terça-feira, 21 de junho de 2011
SOJA: CHINA CONFIRMA IMPORTAÇÕES DE + 4% EM MAIO
GRÃOS/EUA: MELHORAM AS CONDIÇÕES DAS SAFRAS.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
SOJA/USDA: EUA VENDEM 283.200 Tons,47% ACIMA DA MÉDIA MENSAL.
Os Estados Unidos venderam um saldo de 283.200 toneladas de soja da safra 2009/10 na semana encerrada em 29 de abril, muito acima do volume da última semana e 47% superior à média das quatro semanas anteriores. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira no relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Dentre os compradores, China (180 mil t), México (79.700 t), Coreia do Sul (57.700 t), Japão (51.700 t) e Alemanha (31 mil t) ampliaram as aquisições. Houve decréscimos por parte de países não especificados (132 mil t).
Os embarques da oleaginosa no período atingiram 289.400 toneladas, alta de 4% frente ao volume da semana passada, mas 27% abaixo da média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram México (104.600 t), Coreia do Sul (57.700 t), Japão (49.600 t), Alemanha (31 mil t) e Colômbia (9.500 t). Para entrega em 2010/11, foram comercializadas 209.100 toneladas de soja principalmente para China (168 mil t).
terça-feira, 4 de maio de 2010
SOJA: CHICAGO FECHA PERTO DA ESTABILIDADE
Os preços internacionais da soja encerraram a terça-feira sem direção comum na CBOT. Os contratos com vencimento em julho fecharam em alta de 0,50 cent ou 0,05%, cotados a US$ 9,87/bushel após perde até 12 pontos após abertura dos trabalhos. Os primeiros vencimentos se recuperaram das perdas registradas no início do dia, com suporte de operações de spread com o mercado de farelo e entre contratos de soja. O contrato julho encontrou sustentação depois de satisfazer objetivos técnicos de baixa nas primeiras horas de negócios. Traders embolsaram lucros pela falta de força em romper áreas de suporte técnico, com preocupações sobre a possibilidade de haver geadas nas lavouras que acabaram de ser cultivadas. O mercado precificou sinais baixistas de outros mercados na segunda-feira e também no começo da sessão desta terça-feira. Portanto, os futuros de soja estavam prestes a se recuperar quando o farelo de soja avançou.
A expectativa de ver chuvas pesadas no fim da semana e na semana que vem, além de rumores de geada no Meio-Oeste americano no fim de semana, sinaliza danos na parte da safra recém-plantada. Esse sentimento estimulou traders a vender futuros, comentou um analista da bolsa, ponderando que tais fatores não são altistas, mas deram suporte hoje.
Mas os últimos vencimentos, que representam a safra que está sendo plantada atualmente para colheita no outono americano, foram incapazes de desfazer as perdas. O ritmo de plantio acima da média impediu maiores avanços. A apreciação do dólar frente a uma cesta de moedas foi fator baixista para a maioria das commodities hoje, em meio à aversão ao risco provocada pela crise da dívida da Grécia. Estima-se que fundos especulativos tenham vendido cerca de 2 mil lotes de soja em Chicago.
SOJA/MILHO-AVANÇO DO PLANTIO DOS EUA.
O plantio de milho permanece em ritmo bastante além do previsto nos Estados Unidos. Analistas acreditam que isso fortalecerá as discussões sobre a possibilidade de haver produtividade recorde. Enquanto isso, o plantio de soja teve um bom início, de acordo com o relatório semanal de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado em 03 de maio. As lavouras de trigo de inverno apresentam boas condições.
Milho
O USDA informou que 68% da safra de milho já foi plantada, mais do que os 50% observados na semana anterior. A proporção também é maior do que a média em cinco anos, de 40%. A estimativa foi ao encontro das expectativas do mercado, de 65% a 70%. O cultivo avança em ritmo recorde, bastante diferente do que ocorreu um ano atrás, quando as chuvas atrasaram os trabalhos no campo e os produtores só haviam conseguido plantar 32% da safra até este momento.
De acordo com a agência do governo, 19% da safra de milho emergiu, nível superior ao da semana passada, que apresentou 7%. A média para o período é de 9%. Segundo o analista Jon Michalscheck, da Benson Quinn Commodities, "os dados continuam confirmando a tendência de se ver uma produtividade recorde".
No Estado de Illinois, 87% da safra já foi plantada, enquanto a média é de 47% e no ano passado registrava-se apenas 5%. Outros importantes Estados produtores, como Iowa e Indiana, evoluíam em ritmo semelhante, bastante adiantados em relação ao que foi programado.
O presidente da U.S. Commodities, Don Roose, disse que haverá mais discussões sobre uma eventual produtividade recorde. Ele acrescentou que, até o momento, este ano pode ser comparado a 2004, quando a produção deu um salto e atingiu rendimento recorde. Não só porque o rápido plantio significaria maior probabilidade de forte rendimento, mas também porque os produtores podem ser estimulados a plantar mais milho do que o USDA havia previsto.
Previsões de clima relativamente úmido devem indicar certa desaceleração no cultivo, mas alguns analistas acreditam que haverá poucos motivos de preocupação para afastar os agricultores de um rápido plantio.
Soja
As lavouras de soja também apresentam um bom início de temporada, segundo o USDA, de modo que 15% da safra já foi plantada. Trata-se de porcentagem superior à média em cinco anos de 8%. Traders esperavam algo entre 10% e 15%.
Os Estados que estão em importantes áreas do Cinturão de Soja se mostram adiantados, inclusive Indiana, que registra 21% da safra plantada, quando a média para esta época é de apenas 6%. Em Illinois, 11% da safra foi plantada, ante média de 4%. Em Iowa, a média é de 5%, mas 13% da safra foi cultivada. Roose afirmou que os trabalhos com soja "provavelmente são limitados porque os produtores estão (ocupados) plantando milho". A soja costuma ser plantada mais tarde do que o milho e Roose explicou que o fato de o ritmo de cultivo da soja estar pouco acima da média não é um problema. Na verdade, segundo ele a soja plantada cedo demais se torna mais vulnerável a geadas.
Trigo
O USDA disse que 60% da safra de trigo de inverno dos Estados Unidos já foi plantada, número maior do que na semana passada (43%) e também superior à média em cinco anos (47%). O cultivo está bastante adiantado em cinco dos seis Estados pesquisados pelo governo. Em Minnesota, 98% do plantio já foi realizado, quando a média é de 34% para este momento do ano. O analista Dave Lehl, da Benson Quinn Commodities, declarou que "o clima permanece favorável para a maior parte das safras dos Estados Unidos". Ele ponderou que há alguma ameaça de temperaturas mais baixas nos planos do Norte, especialmente na sexta-feira e no sábado. "As previsões atuais sugerem que os danos seriam muito limitados, mas os (traders) baixistas estão levando em conta toda a semana."
Segundo o USDA, 68% da safra de trigo de inverno apresenta condição boa a excelente, 1 ponto porcentual a menos do que na semana anterior. O declínio ocorreu principalmente por influência do Estado de Kansas, onde 70% da safra foi avaliada de boa a excelente. Na semana anterior eram 73%. Enquanto isso, 27% da safra perfilou, mais do que os 14% registrados há uma semana (e mesmo nível do ano passado). A porcentagem média é de 31%.
terça-feira, 27 de abril de 2010
SOJA/MILHO : CHICAGO REGISTRA MENORES PREÇOS EM UMA SEMANA.
Os contratos futuros de soja se desvalorizaram nesta terça-feira na Bolsa de Chicago, recuando para o nível mais baixo em uma semana, em meio a sinais negativos sobre fundamentos e outros mercados. Os lotes negociados para entrega em julho fecharam em queda de 16,0 cents ou 1,59%, cotados a US$ 9,93/bushel. A combinação entre a forte valorização do dólar, queda dos preços futuros do petróleo e ritmo recorde de plantio de soja foi suficiente para colocar os preços em um movimento de correção.
Segundo o analista Greg Wagner, da corretora AgResource Company, a pressão nos mercados financeiros foi suficiente para estimular os investidores a realinhar os valores com os fundamentos da soja. Nos Estados Unidos, espera-se área plantada recorde. Wagner acrescentou que o plantio de soja nos Estados Unidos está acelerado na região do Delta dos Estados Unidos, situação que se contrapõe aos estoques apertados da antiga safra (fator que recentemente puxou os preços em quase 80 cents). A expectativa é de uma ampla safra americana. Vendas técnicas alimentaram o movimento, na medida em que ordens automáticas foram acionadas abaixo dos US$ 10/bushel. Estima-se que fundos especulativos tenham vendido 6 mil lotes em soja.
MILHO
Com influências de outros mercados e fundamentos baixistas, os preços futuros do milho recuaram hoje para o nível mais baixo em sete meses na Bolsa de Chicago (CBOT). Os lotes mais negociados, para entrega em julho, caíram 5,75 cents ou 1,60% e fechara a US$ 3,5375/bushel. A mínima foi US$ 3,52/bushel. A falta de notícias deixou os compradores sem motivos para se manter entusiasmados. O analista John Kleist, da corretora Allendale, disse que o ritmo recorde de plantio nos Estados Unidos é fundamento baixista neste momento, pois geralmente resulta em melhor produtividade e incentiva um aumento na área plantada. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou ontem que 50% da safra foi plantada até domingo, superando o recorde de 37% observado em 2004.Especuladores liquidaram posições compradas durante a sessão, diante da influência negativa da forte alta do dólar em relação a uma cesta de moedas. A maioria das commodities reagiu da mesma forma. A queda dos preços do petróleo, assim como as perdas no mercado acionário, pesaram sobre as cotações e estimularam as vendas. Traders disseram que vendas com base em indicadores técnicos aceleraram as perdas no mercado de milho.
COMMODITIES TÊM FORTE QUEDA COM INCERTEZA NA EUROPA.
Os mercados de commodities registraram perdas expressivas hoje, influenciados pela reação dos investidores ao rebaixamento dos ratings de crédito soberano de Portugal e Grécia pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. As preocupações com a situação fiscal da Grécia minaram o euro, que sofreu forte desvalorização em relação ao dólar e ao iene. Esse movimento é prejudicial para as commodities denominadas em dólar, que, na prática, ficam mais caras para compradores que usam outras moedas."A paciência dos mercados quanto a um sólido pacote de resgate à Grécia está se esgotando", afirma Mike Zuzolo, presidente da Global Commodity Analytics and Consulting.
As idas e vindas das autoridades da zona do euro fizeram crescer a desconfiança do investidor depois que representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia encontraram-se em Atenas para fechar os detalhes sobre o socorro de 45 bilhões de euros para a Grécia.
Commodities mais sensíveis às oscilações econômicas, como petróleo e cobre, já eram afetadas pela percepção de que o governo da China vai atuar no sentido de conter o crescimento acelerado do país, uma das principais fontes de demanda para várias commodities.
O índice Reuters-Jefferies CRB, referência mundial das commodities, caía 1,76%, para 273,48 pontos. O petróleo negociado no mercado eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) era negociado em baixa de 1,3%, a US$ 85,34 por barril, nos contratos com vencimento em julho. Na Comex, divisão de metais da bolsa nova-iorquina, o cobre para julho desabou 4,66%, para US$ 3,3825 por bushel. O cobre foi particularmente afetado pela desconfiança dos investidores. Os preços da commodity vinham subindo nas últimas semanas diante da expectativa de recuperação da economia global, com impacto positivo na construção civil. Já o ouro, considerado um porto seguro em períodos de incerteza, está em alta. Na Comex, os contratos para junho registraram valorização de 0,71%, cotados a US$ 1.162 por onça-troy.
As commodities agrícolas também ficaram em baixa nas bolsas americanas. O açúcar para entrega em julho operava em queda de 3,1%, cotado a 15,36 cents/lb. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja para julho era negociada a US$ 9,97 por bushel, uma perda de 1,2%. Café (-1,4%), cacau (-0,7%), algodão (-0,7%), milho (-1,4%) e trigo (-0,7%) também estavam no vermelho.
SOJA/CHINA FECHA EM BAIXA.
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Commodities da China encerraram em baixa nesta terça-feira, influenciados por preocupações com as ofertas e pela fraqueza dos mercados acionários e dos metais. O contrato referencial de janeiro fechou com desvalorização de 0,6%, a 3.969 yuans por tonelada (6,82 yuans = US$ 1)."A pressão da oferta sobre os preços ainda é alta na América do Sul", com relatos de aumento das vendas por parte dos produtores no continente, afirmou um analista local. Um ponto de interrogação ainda paira sobre as ofertas, já que os registros de interrupção das chuvas no Brasil também podem sustentar os preços. Contudo, a fraqueza dos outros mercados afetou os produtos agrícolas em meio a temores persistentes com relação às medidas de Pequim para apertar o crédito no potencialmente superaquecido setor imobiliário.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), as cotações da oleaginosa terminaram em queda na segunda-feira, conforme compras técnicas e sazonais cessaram diante da falta de novas notícias positivas.
SECA AFETOU 1,5 MILHÕES DE TONS DA SAFRA DE VERÃO
A seca no sudoeste da China afetou até 1,5 milhão de toneladas de grãos da safra de verão e 400 mil toneladas de colza, afirmou nesta terça-feira uma autoridade do Ministério de Agricultura do país.
Além do aumento dos gastos e das áreas de cultivo para combater os efeitos da estiagem, o governo também elevou um subsídio para estimular as compras de maquinários por parte dos produtores, afirmou Ye Zhenqin, diretor do Departamento de Gestão de Plantio, vinculado ao ministério.O benefício foi ampliado em 1 bilhão de yuans (6,82 yuans = US$ 1) na segunda-feira da última semana, segundo Ye, somando agora 15,5 bilhões de yuans em 2010, ante 13 bilhões de yuans no ano passado.
terça-feira, 20 de abril de 2010
SOJA/MILHO - CHICAGO OPERA EM ALTA COM ATIVIDADE DE ESPECULADORES
segunda-feira, 19 de abril de 2010
SOJA/CHINA FECHA EM BAIXA,FRAQUEZA GENERALIZADA DOS MERCADOS.
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Commodities de Dalian terminaram em baixa nesta segunda-feira, afetadas por pessimismo devido ao aperto da extensão do crédito ao setor imobiliário na China. Além disso, o fraco desempenho dos mercados norte-americanos na sexta-feira também influenciou negativamente as cotações da oleaginosa. O contrato referencial de janeiro fechou com queda de 27 yuans, ou 0,7% após oscilar dos dois lados durante toda a sessão.
As ações chinesas despencaram para o nível mais baixo em mais de um mês nesta segunda-feira, e o índice da bolsa de Xangai registrou o maior declínio diário em mais de sete meses, após as recentes medidas adicionais de Pequim para conter a especulação imobiliária. O volume de contratos negociados subiu para 221.948 lotes, ante 197.450 lotes na sexta-feira. O número de contratos abertos caiu 9.672 lotes, para 351.138 lotes.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
SOJA/MILHO : CHICAGO FECHA EM ALTA NA MAIOR COTAÇÃO EM TRÊS MESES
Os preços futuros da soja atingiram hoje o maior nível em três meses na Bolsa de Chicago. O contrato com vencimento em maio, mais negociado, encerrou o pregão cotado a US$ 9,84 por bushel, com valorização de 15 cents ou 1,55%. Analistas disseram que a commodity foi impulsionada por compras técnicas em um cenário de sólida demanda no mercado físico. "Grande parte dos ganhos do dia foi inspirada em considerações técnicas. O movimento foi intensificado por ordens automáticas de compra, uma vez que traders cobriram posições vendidas anteriormente depois que os preços romperam alguns níveis de resistência", explicou
Os futuros cederam no começo do dia, pressionados por fundamentos baixistas como a safra recorde na América do Sul e a previsão de um plantio também recorde nos Estados Unidos. Contudo, os comerciantes baixistas ficaram desapontados com a dificuldade em pressionar as cotações mesmo diante de uma oferta tão grande. A escassez de vendas abriu espaço para que os compradores se impusessem. Segundo analistas, a firmeza dos preços é vista como um sinal de que a demanda por soja nos Estados Unidos continua extremamente robusta. "O mercado é aparentemente sustentado pela forte demanda e pela percepção de que precisa assegurar uma oferta recorde para fazer frente ao aumento da demanda global", acrescentou. Além disso, a incerteza sobre qual vai ser o desempenho da safra 2010/11 nos Estados Unidos fez com que especuladores embutissem algum prêmio de risco nos preços. "O mercado também teve um impulso psicológico com a alta do trigo e do milho, que obriga a soja subir com o objetivo de assegurar uma grande área plantada este ano. Fundos especulativos realizaram uma compra líquida de aproximadamente 7 mil contratos hoje.
MILHO
Recompras de posições vendidas puxaram os preços futuros do milho. As firmes bases de preço no mercado à vista também foram influência positiva. Os lotes para entrega em maio fecharam em alta de 5,25 cents ou 1,47%, cotados a US$ 3,6325/bushel. Segundo o analista Chad Henderson, da corretora Prime Agricultural Consultants, o mercado está construindo uma base de suporte para os preços, já que os futuros têm se mantido mesmo diante de pressões provenientes do clima favorável para o plantio e de indicadores de maiores estoques globais e área plantada nos Estados Unidos.
Os traders que apostavam na queda dos preços estão decepcionados com a força recente do mercado e a habilidade de se sustentar acima das principais médias móveis. Isso encoraja os vendidos a cobrir parte das posições. Traders vêm reduzindo sua exposição ao risco de se manterem vendidos em meio à ascensão recente dos preços. Além disso, os dados sobre exportações semanais divulgados hoje foram melhores do que se esperava e impulsionaram as cotações. E o fortalecimento dos níveis das bases de preço no mercado à vista do Golfo de Louisiana é sinal de boa demanda. De qualquer modo, analistas notaram que os traders estão cautelosos em puxar demais os preços.Estima-se que fundos especulativos tenham comprado cerca de 7 mil lotes em milho hoje.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
MILHO FECHA EM ALTA COM DÓLAR FRACO, MAS CLIMA PRESSIONA.
O mercado futuro de milho encerrou a sessão desta segunda-feira em alta na bolsa de Chicago, impulsionado pela fraqueza do dólar, que estimula as compras de commodities. Entretanto, traders e analistas ainda estão atentos às condições climáticas, que favorecem o progresso do plantio.
O vencimento mais líquido, base maio, subiu 2,50 cents para US$ 3,4825/bushel. A segunda posição mais negociada, o contrato julho, terminou o dia com ganhos de 2,25 cents a US$ 3,5950/bushel. As cotações permaneceram firmes na maior parte da sessão, por conta da desvalorização do dólar. Ainda assim, o mercado não conseguiu atingir o patamar entre 4 e 5 cents. Os traders consideram que o movimento de alta será limitado por fundamentos baixistas. "Estamos presos entre fundamentos baixistas e um dólar fraco", observou um trader. As previsões climáticas indicam clima seco para toda a semana nas áreas produtoras do Meio-Oeste, com exceção de um período de chuvas esparsas no final da semana. "Não há razão para se preocupar com a temporada 2010 de milho", disse Sid Love, analista da Kropf & Love Consulting. Ele observou ainda que o clima favorável neste período, tradicionalmente, estimula o aumento dos níveis de produtividade.
Na avaliação, o cenário não deve ser tão ruim como alguns analistas esperam. Ele considera que a demanda por etanol pode exceder as expectativas iniciais se a alta dos preços de petróleo e gás natural persistir e acrescenta que o potencial de importações chinesas também oferece suporte à bolsa. Estima-se que os fundos compraram cerca de 6 mil lotes hoje.
SOJA/CBOT-FECHA EM ALTA EM VENCIMENTOS CURTOS, E BAIXA SAFRA NOVA.
Os preços futuros da soja oscilaram sem tendência clara hoje. Os contratos para entrega em maio fecharam em alta de 7,75 cents ou 0,81%, cotados a US$ 9,60 por bushel. Já os lotes para novembro recuaram 1,50 cent ou 0,16%, para US$ 9,35 por bushel.
Segundo analistas, o mercado voltou a repercutir o último relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), considerado altista. A notícia de que exportadores norte-americanos venderam 120 mil toneladas de soja para a China também foi bem recebida pelos investidores. O dólar fraco e o bom desempenho dos indicadores financeiros somaram-se ao cenário favorável. "A venda para China a confirmou que a demanda pela soja da safra 2009/10 ainda é forte. A notícia não era esperada, já que a demanda tende a se descolar para a América do Sul nesta época do ano. "Questões logísticas podem estar limitando a disponibilidade de soja no Brasil. O desentendimento entre Argentina e China também pode ter alguma coisa a ver com o negócio de hoje", afirmou Doug Bergman, analista da Advantage Grain.
Por outro lado, a expectativa de um cenário mais folgado em relação à oferta na safra 2010/11 pesou sobre os contratos com vencimento mais longo. Participantes do mercado antecipam um plantio recorde nos Estados Unidos, embora o clima favorável para o cultivo do milho diminua o risco de uma transferência adicional de hectares para a soja.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
SOJA: CHICAGO FECHA PRESSIONADO POR FUNDAMENTOS.
quinta-feira, 18 de março de 2010
SOJA: CHICAGO FECHA EM ALTA PUXADA PELO CLÍMA ÚMIDO.
O movimento fez com que os preços rompessem níveis de resistência nos gráficos, o que levou alguns traders a recomprar posições vendidas. "Além do ambiente externo muito favorável, os compradores foram estimulados pelo clima. "O tempo chuvoso na América do Sul está provocando alguns atrasos no carregamentos dos navios e diminuindo o ritmo da colheita. No entanto, analistas acreditam que os preços devem se manter dentro da faixa em que oscilaram nos últimos dias, já que a safra recorde da América do Sul continua a pesar sobre o mercado.
segunda-feira, 15 de março de 2010
SOJA: PARAGUAI PODE TER PRODUÇÃO RECORDE DE 7,2 MIL TONELADAS
Com a grande parte da safra de soja já colhida, o Paraguai espera mais do que dobrar a produção do ciclo anterior e ter safra recorde neste ano. A expectativa é de que o país produza, 7,2 milhões de toneladas de oleaginosa, bem mais do que as 3,4 milhões de toneladas do ano passado, quando as lavouras foram atingidas pela seca, segundo o analista Luis Cubilla, da câmara exportadora de grãos do país Capeco.O crescimento da área plantada e o clima favorável devem fazer com que a produção seja 20% maior do que o antigo recorde, estabelecido em 2008. Espera-se que o Paraguai exporte 70% de sua produção de soja em grão e processe o restante em farelo e óleo. A maior parte será enviada para Ásia e Europa, em vez da Argentina, que tradicionalmente importava a maioria da soja paraguaia para processamento e reexportação. Mas no início do ano passado, a Argentina suspendeu os benefícios fiscais para estimular o processamento de soja do Paraguai.
A colheita paraguaia deve durar mais 15 ou 20 dias, segundo Cubilla, e cerca de 75% da safra já foi colhida. As condições são, de modo geral, favoráveis.
SOJA: CHICAGO FECHA COM PEQUENA ALTA COM FUNDAMENTOS DOS EUA.
Os preços futuros da soja subiram hoje na Bolsa de Chicago. Os contratos de maio, terminaram o pregão cotados a US$ 9,30 por bushel, em alta de 4,50 cents ou 0,49%. Segundo analistas, o mercado recuperou-se com base em fundamentos do mercado norte-americano e no esgotamento do movimento de vendas da semana passada. Os ganhos foram limitados, contudo, pela alta do dólar e o recuo do petróleo. "O mercado encontrou uma área de valor e continua a se sustentar acima das mínimas de fevereiro. O aperto nos estoques domésticos dá suporte, embora os estoques mundiais sejam elevados, a previsão é de que os estoques de passagem americanos fiquem abaixo de 200 milhões de bushels esse ano. Além disso, o resultado do esmagamento de soja em fevereiro ficou acima do esperado, o que animou o mercado.
Segundo relatório divulgado hoje pela Associação Nacional dos Processadores dos Estados Unidos, as indústrias norte-americanas processaram 4,04 milhões de toneladas em fevereiro, contra 4,42 milhões de toneladas no mês anterior e 3,5 milhões de toneladas em igual período de 2009. De todo modo, o cenário ainda é baixista para o mercado de soja. O avanço da colheita na América do Sul e as preocupações relacionadas à demanda futura da China pesam sobre as cotações.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
SOJA/CHICAGO FECHA EM LEVE ALTA .
Os preços futuros da soja operaram com pequena variação positiva na Bolsa de Chicago (CBOT), movimento que os analistas atribuem a uma recuperação técnica após as perdas dos últimos dias. Analistas disseram que o mercado estava sobrevendido, tendo um dia de consolidação após cair em nove dos últimos 10 pregões. Fundos especulativos compraram cerca de 3 mil lotes de soja, mil de farelo e 2 mil de óleo de soja. Eles acrescentaram que vendas recentes para a China, a continuidade do movimento observado durante a noite (alta de 4 cts), aumento dos preços do óleo de palma devido dificuldades de colheita, estabilidade dos preços do petróleo e a falta de circulação de soja no país (por conta do gelo em algumas regiões) deram suporte aos preços. Especuladores estão cobrindo posições vendidas e usuários finais estão comprando, o que serve de catalisador para os avanços. Notícias de novas exportações para a China, num momento em que a maioria dos participantes estava esperando que o país diminuísse a demanda, também deram algum suporte. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quinta-feira que exportadores privados negociaram a venda de 230 mil toneladas de soja para a China. Do total, 175 mil toneladas são para entrega durante o ciclo 2010/11 e 55 mil para a atual temporada.
Entretanto, a expectativa de safra recorde na América do Sul somada às influências negativas de outros mercados limita o potencial de alta do complexo soja. "No longo prazo, o cenário continua baixista diante da promessa de uma grande safra na América do Sul e de uma forte queda nas exportações americanas no começo da primavera", aponta nota publicada pelo J.P. Morgan. "Além disso, os preços relativamente altos, somados ao fato de que o interesse em plantar soja deve crescer de modo significativo nas áreas dos EUA que não foram cultivadas com trigo de inverno, sugerem que o mercado corre o risco de ver dois anos seguidos de crescimento da produção americana bem no momento em que os fundamentos globais ficam mais fracos", acrescenta a nota.
MILHO
Depois de escorregarem por sete dias consecutivos, os preços futuros do milho encerraram a quinta-feira em território positivo na Bolsa de Chicago. O movimento de hoje surgiu em meio a ideias de que os futuros caíram demais e muito rapidamente. Os contratos com vencimento em março, fecharam em alta de 4,0 cents ou 1,09%, cotados a US$ 3,72/bushel. Analistas acreditam que a valorização de hoje foi uma recuperação técnica após as perdas recentes, já que não há novidades sobre fundamentos capazes de puxar o mercado. "Não podemos cair todos os dias", a questão é, se subirmos, quanto realmente precisamos subir?" Ele afirmou que produtores deverão ser grandes vendedores num eventual rali. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 5 mil lotes hoje, de modo que o mercado fechou na máxima do dia. Analistas lembraram que uma empresa de análises privadas deve divulgar amanhã suas estimativa para área plantada em 2010. Muitos deles esperam que o milho abranja 5 milhões de acres ou mais nos Estados Unidos.
A produção da América do Sul continua sendo um fator baixista nos mercados de milho e de soja. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima que a produção de milho some 18 milhões de toneladas na Argentina, o que representa 1,5 milhão de toneladas a mais do que a projeção anterior.
ÓLEO PALMA/MALÁSIA: ENCERRA EM ALTA.
O mercado futuro de óleo de palma da bolsa da Malásia conseguiu se recuperar, depois de atingir os níveis mais baixos em dois meses, com compras e coberturas de posições vendidas. A bolsa seguiu movimento de alta no petróleo e nos preços da soja, segundo participantes do mercado.
O contrato base abril, encerrou com alta de 44 ringgit a 2.488 ringgit/tonelada. A posição chegou a testar a máxima de 2.490 ringgit/t. As chuvas contínuas atrasam a colheita nas províncias de Sabah e Sarawak, afetando a oferta. A estimativa de traders e produtores aponta queda de 15% a 16% até este momento.
SOJA/CHINA: BOLSA RECUA COM TEMOR EM AJUSTE DE CRÉDITO
Os contratos futuros da bolsa chinesa Dalian encerraram a sessão com leve queda hoje, porque os investidores ainda estão nervosos quanto aos sinais de que o governo adotará medidas para conter a expansão de crédito no país. O vencimento mais negociado, base setembro, recuou 0,1% para 3.878 yuans. "Os rumores no mercado sobre o assunto dos empréstimos bancários é o simplesmente o fator de maior peso nos mercados hoje", e que os órgãos reguladores chineses pediram aos bancos para cessar a liberação de novos empréstimos. afirmou Tu Xan, da Shangai JC Intelligence Co.
A economia da China fechou o ano de 2009 com um crescimento de 8,7% no Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 9,6% de 2008, e com deflação de 0,7%, comparada a uma inflação de 5,9% em 2008. No último trimestre, porém, a economia chinesa acelerou fortemente, com expansão de 10,7% sobre o mesmo período do anterior, em comparação com um aumento de 9,1% verificado no terceiro trimestre, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas."A forte recuperação mostrada nos dados aponta claramente para uma retração do estímulo", disse o estrategista Brian Jackson, do Royal Bank of Canada Capital Markets. "Um toque antecipado nos freios seria melhor do que permitir que a economia acelere muito rapidamente, obrigando Pequim a puxar os freios com força numa data posterior." Também sinalizando o crescimento das pressões inflacionárias, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), aumentou 1,7% em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, comparado a uma queda de 2,1% em novembro e à expectativa de alta de 0,5%.
Apesar da elevação da taxa de crescimento e de as exportações terem voltado a aumentar em dezembro depois de 13 meses de declínios, o chefe do Escritório Nacional de Estatísticas, Ma Jiantang, disse que "a base da recuperação da economia mundial é relativamente fraca" e que "há incertezas no desenvolvimento da economia doméstica". Ele afirmou que o governo chinês manterá a consistência e a estabilidade de sua política macroeconômica. O governo, contudo, já começou a retirar suas políticas pró-crescimento por meio da contenção do crédito e do enxugamento da liquidez no sistema financeiro.
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