sexta-feira, 8 de outubro de 2010

SOJA FECHA NO LIMITE DE ALTA .

As cotações da soja dispararam na Chicago Board Of Trade (CBOT) e fecharam no limite de alta permitido pela instituição depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) surpreendeu e reduziu a estimativa de produtividade das lavouras do país. O contrato novembro subiu 70 cents (6,57%), a US$ 11,35/bushel.
A estimativa da produção 2010/11 caiu de 3,483 bilhões de bushels (94,80 milhões de t) para 3,408 bilhões de bushels (92,76 milhões de toneladas), graças à queda na produtividade, que passou de 44,7 bushels por acre para 44,4 bushels por acre. A área colhida também diminuiu, de 78 milhões para 76,8 milhões de acres.
As exportações foram elevadas de 1,485 bilhão de bushels (40,42 milhões de t) para 1,52 bilhão de bushels (41,37 milhões de t). Os estoques finais foram reduzidas de 350 milhões de bushels (9,526 milhões de t) para 265 milhões de bushels (7,212 milhões de t).
"A revisão do USDA potencializa uma situação de aperto no mercado de soja neste ano", disse Anne Frick, analista sênior de oleaginosas da Prudential Bache, em New York. "Os estoques finais parecem muito pequenos, e as exportações abrem a possibilidade de eles ficarem próximos aos de 2009/10", avaliou, lembrando que na safra anterior restaram apenas 151 milhões bushels armazenados de soja no país.
Para ela, esta será outra safra como a de 2008/09, quando o mercado ficou dependente de uma boa safra na América do Sul e houve uma disputa de área entre milho e soja nos Estados Unidos. Para Frick, o a oleaginosa não pode perder muita área nos EUA em 2011 ou registrar uma quebra de produção no Brasil e na Argentina. "É difícil levar em conta estoques acima de 100 milhões de bushels diante da forte demanda global por soja e do atual balanço da safra nos EUA", disse a analista. O mercado não apenas subiu por causa de seus próprios fundamentos, mas também levado pela inédita revisão na produtividade do milho.
O USDA não costuma fazer um corte tão grande uma só vez, no caso de 162,5 bushels por acre, para 155,8 bushels. "A soja está agora atada a uma batalha por área com o milho, e se as lavouras forem reduzidas o mercado ficará numa situação pior", considerou Rich Nelson, diretor de pesquisa da Allendale Inc..
Para traders, o relatório terá impacto no longo prazo. Produtores de todo o Meio-Oeste tomarão suas decisões de plantio em 2011 com base nos preços em Chicago. Nelson acredita que a cotação vai chegar, no mínimo, a US$ 12 por bushel na próxima semana.

MILHO SOBE FORTE COM USDA. 
As cotações do milho dispararam nesta sexta-feira e terminaram no limite de alta da Bolsa de Chicago (CBOT), com a divulgação do relatório do governo, considerado bastante altista por estimar produtividade menor do que se esperava. Traders disseram que o mercado deve continuar avançando na segunda-feira. Os lotes para entrega em dezembro, os mais negociados, subiram 30,0 cents ou 6,02% e fecharam a US$ 5,2825/bushel.
O rali foi despertado pelos dados de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), indicando redução de 4% na estimativa de produtividade, para 155,8 bushels por acre. O USDA prevê que a relação entre estoques e consumo no ano que vem será a menor em 15 anos.
O Rabobank afirmou que "os dados provavelmente terão uma resposta altista do mercado, que provavelmente arrastará o complexo (de grãos) hoje e nas próximas semanas". Analistas avaliam que o mercado terá de racionar a demanda para evitar uma crise de oferta. No prazo mais longo, os preços altos são necessários para estimular o plantio em 2011, afirmaram. Isso deve dar suporte ao milho, à soja e ao trigo, de acordo com esses analistas.
Traders acreditam que as cotações provavelmente saltarão na segunda-feira. O limite de variação será expandido para 45 cents. Muitos analistas divulgaram relatórios prevendo que os preços atingirão US$ 6/bushel ou mais. Segundo o analista Hussein Allidina, do banco Morgan Stanley, há uma "necessidade de os preços se moverem até US$ 6, para racionar a demanda".
O relatório do USDA reverteu o sentimento causado pelos números trimestrais de estoques divulgados recentemente e que indicaram elevação de 20% nos estoques finais 2009/10. Um trader declarou que muitos participantes do mercado ficaram nervosos com a alternância das estimativas de oferta do governo. Muitos traders detinham posições compradas e saíram do mercado.

TRIGO DISPARA 9,1% NA ESTEIRA DO MILHO.
Os preços futuros do trigo atingiram hoje o limite de alta no mercado americano, acompanhando a forte valorização do milho por causa dos dados de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A expectativa de oferta apertada de grãos despertou o movimento.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em dezembro dispararam 60,0 cents ou 9,10% e fecharam a US$ 7,1925/bushel. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento saltou 59,0 cents ou 8,43% e encerrou a US$ 7,5850/bushel.
Os mercados de milho e trigo estão relacionados por ambos os cereais são usados como alimentação animal. Portanto, com menos oferta de milho, pode aumentar a demanda por trigo. "Vemos que o trigo continua seguindo o milho, apesar de o milho ter um desempenho melhor", comentou Hussein Allidina, diretor de pesquisa em commodities do banco Morgan Stanley.

MILHO DISPARA 6,02% SURPREENDIDO POR DADOS DO USDA.

As cotações do milho na Bolsa de Chicago trabalham no limite de alta nesta sexta-feira, após o governo ter divulgado o que traders chamaram de uma redução escandalosa na projeção da safra 2010/11. O contrato dezembro tem variação positiva de 30 cents, ou 6,02%, negociado a US$ 5,2825 por bushel. Traders disseram que, no mercado de balcão, o mesmo vencimento subia 10%, para cerca de US$ 5,50 por bushel. Segundo analistas, o nível de US$ 6 por bushel será a próxima meta dos investidores altistas.
"É um balanço muito apertado com o qual agora temos que conviver por um longo período", afirmou Sal Gilbertie, principal gestor do Teucrium Corn Fund. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimou a produtividade nacional do milho em 155,8 bushels por acre, bem abaixo dos 162,5 bushels por acre previstos no mês passado e da estimativa média de analistas de 159,9 bushels por acre. Em 2009, a produtividade atingiu um recorde de 164,7 bushels por acre.
Embora muitos traders esperassem que a safra pudesse recuar para 155 bushels por acre, quase ninguém previa que o USDA fizesse um ajuste para baixo tão agressivo e tão cedo. "Surpresa pode ser pouco", disse Jason Britt, presidente da Central State Commodities, uma corretora no Kansas. "É muito incomum da parte do USDA reduzir tanto a produtividade do milho." O departamento projetou a produção final do grão em 12,664 bilhões de bushels, ante 13,160 bilhões de bushels no relatório de setembro. O volume previsto também é inferior à expectativa média de analistas de 12,95 bilhões de bushels.
O governo previa uma safra recorde há poucos meses, mas os produtores pareciam amplamente decepcionados com os resultados da colheita. A safra enfrentou problemas com chuvas excessivas no início da temporada, que levaram embora as ofertas de nitrogênio (nutriente crucial), e também foram prejudicadas por temperaturas anormalmente quentes durante as noites de todo o verão.
Ainda que a estimativa da produção, se concretizada, será a terceira maior já registrada, os estoques finais em 2010/11 são projetados em 902 milhões de bushels, ante previsão média de analistas de 1,148 bilhão de bushels e bem abaixo dos 1,708 bilhão de bushels apurados em 2009/10.
Britt afirmou que os dados podem repercutir de outras formas na demanda, observando que o governo ainda precisa se pronunciar sobre uma proposta de elevar a mistura de etanol na gasolina de 10% para 15%. "Isso [o relatório] pode intensificar o debate acerca da elevação das misturas e de 'alimento versus combustível'", disse ele.

PREÇO ATINGIRÁ US$ 6,00 bu DIZ MORGAN STANLEY
O relatório divulgado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) pode ajudar a puxar os preços do milho até US$ 6/bushel na Bolsa de Chicago (CBOT), avalia o banco Morgan Stanley, acrescentando que esse movimento pode fortalecer também o mercado de soja.
A expectativa é de que a relação entre consumo e estoques no ano que vem seja a menor desde 1996, "enfatizando a necessidade de os preços se moverem até US$ 6, para racionar a demanda". O banco afirmou que, embora os estoques de soja não estejam tão apertados quanto estiveram no ano comercial que acabou de terminar, ele continua "acreditando que a soja seguirá o caminho do milho".

SOJA: PLANTIO EM MATO GROSSO ATINGE APENAS 1,7%.

O atraso nas chuvas neste ano continua impedindo o avanço do plantio da soja em Mato Grosso. Levantamento divulgado hoje pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que até ontem foram semeados 24.965 hectares, que correspondem a apenas 1,7% da área projetada para esta safra (6,241 milhões de hectares). No dia 8 de outubro do ano passado, o levantamento do Imea mostrava que 821.436 hectares já estavam semeados, o que correspondia a 14% da área estimada na época (5,867 milhões de hectares).
O plantio está mais atrasado na região noroeste de Mato Grosso, que ainda não registrou nenhuma atividade de plantio, por causa do déficit hídrico do solo. Na primeira semana de outubro do ano passado, na região noroeste 25.249 hectares já estavam semeados nesta época do ano, o que correspondia a 11,7% da área estimada (215,8 mil hectares). Na região nordeste o plantio também não começou, mas a situação está dentro da normalidade, pois os trabalhos tradicionalmente começam na segunda quinzena de outubro.
O plantio está mais adiantado na região oeste de Mato Grosso, onde foram semeados 31.291 hectares, que correspondem a 3,3% da área projetada pelo Imea para o município (930,2 mil hectares). No dia 8 de outubro do ano passado, na região oeste mato-grossense 167,4 mil hectares já estavam cultivados, que correspondiam a 18% da área então projetada pelo Imea. O destaque neste ano é o município de Sapezal, que neste ano lidera o avanço do plantio da soja em Mato Grosso, com 22 mil hectares cultivados (6% da área), bem abaixo dos 91,2 mil hectares da mesma época do ano passado (25%).
Apesar de o plantio em Sapezal estar mais avançado, o presidente do sindicato rural do município, José Guarino Fernandes, diz que a situação é preocupante, pois até agora tem ocorrido o que o agricultor chama de "chuva de manga" (concentrada em uma determinada área). Segundo ele, em algumas partes do município ainda choveu. Parte dos plantios feitos até agora ocorreu "no pó" (na primeira chuva), por produtores que arriscaram, mas de um modo geral a umidade do solo continua baixa. Guarino afirmou que a área de soja pode diminuir no município, pois grandes produtores que cultivam o algodão safrinha estão optando pelo plantio convencional, pois têm contratos fechados para entrega da pluma.
Lucas - Na região do médio norte, que responde por 40% da área plantada com soja em Mato Grosso nesta safra, até esta semana foram cultivados 48.854 hectares, que correspondem a 1,9% da área projetado pelo Imea em 2,466 milhões de hectares. Na mesma época do ano passado, no médio norte já havia sido cultivado uma área de 452,2 mil hectares, corresponde a 19% da área prevista pelo Imea na ocasião. O atraso das chuvas levou Lucas do Rio Verde a perder para Sapezal a posição de liderança na largada do plantio da soja no País.
Até agora em Lucas foram cultivados apenas 9,6 mil hectares, que correspondem a 4% da área estimada de 240 mil hectares. Nesta mesa época do ano passado já estavam semeados em Lucas 72 mil hectares, que representavam 30% da área estimada para o município, os mesmos 240 mil hectares.
Em Sorriso, maior produtor brasileiro de soja, até esta semana foram plantados 12 mil hectares, o equivalente a 1% da área estimada pelo Imea em 600 mil hectares. Nesta mesma época do ano passado, em Sorriso o plantio havia atingido 150 mil hectares, que representavam 25% da área de 600 mil hectares. A exemplo de Lucas do Rio Verde, em Sorriso a área de plantio está consolidada, sem espaço para expansão de novos cultivos, em função da legislação ambiental.
EVOLUÇÃO DO PLANTIO DA SOJA EM MT
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                       ÁREA (HA) 08/10/2009    07/10/2010
Noroeste            261.200        11,7%          0,0%
Norte                   44.000         9,2%           1,0%
Nordeste            652.200         0,0%           0,0%
Médio-Norte    2.466.000        19,0%         1,9%
Oeste                 948.200        18,0%          3,3%
Centro-Sul          409.100        11,9%          2,0%
Sudeste          1.460.600         9,0%           1,4%
Mato Grosso   6.241.300        14,0%          1,7%
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Fonte: Imea

CHICAGO/GRÃOS NO LIMITE DE ALTA APÓS RELATÓRIO DO USDA.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago operam no limite de alta nesta sexta-feira, após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) ter reduzido as estimativas de produção, produtividade e estoques finais do ciclo 2010/11 no seu relatório mensal de oferta e demanda do mês de outubro.
O mercado é influenciado não apenas pelos dados otimistas, mas também pelos fortes ganhos do milho, disse Rich Nelson, diretor de pesquisa da Allendale, em Illinois. "A soja agora está em uma disputa por acres com o milho e, se não conseguir manter o terreno, o mercado está em situação ainda pior com uma perspectiva de oferta mais apertada, após o USDA ter reduzido as projeções da safra e dos estoques finais", afirmou Nelson.
A previsão já apontava que o milho 'roubaria' cerca de 2 milhões de acres da soja no próximo ano, e a expectativa de menos ofertas somente reforça a necessidade de os preços da oleaginosa subirem em linha com os do mercado vizinho. O contrato novembro opera no limite de alta de 70 cents, com variação positiva de 6,57%, cotado a US$ 11,35 por bushel.
O USDA previu uma safra recorde de 92,750 milhões de toneladas, com produtividade de 44,4 bushels por acre. Contudo, os números ficam abaixo da estimativa média de analistas de 95 milhões de tons e 45 bushels por acre e dos 94,8 milhões de tons e 44,7 bushels por acre previstos no mês passado pelo governo.
"A soja é provavelmente uma surpresa mais otimista do que o USDA ter reduzido a produtividade do milho para 155,8 bushels por acre", afirmou Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting."Eu acho que o mercado esperava uma diminuição na área colhida, mas não um declínio na produtividade tão cedo", acrescentou Zuzolo.

USDA INFLUENCA AÇÕES DO SETOR DE AGRONEGÓCIOS.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu hoje as estimativas de produção e produtividade das safras de grãos no relatório mensal de oferta e demanda, surpreendendo traders dos mercados de commodities e influenciando as ações de companhias do setor de agronegócios. Na Bolsa de Chicago os contratos futuros da soja, do milho e do trigo abriram no limite diário de alta de 70, 30 e 60 cents, respectivamente, nesta sexta-feira. "Surpresa é pouco", disse Jason Britt, presidente da Central State Commodities, uma corretora do Kansas. "É muito incomum da parte do USDA reduzir tanto a produtividade do milho." O governo diminuiu a estimativa da produtividade da safra de milho no ciclo 2010/11 de 162,5 bushels por acre para 155,8 bushels por acre.
Expectativas de que a alta nos preços dos grãos incentivará os produtores a investir mais em equipamentos, fertilizantes e sementes impulsionavam os papéis do segmento de agronegócios. As ações de fabricantes de maquinários, como Deere (+5,5%), CNH Global (6,2%) e Agco Corp. (+0,86%), tinham valorização, bem como as de companhias que comercializam sementes e fertilizantes, como Monsanto (+4,75%) e Potash (2,2%). Processadoras de grãos, incluindo a Archer Daniels Midland (0,82%) e a Bunge (2,77%), também eram beneficiadas pelo relatório mensal, já que ofertas mais apertadas as permitem também elevar seus preços.
Na contramão, os papéis de empresas do setor de carnes recuavam, à medida que o aumento nos preços dos grãos implica em custos de produção maiores. As ações da Tyson Foods caíam 8% e as da Smithfield perdiam 5,7%.
Analistas disseram que as projeções desta sexta-feira reascendem preocupações de que o mercado precisa de preços mais altos para desencorajar a demanda e evitar uma crise de alimentos. O relatório também pode ter outras repercussões, considerando que o governo ainda não se pronunciou com relação à proposta de elevar o porcentual de etanol que pode ser misturado à gasolina de 10% para 15%. "Isso pode intensificar o debate acerca da elevação das misturas de etanol e de 'alimentos versus etanol'", afirmou Britt.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

SOJA FECHA COM PEQUENA ALTA ANTES DO USDA.

As cotações da soja fecharam com pequena alta na Chicago Board Of Trade (CBOT), com o mercado em consolidação antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que sai amanhã, às 9h30 de Brasília. O contrato novembro subiu 3 cents (0,3%), para US$ 10,65 por bushel.
John Kleist, corretor e analista da Allendale Inc., considerou que o relatório tem pontos altistas - a demanda da China - e baixistas - a provável elevação da estimativa de produção. O relatório de exportação, divulgado hoje, ficou dentro do esperado ao mostrar venda de 947.400 toneladas na semana passada. A China comprou 624.300 t. Fora esse número, o mercado não teve notícias relevantes, o que manteve os traders focados no que virá amanhã.
No mercado de derivados, os futuros de farelo e óleo também subiram. As cotações do óleo lideraram a alta, apesar da queda no petróleo. A demanda pelo produto tem sido forte. "Nos últimos seis meses, a produção de biodiesel aumentou 92% na Argentina e 64% no Brasil, ante o mesmo período do ano passado. Isso tem impacto em outros mercados", comentou Karl Setzer, consultor de commodities da MaxYield. "Muitos importadores que costumavam ir à América do Sul para comprar óleo de soja estão recorrendo aos Estados Unidos", disse.

MILHO SOBE 2,0% COM EXPECTATIVA DE PRODUÇÃO MENOR.
Os preços futuros do milho voltaram a subir expressivamente nesta quinta-feira. O mercado reagiu à forte demanda de exportação e também a preocupações com a possibilidade de que os estoques de safra diminuam, conforme os Estados Unidos registrarem uma colheita mais fraca. Os contratos com vencimento em dezembro, os mais negociados, fecharam com valorização de 9,75 cents ou 2,0%, cotados a US$ 4,9825/bushel.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulga amanhã relatório mensal de oferta e demanda. Analistas esperam que o governo reduza sua estimativa e produtividade média da safra de milho. Produtores ao longo do Meio-Oeste americano relataram fraca produção por causa do excesso de chuvas em junho e de calor e clima seco em agosto.
Traders e analistas disseram que a possível queda da produção deve compensar o aumento dos estoques de grãos informados pelo USDA na semana passada. Os preços se recuperaram depois de terem caído fortemente, por causa do relatório trimestral de estoques, mas permanecem bastante abaixo da máxima em dois anos de US$ 5,2875/bushel, registrada no mês passado.
O presidente da corretora Money Farm, Mike Krueger, afirmou que as preocupações com os fracos resultados da colheita devem conduzir os preços até US$ 5,50/bushel nas próximas semanas. Alguns analistas preveem que as cotações alcancem, eventualmente, os US$ 6/bushel. Mas Krueger afirmou que isso seria pontual."Acho que o mercado está gradualmente ficando mais altista, contrariando o número de estoques da semana passada", declarou.

TRIGO FECHA COM GANHOS MARGINAIS.
O mercado americano de trigo acompanhou a tendência do milho nesta quinta-feira, enquanto traders se posicionam antes dos importantes relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Na Bolsa de Chicago os contratos de dezembro, subiram 1,0 cent ou 0,15% e fecharam a US$ 6,5925/bushel. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento subiu 2,0 cents ou 0,29% e terminou a US$ 6,9950/bushel.
O milho se destacou hoje, pois o mercado espera que o relatório mensal do USDA seja fator de suporte para os preços - pela expectativa de redução da produtividade - e neutro para o trigo. O milho subiu 2% hoje.
Traders já conhecem o tamanho da safra de trigo dos Estados Unidos porque o USDA divulgou uma atualização sobre a produção de trigo na semana passada. Eles têm uma compreensão melhor sobre a produção global, depois da rigorosa seca na Rússia. "O trigo foi apenas um seguidor", disse o presidente da corretora The Money Farm, Mike Krueger. "Simplesmente não há nada acontecendo no mundo do trigo."

SOJA ESTIMATIVA DA CONAB FICOU DENTRO DO ESPERADO.

A primeira estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a área plantada com soja na safra 2010/11 ficou dentro do esperado pelas consultorias especializadas. Todas projetaram aumento de lavouras dedicadas à oleaginosa, assim como o governo. Já a produção ficou um pouco abaixo do previsto por duas de três empresas por causa da divergência nas estimativas de produtividade. Uma consultoria previu safra menor que a oficial.
A Conab disse estar cautelosa por causa do fenômeno La Niña, e com razão, na opinião de Aedson Pereira, analista da AgraFNP. A consultoria revisou seus números para cima nesta semana, mas ainda assim seus números ficaram abaixo dos do governo. "O rendimento da safra não deverá ser tão bom quanto o do ano passado que, salvo alguns problemas pontuais, foi um ponto fora da curva", argumentou.
Ele lembrou que na mais recente safra sob influência do La Niña, a produtividade ficou abaixo da do ano anterior. Isso ocorreu em 2008/09, quando as lavouras renderam 44 sacas de 60 quilos por hectare. Uma safra antes, o rendimento médio tinha sido de 47 sacas. A Conab está prevendo 47,45 sacas, ante 48,78 sacas na safra anterior, enquanto a AgraFNP estimou 46,75 sacas/ha.
Para Marcelo Bartholomeu, da FCStone, a oferta prevista pela Conab ficou em linha com o esperado. "Mas ainda é muito cedo, muita coisa pode acontecer. Estamos em ano de La Niña e qualquer estimativa neste momento é muito prematura", disse. As apostas em torno de 68 milhões de t levam em conta a média histórica de rendimento. "Se houver um stress climático podemos ficar com 65 milhões de t que ainda é um bom número", disse. Confira as estimativas da Conab e projeções privadas.

 Soja safra 2010/11 - Estimativa Conab e consultorias  

                                              Conab          AgraFNP    AgRural    Céleres    Safra 2009/10   

Área (milhões de ha)         23,76 24,20          23,96        24,10        23,62          23,46  

Produção (milhões de t)  67,60  68,90          67,20         69,84        69,10          68,68 

Produtividade (sc por ha) 47,42 47,45          46,75        48,30         48,75          48,78

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

ESPECULAÇÕES E NOVA MEDIDA CAMBIAL ELEVA DÓLAR.

O dólar no mercado doméstico oscilou em alta desde a abertura, mas no início da sessão vespertina a cotação no balcão saiu da mínima de R$ 1,671 (+0,06%) para uma máxima de R$ 1,6880 (+1,08%). A valorização mais acentuada da moeda ante o real coincidiu com a divulgação de esclarecimentos pelo Ministério da Fazenda à Agência Estado de que os ingressos de capital estrangeiro para aplicações em debêntures, fundos multimercados ou até mesmo fundos de ações também são todos tributados à alíquota de 4% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a exemplo das entradas destinadas diretamente à renda fixa. A Fazenda explicou ainda que as operações feitas no mercado de renda variável com a finalidade de travar um ganho de renda fixa também são taxadas à alíquota de 4% de IOF, pois têm natureza de renda fixa, como ocorre na tributação do Imposto de Renda.
Além disso, o mercado reagiu à informação de que o chefe da assessoria econômica do Tesouro Nacional, Jeferson Bittencourt, daria entrevista para esclarecer a decisão do CMN, em reunião extraordinária ontem, de que o Tesouro Nacional a partir de hoje poderá comprar dólares no mercado à vista para fazer frente aos vencimentos da dívida externa de até 4 anos (1.500 dias). Até então, o limite era de dois anos de vencimentos, o equivalente a 750 dias. Também causaram inquietação os rumores de que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, daria entrevista sobre a medida do CMN, o que não se confirmou porque ele estava em trânsito, em viagem para os Estados Unidos, conforme apurou a AE junto à assessoria da Fazenda.
Como o técnico do Tesouro na entrevista apenas trouxe esclarecimentos sobre a decisão do CMN e não anunciou nenhuma nova medida cambial, o mercado acalmou-se e o dólar desacelerou os ganhos. Assim, no fechamento, a divisa norte-americana no balcão subiu 0,60%, a R$ 1,680. Na BM&F, o pronto acompanhou o vaivém da cotação do balcão e encerrou a R$ 1,6810, com avanço de 0,48%, após atingir máxima à tarde de R$ 1,6863 (+0,79%). O giro financeiro total à vista registrado na Clearing de Câmbio somava cerca de US$ 2,791 bilhões, dos quais US$ 2,772 bilhões em D+2.
No mercado futuro, o dólar para novembro de 2010 bateu a máxima à tarde de R$ 1,6990 (+1,55%), projetava taxa de R$ 1,690 (+1,05%).
Segundo o operador de câmbio da Interbolsa Brasil Ovídio Pinho Soares, o anúncio da entrevista do Tesouro provocou em parte o ajuste de alta abrupto do dólar porque o mercado temeu a divulgação de uma nova medida cambial, uma vez que ontem o aumento de 2% para 4% do IOF para ingressos destinados à renda fixa não impediu a forte queda do dólar. No entanto, nenhuma novidade foi apresentada e o dólar devolveu parte dos ganhos intraday.
Na entrevista, Bittencourt informou que o potencial adicional que a resolução do CMN gerou para aquisição de dólares é de US$ 10,7 bilhões. Esse número considera 1.500 dias contados a partir de novembro. Segundo ele, a decisão visa ampliar a capacidade do Tesouro de adquirir moeda para o pagamento de dívida externa e permite acelerar a compra de dólares no mercado.
Para o operador José Carlos Amado, da Renascença Corretora, os esclarecimento da Fazenda sobre a abrangência da medida anunciada na segunda-feira, que elevou de 2% para 4% o IOF sobre ingressos de capital externo para aplicações em renda fixa, também pesaram na valorização mais forte do dólar no início da tarde. "Não estava claro ainda para o mercado quais os outros investimentos, além das aplicações diretas em renda fixa, que poderiam ter sido atingidos pela medida da Fazenda", disse o operador. A expectativa é de que essa medida mais ampla deve estancar um pouco os ingressos de recursos estrangeiros no curto prazo. Com a previsão de redução de fluxo cambial, que já foi menor hoje, a oferta de dólares aparentemente também encolheu e ajudou a amparar a valorização da moeda norte-americana, afirmou Amado.
Nos dois leilões de hoje, o Banco Central fixou as taxas de corte em R$ 1,6752 na primeira atuação e em R$ 1,6825 na segunda. No mercado externo, o dólar caía ante o euro, que era cotado a US$ 1,3937 (+0,64%).

CHICAGO-SOJA DEVOLVE PARTE DOS GANHOS E FECHA EM QUEDA.

As cotações da soja cederam na Chicago Board Of Trade (CBOT), devolvendo parte dos ganhos de ontem. A ausência de notícias positivas deixou os compradores ao largo do mercado, que parece muito valorizado, na avaliação de Mario Balletto, analista do Citigroup. O contrato novembro perdeu 9,75 cents (0,9%), para fechar em US$ 10,62 por bushel.
Os preços subiram quase 2% na véspera, puxados pela forte desvalorização do dólar ante moedas como o iene e o euro e por uma venda de 225 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para a China. Sem esses fatores, o mercado ficou à mercê da pressão da colheita.
Traders também aproveitaram para consolidar suas posições antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na sexta-feira. A expectativa é que o governo norte-americano eleve a estimativa de produção e exportação e reduza a de estoques finais.

MILHO- CAUTELA ANTES DO USDA DERRUBA PREÇOS.
O mercado futuro de milho não foi capaz de prolongar o movimento de compras observado na sessão de terça-feira e encerrou o pregão de hoje em terreno negativo na Bolsa de Chicago. Os contratos mais líquidos, com vencimento em dezembro, fecharam em baixa de 2,50 cents ou 0,51%, cotados a US$ 4,8850/bushel.
O mercado se estabilizou, depois de ter subido 4% ontem. Traders deram um passo atrás e adotaram postura mais cautelosa antes da divulgação do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na sexta-feira. Não houve grandes influências de outros mercados.
O milho está antecipando uma redução nas estimativas de produção e produtividade nos dados do USDA, mas depois do rali nos preços observado ontem os traders estão apreensivos em puxar as cotações, segundo um analistas. No entanto, os futuros foram capazes de se manter bem hoje, diante da alta recorde do ouro e da redução das preocupações com inflação, limitando os riscos no mercado, segundo o presidente da corretora Global Commodity Analytics and Consulting, Mike Zuzolo. "O mercado de milho deve ficar num intervalo, conforme se posiciona antes do relatório do USDA", disse o analista Tomm Pfitzenmaier, da Summit Commodity Brokerage. "A produtividade de milho vai determinar onde os preços estarão daqui para a frente."

CÂMBIO: ALTA DE COMMODITIES COMPENSA REAL FORTE MAS HÁ PREOCUPAÇÃO.

A desvalorização do dólar não deve gerar prejuízos expressivos para o agronegócio brasileiro, ao menos neste momento, segundo economistas e analistas de mercado. Se por um lado o câmbio torna mais caros os produtos brasileiros no exterior, por outro - como o fenômeno é global - tem elevado os preços das matérias-primas, inclusive as agrícolas, como soja, milho e algodão.
"A desvalorização do dólar é um fenômeno mundial e tem aumentado as cotações internacionais das commodities. Para o Brasil, o efeito do dólar tende a ser compensado pela alta de preços no mercado externo", diz Geraldo Sant'ana de Camargo Barros, coordenador científico do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Ele acrescenta que a queda da moeda americana faz com que a relação de troca com fertilizantes, por exemplo, continue favorável ao produtor, mesmo porque muitos insumos têm preços influenciados pelo câmbio. O dólar fechou hoje em R$ 1,68 e acumula queda de 4,11% em 2010. Ontem, a moeda bateu em 1,67, no menor nível desde setembro de 2008.
Na avaliação de Eduardo Godoi, analista de mercado da AgRural, o real valorizado "é sempre um problema para o agronegócio", em especial nas chamadas regiões de fronteira, como Mato Grosso. "Os custos logísticos, que compõem os preços pagos ao produtor, sobem em dólar com o câmbio forte", observou. Mas ele ressalvou que as cotações internacionais da soja, por exemplo, e os prêmios pagos pela oleaginosa no Brasil estão bons e acabam por compensar o câmbio desfavorável. Os preços de outros produtos agrícolas, entre eles milho, algodão, café, açúcar e suco de laranja, têm sido beneficiados pelo câmbio, mas também por questões intrínsecas a cada um desses mercados, como demanda forte e problemas climáticos em várias áreas produtoras do mundo.
Para a analista Amaryllis Romano, da Tendências Consultoria, na safra 2010/11 o câmbio poderá ser um problema no momento da comercialização, nos primeiros meses do próximo ano. "O problema é o descasamento na hora da venda. Se o dólar estiver baixo, vai afetar. Mas há uma perspectiva de preços sustentados lá fora", ponderou. O analista de mercado da Emater/RS, Athaides Jacobsen, demonstra preocupação. "A persistir esse quadro de valorização do real, a situação se complica para o agricultor porque tira a competitividade dos produtos brasileiros no exterior, sobretudo os do agronegócio. Hoje temos preço interno da soja equiparado ao do mercado internacional, mas vamos ver como será em maio do ano que vem, com a safra colhida." Jacobsen reforça o impacto do câmbio na remuneração do produtor. "Em abril de 2004 a soja era cotada a US$ 9,85 o bushel e o agricultor recebia R$ 50, com um câmbio de R$ 2,90. Hoje, a soja vale entre US$ 10,50 e US$ 11 o bushel e o preço recebido é de R$ 38 no atual câmbio."
Para o setor de suco de laranja, que exporta mais de 95% da produção, o câmbio valorizado é muito ruim, diz o presidente da Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR), Christian Lohbauer. "O dólar como está encarece os produtos e tira margem", diz.
Ele avaliou que o aumento do IOF sobre o capital externo aplicado em renda fixa, em vigor desde ontem, é uma medida fraca e que não trará impactos sobre o dólar. "Aumentar de 2% para 4% não significa nada, pois o investidor paga. Até poderia ser diferente se fosse para 20%", disse.
No setor sucroalcooleiro, a valorização do real está tirando parte dos ganhos obtidos com a alta dos preços do açúcar no mercado internacional. Para o diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Única), Antonio de Padua Rodrigues, o fato de o Brasil ser o principal exportador de açúcar do mundo faz com que o preço da commodity seja formado aqui e o cenário cambial acaba refletido nas cotações. "Em 2009, os preços não estavam tão altos e tínhamos um dólar médio de R$ 2,00. Com o dólar chegando abaixo de R$ 1,70 nesta safra, a alta da cotação no exterior foi provocada em parte por esta valorização do real", disse. Para Rodrigues, como os preços também estão sustentados pelo cenário de menor oferta mundial, a desvalorização do dólar está apenas limitando os ganhos do setor, mas ainda não afeta de forma expressiva sua receita.

MILHO-DEMANDA DA CHINA PODE SURPREENDER.

O apetite voraz da China por milho pode aumentar mais do que se pensava, na medida em que o país asiático forma estoques para garantir sua oferta de alimentos, dizem analistas dos Estados Unidos. Relatos de que a safra chinesa pode não atingir o nível recorde previsto, forçando as importações dos Estados Unidos e da Argentina, recentemente impulsionaram as cotações internacionais do milho para níveis superiores a US$ 5/bushel, na Bolsa de Chicago.
Apesar de o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estimar que os estoques da China estejam em nível recorde neste ano, um aumento das importações de grãos nas últimas semanas produziu algum ceticismo no mercado. Nos primeiros oito meses do ano, as importações de milho pela China somaram 714,04 mil toneladas, de acordo com dados do governo. Mas observadores avaliam que as exportações dos Estados Unidos podem facilmente passar de 1 milhão de toneladas e analistas preveem que atinjam de 3 a 5 milhões de toneladas neste ano, caso o país tenha uma colheita fraca.
"A China é o fator imprevisível no mercado de milho", afirmou o analista de commodities Alex Bos, do banco Macquarie. "Se a China importar 5 milhões de toneladas de milho dos Estados Unidos, será um fator altista no mercado." Ele completou que "se trata de uma quantidade grande de milho que os Estados Unidos não têm, necessariamente".
Estimativas para a safra de milho chinesa variam muito. Embora o USDA preveja, até o momento, um crescimento de 7% na produção, para 166 milhões de toneladas, o Conselho de Grãos dos Estados Unidos espera apenas uma pequena elevação de 2%, para 158 milhões de toneladas, depois de realizar recentemente uma expedição nas áreas produtoras da China.
O governo da China já liberou 15 milhões de toneladas de milho dos estoques do país, mas a demanda por carnes se expande principalmente na classe média e pode forçar o país a comprar mais milho para ração. "Politicamente, eles parecem precisar de estoques estratégicos mais amplos, para ajudar a controlar a inflação interna", comentou Steve Jesse, diretor do Barclays Capital. "Pode ser que estejamos subestimando o consumo na China."

JAPÃO FIXA PREÇO DE 465 MIL TONS.
O Japão, maior importador de milho do mundo, fixou o preço de quase 465 mil toneladas compradas na última semana, para embarque entre outubro e dezembro, aproveitando o recente declínio dos preços globais do grão. "Não tem havido novas compras significativas, mas as aquisições anteriores estão sendo precificadas com base nos atuais níveis da CBOT", disse um importador de Tóquio.
Traders disseram que cerca de 65% das compras para entrega até o final de 2010 já tiveram o preço determinado, ante 50% uma semana antes. Eles acrescentaram que o preço dos embarques entre outubro e dezembro foi fixado em torno de US$ 255 por tonelada C&F, após o recuo das cotações na CBOT.
Em Chicago, o contrato dezembro, quer atingiu um pico em dois anos perto de US$ 5,28 por bushel no final de setembro, agora opera em torno e US$ 4,91 por bushel, depois de ter despencado para US$ 4,65 por bushel.

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