terça-feira, 30 de março de 2010

SOJA/CHINA FECHA EM ALTA APÓS RUMORES DE RESTRIÇÃO ÀS IMPORTAÇÕES.

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Commodities de Dalian encerraram em alta nesta terça-feira, impulsionados por ganhos do óleo de soja em meio a rumores de uma possível restrição às importações. O contrato referencial de setembro fechou com alta de 0,4%, a 3.883 yuans por tonelada. O contrato abriu em território positivo e oscilou dentro de um apertado intervalo durante toda a sessão. Um forte avanço do óleo de soja estimulou os preços da oleaginosa, após rumores de que o Ministério de Comércio do país discutiu medidas para conter as importações de óleos vegetais em razão de uma oferta local excedente.
A demanda chinesa por óleos vegetais tem sido fraca desde o feriado do Ano Novo Lunar, e o governo pode adotar medidas indiretas, como normas de qualidade mais rígidas, para reduzir os embarques, acrescentaram as fontes. "Mas o impacto não deve ser grande, já que qualquer política temporária será ajustada assim que a situação do mercado mudar", afirmou Wang Wenfei, analista do centro de pesquisa e desenvolvimento da Wanda Futures, em Pequim. Segundo a fonte, o mercado reagiu exageradamente aos rumores, uma vez que não tem havido nenhuma nova notícia.

segunda-feira, 29 de março de 2010

COMPLEXO SOJA INICIA SEMANA EM FORTE ALTA.

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SOJA/IMEA: COLHEITA DE SOJA ADIANTADA EM DUAS SEMANAS.

A colheita da soja em Mato Grosso nesta safra fechou duas semanas mais cedo do que a do ano passado. O levantamento semanal do Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que foram colhidos 6 milhões de hectares, que correspondem a 98% dos 6,122 milhões de hectares cultivados nesta safra. Em igual período do ano passado a colheita havia atingido 86% da área cultivada. Esta safra da soja passará para a história como uma das mais rápidas, pois as condições climáticas favoreceram a antecipação do plantio. A maioria dos produtores optou pelo cultivo de variedades precoces, que têm ciclo mais curto, pois assim teriam mais tempo para, na sequência, semear algodão ou milho safrinha. A soja precoce, que nesta safra ocupou dois terços da área cultivada, há dez anos não chegava a 10%.
A comercialização também está mais adiantada nesta safra. Segundo o Imea, até a quarta-feira da semana passada as vendas atingiram 63% da safra que está sendo colhida e apresentaram uma evolução mensal de seis pontos porcentuais tanto em relação à semana anterior como ao mesmo período do ano passado.Segundo os técnicos do Imea, o adiantamento da comercialização já se tornou hábito entre produtores, que iniciam as vendas antecipadas em julho. A comercialização está mais adiantada em Sorriso (70%), Lucas do Rio Verde (80%) e Sapezal (75%). Os técnicos observam que a grande oferta do grão tem pressionado o mercado e obrigado os produtores a aproveitarem os esporádicos picos de preços para efetuar vendas de volumes reduzidos, apenas para cobrir custos internos das propriedades.

SOJA/CHICAGO EM ALTA ATINGE MAIOR COTAÇÃO EM UMA SEMANA.

Os preços futuros da soja atingiram hoje o nível mais alto em uma semana na Bolsa de Chicago, u$ 9,77 bu base maio/10,  puxados por cobertura de posições vendidas de especuladores. Compras baseadas em critérios técnicos também dão suporte ao mercado neste momento. A fraqueza do dólar frente a uma cesta de moedas é o principal incentivo para as commodities nesta segunda-feira, além das preocupações sobre greves de estivadores na Argentina, segundo analistas. A falta de outras notícias faz com que os traders recomprem posições vendidas, na expectativa de um relatório de intenções de plantio positivo para os preços, a ser divulgado na quarta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. No oitavo dia de greve, os portuários argentinos endureceram o protesto e os mercados começaram a duvidar da capacidade do País para embarcar a oleaginosa.
Os estivadores, que já restringiam os acessos a dois terminais de embarque do Porto General San Martin, ampliaram o bloqueio para outros cinco terminais portuários no cordão norte de Rosário. Com os sete terminais bloqueados, a exportação de grãos de soja, óleos e derivados corre riscos de ficar paralisada. O bloqueio atinge grandes empresas como Cargill, Bunge, Nidera, Deheza, Dreyfus, entre outras. Os terminais da região de Rosário são responsáveis pelos embarques de 60% da produção agrícola argentina. Por causa dos protestos, mais de dois mil caminhões estão estacionados ao longo das rodovias e estradas, provocando um caos no tráfego da região. O conflito teve início na semana passada, quando as empresas exportadoras rejeitaram a reivindicação de recomposição salarial da Cooperativa de Serviços Portuários. Os trabalhadores portuários querem um aumento em dólares de 100% das tarifas que cobram pelos serviços. As exportadoras ofereceram reajuste de 25% agora e porcentual similar em 2011.

sexta-feira, 26 de março de 2010

CBOT- FECHAMENTO COMPLEXO SOJA E MILHO.

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GRÃOS- SOJA E MILHO RECUPERAM PREÇO COM GRÉCIA.

Os contartos futuros de milho e soja aumentaram ligeiramente no pregão eletronico desta sexta feira, recuperando parte das perdas na sessão anterior, com notícias de saneamento fianceiro para a Grécia, levantando a maioria das matérias-primas e derrubando o dólar contra o euro. Mas os ganhos foram modestos, investidores permaneceram prudentes sobre como as dívida da Grécia será liquidada, enquanto mercados de grãos também ficam hesitantes à frente de um relatório de intenção de plantio próxima quarta-feira.
O dólar caiu, saindo da área do maior preço alto de dez meses em relação ao euro, após um plano da União Europeia a conceder empréstimos para a Grécia montados de dívida. O dólar mais baixo tende a apoiar preços em recuperação como petróleo e grãos, tornando-o mais barato para os detentores de outras moedas.
O tom hesitante em mercados de grãos foi encorajado pela relatório de quarta-feira há muito aguardado, quando será conhecido as estimativas de intenção de plantio americano a ser divulgado pelo departamento de agricultura dos Estados Unidos.  Agricultores americanos devem plantar mais milho e soja, encorajados pela demanda de etanol de milho e compra chinesa de soja.

SOJA: COLHEITA AVANÇA MAIS RÁPIDO NO RS.

Apesar dos problemas causados pelo clima durante o plantio, a colheita de soja está surpreendendo pelo ritmo mais rápido que o habitual no Rio Grande do Sul. A Emater informou que a colheita atingiu 15% da área semeada (3,976 milhões de hectares) nesta semana. Nas últimas cinco safras, em média a colheita havia chegado a 8% da área cultivada nesta época do ano. A safra tem uma expressiva parcela de 30% que está pronta para a colheita. Se o clima permanecer favorável, a colheita poderá terminar antes do esperado no Rio Grande do Sul, observou a Emater. O órgão de extensão rural prevê produção de 9,337 milhões de toneladas na safra 2009/10, 11,2% acima do volume obtido no ciclo anterior.
Nos últimos cinco dias, o Estado voltou a ter chuvas mais intensas, mas que oscilaram muito entre as regiões. As chuvas trouxeram alívio às regiões norte e noroeste do Estado, onde há lavouras ainda em desenvolvimento e que sofriam com a falta de umidade. No acumulado do mês, também houve variações acentuadas. Santa Maria, na região central, teve volume 83% abaixo da média em março. Em Santa Vitória do Palmar, no extremo sul, a precipitação superou a média em 38%.

quinta-feira, 25 de março de 2010

SOJA: CHICAGO ATINGE MENOR PATAMAR EM UMA SEMANA .

Os preços futuros da soja recuaram para o patamar mais baixo em uma semana nesta quinta-feira em meio a indicadores técnicos negativos, à estabilidade do dólar e à falta de notícias sobre fundamentos. O contrato maio caiu 17,50 cents ou 1,82% e fechou a US$ 9,4250/bushel. Analistas disseram que o mercado não tem novidades capazes de atrair compradores neste momento. A expectativa de safra recorde na América do Sul, a desaceleração da demanda para exportação e os indicadores de maior área plantada com soja nos Estados Unidos em 2010 são fatores suficientes para manter os compradores à margem do mercado. O dólar subiu durante parte da sessão de hoje e ofereceu pressão psicológica à soja. Mesmo depois que a moeda americana saiu das máximas, os declínios nos futuros se acentuaram por causa da fraqueza nos mercados vizinhos de milho e trigo. Analistas consideram oportunas a cobertura de posições compradas e novas vendas na expectativa de área maior nos Estados Unidos fizeram com que a soja se firmasse no território negativo. Além disso, vendas técnicas foram a última peça do quebra-cabeça baixista, segundo traders, de maneira que os futuros romperam áreas de suporte.
Estima-se que fundos especulativos tenham vendido cerca de 9 mil lotes em soja, além de 2 mil lotes em farelo de soja e 2 mil em óleo.

BUNGE REESTRUTURA GESTÃO NO BRASIL.

A multinacional Bunge extinguiu os cargos de presidente da Bunge Alimentos e Bunge Fertilizantes, preparando a empresa para uma reestruturação na gestão administrativa da multinacional. Com a reformulação, o presidente da Bunge Fertilizantes, Mário Barbosa, e o presidente da Bunge Alimentos, Sérgio Waldrich, deixam suas funções executivas e passam a compor o Conselho de Administração da Bunge Brasil.
Procurado pela Agência Estado, o diretor corporativo de comunicação e sustentabilidade da Bunge, Adalgiso Teles, confirmou a informação. "As presidências da Bunge Alimentos e Bunge Fertilizantes serão unidas em um único cargo, o de presidente da Bunge Brasil, ocupado pelo ex-ministro Pedro Parente", informou o executivo. Segundo Teles, a reestruturação tirará o foco da gestão por empresas e focará nas áreas de negócios em que a Bunge está presente, de forma mais integrada e horizontal. A reestruturação já foi divulgada internamente para os executivos da empresa ontem e deverá ser divulgada oficialmente ao mercado nos próximos dias.
Com a reestruturação, na prática, as empresas Bunge Alimentos e Bunge Fertilizantes se transformam em áreas de negócios embaixo do guarda-chuva da Bunge Brasil, juntamente com outras áreas como Agribusiness, Açúcar e Bioenergia e América Latina. Estas áreas de negócios terão vice-presidentes específicos que se reportarão ao presidente Pedro Parente. Estes profissionais já fazem parte da equipe da Bunge. Na área de fertilizantes, a gestão será de Ariosto Riva. Gilberto Tomazoni segue na área de Alimentos e Ingredientes e, na área de Agribusiness, o responsável será Murilo Santana. O vice-presidente de Açúcar e Bioenergia será Martinho Mota. Ricardo Brito, que veio do Grupo Moema, será presidente do Conselho de Administração de Bioenergia e não ocupará um cargo executivo. A divisão de América Latina terá como vice-presidente Daniel Maldonado. Pedro Parente será o único executivo a se reportar ao CEO mundial da Bunge, Alberto Weisser.
Waldrich, da Bunge Alimentos, e Barbosa, da Bunge Fertilizantes, deixam suas funções executivas na empresa depois de serem responsáveis pela consolidação da presença da Bunge no Brasil. Há 37 anos na Bunge, Waldrich foi responsável, por exemplo, pela fortalecimento da divisão trigo com a incorporação da J. Macedo. O executivo também foi um dos principais responsáveis pelo crescimento da Bunge na área de agribusiness e no fortalecimento da rede logística da multinacional, além de tomar as primeiras iniciativas em direção ao setor de açúcar e bioenergia. Barbosa chegou na Bunge em 1980 com a missão de vender a Bunge Fertilizantes. Ao contrário de sua missão inicial, ao longo de 30 anos, fez este negócio crescer e se consolidar para, somente agora, ser vendido à Vale, em uma negociação que se encontra atualmente em andamento.

GRÃOS/EUA: ÁREA DA SOJA SOMARÁ 32,13 MI DE HECTARES.

Os produtores dos Estados Unidos estão se preparando para plantar mais soja do que nunca nesta primavera, mas menos do que seus planos de dezembro, de acordo com pesquisa divulgada nesta quarta-feira pela revista americana Farm Futures. A publicação afirmou que consultou mais de 1,05 mil produtores entre 7 e 22 de março para sua terceira pesquisa de intenções de plantio de 2010. Ela descobriu que os produtores estão prestes a cultivar 79,4 milhões de acres de soja (32,13 milhões de hectares), quase 600mil acres a menos (243 mil hectares) do que a estimativa de dezembro. Mesmo assim, ainda representa uma área recorde e um aumento de 2,4% em relação a 2009.
Os produtores planejam cultivar 87,3 milhões de acres de milho (35,32 milhões de hectares) na primavera americana, queda de 2,2 milhões de acres (890 mil de hectares) na comparação com a previsão de dezembro. Se a pesquisa se confirmar, será uma expansão de 0,9% ante 2009.
A Farm Futures prevê plantio de 13 milhões de acres de trigo (5,26 milhões de hectares), pouca mudança em relação a dezembro e cerca de 2% menor do que no ano passado. A área total do trigo poderá cair para 52,6 milhões de acres (21,28 milhões de hectares), redução de 1,3 milhão de acres (526 mil hectares) ante dezembro e cerca de 11% menor do que 2009. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos divulga as estimativas oficiais para intenções de plantio em 31 de março.

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