítima", afirmou Marshall.
O fechamento também foi em baixa nos produtos, diante desta projeção de safra recorde. As perdas no petróleo aumentaram a pressão sobre os futuros do óleo de soja. Os fundos venderam cerca de mil lotes de farelo e três mil lotes no óleo de soja.

MILHO REAGE COM EXPORTAÇÕES E TERMINA O DIA EM ALTA.
O mercado futuro de milho teve uma significativa valorização nesta sexta-feira na CBOT. A forte demanda para exportação do cereal americano e as preocupações com a safra do país permitiram que os preços encerrassem o pregão próximos às máximas. Os contratos mais líquidos, com vencimento em dezembro, subiram 7,0 cents ou 1,63% e fecharam a US$ 4,3625/bushel. Chegaram a alcançar US$ 4,3725/bushel.
As exportações relatadas ontem pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mais as vendas informadas hoje deram suporte ao mercado, segundo analistas. Embora muitos esperem que a safra deste ano seja maior do que a anterior, que teve volume recorde, também acreditam que a demanda manterá ritmo semelhante. Isso se deve, em parte, à queda da produção na Rússia por causa da seca.
Mesmo com as perdas nos mercados de trigo e soja, o milho foi capaz de se manter com elevação. Traders afirmaram que os consumidores finais têm sido compradores ativos e que os fundos adquiriram cerca de 9 mil contratos hoje.
Segundo Mike Zuzolo, presidente da corretora Global Commodity Analytics and Consulting, o mercado ganhou força no fim da sessão, "na esteira das exportações relatadas antes da abertura e do nervosismo em torno do potencial de produtividade e, ainda, dos resultados (da expedição) do Pro Farmer Tour. O resultado final foi o de que os traders vendidos não quiseram ir para casa com suas posições durante o fim de semana".

O Professional Farmers of America (conhecido apenas como Pro Farmer) estimou que a safra de milho 2010/11 dos Estados
Unidos somará 337,56 milhões de toneladas, estimando a produtividade média das lavouras de milho de 164,1 bushels por acre. Em 12 de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu que a safra de milho deste ano totalizará 3339,47 milhões de toneladas.

Um trader comentou que ficou "surpreso com a força no milho", diante da fraqueza de outros mercados. Ele disse que as compras de consumidores finais foram sólidas. Mas o analista John Kleist, da corretora Allendale, notou que boa parte das exportações foi da nova safra e poderá ser cancelada mais tarde. Ele chamou as compras de "uma corrida inspirada pela Rússia para cobertura dos importadores". Segundo Kleist, isso pode mudar rapidamente.

TRIGO: SAFRA MAIOR NO CANADÁ DERRUBA PREÇO E CBOT FECHA EM BAIXA.
Estimativas de que a produção de trigo do Canadá deve ajudar a compensar a quebra da safra russa pesaram hoje sobre o mercado americano do cereal, após dois dias de ganhos. Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos para entrega em dezembro, os mais negociados, fecharam a US$ 7,12/bushel, em baixa de 2,25 cents ou 0,32%. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento terminou estável a US$ 7,2025/bushel.
A agência nacional Statistics Canada afirmou projetar que a safra de trigo 2010/11 do país somará 22,7 milhões de toneladas, acima das expectativas do mercado e 2,2 milhões maior do que a perspectiva do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A estimativa pressionou os futuros de trigo dos Estados Unidos, pois o Canadá é tradicionalmente um importante exportador no mercado internacional. No ano passado, a Rússia foi o terceiro maior exportador, de modo que o Canadá poderia ocupar parte do mercado com sua oferta. Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 2 mil contratos hoje, na CBOT.
Além disso, o Ministério da Agricultura da Rússia afirmou hoje que não tem planos de importar grãos neste ano, contrariando os rumores levantados ontem sobre a eventual necessidade de que os russos tivessem de comprar. Traders adotaram postura cautelosa diante deste anúncio. Mas, segundo o analista independente Dave Marshall, "o fato de que os russos parecem não poder cumprir os contratos de venda já firmados provavelmente está nos dizendo que eles vão importar, e não nega essa possibilidade".

PRO FARMER PREVÊ SAFRA DE MILHO MAIOR E REDUÇÃO PARA SOJA.

O Professional Farmers of America -Pro Farmer, estimou que a safra de milho 2010/11 dos Estados Unidos somará 337,56 milhões de toneladas. A safra de soja esperada, por sua vez, totaliza 95,26 milhões de toneladas. As estimativas foram divulgadas após o Pro Farmer Crop Tour 2010, uma expedição às áreas de produção dos Estados Unidos. O Pro Farmer estima que a produtividade média das lavouras de milho americanas será de 164,1 bushels por acre, enquanto o rendimento da soja chegará a 44,9 bushels por acre.
Em 12 de agosto, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) previu que a safra de milho deste ano totalizará 339,47 milhões de toneladas, enquanto a produtividade média será de 165 bushels por acre. Para a soja, atualmente o USDA espera que alcance 93.430 milhões de toneladas, com rendimento médio de 44 bushels por acre.

CHICAGO-SOJA RECEBE SINAIS DE MAIOR PRODUTIVIDADE E OPERA EM BAIXA.

A expectativa de maior produtividade nas lavouras de soja dos Estados Unidos está pesando sobre as cotações da commodity na Bolsa de Chicago. Os lotes para entrega em novembro recuaram 9,0 cents ou 0,44%, cotados a US$ 10,03/bushel. Os resultados da expedição anual do Pro Farmer Crop Tour 2010 mostram que a contagem média de vagens da safra de soja no Meio-Oeste é maior do que no mesmo momento do ano passado. Alguns traders estão embolsando lucros antes do fim de semana. Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 2 mil contratos em soja e outros 2 mil em óleo de soja até o momento.

MILHO SOBE EM MEIO A INCERTEZA SOBRE SAFRA
Os contratos futuros de milho operam com valorização em meio a incertezas sobre a safra e forte demanda para exportação. Negocios para entrega em dezembro, tiveram alta de 7,5 cents ou 0,99%, cotados a US$ 4,37/bushel. Um analista disse que as expectativas recentes são de safra um pouco menor. De modo geral, a sensação é de que as projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) são muito elevadas e podem ser revistas em setembro. Mas o analista John Kleist, da corretora Allendale, observou que boa parte das compras da nova safra foram canceladas mais tarde.

TRIGO OPERA EM BAIXA NACBOT; KANSAS SOBE
Os contratos futuros de trigo operam com perdas na Bolsa de Chicago (CBOT), com projeções de que o Canadá poderá exportar mais do que se esperava antes. No fechamento da sessão, os lotes para entrega em dezembro, os mais negociados, trabalhavam com perdas de 3,25 cents ou 0,46%, cotados a US$ 7,11/bushel.
A Statistics Canadá estima que a safra de trigo 2010/11 do país somará 22,7 milhões de toneladas, acima das expectativas do mercado e 2,2 milhões maior do que a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A oferta maior no Canadá pode ajudar a compensar a quebra da safra russa, segundo analistas. Traders estão cautelosos com o pronunciamento da Rússia de que não precisará importar grãos.
Por outro lado, na Bolsa da Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento subia 2,75 cents ou 0,38% e estava a US$ 7,23/bushel. A forte demanda por trigo de inverno (HRW) de alta qualidade está impulsionando o mercado a ajuda a sustentar as cotações, de acordo com traders.

TRIGO: FORNECEDORES DA ÁSIA OPTAM POR OFERTAS DO LESTE EUROPEU
Tradings globais que fornecem trigo para ração animal para Ásia, afetadas pela escassez de ofertas da região do Mar Negro, estão passando a comprar do Leste Europeu, disseram vários executivos de tradings nesta sexta-feira. Segundo eles, contratos anteriormente assinados para o fornecimento de quase um milhão de toneladas de origem opcional, que seriam garantidos por Rússia e Ucrânia, agora serão parcialmente cumpridos por ofertas do Leste Europeu nos próximos meses.
O embarque de três cargas, somando cerca de 165 mil toneladas de trigo para ração, com destino à Coreia do Sul foi inicialmente adiado de julho para agosto, e agora partirá da Romênia e da Bulgária, em vez da Ucrânia, disse um trader em Seul. "Nós tentaremos obter o máximo volume possível do Leste Europeu, mas há várias limitações", afirmou um executivo de uma trading global.

CHICAGO: SOJA E TRIGO OPERAM EM BAIXA; MILHO SOBE.

Os futuros da soja na Bolsa de Chicago recuam nesta sexta-feira, guiados por pressão técnica e por expectativas de uma produção maior. O recente declínio dos preços provocou vendas técnicas, segundo participantes. Um trader acrescentou que o Pro Farmer Crop Tour 2010, uma expedição às regiões produtoras dos Estados Unidos, revelou uma "enorme" contagem de soja no Meio-Oeste, o que pode sinalizar uma safra abundante. Outros mercados, incluindo o de trigo e o de ações, também alimentavam pessimismo.
Os produtos derivados da oleaginosa também operam em baixa. Lotes para entrega em novembro recuava 5,75 cents, ou 0,57%, para US$ 10,0650 por bushel.
O milho trabalha em leve alta, em uma sessão marcada por volatilidade. Mais cedo, o mercado registrou perdas influenciado pela fraqueza do trigo e por fatores externos. Traders disseram que incertezas sobre a safra norte-americana fornecem suporte, bem como o anúncio de vendas de mais de 300 mil toneladas nesta sexta-feira. O Pro Farmer relatou ontem que a produtividade média do milho em Iowa caiu 6,4% em relação ao ano passado. O contrato dezembro subiu 2,75 cents, ou 0,64%, para US$ 4,32 por bushel.
O trigo registra perdas nesta sexta-feira, abalado por estimativa maior que a esperada da produção canadense. As ofertas do Canadá podem ajudar a compensar as perdas na Rússia, que proibiu os embarques do cereal por causa de uma severa estiagem, disse um analista. Ambos os países são importantes exportadores.
Traders realizam lucros após o rali da véspera, provocado por expectativas de que a Rússia ampliaria as importações de grãos. Sólida demanda por exportações de trigo duro vermelho de inverno de alta qualidade dos Estados Unidos estimulam os preços no Kansas, segundo traders. Há pouco, o contrato setembro cedia 8,25 cents, ou 1,21%, para US$ 6,73 por bushel. Na Bolsa do Kansas (KCBT, na sigla em inglês), o mesmo vencimento caía 2,25 cents, ou 0,32%, negociado a US$ 7,03 por bushel.

SOJA/CHINA FECHA EM QUEDA CONDUZIDA POR PRESSÃO DE OFERTAS.

Os futuros da soja na Bolsa de Commodities de Dalian terminaram em queda nesta sexta-feira, influenciados pela fraqueza dos preços em Chicago conforme ofertas provavelmente maiores continuam pressionando o sentimento do mercado. O contrato maio, o mais negociado, fechou com desvalorização de 1,5%, cotado a 4.032 yuans por tonelada. "Os mercados externos, particularmente os norte-americanos, já estavam determinando a recente direção [dos futuros] da oleaginosa na China e, com os preços agora em correção nos Estados Unidos, os grãos domésticos estão sob pressão ainda maior", informou a Shihua Financial Information em nota divulgada nesta sexta-feira.
As cotações da soja devem estender as perdas na próxima semana, informou a Shihua, sem arriscar uma estimativa. Na Bolsa de Chicago, os futuros encerraram em baixa na quinta-feira, afetados por expectativas de uma safra recorde e pela falta de novas notícias positivas.

MILHO : OFERTAS SÃO ADEQUADAS E ALTA DE PREÇO É ESPECULATIVA
As ofertas domésticas de milho na China são adequadas, e o recente aumento dos preços resulta da especulação de mercado, disse Shang Qiangmin, diretor do Centro Nacional de Grãos e Óleos da China (CNGOIC, na sigla em inglês), segundo a agência de notícias estatal Xinhua. "O desequilíbrio entre a oferta e a demanda de milho é um equívoco", afirmou ele em um relatório divulgado na quinta-feira. "A China tem reservas de milho suficientes para satisfazer a demanda do mercado."
Os comentários de Shang parecem ter sido feitos sob medida para ofuscar o potencial impacto de declarações feitas na semana passada por Zheng Chunfeng, executivo-chefe da Dalian Northern Grains Exchange Market Co., de que os estoques domésticos estão acentuadamente abaixo do nível do ano passado, tornando mais difícil para o governo controlar os preços do grão. A produção de milho da China deve crescer neste ano devido à expansão das lavouras, de acordo com Shang.

RÚSSIA DIZ NÃO HAVER PLANOS DE IMPORTAR EM 2010.

O Ministério de Agricultura da Rússia informou nesta sexta-feira que não há planos de importar grãos neste ano. A Rússia também não está envolvida em qualquer negociação com países produtores sobre importações, disse Oleg Aksenov, porta-voz do órgão.
A estimativa do ministério de uma produção de 60 milhões a 65 milhões de toneladas de grãos foi mantida e, mesmo que a colheita fique abaixo do previsto, não haverá necessidade de importar porque o país tem 9,5 milhões de toneladas nas reservas estatais, além de 21 milhões a 24 milhões de toneladas em outro armazém, revelou o porta-voz. Cerca de 78 milhões de toneladas devem ser consumidas internamente.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

TRIGO FECHA EM ALTA COM FORTE DEMANDA E SITUAÇÃO DA RÚSSIA.

Sinais de demanda e a possibilidade de que a Rússia aumente as importações de grãos puxaram fortemente as cotações do trigo hoje no mercado americano. Na Bolsa de Chicago, os contratos mais negociados, para entrega em dezembro, fecharam com ganhos de 25,50 cents ou 3,70%, cotados a US$ 7,1425/bushel. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento avançou 20,25 cents ou 2,89% e terminou a quinta-feira a US$ 7,2025/bushel. O rali esticou os ganhos registrados ontem, quando o mercado interrompeu a sequência de três sessões de queda.
A demanda por trigo dos Estados Unidos aumentou significativamente, na medida em que importadores que antes compravam de países da antiga União Soviética agora recorrem a outros fornecedores - após a seca que afetou a produção dessas origens. Nesta semana, os Estados Unidos exportaram 1,4 milhão de toneladas, acima das expectativas do mercado e o maior volume em quase três anos. Também há preocupações com a possibilidade de que a infraestrutura dos Estados Unidos não seja suficiente para lidar com os volumes de exportação esperados.
A Rússia, terceiro maior exportador de trigo no ano passado, pode ser forçada a recorrer aos mercados internacionais por causa da quebra na safra de grãos provocada pela seca. Isso poderia diminuir a oferta disponível para outros países, o que estimula a elevação dos preços.
Segundo a empresa de pesquisa agrícola SovEcon, para atender à demanda doméstica os russos podem ter de importar 4 milhões de
toneladas de grãos, inclusive trigo, do Casaquistão - nos últimos anos vinha comprando cerca de 1 milhão de toneladas."A Europa está em pânico", disse o analista Roy Huckabay, da corretora Linn Group. No entanto, ele ponderou que o rali não se justifica apenas pelos fundamentos, pois a oferta global ainda é ampla. Ele recordou que os estoques de trigo dos Estados Unidos devem alcançar, em maio de 2011, o segundo maior tamanho nos últimos 23 anos em maio.
Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 9 mil contratos hoje, na CBOT.

SOJA FECHA EM BAIXA COM AUSÊNCIA NOS FUNDAMENTOS.

A combinação da perspectiva de uma safra recorde nos Estados Unidos e a ausência de novidades altistas do lado dos fundamentos pressionaram o mercado futuro da soja hoje na bolsa de Chicago, levando os contratos a fechar em território negativo. O vencimento mais próximo, base setembro, encerrou com queda de 18,50 cents, ou 1,8% no dia, para US$ 10,1675/bushel. A posição mais líquida, novembro, também recuou 18,50 cents, ou 1,8%, para US$ 10,1225/bushel. Os fundos especulativos venderam cerca de cinco mil lotes.
Depois de operar nos níveis mais altos por uma semana, e sem novidades do lado dos fundamentos para estender os ganhos, os traders optaram por reduzir a exposição ao risco e decidiram cobrir suas posições compradas na bolsa, afirmou Tim Hannagan, analista da P.F.G. Best in Chicago. Não há dúvida de que a soja está sendo fortemente demandada, mas estas notícias já puxaram os contratos para os maiores níveis do ano há duas semanas, disse Hannagan.
As exportações semanais apenas confirmaram os negócios previamente reportados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ao longo das últimas semanas e já foram precificados. Os traders carecem de novas notícias para estender os ganhos. O relatório semanal do USDA apontou vendas de 2,231 milhões de toneladas da safra 2010/11 para a semana encerrada em 12 de agosto. Os analistas projetavam vendas entre 1,2 e 2,5 milhões de t.
Para Hannagan, apesar da queda de 2% no dia, os futuros da soja ainda não têm notícias suficientemente baixistas para mudar o sentimento do mercado. A incerteza sobre a produtividade das lavouras e a produção, em meio aos anúncios de casos de morte súbita nas lavouras de Illinois e Iowa, ainda podem manter um piso para o mercado acrescentou. A doença fúngica provoca forte quebra na produtividade. Mesmo assim, os traders esperam que o mercado permaneça em período de consolidação, com traders realizando vendas nos momentos de alta e compras nas baixas do mercado até que o cenário de produtividade e demanda fique mais claro no mercado.
Os futuros do óleo e farelo também sucumbiram, seguindo a influência baixista da soja, a fraqueza dos mercados globais de óleos vegetais e a queda do petróleo. O óleo recuou para mínima de duas semanas.

MILHO FECHA EM BAIXA APESAR DE BOA DEMANDA PARA EXPORTAÇÃO
Os preços futuros do milho caíram hoje na Bolsa de Chicago. O mercado não encontrou sustentação para manter os avanços registrados no início do dia, apesar das exportações na semana terem sido significativas. Segundo analistas, o mercado não foi surpreendido. Posição mais líquida, o contrato dezembro fechou com desvalorização de 4,0 cents ou 0,92%, cotado a US$ 4,2925/bushel.
A falta de habilidade do mercado em atrair compras agressivas, mesmo diante de fortes exportações na semana e dos relatos de produtividade menor do que se esperava, resultou em liquidação de posições compradas.
O analista Shawn McCambridge, da corretora Prudential Bache, declarou que há relatos de que as condições das lavouras de milho variam de região para região no Meio-Oeste dos Estados Unidos, mas que isso não é suficiente para fazer com que o mercado deixe de acreditar numa safra recorde. Ele acrescentou que as exportações divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) puxaram os preços no início do dia. Mas as vendas eram esperadas, pois o mercado precisava de algo novo para atrair compradores, de acordo com McCambridge.
McCambrige explicou que o mercado está lidando com notícias altistas que já haviam impulsionado as cotações anteriormente. A queda da produtividade observada agora é apenas uma confirmação da expectativa dos traders, que foi demonstrada quando o USDA divulgou suas estimativas mensais.
A alta do trigo ajudou a sustentar o milho, mas traders não quiseram esticar os ganhos iniciais sem uma novidade nos fundamentos, especialmente com os preços perto das máximas.
Estima-se que fundos tenham comprado 10 mil contratos de milho hoje. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos do milho em Chicago.

TRIGO/EUA OPERA EM ALTA COM PREOCUPAÇÕES SOBRE OFERTA NA RÚSSIA.

Os preços futuros do trigo estão subindo com força nesta quinta-feira no mercado americano. Na Bolsa de Chicago os contratos com vencimento em dezembro subiram 26,25 cents ou 3,81% cotados a US$ 7,15/bushel. Na Bolsa da Kansas City (KCBT) o mesmo vencimento avançava 23,0 cents ou 3,29%, para US$ 7,23/bushel. Preocupações com a oferta global da commodity puxaram as cotações. A Rússia, terceiro maior exportador de trigo no ano passado, pode ser forçada a recorrer aos mercados internacionais por causa da quebra na safra de grãos, provocada pela seca. Isso poderia diminuir a oferta disponível para outros países, o que estimula a elevação dos preços.
Segundo a empresa de pesquisa agrícola SovEcon, para atender à demanda doméstica os russos podem ter de importar 4 milhões de toneladas de grãos, inclusive trigo, do Casaquistão."A Europa está em pânico", disse o analista Roy Huckabay, da corretora Linn Group. No entanto, ele ponderou que o rali não se justifica apenas pelos fundamentos, pois a oferta global ainda é ampla. Também há preocupações com a possibilidade de que a infraestrutura dos Estados Unidos não seja suficiente para lidar com os volumes de exportação esperados.

GRÃOS/CHICAGO OPERA EM BAIXA COM BOAS CONDIÇÕES DA SAFRA.

Os preços internacionais da soja estão caindo na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta quinta-feira. O mercado segue pressionado pelos bons indicadores sobre a safra dos Estados Unidos. Contratos com vencimento em novembro, os mais líquidos, fecharam com queda de 17,25 cents ou 1,67%, cotados a US$ 10,1350/bushel.
Embora os preços tenham subido no início do dia, traders embolsaram os lucros, diante de sólidas exportações na semana. Segundo analistas, a firme demanda já foi assimilada pelo mercado e não há novidades capazes de estimular psicologicamente o mercado neste momento. No entanto, as cotações têm suporte nas incertezas sobre produtividade em algumas áreas de produção dos Estados Unidos, especialmente com focos de morte súbita em Iowa e Illinois, segundo analistas.

MILHO OPERA COM PERDAS EM MOVIMENTO DE CONSOLIDAÇÃO.
Os contratos futuros de milho operam em território negativo hoje na Bolsa de Chicago em movimento de acomodação. Segundo analistas, o mercado está corrigindo a condição de sobrecomprado e não tem novidades capazes de dar suporte. Lotes para entrega em dezembro caíam 7,25 cents ou 1,67% e eram negociados a US$ 4,26/bushel.
No início do dia, o milho subiu com a divulgação dos dados semanais de exportação e com temores sobre o potencial de produtividade. No entanto, analistas disseram que o volume de vendas externas já havia sido antecipado pelo mercado e os relatos de baixo rendimento apenas confirmaram o ceticismo do mercado com os dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A falta de compras agressivas para desafiar as máximas atraiu os vendedores e estimulou a liquidação de posições compradas.

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