quarta-feira, 17 de março de 2010

CONCLUIDA COLHEITA DE SOJA EM SORRISO.

A colheita da safra de soja está praticamente concluída em Sorriso. O município semeou 600 mil hectares e colheu cerca de 2 milhões de toneladas da oleaginosa, segundo aponta o Sindicato Rural. A produtividade alcançou a média de 56 sacas por hectare, desempenho este aproximadamente 6% inferior ao obtido no ciclo 2008/09, segundo explica o presidente Elso Pozzobon. Alguns fatores foram considerados essenciais para a baixa dos resultados no município, entre eles a chuva. "Isso foi determinante, já que as sementes não são aptas a estas situações. Quanto a doenças e pragas, o produtor tem domínio da situação", disse o dirigente sindical. Levantamento do sindicato aponta ainda que no campo agricultores registraram marcas de 3.360 quilos por hectare. Além da perda em produtividade, outro fator negativo segundo Pozzobon é o preço da saca. Ano passado, nesta época, o produtor conseguia em média R$ 36 a saca, e em 2010, caiu para R$ 23. O preço do frete também disparou a antecipação da safra em Mato Grosso, coincidindo com o início da colheita no Sul, gerando uma especulação e aumento no preço.
No Estado a colheita praticamente finalizou com poucas áreas restando ser alcançadas. A última estimativa de safra divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento - CONAB - apontou ser a soja a única cultura a verificar crescimento. O estudo confirmou crescimento na oleaginosa com 18,9 milhões de toneladas. O resultado é 5,6% maior frente a 2008/09 quando a safra somou 17,9 milhões. A área plantada foi 5,7% maior. De acordo com a estatal, o crescimento da soja deve-se à maior opção do produtor em cultivar a oleaginosa em detrimento das culturas concorrentes, sobretudo do milho, que apresentava à época do plantio, desestímulos como preços reduzidos, problemas de logística e perspectivas futuras de mercado menos atraente.

terça-feira, 16 de março de 2010

SOJA E MILHO ENCERRAM DIA EM ALTA NA CBOT

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SOJA/MILHO EM ALTA NA CBOT.

Os contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago operam em alta nesta terça-feira, em recuperação motivada pelo desempenho dos mercados externos. A ausência de novas notícias está mantendo as negociações pacatas, permitindo que as oscilações do dólar influenciem os preços. Contudo, estoques apertados diante da falta de vendas por parte de produtores e de problemas logísticos no Brasil fornecem suporte ao mercado. As cotações dos produtos derivados da oleaginosa também exibiam oscilação positiva, com o óleo de soja revertendo as perdas da véspera em meio à firmeza generalizada do petróleo.Os contratos com vencimento em maio subem 10 cents, ou 1,08%, para US$ 9,40 por bushel.
O milho também registra ganhos, impulsionado pela valorização do petróleo, por fatores técnicos e pela cobertura de posições vendidas. As perdas da moeda norte-americana e o avanço do petróleo estabeleciam um tom otimista, acrescentaram as fontes. Analistas disseram que o mercado tem suporte técnico em US$ 3,59 por bushel no contrato maio. As previsões climáticas para os Estados Unidos são mistas, mas preocupações sobre um atraso no plantio continuarão sustentando os preços do grão, esclareceu um trader. O contrato maio sube 3,25 cents, ou 0,89%, para US$ 3,6650 por bushel.

segunda-feira, 15 de março de 2010

SOJA: PARAGUAI PODE TER PRODUÇÃO RECORDE DE 7,2 MIL TONELADAS

Com a grande parte da safra de soja já colhida, o Paraguai espera mais do que dobrar a produção do ciclo anterior e ter safra recorde neste ano. A expectativa é de que o país produza, 7,2 milhões de toneladas de oleaginosa, bem mais do que as 3,4 milhões de toneladas do ano passado, quando as lavouras foram atingidas pela seca, segundo o analista Luis Cubilla, da câmara exportadora de grãos do país Capeco.O crescimento da área plantada e o clima favorável devem fazer com que a produção seja 20% maior do que o antigo recorde, estabelecido em 2008. Espera-se que o Paraguai exporte 70% de sua produção de soja em grão e processe o restante em farelo e óleo. A maior parte será enviada para Ásia e Europa, em vez da Argentina, que tradicionalmente importava a maioria da soja paraguaia para processamento e reexportação. Mas no início do ano passado, a Argentina suspendeu os benefícios fiscais para estimular o processamento de soja do Paraguai.
A colheita paraguaia deve durar mais 15 ou 20 dias, segundo Cubilla, e cerca de 75% da safra já foi colhida. As condições são, de modo geral, favoráveis.

MILHO/IMEA: FINALIZADO PLANTIO DA SAFRINHA EM MATO GROSSO .

O plantio do milho safrinha está praticamente concluído em Mato Grosso, conforme o levantamento semanal divulgado pelo Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea). As boas condições climáticas favoreceram o avanço do plantio ao longo da semana passada. Até agora foram semeados 99,1% dos 1,811 milhão de hectares de milho previstos para esta safra. Na mesma época do ano passado 90,3% da área estava cultivada.
Segundo o Imea, o mercado na semana passada manteve a tendência de baixa, com baixo volume de negócios. A melhor indicação de preços do milho dos últimos dias foi reportado em Alto Araguaia, a R$ 10,80/saca, valor oferecido por empresas menores. Os preços indicados em Sorriso pelos compradores não superaram R$ 6,50/saca, sendo que a expectativa dos vendedores é de no mínimo R$ 8,90/saca. Em Rondonópolis os preços na semana se mantiveram estáveis, na faixa de R$ 9,50/saca, sem comentários sobre negócios. Em relação à projeção divulgada pelo Imea sobre a perspectiva de crescimento de 95% na produção mato-grossense de milho nos próximos dez anos, os técnicos da instituição argumentam que a confirmação desta tendência depende da expansão dos segmentos de suínos e aves. O Imea prevê crescimento de 180% na suinocultura e 137% na avicultura de Mato Grosso nos próximos dez anos. "O milho é um produto de baixo valor agregado e o impacto dos custos de armazenamento e transporte são grandes, ou seja, precisamos criar um forte mercado interno para garantir o desenvolvimento sustentável desta cadeia", dizem os técnicos.


EVOLUÇÃO DO PLANTIO DO MILHO SAFRINHA EM MATO GROSSO
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                  ÁREA (HA)  10-MAR-09   11-MAR-10   VARIAÇÃO
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Noroeste         80.150      81,6%       99,5%      17,9%
Norte                8.700      98,0%      100,0%       2,0%
Nordeste         71.000      98,1%      100,0%       1,9%
Médio-norte  853.000      98,9%       98,8%      -0,1%
Oeste            283.900      93,0%       99,4%       6,4%
Centro-sul       96.000      91,6%       99,7%       8,1%
Sudeste         418.400      74,0%       99,1%      25,1%
Mato Grosso 1.811.150     90,3%       99,1%       8,8%

SOJA/IMEA: COLHEITA ATINGE 77% EM MATO GROSSO.

A colheita da soja em Mato Grosso atingiu até a semana passada 4,714 milhões de hectares, que correspondem a 77% da área de 6,122 milhões de hectares estimada pelo Instituto Mato Grossense de Economia Agrícola (Imea). Os dados divulgados no boletim semanal do Imea apontam um avanço de 14,95% em relação em relação à semana anterior, apesar das pancadas de chuva que caem nas regiões produtoras. Em função da antecipação do plantio nesta safra, a colheita neste ano está 14% mais adiantada que em igual período do ano passado. Segundo o Imea, as produtividades médias estão em torno de 50 sacas a 56 sacas por hectare e não existe incidência de doenças em soja de ciclo normal, que se encontra em na fase final de ciclo. "Mas, em lavouras tardias de soja foi registrada incidência de percevejo e ferrugem."
A colheita está mais acelerada em relação ao ano passado na região sudeste de Mato Grosso, onde as condições climáticas são mais favoráveis aos trabalhos de campo. Até o dia 11/3 deste ano foram colhidas 79,2% da área cultivada na região sudeste, com um avanço de 27% comparativamente aos dados de 10/3/09. Na região do médio-norte de Mato Grosso, que responde por 40% da área cultivada com soja no Estado, a colheita atingiu 88,6% da área plantada, 15,2% a mais que em igual período do ano passado.


EVOLUÇÃO DA COLHEITA DA SOJA EM MT
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                      ÁREA (HA)   10-MAR-09  11-MAR-10  VARIAÇÃO
Noroeste         241.200        57,5%      60,8%      3,4%
Norte                32.000        70,0%      82,8%     12,8%
Nordeste         597.200        28,1%      33,8%      5,7%
Médio-Norte  2.441.000       76,8%      88,6%     11,9%
Oeste               943.200        66,9%      77,9%     11,0%
Centro-Sul        409.100        57,8%      69,4%     11,6%
Sudeste         1.459.000        50,9%      79,2%     28,3%
Mato Grosso   6.122.700        63,0%      77,0%     14,0%

EVOLUÇÃO DA COMERCIALIZAÇÃO.
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             PRODUÇÃO (T)   10-MAR-09  11-MAR-10 VARIAÇÃO
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Noroeste         696.960       38,9%      39,2%     12,8%
Norte                 91.854       51,2%      53,3%     20,8%
Nordeste       1.783.170       40,8%      52,4%      0,6%
Médio-Norte 7.369.420       53,6%      59,6%     15,2%
Oeste           2.847.198       52,0%      58,5%      5,9%
Centro-Sul   1.219.184       53,5%      54,3%      9,6%
Sudeste       4.367.599       41,0%      46,1%     27,1%
Mato Grosso 18.375.385     48,8%      54,4%     14,8%
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ARGENTINA - SOMAR PREVÊ POUCA CHUVA NO CINTURÃO DE GRÃOS.

A Somar prevê que a semana será de pouca água sobre as principais regiões produtoras da Argentina. "Depois de um mês de fevereiro chuvoso, na primeira quinzena de março se observa uma redução das chuvas sobre grande parte do território argentino", diz Etchichury.
No acumulado na última semana, é possível observar a ocorrência de chuvas isoladas na região central e norte. Segundo a Somar, apenas no sul da Província de Córdoba foi possível observar algumas áreas com volume mais expressivo, variando entre 50 e 100 mm. De acordo com a Somar, o cenário de pouca água e elevação da temperatura deve persistir. "A previsão para esta semana é mais uma vez de pouca chuva sobre grande parte do território argentino." No entanto, a propagação de uma frente fria entre quinta e sexta-feira deve causar chuvas sobre o país. A tendência para o fim de março é de chuvas mais frequentes. Isso deve favorecer a lavoura de soja (segundo plantio), que entra nas fases críticas de floração e enchimento de grão a partir desse período.

CHUVA FAVORECE RETOMADA DO PLANTIO DA SAFRINHA.

A segunda semana de março manteve o padrão de chuvas concentradas sobre parte das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste do País que, no entanto, foram irregulares e, em geral, de fraca intensidade. A avaliação é da Somar Meteorologia. Enquanto isso, o Sul do Brasil teve mais uma semana de pouca água, que favoreceu o avanço da colheita das lavouras (milho e soja). Em contrapartida, trouxe preocupação porque partes da lavoura de soja do Rio Grande do Sul, que foram plantadas mais tarde, em dezembro, e que estão na fase de floração e enchimento de grão, ainda precisam de água para fechar satisfatoriamente o ciclo de produção. A Somar informa que as chuvas do fim de semana no Paraná e em Mato Grosso do Sul devem favorecer a retomada do plantio da lavoura de milho safrinha, que em algumas regiões tinha sido interrompido por causa da falta de umidade do solo. Com as chuvas da semana passada, o mês de março se manteve com uma boa condição de umidade do solo em grande parte do Brasil. Considerando o porcentual de água disponível no solo, observa-se um aumento da umidade sobre Minas Gerais, Espírito Santo, parte da Bahia, Tocantins e no sul do Maranhão e sul do Piauí. As chuvas do fim de semana contribuíram para a elevação dos níveis de umidade do solo, principalmente no Paraná e em Santa Catarina e partes de Mato Grosso do Sul. Segundo a Somar, as chuvas do fim de semana foram fracas no Rio Grande do Sul e o porcentual de água disponível no solo está abaixo de 50% em algumas áreas naquele Estado.
Previsão
Conforme a Somar, uma frente fria provoca chuva sobre o Sudeste e Centro-Oeste do País nesta semana, enquanto o índice pluviométrico deve ser baixo no Sul e Nordeste. O diretor da Somar explica que a presença de uma frente fria organiza chuvas de forma mais generalizada sobre São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro. A presença da frente fria também favorece a organização de chuvas nos Estados de Centro-Oeste. Já o Sul do Brasil deve enfrentar mais uma semana seca. Segundo a Somar, esse padrão deve mudar apenas no próximo fim de semana, quando o deslocamento de uma nova frente fria deve causar chuvas nos Estados do Sul do Brasil. "A tendência para a segunda quinzena de março é de chuvas mais frequentes para o Centro-Sul do Brasil, o que deve favorecer a lavoura de soja do Rio Grande do Sul e a lavoura de milho safrinha do Paraná e de Mato Grosso do Sul", informa a Somar.Para a última semana de março também há previsão de chuvas para o sertão e agreste nordestino, que entram em sua estação chuvosa. A previsão, no entanto, é de um ano de chuvas abaixo da média, irregulares e de curta duração. "Em 2010, portanto, o Nordeste não deve repetir as condições de chuvas intensas e enchentes, que ocorreram em 2009", ressalta a Somar.

MATO GROSSO COLHE SAFRA RECORDE, COM RENDA MENOR.

Um estudo divulgado pelo Ministério da Agricultura reforça as previsões pessimistas dos produtores rurais de Mato Grosso sobre a perspectiva de queda na rentabilidade do setor nesta safra. Segundo as projeções da Assessoria de Gestão Estratégica do Ministério da Agricultura, apesar da previsão de colheita da maior safra de grãos da história, o valor da produção agrícola em Mato Grosso neste ano terá uma queda de 7,6% em relação ao ano passado e de 17% comparativamente aos resultados de 2008. A soja, que é o carro-chefe, com 66% do valor da produção da agricultura do Estado, deve apresentar uma queda de 3% na renda, mesmo com o aumento de 5,6% no volume a ser colhido, que pelas estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) deve atingir 18,9 milhões de toneladas. O algodão, que é o segundo produto de destaque, com 16% do valor da produção, deve apresentar uma queda de renda de 11,8% em 2010. A renda do milho deve cair 15%, do arroz 17% e do feijão 62%. Com a baixa rentabilidade prevista para esta safra, o fantasma do endividamento volta a assombrar os produtores rurais, que esperavam melhores condições neste ano para renegociar seus débitos. A Federação de Agricultura de Mato Grosso estima que as dívidas do setor rural somam R$ 10 bilhões e que serão necessários dez anos para quitar o saldo devedor. Dados apurados pelo setor junto ao Ministério da Fazenda mostram que os agricultores de Mato Grosso devem cerca de R$ 1,906 bilhão em custeios prorrogados, mais R$ 1,396 bilhão no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)e outros R$ 43,8 milhões entre dívidas já renegociadas. Também existem débitos de renegociações antigas, como a securitização (R$ 1,204 bilhão), Pesa (R$ 1,332 bilhão), Prodecer (R$ 200 milhões) e Funcafé (R$ 2,451 milhões), além de dívida ativa com a União que chega a R$ 700 milhões.Uma das principais reclamações do setor diz respeito às dívidas feitas na aquisição de máquinas, cujo montante não foi divulgado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que repassa os recursos para os bancos das montadoras. Os juros dos financiamentos contraídos em 2003 e 2004, cujas parcelas foram adiadas nos últimos anos, devem elevar as dívidas em 250% até o vencimento em 2017, segundo cálculos do senador Gilberto Goellner (DEM-MT). A baixa rentabilidade da agricultura, em ano de eleições, pode resultar numa nova onda de renegociação das dívidas no campo.

SOJA: ECONOMIA DE R$ 1 BI COM FERROVIA CENTRO-OESTE.

A construção da Ferrovia Centro-Oeste, cujo projeto foi apresentado hoje em Lucas do Rio Verde irá proporcionar uma economia de R$ 1 bilhão no escoamento da safra, segundo estimativa do presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira.
A solenidade teve participação do governador Blairo Maggi (PR), dezenas de prefeitos e lideranças políticas de Mato Grosso. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura (DNIT), a Ferrovia de Integração Centro-Oeste irá ligar Uruaçu (GO) a Vilhena (RO), num traçado de 1.602 km, que exigirá investimentos da ordem de R$ 6,4 bilhões até 2014, quando deve estar concluída. Os produtores de Mato Grosso apostam na ferrovia para resolver os problemas de logística. O projeto prevê a construção de terminais de carga nos municípios mato-grossenses de Lucas do Rio Verde, Sapezal, Campo Novo do Parecis e Água Boa.

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