Os preços futuros da soja terminaram a sexta-feira em queda expressiva na bolsa de chicago. Os lotes para entrega em janeiro, os mais negociados, recuaram 40,50 cents ou 3,26%, cotados a US$ 12,0150/bushel. Preocupações com as políticas do governo da China fez com que os traders reduzissem a exposição ao risco antes do feriado de Ação de Graças, na semana que vem. Estima-se que fundos tenham vendido 7 mil contratos hoje.
O banco central da China informou que vai elevar a taxa de compulsório dos bancos. Trata-se da primeira medida para voltar a desacelerar o crescimento econômico do país e, consequentemente, pode reduzir a importação de commodities.
Segundo o analista Sterling Smtih, da corretora Country Hedging, o mercado está muito sensível a ajustes nas políticas da China, pois qualquer coisa que afete a demanda mexe diretamente com os futuros de soja. O país é o maior importador mundial da commodity e comprou mais de 60% da soja exportada pelos Estados Unidos nas 10 semanas do ano comercial 2010/11.
O declínio foi acelerado por traders que venderam posições para embolsar lucros, depois dos fortes ganhos recentes, segundo Smith.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
CBOT/GRÃOS: PRESSÕES DA CHINA DERRUBA COMMODITIES AGRÍCOLAS.
INFLAÇÃO E DÚVIDAS COM GOVERNO MANTÊM JURO ALTO
Os juros nos contratos futuros perderam o fôlego de alta no meio da tarde, mas resistiram a ir abaixo da estabilidade em relação ao ajuste de ontem. Pelo lado econômico, o mercado sustentou as taxas com base em uma alta da segunda prévia da o IGP-M de novembro impulsionada pelos preços dos alimentos. Pelo lado político, pesaram as dúvidas sobre redução de gastos no próximo governo a partir da decisão do governo de reduzir a meta do superávit de 3,3% do PIB para 3,1% e das incertezas sobre a permanência de Henrique Meirelles à frente do Banco Central.
No meio tarde, o Ministério do Trabalho divulgou dados sobre a geração de vagas formais de emprego apurada pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mas, apesar de positivos e acima das expectativas do mercado, os números não tiveram força para reforçar as taxas.
Ao término da negociação normal, o DI janeiro 2012 ficou em 11,66%, de 11,64% no ajuste de ontem, com 473.115 contratos; o DI janeiro 2013 foi a 12,16%, de 12,15%, com 264.840 contratos; o DI de janeiro 2014 ficou em 12,14%, de 12,13%, com 33.955 contratos. Nos DI mais longos, as taxas recuaram levemente: o DI janeiro 2017 marcou 12,05%, de 12,07% ontem, com 34.685 contratos; e o DI janeiro 2021 fechou a 12,06%, ante 12,10%, com 12.960 contratos.
Nos contratos curtos, o vencimento de abril 2011 fechou a 10,80%, de 10,78% no ajuste de ontem, com 446.470 contratos, e o de julho 2011 a 11,11%, de 11,08%, com 335.275 contratos.
A segunda prévia do IGP-M saltou de 0,89% para 1,20% de outubro para novembro, puxada pelo fortalecimento da inflação das commodities no atacado, sobretudo no setor agrícola. Além disso, a percepção de que o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff, não sinaliza para corte gastos cresceu com a decisão do governo de reduzir a meta do superávit primário de 3,3% para 3,1% do PIB das contas do setor público de 2010 e 2011. A redução foi publicada hoje no Diário Oficial da União, em mensagem presidencial que encaminha projeto de lei ao Congresso Nacional.
Como pano de fundo, o mercado mantém a preocupação sobre a permanência ou não de Henrique Meirelles à frente do Banco Central. “Se for decidido que ele sai, o mercado vai entender que Dilma evitará o confronto da Fazenda com o BC mas que o BC no governo dela não terá a autonomia que teve no governo de Lula”, opina Luciano Rostagno, estrategista-chefe da CM Capital Markets. “Aí, com a disposição já conhecida da presidente eleita de cortar juros, o mercado tende a reduzir as taxas dos DI”, completou.
Em Frankfurt, onde participa de uma conferência internacional promovida pelo Banco Central Europeu (BCE), Meirelles pediu manutenção da autonomia para seguir no BC e disse que foi convidado pela presidente eleita a se reunir com ela na próxima semana para discutir o futuro da autoridade monetária.
ETANOL/EUA: AGENCIA AMBIENTAL DEVE ADIAR DECISÃO SOBRE MISTURA.
A Agência de Proteção Ambiental (EPA), deve anunciar nesta sexta-feira o adiamento da decisão sobre permitir uma elevação da parcela de etanol misturada à gasolina para veículos fabricados de 2001 a 2006, de acordo com uma fonte da indústria.
No mês passado, a EPA autorizou que a mistura fosse de até 15% para veículos fabricados a partir de 2007. Desde então, vem aguardando o resultado de pesquisas adicionais, antes de decidir se permite uma mistura com maior concentração de etanol para os carros mais antigos.
O porta-voz da Associação de Combustíveis Renováveis, Matt Hartwig, disse que o grupo ficou sabendo do provável adiamento da decisão da EPA. Segundo ele, o atraso reflete problemas nos testes e que não estão relacionados ao combustível. A EPA não comentou.
SOJA/MT : PLANTIO AVANÇA PARA 86,7% DA ÁREA ESTIMADA.
O plantio da soja em Mato Grosso avançou 15,7 % nesta semana e atingiu 86,7% da área estimada em 6,146 milhões de hectares pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), da Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato). Em virtude do atraso no início do plantio, os trabalhos estão 6,1% abaixo do ritmo da safra passada, pois nesta mesma época 92,8% da área já estava semeada.
A região onde o plantio está mais avançado é a do médio-norte, que responde por 40% da produção estadual de soja. Nesta semana no médio-norte os trabalhos atingiram 92,6% da área estimada em 2,466 milhões de hectares. Em Lucas do Rio verde 96% da área já foi semeada e em Sorriso 95%. Na região oeste, onde o plantio atingiu 92,2%, o destaque é Sapezal, com 95% dos 948 mil hectares já semeados. O plantio está atrasado na região sudeste, onde as chuvas continuam irregulares. Até esta semana os produtores da região sudeste semearam 83,3% da área de 1,460 milhão de hectares, enquanto na mesma época em novembro do ano passado os trabalhos haviam atingido 97,4%.
EVOLUÇÃO DO PLANTIO DA SOJA EM MT*
Área (hectare) 19-nov-09 18-nov-10 variação
Noroeste 261,2 91,7% 72,0% -19,7%
Norte 44,0 97,1% 86,8% -10,3%
Nordeste 652,2 48,2% 67,6% 19,4%
Médio-Norte 2.466,0 98,7% 92,6% -6,1%
Oeste 948,2 95,0% 92,2% -2,8%
Centro-Sul 409,1 93,9% 91,5% -2,4%
Sudeste 1.460,6 97,4% 83,3% -14,1%
Mato Grosso 6.241,3 92,8% 86,7% -6,1%
Fonte: Imea
CHINA ELEVARÁ TAXA DO COMPULSÓRIO DOS BANCOS.
O banco central da China disse que irá elevar a taxa do compulsório dos bancos em 0,50 % a partir de 29 de novembro, a quinta elevação este ano, para fortalecer a administração da liquidez e controlar o crédito.
A taxa do compulsório pode variar entre os bancos. A taxa oficial para a maior parte dos bancos chegará a 18% com a alta anunciada hoje, tomando por base os anúncios públicos do Banco do Povo da China (PBoC).
A decisão acontece após indicadores divulgados recentemente mostrarem alta de 4,4% no índice de preços ao consumidor em outubro, a maior em dois anos.
A elevação do compulsório anterior foi feita em 10 de novembro, quando a taxa foi elevada também em 0,50 ponto porcentual.
SOJA SUBIU NA FRAQUEZA DO DÓLAR.
Os preços internacionais da soja se recuperaram de perdas recentes e subiram com força nesta quinta feira na Bolsa de Chicago (CBOT). A fraqueza do dólar e o aperto da política monetária chinesa reacenderam o interesse comprador. Os lotes mais negociados, para entrega em janeiro, fecharam com valorização de 37,0 cents ou 3,07%, cotados a US$ 12,42 cents/lb. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 5 mil contratos.
Segundo o analista Tim Hannagan, da corretora P.F.G. Best, o mercado saiu das mínimas com influências dos mercados financeiros, que produziram ganhos generalizados nas commodities. Os futuros de soja encontraram certa estabilidade depois do forte declínio na semana passada.
A sólida demanda para exportação continua sendo um importante fator de suporte relacionado aos fundamentos. As exportações na semana ficaram dentro das expectativas, no nível mais alto, e também acima a média necessária para se alcançar a previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) para este ano."Os fundos ainda precisam reduzir alguma exposição a posições de compra, especialmente sem relatos do governo que provoquem surpresas altistas", comentou Hannagan.
MILHO OPEROU EM ALTA COM DÓLAR E OFERTA APERTADA
Os preços futuros do milho terminaram a quinta-feira em alta na Bolsa de Chicago num movimento de recuperação após as perdas recentes e impulsionado pela depreciação do dólar. Sinais de oferta apertada também foram altistas. Os contratos de maior liquidez, com vencimento em março, fecharam com valorização de 16,50 cents ou 3,06%, cotados a US$ 5,5575/bushel. O mercado tem estado muito volátil nas últimas sessões, orientando-se com base no dólar, no trigo e na soja, além de outras commodities.
Embora traders estejam acompanhando o desenvolvimento da demanda, com o relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), espera-se que não haja grandes novidades na oferta até janeiro. Isso deixa o mercado mais vulnerável a oscilações baseadas no fluxo de dinheiro de investidores entre as commodities e o dólar. "Qualquer semelhança com o mercado real de grãos é mera coincidência", disse o analista Sid Love, da corretora Kropf & Love. Traders afirmaram que não há fatores de suporte para o mercado num prazo mais longo, especialmente depois do recente saldo para a máxima em 27 meses, na semana passada.
Analistas disseram que a oferta de milho deve ser apertada até o início do ano que vem e que são necessárias safras consistentes ao redor do mundo.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
MILHO OPERA EM ALTA DE 2,6% COM RECUO DO DÓLAR
Os preços futuros do milho estão subindo na Bolsa de Chicago (CBOT), com a desvalorização do dólar e preocupações com a oferta no longo prazo. Contratos com vencimento em dezembro, os mais líquidos, subiam 15,25 cents para US$ 5,41/bushel.
Apesar de outra semana de exportações menores, conforme relatado hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os preços estão avançando. Traders disseram que as perdas recentes foram exageradas e que as preocupações com a queda da demanda chinesa foram excessivas.
O analista independente Dave Marshal acrescentou que as vendas de produtores diminuíram conforme eles venderam o suficiente para atender às necessidades de fluxo à vista. Num prazo mais longo, traders estão atentos ao fato de que o mundo não pode suportar uma quebra de safra em nenhum dos mais importantes países produtores no ano que vem.
USDA: VENDAS CAEM 7% NA SEMANA
O saldo das vendas de milho dos Estados Unidos na semana encerrada em 11/11 alcançou 533.700 toneladas, volume 7% menor que o da semana anterior, mas 20% maior que a média mensal, de acordo com dados do relatório de exportação do Departamento de Agricultura do país (USDA). Os principais compradores foram Coreia do Sul (506.500 t), Japão (113.100 t), Síria (102.300 t), Taiwan (42.400 t), Indonésia (37.000 t), e Guatemala (34.400 t). Um destino não especificado (282.500 t), Egito (69.800 t), Colômbia (30.500 t) e Panamá (20.400 t) cancelaram compras.
Os embarques de 778.800 t foram 4% maiores que os da semana anterior, e 3% maiores que a média mensal. Os principais destinos foram Japão (292.600 t), Coreia do Sul (115.500 t), Síria (102.300 t), Indonésia (97.800 t), México (94.400 t) e Taiwan (19.000 t).
MILHO DEVE CHEGAR A US$ 7 NO 1ºTRI DE 2011.
O banco Macquarie elevou sua meta de preço para o milho para acima de US$ 6 por bushel em 2010 e para um intervalo entre US$ 6,50 a US$ 7 no primeiro trimestre de 2011. Embora as exportações dos Estados Unidos até este momento da safra 2010/11 estejam 4% abaixo das realizadas no mesmo período da safra 2009/10, o banco diz haver "evidências crescentes de que as vendas dos EUA vão disparar". Os baixos estoques de milho na China e a safra menor que a esperada nos EUA são fatores que sustentarão o mercado, disse a instituição.
IMPORTAÇÃO DA CHINA CRESCE PARA 1,48 MILHÃO DE T ATÉ OUTUBRO
As importações de milho da China dispararam entre janeiro e outubro para 1,48 milhão de toneladas, ante 32.846 t no mesmo período do ano passado, de acordo com dados do CCS Information Center, de Hong Kong.
MILHO: PLANTIO ATINGE 97% NO PARANÁ,ESTIAGEM JÀ PREOCUPA.
O plantio de milho no Paraná atingiu 97% nesta semana, uma evolução de 3% em sete dias, de acordo com o acompanhamento de safra da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Estado (Seab). Apesar de 91% das lavouras apresentarem boas condições, a preocupação dos agricultores, neste momento, é com o início da floração. O baixo índice de chuvas no Estado pode provocar quedas de produtividade do cereal. No entanto, a Somar Meteorologia informa que as regiões produtoras de milho no Estado ainda apresentam bons níveis de umidade no solo, o que deve amenizar futuras perdas. A Seab informa que 3% dos milharais estão em fase de florescimento.
Soja - A evolução no plantio da soja em sete dias foi de 12% e agora chega a 92% das áreas. O Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura informa, também, que a comercialização antecipada da oleaginosa é de 5%.
Trigo - A colheita do trigo no Paraná chegou a 95%, avanço de 2 pontos porcentuais em relação à semana passada. A comercialização do cereal continua lenta, passou de 23% na última semana para 24% neste levantamento.
SOJA OPERA EM ALTA DIANTE DA QUEDA DO DÓLAR
Os preços internacionais da soja estão avançando nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), na medida em que se recuperam de perdas recentes.Os contratos com vencimento em janeiro, os mais negociados, subiram 31,0 cents ou 2,53% e operavam a US$ 12,36 /bushel. A recente desvalorização da soja ocorreu na medida em que o mercado se preocupou com um eventual aperto monetário na China. Mas a queda do dólar americano limitou as perdas hoje e o mercado virou.
A sólida demanda para exportação da soja dos Estados Unidos ajudou as sustentar as cotações. Traders técnicos aceleraram o movimento. As compras aumentaram quando os traders perceberam a habilidade do mercado se manter os níveis de suporte, sinalizando que a mínima está bem definida no curto prazo, segundo analistas.
SOJA/EUA VENDEM 25% MAIS NA SEMANA; EMBARQUE CHEGA A 1,7 MI/TONS
As vendas de soja dos Estados Unidos na semana encerrada em 11 de novembro tiveram um saldo de 1.007.500 toneladas, volume 25% maior que o da semana anterior, mas 37% menor que a média mensal, de acordo com dados do relatório de exportação do Departamento de Agricultura do país (USDA). Os principais compradores foram China (829.800 t), México (135.400 t), Holanda (77.100 t), Taiwan (61.600 t), Espanha (60.000 t) e Japão (50.300 t). Houve cancelamentos de um destino não especificado (302.100 t) e da França(60.000 t). Vendas de 168.000 t para entrega em 2011/12 foram feitas para a China (118.000 t) e um destino não especificado (50.000 t).
Os embarques de 1.767.900 t foram 5% maiores que os da semana anterior, mas 2% menores que a média mensal. Os principais destinos foram China (1.300.700 t), Holanda (77.100 t), Arábia Saudita (65.900 t), Japão (65.800 t), Indonésia (62.900 t) e México (58.500 t).
CHICAGO: FECHAMENTO DO PREGÃO ELETRÔNICO
Contrato Atual Anterior Var (%)
Milho Dez/10 542,50 Cts/bu 525,75 +3,19
Milho Mar/11 556,25 Cts/bu 539,25 +3,15
Trigo Dez/10 653,50 Cts/bu 632,50 +3,32
Trigo Mar/11 692,25 Cts/bu 671,50 +3,09
Soja Jan/11 1231,75 Cts/bu 1205,00 +2,22
Soja Mar/11 1239,00 Cts/bu 1212,00 +2,23
Farelo Dez/10 333,80 US$/t 328,00 +1,77
Farelo Jan/11 335,40 US$/t 329,80 +1,70
Óleo Dez/10 50,07 Cts/Lib 48,94 +2,31
Óleo Jan/11 50,38 Cts/Lib 49,25 +2,29
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