quinta-feira, 1 de abril de 2010

SOJA: CHICAGO FECHA NO MENOR NÍVEL EM DUAS SEMANAS.

Os preços futuros da soja caíram para o menor nível em duas semanas na Bolsa de Chicago. Os contratos mais negociados, com vencimento em maio, fecharam o pregão cotados a US$ 9,41 por bushel, em baixa de 33 cents ou 3,39%. O mercado foi pressionado por vendas de especuladores. Segundo estimativas, fundos liquidaram uma posição de aproximadamente 11 mil contratos em soja. O movimento foi influenciado pelos números publicados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). "O relatório do USDA foi um choque para o mercado da soja, já que mostrou que os estoques não eram tão baixos quanto se achava . Ao longo da semana passada, especuladores embutiram um bom prêmio de risco nos preços diante das preocupações com a disponibilidade de soja nos Estados Unidos. A avaliação era a de que os estoques remanescentes da safra 2009/10 eram baixos e poderiam ser ainda mais pressionados com a greve portuária na Argentina. Contudo, o USDA informou que os estoques norte-americanos de soja somavam 1,27 bilhão de bushels de soja em 1º de março. O número não apenas superou a projeção média do mercado, de 1,207 bilhão de bushels, como ficou no topo das expectativas, que iam de 1,16 bilhão a 1,27 a bilhão de bushels. Diante disso, fundos liquidaram operações de spread em que estavam comprados em posições de curto prazo e vendidos nos vencimentos mais longos. O spread entre os contratos maio e novembro caiu de 47,50 cents para 23 cents hoje.
Ainda de acordo com o USDA, os produtores americanos vão expandir a área ocupada com soja na próxima safra em 1%, para 78,098 milhões de acres. O número ficou abaixo da projeção média do mercado, de 78,55 milhões de acres, mas dentro do intervalo das expectativas, que ia de 77,43 milhões a 79,5 milhões de acres.

quarta-feira, 31 de março de 2010

FECHAMENTO OFICIAL CBOT

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SOJA MERGULHOU FUNDO NA CBOT.

Os preços futuros da soja despencaram nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago em meio a uma série de influências negativas. Os contratos com vencimento em maio, caíam 33 cents ou 3,4% cotado a US$ 9,41/bushel. Os mercados estão uma fase de correção e recuaram depois da divulgação do relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), nesta manhã. Os dados sinalizaram uma situação de oferta ampla e confortável. Os participantes do mercado equilibraram posições no fim do mês e do trimestre. Além disso, a notícia de que a greve de estivadores nos portos da Argentina pode acabar hoje é negativa para os preços nos Estados Unidos.
A possibilidade de o plantio de soja no país ser maior do que o USDA estimou nesta quarta-feira produz sentimento baixista, que é alimentado pela expectativa de safra recorde na América do Sul.

CBOT MANTÉM FORTE BAIXA COMPLEXO SOJA/MILHO APÓS RELATÓRIO USDA.

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RELATÓRIO USDA DE INTENÇÃO DE PLANTIO SOJA E MILHO.

Os Estados Unidos devem cultivar uma área de 78,098 milhões de acres (31,6 milhões de hectares) de soja em 2010/11, menos de 1% acima dos 77,5 milhões de acres (31,36 milhões de hectares) semeados em 2009. Contudo, o dado ficou ligeiramente abaixo da estimativa média de analistas de 78,55 milhões de acres (31,8 milhões de hectares). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em um relatório sobre as intenções de plantio neste ano. Se concretizada, a área será a maior já registrada. Aumentos de 100 mil acres ou mais são esperados em Illinois, Iowa, Kansas, Nebraska e Dakotas do Norte e do Sul. Por outro lado, Georgia e Carolina do Norte devem registrar o maior declínio no plantio, cultivando 150 mil acres a menos do que em 2009.
Se as intenções se concretizarem, Kansas, Dakota do Norte e Pensilvânia terão a maior área já registrada.
O USDA informou, ainda, que os Estados Unidos armazenavam 34,56 milhões de toneladas de soja em 1º de março. O número não apenas superou a projeção média do mercado, de 32,849 milhões de toneladas, como ficou no topo das expectativas, que iam de 31,6 a 34,56 a milhões tons.
MILHO
Os Estados Unidos devem cultivar uma área de 88,798 milhões de acres de (35,9 milhões de hectares) de milho em 2010/11, ante 86,482 milhões de acres (35 milhões de hectares) semeados no ano passado. Embora superior na comparação com 2009, o dado ficou abaixo da estimativa média de analistas.
Os estoques somavam 195,326 milhões de toneladas em 1º de março, ante uma projeção média de 190,627 milhões de tons.

DEMANDA E FRETE DEVEM SUSTENTAR PREÇO DE FERTILIZANTE

O aumento da demanda e dos custos do frete marítimo devem puxar os preços de fertilizantes neste ano segundo estudo elaborado pelo Rabobank, banco holandês especializado em operações voltadas para o agribusiness. A avaliação é de que, ainda que os preços não retornem aos níveis recordes de 2008, as cotações devem ficar acima dos patamares registrados no ano passado. O banco, contudo, alerta que os produtores ainda estão cautelosos, depois da disparada dos preços de 2008. "Por isso, qualquer movimento de alta aguda poderá levar à retração da demanda", diz o estudo. A crise financeira, iniciada em setembro daquele ano, derrubou a demanda internacional e também deixou o setor com alto nível de estoques. Agora, diz o estudo, as indústrias de fertilizantes procuram manter um nível mais ajustado entre a matéria-prima e a expectativa de venda, para evitar o cenário de excesso de oferta observado na passagem para 2009.
O Rabobank projeta aumento de 5% na demanda interna por fertilizantes em 2010, em relação aos 22,4 milhões de toneladas consumidos no ano passado. A partir da estimativa de estoques de 3 milhões de toneladas, a expectativa do banco é de que as importações neste ano totalizem 15 milhões de toneladas, ante os 10,977 milhões de toneladas de 2009. Mas ressalta que o reaquecimento da economia mundial, além de estimular a demanda por commodities, também puxa o custo com frete marítimo. Como o Brasil importa cerca de 70% de sua demanda total de fertilizantes, este custo tem um peso importante sobre a composição de preços do insumo.
O estudo aponta também que o Brasil deve manter a sazonalidade típica do setor, com vendas concentradas entre o final do primeiro semestre até outubro. A conclusão do estudo é de que o consumo sazonal e o aumento das importações devem favorecer a retomada dos preços em real dos três nutrientes: nitrogênio, fósforo e potássio.

terça-feira, 30 de março de 2010

RALLY DA SAFRA: BRASIL COLHERÁ 68 MILHÕES TONELADAS DE SOJA.

O Brasil vai colher 68,014 milhões de toneladas de soja na safra 2009/10, crescimento de 23% sobre as 56,934 milhões de toneladas colhidas na safra passada, um volume recorde. A previsão foi divulgada há pouco pela consultoria Agroconsult e se baseou nos dados coletados durante a sétima edição do Rally da Safra, que percorreu 50 mil quilômetros em 12 Estados produtores entre janeiro e março. De acordo com o sócio-diretor da Agroconsult, André Pessôa, o volume é satisfatório, embora tenha ficado aquém do esperado em algumas regiões. "O resultado foi bom mas, de modo geral, o produtor sempre tinha alguma reclamação, seja pelo excesso de chuva seja pela falta dela, ora pela ferrugem, ora pelo preço", disse.
A produtividade final estimada é de 48,8 sacas de 60 quilos por hectare, em média, ante 43,6 sacas hectare no ano passado. Maior produtor de soja do País, Mato Grosso vai colher 19,12 milhões de toneladas ante 17,78 milhões de toneladas no ano passado. A produtividade no Estado cresceu de 51,7 para 52 sacas por hectare. No Paraná, segundo maior produtor, a expectativa é de uma colheita recorde de 14,14 milhões de toneladas ante 9,45 milhões de toneladas em 2008/09. A produtividade no Estado deve atingir a marca inédita de 52,5 sacas por hectare ante apenas 39 sacas no ano passado. O Rio Grande do Sul aparece em terceiro na lista, com 9,91 milhões de toneladas, 2 milhões de toneladas a mais que no ano anterior. Os gaúchos também devem observar um salto na produtividade, de 35 para 42 sacas por hectare. "Embora pareça um número baixo, trata-se de um rendimento elevado para a região", disse Pessôa. A produtividade média recorde no Rio Grande do Sul é de 45 sacas por hectare.
No Brasil, a participação das lavouras com rendimento superior a 60 sacas por hectare deve crescer de 13,7% em 2008/09 para 23,5% em 2009/10. Neste ano, percebeu-se uma maior participação de lavouras com rendimento médio entre 80 e 85 sacas por hectare. Nas edições anterior do Rally essa participação sequer era registrada. Neste ano, ela deve representar 1% do total.
Milho.

A Agroconsult também estimou que o Brasil deve colher 33,93 milhões de toneladas de milho na safra verão 2009/10 ante 33,65 milhões de t no ano passado. O crescimento deve se confirmar apesar da redução da área plantada, de 9,27 milhões de hectares em 2008/09 para 8,03 milhões de hectares nesta safra. O resultado positivo deve-se ao bom rendimento das lavouras com clima favorável. Neste ano a produtividade média brasileira deve ser de 70 sacas de milho por hectare ante 61 sacas/ha na safra passada. No Paraná, maior produtor do País, o rendimento saltou de 86 para 127 sacas por hectare. Para a safrinha de milho, em fase final de plantio, a Agroconsult projeta uma produção de 21 milhões de toneladas.
Transgênicos - O Rally da Safra apurou que a participação das lavouras transgênicas de soja cresceu de 64% para 72% neste ano. Já o milho apresenta um crescimento extraordinário, de 1,5% na safra passada para 45% na atual.

ÚLTIMOS MINUTOS GARANTE ALTA PARA SOJA.

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PARANÁ COLHEU 81% DA SOJA E 65% DO MILHO.

A colheita da safra verão está evoluindo no Paraná. Levantamento do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgado há pouco, mostra que a soja foi retirada de 81% da área plantada enquanto a colheita do milho atinge 65% do total. As condições de desenvolvimento são boas para 86% da soja ainda na lavoura e 92% do milho. O Deral, que é vinculado à Secretaria de Agricultura do Estado, informa também que o plantio da segunda safra de milho (safrinha) também se encontra em fase final, com 98% da área já semeada. Ainda segundo o levantamento, os produtores paranaenses já comercializaram 30% do milho verão e 21% da soja.

SOJA: EMBARQUES CRESCEM 20% E NAVIOS ESPERAM.

Os embarques de soja da safra 2009/10 devem superar a marca de 9 milhões de toneladas até 15 de abril na avaliação de uma agência marítima especializada no transporte de granéis. Trata-se de um crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o volume embarcado ficou próximo de 7,5 milhões de toneladas. A China é responsável por quase 90% dos carregamentos, ou 8 milhões de toneladas. Em toda a temporada passada, os chineses importaram cerca de 13 milhões de toneladas de soja do Brasil. "Se mantiverem essa voracidade, os embarques para a China fecharão a safra na casa dos 16 milhões de toneladas", projetou uma fonte do setor. Do total, cerca de 5 milhões de toneladas já foram carregadas até a última quinta-feira (25) e 4 milhões estão na programação dos navios. A fila das embarcações chega a 24 dias no porto de Santos (SP), 17 dias em Paranaguá (PR) e 14 dias em Tubarão (ES). "O movimento nos portos está muito intenso", afirmou a fonte. "A safra é muito grande, e precisa ser escoada. Só o Paraná tem 4 milhões de toneladas a mais do que no ano passado." Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 67,56 milhões de toneladas de soja este ano, um recorde. Trata-se de um incremento de 18,2% em relação ao volume produzido no ano passado. Apesar disso, a Conab projeta um recuo de 7,5% nas exportações, para 26,4 milhões de toneladas.
A fonte lembrou que, este ano, o Brasil começou a exportar mais cedo por causa da colheita precoce. "Em fevereiro, o porto de Santos exportou quase 1,1 milhão de toneladas de soja. Isso é praticamente o dobro do que foi registrado no ano passado", afirmou. A antecipação dos trabalhos trouxe problemas, contudo. Segundo o agente, o excesso de chuvas nas últimas semanas prejudicou o ritmo dos embarques. "Em março, choveu o dobro do que é normal para esta época do ano. Nenhum dos portos brasileiros consegue carregar
navios nessas condições", observa.
Por outro lado, ele pondera que a situação ainda não se aproxima de um caos logístico. "O Brasil possui sérias deficiências em toda a cadeia logística, e não tivemos mudanças significativas nessa área nos últimos anos. O País precisa adotar algumas medidas urgentes para melhorar sua competitividade, mas ainda não vivemos uma situação de caos", assegura o agente.

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