segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

SOJA: COMERCIALIZAÇÃO SEGUE ATRASADA

A comercialização da nova safra de soja continua lenta no País. De acordo com relatório publicado hoje pela consultoria mineira Céleres, apenas 24% da produção estimada em 64 milhões de toneladas foi comprometida até a última sexta-feira (22) - um avanço de apenas 1 ponto porcentual em relação à semana anterior. Os negócios já fechados correspondiam a 29% da safra em igual período do ano passado e a 38% na média dos últimos cinco anos. Para os analistas da Céleres, o atraso é "preocupante" à medida que se aproxima "o período efetivo de colheita do grão". O motivo é a tendência de queda nos preços da commodity. Na Bolsa de Chicago,onde se forma o preço de referência internacional, os contratos mais negociados acumulam desvalorização de 9,7% em janeiro. No mercado doméstico, o preço médio da saca nas principais praças pesquisadas pela Céleres caiu 4,4% apenas na semana passada. Na comparação com as médias de dezembro, a queda se aproxima de 12%. A maior parte da soja já comercializada vem do Centro-Oeste, que já comprometeu 32% da nova safra. Mesmo assim, o ritmo é inferior aos 40% observados no mesmo período da safra passada. O atraso chama mais a atenção em Goiás, quarto maior produtor do país, onde o volume já comprometido é 50% menor ante igual período de 2009. Em contrapartida, os negócios estão acelerados no Nordeste, que já comprometeu 41% da nova safra, ante apenas 25% há um ano.
A Céleres aponta ainda que praticamente toda a área semeada com soja noBrasil está em processo de desenvolvimento vegetativo. Do total, 68% dos campos já estão ou passaram pela floração, ante 60% na semana anterior e 67% em igual período do ano passado. Outros 33% estão em fase de enchimento de grão, ante 21% na semana anterior e 30%na mesma época do ano passado.

SOJA:MATO GROSSO ATINGE 6,5% DE ÁREA COLHIDA.

Os produtores de soja do Mato Grosso colheram mais de 396 mil hectares ou 6,5% de toda a área plantada com a oleaginosa até a última quinta-feira, dia 21, ante 2,7% uma semana antes,segundo estimativa publicada hoje pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). "Com as primeiras colheitadeiras adentrando os campos da região Nordeste, o conhecido Vale do Araguaia, podemos afirmar que todo o Estado de Mato Grosso já se encontra em plena atividade", assegura o Imea. A colheita está adiantada em relação ao mesmo período do ano passado, quando havia atingido apenas 3,07% da área total. O Imea aponta que os trabalhos de colheita intensificaram-se nos últimos dias diante do menor volume de chuvas.
A região Oeste do Estado é a mais adiantada, com mais de 12,26% dos 931 mil hectares cultivados já colhidos. Em Sapezal, por exemplo, mais de 18% da safra, ou 67 mil hectares, já foram colhidos. O Imea prevê que a safra mato-grossense de soja vai alcançar 18,22 milhões de toneladas, um aumento de 4,7% em relação ao volume registrado na temporada passada.

RALLY DA SAFRA AVALIARÁ FERRUGEM NA SOJA.

O Rally da Safra 2010, que começa hoje a partir de Cuiabá, irá visitar fazendas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás para avaliar lavouras de soja e milho. Nesta etapa do Rally, os técnicos vão avaliar as lavouras de soja precoce, que hoje, em Mato Grosso, representam 40% da área plantada. Uma das principais preocupações é com a infestação da ferrugem que, nesta safra, já atingiu 195 focos e está bem acima da infestação registrada no ano passado.Segundo levantamento da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso(Aprosoja), neste ano já foram coletadas 2692 amostras e detectados 195 focos de ferrugem. Na safra passada, até o dia 24 de janeiro, haviam sido realizadas 1925 amostras e detectados 30 focos de ferrugem. As condições climáticas, com altas temperaturas e chuvas, têm favorecido a proliferação do fungo. Segundo o diretor executivo da Aprosoja, Marcelo Duarte, além do clima, a antecipação do plantio nesta safra também contribui para a disseminação da doença.
O Rally da Safra, neste ano, irá visitar fazendas do projeto referência da Aprosoja. Fabio Meneghini, técnico da Agroconsult, empresa realizadora do Rally, explica que nos contatos com os produtores serão levantadas informações sobre preços de fertilizantes e defensivos,além de dados sobre a evolução da comercialização. A expectativa da Agroconsult é coletar 1500 amostras de lavouras, ao percorrer 98% da área cultivada de soja e 80% da área com milho em todo o País. Serão visitados os principais polos de produção em Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins.Segundo a organização do Rally, oito equipes, no total, percorrerão cerca de 50 mil quilômetros de lavouras. Na largada, em Cuiabá, estarão a equipe 1, que percorrerá as regiões norte e oeste do Mato Grosso, e a equipe 2, que passará pelo sudeste do Mato Grosso, sudoeste de Goiás e norte do Mato Grosso do Sul.O trabalho das equipes e o roteiro completo da expedição poderão ser acompanhados pelo site www.rallydasafra.com.br e pelo twitter www.twitter.com/RallySafra2010.

PERSPECTIVA: FUTUROS DE GRÃOS DEVEM SEGUIR PRESSIONADOS EM CHICAGO

Os mercados futuros de grãos devem continuar sob pressão nas próximas semanas. Sazonalmente, os preços da soja, do milho e do trigo negociados na Bolsa de Chicago tendem a cair entre janeiro e fevereiro, o que se explica por uma combinação de fatores. Na América do Sul, é o período em que os produtores começam a colher suas safras de soja e milho, reabastecendo os canais de comercialização da região. Nos Estados Unidos, a tendência é que mais agricultores saiam do mercado à espera de condições mais atraentes durante a primavera, quando Brasil e Argentina tiverem comercializado o grosso de sua colheita. Além disso, as lavouras norte-americanas de trigo estão debaixo da neve e ficarão dormentes até o início de março, quando as temperaturas começarem a subir e a suscitar discussões sobre o clima e o desenvolvimento das lavouras. Também em março começam as especulações envolvendo o plantio da nova safra americana, período em que os preços tendem a subir em Chicago.Janeiro e fevereiro também são os meses em que a demanda por grãos tende a perder força nos Estados Unidos, já que os importadores procuram buscar soja e milho mais baratos nos portos brasileiros e argentinos. "A mentalidade do momento é a de que a produção sul-americana este ano vai implicar corte expressivo nas exportações americanas durante todo o primeiro trimestre. Os mercados de Chicago tendem a sentir os efeitos da pressão sobre os preços do petróleo numa época em que 60% do médio-norte dos Estados Unidos está coberto de neve, mantendo os carros mais tempo nas garagens e poupando consumo de combustível. Vale lembrar que soja e milho estão hoje atrelados ao petróleo pelo fato de serem as matérias-primas para a produção de biodiesel e etanol, respectivamente.
Na semana passada a soja acumulou perda de 2,31%. Milho e trigo registraram queda de 1,82% e 2,25%, respectivamente. Segundo analistas, o mercado poderia voltar a operar nos níveis de outubro, quando a soja recuou até US$ 8,90 o bushel, tão logo a colheita de Brasil e Argentina atinja seu pico. "Estamos diante de uma safra gigantesca. Como o Brasil possui sérias limitações de armazenagem, essa produção terá de ser escoada pelo mercado", observa Flávia Moura, analista da corretora Newedge. Ela pondera, contudo, que as lavouras sul-americanas ainda estão sujeitas a problemas. Na Argentina, a falta de chuvas já chama a atenção dos agentes, embora ainda não comprometa a condição das lavouras. No Brasil, é o excesso de chuvas que pode causar problemas durante a colheita.

SOJA/CHINA FECHA FIRME.

Os contratos futuros da bolsa chinesa Dalian encerraram em alta hoje com recuperação técnica após as perdas recentes e a confiança do setor de que o governo manterá políticas de suporte aos preços agrícolas. O contrato referência, base setembro, ganhou 35 yuans, ou alta de 1%, para 3.907 yuans (US$ 1 = 6,827 yuans). Em três dias consecutivos de queda, os futuros da soja recuaram 1,2% para fechar a sexta-feira a 3.872 yuans por tonelada, por conta do receio quanto aos possíveis ajustes à política monetária do governo chinês. Agora, a expectativa que a China reconfirme a manutenção dos estoques de reserva da oleaginosa e adote outras medidas de suporte para estabilizar os preços "no primeiro documento do governo central", que deve sair até o final do mês.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

ARGENTINA: PRODUÇÃO DE GRÃOS, CONFIRA.

A produção comercial de milho da Argentina deve atingir 18 milhões de toneladas, segundo a Bolsa de Cereais de Buenos Aires. Trata-se de um aumento de 1,5 milhão de toneladas em relação à estimativa anterior. Cerca de 99,3% da área prevista, de 2,36 milhões de hectares, já foi cultivada, o que representa uma queda de 17,5% no ano. O Ministério de Agricultura do país prevê que a área total do milho atinja 3,1 milhões de hectares e, em 11 de janeiro, a presidente Cristina Kirchner afirmou que a Argentina tentará produzir de 16,5 a 17,5 milhões de toneladas de milho na safra 2009/10. As lavouras estão se desenvolvendo bem na maior parte do cinturão produtor.
Trigo
A colheita de trigo está completa na Argentina e a bolsa estima que a produção totalize 7,44 milhões de toneladas. A área plantada caiu bastante nesta temporada e a safra sofreu com a seca nos extremos Sul e Oeste do cinturão produtor. O Ministério da Agricultura elevou hoje sua estimativa de produção em 2009/10 para 7,5 milhões de toneladas, ante 7 milhões de toneladas previstas no mês passado.
Soja
A safra argentina de soja em 2009/10 deve superar 50 milhões de toneladas, um recorde nacional, informou hoje a presidente Cristina Fernandez Kirchner. Esta é a primeira projeção para a safra de soja apresentada pelo governo. O departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) estima safra argentina de soja em 53 milhões de toneladas. O plantio da soja ainda não está completo. A bolsa estima que a safra atinja o recorde de 19 milhões de hectares em área plantada. A maior parte da safra está em condições de boa a muita boa, segundo a bolsa. O Ministério prevê que a área plantada com soja nesta temporada totalize 18,2 milhões de hectares.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

SOJA/CHICAGO FECHA EM LEVE ALTA .

Os preços futuros da soja operaram com pequena variação positiva na Bolsa de Chicago (CBOT), movimento que os analistas atribuem a uma recuperação técnica após as perdas dos últimos dias.  Analistas disseram que o mercado estava sobrevendido, tendo um dia de consolidação após cair em nove dos últimos 10 pregões. Fundos especulativos compraram cerca de 3 mil lotes de soja, mil de farelo e 2 mil de óleo de soja. Eles acrescentaram que vendas recentes para a China, a continuidade do movimento observado durante a noite (alta de 4 cts), aumento dos preços do óleo de palma devido dificuldades de colheita, estabilidade dos preços do petróleo e a falta de circulação de soja no país (por conta do gelo em algumas regiões) deram suporte aos preços. Especuladores estão cobrindo posições vendidas e usuários finais estão comprando, o que serve de catalisador para os avanços. Notícias de novas exportações para a China, num momento em que a maioria dos participantes estava esperando que o país diminuísse a demanda, também deram algum suporte. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quinta-feira que exportadores privados negociaram a venda de 230 mil toneladas de soja para a China. Do total, 175 mil toneladas são para entrega durante o ciclo 2010/11 e 55 mil para a atual temporada.

Entretanto, a expectativa de safra recorde na América do Sul somada às influências negativas de outros mercados limita o potencial de alta do complexo soja. "No longo prazo, o cenário continua baixista diante da promessa de uma grande safra na América do Sul e de uma forte queda nas exportações americanas no começo da primavera", aponta nota publicada pelo J.P. Morgan. "Além disso, os preços relativamente altos, somados ao fato de que o interesse em plantar soja deve crescer de modo significativo nas áreas dos EUA que não foram cultivadas com trigo de inverno, sugerem que o mercado corre o risco de ver dois anos seguidos de crescimento da produção americana bem no momento em que os fundamentos globais ficam mais fracos", acrescenta a nota.

MILHO

Depois de escorregarem por sete dias consecutivos, os preços futuros do milho encerraram a quinta-feira em território positivo na Bolsa de Chicago. O movimento de hoje surgiu em meio a ideias de que os futuros caíram demais e muito rapidamente. Os contratos com vencimento em março, fecharam em alta de 4,0 cents ou 1,09%, cotados a US$ 3,72/bushel. Analistas acreditam que a valorização de hoje foi uma recuperação técnica após as perdas recentes, já que não há novidades sobre fundamentos capazes de puxar o mercado. "Não podemos cair todos os dias", a questão é, se subirmos, quanto realmente precisamos subir?" Ele afirmou que produtores deverão ser grandes vendedores num eventual rali. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 5 mil lotes hoje, de modo que o mercado fechou na máxima do dia. Analistas lembraram que uma empresa de análises privadas deve divulgar amanhã suas estimativa para área plantada em 2010. Muitos deles esperam que o milho abranja 5 milhões de acres ou mais nos Estados Unidos.

A produção da América do Sul continua sendo um fator baixista nos mercados de milho e de soja. A Bolsa de Cereais de Buenos Aires estima que a produção de milho some 18 milhões de toneladas na Argentina, o que representa 1,5 milhão de toneladas a mais do que a projeção anterior.

ÓLEO PALMA/MALÁSIA: ENCERRA EM ALTA.

O mercado futuro de óleo de palma da bolsa da Malásia conseguiu se recuperar, depois de atingir os níveis mais baixos em dois meses, com compras e coberturas de posições vendidas. A bolsa seguiu movimento de alta no petróleo e nos preços da soja, segundo participantes do mercado.
O contrato base abril, encerrou com alta de 44 ringgit a 2.488 ringgit/tonelada. A posição chegou a testar a máxima de 2.490 ringgit/t. As chuvas contínuas atrasam a colheita nas províncias de Sabah e Sarawak, afetando a oferta. A estimativa de traders e produtores aponta queda de 15% a 16% até este momento.

SOJA/CHINA: BOLSA RECUA COM TEMOR EM AJUSTE DE CRÉDITO

Os contratos futuros da bolsa chinesa Dalian encerraram a sessão com leve queda hoje, porque os investidores ainda estão nervosos quanto aos sinais de que o governo adotará medidas para conter a expansão de crédito no país. O vencimento mais negociado, base setembro, recuou 0,1% para 3.878 yuans. "Os rumores no mercado sobre o assunto dos empréstimos bancários é o simplesmente o fator de maior peso nos mercados hoje", e que os órgãos reguladores chineses pediram aos bancos para cessar a liberação de novos empréstimos. afirmou Tu Xan, da Shangai JC Intelligence Co.

A economia da China fechou o ano de 2009 com um crescimento de 8,7% no Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 9,6% de 2008, e com deflação de 0,7%, comparada a uma inflação de 5,9% em 2008. No último trimestre, porém, a economia chinesa acelerou fortemente, com expansão de 10,7% sobre o mesmo período do anterior, em comparação com um aumento de 9,1% verificado no terceiro trimestre, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas."A forte recuperação mostrada nos dados aponta claramente para uma retração do estímulo", disse o estrategista Brian Jackson, do Royal Bank of Canada Capital Markets. "Um toque antecipado nos freios seria melhor do que permitir que a economia acelere muito rapidamente, obrigando Pequim a puxar os freios com força numa data posterior." Também sinalizando o crescimento das pressões inflacionárias, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), aumentou 1,7% em dezembro, em relação ao mesmo mês do ano anterior, comparado a uma queda de 2,1% em novembro e à expectativa de alta de 0,5%.

Apesar da elevação da taxa de crescimento e de as exportações terem voltado a aumentar em dezembro depois de 13 meses de declínios, o chefe do Escritório Nacional de Estatísticas, Ma Jiantang, disse que "a base da recuperação da economia mundial é relativamente fraca" e que "há incertezas no desenvolvimento da economia doméstica". Ele afirmou que o governo chinês manterá a consistência e a estabilidade de sua política macroeconômica. O governo, contudo, já começou a retirar suas políticas pró-crescimento por meio da contenção do crédito e do enxugamento da liquidez no sistema financeiro.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CHAMADA DE ABERTURA DE CHICAGO - SOJA.

A chamada de 5 a 10 cts baixa de baixa na bolsa de chicago para soja em grãos. Um dia cheio de notícias negativas para as commodities agrícolas, contribuindo para consolidação do cenário para preços menores no curto prazo. Petróleo em baixa de 2% cotado a u$ 77,41 barril, ouro - 1,65% a u$ 1.121,00 seguidos pela fraqueza do dólar ante moedas europeias completam o tom baixista no inicio dos trabalhos na bolsa de Chicago. Dados economicos dos paises China e Grécia atemorizam os compradores, atribuindo menor demanda futura de grãos e produtos acabados do complexo soja. Exportações pequenas do óleo de palma da malásia empurraram os preços no pregão desta quarta feira reduzindo 1,8% pelo 3º pregão consecutivo.
Thailândia realizou compra de 270 mil tons de farelo de soja sul-americano com entrega 30 mil tons/mês entre janeiro e setembro, alimentando esperanças que a demanda por produto latino limite as perdas em Chicago.

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