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segunda-feira, 19 de abril de 2010

MILHO:CLIMA PREJUDICA SAFRINHA EM MATO GROSSO.

A safrinha de milho em Mato Grosso está indefinida, em função da estiagem que está castigando as lavouras em algumas regiões do Estado. O presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira, diz que na região de Água Boa (743 quilômetros ao nordeste de Cuiabá) não chove há 15 dias e há risco de grandes perdas nas lavouras. Silveira diz que em função do clima a safra de milho está indefinida. "Podemos colher tanto 5 milhões de toneladas como 10 milhões de toneladas", diz ele. Silveira diz que mesmo se houver quebra de safra os produtores de Mato Grosso dependem do apoio do governo para a comercialização, pois o excedente de milho continuará pressionando os preços, pois existe um estoque de passagem de 4 milhões de toneladas. Ele acredita que o Ministério da Agricultura vai acatar a sugestão da Aprosoja para ampliar o número de regiões de referência para os preços, das atuais três divisões para seis, o que permitiria uma maior participação dos produtores. A Aprosoja também defende a realização de leilões de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) em vez de leilões de Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), por entender que a primeira modalidade beneficia mais o agricultor.
O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, José Maria dos Anjos, diz que as propostas da Aprosoja serão analisadas quando os leilões forem definidos. Os ministérios da Agricultura e da Fazenda chegaram a um acordo sobre o formato da portaria que define critérios para a comercialização da safra de grãos. O assunto vinha se arrastando há muito tempo e ameaçava prejudicar os leilões de comercialização. Ele afirmou que a realização dos leilões depende da assinatura da portaria com as regras para apoio à comercialização. O documento está tramitando no Ministério da Fazenda e depois vai para o Ministério do Planejamento. Assim que o Ministério da Agricultura também assinar e a portaria for publicada, diz ele, em cinco dias haverá condições de iniciar os leilões.

segunda-feira, 22 de março de 2010

MILHO-PRODUTOR DEFENDE LEILÕES NA CONAB.

Com expectativa de boa safra em 2010, o plantio do milho safrinha está praticamente finalizado, com mais de 90% da área semeada, em Mato Grosso, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Com as chuvas que vêm ocorrendo na maioria das regiões produtoras, os solos apresentam boa úmidade, com valores superiores a 85%, o que mantêm condições favoráveis ao crescimento e desenvolvimento das plantas que se encontram nas fases de desenvolvimento vegetativo e florescimento. Em Mato Grosso, a colheita do milho safrinha começa dentro de dois meses. Segundo informações, as chuvas que ocorreram esta semana elevaram o nível de umidade do solo, proporcionando excelentes condições tanto para a germinação das sementes, quanto para o crescimento e desenvolvimento das plantas, uma vez que 80% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 10% já na fase de florescimento. Até o momento, não é observada nenhuma anomalia climática que possa afetar o potencial produtivo das lavouras. Em razão disso, Mato Grosso deverá confirmar liderança nacional na oferta do grão segunda safra, com previsão de colher 8,24 milhões de toneladas, conforme projeção do Imea. “A nossa preocupação agora é com a realização dos leilões para evitar os problemas de armazenagem que tivemos no ano passado”, aponta o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Glauber Silveira. No ano passado, mais de 2,5 milhões de toneladas de milho chegaram a ficar a céu aberto em Mato Grosso por falta de armazéns para estocar os grãos.
Este ano os produtores não querem que o episódio se repita. “Precisamos desde já programar os leilões de 2010”, frisa Silveira. O objetivo do leilão é regular o mercado. “Se o governo federal deixar o mercado agir livremente, certamente haverá queda nos preços e o produtor vai perder. Com este instrumento de comercialização, o governo enxuga o mercado, sustentando preços mínimos ao produtor”, explica uma fonte da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
PREÇOS.
A prática de manutenção dos preços do milho, que vem sendo implementada mais fortemente nos últimos dois anos, foi determinante para a alta no valor do grão entre os anos de 2003 e 2009, segundo dados da Conab. De acordo com Carlos Eduardo Tavares, superintendente de Gestão da Oferta da estatal, os preços foram alterados devido ao alto custo com logística para transportar sacas de milho de Mato Grosso, até o Nordeste. "Aumentaram os preços com o objetivo de incentivar a produção em áreas como oeste da Bahia e sul do Maranhão, por exemplo. Por isso, tivemos um aumento significativo lá", afirma Tavares. Atualmente, a média de preços no Nordeste é de R$ 20,10, enquanto há um ano e meio era de cerca de R$ 14. Entretanto, as opiniões, agora, são antagônicas quando o assunto é a diminuição do preço do milho em Mato Grosso, devido à atual desvalorização comercial do grão.
De um lado, O Ministério da Fazenda sinaliza ser a favor da diminuição para reequilibrar a oferta e demanda do produto e, de outro, o Ministério da Agricultura - juntamente com a Conab - se posicionam contra a redução. A política da Conab para o milho proveniente de Mato Grosso é de incentivo às exportações que, segundo Tavares, “vão muito bem no mercado internacional”.

SOJA-AGRICULTORES DE SORRISO Á ESPERA DE MELHORES PREÇOS.

Boa parte dos grãos de soja colhidos na região norte está estocada nos armazéns. A maioria dos produtores aguarda uma melhora no preço para vender o produto. O valor da saca teve uma diminuição de R$ 13,00 em relação ao mesmo período do ano passado. Cautelosos, os agricultores esperam.
Esta retração pode gerar problemas quanto a colheita e estocagem do milho safrinha. Com os armazéns lotados de soja, pode faltar espaço para o milho. A situação poderá ficar critica em Sorriso e Lucas do Rio Verde que é o campeão brasileiro na produção de safrinha. Em Sorriso por exemplo, a safra da soja deve fechar em 1,8 milhão de toneladas e boa parte dela está nos armazéns. Além da oferta ser grande, o preço em baixa, outro agravante é o frente alto. Conforme Só Notícias já informou, a antecipação da safra em Mato Grosso coincidindo com a colheita na região Sul, a escassez de caminhões ficou grande, encarecendo o transporte.
Segundo Elso Pozzobon, presidente do Sindicato Rural de Sorriso, ano passado o preço do transporte da tonelada girava em torno de R$ 180,00, agora custa de R$ 220,00 A 230,00 a t. “A comercialização está lenta. Em Sorriso, os agricultores tem uma boa capacidade de silos, mas estão cheios de soja, então estamos prevendo que irá faltar espaço para o milho, se nada for alterado em relação ao preço da soja”, completou o sindicalista. O auge da colheita do milho safrinha acontece no final de junho e inicio de julho.

quarta-feira, 17 de março de 2010

CONCLUIDA COLHEITA DE SOJA EM SORRISO.

A colheita da safra de soja está praticamente concluída em Sorriso. O município semeou 600 mil hectares e colheu cerca de 2 milhões de toneladas da oleaginosa, segundo aponta o Sindicato Rural. A produtividade alcançou a média de 56 sacas por hectare, desempenho este aproximadamente 6% inferior ao obtido no ciclo 2008/09, segundo explica o presidente Elso Pozzobon. Alguns fatores foram considerados essenciais para a baixa dos resultados no município, entre eles a chuva. "Isso foi determinante, já que as sementes não são aptas a estas situações. Quanto a doenças e pragas, o produtor tem domínio da situação", disse o dirigente sindical. Levantamento do sindicato aponta ainda que no campo agricultores registraram marcas de 3.360 quilos por hectare. Além da perda em produtividade, outro fator negativo segundo Pozzobon é o preço da saca. Ano passado, nesta época, o produtor conseguia em média R$ 36 a saca, e em 2010, caiu para R$ 23. O preço do frete também disparou a antecipação da safra em Mato Grosso, coincidindo com o início da colheita no Sul, gerando uma especulação e aumento no preço.
No Estado a colheita praticamente finalizou com poucas áreas restando ser alcançadas. A última estimativa de safra divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB - apontou ser a soja a única cultura a verificar crescimento. O estudo confirmou crescimento na oleaginosa com 18,9 milhões de toneladas. O resultado é 5,6% maior frente a 2008/09 quando a safra somou 17,9 milhões. A área plantada foi 5,7% maior. De acordo com a estatal, o crescimento da soja deve-se à maior opção do produtor em cultivar a oleaginosa em detrimento das culturas concorrentes, sobretudo do milho, que apresentava à época do plantio, desestímulos como preços reduzidos, problemas de logística e perspectivas futuras de mercado menos atraente.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Liminar suspende cobrança do Funrural aos associados da Aprosoja/MT.

Está suspensa a cobrança do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (Funrural), feita pelo governo federal, a todos os produtores associados à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT). O juiz federal da 5ª Vara de Mato Grosso, José Pires da Cunha, concedeu liminar à Ação Declaratória impetrada na Justiça pela associação.
A liminar determina que as empresas substitutas tributárias deixem de recolher ao fundo o percentual de 2,1% incidente sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural. “Se o recolhimento é feito para a Previdência Social, não justifica que o tributo seja cobrado sobre a receita bruta, ao invés de incidir sobre a folha de pagamento”, pondera o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira da Silva. No entendimento jurídico da entidade, a cobrança feita como é atualmente se configura como bitributação, já que a base de cálculo para a incidência do Funrural é a mesma da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), ou seja, é feita sobre a receita. A Aprosoja elaborou um modelo de comunicado para ser encaminhado pelos produtores às empresas substitutas tributárias. A partir da decisão se tem as seguintes situações:
1 - Os produtores podem, a partir da comunicação por escrito às empresas substitutas tributárias, se abster de recolher o tributo. Neste caso, o fisco pode exigir a cobrança retroativa do tributo sobre a folha de pagamento. Em eventual improcedência da ação, o fisco pode exigir a cobrança com juros e multas
2- Os produtores podem deixar de recolher o tributo sobre a receita bruta, mas passam a recolher sobre a folha de pagamento
3 - Os produtores deixam de recolher o tributo sobre a receita bruta, mas podem depositar em juízo o valor devido
Cada caso deve ser analisado isoladamente pela assessoria competente, para que o produtor tome a melhor decisão para seu caso concreto.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

SOJA/SAFRA MATO GROSSO PODE PERDER 1 MILHÃO TONS.

A safra 2009/2010 de soja mato-grossense deverá chegar ao fim com uma perda de um milhão de toneladas, segundo a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT). O número corresponde a 5% a menos que as 18,961 milhões de toneladas estimadas nesta terça-feira (09.02) no 5º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, explica que já é possível constatar que em algumas regiões do estado a produtividade da soja precoce tem ficado em 30 sacas por hectare, abaixo da média de 50 a 52 sacas/ha.“O estresse hídrico no período de florescimento da planta acabou prejudicando o desempenho dessa variedade e em algumas áreas teve que ser feito o replantio por conta da seca no início do plantio, entre o final de setembro e o início de outubro”, explica o presidente.
No Distrito de Deciolândia, por exemplo, foram registrados 33 milímetros (mm) de chuva em outubro e 94 mm em novembro, enquanto o volume esperado para o período era de 140 mm a 160 mm.Glauber pontua ainda a preocupação com os resultados finais das variedades de ciclos médio e tardio porque a incidência da ferrugem está forte este ano. O relatório do Projeto Antiferrugem da Aprosoja/MT, divulgado na tarde desta terça-feira, mostra que os focos registrados somam 315 entre 1º de novembro de 2009 e 09 de fevereiro de 2010 contra 106 verificados nos mesmos três meses comparativos da safra 2008/2009. Na safra 2009/2010, o primeiro foco da ferrugem chegou 30 dias antes que o primeiro foco registrado na safra anterior. O presidente da Aprosoja/MT acrescenta que as variedades precoce e média estão demandando quatro aplicações de fungicidas e que a tardia poderá chegar a cinco aplicações. “Mesmo pulverizando a lavoura, se a ferrugem já estiver instalada, poderá causar perda de 3 a 5 sacas por hectare”, alerta. Em condições normais, a variedade do ciclo médio oscila de 58 a 60 sacas por hectare e a de ciclo tardio, de 46 a 52 sacas/ha.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Grandes estoques comprometem produção de milho.

Os mais de 3 milhões de toneladas do grão armazenados e as incertezas quanto aos preços põem em alerta os produtores rurais. O plantio do milho safrinha, ou milho de segunda safra como prefere chamar a maioria dos produtores, não está sendo prejudicado pelo excesso de chuvas que cai este ano em Mato Grosso. O problema dos agricultores está nas expectativas quanto aos preços futuros, já que há mais de 3 milhões de toneladas do grão estocados nos silos do Estado, 120% a mais do que na safra 2008/2009. Conforme dados do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), hoje há 935 mil toneladas estocados dos produtores e 2,7 milhões de toneladas de propriedade da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). De acordo com Tiago Mattosinho Corrêa, gestor do Núcleo de Projetos e Meio Ambiente do Imea, a área plantada de milho safrinha este ano aumentou apenas 1,6% em relação ao ano anterior. O diferencial é que houve um aumento de produtividade de um ano para outro, pois segundo as estimativas, a área plantada este ano será de 1,704 milhões de hectares, enquanto que na safra 2007/2008 foi de 1,676 milhão de hectare. Em relação ao milho estocado na safra 2008/2009, 11% da produção (935 mil toneladas) está nos silos mato-grossenses. O Estado produziu neste ano 8,5 milhões de toneladas. A diferença é que na safra 2007/2008 a produção foi menor: 6,8 milhões de toneladas, tendo ficado estocados 755 mil toneladas, os mesmos 11%. Contudo, por ter ocorrido uma maior produtividade de um ano para o outro, a última safra acumulou 23% a mais no estoque dos produtores. Há ainda o que a Conab tem estocado, adquirido em leilões. A capacidade total de estocagem de Mato Grosso, segundo o IMEA, é de 25.279.134 toneladas. Em função disso, Mattosinho diz que ainda é cedo para prognósticos de crise no setor, já que ainda não se pode calcular quanto vai ser a produtividade do milho safrinha, tampouco o valor que será comercializado.
O presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado de Mato Grosso (Aprosoja), Glauber Silveira, esteve em Brasília na semana passada e disse que um dos assuntos tratados junto ao Ministério da Agricultura foi a questão dos estoques de milho em Mato Grosso pertencentes à Conab. Segundo Glauber, o cenário para o milho é um pouco complicado, pois estima-se que este ano 11 milhões de toneladas de milho no país fique parado. O presidente da Aprosoja conta que reivindicou junto ao governo federal um prazo maior para os produtores mato-grossenses venderem seu milho, mecanismos de proteção e também que os leilões da Conab sejam organizados de uma forma melhor, beneficiando a todos. "O que estamos buscando são melhores condições para os produtores que plantarem milho este ano em Mato Grosso". Os analistas do setor fazem o mesmo prognóstico: se não houver intervenção do governo, o ano será difícil para quem plantar milho. O analista de mercado da Câmara Setorial do Milho, Sebastião Gulla, avalia que é preciso haver uma política consistente para o produtor se prevenir futuramente.
Em Mato Grosso, por exemplo, a soja precoce já está sendo colhida e, com armazéns ainda cheios de milho, o sojicultor é obrigado a despachar imediatamente seu produto, perdendo novas oportunidades do mercado. A Conab chegou a negociar com armazéns em São Paulo espaço para o milho do Mato Grosso, mas sem sucesso, até mesmo porque o próprio governo não tem verba suficiente para o transporte.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

FERRUGEM EM MT PODE COMPROMETER SAFRA DE SOJA.

Sojicultores de Mato Grosso foram alertados pela sua associação produtiva e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) quanto aos "indicadores" do aumento dos focos da ferrugem asiática nos campos em plena colheita. Entre novembro do ano passado e 24/01/2010 foram coletadas pelo consórcio Antiferrugem 2.692 amostras, das quais 195 (7,2%) tiveram focos confirmados. Na passagem da safra 2008/2009 foram 1.925 pontos de coleta nas propriedades e 30 ocorrências (1,5%). A tendência resultará em até "uma vez o número de aplicação" de fungicida, relatou à Reuters na segunda-feira o gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Luiz Nery Ribas. A média de aplicação de produtores de Mato Grosso é de 2,5 a 2,6 vezes na lavoura. "É uma pressão por causa da colheita", diz. "Esses números são indicadores. São um alerta para o produtor essa recomendação", confirma. Eventual pressão da ferrugem pode impactar a safra prevista de 18,22 milhões de toneladas, cuja colheita está em andamento em Mato Grosso. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), em todo o Estado já foi colhido 6,5% da área de 6,07 milhões de hectares (396 mil hectares) da safra 2009/2010 , encerrada no dia 21/1, segundo relatório desta segunda-feira.
Na região Oeste de Mato Grosso, principalmente em Sapezal, a colheita tem maior avanço, com 18% do total (67 mil hectares), de acordo ainda com o IMEA. Além da ferrugem, outra preocupação dos sojicultores de Mato Grosso é a constante queda na cotação da commodity. Um dos maiores municípios produtores de soja do Brasil, Sorriso, registra queda de 29% no preço da oleaginosa se comparado com valor há um ano (R$ 28,30 a saca). Segundo o presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Famato), Rui Prado, o problema é o câmbio. "Historicamente a cotação de Chicago não está baixa", lamenta. "Dia 15/1 vi negócio realizado a R$ 36,00 a saca em Campo Novo do Parecis". Na quarta-feira, a cotação atingiu R$ 29,00 .
O levantamento semanal do IMEA aprofunda a análise de perda. Em Rondonópolis, "a saca de soja fechou a semana cotada a R$ 30,70 , sendo que há um ano quem vendesse o produto na cidade receberia 12,30 reais a mais", relata boletim da instituição. Há cinco dias tem chovido na região Médio Norte de Mato Grosso, principalmente nas cidades de Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Tapurah, segundo o produtor Neri Geller, que iniciou colheita no final de semana. Em meados de janeiro os produtores de cana de açúcar também foram alertados sobre a doença, que no caso da cana pode provocar perdas de 300 milhões de reais por ano.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ferrugem se alastra

A ferrugem tem tirado o sono dos produtores de soja nos últimos dias. O presidente da Associação de Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, diz que nos próximos 40 dias os sojicultores devem fazer até cinco aplicações de defensivos agrícolas nas lavouras mato-grossenses para combater a praga. "A chuva ainda não atrapalha a colheita, mas compromete o combate à doença".
Até o fechamento desta edição (sexta-feira 8), o Projeto Antiferrugem da Aprosoja/MT já tinha registrado 87 focos confirmados, em Mato Grosso, ou seja 84 a mais que no mesmo período da safra 2008/2009. O aumento da incidência da doença no Estado já ultrapassa os 2000%.
No total já foram analisadas 2049 amostras. A região Sul segue tendo o maior número de casos com 65 focos, sendo 17 somente no município de Itiquira, o mais atingido até agora pela doença. As amostras estão sendo coletadas pelos próprios produtores de soja e pelos supervisores de campo da associação e são levadas para análise nos 18 mini-laboratórios da entidade localizados nos municípios núcleos. A Aprosoja disponibiliza o site (www.aprosoja.com.br) onde o produtor pode acompanhar a ocorrência da ferrugem em Mato Grosso. Glauber diz que o clima tem favorecido o aparecimento da doença. "A abundância de chuvas é o fator de maior peso na safra atual para o aparecimento da ferrugem na maioria das regiões produtoras". Ele conta que antes mesmo da confirmação dos primeiros casos em novembro, a Aprosoja vem alertando para a necessidade de intensificar o monitoramento e de redobrar os cuidados. "As regiões onde a colheita já começou a propagação do fungo é mais rápida", lembra Glauber. De acordo com o Consórcio Nacional Antiferrugem, em que a Aprosoja é uma das participantes, na safra atual houve uma significativa antecipação da doença em quase todas as regiões produtoras brasileiras. Já as safras 2007/08 e 2008/09 que tiveram menor volume de chuvas, também registraram menor número de casos confirmados da ferrugem asiática no país.

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