sexta-feira, 27 de novembro de 2009

SOJA/RIO GRANDE SUL: ATRASO NO PLANTIO PREJUDICA COMERCIALIZAÇÃO.

O Rio Grande do Sul comercializou apenas 10% da nova safra de soja, ante 30% em igual período do ano passado. A projeção é do diretor da corretora gaúcha Brasoja, Antonio Sartori. Segundo ele, a lentidão deve-se principalmente ao atraso no plantio. "Os produtores não querem negociar algo que nem plantaram ainda", afirma. Segundo ele, os sojicultores do Estado plantaram cerca de 30% da área estimada entre 3,899 milhões e 3,975 milhões de hectares-área divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em igual período da safra passada, cerca de 60% da soja havia sido semeada, estima Sartori.
Em seu último levantamento, a Emater/RS informou que os produtores plantaram 39% da safra até ontem, um avanço de apenas um ponto porcentual em relação à semana passada. A área cultivada também é inferior à observada em igual período do ano passado (52%) e na média para esta época do ano (61%).
Segundo a Emater, os trabalhos foram interrompidos pelo excesso de chuvas. As enxurradas provocaram perdas de sementes e fertilizantes em muitas lavouras, embora as "primeiras áreas semeadas apresentem boa germinação e desenvolvimento inicial satisfatório".

SOJA: PLANTIO EM MATO GROSSO ATINGE 96,9%

O plantio da soja em Mato Grosso chega nesta semana à reta final, com 5,761 milhões de hectares semeados, que correspondem a 96,9% da área de 5,942 milhões de hectares projetada para a safra 2009/10. Os dados foram divulgados hoje pelo Instituto Mato Grossense de Economia Agrícola (Imea). A instituição elevou sua estimativa de área plantada em 3.600 hectares (0,06%) em relação aos dados divulgados na semana passada.
Os números do Imea estão próximos aos projetados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima a área de soja em Mato Grosso entre 5,916 milhões e 6,003 milhões de hectares, com média de 5,959 milhões de hectares.
Nas regiões norte e noroeste o plantio terminou e está praticamente concluído no médio norte, a maior produtora de Mato Grosso. No médio norte foram semeados até esta semana 2,409 milhões de hectares, que correspondem a 99,95% da área projetada pelo Imea, que é de 2,410 milhões de hectares. Na segunda maior região produtora, o sudeste, o plantio atingiu 99,1% da para estimada em 1,419 milhão de hectares. Confira na tabela abaixo :

Noroeste     98,4% X 100% há um ano
Norte           100% X 100%
Nordeste      67,60% X 70,15%     
Médio-Norte 99,50% X 99,95% 
Oeste            100% X 99,06%     
Centro-Sul     99,90% X 98,66% 
Sudeste         97,30% X 99,14%     
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Mato Grosso   96,50% X 96,90% 
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Chamada de abertura para soja e milho em baixa na CBOT.

A soja deverá abrir em baixa próximo de 15 pontos, para milho, espera-se baixa de 8cts.
As ações europeias recuperaram algum terreno perdido ontem, à medida em que os bancos divulgam suas exposições ao Dubai World. Bancos e mineradoras reverteram as quedas da abertura. O euro também reduziu as perdas no início da sessão em Nova York depois que os bancos europeus indicaram que sua exposição à dívida do Dubai World não é tão grande quanto se temia inicialmente.
As exportações de soja e milho divulgados através do relatório semanal do departamento de agricultura americano nesta manhã, certamente servirá de suporte aos baixos preços do pregão noturno, reproduzindo a ótima e firme demanda internacional, especialmente para milho- venderam um saldo de 1.223.600 toneladas. Outro fator positivo que contribuirá catalisando compras, é o atraso da colheita de milho devido excesso de úmidade-chuvas para segunda feira- e previsão de uma potente frente fria polar ártico para fim da próxima semana.

SOJA: EUA VENDERAM 1,14 MILHÕES DE TONELADAS

Os Estados Unidos venderam um saldo de 1.135.300 toneladas de soja da safra 2009/10 na semana encerrada em 19 de novembro, volume 16% menor que o da semana passada, mas 23% superior em relação à média das últimas quatro semanas. Os dados são do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os principais compradores foram China (859.800 t), Turquia (109 mil t), Alemanha (75.200 t), França (62 mil t), Egito (60 mil t) e Países Baixos (56.400 t).
As exportações no período atingiram 2.434.500 toneladas - maior patamar do ano comercial -, 41% acima do volume da semana anterior e 53% maior que a média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram China (1.835.500 t), Alemanha (75.200 t), Tailândia (71.300 t), Japão (70.800 t), França (62 mil t) e Coreia do Sul (60.900 t).

MILHO
Os Estados Unidos venderam um saldo de 1.223.600 toneladas de milho da safra 2009/10, maior volume já registrado no ano comercial. Os dados são do relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Os principais compradores foram México (664.400 t), Japão (286.400 t), Coreia do Sul (119 mil t), Canadá (32.200 t), Equador (30 mil t), República Dominicana (18.300 t) e Taiwan (17.300 t).
Os embarques no período somaram 627.900 toneladas, 8% abaixo do volume da semana anterior e 11% menor que a média das últimas quatro semanas. Os principais destinos foram Japão (248.300 t), México (122.100 t), Taiwan (71.600 t), Coreia do Sul (57.100 t), Canadá (35.100 t), República Dominicana (23.100 t) e Guatemala (18.100 t).

RIO GRANDE DO SUL-ENCHENTES JÁ DEIXAM 60 CIDADES EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA.

O Rio Grande do Sul tem mais oito municípios em situação de emergência por causa das fortes chuvas. O estado já soma 60 cidades nesta condição, segundo a Defesa Civil do Estado. Os novos municípios atingidos são Três Passos, Porto Mauá, Imbé, Capivari do Sul, Viamão, Pinhal Grande, Caibaté e Dom Feliciano.
Em 25/11 foram enviados mantimentos de ajuda humanitária para as regiões mais atingidas. Foram distribuídos 3.840 cestas básicas, 6 50 pacotes de limpeza, 35 lonas e 1870 pacote com colchão, cobertor, lençóis e travesseiros. Os desabrigados já totalizam 4.904 pessoas, 15.410 desalojados, 15.838 residências danificadas e 292 residências destruídas.
As condições meteorológicas para hoje na região oeste do estado, segundo previsão do Instituto Nacional Meteorologia (Inmet), são as mesmas de ontem que teve pancadas fortes de chuvas, acompanhas de trovoadas e rajadas de vento em áreas isoladas. A Defesa Civil informou que algumas rodovias do estado estão interditadas desde terça-feira (24), por conta de rupturas de bueiros, aterros e pontes e que não há sem prazo para serem liberadas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

SAFRA 2009/10: PARANÁ REDUZ ÁREA DE MILHO EM FAVOR DA SOJA.

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná, voltou a revisar para cima a estimativa para a área cultivada com soja no Estado na safra 2009/10. Em levantamento mensal o Deral estimou a área em 4,385 milhões de hectares ante os 4,348 milhões de hectares previstos no final de outubro. A produção da oleaginosa no Estado deve somar 13,396 milhões de toneladas, superior as 13,294 milhões de toneladas apontadas no mês anterior.
Para o milho, o Deral reduziu a estimativa de área na safra de verão de 962,6 mil hectares para 923,4 mil hectares. Apesar do plantio menor, a produção deve ficar ligeiramente inferior em 6,521 milhões de toneladas, queda de 1% ante os 6,579 milhões de toneladas da safra de verão 2008/09. Tal desempenho deve refletir o aumento do nível de produtividade do Estado, que deve atingir 7.063 quilos por hectare na safra atual, em relação aos 5.328 quilos por hectare apurados no ciclo anterior. No mês passado, o departamento havia projetado a safra de verão em 6,784 milhões de toneladas. Até o dia 23 de novembro, os produtores do Estado já haviam implantado 97% da área prevista na primeira safra em 2009/10.
O Deral também ajustou o número para a safra de trigo. A produção foi projetada em 2,535 milhões de toneladas, abaixo das 2,63 milhões de toneladas estimadas em outubro. Inicialmente, o Estado previa uma safra de quase 3,5 milhões de toneladas, mas vem registrando perdas em função do clima desfavorável, com chuvas acima da média. O Paraná cultivou 1,3 milhão de hectares no ciclo atual e já colheu 97% desta área.

EUROPA: BOLSAS FECHAM EM BAIXA COM DÍVIDA DE DUBAI.

Os índices do mercado de ações europeu fecharam em queda acentuada, pressionados pelo declínio nos papéis do setor financeiro, que recuaram em meio a receios de que os bancos da região estariam expostos à dívida de Dubai.

As ações de bancos registraram o desempenho mais fraco da sessão, em meio a dúvidas sobre qual seria a exposição das instituições financeiras às dívidas de Dubai. Os papéis do HSBC Holdings caíram 4,8%, os do Deutsche Bank perderam 6,4%, os do ING Group recuaram 7,3% e os do BNP Paribas fecharam em baixa de 5,1%.
Analistas do Credit Suisse acreditam que os bancos europeus possuem, em termos gerais, até US$ 40 bilhões em dívidas de Dubai. As empresas que possuem grande participação acionária de investidores de Dubai também recuaram, em meio a receios de que esses investidores precisariam vender os papéis (será que commodities agrícolas vão no rastro?), para levantar dinheiro. As ações do Marfin Investment Group, cujo maior acionista é o Dubai Financial Group, fecharam em queda de 9,5% em Atenas.

O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 fechou em queda de 3,3%, a 239,85 pontos - o menor nível desde o início de novembro. Em Londres, o índice FT-100 caiu 170,68 pontos (3,18%) e fechou a 5.194,13 pontos, mas a bolsa local teve as negociações suspensas por mais de três horas devido a problemas técnicos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 129,93 pontos (3,41%) e fechou a 3.679,23 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 perdeu 188,85 pontos (3,25%) e fechou a 5.614,17 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 caiu 308,30 pontos (2,58%) e fechou a 11.657,50 pontos.

As ações caíram na Europa após o conglomerado Dubai World anunciar que vai paralisar por seis meses o pagamento de sua dívida. A notícia gerou receios sobre um potencial default da dívida soberana do emirado de Dubai, que controla a companhia.
De acordo com David Page, economista da Investec Securities, uma moratória "aumentaria o nervosismo do mercado e a incerteza quanto à problemas financeiros mundiais".Ele ressaltou, no entanto, que a queda das ações na sessão de hoje precisa ser avaliada dentro do contexto dos ganhos acentuados nas bolsas ao longo do ano. "A queda parece grande em termos diários, mas os mercados percorreram um longo caminho em um período curto".

DÓLAR FIRME COM GANHOS DE 1,3%.

Dólar segue firme no sentido da alta, com ganhos no momento de 1,3% cotado a 1,7475. Minha percepção quanto á relação de tendência de preços -soja versus dólar- indica uma forte queda de preços do grão amanhã na reabertura dos negocios na bolsa de Chicago após feriado do dia de ação de graças. Conceito este embasado na repercussão mundial sobre pedido do não pagamento de dividas do conglomerado Dubay World, uma das maiores empresas dos Emirados Árabes, atuando nas áreas imobiliaria e portos. Consequencias nos mercados de ações foi a corrida de vendedores, derrubando indices de ações –queda média de 1,5% nas bolsas da europa- petróleo 76,55 barril –1,84%, e fortalecimento do dólar diante de uma cesta de moedas. Confira abaixo, cotação do dólar a vista e futuro.
Dólar a vista 1,74750  +1,30%
Dezembro 1,74650  +1,39%
Janeiro    1,7570 +1,38%
Fevereiro  1,7660  +1,17%

SOJA: COMERCIALIZAÇÃO ATINGE 40,3% DA PRODUÇÃO EM MT.

A comercialização da soja avançou 11% em Mato Grosso no mês de novembro e atingiu 40,3% da produção esperada, segundo projeção divulgada hoje pelo Instituto Mato Grossense de Economia Agrícola (IMEA). As vendas totalizam 7,2 milhões de toneladas, de uma safra estimada em 17,846 milhões de tons, de acordo com a última projeção da entidade, divulgada em outubro. A comercialização deste ano está em ritmo mais acelerado que o da safra passada, pois nesta mesma época do ano 27,9% havia sido vendido antecipadamente.
Segundo o Imea, a comercialização está mais avançada no médio-norte do Estado, a principal região produtora, onde já foram vendidas 45,3% da produção prevista. Na mesma época do ano passado 34,7% da safra 2008/09 havia sido comercializada na região, segundo o instituto. Na região sudeste, a segunda maior produtora, as vendas atingiram 33,4% da produção esperada. Em novembro do ano passado apenas 18% da soja estava comercializada na região. O maior aumento em relação à safra passada ocorreu na região nordeste de Mato Grosso. As vendas até novembro deste ano somam 37,9% da produção esperada, ante 16,5% em novembro do ano passado. Confira tabela abaixo :

Noroeste     31,10% X 18,30% há um ano
Norte           41,50% X 29,30%
Nordeste      37,90% X 16,50%     
Médio-Norte 45,30% X 34,70% 
Oeste            40,80% X 34,50%     
Centro-Sul     41,90% X 24,10% 
Sudeste         33,40% X 18,00%     
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Mato Grosso   40,30% X 27,90% 
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SOJA/CHINA: PLANO DE COMPRA DA SAFRA LOCAL .

O novo plano de compra de soja da China pode tornar a safra local mais atraente que as importações por enquanto, já que o governo fornecerá subsídios às processadoras, disseram analistas nesta quinta-feira.O país começará a adquirir soja e milho das principais regiões produtoras do nordeste a partir de 1º de dezembro, segundo um comunicado divulgado nesta quinta-feira em um site ligado ao governo.O governo chinês comprará oleaginosa de padrão de qualidade tipo 3 por 3.740 yuans a tonelada e milho de mesma classificação por 1.480 a 1.520 yuans a tonelada em diferentes áreas, informou o comunicado publicado no China Oils Network, administrado pela Corporação de Reservas de Grãos da China.Além disso, o governo fornecerá subsídios de 160 yuans e 70 yuans por tonelada para as compras de soja e milho, respectivamente, se os preços de aquisição forem maiores que os de mercado, acrescentou.Os incentivos serão concedidos à Corporação das Reservas de Grãos da China, que compra safras agrícolas para o governo, e a algumas processadoras do nordeste. Com um subsídio de 160 yuans por tonelada, as esmagadoras do nordeste pagarão 3.580 yuans por tonelada de soja doméstica, enquanto o produto importado gira em torno de 3.960 yuans por tonelada, com base no preço do pregão eletrônico do Chicago Board of Trade, afirmou Xu Wenjie, analista da Tianma Futures Co. As processadoras nas zonas costeiras, que normalmente utilizam grão importado mais barato, podem também gerar mais lucros se adotarem a safra local enquanto os preços globais estão maiores, explicaram analistas. O governo chinês estocou mais de 6 milhões de toneladas da oleaginosa da última safra, puxando os preços internos muito acima dos globais e prejudicando os lucros das esmagadoras no nordeste.Como resultado, muitas processadoras de soja locais suspenderam as operações de tempos em tempos, já que não podem arcar com altos custos.As aquisições de soja e milho acontecem até 30 de abril do ano que vem, e o governo vai parar de conceder subsídios se os preços subirem para um certo nível acima do valor de compra estabelecido, informou o comunicado, sem revelar detalhes.

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