quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SOJA: EUA PROCESSARAM 4,437 MILHÕES DE TONELADAS

A indústria norte-americana processou 4,437 milhões de toneladas de soja em outubro, ante 3,399 milhões de toneladas em setembro. No mesmo período do ano passado, o país processou 4,5 milhões de toneladas da oleaginosa. Os números foram divulgados pelo Census Bureau, agência do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Confira os números na tabela abaixo.

CHUVA NO RIO GRANDE DO SUL É CINCO VEZES SUPERIOR.

O volume de chuvas verificado nos últimos dois dias no Rio Grande do Sul é cinco vezes superior ao normal. O volume diário, que geralmente é de 100 milímetros (mm), chegou a 500 mm. Por conta da frente fria vinda do norte da Argentina e do Uruguai, entre os três estados na região, o Rio Grande do Sul é o que tem apresentado a maior incidência de temporais. A previsão é que até amanhã (26) o volume de chuva fique em torno dos 400 mm. O município gaúcho mais atingido é Paraí. De acordo com o 8º Distrito do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), nas áreas em que houve enchente, a expectativa é que a água demore de sete e dez dias para baixar. A chuva têm prejudicado todo o estado, principalmente a agricultura.
A Defesa Civil do Paraná informou que, apesar da chuva, a situação está normalizada no estado. Londrina foi a cidade em que mais choveu nos últimos dias, em torno de 213 mm.
Em Santa Catarina o volume de chuva é de cerca de 200 mm, pouco acima do normal, que é de aproximadamente 140 mm.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

MILHO/EUA: BOLSA DESCARTA MUDANÇAS POR CAUSA DE FUNGOS.

Os preços futuros do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) caminham em território negativo, com vendas baseadas em indicadores técnicos e realização de lucros, segundo traders. O vencimento março mais movimentado, recuaram 10 cents cotado a US$ 3,93/bushel. Segundo o analista Bryce Knorr, da corretora Farm Futures, ontem houve uma reversão baixista no mercado, o que está "encorajando mais pessoas a embolsar lucros e ficar à margem dos negócios" hoje. Estima-se que fundos de commodities tenham vendido cerca de 6 mil contratos. Participantes do mercado lembraram que os Estados Unidos não têm forte demanda para exportação de milho, diferentemente da soja.

O CME Group, dono da Bolsa de Chicago (CBOT), descartou hoje os planos de impor limites de vomitoxina (substância produzida por fungos) nas entregas de milho. Analistas consideram que o recuo confirmou que os problemas de qualidade na safra não se disseminaram tanto quanto se temia anteriormente."Com base em consultas junto a consumidores e estudos adicionais dos relatórios sobre a vomitoxina, nenhuma ação será tomada a propósito dos contratos de milho da CBOT", declarou a porta-voz Mary Haffenberg. Ela se recusou a fazer maiores comentários.Na semana passada, o CME Group sinalizou que pretendia mudar as especificações do contrato de milho para limitar os níveis de vomitoxina, substância nociva quando ingerida em quantidades excessivas. A qualidade tem sido uma grande preocupação sobre a safra norte-americana de milho, diante da temporada de fortes chuvas e clima úmido que atingiu as regiões produtoras.O analista Chad Henderson, da corretora Prime Ag Consultants, entendeu a manifestação do CME Group como uma confirmação de que não há tantos danos a temer. "Isso nos diz que não existe um problema tão grande quanto as pessoas fizeram parecer que havia", comentou. "Você encontra vomitoxina em algumas áreas do Cinturão do Milho, mas ela não está muito espalhada."

ARGENTINA: CHUVA INSUFICIENTE, PRODUTORES PREVEEM PERDAS.

O clima segue preocupando os produtores argentinos. As chuvas registradas nos últimos dias ainda são insuficientes para recompor as condições de umidade do solo em algumas regiões. Em outras cidades, o excesso de água provoca inundações e obriga a retirada das pessoas de suas casas. O Serviço Meteorológico Nacional (SMN) manteve hoje o alerta sobre o mau tempo para o leste das províncias de Salta, Jujuy, La Rioja, Santiago Del Estero, Tucumán, Formosa e Chaco, e o centro e norte de Santa Fe e Córdoba, o Sul de Misiones e Corrientes e o norte de Entre Ríos. Em Chaco já foram removidas 200 pessoas. No sul e leste da Província de Córdoba, a estiagem provoca perdas de produção e afeta o abastecimento para o consumo humano. No município Salsipuedes, vizinha de Rio Ceballos, nas Sierras Chicas cordobesas, a metade dos poços continua praticamente seca e a água para os moradores está sendo distribuída pela prefeitura, por meio de caminhões pipas. O prefeito Sergio Cornejo decretou estado de emergência há semanas, mas esperava que a situação se revertesse na segunda quinzena de novembro. "O lençol freático teve um aumento mínimo de seu volume, que não é suficiente para abastecer as cisternas, nem o sistema de água", queixou-se. O trigo, o milho e o girassol estão sendo produzidas nas piores condições dos últimos anos. Com 1,49 milhão de hectares já semeados, segundo estimativas da Bolsa de Cereais de Buenos Aires, a superfície do girassol é a menor desde 1980/1981, quando atingiu 1,39 milhão de hectares. "A área dedicada ao girassol vai ser a mais baixa em 30 anos", reconhece o analista Gustavo López, da consultoria Agritrend. Segundo suas projeções, "se o rendimento chegar a 1.660 quilos por hectare, a colheita chegaria a 2,3 milhões de toneladas, o que representaria um volume mais baixo em 25 anos". O assessor da Associação Argentina de Girassol (Asagir), Jorge Ingaramo, disse que a estimativa da entidade é de uma produção de 2,5 milhões de toneladas. A retração não deve afetar o mercado interno, segundo avaliação de Ingaramo. Ele disse que em um "ano normal, como foi em 2007, a Argentina produziu 4,5 milhões de toneladas de grãos e 1,9 milhão de t de óleo, dos quais 400 mil toneladas foram consumidas no mercado interno". O assessor ressalta que, para atender a demanda doméstica, são necessários apenas 540 mil hectares de cultivo.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires afirmou, em seu boletim semanal, que "a continuação da extrema seca sobre distintas zonas conduz a um novo corte na intenção de implante (da lavoura)". O sudoeste de Buenos Aires, La Pampa, parte de Córdoba, sul de San Luis e nordeste continuam sofrendo com a seca, e os produtores que ainda não semearam estão à espera da umidade. Nesse mês, o girassol já subiu 16% por causa da projeção sobre uma menor área semeada. Os produtores reclamam que o girassol tem impostos de exportações muito elevados. "A matéria-prima paga 32% de retenções e os produtos elaborados pagam 30%", reclama, afirmando que o grão deveria pagar o mesmo que o milho: 20% para o grão e 17% para os derivados.

SOJA: CHUVAS OBRIGAM REPLANTIO DE 3% NO RIO GRANDE DO SUL.

As constantes chuvas em novembro vão exigir o replantio de aproximadamente 3% da área de soja já semeada no Rio Grande do Sul, conforme estimativa da Emater. A área de soja está projetada em 3,9 milhões de hectares na safra 2009/10 e o plantio registra atraso em relação à média desta época do ano. Até a semana passada, o cultivo havia chegado a 38% da área prevista. Neste período do ano, o trabalho deveria estar concluído, em média, em 50% da área, mas o clima tem atrapalhado o andamento da safra.No arroz, o efeito das chuvas deve ser a redução de área em aproximadamente 50 mil hectares, calculou a Emater. O Instituto Riograndense do Arroz (Irga) já havia revisado a estimativa de área de 1,092 para 1,056 milhão de hectares na safra 2009/10. Nesta semana, os institutos de meteorologia esperam mais chuvas no Rio Grande do Sul. O mês de novembro deve terminar com volume recorde de chuvas.

GRÃOS/EUA: SAFRA DE MILHO SEGUE ATRASADA

Cerca de um terço da safra de milho norte-americana continua nas lavouras, conforme o processo de colheita segue atrasado em razão da umidade, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório semanal de acompanhamento de safra. A colheita de soja, contudo, está quase completa, mas o ritmo do plantio do trigo de inverno permanece lento, acrescentou o USDA.
Milho
A safra de milho dos Estados Unidos está 68% colhida até domingo, acima dos 54% na semana anterior, mas inferior à média de 94%, segundo o órgão. O andamento ficou em linha com as expectativas do mercado."Grande parte do progresso esteve centrado nas planícies do oeste e do norte, onde a mãe natureza ofereceu uma semana muito seca", disse Jon Michalscheck, analista da Benson Quinn Commodities. Segundo ele, as partes leste e centro-sul do cinturão se mantiveram as mais atrasadas na semana passada, já que os produtores tiveram que enfrentar duas precipitações. "Cerca de 4,1 bilhões de bushels (104,1 milhões de tons), de milho foram deixados nas lavouras para colheita." A colheita continuou lenta em Illinois, principal estado produtor, com 60% da safra colhida, ante média de 98%, informou o relatório. Em Indiana, 73% do milho foi colhido, abaixo da média de 96%. Mais ao norte, a colheita em Wisconsin foi 59% concluída, ante média de 87%. No Minnesota, 66% da safra foi retirada das lavouras, contra média de 96%. Os atrasos em Illinois e Wisconsin podem fornecer "um pouco de suporte" aos futuros do grão negociados no Chicago Board of Trade (CBOT), afirmou Bill Biedermann, vice-presidente sênior da Allendale. Contudo, "neste momento, não estamos realmente ouvindo sobre nenhuma perda substancial na produtividade." A umidade na região meio-oeste as colheitas de milho e soja neste ano, elevando temores sobre potenciais problemas de produtividade e qualidade.
Soja
Produtores norte-americanos colheram 94% da safra de soja até domingo, ante 89% na semana passada e abaixo da média de 97%, segundo o USDA. O desempenho ficou dentro das expectativas do mercado, de 92% a 98%. "Não há muita safra em risco nesta altura", afirmou Biedermann. A colheita está quase concluída em Iowa, atingindo 98%. Em Indiana, o processo também já está na reta final, e 97% das safra foi retirada dos campos. Missouri já colheu 87% das lavouras, contra média de 94%, de acordo com o documento. A colheita da safra do Arkansas foi 91% concluída, ante média de 96%.

SOJA - CBOT.

Os preços da soja subiram acima da resistência gráfica em 10,50 dólares atraidos por compras de fundos e especuladores devido enfraquecimento do dólar diante de uma cesta básica de moedas. Infelizmente, as vendas de produtores e de fundos aceitando o lucro especulativo do dia reverteram os ganhos a prejuizos. Inversão para baixa estaria ameaçando o mercado, mas dinâmica de longo prazo do fluxo de dinheiro são de suporte, como é o registro da forte demanda para soja na exportação. A procura continuará sendo o motor importante, mas muitos comerciantes continuam mais preocupadas com o dólar, ele é imprescindivel na demanda doméstica e nas exportações. Isso porque a soja, como muitas outras commodities,  devem ser encarado como um tipo de moeda no mundo de hoje, onde comerciantes arbitram commodities contra um dólar fraco protegendo-se de eventual inflação.

Compadores continuam a pressionar os preços para cima, para estabelecer este mercado acima de US $ 10,50, com objetivo de alta entre U$ 10,85 a $ 11,33. No entanto, um forte retorno é possível esta semana, especialmente devido ao pré-posicionamento (liquidação de compras), em virtude do feriado próxima quinta feira, dia de ação de graças, permitindo um salto do dólar nos próximos dois dias.
O primeiro suporte significativo para a soja vencimento janeiro é de U$ 10,00 seguido por 9,96 e 9,86 dólares por bushel. No entanto, ainda espera uma forte demanda para realizar este mercado acima de 10 dólares, enquanto o dólar não dêr um forte rali.

Argentina
Previsões meteorologicas possibilitam suplementos das fortes chuvas no extremo sul continuar a abrandar milho e semeadura da soja e trigo da ameaça de dano adicional. No entanto, a previsão ainda tenta mudar essas chuvas para o norte Argentino nos proximos 6 a 15 dias, necessário para facilitar o plantio atrasado no sul. Entretanto, as chuvas se expandindo tardiamente de Cordoba central em Santa Fé e Entre Rios na Argentina no fim de semana, junto com algumas chuvas leves no sul de Buenos Aires. As chuvas continuarão a ser possíveis durante os próximos dois a três dias, com quase todas as áreas de cultivo em meados de semana. Isto ajuda ao desenvolvimento tardio de trigo e milho precoce e crescimento da soja na região.

Relatórios de Tempo indicaram que as chuvas do fim de semana tiveram grande cobertura no Brasil, entretanto mais concentrado no Rio Grande do Sul (noroeste do estado). Essa área já vem sofrendo desde meados do mês entre os dias 11 a 20.

Exportadores registraram um recorde de embarques de 2,0 milhões de tons de soja na semana que terminou em 19/11, acima de 1,709 milhões tons da semana anterior e quase o dobro da média de cinco anos de 1,009 milhões de tons. Total da semana passada inclui 1,562 milhões de tons enviados para a China. Os embarques para todos os destinos totalizaram  9,688 milhões de tons, nas últimas seis semanas  27% da meta do USDA para o ano inteiro.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

SOJA-DESENVOLVIMENTO DO PLANTIO BRASILEIRO.

Plantio da soja segue apresentando ritmo mais acelerado do que no ano passado, com cerca de 74,0% da área estimada já semeada. De acordo com nosso acompanhamento semanal do desenvolvimento da safra de soja no Brasil, até a última sexta-feira (20/11), verificou-se que 74% da área plantada estimada (22,8 milhões ha) já havia sido plantada, ante 61% da semana passada e 67% observado para o mesmo período do ano agrícola passado.
Os estados do Paraná e Mato Grosso do Sul, tiraram o atraso que viam apresentado por conta de fatores climáticos, sendo no primeiro o excesso de chuvas e no segundo a desconfiança por parte do produtor rural quanto aos volumes de chuvas necessários para suporte do desenvolvimento inicial da semente. Já para o estado do Rio Grande do Sul, o contexto ainda é de atraso, principalmente por conta da atenção extra que o produtor tem destinado aos trabalhos finais da colheita do trigo. Além disso, o excesso de chuvas e também o fato de que a área plantada no estado deverá ser um pouco maior se comparado com o ano passado, revelam-se negativamente sobre o percentual semeado até agora.

MARANHÃO 30 X 25%
PIAUÍ 25 X 19%
BAHIA 48 X 33%
MINAS GERAIS 64 X 47%
SÃO PAULO 81 X 59%
PARANÁ 83 X 72%
SANTA CATARINA 40 X 30%
RIO GRANDE DO SUL 38 X 25%
MATO GROSSO 98 X 87%
MATO GROSSO DO SUL 90 X 70%
GOIÁS 89 X 78%
BRASILIA 90 X 80%

Quanto ao ritmo comercial, não foi observado grandes novidades no decorrer da semana precedente, o que afirma a expectativa por parte do produtor rural de que os preços poderão ser ainda melhores do que os atuais. Também até o dia 20/11, tem-se que os volumes da safra velha já estão praticamente consolidados com cerca de 98% da produção já vendida, ante 97% do passado e 98% da média calculada dos últimos cinco anos. Já para os volumes da safra nova, o percentual comprometido da produção ficou na ordem de 19%, ante 18% da semana passada e 21% observado para a mesma época do ano anterior. A média histórica para esse período é de 24% de comprometimento da produção.

CÂMBIO.

DOLAR A VISTA 1,7239 -0,24%
DEZEMBRO 1,7270 -0,23%
JANEIRO 1,7360 -0,40%
FEVEREIRO 1,7430 -0,97%

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

SOJA: PLANTIO MATO GROSSO EM 92,8%.

 O plantio da soja avançou dez pontos porcentuais nesta semana e atingiu 92,8% da área de 5,941 milhões de hectares estimada para esta safra, aponta levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola (Imea). Nesta safra, o ritmo do plantio está levemente superior ao da safra passada em 1,3 ponto porcentual. A estimava de produção do Imea é de 17,846 milhões de toneladas. Na região do médio-norte, a maior produtora, já foram semeados 98,7% dos 2,410 milhões de hectares projetados, com destaque para Lucas do Rio Verde e Sorriso, onde o cultivo já foi concluído. Um dos motivos do avanço do plantio em Sorriso, o maior produtor de Mato Grosso, com 600 mil hectares, é a pressa dos produtores em antecipar o cultivo da soja para assegurar o plantio do algodão adensado em janeiro.
A região onde os trabalhos mais avançaram foi a Sudeste, com 234.135 hectares cultivados nesta semana, que representaram um avanço de 16,5% ante a semana anterior. Na região foram semeados até agora 1,147 milhão de hectares, que correspondem a 97,4% dos 1,382 milhão de hectares projetados pelo Imea. O plantio na região está 6 pontos porcentuais adiantado emrelação a igual período do ano passado.
Em termos porcentuais, a região nordeste de Mato Grosso é onde o plantio está mais avançado em relação à safra passada. Até esta semana, foram semeados 48,2% dos 519,4 mil hectares previstos, enquanto em igual período do ano passado o porcentual era de 40,2%. O maior atraso ocorre na região noroeste, onde o plantio atingiu 91,7% dos 226,2 mil hectares estimados, ante 96,9% em igual período do ano passado. Ferrugem
Nesta semana, Consórcio Antiferrugem identificou o primeiro foco de ferrugem asiática da soja em lavoura comercial da safra 2009/10, no município de Pedra Preta (238 km de Cuiabá). Na semana passada, a Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja) havia detectado um foco na área urbana de Campo Verde (130 km de Cuiabá). O gerente técnico da Aprosoja, Luiz Nery Ribas, alerta que neste ano a ferrugem apareceu mais cedo, o que pode levar esta safra a ter um custo superior àpassada, por causa dos gastos com defensivos. Segundo a Aprosoja, no ano passado, o primeiro foco de ferrugem em lavoura comercial no Mato Grosso foi no dia 8 de dezembro, ou seja, a ferrugem apareceu 22 dias antes nesta safra.

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