sexta-feira, 15 de abril de 2011

CBOT/SOJA SE ESTABILIZA E FECHA EM ALTA.

Os contratos mais próximos da soja negociados na bolsa de Chicago fecharam hoje em leve alta, estabilizando após uma semana de fortes quedas uma vez que os traders consideraram que as recentes notícias baixistas já foram precificadas. O contrato maio subiu 0,75 centavo, ou 0,06%, para fechar a US$ 13,3175 por bushel.
Em relação aos vencimentos mais distantes, traders optaram por reduzir alguma exposição ao risco antes do final de semana. Entretanto, o anúncio da venda de 165 mil toneladas de soja para China com entrega durante o ano comercial 2011/12 limitaram as perdas, disseram analistas. O contrato novembro, referente à nova safra, recuou 5,50 centavos, ou 0,4%, para US$ 13,3975 por bushel.
Por sua vez, o farelo de soja deu continuidade à sua recuperação de perdas anteriores, sustentado pelo ajuste de posições antes do fim de semana e por uma retomada na demanda por exportação. O contrato maio subiu US$ 2,70, ou 0,8%, e fechou a US$ 345,20 por tonelada.
O óleo de soja terminou com perdas, incapaz de se desvincular da fraqueza nos mercados mundiais de óleos vegetais, apesar de uma alta no petróleo. O vencimento maio cai 3 pontos, ou 0,05%, para 56,84 centavos por libra-peso.

INSUMOS/MT- ANTECIPAÇÃO DA COMPRA É RECORDE.

A próxima safra de soja em Mato Grosso, que será semeada a partir da segunda semana de setembro deste ano, já registra recordes na antecipação da compra dos insumos e também nas vendas do produto que começa a ser colhido em janeiro de 2012. Um levantamento realizado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revela que os produtores já venderam 12% da produção da próxima safra, nível que nos últimos anos só foi atingido no mês de julho.
O superintende do Imea, Otavio Celidonio, explica que grande parte das vendas ainda não tem preços fixados. Após o encerramento de uma colheita que vai ficar na história por causa da boa rentabilidade, os agricultores devem aguardar a definição da safra norte-americana e o comportamento das cotações na Bolsa de Chicago antes de travar os preços. Neste ano, as chuvas atrapalharam o fim da colheita, mas os prejuízos foram pontuais em determinadas regiões, sem comprometer a produtividade, que chegou a 60 sacos na média estadual.
O otimismo em relação à próxima safra se reflete na antecipação da compra de insumos. O levantamento do Imea mostra que até o mês passado 68% do fertilizante tinha sido comprado pelos agricultores de Mato Grosso, volume 13 pontos porcentuais acima do nível observado no mesmo período do ano passado. No caso das sementes, que serão entregue alguns dias antes do início do plantio, 72% do volume já está comprado, com avanço de 16 pontos porcentuais em relação ao ano passado. As compras dos defensivos também cresceram 13 pontos porcentuais e atingiu 66%.
Como grande parte dos insumos já foi comprada e apenas uma pequena parcela da soja vendida, tudo indica que o produtor empregará uma maior parcela de capital próprio para o custeio da próxima safra, aproveitando o lucro obtido na colheita deste ano. Segundo dados da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), na safra passada 37% dos recursos utilizados para bancar o plantio saíram do bolso dos agricultores. Os bancos tiveram uma participação de 21%; os fabricantes de insumos e suas revendas responderam por 33%, enquanto as tradings bancaram 8,7%. Os levantamentos feitos pelo Imea mostram que há dois anos as tradings financiavam 35% da safra e os fabricantes junto com as revendas bancavam 14%.
Um dos fatores que motivou a corrida pela compra dos insumos foi o receio da alta de preços ao longo do primeiro semestre. O acompanhamento de mercado feito pelo Imea mostra que a média de preço do fertilizante supersimples no mês passado ficou em US$ 412,70/tonelada, valor 31,23% acima do registrado em março de 2010 (US$ 314,48/tonelada) e 5,36% superior ao observado em fevereiro último (R$ 314,48/tonelada). O cloreto de potássio (KCL) subiu 6,21% de fevereiro para março, enquanto em relação ao mesmo mês do ano passado a alta é de 8,42%. A cotação da ureia se manteve praticamente entre fevereiro e março (+0,31%), mas na comparação com o início do ano passado subiu 12,06%.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

SOJA: PRODUTORES DE MATO GROSSO JÁ COMPRARAM 72% DO FERTILIZANTE.

Os bons preços da soja levaram os produtores de Mato Grosso a acelerar as compras de insumos para a safra 2011/12, que começa a ser plantada na segunda quinzena de setembro deste ano. Os agricultores já compraram 68% dos fertilizantes, volume superior aos 55% registrados em igual período do ano passado. No caso das sementes, os produtores compraram até agora 72% da demanda prevista (ante 56% em abril do ano passado) e nos defensivos agrícolas as aquisições correspondem a 66% (ante 52% no ano passado).
Os dados levantados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) foram divulgados hoje durante o seminário de abertura do Circuito Aprosoja. O evento promovido pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) reúne especialistas para debater as tendências para a safra 2011/12. Outros encontros do Circuito Aprosoja serão realizados até 25 de maio em mais 19 cidades de Mato Grosso e outros cinco municípios em Mato Grosso do Sul, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
China - Em relação às perspectivas de mercado, o executivo Lin Tan, presidente de investimentos da Hopefull, correspondente da trading chinesa DTN, afirmou que os preços da soja devem se manter nos patamares atuais, sem os picos de preços registrados no segundo semestre do ano passado. Segundo ele, a tendência é de retração na demanda nos próximos meses, pois desde o início deste ano as indústrias chinesas operaram com margem de esmagamento negativa.
Ele diz que nos próximos meses as importações chinesas devem passar das 5 milhões de toneladas mensais registradas no segundo semestre do ano passado para 3 milhões a 3,5 milhões de toneladas, em função dos altos estoques existentes no país, que somam 6 milhões de toneladas nos portos e 6,5 milhões de toneladas nas indústrias. Lin Tan observa que em função da margem negativa das indústrias o governo chinês não consegue vender o produto dos estoques oficiais por meio dos leilões, o que deve pressionar ainda mais o preço interno.
A questão dos investimentos chineses no agronegócio foi um dos assuntos mais comentados nos intervalos do seminário promovido pela Aprosoja. Lin Tan afirmou que não existe interesse de investidores chineses na compra de terras em Mato Grosso ou em outras regiões brasileiras. Segundo ele, o agricultor chinês não tem tradição de cultivar em grandes áreas. "Na China, muitas vezes a área de cultivo corresponde à metade de um campo de futebol". Lin comentou que um amigo chinês lhe perguntou se era possível comprar terra no Brasil e quando questionado sobre o tamanho da área disse que pensava algo em torno de 20 hectares. Na China é impossível comprar terras, pois as propriedades pertencem ao governo.
O executivo chinês disse que tem analisado propostas de investidores interessados em investir em infraestrutura e logística, como ferrovias, hidrovias e portos. No caso das tradings, diz ele, a intenção é firmar contratos de parceria de longo prazo com produtores para a compra da soja, por meio do financiamento de insumos para bancar o plantio. A trading que ele dirige quer firmar contratos para comprar 3 milhões de toneladas de soja por ano, que equivalem ao cultivo de 1 milhão de hectares.
O presidente da Aprosoja, Glauber Silveira, disse que vê com preocupação a intenção dos chineses de reduzir os custos de aquisição da soja por meio da retirada das tradings da intermediação dos negócios. Ele fez esta afirmação ao comentar os investimentos chineses de R$ 7 bilhões para financiar o plantio e comprar 6 milhões de toneladas de soja em Goiás, por meio de empresas estatais e de capital misto. Silveira comentou que, em contrapartida os chineses querem exportar defensivos, maquinas agrícolas e fertilizantes, o que pode "sucatear ainda mais as indústrias brasileiras, que convivem com altas de taxas de juros e custos elevados, como é o caso da energia elétrica".
Na opinião do dirigente da Aprosoja, mesmo sendo importante a aproximação com a China, o Brasil não pode esquecer os parceiros tradicionais, como os Estados Unidos. No entanto, ele reconhece a importância da China, que consome 62% da soja exportada por Mato Grosso. As perspectivas são excelentes, diz ele, pois o potencial de crescimento é grande, uma vez que apenas 26% suínos na China são alimentados com ração balanceada. Silveira comenta que outra vantagem China é não ter tantos problemas como o mercado europeu, que quis impor restrições à soja brasileira por causa de questões ambientais. "Só faz exigências quem está de barriga cheia. A China tem uma população imensa para alimentar", diz ele.
Logística - O economista Paulo Rabello de Castro, um dos palestrantes do evento promovido pela Aprosoja, criticou o investimento direto de capital estatal estrangeiro na agricultura. Segundo ele, o capital é bem-vindo no caso do investimento em infraestrurura, mas deve entrar no País por meio de parcerias com empresas brasileiras, que devem ter participação majoritária. Durante a explanação, Rabello de Castro apresentou uma proposta denominada "Mato Grosso Turbinado", na qual defende a formação de consórcios para investimento em infraestrutura, "pois o setor não pode ficar esperando mais 30 anos pelas ações do governo federal".
Para bancar os investimentos, Paulo Rabello defende a formação de um fundo com participação do BNDES, que entraria com R$ 210 milhões, os empresários do agronegócio (com R$ 170 milhões), mercado financeiro (R$ 100 milhões) e tradings (R$ 100 milhões), além do governo de Mato Grosso (R$ 210 milhões). Pelas projeções do economista, os investimentos poderiam atingir R$ 14 bilhões nos próximos dez anos. No caso do governo, os recursos poderiam vir por meio da redução dos juros cobrados sobre a dívida pública estadual. Ele calcula que se o governo federal reduzir a taxa de juros da dívida Mato Grosso terá em caixa mais R$ 200 milhões, "que hoje são perdidos por causa da agiotagem oficial".

SOJA/INDÚSTRIA DOS EUA ESMAGOU 3,6 MIL TONS.

As indústrias norte-americanas processaram em março 3,66 milhões de toneladas ante 3,4 mi de tons em fevereiro e 4,07 mi de tons em igual período de 2010.
A produção de farelo de soja alcançou 2,93 mi de tons no período, mais do que 2,73 mi de tons no mês anterior, mas abaixo das 3,19 mi de tons apuradas em março de 2010.
As exportações do produto recuaram para 470.702 tons ante 601.995 toneladas em fevereiro e 826.232 t no mesmo intervalo de 2010.
A produção de óleo de soja somou 709.925 t em março, em comparação com 658.827 t no mês anterior e 756.770 t em março do ano passado. Os números foram divulgados nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, sigla em inglês) dos Estados Unidos.

SOJA/EUA VENDEM 130.200 T DA SAFRA 10/11.
Os Estados Unidos venderam um saldo de 130.200 toneladas de soja da safra 2010/11 na semana encerrada no dia 7 de abril, mostrou o relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura do país (USDA) nesta quinta-feira. Os principais compradores foram China (182.300 t), México (44.100 t), Japão (27 mil t) e Indonésia (8 mil t). Cancelamentos foram feitos por países não revelados (136.100 t).
O USDA informou ainda que os cancelamentos superaram as vendas da safra 2011/12 na semana em 50.900 toneladas.
Os embarques totalizaram 554.900 toneladas no período, volume 14% menor em relação ao da semana anterior e 29% abaixo da média mensal. Os principais destinos foram China (355.400 t), Egito (72.600 t), Taiwan (29.600 t), México (22.300 t) e Israel (16.100 t).

quarta-feira, 13 de abril de 2011

SOJA: MERCADO FOCA NA OFERTA E DEMANDA E FECHA EM ALTA.

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago conseguiram se estabilizar hoje após as recentes quedas e fecharam em alta. Depois de cair quase 6% desde o início de abril, o mercado voltou a se focar na perspectiva de oferta apertada e demanda sólida, disseram analistas.
O contrato maio subiu 3,75 centavos, ou 0,28%, para fechar a US$ 13,3350 por bushel. O novembro, referente à nova safra, ganhou 0,5%, para US$13,5150 por bushel.
Prêmios no mercado à vista mais firmes em meio à ausência de vendas de produtores também deram sustentação aos preços, assim como as incertezas sobre o próximo ano-safra em um ano em que se espera grandes produções para reabastecer os estoques.
Os futuros do óleo de soja também terminaram com ganhos, encontrando estabilidade após o recuo de ontem provocado por vendas generalizadas. O óleo encontrou sustentação na sólida demanda global por óleos vegetais e na recuperação do petróleo, segundo analistas. O contrato maio avançou 12 pontos, ou 0,2%, para fechar a 57,36 centavos por libra-peso.
Já o farelo não conseguiu sustentar os ganhos iniciais devido à fraca demanda doméstica, e o contrato maio terminou com leve queda de US$ US$ 0,20, ou 0,06%, para US$ 342,20 por tonelada.

terça-feira, 12 de abril de 2011

CBOT/GRÃOS FECHAM EM QUEDA COM VENDAS GENERALIZADAS EM COMMODITIES.

Os futuros da soja se aproximaram do menor nível em quatro semanas hoje na bolsa de Chicago, pressionados pelas vendas generalizadas em commodities. As preocupações com a questão nuclear do Japão desencadearam vendas em commodities, ao mesmo tempo em que o petróleo recuava com força depois de o Goldman Sachs encorajar investidores a reduzir o risco, disseram analistas. O contrato maio caiu 38,75 centavos, ou 2,83%, para fechar cotado a US$ 13,2975 por bushel.
O banco de investimento, conhecido por ser altista, alertou que estão surgindo sinais de destruição da demanda por petróleo nos Estados Unidos, e recomendou aos seus clientes a realização de lucros. Os grãos estão ligados ao petróleo porque o etanol é fabricado a partir do milho nos EUA.
Por sua vez, as preocupações de que a China pode cancelar algumas aquisições de soja dos EUA e as boas perspectivas para as safras da América do Sul foram fundamentos baixistas, adicionando ainda mais pressão às cotações da soja, de acordo com a Doane Advisory Service.
Entretanto, o aperto da oferta ainda é uma preocupação para o mercado de soja, uma vez que os produtores norte-americanos devem expandir a área plantada com milho e algodão, às custas da oleaginosa.
Os produtos derivados também terminaram em queda acompanhando as vendas generalizadas nos mercados de commodities. O óleo de soja atingiu a mínima de duas semanas pressionado pela queda do petróleo, e o contrato maio caiu 158 pontos, ou 2,69%, para 57,24 centavos por libra-peso.
O farelo atingiu o menor nível em quatro semanas em meio à desaceleração da demanda global, de acordo com analistas. Os contratos com vencimento em maio recuaram US$ 7,30, ou 2,09%, para fechar a US$ 342,40 por tonelada.

MILHO ACOMPANHA PETRÓLEO E SE DESVALORIZA 3%
Realização de lucros pressionou fortemente as cotações do milho hoje, negociado na CBOT. A queda dos preços do petróleo pesou sobre a maioria das commodities nesta terça-feira, entre elas o milho e o açúcar, por causa da relação com o etanol.
Além disso, fundos costumam atuar numa cesta de commodities. O contrato do cereal para entrega em maio afundou 23,50 cents ou 3,03% e fechou a US$ 7,5250/bushel.  "Acredito que o petróleo foi o principal mercado que martelou os grãos", afirmou o analista Terry Reilly, do Citigroup. Entretanto, observadores continuam altistas, pois os preços elevados ainda não contiveram a demanda global por milho, num momento em que os estoques estão apertados. A queda ocorreu, ainda, porque ontem os futuros haviam alcançado máxima recorde acima de US$ 7,80/bushel, incentivando a realização de lucros.
O Citigroup manteve sua estimativa de preço do milho nos Estados Unidos em US$ 8/bushel no longo prazo, podendo alcançar US$ 8,50/bushel se a safra enfrentar problemas climáticos. "Ainda estamos altistas no longo prazo. Acho que (a queda) é mais uma questão de curto prazo, um recuo por realização de lucro", disse Reilly.
Durante um breve período da sessão, os futuros de milho operaram em nível superior aos de trigo, alimentando expectativas de que os criadores de animais aumentariam as compras de trigo, em vez de milho. Ao contrário do milho, a oferta de trigo é ampla neste momento.

CHICAGO: GRÃOS DESPENCAM COM REALIZAÇÃO DE LUCROS E PETRÓLEO FRACO

Os futuros dos grãos recuam fortemente na Bolsa de Chicago, pressionados por realização de lucros em meio ao declínio do petróleo. As vendas generalizadas "foram desencadeadas pela recomendação do Goldman Sachs", afirmou Alan Brugler, presidente da Brugler Marketing & Management.
O banco de investimento alertou que estão surgindo sinais de destruição da demanda por petróleo nos Estados Unidos e recomendou a saída de uma cesta de commodities. Os grãos estão ligados ao petróleo por causa do etanol fabricado à base de milho.
O contrato maio da soja caiu 40 cents, ou 2,92%, para US$ 13,2850 por bushel. O mesmo vencimento do milho desabava 21,50 cents, ou 2,77%, cotados a US$ 7,5450 por bushel. Já os lotes para entrega em maio do trigo recuavam 39,75 cents, ou 4,98%, para US$ 7,5850 por bushel.

MILHO: JAPÃO COMPRA ATÉ 500 MIL TONS, EMBARQUE JUL-SET.

O Japão iniciou as compras de milho para embarque entre julho e setembro, adquirindo até 500 mil toneladas por cerca de 250 cents/bushel acima do preço contrato julho na Bolsa de Chicago (CBOT), na base CIF, disseram traders nesta terça-feira.
"Não houve nenhum grande cancelamento de contratos de importação de milho por causa do [recente] terremoto", mas a produção de ração animal no Japão em março foi cerca de 1,5% menor ante fevereiro, informou um dos traders durante uma conferência. Isso levou os fabricantes de ração a firmar acordos de compra para o terceiro trimestre do ano, acrescentou ele.
No entanto, preços maiores estão enfraquecendo a demanda japonesa, com os valores atuais na base de entrega perto dos patamares recordes, em torno de US$ 400/t, afirmaram os traders.

CHINA/SOJA CAI; DEMANDA FRACA E RUMOR DE LEILÕES DE RESERVAS

Os futuros da soja terminaram com perdas na Bolsa de Commodities de Dalian, conforme sinais de desaceleração da demanda doméstica e potenciais leilões de venda das reservas estatais pressionaram o mercado em meio à fraqueza dos preços na Bolsa de Chicago. O contrato janeiro, o mais negociado, fechou com queda de 1,6% nesta terça-feira, a 4.632 yuans por tonelada.
Associação Americana de Soja, informou em uma conferência da indústria que as importações chinesas provavelmente cairão ainda mais no período de abril a setembro por causa da fraca demanda por farelo e da baixa margem de lucro obtida com as operações de esmagamento.
Dados alfandegários mostraram que a China importou 3,51 milhões de toneladas do grão em março, queda de 12% na comparação anual. No primeiro trimestre deste ano, as importações de soja totalizaram 10,96 milhões de toneladas, volume 0,7% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2010.
"As processadoras de soja estão enfrentando uma pressão cada vez maior dos elevados estoques", disse Tu Xuan, analista da Shanghai JC Intelligence Co.
As reservas da oleaginosa nos principais portos da China estão perto de patamares recordes, em torno de seis milhões de toneladas, com as margens de lucro também prejudicadas pelos controles de preço do óleo de cozinha pelo governo.
Participantes do mercado afirmaram nesta terça-feira que Pequim pode liberar três milhões de toneladas de soja para ajudar as processadoras locais, à medida que busca conter as pressões inflacionárias. Contudo, os rumores ainda não foram confirmados, e alguns analistas questionaram a probabilidade de tamanha venda, considerando que a oferta é ampla.
A China tipicamente vender quantidades bem menores dos estoques estatais e, mesmo assim, não conseguiu atrair interessados no leilão de 20 mil toneladas realizado na província de Heilongjiang no começo deste mês. Uma autoridade do Centro Nacional de Informação de Óleos e Grãos do país (CNGOIC) revelou hoje que as processadoras estão tendo prejuízos de 300 a 500 yuans por tonelada nos níveis de preço atuais.
A fraca margem de lucro provavelmente levou o maior importador de soja do mundo a cancelar alguns carregamentos em meio ao declínio dos preços do farelo, disse Liu Ni, uma autoridade da estatal Cofco Ltd., na segunda-feira.

CHINA DEVE IMPORTAR 4,3 MI T EM ABRIL.
As importações de soja da China em abril provavelmente alcançarão 4,28 milhões de toneladas, informou nesta terça-feira o Ministério de Comércio do país, revisando para cima a projeção anterior. Se concretizada, a quantia será 1,9% maior em relação ao mesmo período de 2010 e 22% superior na comparação com março.
A estimativa, publicada no site do ministério, se baseia no relato de importadores entre 16 a 31 de março. Embora a previsão normalmente seja inferior ao volume real, uma vez que não inclui todos os carregamentos, a expectativa do governo para março superou em cerca de um décimo as 3,5 milhões de toneladas realmente importadas.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

GRÃOS/EUA: PLANTIO DE MILHO EM RITMO INFERIOR AO ESPERADO.

Produtores dos Estados Unidos estão cultivando as lavouras de milho do país mais lentamente do que o esperado, aumentando as preocupações de que a área plantada pode não se expandir tanto quanto o desejado para reabastecer os estoques. Em seu relatório semanal de acompanhamento de soja, divulgado hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) afirmou que 3% das lavouras de milho foram cultivadas até domingo, mesma porcentagem da média em cinco anos para esta época.
Mas traders e analistas previam plantio de 4% a 6%. Alguns esperavam que o clima favorável no sul e os preços recorde pudessem estimular os produtores a plantar em ritmo recorde. "Todo mundo pensou que estaria vibrante", disse o analista Jerry Gidel, da corretora North America Risk Management Services.
Nos Estados do Meio-Oeste, o plantio acabou de começar, pois o frio e a umidade impediram o início dos trabalhos. Produtores de Illinois plantaram 4% da safra, mais do que a média de 1% para esta época do ano. Em Indiana, 1% das lavouras foram cultivadas, enquanto o comum seria que o cultivo ainda não tivesse começado. Em Iowa, ainda não iniciou, o que é normal para este momento do ano.
Nos Estados do norte, o plantio foi atrasado. Cerca de 55% dos campos haviam sido plantados no Texas, abaixo da média de 58% para esta época do ano. No Tennessee, 10% da safra foi plantada, enquanto a média é de 18%. Na Carolina do Norte a relação atual é de 17%, ante 27% de média.
Traders e consumidores de grãos normalmente não estariam muito preocupados com as condições dos Estados do sul, pois não são grandes produtores de milho. Mas, neste ano, estão atentos ao lento início do plantio, que pode significar a ausência de cultivo em área adicional, necessária para abastecer os estoques finais - estimados no menor nível em 15 anos.
Previsões do tempo sinalizam que os produtores podem não ser capazes de fazer progressos significativos no Meio-Oeste e no norte do Cinturão do Milho nesta semana, pois o clima está frio e úmido. Traders disseram que preocupações com clima podem sustentar os preços do cereal.
Trigo - Os preços do trigo também encontrarão suporte nos dados de acompanhamento de safra desta segunda-feira, segundo Gidel, pois eles mostraram condições inferiores às da semana passada. A parcela das lavouras avaliada com condição boa a excelente caiu um ponto porcentual, para 36%, o que era esperado.
Mas alguns Estados tiveram declínio mais acentuado. No Texas, que encontra dificuldades por causa da seca, a avaliação "muito ruim" aumentou nove pontos porcentuais ante a semana passada, para 40%.
Estados vizinhos nas Grandes Planícies também encontram dificuldades com o tempo seco, já que o trigo duro de inverno, usado para fazer pães, foi plantado no outono do Hemisfério Norte. O Kansas, tipicamente o maior Estado produtor, viu a condição "ruim a muito ruim" crescer de 34% para 37% na última semana. A safra será colhida no fim da primavera e no verão.

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