sexta-feira, 12 de novembro de 2010

CHICAGO: SOJA, MILHO E TRIGO ATINGEM O LIMITE DE BAIXA.

Os preços futuros de milho, soja e trigo caíram para seus respectivos limites de baixa na Bolsa de Chicago (CBOT). Temores de que a China pode elevar as taxas de juros, num esforço para controlar a inflação, pegaram o mercado de surpresa, segundo analistas, pois a maioria dos traders detinha posições compradas. O prospecto de qualquer desaceleração nas importações da China acionou ordens automáticas de venda e traders reduzem sua exposição ao risco.
O contrato janeiro da soja caiu 70 cents, para US$ 12,69/bushel. Os lotes do milho para dezembro recuavam 30,0 cents, para US$ 5,34/bushel. O vencimento dezembro do trigo cedia 35,0 cents a US$ 6,69/bushel.

COMMODITIES TÊM FORTE QUEDA COM RUMOR DE ALTA DE JUROS NA CHINA

Os rumores de que a China está preparando uma nova elevação da taxa de juros estão derrubando os preços das commodities nesta sexta-feira. Dados divulgados ontem mostraram que os preços ao consumidor na China subiram 4,4% em outubro, ou seja, em ritmo mais rápido do que o esperado. Isso poderia forçar um aperto monetário por parte do banco central chinês, além de medidas para conter o crescimento, afetando diretamente a demanda por commodities. A China é um dos maiores compradores de commodities como petróleo, cobre e soja. Embora os grãos e os metais tenham subido ontem e nos últimos dias de um modo geral, estão mergulhando hoje.
O preço do petróleo em Nova York caía 2,8%, para US$ 85,35 o barril. Mesmo o ouro, que costuma ser um porto seguro dos investidores em momentos de maior cautela, está recuando cerca de 12,9%, para US$ 1.363 a onça troy. Em Nova York, todas as soft commodities registram perdas hoje. O açúcar demerara despencava 5,7%. O café arábica caía 1,7%. E em Chicago, a soja lidera as perdas, travando no limite de baixa. Segundo o estrategista de mercado Matt Zeman, da corretora LaSalle Futures Group, "qualquer passo que a China der para desacelerar sua economia vai ser sentido globalmente. É um enorme consumidor". A segunda maior economia do mundo já aumentou o compulsório dos bancos, num esforço para limitar os empréstimos e conter uma eventual bolha. No mês passado, também subiu as taxas de juros e apertou o controle sobre a entrada de capital estrangeiro no país. De acordo com o jornal Securities Times o país também restringiu o investimento estrangeiros no mercado imobiliário.
Especulação - Alguns analistas avaliam que a forte desvalorização das commodities hoje demonstra a fragilidade da expressiva alta recente. "Alguns desses mercados deram passos maiores do que as pernas", disse o diretor de gerenciamento da TrendMax Futures, Zachary Oxman."O dólar está se depreciando e ainda assim as commodities estão caindo. Deve ser muita realização de lucro", explicou Oxman. A queda do dólar tende a pressionar as cotações das commodities, que ficam mais caras para investidores que usam outras moedas. O fato de o banco central dos Estados Unidos ter decidido injetar US$ 600 bilhões na economia é o principal motivo da fraqueza da moeda americana.
Embora a volatilidade dos mercados agrícolas seja muito criticada por alguns observadores do mercado, entre outros motivos porque interfere diretamente nos preços dos alimentos, há quem defenda a participação dos especuladores. Em artigo publicado em seu website, a revista The Economist critica a tendência de controle excessivo sobre os especuladores. A revista diz que os investidores institucionais e fundos de hedge estão recebendo mais atenção do que deveriam.
Os críticos da especulação nas commodities acusam esses traders de provocar bolhas nos mercados e embolsar lucros. Mas a Economist descarta que eles manipulem o preço das commodities e diz que qualquer distorção causada pelos especuladores é compensada pelo fato de que beneficiam os mercados criando mais liquidez além de tornar mais eficientes as estratégias de hedge dos produtores e compradores de matérias-primas agrícolas. De acordo com o artigo, são os fundamentos de oferta e demanda que direcionam os preços das commodities.

CHICAGO/GRÃOS CAEM COM TEMORES SOBRE CHINA

As cotações dos grãos fecharam com queda no pregão eletrônico da Chicago Board Of Trade pressionadas pelos rumores de que a China vai apertar sua política monetária para controlar a inflação. Isso poderia levar a um recuo nas importações do país. O contrato janeiro recuou 34,50 cents, para US$ 13,0450 /bushel. O vencimento milho dezembro recuou 11,25 cents, a US$ 5,5275 e o dezembro do trigo cedeu 12,50 cents a US$ 6,9150 por bushel.

ÓLEO DE PALMA/MALÁSIA FECHA EM QUEDA; MERCADO TEME APERTO NA CHINA

As cotações do óleo de palma cru fecharam com queda forte na Bolsa de Derivativos da Malásia, espelhando as perdas em outros mercados de commodities, onde investidores realizaram lucros sobre posições compradas temendo um aperto monetário na China. Nas bolsas chinesas, algodão, os preços de açúcar e borracha atingiram limites diários de queda, enquanto os da soja recuou de forma expressiva.
Na Malásia, o contrato janeiro do óleo de palma cru fechou com queda de 43 ringgit (1,3%) para 3.353 ringgit por tonelada (3,11 ringgit = US$ 1), mas longe da mínima do dia, quando cedeu 3,7%. "Essa correção era esperada há tempos. Mas os preços devem subir com compras de barganha na próxima semana", disse o executivo de uma trading de Kuala Lumpur.

SOJA/CHINA FECHA COM QUEDA 3%

As cotações da soja fecharam com queda expressiva na bolsa chinesa Dalian Commodity Exchange, pressionadas pelos dados de inflação maiores que o esperado no país. Rumores de que o governo pode elevar as taxas de juros derrubaram as cotações das commodities durante a madrugada. O contrato setembro recuou 138 yuans (3%), para 4.637 yuans por tonelada (6,62 yuans = US$ 1)
As cotações do óleo de soja e de palma atingiram os limites diários de baixa no intraday. "Todo mundo está preocupado. Os ajustes macroeconômicos podem vir mais rápido que o esperado", disse o analista Gao Yanrong, da Dalu Futures.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CHICAGO: SOJA REAGE E MILHO APROFUNDA QUEDA.

As cotações da soja intensificaram a alta na Chicago Board Of Trade após a divulgação das novas estimativas da Informa Economics para o plantio de grãos 2011/12. Na outra ponta, os preços do milho aprofundaram a queda.
O contrato novembro 2011, que representa o primeiro vencimento da safra 2011/12 subia 15 cents (1,97%) para US$ 12,47 por bushel, enquanto janeiro 2011, que representa o ciclo atual avançou 16 cents  para US$ 13,35/bushel.
Já o contrato de milho dezembro 2010, recuou 5,0 cents para US$ 5,62/bushel. As estimativas da Informa são muito preliminares e analistas acreditam que a empresa exagerou o impacto das atuais oscilações dos mercados de grãos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai divulgar as primeiras estimativas da safra 2011/12 apenas em março do próximo ano.
A Informa aumentou sua estimativa para o plantio de milho nos Estados Unidos na safra 2011/12. De acordo com traders que tiveram acesso aos dados, a empresa previu que 93,1 milhões de acres do grão serão cultivados, aumento de 2,7 milhões de acres ante o estimado em setembro. A área é 5,6% maior que os 88,2 milhões de acres semeados em 2010.
Para a soja, a Informa estimou plantio de 75,8 milhões de acres, 1,6 milhão de acres menos que o previsto em setembro e 2,4% menos que os 77,7 milhões de acres cultivados neste ano. A estimativa para o plantio de trigo também caiu, 994 mil acres para 56,1 milhões de acres, ante 53,6 milhões de acres em 2010.

CONAB ANUNCIA LEILÕES DE MILHO.

Conforme os Avisos de Venda de Milho Nº 310 e 311/10, a Conab irá comercializar 317.680.783 kg de milho em grãos, em leilão previsto para iniciar às 9 horas do dia 18 de novembro, por meio do Sistema Eletrônico de Comercialização da Conab em Brasília - DF.

O ministro Wagner Rossi assegurou, ainda, a venda direta de milho, para beneficiar produtores que utilizam o grão como insumo. “Temos que agir para colocar parte dos estoques públicos à disposição do mercado e garantir preço justo para todos os elos da cadeia produtiva”, concluiu. A partir da próxima semana devem ser colocadas em oferta 300 mil toneladas. Segundo a Conab, a venda em balcão já vem sendo feita há certa de um mês.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)

SOJA/CHINA FECHA EM BAIXA MODESTA DIANTE DOS DADOS DE INFLAÇÃO

As cotações da soja caíram após cinco sessões consecutivas na Dalian Commodity Exchange, pressionadas nesta quinta-feira por dados de inflação mais altos do que o esperado e por movimentos do governo no sentido de restringir os mercados de crédito. O contrato mais negociado, com vencimento em setembro, recuou 3 yuans, para 4.775 yuans por tonelada (6,68 yuans = US$ 1).
A sessão de hoje abriu com ganhos modestos, mas investidores embolsaram lucros diante de uma série de dados econômicos que contiveram o entusiasmo dos compradores. O gerente do departamento agrícola da Capital Futures, Huang Xiao, disse que "o índice de preços ao consumidor (que subiu 4,4% em outubro ante um ano atrás) anunciado nesta manhã foi considerado alto demais, pressionando o sentimento do mercado".
Segundo Huang, "a ênfase do mercado agora está nas políticas macroeconômicas do governo, com a expectativa de um aperto maior". Até o início de outubro, os preços da soja eram controlados pelo peso do excesso de oferta, mas o mercado começou a ganhar suporte do ajuste na estimativa de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em outubro e novembro, quando reduziu a previsão para a produção americana.
O forte rali nas últimas semanas nos futuros agrícolas relacionados, especialmente açúcar e algodão, alimentaram o tom positivo no complexo agrícola. Huang ponderou que a soja deve se consolidar com suporte nos 4.600 yuans/t, na medida em que a inflação se tornar um objetivo primário para os reguladores macroeconômicos da China.

CHINA ATRIBUI INFLAÇÃO À ALTA DAS COMMODITIES E DOS ALIMENTOS
A expressiva inflação na China em outubro foi causada parcialmente pelo impacto maior do que o esperado da elevação dos preços internacionais de produtos agrícolas e commodities sobre os preços dos alimentos, de acordo com o porta-voz da Agência Nacional de Estatísticas, Sheng Laiyun. O índice de preços ao consumidor subiu 4,4% em outubro, acelerando em relação aos 3,6% de setembro, alcançando o maior nível em dois anos. Em parte, foi conduzido por uma elevação de 10,1% nos preços dos alimentos.
Sheng declarou que o governo da China teria de ter atuado mais intensamente para alcançar a meta de preços ao consumidor em 2010, de cerca de 3%. Segundo ele, o país espera que as políticas de afrouxamento quantitativo em outros países provoquem um impacto na economia e na inflação da China, o que puxará ainda mais os preços de materiais brutos e produtos agrícolas no mundo.

SOJA FECHA EM BAIXA COM REALIZAÇÃO DE LUCRO

As cotações da soja fecharam com queda na Chicago Board Of Trade com uma correção modesta depois que os traders realizaram lucro sobre o ganho de 4%. O contrato janeiro cedeu 9,50 cents (0,7%), para US$ 13,1950 por bushel.
A combinação de dólar em alta, perdas em outros mercados de commodities e a avaliação de que a bolsa já incorporou a redução dos estoques finais dos EUA na safra 2010/11 atraiu vendedores para Chicago nesta quarta-feira, disse Mario Balletto, analista do Citigroup. As cotações dispararam ontem depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de produção e estoques da oleaginosa no país.
A notícia de que as importações da China ficaram abaixo do esperado em outubro e de que o banco central do país parece determinado a esfriar a expansão econômica aumentando mais uma vez os depósitos compulsórios dos bancos reforçaram o tom defensivo do dia.
A China importou 43,9 milhões de toneladas de soja no acumulado de janeiro a outubro deste ano, aumento de 25,8% em relação ao mesmo momento do ano passado, de acordo com a Administração Geral de Alfândega. Em outubro apenas houve queda de 24% nas importações ante setembro, para 3,73 milhões de toneladas. Mas se trata de um volume 48% maior do que no mesmo mês do ano passado. Hoje o país compra 70% da soja exportada pelos EUA. Qualquer declínio nesse comércio bilateral pode pressionar as cotações em Chicago, segundo analistas.
Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group, ponderou que depois de subir 4% num dia e 27% em um mês não será um recuo menor de 1% que mudará a dinâmica do mercado. Para a AgResource, os fundamentos são muito fortes para permitir uma correção mais forte. Nos derivados, os futuros de farelo seguiram a queda no grão, mas os de óleo subiram, puxados pelo petróleo.

MILHO; PREÇOS RACIONARAM A DEMANDA
As cotações do milho fecharam com queda com realizações de lucro e sinais de que os preços elevados diminuíram a demanda. O contrato dezembro cedeu 9,50 cents (1,6%), para US$ 5,6675 por bushel. Em 2010, o contrato acumula alta de quase 30%. Os fundos venderam cerca de 14 mil contratos hoje.
Os traders foram compelidos a vender por causa da valorização do dólar, como ocorreu em outros mercados de matérias-primas, e apesar da preocupação com o aperto na oferta nos Estados Unidos. Eles observaram também que a demanda pareceu ter enfraquecido. "Começamos a ver racionamento de demanda, especialmente no setor exportador", disse Joel Karlin, analista da Western Milling.
No longo prazo, contudo, analistas consideram que as cotações têm potencial de alta por causa dos fundamentos. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostrou que ao final da safra 2010/11, o país deverá ter o menor estoque de milho em 14 anos. Isso deve servir de munição para essas altas. Além disso, há a disputa por área com a soja na próxima temporada de plantio nos EUA.

TRIGO FECHA EM QUEDA ACOMPANHANDO OUTROS GRÃOS
As cotações do trigo fecharam com queda nas bolsas dos Estados Unidos, realizando lucros sobre os ganhos da terça-feira. Na Chicago Board Of Trade o contrato dezembro perdeu 11,75 cents (1,6%), para US$ 7,10 por bushel, menor preço em uma semana. A valorização do dólar e a queda de preços da soja e do milho pressionaram o mercado do cereal, segundo Mike Krueger, presidente da The Money Farm, graneleira de Dakota do Norte.
A previsão de chuvas para as principais áreas de inverno dos EUA reforçaram o tom baixista do dia, segundo um analista. Essas áreas, no Meio-Oeste e nas Planícies, vivem um período de estiagem e as lavouras estão com a qualidade prejudicada.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CHINA AUMENTARÁ COMPULSÓRIO DE BANCOS

O governo chinês pediu que alguns grandes bancos deixem mais dinheiro depositado no banco central, intensificando seu esforço para conter o crescimento do crédito diante das preocupações com a alta da inflação e o indesejado fluxo de capital estrangeiro puxado pela política de super afrouxamento monetário do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
O Banco do Povo da China (PBOC, o banco central do país) aumentará o depósito compulsório de alguns bancos específicos, incluindo alguns dos maiores bancos estatais do país, em 0,5 ponto porcentual a partir da próxima segunda-feira, de acordo com duas fontes próximas ao assunto. A medida deve ser temporária, disseram as fontes, que não quiseram ser identificadas e não deram mais detalhes.
O aperto vem depois que o PBOC elevou suas taxas básicas de juros pela primeira vez em quase três anos no mês passado, no que alguns economistas dizem que pode ter sido o começo de um ciclo de aperto monetário na segunda maior economia do mundo, cujo crescimento continua em ritmo acelerado a despeito da fraca expansão no mundo desenvolvido.
O banco central fez um movimento semelhante no mês passado, quando a medida teria atingido seis bancos. A autoridade monetária também aumentou o compulsório três vezes neste ano. A elevação do compulsório reduz a liquidez do sistema financeiro e diminui as pressões inflacionárias, que devem se apresentar em alta quando for divulgado o índice de preços ao consumidor, nesta quinta-feira.
"Pode ter havido dados mostrando que os bancos ainda estão sendo generosos na concessão de crédito, com alguns recebendo agora um tapa no ombro e um pedido para se comportarem", disse o economista Song Seng Wun, do banco CIMB. Ele afirmou que o PBOC pode ter decidido não fazer um anúncio formal sobre a medida por questão de coerência, uma vez que oficialmente a instituição não mudou sua política monetária moderadamente frouxa. "O próximo movimento pode ser uma declaração formal de uma mudança em sua posição sobre a política monetária", disse Wun.

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