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Previsões de geada no Meio-Oeste americano deram início a uma forte elevação nos preços futuros do milho na Bolsa de Chicago. O contrato mais negociado, com vencimento em dezembro, operou no limite de alta de 30 cents ou 9,44%, cotado a US$ 3,4775/bushel. De acordo com mapas do tempo, as geadas poderão ocorrer na próxima semana e seriam um problema para a safra, que apresenta desenvolvimento atrasado. Essa informação funcionou como catalisador do mercado, segundo traders. Mas o analista Chad Henderson, da corretora Prime Ag Consultants, disse que o centro desta forte valorização tem embasamento técnico. Os preços teriam começado a subir por causa das previsões de geada, mas, segundo Henderson, só houve elevação repentina quando "rompemos as médias móveis em 40 dias". "Há grandes especuladores vendidos no mercado, superamos um determinado nível técnico e aí fomos longe", resumiu. Confira fechamento oficial abaixo:
dezembro 3,46 50 + 28,75
março 3,59 75 + 28,50
maio 3,60 00 + 28,50
A China espera importar 1,8 milhões de tons de soja em outubro, o menor volume desde fevereiro de 2007 e muito abaixo dos 2,8 milhões de tons projetados para setembro, de acordo com estimativas divulgadas pelo Centro de Informação Nacional de Grãos e Óleos da China. Os amplos estoques internos gerados por importações anteriores estão fornecendo uma segurança para os processadores e o aumento dos preços estrangeiros também torna as importações menos atrativas. As importações devem voltar a aumentar após outubro e devem chegar a 3,5 milhões de tons em novembro, segundo o órgão. Em um relatório anterior, neste mês, a entidade estimou que as importações no ano deveriam atingir de 41,68 milhões a 41,88 milhões de tons, alta de 11% a 12% em relação ao ano anterior. A China importou 3,1 milhões de tons de soja em agosto, o menor volume em seis meses, após importações recordes no início deste ano. Enquanto isso, o governo estocava o produto e mantinha os preços domésticos acima das cotações internacionais. Entretanto, os preços da soja dos Estados Unidos têm aumentado, levando os processadores chineses a reduzir importações.
Os mercados de grãos da bolsa Chicago iniciarram o dia em alta nesta terça-feira, sustentados pela ameaça de ocorrência de geadas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. Empresas privadas de meteorologia preveem geadas a partir do final da próxima semana nas regiões noroeste e norte do Meio-Oeste dos EUA. A safra de soja pode registrar perda de produtividade se for atingida por geadas antes de outubro. Isso porque os níveis de maturidade das lavouras estão na metade dos que deveriam nesta época do ano. O USDA informou ontem que as folhas das plantas de soja estavam caindo em apenas 17% das lavouras, ante 20% na mesma época do ano passado e ante 36% da média das cinco safras anteriores. No Illinois, um dos estados que mais produzem soja no país, a queda de folhas atingia apenas 3% das lavouras, contra média de 33%. O desenvolvimento das lavouras de milho também está atrasado e a safra pode ser prejudicada por uma eventual geada. A maioria dos analistas espera que a safra tenha uma produtividade recorde, acima de 160 bushels por acre; alguns até apostam em volume maior que o previsto pelo USDA, de 161,9 bushels por acre. Mas há exceções. Shawn Hackett, presidente da Hackett Financial Advisors, afirmou em um relatório que o atraso na maturação das lavouras pode até ser bom, mas não produzirá números recordes. O USDA informou ontem que 69% das lavouras estão em boas ou excelentes condições. Cerca de 66% da safra formou os dentes, ante 76% no ano passado. No mercado financeiro, os sinais são positivos com alta nos índices de ações dos EUA e dólar em queda. Analistas estimam as resistências do contrato novembro em US$ 9,20 e US$ 9,25/bushel e os suportes em US$ 9,00 e US$ 8,92/bushel. O contrato dezembro do milho tem resistências em US$ 3,2025/bushel e US$ 3,25/bushel e suportes em US$ 3,1550 e US$ 3,0850/bushel.
As safras de grãos dos Estados Unidos permanecem em boas condições, mas com ritmo de desenvolvimento atrasado, informou o Departamento de Agricultura (USDA) em seu relatório semanal de safra. O USDA informou que o milho e a soja ainda apresentam desenvolvimento tardio, o que, segundo analistas, os deixa vulneráveis a eventuais geadas.
Milho : Em seu relatório, o USDA informou que 69% das lavouras estão em condições de boas a excelentes, mesma proporção da semana anterior. Participantes do mercado e analistas estavam esperando que a qualidade se mantivesse igual ou caísse, no máximo, dois pontos porcentuais. A maioria dos Estados americanos teve somente pequenas mudanças nas condições das lavouras. Uma exceção foi Wisconsin, onde a avaliação de boa a excelente caiu de 68% para 64%. Enquanto isso, na Carolina do Norte a taxa passou de 51% para 58%. O analista Joe Victor, vice-presidente da corretora Allendale, disse que o fato de as lavouras estarem saudáveis poderia ajudá-las a superar eventuais geadas. Mas o lento ritmo de desenvolvimento, segundo Victor, é um problema, especialmente para o milho. O USDA afirmou que, até ontem, 66% das lavouras estavam formando dentes, mais do que os 50% da semana anterior. No entanto, a porcentagem está abaixo dos 76% registrados no ano passado e dos 86% da média em cinco anos. "Quando há um grande produtor como o Estado de Illinois com 56%, enquanto a média deveria ser 92%, temos de cruzar os dedos para que as geadas aconteçam mais tarde", disse Victor. Ele observou que a Dakota do Norte só tem 23% de lavouras com formação de dentes, ante média de 70%. Ele avisou que os produtores devem esperar que uma geada aconteça cerca de duas semanas mais tarde do que o normal, e que "não seria muito difícil perder rapidamente cerca de 300 milhões de bushels". Outros analistas, lembrando que a safra deverá ser muito grande, consideram que o mercado pode ser atingido por uma primeira geada, sem impactos para a oferta.
Soja: O USDA informou que 68% das lavouras de soja estão em condições de boas a excelentes, mesma porcentagem da semana passada. Os participantes do mercado esperavam que a taxa se mantivesse estável ou registrasse leve queda. Na maioria dos Estados, houve poucas mudanças. Na Dakota do Sul, a proporção de lavouras de boas a excelentes subiu três pontos porcentuais, para 74%. Em Kentucky, a avaliação caiu sete pontos porcentuais, para 74%. Assim como no milho, o desenvolvimento das lavouras de soja está atrasado. Até ontem, somente 17% da safra apresentava queda de folhas, mais do que os 7% da semana anterior. No entanto, a porcentagem é menor do que os 20% vistos no ano passado e também está abaixo da média em cinco anos, de 36%. Em Illinois, somente 3% das lavouras apresentam queda de folhas, ante média de 33%. Em Indiana, a avaliação ficou em 15%, contra 45% de média. No entanto, o analista Joe Victor disse que não se preocupa com a safra de soja. "A essas alturas ela já não é tão sensível. Estão tendo uma boa queda de folhas", opinou. Os participantes do mercado estão acompanhando de perto as previsões do tempo. Enquanto o clima quente desta semana é tido como favorável, existe a possibilidade de haver temperaturas mais baixas daqui a duas semanas.