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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

SOJA: CHICAGO FECHA EM ALTA PUXADA POR DEMANDA E DÓLAR.

Os preços futuros da soja subiram ontem na Bolsa de Chicago. O vencimento janeiro, terminou o pregão cotado a US$ 10,55 o bushel, em alta de 20 cents ou 1,93%. Os fundos especulativos compraram cerca de 6 mil contratos do grão, 2 mil de farelo e outros mil de óleo. Segundo analistas, o movimento foi influenciado pela forte demanda no mercado físico, o recuo do dólar e indicadores técnicos de preço. Do ponto de vista dos fundamentos, a demanda continua a ser o principal fator por trás do aumento dos preços. Os resultados das inspeções semanais de exportação e do esmagamento doméstico mensal nos Estados Unidos, entusiasmaram os compradores. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos os americanos embarcaram 1,45 milhão de toneladas de soja na semana terminada no último dia 10. Já a Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa) informou que a indústria local esmagou 4,3 milhões de toneladas em novembro, impulsionada pela demanda por derivados de soja para exportação. Os números ajudaram a minimizar o impacto da notícia de que a China planeja liberar parte de seus estoques de soja e óleos vegetais para conter a alta dos preços.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

SOJA: CHICAGO FECHA COM PERDAS MARGINAIS.

Os preços internacionais da soja encerraram a quinta-feira com perdas marginais na Bolsa de Chicago, à medida que participantes do mercado realizaram lucros. Traders altistas se decepcionaram com a redução menor do que se esperava na projeção de estoques finais divulgada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Vencimento janeiro, caíu 1,50 cent ou 0,15% e fecharam a US$ 10,27/bushel. Estima-se que fundos especulativos tenham vendido cerca de 2 mil lotes em soja, 1 mil lotes em farelo, enquanto foram compradores líquidos com 2 mil lotes de óleo. Participantes do mercado haviam assumido posições de compra em antecipação ao relatório do USDA. Esperava-se que a agência do governo reduzisse a estimativa de estoques finais em mais do que os 408,2 mil tons reportados, traders altistas ficaram sem ter em que se apoiar. Especuladores realizaram lucros depois dos ganhos iniciais, mas a soja não viu uma continuidade das compras. Foram desfeitas operações de spread em que os traders ficavam comprados em soja e vendidos em milho, o que se somou ao tom defensivo do mercado. Em geral, o volume de negócios foi pequeno, sem grandes surpresas nos dados do USDA. No entanto, o risco de desvalorização segue limitado pela forte demanda para exportação.
O USDA avalia que os estoques finais da safra 2009/10 somarão 255 milhões de bushels, menos do que a estimativa de novembro, de 270 milhões de bushels. Entretanto, ficou acima da expectativa média dos analistas, de 235 milhões de bushels. O USDA elevou sua projeção para as exportações em 15 bilhões de bushels, para 1,34 bilhão de bushels.

Os preços da soja negociada na Bolsa de Chicago devem ceder nos próximos meses, segundo Kieran Gartlan, executivo da DTN, empresa fornecedora de informações agrícolas para o mercado dos Estados Unidas. Gartlan, participa do evento Visão Geral do Mercado de Grãos e Sementes Oleaginosas, realizado pela bolsa americana CME em São Paulo, disse que os estoques internacionais de soja devem pesar sobre os preços da commodity em 2010. A previsão é de que as cotações se sustentam na faixa entre US$ 10,85 e US$ 11,55 o bushel até março. Contudo, o início da colheita da safra sul-americana deve derrubar os preços para uma faixa entre US$ 9,40 e US$ 9,80 entre março e maio. "Até o fim do ano, a depender do comportamento da demanda, as cotações podem cair até US$ 8,80 o bushel", disse Gartlan. Ele observa que a forte demanda por soja nos Estados Unidos e o ímpeto de compra dos fundos nos mercados de commodities têm mantido os preços da oleaginosa em níveis elevados. "Por enquanto, o mercado está voltado para a demanda, mas isso deve mudar nos próximos meses com a evolução da safra na América do Sul", declarou. Gartlan lembra que, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção sul-americana de soja deve ser aproximadamente 25 milhões de toneladas maior do que a registrada na safra passada, o que significará um crescimento de 30% nos estoques mundiais do grão. "A demanda mundial deve crescer 5%, mas não será suficiente para enxugar toda essa soja", disse Gartlan.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

CBOT- FECHAMENTO - SOJA/MILHO

Os preços futuros da soja subiram hoje na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato mais negociado, com vencimento em janeiro, terminou o pregão cotado a US$ 10,53 o bushel, uma valorização de 10 cents ou 0,96%. Os contratos internacionais da soja caminham sobre firme terreno positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), sustentados pela demanda e pelos preços na China. Analistas disseram que os preços da soja na China estão subindo e dão sinais positivos sobre as importações do país, e pela expectativa de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) vai reduzir sua previsão para os estoques domésticos de passagem. Os fundamentos estão permitindo ao mercado de soja se separar dos outros grãos, como milho, petróleo e metais, que registraram desvalorização. Fundos especulativos compraram cerca de 5 mil contratos de soja, além de mil contratos de farelo e outros 2 mil de óleo.

O resultado das inspeções semanais de exportação dos Estados Unidos também contribuiu para o movimento, revelando mais um grande volume de embarques de soja para a China.  "O sentimento altista do mercado é precificado nos contratos de curto prazo. O mercado entende que, quando a safra sul-americana se desenvolver, a demanda vai se deslocar para os portos da região. O USDA informou hoje que o inspecionou o embarque de 1.586 milhões de toneladas de soja para o exterior na semana terminada na última quinta-feira. O número superou as expectativas do mercado, que oscilavam entre 1.115 e 1,5 milhões de tons. Do total, 1.042 milhões de tons tinham a China como destino.
Na quinta-feira, o USDA divulga seu relatório mensal de oferta e demanda. A média dos analistas de mercado ouvidos pela Dow Jones acredita que o órgão vai reduzir sua projeção para os estoques domésticos de passagem, de 7,348 para 6,4 milhões de toneladas.

MILHO

O mercado futuro de milho foi pressionado hoje por fundamentos fracos e vendas técnicas na Bolsa de Chicago (CBOT). O vencimento com entregas em março, recuaram 4,75 cents ou 1,22% cotado a US$ 3,8375/bushel. Apesar dos ganhos no mercado vizinho de soja, onde a demanda é mais expressiva, o milho operou em terreno negativo durante a maior parte do dia. Para o milho dos Estados Unidos, a demanda tem sido fraca e isso foi reafirmado hoje pelos dados sobre as inspeções semanais de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Na semana encerrada em 3 de dezembro, foram observados 658,3 mil tons, menos do que na semana anterior, que registrou 758,2 mi ltons. A expectativa do mercado era de que o número ficasse entre 584 e 635 mil toneladas.
Analistas afirmaram que a tendência é de que os fundos continuem liquidando (vendendo), posições, já que o milho tem se mostrado tecnicamente baixista. O USDA informou que 88% da safra de milho do país já foi colhida. Analistas estimavam, em média, algo perto de 90%. Com a colheita na etapa final, eventuais problemas causados pela neve influenciam pouco o mercado. Em termos técnicos, o mercado tem sinais baixistas. As perdas de sexta-feira bloquearam uma possibilidade de valorização e o movimento de hoje foi "provavelmente uma continuação do que vimos na semana passada", nas palavras do analista Marty
Foreman, da corretora Doane Advisory Services. Ele apontou, ainda, para queda dos preços do petróleo como um fator negativo.

SOJA/CHINA TEM MÁXIMA EM 2009,COMPRAS DE FUNDOS ESPECULATIVOS.

Os futuros da soja na bolsa Chinesa-Dalian Commodity- terminaram em alta nesta segunda-feira, atingindo nova máxima em 2009, com fundos especulativos conduzindo as negociações em meio a temores sobre o acúmulo de pressões inflacionárias. O contrato referencial de setembro da oleaginosa fechou com alta de 1,8%, cotado a 4.085 yuans por tonelada (6,82 yuans = Us$ 1). A decisão do governo chinês de aumentar o preço da soja comprada para as reservas estatais estimulou mais atividades de fundos, com alguma preocupação sobre pressões inflacionárias crescendo nos próximos meses, disse Li Xiaoli, da Beite Futures. A China começou a comprar a oleaginosa das principais áreas produtoras do nordeste na última terça-feira a 3.740 yuans por tonelada, contra 3.700 yuans por tonelada oferecidos para a safra anterior.Traders continuam focados na forte demanda da China por importações de soja norte-americana.

MÁRIO MARIANO

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EUROPA: BOLSAS FECHAM EM BAIXA COM DÍVIDA DE DUBAI.

Os índices do mercado de ações europeu fecharam em queda acentuada, pressionados pelo declínio nos papéis do setor financeiro, que recuaram em meio a receios de que os bancos da região estariam expostos à dívida de Dubai.

As ações de bancos registraram o desempenho mais fraco da sessão, em meio a dúvidas sobre qual seria a exposição das instituições financeiras às dívidas de Dubai. Os papéis do HSBC Holdings caíram 4,8%, os do Deutsche Bank perderam 6,4%, os do ING Group recuaram 7,3% e os do BNP Paribas fecharam em baixa de 5,1%.
Analistas do Credit Suisse acreditam que os bancos europeus possuem, em termos gerais, até US$ 40 bilhões em dívidas de Dubai. As empresas que possuem grande participação acionária de investidores de Dubai também recuaram, em meio a receios de que esses investidores precisariam vender os papéis (será que commodities agrícolas vão no rastro?), para levantar dinheiro. As ações do Marfin Investment Group, cujo maior acionista é o Dubai Financial Group, fecharam em queda de 9,5% em Atenas.

O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em queda de 3,3%, a 239,85 pontos - o menor nível desde o início de novembro. Em Londres, o índice FT-100 caiu 170,68 pontos (3,18%) e fechou a 5.194,13 pontos, mas a bolsa local teve as negociações suspensas por mais de três horas devido a problemas técnicos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 129,93 pontos (3,41%) e fechou a 3.679,23 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 188,85 pontos (3,25%) e fechou a 5.614,17 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 caiu 308,30 pontos (2,58%) e fechou a 11.657,50 pontos.

As ações caíram na Europa após o conglomerado Dubai World anunciar que vai paralisar por seis meses o pagamento de sua dívida. A notícia gerou receios sobre um potencial default da dívida soberana do emirado de Dubai, que controla a companhia.
De acordo com David Page, economista da Investec Securities, uma moratória "aumentaria o nervosismo do mercado e a incerteza quanto à problemas financeiros mundiais".Ele ressaltou, no entanto, que a queda das ações na sessão de hoje precisa ser avaliada dentro do contexto dos ganhos acentuados nas bolsas ao longo do ano. "A queda parece grande em termos diários, mas os mercados percorreram um longo caminho em um período curto".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

GRÃOS/EUA: COLHEITA AVANÇA, MAS AINDA SEGUE ATRASADA .

Soja
A colheita de soja está se tornando um problema menor, embora produtores ainda não tenham alcançado a reta final. O USDA informou que a colheita de soja foi 89% concluída até domingo, acima dos 75% na semana anterior, mas abaixo da média dos últimos cinco anos de 96%. Traders esperavam que a colheita atingisse 90%."Grande parte dos principais estados produtores de soja continua abaixo do ritmo normal, mas avanços significativos foram feitos com o tempo seco na semana passada. O mercado começa a se concentrar nas condições climáticas da América do Sul e na sua temporada de plantio.

Milho
A colheita de milho ganhou ritmo na semana passada, conforme esperado, em meio a vários dias de estiagem no cinturão produtor do grão nos Estados Unidos. A conclusão da colheita de soja em muitas áreas permitiu aos produtores concentrar atenção no milho, disseram analistas. A safra de milho foi 54% colhida até domingo, ante 37% na semana anterior, mas bem abaixo dos 77% no ano passado e da média dos últimos cinco anos, de 89%. Analistas previam que a colheita estivesse em torno de 50% a 60% concluída. Mas a safra em alguns estados do norte do cinturão produtor de milho permaneceu bem atrás do cronograma. A colheita atingiu apenas 35% no Michigan, 43% no Minnesota, 27% em Dakota do Sul, 38% em Wisconsin e 8% em Dakota do Norte. Em Illinois, importante produtor do grão, 52% da safra foi colhida, acima dos 31% na semana passada, mas abaixo da média de 95%. O tempo úmido em grande parte do cinturão produtor de milho nesta semana pode limitar o progresso da colheita, afirmaram analistas. O analista da Benson Quinn Commodities, Jon Michalscheck, também observou que o governo parou de relatar a porcentagem da safra que nem mesmo atingiu a maturidade, "o que ainda parece ser bastante comum" no estados de Minnesota, Dakota do Sul e do Norte. A porção da safra norte americana classificada como excelente foi 67%, ante 68% na semana anterior.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

SOJA: CHICAGO FECHA EM FORTE ALTA.

A queda do dólar combinada com o atraso da colheita nos Estados Unidos impulsionou os preços futuros da soja para o nível mais alto em sete semanas na Bolsa de Chicago . O vencimento em novembro, encerrou o pregão cotado a US$ 10,0850 o bushel, em alta de 26 cents ou 2,65%. Fundos especuladores compraram mais de 8 mil contratos de soja. "A quarta-feira registrou um grande volume de compras em commodities, com o barril do petróleo superando a barreira dos US$ 81 e o dólar cravando novas mínimas", afirmou Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting. Participantes do mercado disseram que especuladores estão voltando para os mercados de grãos por considerá-los desvalorizados em relação a outras commodities, como energéticas e metálicas. E embora o mercado financeiro tenha sido a principal influência sobre os preços da commodity, a expectativa de clima frio e chuvoso no Meio-Oeste dos Estados Unidos ajudou a justificar a alta, sinalizando mais atrasos na colheita da safra americana. "Os modelos climáticos atualizados mostram que, uma vez que comece a chover no Meio-Oeste, entre amanhã e sexta-feira, os produtores dificilmente retomarão os trabalhos antes do dia 30/10. "A dificuldade em se colher a nova safra alimenta preocupações quanto a possíveis perdas de produtividade e qualidade à medida que a soja permanece em um campo encharcado e sob baixas temperaturas", disse Anne Frick, analista da corretora Prudential Bache.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

CBOT - MILHO

Os preços futuros do milho terminaram o dia em alta na Bolsa de Chicago. Dezembro teve valorização de 4,75 cents ou 1,42%, cotado a US$ 3,3875 o bushel. Analistas atribuíram o ganho à influência de outros mercados e às preocupações com o atraso na maturação das lavouras americanas e sua exposição ao risco de geadas. Embora não haja previsões de geadas para o Meio-Oeste americano nos próximos dias, participantes do mercado estariam embutindo prêmios de risco aos preços da commodity, antecipando-se a eventuais perdas de produção. "Acho que ainda temos um safra recorde, apesar da maturação atrasada", minimizou uma analista da corretora Doane Advisory. Segundo relatório do USDA, divulgado após o fechamento, apenas 37% da nova safra está madura, ante 49% há um ano e 72% na média dos últimos cinco anos para o período. Até ontem, os agricultores haviam colhido 6% do milho, ante 8% há um ano e 18% na média dos últimos anos. A colheita ainda se concentra em áreas menos representativas, no sul do país. No Estado de Iowa, maior produtor doméstico, apenas 2% da nova safra foi colhida, ante 6% na média dos últimos anos para o período. Em Illinois, onde cerca de 28% do milho já está colhido nesta época do ano, o porcentual é de apenas 2%.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

MILHO: CHICAGO FECHA EM ALTA .

Os preços futuros do milho se mantiveram hoje em sua trajetória de recuperação técnica após ter atingido suas mínimas recentemente. O contrato dezembro fechou em alta de 6,25 cents ou 1,89% a US$ 3,3650/bushel. Participantes do mercado cobriram posições vendidas e tiraram os preços do território negativo das primeiras horas do pregão . Estima-se que fundos especulativos tenham comprado cerca de 6 mil lotes hoje. O analista e operador John Kleist, da corretora Allendale, afirmou que o mercado tem estado um pouco ansioso quanto ao potencial de geadas nas áreas de produção dos Estados Unidos. "E isso foi o suficiente para atrair compradores nos instantes de trégua", disse. A pequena taxa de maturação da safra americana indica grandes chances de as lavouras permanecerem vulneráveis a perda de produtividade, caso ocorram geadas na próxima semana, segundo analistas. O USDA informou na segunda-feira que 21% da safra está madura, menos do que a média em cinco anos de 55%. Kleist acrescentou que compras técnicas ocorreram porque os traders que estão vendidos aproveitaram a oportunidade de garantir algum lucro antes do fim do mês e do trimestre. Antes disso, o milho operou com viés de baixa, diante de indicadores climáticos representando pouca ameaça sobre as lavouras. Além disso, este é o período que antecede a colheita e, portanto, um momento em que as compras ocorrem tipicamente. A ausência de pressão da colheita, pois a safra está atrasada, também incentivou os traders a cobrir posições vendidas. Segundo previsões do tempo, o clima deverá permanecer seco e mais quente até alguns dias depois do fim da semana que vem, o que abre espaço para melhores condições de colheita e para maiores taxas de maturação. No entanto, segue-se um clima provavelmente mais ameno. Se isso levará a uma geada ou não, ainda não está claro.

COMMODITIES DEVEM SER IMPULSIONADAS POR INFLAÇÃO.

As commodities têm desempenho superior a outras classes de ativos em diferentes períodos do ciclo econômico, e este é o caso dos períodos inflacionários, afirmou David Hemming, gerente do grupo de investimento Hermes. "Parece que vamos entrar em uma fase de inflação alta, e é quando as commodities destacam-se", avisou o executivo durante seminário da Standard & Poor's, em Londres.
A melhora dos fluxos de investimento e a recuperação do consumo vão "chacoalhar" os mercados de commodities agrícolas em 2010, previu Chady Achkar, gerente de investimento do fundo britânico Ceres Agriculture. "Depois deste ano morno, a volatilidade de preço deve crescer e criar oportunidades para aqueles que desejarem apostar nas flutuações do mercado", acrescentou. Para ele, as baixas taxas de juros, a crescente demanda chinesa e a melhora do cenário macroeconômico devem contribuir para a retomada. "Acreditamos que 2010 será um ano de demanda forte por commodities". Este ano, a crise financeira e a retração da demanda cortaram o fluxo de dinheiro para as commodities, o que fez diminuir a volatilidade dos preços. Contudo, os fluxos têm melhorado desde o início do ano. Segundo o Barclays Capital, havia cerca de US$ 209 bilhões investidos nos mercados de commodities por meio de swaps de índices, produtos estruturados e fundos ETF em junho. Embora inferior ao recorde de US$ 270 bilhões, registrado em meados de 2008, o valor já supera em US$ 45 bilhões o total aplicado no fim do ano passado. Mesmo com a queda de 27% no índice de commodities Dow Jones-UBS, a Ceres fechou 2008 com um retorno de 2%. Achkar prevê um retorno de 4% a 5% para 2009 e projeta ganhos de dois dígitos para os próximos anos. "O objetivo é produzir retornos de 12% a 15% ao ano", afirmou Achkar.
Milho e trigo serão commodities particularmente voláteis no próximo ano. Esses grãos registraram queda de aproximadamente 30% desde o começo do ano devido ao aumento da produção mundial. No entanto, os preços mais baixos devem motivar os agricultores a priorizar o plantio de outras commodities, especialmente soja. "Com a queda do plantio, milho e trigo podem ter um cenário de oferta mais apertado em 2010, deixando os preços mais sensíveis a problemas de produção", afirmou o executivo.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

SOJA:CHINA DEVE IMPORTAR 1,8 MI T EM OUTUBRO.

A China espera importar 1,8 milhões de tons de soja em outubro, o menor volume desde fevereiro de 2007 e muito abaixo dos 2,8 milhões de tons projetados para setembro, de acordo com estimativas divulgadas pelo Centro de Informação Nacional de Grãos e Óleos da China. Os amplos estoques internos gerados por importações anteriores estão fornecendo uma segurança para os processadores e o aumento dos preços estrangeiros também torna as importações menos atrativas. As importações devem voltar a aumentar após outubro e devem chegar a 3,5 milhões de tons em novembro, segundo o órgão. Em um relatório anterior, neste mês, a entidade estimou que as importações no ano deveriam atingir de 41,68 milhões a 41,88 milhões de tons, alta de 11% a 12% em relação ao ano anterior. A China importou 3,1 milhões de tons de soja em agosto, o menor volume em seis meses, após importações recordes no início deste ano. Enquanto isso, o governo estocava o produto e mantinha os preços domésticos acima das cotações internacionais. Entretanto, os preços da soja dos Estados Unidos têm aumentado, levando os processadores chineses a reduzir importações.

GRÃOS/EUA:SAFRA MANTÉM BOAS CONDIÇÕES,EVOLUÇÃO ESTÁ ATRASADA.

As safras de grãos dos Estados Unidos permanecem em boas condições, mas com ritmo de desenvolvimento atrasado, informou o Departamento de Agricultura (USDA) em seu relatório semanal de safra. O USDA informou que o milho e a soja ainda apresentam desenvolvimento tardio, o que, segundo analistas, os deixa vulneráveis a eventuais geadas.

Milho : Em seu relatório, o USDA informou que 69% das lavouras estão em condições de boas a excelentes, mesma proporção da semana anterior. Participantes do mercado e analistas estavam esperando que a qualidade se mantivesse igual ou caísse, no máximo, dois pontos porcentuais. A maioria dos Estados americanos teve somente pequenas mudanças nas condições das lavouras. Uma exceção foi Wisconsin, onde a avaliação de boa a excelente caiu de 68% para 64%. Enquanto isso, na Carolina do Norte a taxa passou de 51% para 58%. O analista Joe Victor, vice-presidente da corretora Allendale, disse que o fato de as lavouras estarem saudáveis poderia ajudá-las a superar eventuais geadas. Mas o lento ritmo de desenvolvimento, segundo Victor, é um problema, especialmente para o milho. O USDA afirmou que, até ontem, 66% das lavouras estavam formando dentes, mais do que os 50% da semana anterior. No entanto, a porcentagem está abaixo dos 76% registrados no ano passado e dos 86% da média em cinco anos. "Quando há um grande produtor como o Estado de Illinois com 56%, enquanto a média deveria ser 92%, temos de cruzar os dedos para que as geadas aconteçam mais tarde", disse Victor. Ele observou que a Dakota do Norte só tem 23% de lavouras com formação de dentes, ante média de 70%. Ele avisou que os produtores devem esperar que uma geada aconteça cerca de duas semanas mais tarde do que o normal, e que "não seria muito difícil perder rapidamente cerca de 300 milhões de bushels". Outros analistas, lembrando que a safra deverá ser muito grande, consideram que o mercado pode ser atingido por uma primeira geada, sem impactos para a oferta.

Soja: O USDA informou que 68% das lavouras de soja estão em condições de boas a excelentes, mesma porcentagem da semana passada. Os participantes do mercado esperavam que a taxa se mantivesse estável ou registrasse leve queda. Na maioria dos Estados, houve poucas mudanças. Na Dakota do Sul, a proporção de lavouras de boas a excelentes subiu três pontos porcentuais, para 74%. Em Kentucky, a avaliação caiu sete pontos porcentuais, para 74%. Assim como no milho, o desenvolvimento das lavouras de soja está atrasado. Até ontem, somente 17% da safra apresentava queda de folhas, mais do que os 7% da semana anterior. No entanto, a porcentagem é menor do que os 20% vistos no ano passado e também está abaixo da média em cinco anos, de 36%. Em Illinois, somente 3% das lavouras apresentam queda de folhas, ante média de 33%. Em Indiana, a avaliação ficou em 15%, contra 45% de média. No entanto, o analista Joe Victor disse que não se preocupa com a safra de soja. "A essas alturas ela já não é tão sensível. Estão tendo uma boa queda de folhas", opinou. Os participantes do mercado estão acompanhando de perto as previsões do tempo. Enquanto o clima quente desta semana é tido como favorável, existe a possibilidade de haver temperaturas mais baixas daqui a duas semanas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ÓLEO DE PALMA/MALÁSIA.

As cotações do óleo de palma cru fecharam com alta na Bolsa da Malásia, acompanhando o mesmo movimento nos mercados de óleo de soja e petróleo. Fatores como a queda na demanda e um provável aumento nos estoques do produto, contudo, limitaram os ganhos, afirmaram participantes do mercado. Traders disseram que os amplos estoques de óleo de palma da Malásia, o aumento da safra de soja nos Estados Unidos e realização de lucro especulativa foram itens que ajudaram a pressionar as cotações na segunda metade do pregão. Os preços se recuperaram no final, depois que o petróleo superou os US$ 71 por barril. O contrato referência novembro fechou com alta de 5 ringgit, a 2.184 ringgit por tonelada (3,49 ringgit = US$ 1). "O tom do mercado é baixista. Os investidores estão preocupados com a possibilidade de os estoques de óleo de palma crescerem ainda mais se as exportações continuarem fracas em setembro', disse o executivo sênior de uma corretora de Kuala Lumpur. Os estoques de óleo de palma atingiram em agosto o maior nível em seis meses - 1,42 milhão de tons - na Malásia, por conta da queda nas exportações, de acordo com a Malaysian Palm Oil Board. Para ajudar o sentimento negativo, as exportações dos dez primeiros dias de setembro foram fracas. De acordo com a inspetora Intertek Agri Services, as vendas diminuíram 15% no período, para 313.282 tons. Outra inspetora, SGS Malásia, estimou queda de 17%, para 332.282 tons, ante o mesmo período em agosto.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

SOJA/CHICAGO CAI DIANTE DE SINAIS DE GRANDE SAFRA.

Os contratos futuros de soja da Bolsa de Chicago perderam preço nesta quarta-feira. Vendas de hoje são pela perspectiva de uma grande colheita americana em meio à ausência de problemas climáticos. As perdas são limitadas pelo bom desempenho de outros mercados, como os de petróleo e ações, e pela demanda. Hoje, o USDA reportou que o país vendeu 110 mil toneladas de soja para a China com entrega prevista para a safra 2009/10. A perspectiva de atraso na colheita da nova safra americana também ajudou a sustentar os preços logo após abertura, já que as lavouras do Meio-Oeste ficarão expostas ao risco de geadas no início do outono. Confira fechamento oficial de hoje :

novembro 9.28,50 -8,00

janeiro 9.35,75 -7,50

março 9.41,00 -6,25

maio 9.42,25 -3,75

julho 9.46,25 -3,75

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