terça-feira, 20 de outubro de 2009

RESULTADO LEILÃO PEP MILHO 20/10.

O leilão de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP) para milho, realizado nesta terça-feira, negociou 86,7% das 800 mil toneladas ofertadas. A maior demanda aconteceu mais uma vez em Mato Grosso, onde as 590 mil toneladas ofertadas foram arrematadas. A disputa provocou deságio do valor do prêmio. Na região sul, o PEP que era de R$ 5,46 fechou o pregão a R$ 2,67 por saca. Este foi, segundo o governo, o último leilão de PEP em apoio à safrinha. Distrito Federal e Goiás também registraram forte demanda, mas sem deságio. Na região, foram arrematadas 89,22% das 60 mil t ofertadas. Na Bahia, das 40 mil t ofertadas, foram negociadas 72,90%. Não houve interesse pelas 30 mil t ofertadas no Paraná nem pelas 10 mil t oferecidas no Maranhão e 10 mil t em Tocantins. Das 30 mil t ofertadas em Mato Grosso do Sul, foram arrematadas 2,2 mil t. Das 10 mil t de Minas Gerais, saíram 5,718 mil t. Das 10 mil t de Piauí, houve interesse por 7,680 mil t. Por fim, das 10 mil t oferecidas em Rondônia, saíram 5,9 mil t.
Confira os prêmios no Mato Grosso: Região I Norte (R$ 6,66), Mato Grosso Região II Médio Norte (R$ 6,06), Mato Grosso Região III Sul (R$ 5,46), Mato Grosso do Sul (R$ 3,78), Maranhão (R$ 2,58), Minas Gerais (R$ 3,96), Paraná (R$ 1,74), Piauí (R$ 2,46), Rondônia (R$ 5,34) e Tocantins (R$ 3,18). No leilão de hoje a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) desembolsou R$ 42,812 milhões em prêmios.

DOLAR SEGUE AVANÇANDO 2,5%

DOLAR A VISTA 1,75400 +2,50%

NOVEMBRO 1,75850 +2,15%

DEZEMBRO 1,76500 +2,02%

JANEIRO 1,76100 +1,85%

DOLAR + 1,82%

dolar a vista 1,74230 +1,82%
novembro 1,74700 +1,48%
dezembro 1,75500 +1,45%
janeiro 1,76100 +1,85%

DOLAR EM ALTA DE 1,62%

dolar a vista 1,73900 +1,62%

novembro 1,74300 +1,25%

dezembro 1,75200 +1,27%

janeiro 1,76100 +1,85%

DOLAR ABRE EM ALTA 1,39%

dolar a vista 1,73500 +1,39%

novembro 1,73950 +1,05%

dezembro 1,75800 +1,62%

GOVERNO BRASILEIRO TAXA INGRESSO DE CAPITAL ESTRANGEIRO.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo vai implantar um tributo sobre as aplicações estrangeiras na Bolsa da Valores (Bovespa) e nas aplicações de renda fixa. De acordo com ele, não haverá tributação sobre investimento estrangeiro direto no país que são direcionados para aquisição de empresas e abertura de novas unidades de produção no país. A taxação será de 2% sobre o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e deve ser aplicada apenas no ingresso do capital externo destinado a essas operações. O tributo começa a valer a partir de 20/10 quando será publicado no Diário Oficial da União e não tem prazo fixo para vigorar. O governo criou esse tipo de taxação no começo do ano passado, mas decidiu retirá-la com o agravamento da crise financeira internacional a partir de setembro de 2008. A ideia era atrair recursos externos num momento de escassez provocada pela crise. Nos últimos seis meses, a cotação do dólar caiu de R$ 2,23 para R$ 1,71 com a grande entrada de recursos externos. A valorização cambial prejudica as exportações brasileiras e facilita as importações de produtos. O ministro disse que a medida foi tomada para evitar que haja excesso de especulação na Bolsa de Valores ou no mercado de capitais brasileiro, em razão da grande liquidez existente hoje no mundo e do forte atrativo que o Brasil exerce atualmente no cenário global.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

USDA-EVOLUÇÃO DA SAFRA DE SOJA E MILHO.

O relatório semanal de evolução de colheita americano divulgado pelo departamento de agricultura dos EUA nesta segunda feira, indicou para soja 30% ante 23% da semana passada, abaixo de 64% em 2008 e 72% da média dos ultimos 5 anos. Para milho, o avanço atingiu 17% ante 13% semana, 28% em 2008, 46% diante da média de 5 anos. 83% dos dos campos estão maduros ante 92% ano passado.

EVOLUÇÃO PLANTIO BRASILEIRO.

Em pesquisa realizada na última sexta-feira (16/10), estimamos que 12% da área a ser semeada para a cultura da soja na safra2009/10 já havia sido plantada, contra 6% observado em igual período da campanha agrícola passada. No cálculo da média histórica, considerando o intervalo das últimas cinco safras, o ritmo médio de plantio para esta época do ano estaria em apenas 5%.
Quanto ao ritmo comercial de vendas, para a safra velha, poucos negócios tem sido realizados visto o percentual adiantado já comprometido de 94%. Para a safra nova, ímpeto de venda também segue enfraquecido com cerca de 15% da produção já comprometida, ante 19% de igual período do ano passado.
Ainda para os saldos a fixar da nova safra, as notícias não são muito positivas, pois se um lado os preços no mercado internacional apresentaram importante recuperação, de outro a taxa de câmbio não tem auxiliado o produtor brasileiro a atingir margens médias de venda da produção, como ocorre em localidades do Mato Grosso. Abaixo evolução do plantio de soja :

BRASIL 12 X 7% (há uma semana)

CENTRO-OESTE 20 X 11% (há uma semana)

MATO GROSSO 23 X 12%

MATO GROSSO SUL 12 X 6%

GOIÁS 19X 12%

BRASILIA 18 X 10%

SUL.

PARANÁ 14 X 10%

SANTA CATARINA 8 X 6%

RIO GRANDE DO SUL 0 X 0%

SUDESTE

MINAS GERAIS 4 X1%

SÃO PAULO 3 X 1%.

EL NIñO ELEVA RISCO DE ESTIAGEM NO SUL DO BRASIL

A Somar Meteorologia informa que um novo episódio do fenômeno El Niño deve ocorrer no próximo verão. No entanto, como neste momento o fenômeno ainda se encontra em fase de instalação, mostrando áreas com águas mais quentes somente no Oceano Pacífico central e até áreas com águas mais frias na parte leste, próximas a costa do Equador e do Peru, não se pode esperar uma influência de forma mais direta sobre o clima durante os meses de novembro, dezembro e quem sabe início de janeiro. O sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury, explica que o cenário climático muda um pouco em relação ao que era previsto no meio do ano e, de certa forma, "a combinação de alguns fatores nos remete a condição de clima vivida no verão 2004/05, quando o Sul do Brasil enfrentou uma forte estiagem entre fevereiro e março de 2005". Segundo Etchichury, com o retorno das chuvas para o centro-norte do Brasil a partir de novembro, deve-se observar uma sensível redução das chuvas sobre os três Estados do Sul e também em Mato Grosso do Sul, até mesmo com risco de estiagens regionalizadas entre novembro e dezembro. De acordo com análise da Somar, a reversão desse risco de estiagem no Sul só deve ocorrer com a confirmação da configuração total do El Niño. Segundo os principais Institutos Internacionais de Meteorologia (Climate Prediction Center - NOAA e International Research Institute for Climate and Society - IRI) isso deve ocorrer somente a partir de janeiro. Etchichury ressalta que a instalação do El Niño no início do ano, além de reduzir o risco de estiagem no verão, proporciona um outono chuvoso no Sul, enquanto provoca período de chuvas abaixo da média e secas no Nordeste do Brasil.
Quanto ao clima nesta semana, a Somar informa que uma frente fria já atua sobre o Sudeste do Brasil e organiza chuvas também nos Estados do Centro-Oeste e Norte do Brasil. "Esse vai ser o padrão que deve predominar ao longo da semana", diz o sócio diretor. Já para os últimos 10 dias de outubro uma nova frente fria deve atingir o sul da Bahia e voltar a causar chuvas sobre as áreas produtoras de milho, soja e algodão do oeste da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e no sul do Piauí. Com isso, aos poucos vai se confirmando a configuração e instalação do regime de chuvas de verão. Ou seja, para as próximas semanas, espera-se a ocorrência de chuvas de forma mais generalizadas sobre o Sudeste, o Centro-Oeste e o Nordeste do Brasil, enquanto se observa uma redução da intensidade e frequências das chuvas sobre o Sul do Brasil. Na semana passada voltou a chover forte no Paraná, enquanto nas Regiões Sudeste, Centro-Oeste e no sul e oeste da Região Nordeste, novos episódios de chuvas beneficiaram diretamente o plantio das lavouras de verão. Os maiores totais e chuvas de forma generalizadas continuaram concentrados sobre o Sul do Brasil. Já no Sudeste e no Centro-Oeste as chuvas ainda têm sido irregulares e mal distribuídas, mas gradualmente se tornam mais intensas e na última semana atingiram a Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí. As chuvas da semana passada contribuíram para a recuperação da umidade do solo, oferecendo melhores condições de plantio. Mesmo assim, ainda se observam algumas regiões com índices da Capacidade Hídrica do Solo inferior a 50% e ainda não representam, portanto, condições ideais para o plantio.

domingo, 18 de outubro de 2009

SEMANA CHUVOSA NOS EUA.

Segundo a empresa de metereologia americana COMMODITY WEATHER GROUP, chuvas aumentarão de segunda a quarta feira no lado central, e sexta feira na região oeste do cinturão de grãos com ampla ou total cobertura. Pregão noturno em alta: soja novembro u$ 9,83 00 + 5,5cts e milho dezembro u$ 3,73 00 +1,00ct.

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