terça-feira, 5 de janeiro de 2010

SOJA CBOT ENCERRA COM MODESTOS GANHOS.

Os futuros da soja negociados na bolsa de Chicago fecharam em modesta alta nesta terça-feira, com suporte dos mercados externos. A desvalorização do dólar forneceu algum impulso nas compras, investidores otimistas buscam ampliar os ganhos registrados na véspera. Um trader afirmou que os participantes do mercado estão atentos para vender, pois esperam o balanceamento de posições de fundos de índices, de modo que haverá mais compradores no fim da semana. Os traders disseram que não sabem se e quanto os fundos comprarão, e que parece que algumas compras já foram efetuadas. A demanda de exportação permanece firme e é um importante fator de sustentação para o mercado, apesar de rumores de possiveis cancelamentos de embarques de soja americana destinada a China para próximos meses, em substituição à entrada da safra latino americana. Os fundamentos de oferta parecem pessimistas, previsões que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) eleve a produtividade da safra 2009 em seu relatório de 12 de janeiro. Comerciantes Argentinos conversaram sobre vendas de 2 cargos de soja para China ontem, se repetindo outro navio hoje, alimentaram vendas a futuro, limitando os ganhos após abertura positiva. O fechamento do vencimento março teve alta de 3cts cotado a u$ 10,61 bu.

SOJA DEVERÁ ABRIR EM ALTA 3/5 CTS.

A soja deve abrir mais de 3 a 5 cts, o mercado tenta recuperar o impulso de alta de ontem após teste da resistência gráfica, fazendo realização de lucro, em conjunto das noticias de exportação, mas sobreviveu a tentativa de quebrar o mercado noturno. Inspeções de exportação caiu drasticamente a partir da semana anterior, mas sazonalmente as vendas foram dignas de 876,3 mil toneladas, com a China sendo principal compradora tendo 57% do total registrado.
Fundo operadores aumentaram um pouco mais suas apostas na alta da soja, principalmente na última semana, segundo o relatório de segunda-feira CFTC/CBOT.
Apenas chuvas fracas estão aparecendo na Argentina na manhã de ontem depois de tempestades, mais chuvas é esperado para final da semana. Boa cobertura também é esperado no Brasil.
Preços do óleo de palma na Malásia subiu no rali do petróleo ontem.  Entregas de óleo de soja em Chicago continuam enormes em 5760 lotes.
FARM FUTURES - MÁRIO MARIANO

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

MILHO: EMBARQUES PARA EXPORTAÇÃO CRESCE 22,3%

As exportações de milho em dezembro totalizaram 1,319 milhão de toneladas, aumento de 21,3% em relação a 1,087 milhão de toneladas embarcadas em novembro passado. Entretanto, na comparação com dezembro de 2008, quando foram exportadas 1,366 milhão de toneladas, houve uma queda de 3,4%. Os números foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic).
No acumulado de 2009, os embarques de milho cresceram 22% para 7,8 milhões de toneladas, ante 6,4 milhões de toneladas embarcadas em 2008. O número da Secex ficou abaixo da projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no relatório de dezembro, que apontava exportações de oito milhões de toneladas do cereal no ano. O número ainda reflete o impacto dos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto (PEP), realizados pelo governo neste ano. Na operação, é concedida subvenção ao frete da região produtora até os portos. Apesar do aumento em relação em novembro, os embarques não superaram a marca de 1,328 milhão de toneladas, registrada em janeiro de 2009, período em que as exportações também foram beneficiadas por leilões de apoio ao escoamento do final de 2008. A receita obtida com as exportações de milho em dezembro subiu 40% para US$ 237,3 milhões, ante US$ 174,6 milhões registrados em novembro. Na comparação com o mesmo mês de 2008, quando a receita totalizou US$ 248,2 milhões, houve uma retração de 4,4%. O valor médio do cereal embarcado em dezembro ficou em US$ 179,80/tonelada, ante US$ 160,50/tonelada em novembro. Já em dezembro de 2008, o preço médio estava ligeiramente mais alto, em US$ 181,70/tonelada.

CBOT-SOJA/MILHO.

Os preços internacionais da soja na bolsa de Chicago começaram a semana com forte valorização, puxados por compras de especuladores. O contrato com vencimento em março, subiu até 26 cents cotado a US$ 10,74 75/bushel. A influência de outros mercados está servindo de catalisador para a alta, o dólar se enfraquece (desvaloriza-se), ante uma cesta de moedas e dá força à maioria das commodities, o petróleo tem forte demanda baseada no frio europeu e americano(alta de 2,43% u$ 81,34barril), ouro + 1,91% a 1.117,00 onça troy.

Uma iniciatiava de vendas arrastaram novos participantes ao mercado embolsando os ganhos do dia, indicações particulares de produção de soja latino americana, próximo de 127 milhões de toneladas a serem colhidas. Para Brasil, estima-se 66 milhões de tons, para Argentina 53 milhões de tons, Paraguai 6,8 mil tons e Uruguai 1,6 milhões de tons. Outro catalisador foram as frustradas vendas de soja americana. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou o resultado das fracas inspeções semanais de exportação de grãos para a semana encerrada na última quinta-feira (31). Foram registradas 877,3 mil tons, ante 1,6 milhões de tons na semana anterior. O relatório também mostra o volume acumulado de 20,03 milhões de toneladas dos embarques americanos de grãos do atual ano-safra, iniciado no dia 1º de setembro de 2009.

Os contratos futuros de milho também estão encontrando suporte nos outros mercados, à medida que esperam reposicionamento de fundos. Entretanto, recuaram no meio do dia, em meio a vendas de empresas comerciais, mas continuam em alta. Traders disseram que as vendas começaram quando o mercado falhou em manter os ganhos no nível mais alto do intervalo que vem ocupando recentemente. O vencimento março chegou a romper a resistência nos US$ 4,25/bushel e registrou US$ 4,26/bushel, mas não viu ordens automáticas de compra. A expectativa de que fundos venham a balancear seus portfólios está sustentando os ganhos. Por causa de tendências sazonais, os preços podem sofrer ainda mais pressão. "Os fundos podem comprar tudo o que querem, mas provavelmente estamos num nível de preços em que começaremos a deslizar. A desvalorização do dólar e a alta dos preços do petróleo, entretanto, vêm apoiando a maioria das commodities. Traders lembraram que o clima frio nos Estados Unidos também vem sendo fator positivo para as cotações do milho, além disso, produtores não desejam vender neste momento, pois esperam ganhos maiores. A produção de etanol nos Estados Unidos ficou em alta em outubro de 2009 com 740,000 barris por dia. Isso foi um aumento de 93,000 barris por dia desde outro de 2008. A demanda de etanol também alcançou o total de 767,000 de barris por dia em outubro. A média de demanda do etanol é de 692,000.

CHUVA DEVE SE CONCENTRAR NO C-O E SE NOS PRÓXIMOS 15 DIAS.

Esta primeira semana de 2010 deve ter chuvas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste, no Norte do Brasil. Em contrapartida, as precipitações diminuem na região Nordeste, conforme previsões da Somar Meteorologia. Durante os próximos 15 dias, os maiores volumes devem se concentrar sobre as Regiões Centro-Oeste e Sudeste. No entanto, também há previsão de chuvas para o Sul do Brasil e para o sul da Região Nordeste. "Essa condição de chuva representa um padrão típico de ano de El Niño, com os episódios de chuvas irregulares, mas atingindo maiores regiões e diminuindo assim o risco de problema climático (escassez ou excesso) de grandes proporções e duração", diz o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury.

Safra Verão 2010
A chuva registrada nos últimos sete dias mostrou uma boa distribuição e, em geral, favorece o desenvolvimento das lavouras de verão do Brasil. Nesta época do ano os maiores volumes normalmente se concentram nas Regiões Sudeste e Centro-Oeste, por causa da atuação das frentes frias associadas à umidade da Amazônia. As fortes chuvas do fim de ano sobre o Rio de Janeiro e em São Paulo também tiveram a contribuição das águas do Oceano Atlântico mais quentes do que o normal próximo da costa desses Estados, explica Etchichury.No período, também foram observadas precipitações nas áreas de soja, milho, algodão e feijão da Bahia, Maranhão e Piauí, que desde novembro vinham apresentando chuvas muito irregulares.
Já no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, se observou uma redução das chuvas, mas que não causa preocupação em virtude do período chuvoso de novembro. No Paraná, também se observa uma redução dos volumes. Em geral, dezembro encerrou com condição favorável, informa a Somar.
O ano começa com uma boa condição de umidade do solo sobre as principais regiões produtoras do Brasil. Apenas sobre parte do Nordeste do Brasil, incluindo o sertão e o agreste, e também no extremo Norte do Brasil, é que o porcentual de água disponível no solo é crítico. No entanto, essas regiões ainda atravessam período normalmente seco, observa Etchichury.

Argentina
No fim do ano voltou a chover na Argentina. Nos últimos sete dias, o acumulado de chuvas variou entre 30 e 100 mm sobre grande parte do território argentino, informa a Somar. Além do registro de chuvas no sul, que ainda sofre com uma forte seca, as chuvas da virada do ano beneficiaram principalmente a região do Pampa Úmido, que é a principal região produtora de grãos da Argentina, informa Etchichury.Choveu entre 50 e 100 mm no norte e leste da Província de Buenos Aires, Entre Rios, Santa Fé e no sul de Córdoba, que começam ano com uma recuperação da umidade do solo e oferecem condições bastante satisfatórias para o desenvolvimento das lavouras de milho, soja e pastagens.
Conforme previsão da Somar, a rápida passagem de uma frente fria ainda deve causar chuvas entre hoje e amanhã sobre a Argentina. No entanto, elas devem ser irregulares e de baixo volume e atingir mais as partes leste e norte da Argentina.Segundo Etchichury, a tendência para a primeira quinzena de 2010 é que as chuvas diminuam sobre todo o território argentino, que passa a enfrentar dias com predomínio de sol e forte calor. "Lembramos que a presença do El Niño deve contribuir para reduzir o risco de voltar a ocorrer um novo período seco de longa duração", conclui o sócio diretor da Somar.

CÂMBIO SERÁ PREOCUPAÇÃO EM 2010.

O comportamento do câmbio será uma preocupação para o agronegócio durante 2010, de acordo com a coordenadora da Área Econômica da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rosemeire dos Santos. Segundo ela, a preocupação é legítima porque o setor é eminentemente exportador. O risco é o descasamento entre custos e receitas, como ocorrido em 2005. Ela acrescenta que "o cenário macroeconômico não permite muitas alternativas de incentivo à exportação, sem mexer no câmbio". O Brasil não tem poupança capaz de sustentar uma desvalorização cambial. Outra alternativa seria o governo cortar gastos, o que parece pouco provável em ano de eleições.
No entanto, o governo estuda medidas para estimular o setor exportador. Indiretamente, a cobrança de IOF nas operações com recursos externos que entram para renda fixa e ações foi um paliativo contra a apreciação do real. "Quarentena para a entrada de dólar e linha de crédito para capital de giro" são algumas medidas que podem ser estudadas, observa ela. A especialista prevê dificuldades para exportação do complexo soja, "por causa da sobreoferta do produto no mundo". Brasil, Estados Unidos e Argentina devem produzir, juntos, recorde de cerca de 252 milhões de toneladas da oleaginosa. "O câmbio nos Estados Unidos, com o dólar desvalorizado, deve permitir um avanço da exportação norte-americana sobre a fatia brasileira no mercado", comenta ela. Na avaliação da CNA, no entanto, o ritmo da exportação e os preços de mercado dependerão do crescimento mundial, do volume de compras da China e, ainda, da forte atuação dos fundos de commodities.

A exportação de milho pode crescer, em virtude da menor oferta norte-americana. Segundo a CNA, os Estados Unidos devem aumentar o uso do grão para produzir etanol. Em 2009, o consumo de milho no mercado norte-americano cresceu 23% e é esperado novo salto de mais 15% em 2010. Outro fator positivo é o aumento no consumo mundial de petróleo. Se o preço do óleo aumentar, sobe também o valor pago pelos biocombustíveis, como o etanol de milho.


O setor de proteína animal (carne bovina, suína e de frango) pode se recuperar parcialmente do fraco desempenho de 2009, com previsão de crescimento de 4%, em volume e receita. O setor foi um dos mais prejudicados pela crise, que provocou retração nos preços internacionais. "Parte do problema foi contornada com absorção do produto no mercado interno, via aumento da renda da população", salienta Rosemeire. Um fator positivo para a sustentação dos preços são os números divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que projeta queda na produção mundial de carne bovina de 0,7% no próximo ano, refletindo a redução da produção em países exportadores, como Argentina e Austrália.

O desempenho do algodão deve ser favorecido pela queda na produção. A safra mundial projetada pelo Comitê Consultivo Internacional do Algodão (ICAC) é de 103 milhões de fardos, ante 108 milhões na safra 2008/09. A estimativa de consumo mundial é de 108 milhões de fardos, o que sinaliza tendência de demanda fortalecida pelo produto.

MÁRIO MARIANO

domingo, 3 de janeiro de 2010

CBOT-1º pregão noturno de 2010 em alta.

No primeiro pregão noturno da CBOT em 2010, todas commodities agrícolas iniciaram em alta. Para soja, o vencimento março registrou preço máximo na 1ª hora da sessão, a u$10,62 50 em alta de 13,75 cts/bu, (equivalente a u$ 0,30cts saca 60 kgs). No milho, o vencimento março registrou maior preço a u$ 4,19 75 + 5,25 cts/bu.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

CBOT - SOJA E MILHO

Os preços internacionais da soja caminharam em terreno negativo hoje e prolongam as fortes perdas de ontem. "Todo mundo está um pouco assustado com a corrida pelas vendas observada desde ontem, que em grande parte foi liquidação de posições de compra no contrato janeiro",  O número de contratos abertos de janeiro caiu cerca de 20 mil lotes ontem. "Conversas sobre as boas condições para o desenvolvimento das lavouras e o potencial de produção da América do Sul aumentaram a pressão", disse Leffler. "Os preços da soja para entrega em janeiro podem cair abaixo dos US$ 10 caso os relatórios de safra continuem bons" Traders disseram que os negócios devem perder volume nas próximas duas semanas, abreviadas pelos feriados de Natal e Ano Novo.

Entre outras notícias, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disseram hoje que exportadores do país venderam mais soja para a China. Esta foi a terceira venda de soja dos Estados Unidos para a China nesta semana. Do total anunciado, as importações de 116 mil toneladas reportadas hoje e as 290 mil toneladas da última terça-feira. As vendas realizadas na terça-feira (15) são para entrega no ano comercial 2009/10, já a compra anunciada hoje será embarcada ao longo de 2010/11. O ano comercial da China começou em 1º de setembro, nestes dois casos, com exportações acima de 100 mil toneladas, os exportadores são convocados a comunicar as vendas. O volume remanescente não foi especificado. A China está atuando agressivamente no mercado, importando soja dos Estados Unidos e da América do Sul, na tentativa de construir um estoque de reserva estratégico no país, segundo analistas do mercado. No entanto, seu efeito sobre os preços não foi tão positivo quanto o das anteriores, cujas entregas foram programadas para a temporada atual. O mercado não consegue reagir mesmo com a notícia de que os Estados Unidos venderam mais de 500 mil toneladas de soja para a China nesta semana, sinal de que a demanda pela oleaginosa continua aquecida nos portos americanos.

A recuperação do dólar em relação a outras moedas também pesa sobre os futuros em Chicago. A valorização do câmbio inibe o apetite dos investidores por ativos de risco e encarece as commodities denominadas em dólar para os compradores estrangeiros. O dólar ganhou força em relação a outras moedas fortes, impulsionado pelos sinais recentes de recuperação da economia dos EUA, que alimentaram a perspectiva de um potencial aumento de juros no país, e por receios com o déficit orçamentário da Grécia e de outras economias da zona do euro. O dólar atingiu o maior nível em seis meses em relação ao iene, impulsionado pela perspectiva de manutenção de juros baixos no Japão após o banco central do país reiterar o compromisso de combate à deflação.

A empresa de análise privada Informa Economics reduziu hoje sua estimativa para a safra 2009/10 de milho dos Estados Unidos, mas elevou para soja, segundo traders. Ambas as estimativas foram maiores do que os números mais recentes do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
A Informa prevê que a safra de milho resultará em 329,438 milhões de toneladas, 1,2 milhões tons a mais do que a estimativa divulgada pelo USDA em dezembro, mas inferior à leitura anterior da firma, de 346,456 milhões de tons, divulgada em novembro. A empresa espera ver um aumento da área plantada com milho em 2010, para 89,5 milhões de acres, enquanto o USDA estima 86,4 milhões em 2009.

A expectativa da Informa é de que a safra de soja totalize 93,076 milhões de toneladas, montante maior do que a projeção de novembro (90,63 milhões de tons) e 2,77 milhões de tons mais do que a previsão mais recente do USDA. A área plantada da soja esperada em 2010 é de 77 milhões de acres, inferior à projeção do USDA em 2009, de 77,5 milhões de acres.
MÁRIO MARIANO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

SOJA: AUMENTO NA SAFRA SUL-AMERICANA

Continuam otimistas as estimativas para a produção de soja no Hemisfério Sul na safra 2009/10, cujo plantio já está em estágio avançado.  Ontem foi a vez da conceituada publicação alemã "Oil World" ratificar a  tendência, que deverá elevar estoques mundiais e exercer pressões "baixistas"  sobre as cotações internacionais da commodity no início do ano que vem. Conforme a agência Reuters, o novo levantamento da "Oil World" projetou  uma colheita particularmente volumosa na América do Sul, sobretudo no Brasil e  na Argentina, onde as lavouras contaram com menos tecnologia no ciclo 2008/09,  em função do encarecimento dos insumos, e foram castigadas por uma estiagem  prolongada. Segundo a publicação, a safra brasileira de soja deverá alcançar 63,7  milhões de toneladas em 2009/10, 11% mais que na temporada anterior (57,4  milhões). É menos do que projeta a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab),  mas mais do que estima o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para o  Brasil. O último levantamento da Conab aponta para uma colheita de 64,6 milhões de  toneladas de soja em 2009/10, ante 57,2 milhões em 2008/09. O USDA, por sua vez, trabalha com 63 milhões de toneladas para o país, contra 57 milhões no ciclo  passado.

Para a Argentina, segundo maior país produtor de soja da América do Sul,  atrás do Brasil - que, no mundo, só perde para os Estados Unidos -, a "Oil  World" projeta produção de 48 milhões de toneladas, 50% acima da colheita do  ciclo 2008/09 (32 milhões). O USDA, que também trabalha com uma produção  argentina de 32 milhões de toneladas em 2008/09, prevê 53 milhões na temporada  atual.

Para Hemisfério Sul como um todo, incluindo países sul-americanos como  Paraguai e Bolívia, a "Oil World" estima colheita de soja de 123,1 milhões de toneladas, volume 26,6% superior ao de 2008/09. Ainda que não divulgue uma  estimativa hemisférica, o USDA corrobora o cenário de incremento da produção.

SOJA/MILHO : CHICAGO

Os preços futuros da soja ficaram estáveis ontem na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato para entrega em janeiro de 2010, fechou cotado a US$ 10,55 o bushel, longe das máximas do dia. Analistas disseram que ajustes de posição no fim do dia limitaram o potencial de alta. A forte demanda por soja para exportação nos Estados Unidos continua a sustentar os preços da commodity, assim como a aposta de que fundos de investimento vão aumentar a alocação de recursos para as commodities agrícolas em 2010.
Exportadores americanos reportaram venda de 290 mil toneladas de soja para a China, com entrega durante a temporada 2009/10, informou o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Contudo, especuladores decidiram embolsar os lucros depois que os futuros atingiram a maior cotação em duas semanas. As condições favoráveis para o desenvolvimento da safra sul-americana teriam pesado sobre o mercado, segundo analistas. Os traders estariam preocupados com a possibilidade de a demanda para exportação se deslocar inteiramente para Brasil e Argentina nos próximos meses.

MILHO

A valorização do dólar e a fraca demanda por milho pressionaram os preços ontem na Bolsa de Chicago . No entanto, traders disseram que o mercado ainda encontra interesse de compra por parte dos especuladores, o que permitiu uma queda modesta. O anúncio de venda de 111.760 mil tons á Taiwan serviu de catalisador às compras nas baixas, impedidndo maiores quedas do preços. O contrato com vencimento em março, o mais negociado, recuou 1,0 cent ou 0,24% e fechou a US$ 4,0750/bushel. Estima-se que fundos tenham vendido cerca de 2 mil contratos. Traders afirmaram que o mercado estava pronto para ver uma correção, depois de ter dado um salto de 25 cents recentemente. A alta do dólar em relação a uma cesta de moedas serviu como uma espécie de desculpa. Analistas disseram que o principal fator positivo que trabalha pelo milho neste momento é a soja, que tem forte demanda."Você olha para o trigo e para o milho, com quase nenhum negócio em exportação, e começa a empurrar as áreas de resistência. No entanto, as perdas foram minimizadas ao longo da sessão, já que fundos de índices estão se balanceando para o início do ano, o que oferece suporte ao milho. "Não nos vejo recuando tão cedo", disse um trader. Ao mesmo tempo, outros traders acrescentaram que o mercado está andando de lado e deve continuar assim no início do ano que vem, pois a pequena demanda limita uma valorização expressiva.

MÁRIO MARIANO

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