terça-feira, 10 de novembro de 2009

PERSPECTIVA POSITIVA PARA OS PREÇOS DO MILHO.

O Goldman Sachs disse hoje que a considera positiva a perspectiva para algumas commodities, como petróleo e milho, que deverão apresentar aperto de oferta em um futuro próximo. "Petróleo, cobre e milho enfrentarão déficits nos próximos meses devido a uma combinação de fatores de oferta e demanda que deverão gerar aumentos substanciais de preços e retornos elevados." O banco de investimentos disse que os preços viverão momentos de volatilidade, mas manteve sua estimativa de o retorno para o índice S&P GSCI Enhanced Total Returns em 17,5% nos próximos 12 a 24 meses.
O Goldman prevê que a cotação do petróleo WTI para 12 meses oscilará em torno de US$ 95 por barril, ante US$ 94/barril previstos em setembro. O cobre para 12 meses deverá ficar em torno de US$ 7.530 por tonelada e a cotação do ouro no mesmo período deverá ser de US$ 960 por onça-troy.
No caso do milho, o Goldman afirmou que, apesar da safra recorde nos Estados Unidos, haverá queda na relação entre estoques e consumo, que já está baixa, devido ao aumento da demanda por biocombustíveis. "Esse aperto, combinado com nossa visão positiva do mercado de petróleo nos leva a manter uma perspectiva altista no milho no médio prazo". A estimativa para o preço médio em 12 meses é de US$ 4,50 por bushel. O contrato dezembro esta cotado a US$ 3,82 por bushel na Chicago Board Of Trade.

SOJA - USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) aumentou a estimativa da produção de soja no país durante a safra 2009/10 no relatório mensal de oferta e demanda de novembro. A produção no período deve alcançar 90,34 milhões de toneladas ante 88,450 estimados em outubro. O governo norte-americano também elevou a estimativa de estoques finais do período para 7,340 milhões de tons.

MILHO - USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu a estimativa de produção de milho do país em 2009/10 no relatório mensal de oferta e demanda de novembro. O volume da safra deve alcançar 328,19 milhões de toneladas ante 330,657 milhões de tons estimados em outubro. Ainda segundo o governo, os estoques finais do grão devem somar 41,275 milhões de tons, ante 42,470 previsto na estimativa anterior.Consumo de milho para etanol será de 106,6 milhões tons e exportações de 54,6 milhões tons.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

ARGENTINA: SECA REDUZ SAFRA 09/10.

O cenário para a produção do trigo na Argentina piorou com a prolongada estiagem no País, situação que afeta diretamente o Brasil, principal comprador do cereal do vizinho. A projeção inicial para a colheita 2009/10 de oito milhões de toneladas foi revisada para baixo. Segundo o economista da Confederação Inter-cooperativa Agropecuária (Coninagro), Daniel Asseff, a Argentina produziria somente 6,5 milhões de toneladas de trigo. O volume é suficiente para cobrir a demanda interna calculada entre 5,5 a 6 milhões de toneladas anuais, mas não deixa saldo para exportar.
As regiões do Noroeste argentino e do Norte, especialmente nas Províncias de Santa Fe e Córdoba, são as mais comprometidas pela falta de chuvas. Os técnicos das secretarias de Agricultura destas províncias calculam que os produtores de trigo vão deixar de ganhar cerca de US$ 207 milhões. A colheita da soja também cairia das 52,5 milhões de toneladas projetadas para 48 milhões de toneladas. "O estresse hídrico", como a seca é chamada pelos engenheiros agrônomos, é o principal problema que afeta a safra argentina desde o ano passado. "A combinação da falta de umidade das terras no momento de semear com a ausência de chuvas durante o período de crescimento dos cultivos provoca o menor rendimento das plantações", explicou Asseff. No ano passado, o País viveu a pior estiagem dos últimos 40 anos.
Segundo os especialistas, essa situação ainda não melhorou. Assef disse que agora que os produtores estão iniciando a colheita no norte do País é possível projetar um cenário de menor produção, mas ressalta que o resultado "pode ser ainda pior se a estiagem continuar", ressaltou.
Retrocesso - Até sexta-feira passada, o levantamento realizado semanalmente pela Bolsa de Cereais apontava para um avanço de 85% da colheita de trigo na região do Noroeste, chamada de NOA (Salta, Jujuy, Santiago del Estero, Catamarca e Tucumán), a primeira a ser plantada. Dos 250 mil hectares implantados, 25 mil já estão perdidos por causa da seca, ou seja, 10% da plantação da região. O rendimento também caiu 18% em comparação com a safra anterior, conforme o relatório.
No centro e norte da Província de Santa Fe, a diminuição da superfície plantada foi de 84%. Com quase 30% da colheita realizada até o momento, o rendimento se mostra 74% abaixo do registrado no ano anterior. "Isso implica em um retrocesso de 96% da produção desta zona", calculou a analista Silvina Campos, da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agropecuária (AACREA).
O governo socialista de Hermes Binner, da Província de Santa Fe, afirma que a situação é "muito complicada", segundo explicou o secretário de Agricultura, Carlos Sartor. "Além das perdas com o trigo, tivemos produtividade zero com a colheita do girassol porque a planta teve um florescimento prematuro e não chegou a dar semente", reclamou. Sartor contou que na falta de pasto para o gado, "na maioria das fazendas, os produtores soltaram os animais e deixaram que eles comessem as plantas de girassol".
Em Córdoba a situação não foi diferente. A estiagem chegou ao limite de provocar escassez de água potável para a população. Segundo a secretaria de Agricultura cordobesa, foram implantadas somente 159 mil hectares de trigo nesse ano. O número significa 500 mil hectares a menos que na última safra. Levantamento oficial desta área mostra que somente 30% da plantação de trigo estão em "boas" condições, enquanto que 40% estão "regulares", e os 30% restantes estão praticamente perdidos.
Os técnicos ainda têm esperanças de que as chuvas voltem a cair para que o prejuízo não seja maior. Alguns analistas também consideram que "é prematuro" estimar uma produção total de trigo em muito menos que 8 milhões de toneladas. "As zonas mais significativas de trigo estão na Província de Buenos Aires, onde tem chovido o suficiente para manter a previsão de entre 7,8 a 8 milhões de toneladas, por enquanto", disse o analista da consultoria Agritrend, Gustavo López.O analista calcula que o Brasil poderia chegar a comprar uns dois milhões de toneladas de trigo no próximo ano. "Cerca de 1,5 milhão de toneladas de estoque desse ano será levado para 2010, e se tivermos, na pior das hipóteses, uma colheita de 7,5 milhões de toneladas, 6,5 milhões serão destinadas ao consumo interno, 500 mil vão ficar no estoque, e dois milhões serão vendidos", projetou López. Além disso, continuou, o governo já acertou com os exportadores a liberação desse volume para as vendas externas.
Independentemente das projeções, o setor admite que as exportações de trigo estão afetadas há tempos. "O país perde posições no mercado internacional como fornecedor confiável de trigo, especialmente no Brasil, que já teve que comprar trigo do Canadá para substituir o argentino", reconheceu Ernesto Ambrosetti, economista chefe do Instituto de Estudos Econômicos da Sociedade Rural.

EVOLUÇÃO PLANTIO ARGENTINO.

Trabalhos de Plantio da soja na Argentina registraram evolução de 12,1% sobre os 19,0 milhões de hectares projetados para a atual campanha. Na semana passada (04/11), a Bolsa de Cereales de Buenos Aires (BCBA) divulgou o seu acompanhamento semanal do desenvolvimento da safra de soja 2009/10 registrando avanço de 7,1% para os trabalhos de plantio em relação ao computado na última semana. Com isso, cerca de 12,1% da estimativa de área plantada para a safra atual (19,0 milhões de hectares) já havia sido semeada. Tal patamar, em relação ao mesmo período do ano passado, já começa a registrar atraso significativo na ordem de 17,9%. Os problemas que levaram a esse atraso, de acordo com a BCBA, foram: a incidência de chuvas em localidades que historicamente iniciam os trabalhos de plantio tardiamente, os baixos registros de temperatura e a falta de condições hídricas que garantissem o êxito na implantação de novas áreas. Para os próximos dias, espera-se que boa parte do atraso nos trabalhos de plantio seja eliminado, pois há expectativa de melhora nas condições climáticas. Outro ponto interessante que ainda pode gerar revisões nas previsões dessa fonte, remete à possibilidade de maior incremento da área plantada de soja, uma vez que, há o registro de redução na área plantada de girassol, todavia, essa hipótese só está em roga caso a condição de estresse hídrico, principalmente para as províncias de Córdoba, La Pampa, Santiago do Estero e Chaco.

EVOLUÇÃO PLANTIO BRASILEIRO.

Plantio da soja no Brasil aproxima da metade da área estimada para campanha agrícola 2009/10. Com base no nosso acompanhamento semanal do desenvolvimento da safra 2009/10, até o dia 06/11, aproximadamente 48% da área plantada estimada já havia sido plantada no Brasil, ante 35% da semana anterior e 41% observado para o mesmo período do ano passado. Em relação à média dos cinco anos, o atual patamar de plantio revela treze pontos percentuais de vantagem. Quanto à comercialização, os negócios seguem lentamente posto o clima de incerteza quanto aos preços da soja na época de colheita e pelo fato do produtor neste momento estar mais atento aos trabalhos de plantio da nova safra.
Os produtores brasileiros plantaram até a última sexta-feira (06/11) cerca de 48% da área que deve ser ocupada com soja na safra 2009/10, aponta estimativa divulgada hoje pela consultoria mineira Céleres. Trata-se de um avanço de 13 pontos porcentuais em relação à semana anterior.Os trabalhos continuam adiantados na comparação com as últimas temporadas. Em igual período da safra 2008/09, cerca de 41% da soja havia sido cultivada. Nos últimos cinco anos, a média é de apenas 36%. Maior produtor de soja do País, o Mato Grosso é também o Estado mais adiantado. Cerca de 71% da safra já foi plantada, ante 56% há um ano. Ainda no Centro-Oeste, Goiás registra mais de 64% da área já cultivada, ante 45% na mesma época do ano passado.Embora tenha avançado 21 pontos porcentuais em apenas uma semana, o plantio ainda está atrasado no Paraná. Segundo maior produtor de soja do País, o Estado cultivou apenas 52% da área reservada para a oleaginosa, ante 61% no mesmo ponto da temporada passada. No Rio Grande do Sul, o plantio atingiu 13%, mesmo porcentual apurado um ano antes.
Já a comercialização da nova safra continua lenta. Segundo a estimativa da Céleres, os produtores comprometeram apenas 17% da produção, ante 21% em igual período do ano passado e 23% na média dos últimos cinco anos para a época. A consultoria atribui o atraso"à incerteza quanto aos preços da soja na época do plantio" e ao fato de o produtor estar neste momento "mais atento aos trabalhos de plantio".

BRASIL 48% X 35% semana anterior

NORDESTE 19 X 8%
Maranhão 12 X 6%
Piauí 10% X 2%
Bahia 25% X 10%

SUDESTE 34% X 21%.
Minas Gerais 32% X 20%
São Paulo 37% X 23%

SUL 32% X 18%
Paraná 52% X 31%
S.Catarina 20% X 13%
R.Grande Sul 13% X 6%

CENTRO-OESTE 71% X 57%
Mato Grosso 79% X 64%
Mato Grosso sul 55% X 42%
Goiás 64% X 49%
Distrito Federal 63% X 50%

CBOT - SOJA E MILHO EM ALTA.

Comentários de clima úmido no meio-oeste devido passagem do furacão Ida e previsão de nevasca de 15 a 30mm-atualização boletim metereologico GFS- próximo fim semana aceleraram as compras elevando preços da soja, vencimento janeiro u$ 9,74 +19cts,  milho dezembro u$ 3,82 +15cts.

BRASIL:CHUVAS DEVEM SE CONCENTRAR NO SUDESTE E CENTRO-OESTE

As chuvas se concentram no Sudeste e no Centro-Oeste do Brasil nas próximas duas semanas, segundo previsão da Somar Meteorologia. No Nordeste deve voltar a chover somente nos últimos dez dias de novembro, enquanto as chuvas diminuem de intensidade e frequência no Sul do Brasil. Nesse período, as temperaturas devem permanecer elevadas, com dias quentes e abafados. As chuvas contribuem apenas para reduzir o calor extremo. De acordo com avaliação da Somar, embora o padrão climático ainda seja típico de primavera, as chuvas da primeira semana de novembro confirmam a condição de instalação do regime chuvoso sobre o Brasil, que resulta de uma combinação da atuação das frentes frias e umidade da Amazônia. A frequência e intensidade das chuvas observadas desde outubro, de um modo geral, garantem as condições para instalação e desenvolvimento das lavouras de verão, além da recuperação das pastagens e dos reservatórios de água. Outra característica importante no comportamento do clima deste ano tem sido a alternância dos períodos de chuva. Depois de setembro e a primeira quinzena de outubro, com as chuvas concentradas no Sul do Brasil, nos últimos 30 dias as chuvas têm alternado. Uma semana chove no Sudeste e no Nordeste, na seguinte volta chover no Sul. Nesse período, as chuvas vão ganhando regularidade no Centro-Oeste.
O padrão de chuvas das últimas duas semanas contribui para uma boa condição de umidade do solo em grande parte do Brasil, informa a Somar. Somente no norte do Nordeste do Brasil (região do Sertão e do Agreste), que atravessa a sua estação seca, é que no momento se observam índices de água disponível do solo abaixo de 30%.

CLÍMA PERMANECERÁ SECO NA ARGENTINA.

O clima na primeira semana de novembro na Argentina não foi muito diferente do observado ao longo de outubro. "As chuvas continuam mal distribuídas sobre o território Argentino". Os maiores volumes de chuva se concentraram sobre as parte leste e nordeste da Argentina, atingindo principalmente as Províncias de Buenos Aires, Corrientes, Entre Rios, Missiones, e parte de Santa Fé. No entanto, grande parte do Pampa Úmido que a principal região produtora de grãos da Argentina, continua com pouca chuva e, portanto, ainda apresenta déficit de umidade do solo. A previsão para esta semana não é muito animadora. Há previsão de chuvas apenas para o extremo norte do país, em grande parte do território argentino, deve predominar dias secos, com sol e forte calor.

CBOT RECUPERA-SE NA SOJA E MILHO.

Os contratos de soja e milho no pregão noturno da bolsa de chicago tiveram recuperação nesta segunda feira, soja com vencimento janeiro fehou a u$ 9,62 50 +7,5cts, para o milho dezembro, +5cts a u$ 3,72 bu. O G-20-paises ricos- em encontro no fim de semana, anunciaram apoio financeiro as nações em crise. Com efeito, os mercados de ações tiveram reação de alta ao redor de 1% nas bolsas da ásia e europa, ouro subiu mais de 1,5% atingindo maior preço cotado das últimas semanas, u$1.109,00 onça troy, petróleo subiu 1,5% a u$78,70 barril, e dólar em forte baixa frente moedas europeias e asiaticas.
O clíma nos EUA indica tempo bom para colheita nas próximas 2 semanas, algum chuvisqueiro ou chuvas leves nesta quinta feira surgirá no meio-oeste, consequencia da passagem do furacão Ida.
Para o relatório de oferta e demanda que será anunciado amanhã pelo departamento de agricultura americano USDA, traders esperam redução de produção de milho em 500mil tons, para 330,7 milhões de toneladas, na soja aumento médio de 500mil tons , para 89 milhões de tons.

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