terça-feira, 5 de janeiro de 2010
SOJA CBOT ENCERRA COM MODESTOS GANHOS.
SOJA DEVERÁ ABRIR EM ALTA 3/5 CTS.
Fundo operadores aumentaram um pouco mais suas apostas na alta da soja, principalmente na última semana, segundo o relatório de segunda-feira CFTC/CBOT.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
MILHO: EMBARQUES PARA EXPORTAÇÃO CRESCE 22,3%
No acumulado de 2009, os embarques de milho cresceram 22% para 7,8 milhões de toneladas, ante 6,4 milhões de toneladas embarcadas em 2008. O número da Secex ficou abaixo da projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no relatório de dezembro, que apontava exportações de oito milhões de toneladas do cereal no ano. O número ainda reflete o impacto dos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizados pelo governo neste ano. Na operação, é concedida subvenção ao frete da região produtora até os portos. Apesar do aumento em relação em novembro, os embarques não superaram a marca de 1,328 milhão de toneladas, registrada em janeiro de 2009, período em que as exportações também foram beneficiadas por leilões de apoio ao escoamento do final de 2008. A receita obtida com as exportações de milho em dezembro subiu 40% para US$ 237,3 milhões, ante US$ 174,6 milhões registrados em novembro. Na comparação com o mesmo mês de 2008, quando a receita totalizou US$ 248,2 milhões, houve uma retração de 4,4%. O valor médio do cereal embarcado em dezembro ficou em US$ 179,80/tonelada, ante US$ 160,50/tonelada em novembro. Já em dezembro de 2008, o preço médio estava ligeiramente mais alto, em US$ 181,70/tonelada.
CBOT-SOJA/MILHO.
Os preços internacionais da soja na bolsa de Chicago começaram a semana com forte valorização, puxados por compras de especuladores. O contrato com vencimento em março, subiu até 26 cents cotado a US$ 10,74 75/bushel. A influência de outros mercados está servindo de catalisador para a alta, o dólar se enfraquece (desvaloriza-se), ante uma cesta de moedas e dá força à maioria das commodities, o petróleo tem forte demanda baseada no frio europeu e americano(alta de 2,43% u$ 81,34barril), ouro + 1,91% a 1.117,00 onça troy.
Uma iniciatiava de vendas arrastaram novos participantes ao mercado embolsando os ganhos do dia, indicações particulares de produção de soja latino americana, próximo de 127 milhões de toneladas a serem colhidas. Para Brasil, estima-se 66 milhões de tons, para Argentina 53 milhões de tons, Paraguai 6,8 mil tons e Uruguai 1,6 milhões de tons. Outro catalisador foram as frustradas vendas de soja americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou o resultado das fracas inspeções semanais de exportação de grãos para a semana encerrada na última quinta-feira (31). Foram registradas 877,3 mil tons, ante 1,6 milhões de tons na semana anterior. O relatório também mostra o volume acumulado de 20,03 milhões de toneladas dos embarques americanos de grãos do atual ano-safra, iniciado no dia 1º de setembro de 2009.
Os contratos futuros de milho também estão encontrando suporte nos outros mercados, à medida que esperam reposicionamento de fundos. Entretanto, recuaram no meio do dia, em meio a vendas de empresas comerciais, mas continuam em alta. Traders disseram que as vendas começaram quando o mercado falhou em manter os ganhos no nível mais alto do intervalo que vem ocupando recentemente. O vencimento março chegou a romper a resistência nos US$ 4,25/bushel e registrou US$ 4,26/bushel, mas não viu ordens automáticas de compra. A expectativa de que fundos venham a balancear seus portfólios está sustentando os ganhos. Por causa de tendências sazonais, os preços podem sofrer ainda mais pressão. "Os fundos podem comprar tudo o que querem, mas provavelmente estamos num nível de preços em que começaremos a deslizar. A desvalorização do dólar e a alta dos preços do petróleo, entretanto, vêm apoiando a maioria das commodities. Traders lembraram que o clima frio nos Estados Unidos também vem sendo fator positivo para as cotações do milho, além disso, produtores não desejam vender neste momento, pois esperam ganhos maiores. A produção de etanol nos Estados Unidos ficou em alta em outubro de 2009 com 740,000 barris por dia. Isso foi um aumento de 93,000 barris por dia desde outro de 2008. A demanda de etanol também alcançou o total de 767,000 de barris por dia em outubro. A média de demanda do etanol é de 692,000.
CHUVA DEVE SE CONCENTRAR NO C-O E SE NOS PRÓXIMOS 15 DIAS.
Esta primeira semana de 2010 deve ter chuvas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, no Norte do Brasil. Em contrapartida, as precipitações diminuem na região Nordeste, conforme previsões da Somar Meteorologia. Durante os próximos 15 dias, os maiores volumes devem se concentrar sobre as Regiões Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, também há previsão de chuvas para o Sul do Brasil e para o sul da Região Nordeste. "Essa condição de chuva representa um padrão típico de ano de El Niño, com os episódios de chuvas irregulares, mas atingindo maiores regiões e diminuindo assim o risco de problema climático (escassez ou excesso) de grandes proporções e duração", diz o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.
Safra Verão 2010
A chuva registrada nos últimos sete dias mostrou uma boa distribuição e, em geral, favorece o desenvolvimento das lavouras de verão do Brasil. Nesta época do ano os maiores volumes normalmente se concentram nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, por causa da atuação das frentes frias associadas à umidade da Amazônia. As fortes chuvas do fim de ano sobre o Rio de Janeiro e em São Paulo também tiveram a contribuição das águas do Oceano Atlântico mais quentes do que o normal próximo da costa desses Estados, explica Etchichury.No período, também foram observadas precipitações nas áreas de soja, milho, algodão e feijão da Bahia, Maranhão e Piauí, que desde novembro vinham apresentando chuvas muito irregulares.
Já no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, se observou uma redução das chuvas, mas que não causa preocupação em virtude do período chuvoso de novembro. No Paraná, também se observa uma redução dos volumes. Em geral, dezembro encerrou com condição favorável, informa a Somar.
O ano começa com uma boa condição de umidade do solo sobre as principais regiões produtoras do Brasil. Apenas sobre parte do Nordeste do Brasil, incluindo o sertão e o agreste, e também no extremo Norte do Brasil, é que o porcentual de água disponível no solo é crítico. No entanto, essas regiões ainda atravessam período normalmente seco, observa Etchichury.
Argentina
No fim do ano voltou a chover na Argentina. Nos últimos sete dias, o acumulado de chuvas variou entre 30 e 100 mm sobre grande parte do território argentino, informa a Somar. Além do registro de chuvas no sul, que ainda sofre com uma forte seca, as chuvas da virada do ano beneficiaram principalmente a região do Pampa Úmido, que é a principal região produtora de grãos da Argentina, informa Etchichury.Choveu entre 50 e 100 mm no norte e leste da Província de Buenos Aires, Entre Rios, Santa Fé e no sul de Córdoba, que começam ano com uma recuperação da umidade do solo e oferecem condições bastante satisfatórias para o desenvolvimento das lavouras de milho, soja e pastagens.
Conforme previsão da Somar, a rápida passagem de uma frente fria ainda deve causar chuvas entre hoje e amanhã sobre a Argentina. No entanto, elas devem ser irregulares e de baixo volume e atingir mais as partes leste e norte da Argentina.Segundo Etchichury, a tendência para a primeira quinzena de 2010 é que as chuvas diminuam sobre todo o território argentino, que passa a enfrentar dias com predomínio de sol e forte calor. "Lembramos que a presença do El Niño deve contribuir para reduzir o risco de voltar a ocorrer um novo período seco de longa duração", conclui o sócio diretor da Somar.
CÂMBIO SERÁ PREOCUPAÇÃO EM 2010.
O comportamento do câmbio será uma preocupação para o agronegócio durante 2010, de acordo com a coordenadora da Área Econômica da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosemeire dos Santos. Segundo ela, a preocupação é legítima porque o setor é eminentemente exportador. O risco é o descasamento entre custos e receitas, como ocorrido em 2005. Ela acrescenta que "o cenário macroeconômico não permite muitas alternativas de incentivo à exportação, sem mexer no câmbio". O Brasil não tem poupança capaz de sustentar uma desvalorização cambial. Outra alternativa seria o governo cortar gastos, o que parece pouco provável em ano de eleições.
No entanto, o governo estuda medidas para estimular o setor exportador. Indiretamente, a cobrança de IOF nas operações com recursos externos que entram para renda fixa e ações foi um paliativo contra a apreciação do real. "Quarentena para a entrada de dólar e linha de crédito para capital de giro" são algumas medidas que podem ser estudadas, observa ela. A especialista prevê dificuldades para exportação do complexo soja, "por causa da sobreoferta do produto no mundo". Brasil, Estados Unidos e Argentina devem produzir, juntos, recorde de cerca de 252 milhões de toneladas da oleaginosa. "O câmbio nos Estados Unidos, com o dólar desvalorizado, deve permitir um avanço da exportação norte-americana sobre a fatia brasileira no mercado", comenta ela. Na avaliação da CNA, no entanto, o ritmo da exportação e os preços de mercado dependerão do crescimento mundial, do volume de compras da China e, ainda, da forte atuação dos fundos de commodities.
A exportação de milho pode crescer, em virtude da menor oferta norte-americana. Segundo a CNA, os Estados Unidos devem aumentar o uso do grão para produzir etanol. Em 2009, o consumo de milho no mercado norte-americano cresceu 23% e é esperado novo salto de mais 15% em 2010. Outro fator positivo é o aumento no consumo mundial de petróleo. Se o preço do óleo aumentar, sobe também o valor pago pelos biocombustíveis, como o etanol de milho.
O setor de proteína animal (carne bovina, suína e de frango) pode se recuperar parcialmente do fraco desempenho de 2009, com previsão de crescimento de 4%, em volume e receita. O setor foi um dos mais prejudicados pela crise, que provocou retração nos preços internacionais. "Parte do problema foi contornada com absorção do produto no mercado interno, via aumento da renda da população", salienta Rosemeire. Um fator positivo para a sustentação dos preços são os números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projeta queda na produção mundial de carne bovina de 0,7% no próximo ano, refletindo a redução da produção em países exportadores, como Argentina e Austrália.
O desempenho do algodão deve ser favorecido pela queda na produção. A safra mundial projetada pelo Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC) é de 103 milhões de fardos, ante 108 milhões na safra 2008/09. A estimativa de consumo mundial é de 108 milhões de fardos, o que sinaliza tendência de demanda fortalecida pelo produto.
domingo, 3 de janeiro de 2010
CBOT-1º pregão noturno de 2010 em alta.
No primeiro pregão noturno da CBOT em 2010, todas commodities agrícolas iniciaram em alta. Para soja, o vencimento março registrou preço máximo na 1ª hora da sessão, a u$10,62 50 em alta de 13,75 cts/bu, (equivalente a u$ 0,30cts saca 60 kgs). No milho, o vencimento março registrou maior preço a u$ 4,19 75 + 5,25 cts/bu.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
CBOT - SOJA E MILHO
A Informa prevê que a safra de milho resultará em 329,438 milhões de toneladas, 1,2 milhões tons a mais do que a estimativa divulgada pelo USDA em dezembro, mas inferior à leitura anterior da firma, de 346,456 milhões de tons, divulgada em novembro. A empresa espera ver um aumento da área plantada com milho em 2010, para 89,5 milhões de acres, enquanto o USDA estima 86,4 milhões em 2009.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
SOJA: AUMENTO NA SAFRA SUL-AMERICANA
Continuam otimistas as estimativas para a produção de soja no Hemisfério Sul na safra 2009/10, cujo plantio já está em estágio avançado. Ontem foi a vez da conceituada publicação alemã "Oil World" ratificar a tendência, que deverá elevar estoques mundiais e exercer pressões "baixistas" sobre as cotações internacionais da commodity no início do ano que vem. Conforme a agência Reuters, o novo levantamento da "Oil World" projetou uma colheita particularmente volumosa na América do Sul, sobretudo no Brasil e na Argentina, onde as lavouras contaram com menos tecnologia no ciclo 2008/09, em função do encarecimento dos insumos, e foram castigadas por uma estiagem prolongada. Segundo a publicação, a safra brasileira de soja deverá alcançar 63,7 milhões de toneladas em 2009/10, 11% mais que na temporada anterior (57,4 milhões). É menos do que projeta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), mas mais do que estima o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para o Brasil. O último levantamento da Conab aponta para uma colheita de 64,6 milhões de toneladas de soja em 2009/10, ante 57,2 milhões em 2008/09. O USDA, por sua vez, trabalha com 63 milhões de toneladas para o país, contra 57 milhões no ciclo passado.
Para a Argentina, segundo maior país produtor de soja da América do Sul, atrás do Brasil - que, no mundo, só perde para os Estados Unidos -, a "Oil World" projeta produção de 48 milhões de toneladas, 50% acima da colheita do ciclo 2008/09 (32 milhões). O USDA, que também trabalha com uma produção argentina de 32 milhões de toneladas em 2008/09, prevê 53 milhões na temporada atual.
Para Hemisfério Sul como um todo, incluindo países sul-americanos como Paraguai e Bolívia, a "Oil World" estima colheita de soja de 123,1 milhões de toneladas, volume 26,6% superior ao de 2008/09. Ainda que não divulgue uma estimativa hemisférica, o USDA corrobora o cenário de incremento da produção.
SOJA/MILHO : CHICAGO
Os preços futuros da soja ficaram estáveis ontem na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato para entrega em janeiro de 2010, fechou cotado a US$ 10,55 o bushel, longe das máximas do dia. Analistas disseram que ajustes de posição no fim do dia limitaram o potencial de alta. A forte demanda por soja para exportação nos Estados Unidos continua a sustentar os preços da commodity, assim como a aposta de que fundos de investimento vão aumentar a alocação de recursos para as commodities agrícolas em 2010.
Exportadores americanos reportaram venda de 290 mil toneladas de soja para a China, com entrega durante a temporada 2009/10, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Contudo, especuladores decidiram embolsar os lucros depois que os futuros atingiram a maior cotação em duas semanas. As condições favoráveis para o desenvolvimento da safra sul-americana teriam pesado sobre o mercado, segundo analistas. Os traders estariam preocupados com a possibilidade de a demanda para exportação se deslocar inteiramente para Brasil e Argentina nos próximos meses.
MILHO
A valorização do dólar e a fraca demanda por milho pressionaram os preços ontem na Bolsa de Chicago . No entanto, traders disseram que o mercado ainda encontra interesse de compra por parte dos especuladores, o que permitiu uma queda modesta. O anúncio de venda de 111.760 mil tons á Taiwan serviu de catalisador às compras nas baixas, impedidndo maiores quedas do preços. O contrato com vencimento em março, o mais negociado, recuou 1,0 cent ou 0,24% e fechou a US$ 4,0750/bushel. Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 2 mil contratos. Traders afirmaram que o mercado estava pronto para ver uma correção, depois de ter dado um salto de 25 cents recentemente. A alta do dólar em relação a uma cesta de moedas serviu como uma espécie de desculpa. Analistas disseram que o principal fator positivo que trabalha pelo milho neste momento é a soja, que tem forte demanda."Você olha para o trigo e para o milho, com quase nenhum negócio em exportação, e começa a empurrar as áreas de resistência. No entanto, as perdas foram minimizadas ao longo da sessão, já que fundos de índices estão se balanceando para o início do ano, o que oferece suporte ao milho. "Não nos vejo recuando tão cedo", disse um trader. Ao mesmo tempo, outros traders acrescentaram que o mercado está andando de lado e deve continuar assim no início do ano que vem, pois a pequena demanda limita uma valorização expressiva.
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