sexta-feira, 26 de novembro de 2010

SOJA/CHINA: CONTROLE DE PREÇOS REDUZ ESMAGAMENTO.

A unidade de processamento de soja da multinacional de agronegócios Louis Dreyfus suspendeu temporariamente as operações de produção de farelo de soja, enquanto o governo chinês adota medidas para controlar a elevação dos preços de produtos agrícolas por meio da redução das margens de lucro da atividade de esmagamento, de acordo com um executivo de uma trading internacional. As margens de lucro do processamento da oleaginosa estão encolhendo rapidamente por causa das políticas do governo.
O executivo, que pediu para não ser identificado, não tem uma previsão de quanto tempo a suspensão vai durar, mas analistas citaram websites da indústria dizendo que as operações de Zhangjiagang, localizada na província de Jiangsu (no Leste), podem ser retomadas só depois de 10 de dezembro. "Assim como as pessoas, as empresas vêm sendo surpreendidas, portanto não saberemos se (o setor) vai se recuperar logo ouse levará algum tempo", disse a fonte.
A suspensão da fábrica de Zhangjiagang da Louis Dreyfus ocorre em meio a outras decisões semelhantes divulgadas nesta semana - sinais de como os esforços do governo para conter a inflação podem influenciar os produtores agrícolas. As operações de processamento de soja da Nantong Laibao Grain Protein, divisão da companhia de Cingapura Noble Group, também foram suspensas até 28 de dezembro, segundo analistas que mencionaram o site Soybean Network. A Nantong Laibao não quis comentar.
Um mês atrás, as margens do esmagamento de soja se aproximavam de 300 yuans por tonelada, o que trouxe de volta muitos processadores ao mercado. No entanto, já caíram quase 66%, para cerca de 100 yuans por tonelada nesta semana, de acordo com o analista Huang Yingyan, Nanhua Futures.
Entretanto, a interrupção das operações da Dreyfus e da Noble não devem provocar paralisação na indústria local. As duas companhias respondem por apenas 7% do mercado, de acordo com estimativas do setor privado. Além disso, boa parte das atividades da indústria de esmagamento de soja da China pode ser suspensa e retomada rapidamente. Recentemente, quase metade das unidades foram fechadas temporariamente em abril, quando a capacidade de reserva afetou o lucro.

MATO GROSSO/SOJA-PLANTIO RECUPERA ATRASO ATINGE 94,1%.

O ritmo do plantio da soja em Mato Grosso, que começou atrasado pelo menos 15 dias em virtude da falta de chuvas, nesta semana atingiu 94,1% da área estimada em 6,146 milhões de hectares pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Agora, segundo o levantamento semanal do Imea, os trabalhos estão com atraso de apenas 2,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando 96,9% da área estimada na época em 5,945 milhões de hectares já estavam semeadas.
Na avaliação do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, apesar de ter começado com atraso, o plantio está sendo concluído dentro do período recomendado para o cultivo da oleaginosa. Ele observa que os produtores estão atentos aos riscos inerentes aos anos de influência do La Niña, como chuvas durante a colheita e possibilidade de maior incidência da ferrugem.
Silveira afirma que as consequências do atraso do plantio já mensuradas serão a menor disponibilidade de soja nas primeiras semanas de janeiro e a redução da janela para o plantio do milho, que é cultivado após a colheita da oleaginosa. Pelos cálculos do Imea, a oferta de soja em janeiro de 2011 ficará em 1 milhão de toneladas, volume bem abaixo das 4 milhões de toneladas ofertadas no início da colheita da safra passada.
O levantamento do Imea mostra que o plantio está mais avançado na região do médio-norte, que responde por 40% da área cultivada com soja em Mato Grosso. No médio-norte o plantio atingiu nesta semana 98,1% da área prevista, enquanto em igual período do ano passado já estava praticamente encerrado.
A região sudeste apresenta o maior atraso no plantio, por causa da irregularidade das chuvas no início de novembro. No sudeste foram plantados 91,8% da área, ritmo 7,3 pontos porcentuais inferior a igual período do ano passado. Em apenas dois municípios toda área de soja já foi semeada: Chapada dos Guimarães (25 mil hectares) e Santo Antônio do Leveger (13 mil hectares). Em Sorriso, maior produtor de soja de Mato Grosso, com 597 mil hectares cultivados nesta safra, o plantio atingiu 99% da área nesta semana.

           EVOLUÇÃO DO PLANTIO DA SOJA EM MT  
           (Área em hectares e variação em %)  
                           ÁREA           PLANTIO          VARIAÇÃO 

                         2010/11 26/11/09   25/11/10  
  Noroeste         261.200   100,0%      84,4%        -15,6 
  Norte                44.000   100,0%      95,4%          -4,6 
  Nordeste         652.200   70,1%       80,6%          10,5 
  Médio-Norte 2.436.000   99,9%       98,1%          -1,8 
  Oeste               907.200   99,1%       97,9%          -1,2 
  Centro-Sul        399.100   98,7%       98,3%          -0,4 
  Sudeste         1.446.600   99,1%       91,8%          -7,3 
  Mato Grosso  6.146.300   96,9%       94,1%          -2,8 
Fonte: Imea

SOJA/CHINA FECHA EM BAIXA PRESSIONADA POR REALIZAÇÃO DE LUCROS

Os futuros da soja terminaram com perdas na Bolsa de Commodities de Dalian influenciados pelo embolso de lucros e por preocupações de que a China enrijecerá os mecanismos de controle das atividades de especulação nos mercados commodities. "Preocupações com os esforços do governo para deter a especulação estão abalando o sentimento do mercado", afirmou Wu Qiujuan, analista da Xinhu Futures Co.
O contrato setembro, o mais negociado, fechou com baixa de 1,1%, cotado a 4.330 yuans por tonelada. O número de contratos abertos caiu 15.082 lotes, para 289.954 lotes, registrado o terceiro declínio em poucos dias.
A Bolsa de Commodities de Dalian elevará a margem de negociação da soja de 5% para 10%, enquanto o limite diário de variação dos preços será expandido de 4% para 6%, a partir de segunda-feira. "A bolsa adotará mais medidas de controle do risco para estabilizar o mercado, se o risco aumentar", informou a DCE em um comunicado online.
Os futuros da soja oscilarão entre 4.300 e 4.400 yuans por tonelada no curto prazo, à medida que o preço de compra recomendado pelo governo - de 3.800 yuans por tonelada - fornece um forte piso, afirmou Zhu Jinming, analista da Zheshang Futures Co. No longo prazo, a perspectiva é positiva, já o programa de afrouxamento quantitativo do Federal Reserve deve acelerar a depreciação do dólar, enquanto um clima seco na América do Sul pode reduzir a produção global, disse Zhu.

EURO CAI COM TEMORES SOBRE PORTUGAL E ESPANHA

O euro está sob forte pressão contra várias moedas na Europa, com investidores temendo que uma crise de dívida atinja também Portugal e com a disparada da diferença entre o rendimento do título do governo da Espanha em relação ao do alemão.
O euro cai contra o dólar, o franco suíço, o iene e a libra. Ao mesmo tempo, todas as moedas que são consideradas de maior risco, como o dólar australiano e a libra, cedem frente ao dólar, mostrando que os rumores de que Portugal estaria sendo pressionado para recorrer à ajuda financeira internacional prejudica o sentimento no mercado.
O spread entre o juro do título do governo da Espanha de dez anos e o título do governo da Alemanha de mesmo vencimento - uma referência no mercado europeu - ampliou-se para o recorde de alta de 263 pontos-base. "Muitos investidores estão em dúvida se os recursos do mecanismo de ajuda da União Europeia serão suficientes para resgatar a Espanha caso o país perca acesso ao mercado de bônus", disseram analistas do Citigroup.
O jornal Financial Times Deutschland disse que o Banco Central Europeu (BCE) e alguns países na zona do euro estariam pressionando Portugal a pedir assistência financeira para evitar que a crise de dívida chegue à Espanha, que tem elevada exposição a Portugal. A Comissão Europeia, assim como os governos de Portugal, Espanha e Alemanha negaram as informações.
O euro cai para US$ 1,3233, de US$ 1,3369 no fim do dia ontem em Toronto. Contra o iene, o euro caía para 111,01 ienes, de 111,75 no fim do dia ontem em Toronto. O dólar subiu para 83,89 ienes, de 83,56 ienes no fim do dia ontem em Toronto.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

SAFRA 2010/11-PARANÁ REDUZ ESTIMATIVA PARA MILHO E ELEVA SOJA.

O Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral) fez leves ajustes hoje seus números para a safra de grãos 2010/11 no Estado, com uma ligeira redução na estimativa da produção de milho e pequena elevação na projeção da colheita de soja.
De acordo com o órgão da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, o maior produtor de milho do País deve colher uma safra de 5,3 milhões de toneladas do cereal, ante estimativa em outubro de 5,4 milhões. O volume estimado agora é 22% menor que o da temporada 2009/10. Os produtores paranaenses preferiram plantar mais soja nesta safra, um produto que projetava maior liquidez que o milho na época do plantio.
A estimativa da área destinada ao milho no Estado também diminuiu no levantamento deste mês, passando de 742 mil hectares em outubro para 735 mil ha. O rendimento previsto é de 7,2 mil quilos por hectare, ante 7,6 mil quilos/ha em 2009/10.
Já a previsão para a nova safra de soja é de 13,8 milhões de toneladas, ante 13,7 milhões em outubro. O novo número representa uma queda de 1% ante a produção 2009/10. A área destinada à oleaginosa foi mantida em cerca de 4,5 milhões de hectares, com uma produtividade estimada em 3 mil quilos por hectare, ante 3,2 mil quilos/ha na safra passada.
O Estado é o segundo maior produtor da oleaginosa no País, atrás de Mato Grosso, cuja produção está estimada em 18,4 milhões de toneladas pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
"As lavouras estão bonitas, as condições são boas. O que estamos torcendo é para que não venha uma estiagem nos próximos dois meses, que são críticos. Está todo mundo apreensivo", disse à Agência Estado o agrônomo do Deral Otmar Hubner, referindo-se ao fenômeno climático La Niña, que provoca irregularidade de chuvas no Hemisfério Sul e deve persistir pelo menos até meados de 2011.
Para o algodão, a previsão do Deral é de uma produção no Paraná de 2,1 mil toneladas, contra 2 mil estimadas em outubro, em uma área de 826 hectares.
Plantio - Segundo o levantamento do Deral, 98% da área destinada ao milho no Estado foi plantada até 22 de novembro, avanço de um ponto porcentual em relação à semana passada, sendo que 91% das lavouras estão em boas condições. O plantio da soja atingiu 95% da área prevista para 2010/11, ante 92% há uma semana, com 96% das lavouras em boas condições.
A comercialização antecipada da soja 2010/11 não teve alterações na semana e manteve-se em 5% da safra prevista. Quanto ao milho, 1% da produção está comprometida.
"Os produtores estão vendendo devagar. Como o mercado está aquecido, o produtor fica com um pé atrás esperando subir mais e normalmente nossos produtores têm por costume fazer a venda na colheita", disse Hubner.

ARGENTINA: SAFRAS DE MILHO E SOJA SE APROXIMAM DO RECORDE.

A Argentina está prestes a registrar produção recorde de milho e soja nesta temporada, afirmou hoje a Bolsa de Grãos de Rosário. No entanto, as estimativas da bolsa estão significativamente mais baixas do que as do governo.
A bolsa prevê que a produção comercial de milho somará de 21 a 22 milhões de toneladas, ante a safra recorde anterior de 22,5 milhões de toneladas. O governo espera que a produção de milho totalize 26 milhões de toneladas, mas isso inclui todo o milho produzido, e não apenas a parte comercial.
As condições de umidade do solo foram consideradas excelentes durante boa parte da temporada de plantio, permitindo o rápido progresso, segundo a bolsa de Rosário.
Soja
A bolsa de Rosário também disse que a produção de soja caminha rumo aos 49,5 milhões de toneladas, menos do que o recorde de 54,5 milhões de toneladas produzido no ciclo passado. O governo prevê 52 milhões de toneladas nesta temporada.
No entanto, há preocupações com o clima seco resultante do fenômeno La Niña, que pode reduzir a produtividade, durante o importante período de produção que vai de dezembro a março. "A ausência de previsões de chuva na área central do Cinturão agrícola está aumentando a ansiedade dos produtores", declarou a bolsa.

MATO GROSSO/SOJA - 57,4% DA SAFRA FOI COMERCIALIZADA.

A comercialização de soja em Mato Grosso atingiu em novembro 57,4% da produção da safra 2010/11, estimada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) em 18,443 milhões de toneladas. Aquele porcentual, contudo, pode ser ainda maior. Na opinião do presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, 70% da safra foram comercializados, levando em conta que muitos produtores assumiram compromissos com as multinacionais na troca da soja por insumos.
Os números do Imea apontam um avanço de 12,4 pontos percentuais na comercialização em relação a outubro. Na comparação com novembro do ano passado, as vendas estão 27,4% adiantadas. O ritmo mais acelerado dos negócios ocorreu na região oeste, com a comercialização de 64,4% da soja que será colhida no próximo ano. No médio norte, que responde por 40% da produção estadual de soja, as vendas correspondem a 59,2% da produção esperada.
Segundo Glauber Silveira, o ritmo da comercialização está acima dos últimos anos e a média de preços registrada até agora é de US$ 18,8 por saca, com valores em moeda nacional a R$ 32 por saca. Ele calcula que estes preços garantem uma renda bruta de R$ 455 por hectare e margem líquida de R$ 287 por hectare. A média de preços está abaixo dos valores praticados atualmente no mercado, na faixa de US$ 21 por tonelada.
Silveira explica que em função das perspectivas de preços baixos em meados deste ano, os produtores iniciaram a comercialização vendendo a soja a US$ 15/saca. Levando em conta o levantamento do Imea, entre julho e agosto, antes da alta de preços da soja no mercado internacional, os produtores comercializaram cerca de 2,9 milhões de toneladas de soja, que representam 15% da produção esperada.
Em relação à menor oferta de soja em janeiro, em função do atraso no plantio, Silveira não acredita que os produtores que venderam antecipado para entrega no início de 2011 enfrentarão problemas caso não disponham da mercadoria. Segundo ele, as multinacionais deverão aceitar um eventual atraso de quinze dias na entrega, pois muitas compraram a soja na faixa de US$ 15/saca e em janeiro, devido à falta de soja, o preço deve atingir US$ 30/saca.
Na opinião de Silveira, com pouco mais de 30% da safra ainda para ser vendida, os agricultores devem reduzir o ritmo de comercialização até o final do ano. Ele explica que os produtores já venderam média 35 sacas por hectare e agora devem ficar mais precavidos, pois existe o risco de a produtividade não atingir a previsão de 50 sacas por hectare, em função do fenômeno climático La Niña. O avanço da comercialização também deve ser limitado pelo fato de parte da produção também estar comprometida com o pagamento do arrendamento de terras (4 sacas por hectare) e de máquinas agrícolas (2 sacas por hectare). Metade da área cultivada com soja em Mato Grosso é arrendada.

SOJA/CHINA FECHA EM LEVE ALTA, APESAR DE PESSIMISMO SOBRE POLÍTICAS

Os futuros da soja terminaram com alta moderada na Bolsa de Commodities de Dalian. O mercado avançou no início do pregão, mas reduziu os ganhos durante o dia, à medida que investidores embolsaram lucros. O contrato setembro, o mais negociado, fechou com valorização de 5 yuans, cotado a 4.388 yuans por tonelada (6,657 yuans = US$ 1).
Investidores desmontaram posições compradas em meio à falta de confiança nas perspectivas de mercado. Declarações do principal órgão de planejamento econômico do país culpando os especuladores pela inflação também abalaram as negociações, disse Huang Xiao, gerente do departamento de agricultura da Capital Futures.
A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento, informou nesta quinta-feira que os preços das commodities caíram nas duas últimas semanas graças à repressão do governo contra a especulação.
Os preços continuarão em declínio durante novembro e dezembro, conforme as medidas governamentais para conter a inflação, incluindo os leilões das reservas nacionais, surtem efeito, afirmou Chen Lina, analista da Beijing Orient Agribusiness Consultant Ltd. "Além do governo central, os governos locais também estão liberando as reservas", acrescentou Chen. Ela estima suporte em torno de 3.850 yuans por tonelada, nível próximo do preço de compra recomendado pelo governo, de 3.800 yuans por tonelada,o que fornece um forte piso.
As cotações da oleaginosa devem se recuperar a partir de janeiro, à medida que o Ano Novo Lunar, pico da temporada de consumo na China, se aproxima.
O número de contratos abertos na bolsa caiu 29.564 lotes, para 305.036 lotes.

EUA: BOLSAS NÃO OPERAM HOJE.

Bolsas de mercadorias permanecerão fechadas nesta quinta-feira, em virtude do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos. As operações com futuros e opções de commodities agrícolas serão retomadas amanhã (dia 26), quando o horário de fechamento será antecipado. Ambas encerrarão as atividades às 16h.

CHICAGO/GRÃOS- CHINA PUXA PREÇOS DA SOJA

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago (CBOT) fecharam em alta nesta quarta feira sustentados pela venda de 780 mil toneladas da oleaginosa norte-americana para a China, além das preocupações com a safra sul-americana. O contrato janeiro da soja avançou 16 centavos, ou 1,29%, para fechar cotado a US$ 12,55 por bushel.
A venda para a China foi anunciada antes da abertura do mercado e deu um impulso aos preços, ainda que o rali tenha sido mais modesto do que alguns players esperavam. "Acho que estamos um pouco reservados aqui um dia antes do feriado", disse Jerry Gidel, analista da North America Risk Management Services.
O mercado estará fechado na quinta-feira devido ao dia de Ação de Graças, e segundo analistas os traders estavam relutantes em assumir muitos riscos,grandes vendas já foram precificadas pelo mercado.
As preocupações com a safra sul-americana devido a uma estiagem também deu suporte, segundo traders. As previsões são de que a Argentina terá tempo seco por pelo menos vários dias.
As duas questões que estão dominando o mercado -- o tempo na América do Sul e a demanda da China -- estão conectadas, "Está bastante claro ao mercado que a China está acelerando ou reduzindo suas compras com base nas previsões do tempo", disse um analista.
O contrato janeiro do óleo de soja avançou 103 pontos, para 50,60 centavos por libra-peso, enquanto o janeiro do farelo recuou US$0,70, para US$342,60 a tonelada.

MILHO ACOMPANHA SOJA E FECHA COM VALORIZAÇÃO DE 2%
Os preços futuros do milho saltaram nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago na esteira do mercado de soja e diante do clima seco na América do Sul.
Os contratos mais líquidos, com vencimento em março, subiram 10,75 cents ou 1,98%, e terminaram cotados a US$ 5,5375/bushel. A venda de 780 mil toneladas de soja dos Estados Unidos para a China, sinalizaram a forte demanda por grãos e também puxaram as cotações do milho.
A irregularidade de chuvas deve continuar na Argentina num futuro próximo, o que pode limitar o plantio de milho. O país é o segundo maior exportador de milho e sua oferta é necessária para ajudar a compensar a queda da produção dos Estados Unidos.
Fortes compras de consumidores finais emergiram depois do recente declínio a partir da máxima de novembro, de US$ 6,05/bushel, e fortaleceram a ideia de que se tem uma mínima no curto prazo.
Os ganhos foram limitados pela cautela antes do feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.

TRIGO TERMINA O DIA EM ALTA COM CLIMA SECO NOS ESTADOS UNIDOS
Previsões do tempo indicam clima seco em importantes áreas produtoras de trigo dos Estados Unidos, como as Planícies, durante os próximos dez dias e impulsionaram as cotações do cereal nesta quarta-feira.
Na Bolsa de Chicago os contratos mais negociados, com vencimento em março, subiram 4,50 cents ou 0,66% e fecharam a US$ 6,8525/bushel. Na Bolsa de Kansas City o mesmo vencimento saltou 7,50 cents ou 1,03% e terminou a US$ 7,35/bushel.
Participantes do mercado continuam preocupados com a falta de chuva nas Planícies, inclusive no maior Estado produtor do país, o Kansas. A umidade baixa dificulta a formação de raízes das plantas no solo. Consumidores finais estão nervosos com a possibilidade de quebra na oferta no ano que vem.
No fim da sessão, os futuros limitaram os ganhos na medida em que traders embolsaram lucros e reduziram posições de risco antes do dia de Ação de Graças.

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