segunda-feira, 14 de setembro de 2009

CÂMBIO.

DÓLAR A VISTA 1,8100 -0,93%
OUTUBRO 1,8150 -1,14%
NOVEMBRO 1,8260 -0,92%

FECHAMENTO SOJA - CBOT 14/9/09

NOVEMBRO 9,09 00 +6,00
JANEIRO 9,13 75 +3,75
MARÇO 9,18 25 + 2,75
MAIO 9,18 00 +1,50
JULHO 9,20 25 -0,50

SOJA-CHINA DEVE DEIXAR GRÃO FORA DE DISPUTAS.

A disputa entre Estados Unidos e China não deve ter impacto imediato sobre o comércio de soja entre ambos, afirmaram analistas. Alguns deles, contudo, veem a situação com cautela. A China abriu investigação sobre as importações de carne de frango e produtos automotivos dos Estados Unidos, apenas dois dias após o governo norte-americano impor tarifa de até 35% sobre a importação de pneus chineses. A notícia preocupou exportadores de soja e outros produtos. "Guerras comerciais começam com pequenas coisas como essa", afirmou Jim Gerlach, presidente da AC Trading. "Esse é o medo maior: que essa disputa resulte em algo mais abrangente." O analista acredita, contudo, que a administração Obama não deixará o caso ganhar força porque está "totalmente consciente do que uma guerra comercial poderia fazer para a já fraca recuperação da economia global". A disputa pode se restringir ao campo das palavras, a não ser que seja seguida pela política "dente por dente, olho por olho", comentou. A China tem elevado suas importações de soja dos EUA depois que uma estiagem reduziu a produção na Argentina. Suas compras, e os escassos estoques dos EUA, ajudaram a puxar as cotações da soja na bolsa de Chicago para níveis muito altos. Dada essa dependência, será difícil o país escolher a oleaginosa como objeto de retaliação, ainda que seja o maior comprador mundial do produto, disse um trader da CBOT. Na safra 2008/09, a China importou 19 milhões de tons de soja norte-americana, ante 13,7 milhões de t na safra anterior, de acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Alguns analistas, contudo, consideram a disputa negativa para os mercados agrícolas. Na CBOT, as cotações da soja, milho e trigo abriram em baixa hoje pressionadas pela disputa entre os dois países e pela expectativa de uma grande safra de grãos nos EUA. "O mercado de grãos não gosta de qualquer tipo de problema com a China", comentou Sterling Smith, analista da Country Hedging. Ele admite, contudo, que uma eventual guerra comercial não afetará mercado de forma imediata. Dennis Gartman, publisher da Gartman Letter, acredita que o embate é negativo e que a demanda por soja será prejudicada se EUA e China entrarem em algum tipo de batalha comercial. "Diante da investigação aberta a respeito das importações de frango e de autopeças dos EUA, imaginar que as vendas de grãos não serão afetadas é ingênuo e irracional", disse. "Elas poderão ser afetadas e com a grande safra a ser colhida, isso não é um fator positivo".

OPINIÃO-ASSISTA VÍDEO DE ENTREVISTA.

ASSISTA ENTREVISTA DE MÁRIO MARIANO (VÍDEO ATUALIZADO), OPINIÃO E TENDÊNCIAS SOBRE TAXAÇÃO AMERICANA AOS PRODUTOS CHINESES E POSSÍVEIS RETALIAÇÕES AOS PRODUTOS DOS EUA.

DOLAR CAI 0,54%

DOLAR A VISTA 1,8172 -0,54%
OUTUBRO 1,8205 -0,84%
NOVEMBRO 1,8310 -0,65%

SOJA/PROCESSAMENTO AMERICANO RECUA.

As industrias americanas de soja esmagaram 6,9% menos no último mês de agosto, totalizando 3.065 milhões de tons ante 3.290 milhões de tons em julho/09. Segundo relatório da associação dos esmagadores dos EUA-NOPA- divulgado nesta segunda feira, o resultado também é inferior ao mesmo periodo de 2008, quando foram processados 3,311 milhões de toneladas.

FECHAMENTO PREGÃO NOTURNO DE SOJA.

NOVEMBRO 8,95 00 - 8,00
JANEIRO 9,00 00 -10,00
MARÇO 9,07 75 - 7,75
MAIO 9,12 00 -4,50
JULHO 9,14,50 - 6,25

DÓLAR ABRE EM ALTA.

DOLAR A VISTA 1,8320 +0,27%
OUTUBRO 1,8365 +0,03%

GUERRA COMERCIAL ENTRE EUA E CHINA TRAZ TENSÃO.

A possibilidade de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China preocupa os investidores internacionais nesta segunda-feira. Os temores sobre um alastramento do protecionismo, em uma economia global ainda em recuperação, interrompem a procura pelo risco verificada nos últimos dias e faz o dólar retomar as forças, derrubando as commodities e as bolsas. O governo chinês já reagiu com irritação à decisão dos EUA de elevar as taxas de importação dos pneus produzidos na China para até 35%, por três anos, dos atuais 4%. Pequim anunciou que vai abrir uma investigação sobre as compras de carros e frango norte-americanos."Uma guerra comercial não ajuda a economia global e acreditamos que esta notícia é suficiente para golpear um mercado posicionado para a recuperação", anota Tom Levinson, estrategista de câmbio do ING. "As informações deixaram os investidores muito nervosos devido à fragilidade da retomada e à possibilidade de que essa disputa possa levar a uma espiral fora de controle", avalia Boris Schlossberg, da corretora GFT.
O reflexo nas commodities também é imediato. O petróleo perdia 1,08%, para US$ 68,54, no pregão eletrônico da Nymex, enquanto metais como o ouro (-0,81%) e o cobre (-1,67%) mostravam desvalorizações acentuadas. As bolsas de Londres (-0,64%), Paris (-0,90%) e Frankfurt (-0,78%) operavam em queda.

SOJA/CHINA CAI APÓS DECISÃO PROTECIONISTA EUA.

Os contratos futuros de soja fecharam com queda na bolsa chinesa Dalian Commodity Exchange, a exemplo de outros mercados de commodities. Todos foram pressionados pela decisão dos Estados Unidos, na sexta-feira à noite, de impor tarifas punitivas sobre as importações de pneus da China. A administração Obama decidiu taxar o produto chinês em 35% no primeiro ano de imposição da tarifa, a partir de 26 de setembro. A alíquota cairá a 30% no segundo ano e a 25% no terceiro. A decisão veio após a Comissão de Comércio Internacional dos EUA concluir que o aumento das importações de pneus da China prejudicou o mercado norte-americano. O governo chinês respondeu rapidamente ao anúncio dizendo que "se opõe fortemente" ao que chamou de "um ato grave de protecionismo comercial", segundo comunicado do Ministério do Comércio."A queda das cotações hoje está definitivamente relacionada à decisão envolvendo as tarifas sobre os pneus", afirmou Gao Yanrong, gerente da Dalu Futures. "Todas as commodities caíram hoje por causa disso. Há uma grande preocupação quanto à possibilidade de uma guerra comercial causada por medidas protecionistas", considerou.

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