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sexta-feira, 27 de novembro de 2009

SOJA/RIO GRANDE SUL: ATRASO NO PLANTIO PREJUDICA COMERCIALIZAÇÃO.

O Rio Grande do Sul comercializou apenas 10% da nova safra de soja, ante 30% em igual período do ano passado. A projeção é do diretor da corretora gaúcha Brasoja, Antonio Sartori. Segundo ele, a lentidão deve-se principalmente ao atraso no plantio. "Os produtores não querem negociar algo que nem plantaram ainda", afirma. Segundo ele, os sojicultores do Estado plantaram cerca de 30% da área estimada entre 3,899 milhões e 3,975 milhões de hectares-área divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em igual período da safra passada, cerca de 60% da soja havia sido semeada, estima Sartori.
Em seu último levantamento, a Emater/RS informou que os produtores plantaram 39% da safra até ontem, um avanço de apenas um ponto porcentual em relação à semana passada. A área cultivada também é inferior à observada em igual período do ano passado (52%) e na média para esta época do ano (61%).
Segundo a Emater, os trabalhos foram interrompidos pelo excesso de chuvas. As enxurradas provocaram perdas de sementes e fertilizantes em muitas lavouras, embora as "primeiras áreas semeadas apresentem boa germinação e desenvolvimento inicial satisfatório".

terça-feira, 17 de novembro de 2009

SOJA: CHICAGO FECHA EM FORTE ALTA COM RECUO DO DÓLAR

Os preços futuros da soja fecharam a segunda-feira em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato mais negociado, para entrega em janeiro, registrou valorização de 23 cents ou 2,33%,cotado a US$ 10,10 o bushel no encerramento dos negócios. Praticamente todas as commodities registraram ganhos expressivos, impulsionadas pelo influxo de capital especulativo (compra de fundos de investimentos). Apenas no pregão viva-voz, fundos registraram uma compra líquida de 5 mil contratos de soja, mil de farelo e outros 2 mil de óleo. Segundo analistas, os fundos estão procurando ativos físicos com potencial de valorização frente a sinais inflacionários nos Estados Unidos. O dólar caiu para o menor nível desde agosto do ano passado, o que elevou os preços do ouro, do petróleo e de produtos agrícolas -ativos denominados em dólar.
O mercado também encontra suporte na forte demanda por soja americana e na previsão de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que pode atrasar o encerramento da colheita da safra 2009/10. As pressões baixistas exercidas pela produção recorde dos Estados Unidos e pelo otimismo em relação à safra sul-americana foram deixadas em segundo plano. Compras baseadas em considerações técnicas também tiveram participação no rali de ontem. Ordens automáticas de compra foram acionadas depois que o contrato janeiro rompeu a marca psicológica de US$ 10 o bushel.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ARGENTINA: SECA REDUZ SAFRA 09/10.

O cenário para a produção do trigo na Argentina piorou com a prolongada estiagem no País, situação que afeta diretamente o Brasil, principal comprador do cereal do vizinho. A projeção inicial para a colheita 2009/10 de oito milhões de toneladas foi revisada para baixo. Segundo o economista da Confederação Inter-cooperativa Agropecuária (Coninagro), Daniel Asseff, a Argentina produziria somente 6,5 milhões de toneladas de trigo. O volume é suficiente para cobrir a demanda interna calculada entre 5,5 a 6 milhões de toneladas anuais, mas não deixa saldo para exportar.
As regiões do Noroeste argentino e do Norte, especialmente nas Províncias de Santa Fe e Córdoba, são as mais comprometidas pela falta de chuvas. Os técnicos das secretarias de Agricultura destas províncias calculam que os produtores de trigo vão deixar de ganhar cerca de US$ 207 milhões. A colheita da soja também cairia das 52,5 milhões de toneladas projetadas para 48 milhões de toneladas. "O estresse hídrico", como a seca é chamada pelos engenheiros agrônomos, é o principal problema que afeta a safra argentina desde o ano passado. "A combinação da falta de umidade das terras no momento de semear com a ausência de chuvas durante o período de crescimento dos cultivos provoca o menor rendimento das plantações", explicou Asseff. No ano passado, o País viveu a pior estiagem dos últimos 40 anos.
Segundo os especialistas, essa situação ainda não melhorou. Assef disse que agora que os produtores estão iniciando a colheita no norte do País é possível projetar um cenário de menor produção, mas ressalta que o resultado "pode ser ainda pior se a estiagem continuar", ressaltou.
Retrocesso - Até sexta-feira passada, o levantamento realizado semanalmente pela Bolsa de Cereais apontava para um avanço de 85% da colheita de trigo na região do Noroeste, chamada de NOA (Salta, Jujuy, Santiago del Estero, Catamarca e Tucumán), a primeira a ser plantada. Dos 250 mil hectares implantados, 25 mil já estão perdidos por causa da seca, ou seja, 10% da plantação da região. O rendimento também caiu 18% em comparação com a safra anterior, conforme o relatório.
No centro e norte da Província de Santa Fe, a diminuição da superfície plantada foi de 84%. Com quase 30% da colheita realizada até o momento, o rendimento se mostra 74% abaixo do registrado no ano anterior. "Isso implica em um retrocesso de 96% da produção desta zona", calculou a analista Silvina Campos, da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agropecuária (AACREA).
O governo socialista de Hermes Binner, da Província de Santa Fe, afirma que a situação é "muito complicada", segundo explicou o secretário de Agricultura, Carlos Sartor. "Além das perdas com o trigo, tivemos produtividade zero com a colheita do girassol porque a planta teve um florescimento prematuro e não chegou a dar semente", reclamou. Sartor contou que na falta de pasto para o gado, "na maioria das fazendas, os produtores soltaram os animais e deixaram que eles comessem as plantas de girassol".
Em Córdoba a situação não foi diferente. A estiagem chegou ao limite de provocar escassez de água potável para a população. Segundo a secretaria de Agricultura cordobesa, foram implantadas somente 159 mil hectares de trigo nesse ano. O número significa 500 mil hectares a menos que na última safra. Levantamento oficial desta área mostra que somente 30% da plantação de trigo estão em "boas" condições, enquanto que 40% estão "regulares", e os 30% restantes estão praticamente perdidos.
Os técnicos ainda têm esperanças de que as chuvas voltem a cair para que o prejuízo não seja maior. Alguns analistas também consideram que "é prematuro" estimar uma produção total de trigo em muito menos que 8 milhões de toneladas. "As zonas mais significativas de trigo estão na Província de Buenos Aires, onde tem chovido o suficiente para manter a previsão de entre 7,8 a 8 milhões de toneladas, por enquanto", disse o analista da consultoria Agritrend, Gustavo López.O analista calcula que o Brasil poderia chegar a comprar uns dois milhões de toneladas de trigo no próximo ano. "Cerca de 1,5 milhão de toneladas de estoque desse ano será levado para 2010, e se tivermos, na pior das hipóteses, uma colheita de 7,5 milhões de toneladas, 6,5 milhões serão destinadas ao consumo interno, 500 mil vão ficar no estoque, e dois milhões serão vendidos", projetou López. Além disso, continuou, o governo já acertou com os exportadores a liberação desse volume para as vendas externas.
Independentemente das projeções, o setor admite que as exportações de trigo estão afetadas há tempos. "O país perde posições no mercado internacional como fornecedor confiável de trigo, especialmente no Brasil, que já teve que comprar trigo do Canadá para substituir o argentino", reconheceu Ernesto Ambrosetti, economista chefe do Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

SOJA: ABIOVE MANTÉM ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) manteve sua estimativa para a produção de soja do ciclo 2009/11 em 63,4 milhões de toneladas. Em relatório divulgado hoje, a entidade apontou ainda que o País deve exportar 25,8 milhões de toneladas e processar 32,2 milhões de toneladas da oleaginosa - números também estáveis em relação à previsão divulgada em setembro. Assim, os estoques finais esperados se mantiveram em 1 milhão de toneladas. Em compensação, a Abiove revisou para cima sua projeção para as exportações da temporada passada, de 27,4 milhões para 27,7 milhões de toneladas. Com isso, a estimativa para o volume esmagado internamente foi reduzida de 29,8 milhões para 29,5 milhões de toneladas. Os números para o farelo e o óleo de soja sofreram algumas alterações. A Abiove cortou a estimativa para os estoques iniciais de farelo, de 764 mil para 514 mil toneladas, e de óleo, de 252 mil para 152 mil toneladas. Também reduziu sua projeção para as exportações de farelo para 12,15 milhões de toneladas, ante 12,8 milhões no relatório do mês passado. Com isso, os estoques de finais devem ser de 814 mil toneladas, ante 764 mil na projeção anterior. A expectativa para as exportações de óleo também foram reduzidas, de 1,35 milhão para 1,2 milhão de toneladas. Em compensação, o consumo interno deve ser maior: 4,85 milhões de toneladas, ante 4,8 milhões na estimativa anterior.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

RESULTADO LEILÃO PEP MILHO 20/10.

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para milho, realizado nesta terça-feira, negociou 86,7% das 800 mil toneladas ofertadas. A maior demanda aconteceu mais uma vez em Mato Grosso, onde as 590 mil toneladas ofertadas foram arrematadas. A disputa provocou deságio do valor do prêmio. Na região sul, o PEP que era de R$ 5,46 fechou o pregão a R$ 2,67 por saca. Este foi, segundo o governo, o último leilão de PEP em apoio à safrinha. Distrito Federal e Goiás também registraram forte demanda, mas sem deságio. Na região, foram arrematadas 89,22% das 60 mil t ofertadas. Na Bahia, das 40 mil t ofertadas, foram negociadas 72,90%. Não houve interesse pelas 30 mil t ofertadas no Paraná nem pelas 10 mil t oferecidas no Maranhão e 10 mil t em Tocantins. Das 30 mil t ofertadas em Mato Grosso do Sul, foram arrematadas 2,2 mil t. Das 10 mil t de Minas Gerais, saíram 5,718 mil t. Das 10 mil t de Piauí, houve interesse por 7,680 mil t. Por fim, das 10 mil t oferecidas em Rondônia, saíram 5,9 mil t.
Confira os prêmios no Mato Grosso: Região I Norte (R$ 6,66), Mato Grosso Região II Médio Norte (R$ 6,06), Mato Grosso Região III Sul (R$ 5,46), Mato Grosso do Sul (R$ 3,78), Maranhão (R$ 2,58), Minas Gerais (R$ 3,96), Paraná (R$ 1,74), Piauí (R$ 2,46), Rondônia (R$ 5,34) e Tocantins (R$ 3,18). No leilão de hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desembolsou R$ 42,812 milhões em prêmios.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

SOJA: BRASIL DEVE PERDER ESPAÇO NO MERCADO MUNDIAL.

O Brasil deve perder participação no mercado mundial de soja, principal componente da pauta de exportações. É o que aponta relatório divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) com perspectivas para a safra 2009/10. De acordo com o USDA, os embarques brasileiros do grão devem cair 26,8%, para 23,65 milhões de toneladas. O número é inferior ao estimado em setembro - de 24,45 milhões de toneladas. Com isso, o Brasil deve ver sua fatia de mercado cair dos quase 39%, da última temporada, para pouco mais de 30%. O cenário deve-se principalmente à perspectiva de recuperação da produção na Argentina após um ano de forte queda. Segundo o USDA, o país vizinho deve colher uma safra de 52,5 milhões de toneladas, 64% maior do que a apurada na última campanha, quando as lavouras foram castigadas por uma das piores estiagens em décadas. Se a previsão se confirmar, os argentinos devem embarcar 9,7 milhões de toneladas do grão in natura, o que corresponde a 12,46% das exportações totais mundiais. Em 2008/09, foram apenas 5,9 milhões de toneladas, ou 7,6% do total. Maior exportador mundial, os Estados Unidos devem aumentar apenas marginalmente sua participação de mercado. Com uma safra recorde, estimada em 88,45 milhões de toneladas, os americanos devem exportar 35,52 milhões de toneladas na nova safra, o que corresponde a 45,62% das exportações totais. Trata-se de um aumento pequeno em relação à temporada passada, quando os embarques somaram 34,84 milhões de toneladas ou 45,28%. De modo geral, o USDA prevê que o mundo terá um cenário bem mais confortável do ponto de vista da oferta em 2009/10. A produção deve registrar um crescimento de 16,8% e atingir a marca recorde de 246,07 milhões de toneladas, número também superior à estimativa anterior, de 243,94 milhões. Em contrapartida, o consumo total mundial não deve crescer mais do que 5,3%, para 231,62 milhões de toneladas. Com isso, o órgão revisou para cima, de 50,53 milhões para 54,79 milhões de toneladas, sua projeção para os estoques de passagem. Se for confirmada, serão 12,74 milhões de toneladas de soja a mais do que na temporada passada. Os estoques são suficientes para cobrir 85,1 dias de consumo ou 23% da demanda total anual. Trata-se da maior proporção desde a safra 2006/07, quando atingiu o nível recorde de 25%. Na última temporada, por exemplo, os estoques podiam cobrir apenas 69 dias ou 19% da demanda total. China - Principal motor do crescimento da consumo nos últimos anos, a China deve reduzir suas importações na safra 2009/10. De acordo com o USDA, o país deve importar 39,5 milhões de toneladas de soja, cerca de 1 milhão de toneladas a menos do que na última temporada. A redução é atribuída à política de acumulação de estoques ao longo da última temporada. Segundo o USDA, os chineses começaram o ano-safra com quase 8,7 milhões de toneladas de soja em seus armazéns, mais do que o dobro do volume apurado na temporada anterior. Para Daniel d'Ávila, analista de grãos da corretora Newedge USA, em Nova York, os números apresentados hoje pelo USDA desenham um cenário baixista para os preços. "Se isso se concretizar, acredito que os preços poderiam até voltar para o patamar histórico em torno de US$ 6 o bushel, o que seria muito ruim para o produtor brasileiro". Segundo o analista, o agricultor não consegue fechar as contas com uma soja abaixo de US$ 9 e um dólar a US$ 1,70. "O que poderia impedir esse recuo é a procura de especuladores por commodities para se proteger do dólar fraco nos Estados Unidos, o que fortaleceu o mercado nos últimos dias", previu. Segundo d'Ávila, o câmbio valorizado, somado aos custos logísticos, está tirando competitividade dos produtores brasileiros. "O valor do dólar é um problema enorme, porque encarece a soja brasileira e barateia a soja americana", sinaliza. O consultor de gerenciamento de risco da corretora FC Stone, em Campinas, Glauco Monte, acha que esse cenário de preço é improvável. "Se tudo de fato correr bem com as safras nos Estados Unidos e na América do Sul, certamente não teremos preços tão bons quanto no ano passado. Podemos até ter preços abaixo do custo de produção no Brasil, mas não dá para pensar em soja a US$ 6 o bushel porque a realidade de mercado é outra", afirmou. Para ele, o mercado deve oscilar numa banda entre US$ 8,5 e US$ 10 o bushel.

SOJA: PLANTIO ATINGE 14% NO MATO GROSSO.

As chuvas dos últimos dias possibilitaram um avanço significativo no plantio da soja em Mato Grosso. Segundo levantamento realizado pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agrícola (Imea), mais 528 mil hectares foram semeados até ontem, ampliando a área plantada para 821 mil hectares, que corresponde a 14% do total projetado para esta safra (5,867 milhões de hectares). Na semana, houve um avanço de 9% no plantio, cujo ritmo também está mais acelerado em relação à safra 2008/09, na mesma época do ano passado 8,7% da área estava semeada. O plantio está mais avançado no médio-norte de Mato Grosso, com 19% ante 13,7% em igual época do ano passado. A região responde por 40,6% do plantio de soja do Estado, com área estimada em 2,380 milhões de hectares. O maior crescimento em relação à safra passada foi registrado no centro-sul de Mato Grosso, onde o plantio atingiu 11,9% da área estimada, no ano passado, 4,4% da área estava semeada. Na região nordeste do Estado, os trabalhos ainda não foram iniciados.
Lucas do Rio Verde é o município onde o plantio está mais adiantado. A área plantada atingiu 72 mil hectares, 30% dos 240 mil hectares estimados pra esta safra, dos quais 43,2 mil hectares foram semeados até ontem. Em segundo lugar estão Sorriso e Sapezal, ambos com 25% da área prevista já semeada. A área estimada pelo Imea para Sorriso é de 600 mil hectares e em Sapezal de 365 mil hectares.
SOYBEANS: PLANTING REACHES 14% IN MATO GROSSO.
The rains of recent days has enabled a significant advance in the planting of soybeans in Mato Grosso. According to a survey conducted by the Mato Grosso of Agricultural Economics (IMEA), plus 528 thousand hectares were sown up until yesterday, expanding the area planted to 821 hectares, representing 14% of the total projected for this season (5.867 million hectares) . Last week, there was an increase of 9% in the plantation, whose pace is also faster compared to the 2008/09 harvest at the same time last year 8.7% of the area was sown. The planting is most advanced in the mid-north of Mato Grosso, with 19% against 13.7% in the same period last year. The region accounts for 40.6% of planting soybean in the State, with an area estimated at 2.380 million hectares. The largest increase over the previous crop was recorded in south-central Mato Grosso, where planting has reached 11.9% of the estimated last year, 4.4% of the area was sown. In the northeastern region, the work has not yet begun. Lucas do Rio Verde is the town where the plantation is earlier. The planted area reached 72 hectares, 30% of the 240 hectares estimated pra this season, of which 43.2 thousand hectares were planted yesterday. Second are Sorriso and Sapezal, both with 25% of the planned already sown. The area estimated by the IMEA to Sorriso is 600 thousand hectares and Sapezal of 365 hectares.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

SOJA:PRODUTORES DE MT QUEREM R$ 1 BI PARA APOIAR A COMERCIALIZAÇÃO

No dia em que a estimativa da Conab para a safra 2009/10 é divulgada com destaque para a soja, com perspectiva de crescimento de 10,8% em relação ao ciclo anterior, produtores do grão se preparam para solicitar recursos do governo para apoiar a comercialização no período. Diretores da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT) preparam visita ao Ministério da Agricultura, com a intenção de garantir R$ 1 bilhão no Estado por meio do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP), segundo informações publicadas no site da associação. Os produtores alegam que o cenário que está sendo desenhado aponta poucos negócios fechados e já registra um resultado negativo porque a diferença entre a valorização do real frente o dólar e a cotação da soja na Bolsa de Chicago não cobrem os custos de produção. "Tínhamos um pré-cenário que vislumbrou a arrancada da safra com números melhores porque os custos de produção estão menores este ano. Mas agora as coisas começam a mudar de direção", disse o presidente da Aprosoja/MT, Glauber Silveira, na nota. De acordo com a associação, o custo de produção na safra 2009/10 está em média em US$ 850 ante US$ 1 mil registrado no ano passado. Para cobrir o custo de produção de soja mato-grossense, o bushel precisaria estar cotado em Chicago a US$ 9,00 e a taxa de câmbio, na casa de R$ 1,80, segundo cálculos de Silveira. Ele argumenta que a margem está saindo do limite do equilíbrio para o prejuízo.
SOYBEANS: PRODUCERS/MATO GROSSO WANT R$ 1 BI TO SUPPORT THE MARKETING.On the day that the estimate of Conab for the 2009/10 harvest is distributed with emphasis on soybeans, with perspective growth of 10.8% over the previous cycle, the grain producers are preparing to seek government funding to support marketing period. Directors of the Association of Producers of Soy and Corn Mato Grosso (APROSOJA / MT) prepare to visit Ministry of Agriculture, with the intention to guarantee r$ 1 billion in the State through the Premium Yield Product (PEP), According to information published on the website of the association. They claim that the scenario being drawn a few points transactions and has already had a negative because the difference between the valuation of the real against the dollar and the price of soybeans on the Chicago not cover production costs. "We had a pre-scenario that saw the push of the season with better numbers because the production costs are lower this year. But now things start to change direction, "said the president of APROSOJA / MT, Glauber Silveira, in a statement. According to the association, the cost of crop production in 2009/10 is an average of $ 850 against $ 1.000/hectare reported last year past. To cover the cost of soybean production in Mato Grosso, a bushel would need to be quoted in Chicago and $ 9.00 rate exchange, at around R $ 1.80, according to calculations by Silveira. He argues that the margin is out of balance to limit the damage.

SAFRA/FAMATO: ESTIMATIVA PARA SOJA SUPERA DA CONAB.

As estimativas da Federação de Agricultura do Mato Grosso são de crescimento de 3% na área plantada com soja no Estado, acima da média de 2,25% prevista no primeiro levantamento de intenção de plantio divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Luciano Gonçalves, consultor técnico da Famato, diz que a redução de área do algodão, estimada entre 6% e 17% pela Conab, já era esperada pelo setor, em função da migração de muitos produtores para as lavouras de soja, por causa dos baixos preços e da escassez de crédito. Segundo Gonçalves, as condições neste ano são mais favoráveis para a soja, apesar das recentes quedas das cotações da oleaginosa na Bolsa de Chicago. Ele observa que, em função do custo de produção mais baixo, os produtores poderão utilizar as tecnologias recomendadas, pois no ano passado muitos não conseguiram adubar de forma adequada, em função da alta de preços dos fertilizantes. Ele prevê redução significativa na área plantada de milho safrinha, devido aos problemas de baixos preços e falta de espaço para armazenamento do cereal, problemas que foram enfrentados pelos agricultores neste ano. "O cenário do milho não é interessante, porque existe um estoque de passagem muito elevado, da ordem de 11 milhões de toneladas, o que não é nada confortável para o agricultor", diz ele.

CROP / FAMATO: ESTIMATES FOR SOYBEAN.

Estimates of the Federation of Agriculture Matão Grosso are growing 3% in area planted with soybeans in the state, above the average of 2.25% in the first survey of intent to no released today by the National Supply (Conab). Luciano Gonçalves, Famato technical consultant, says that the reduction in cotton area, estimated at between 6% and 17% by Conab, it was expected by the industry, according to the migration of many producers for soybean crops, because of low prices and shortages credit. According to Gill, the conditions this year are more favorable for soybeans, despite recent declines in prices in the oilseed Chicago Board of Trade. He notes that, depending on the cost of lower production producers can use the recommended technologies, because last year many have failed to fertilize properly, in Due to the high price of fertilizers. It provides significant reduction in area planted to maize, due to problems of low prices and lack of space for storage of grain, problems that were faced by farmers this year. "The scenario of corn is not interesting because is a stock crossing very high, amounting to 11 million tonnes, which is anything but comfortable for the farmer, "says it.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ETHANOL: THE THROWING OUT IMPORTS.

Brazil does not need to import anhydrous ethanol in the United States to balance the supply of fuel in the internal market would be limited and making prices rise. The information is the technical director of the Industry Cane Sugar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, and was made with regard to comments on the possible importation of the product in Brazil. Rumors have arisen after the trading ADM made a consultation on logistical costs of importing ethanol from the United States destined the Northeast. Chicago Mercantile Exchange, contracts of corn, the raw material for domestic ethanol, have risen in recent days. In Brazil, the basis is used in blending with gasoline at a ratio of 25%. For Rodrigues, several factors make it impossible at this time the import of U.S. ethanol. "First there is the need a specification for the U.S. ethanol, which is corn, "he said. Another factor is the cost. While the weaker dollar and the price of ethanol in the United States are cheaper than in the past, it is still impossible to import into the anhydrous is sold in domestic market of South Central in current prices. However, for the Brazilian Northeast, the operation is mathematically feasible, according to the consultant Arnaldo Correa, risk manager of the Archer Consulting. According to him, considering the price of U.S. ethanol, around $ 1.85 per gallon and the tax paid by importer of 20%, the U.S. ethanol would still come here with a gain of $ 100 per cubic meter. He emphasizes, however, that this viability is linked to the weaker dollar and this is a risky operation, if it occurs. "This does not mean that the import happen. There are other issues to consider, "he said. One such issue would be the import of ethanol in the Northeast when the region begins its season. "It would be morally condemned if this import occurs. This product will fill the space that ethanol could be produced during the season that begins the means reduced labor force engaged, "said the president of the Association of the Sugar and Alcohol of the State of Pernambuco (Sindasucar), Renato Cunha. "It would be contradictory to Brazil to import ethanol when building an image of a large exporter of biofuels," he said. The Executive also states that the U.S. ethanol is subsidized and has different characteristics to the product used here. Rodrigues, Unica, emphasizes, however, that Brazil has basis and that the importation was unnecessary. "About 30% of the crop has is to be processed and it has to supply the market, "he says. If you do not supply, the market will self-policing, he said. According Rodrigues, with the high price of hydrous ethanol that is being registered, ethanol prices will rise, which can take your competitiveness with gasoline. With the use of more fuel, which the basis is mixed, the price of anhydrous to rise further. "With the high price of anhydrous, the sugar mill will produce more ethanol, balancing supply and demand, "informs. To Padua, things can be resolved internally without the need for imports.

SAFRA 2009/10: PARANÁ ESPERA RECUPERAR PRODUÇÃO.

O secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, avalia que, em condições normais de clima, tem potencial para recuperar a produção de feijão, milho e soja, culturas prejudicadas pela estiagem e, no caso da safrinha de milho, pelo excesso de chuvas em 2008/09. Hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a produção do Estado na safra 2009/10 em 29,36 milhões de toneladas de grãos, ante 25,09 milhões de toneladas no ciclo passado.
As lavouras de soja devem avançar sobre milho e feijão. A área da oleaginosa deve aumentar de 5% a 7%, para 4,27 a 4,35 milhões de hectares. Com isso, a produção pode crescer entre 34,3% e 36,9%, para 12,77 milhões de toneladas a 13,01 milhões de toneladas.
O plantio da primeira safra de milho deve recuar entre 22% e 18%. "No ano passado, a cultura ocupou 1,2 milhão de hectares e, este ano, deve cair para de 989,7 mil hectares a 1,04 milhão de hectares. Em condições normais de clima, a lavoura se recupera e cresce entre 3,9% e 9,3% em relação à safra anterior, podendo atingir uma produção avaliada entre 6,77 e 7,13 milhões de toneladas", aponta a secretaria.
No caso do feijão, a primeira safra, que está sendo plantada, deve ter área de 11% a 8% menor. No ano passado, o feijão da primeira safra ocupou 322,2 mil hectares e este ano a Conab prevê um plantio entre 322,2 e 333 mil hectares. "Apesar da queda na área plantada, a produção de feijão deve crescer se não houver prejuízos com o clima, como aconteceu na safra passada. A Conab prevê aumento entre 19,4% a 23,4% na produção de feijão da primeira safra, que deve apresentar volume entre 447,9 mil toneladas e 462,9 mil toneladas."
A segunda safra de feijão deve repetir a área de 260,7 mil hectares. A produção tem potencial para crescer em torno de 14,5% devendo passar de 341,5 mil toneladas colhidas na safra 08/09 para 391,1 mil toneladas na safra 09/10. Considerando três safras de feijão que são plantadas anualmente no Paraná, em condições normais de clima poderão ser colhidas até 860,3 mil toneladas do grão, um aumento de 19% sobre o período anterior, diz a Secretaria de Agricultura.
SAFRA 2009/10: PARANÁ EXPECTS RECALL PRODUCTION.
The Secretariat of Agriculture and Supply of Paraná, estimates that in normal weather, has the potential to recover the production of beans, corn and soybean crops damaged by drought and in the case of the second crop of corn, excessive rains in 2008/09. Today the National Supply Company (Conab) estimated the production of the crop in 2009/10 at 29.36 million tons of grain, compared to 25.09 million tonnes in the last cycle. The soybean crops should proceed on corn and beans. The area of oilseed should increase from 5% to 7%, to 4,27 a 4.35 million hectares. Thus, production can grow between 34.3% and 36.9%, to 12.77 million tons to 13.01 million tonnes. The first planting of the corn crop is back between 22% and 18%. "Last year, the Culture has 1.2 million hectares and this year is fall of 989.7 thousand hectares to 1.04 million hectares. In normal weather, the crop recovers and grows to 3 , 9% and 9.3% over the previous season, reaching an estimated production between 6.77 and 7.13 million tons, "says a secretary. In the case of beans, the first harvest, which is being planted, the area must have 11% to 8% lower. Last year, the first bean crop occupied 322.2 thousand hectares and this year provides a Conab planting between 322.2 and 333 thousand hectares. "Despite the drop in acreage, production of beans is expected to grow if no damage to the climate, as happened last season. Conab expected to increase from 19.4% to 23.4% in the production of the first bean crop, must present volume of 447.9 thousand tons and 462.9 thousand tons. " The second crop of beans to repeat the area of 260.7 thousand hectares. The production has the potential to grow by 14.5% rising from 341.5 thousand tonnes harvested in season 08/09 to 391.1 thousand tonnes in the 09/10. Whereas three crops of beans that are planted annually in Parana, in normal weather may be taken to 860.3 thousand tons of grain, an increase of 19% over the previous period as the Secretary of Agriculture.

VALORIZADO PREOCUPA GOVERNO.

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admitiu que o atual "rali" do real traz uma preocupação com o risco de a entrada maior de dólares para o País aumentar a desvalorização da moeda americana e prejudicar a economia brasileira. Segundo ele, o governo está atento para que isso não traga dificuldades para as exportações. Augustin disse que o Banco Central está monitorando diariamente o mercado para evitar que haja distorções na taxa de câmbio. "O BC está monitorando no sentido de manter os fluxos compatíveis. Isso é feito diariamente pelo BC. Vai continuar sendo feito", disse. O secretário ponderou, no entanto, que o aumento do fluxo de capital externo para o Brasil é resultado do "sucesso" da economia. "No médio e longo prazos, a situação é favorável para o Brasil em termos de fundamentos econômicos. Com o nosso terceiro grau de investimento, isso fortaleceu. Somos um País seguro e rentável. Portanto, é natural que haja uma efeito de mercado financeiro no Brasil. Evidentemente, estamos acompanhando", disse.
"RALLY" THE REAL CONCERNS GOVERNMENT
The Secretary of the Treasury, Arno Augustin, admitted that the current "rally" the real causes concern regarding the risk of the entry of more dollars for the country to increase the depreciation of the dollar and hurt the Brazilian economy. He said the government is mindful that this does bring difficulties for exports. Augustin said that the central bank is monitoring the market daily to avoid any distortions in the exchange rate. "The central bank is monitoring to keep the flow consistent. This is done daily by the bank. Will continue to be done," he said. The secretary cautioned, however, that the increased flow of foreign capital for Brazil is the result of "success" of the economy. "In the medium and long term, the situation is favorable to Brazil in terms of economic fundamentals. With our third investment grade, it strengthened. We are a country safe and profitable. So it is natural that there is an effect of financial market Brazil. Of course, we are witnessing, "he said.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

SOJA: PLANTIO EM MT ATINGIU 5%.

O plantio da soja da safra 2009/10 atingiu até a última quinta-feira (4) 5% da área projetada de 5,867 milhões de hectares, segundo boletim semanal do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Na mesma época do ano passado, apenas 2% da área havia sido semeada. Os técnicos observam que as precipitações, que apresentaram irregularidade em algumas regiões, favoreceram a evolução do plantio no médio-norte do Estado. Os trabalhos estão mais avançados em Lucas do Rio Verde. Em alguns municípios, o avanço do plantio também é prejudicado pela falta de insumos, além do clima. Na semana passada, o Imea divulgou a estimativa para a safra 2009/10, que sinaliza a intenção de plantio de 5,867 milhões de hectares, que, se confirmada, será 2,9% maior que a área semeada na safra passada. Na estimativa de agosto, o Imea havia projetado o plantio da safra 2009/10 em 5,859 milhões de hectares. Houve correção nos números principalmente em relação à região noroeste do Estado, cuja projeção passou de 483 mil hectares em agosto para 490,4 mil hectares na estimativa de setembro. O Imea projeta a produtividade para esta safra em 3.002 quilo por hectare, que representa a média de 50 sacas por hectare. A estimativa é de produção de 17,6 milhões de toneladas em Mato Grosso, volume 1,2% superior ao colhido no início deste ano.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA E CHINA TRAZ TENSÃO.

A possibilidade de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China preocupa os investidores internacionais nesta segunda-feira. Os temores sobre um alastramento do protecionismo, em uma economia global ainda em recuperação, interrompem a procura pelo risco verificada nos últimos dias e faz o dólar retomar as forças, derrubando as commodities e as bolsas. O governo chinês já reagiu com irritação à decisão dos EUA de elevar as taxas de importação dos pneus produzidos na China para até 35%, por três anos, dos atuais 4%. Pequim anunciou que vai abrir uma investigação sobre as compras de carros e frango norte-americanos."Uma guerra comercial não ajuda a economia global e acreditamos que esta notícia é suficiente para golpear um mercado posicionado para a recuperação", anota Tom Levinson, estrategista de câmbio do ING. "As informações deixaram os investidores muito nervosos devido à fragilidade da retomada e à possibilidade de que essa disputa possa levar a uma espiral fora de controle", avalia Boris Schlossberg, da corretora GFT.
O reflexo nas commodities também é imediato. O petróleo perdia 1,08%, para US$ 68,54, no pregão eletrônico da Nymex, enquanto metais como o ouro (-0,81%) e o cobre (-1,67%) mostravam desvalorizações acentuadas. As bolsas de Londres (-0,64%), Paris (-0,90%) e Frankfurt (-0,78%) operavam em queda.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ARGENTINA:GOVERNO LIBERA EXPORTAÇÃO DE MILHO E TRIGO.

O governo Argentino convocou as entidades rurais para uma reunião hoje, onde vai anunciar, a liberação das exportações de trigo e milho. Há 40 dias, durante a retomada do diálogo entre o setor agropecuário e o Executivo, o ministro chefe do Gabinete da Presidência, equivalente ao Gabinete Civil, Aníbal Fernández, informou aos líderes ruralistas que as exportações destes grãos seriam liberadas. Depois disso, o setor realizou um locaute de 8 dias, concluído na sexta-feira passada, porque a principal reivindicação dos produtores não foi atendida: a redução, em alguns casos, e eliminação em outros, das retenções (os impostos de exportações). Os líderes ruralistas decidiram não comparecer à Casa Rosada."Não vamos participar de uma solenidade de assinatura de um acordo entre o governo e os exportadores, do qual não fizemos parte, não conhecemos e não fomos consultados", afirmou Hugo Biolcati, presidente da Sociedade Rural Argentina. Fontes da Secretaria de Agricultura informaram que o registro de exportações de trigo e milho vai ser reaberto em troca de um compromisso dos traders para abastecer o mercado interno. "Isso vai permitir a normalização dos preços ao produtor", disse uma fonte da Agricultura. Mas nas entidades rurais não pensam o mesmo. Os líderes afirmam que os preços continuam sob intervenção do governo e o produtor ganha cada vez menos. "Sabemos que há somente 1 milhão de tons de trigo de saldo exportável e de milho não se sabe ainda o volume", disse Mario Llambias, presidente de Confederações Rurais.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

SOJA PODE OCUPAR ATÉ 5% DA ÁREA COM MILHO NA SAFRA 2009/10

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli, estima que haverá uma transferência de 2% a 5% na área plantada de milho para soja, na safra de grãos 2009/10. Diante dessa mudança, a entidade projeta crescimento de cerca de 7% da safra de soja, para 61 milhões de toneladas, ante 57 milhões de toneladas em 2008/09. Lovatelli destaca algum viés de baixa no mercado de soja, citando a boa safra de grãos nos Estados Unidos e o aumento da oferta de grãos na Argentina. Ele cita, ainda, a antecipação de compra de oleaginosas pela China no primeiro semestre. De acordo com ele, isso significa que o país formou estoque e deve atuar de maneira menos agressiva nas compras neste segundo semestre. Apesar desse viés de baixa, Lovatelli mantém projeção otimista para a safra 2009/10, porque considera que "o preço da soja, em real, remunera o produtor. O cenário é diferente para o exportador por causa do câmbio", informa. O presidente da Abiove diz que os produtores de soja do Paraná, região próxima do porto, serão os maiores beneficiados pelos atuais preços futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago, que estão em cerca de 10 dólares o bushel. Ele reconhece, no entanto, que em Mato Grosso, a vantagem em relação ao preço é menor, em virtude dos gargalos logísticos no Estado.

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