sexta-feira, 11 de junho de 2010

MILHO/SAFRINHA : COLHEITA EM MATO GROSSO ATINGE 6,2%.

A colheita do milho safrinha em Mato Grosso evoluiu 4,2 pontos porcentuais nesta semana e atingiu 6,2% da área estimada em 2,002 milhões de toneladas pelo Instituto Mato Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A área colhida até agora corresponde a 519,8 mil toneladas de milho, levando em conta a projeção do Imea de produção de 8,3 milhões de toneladas.
Segundo o levantamento do instituto, que é vinculado à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a colheita está mais avançada na região do médio-norte, que responde por 49% da produção de milho safrinha no Estado. No médio-norte já foram colhidos 8,4% dos 982,8 mil hectares cultivados. Na região sudeste, segunda maior produtora, com 418 mil hectares, a colheita está na fase inicial, com apenas 1,7%.
O avanço da colheita preocupa os produtores, pois neste ano está se repetindo o problema ocorrido no ano passado, da falta de espaço para armazenagem do milho safrinha, por causa dos estoques do cereal remanescentes do ano passado e da soja recém-colhida que ainda não foi escoada. O levantamento de maio do Imea indicava que ainda restavam para ser comercializadas 4,2 milhões de toneladas de soja. Em Lucas do Rio Verde, na região do médio-norte de Mato Grosso, já existem lotes de milho armazenados a céu aberto.
Grande parte do milho da safra passada armazenado em Mato Grosso pertence ao governo federal. O mais recente levantamento indicava estoques de 656,7 mil toneladas de milho de operações de Aquisições do Governo Federal (AGF) e 2,302 milhões de toneladas adquiridas por meio de contratos de opção, totalizando 2,958 milhões de toneladas que ainda serão escoadas.

EVOLUÇÃO DA COLHEITA DE MILHO EM MATO GROSSO
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                   SAFRA 2009/10   EVOLUÇÃO DA COLHEITA VARIAÇÃO
                       ÁREA      PRODUÇÃO        11/jun/09   10/jun/10
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Noroeste       113.250    444.527      0,00%      3,00%    3,00%
Norte                8.700     32.745      0,00%      7,10%    7,10%
Nordeste         76.000    303.814      0,50%      6,80%    6,30%
Médio-norte   982.820  4.151.998      4,20%      8,40%    4,20%
Oeste             296.900  1.239.934      0,90%      7,00%    6,10%
Centro-sul      106.000    432.560      1,40%      4,50%    3,10%
Sudeste         418.400  1.778.365      0,40%      1,70%    1,30%
Mato Grosso 2.002.070  8.383.943      2,30%      6,20%    3,90%
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ÓLEO DE SOJA/EUA: USDA RELATA VENDA DE 40 MIL T PARA CHINA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta sexta-feira a venda de 40 mil toneladas de óleo de soja para China, com entrega no ano comercial 2009/10, iniciado em 1º de outubro de 2009. A última exportação, também de 40 mil toneladas, foi anunciada na quarta-feira e marcou o retorno das vendas norte-americanas para China, possibilitado por uma restrição imposta pelo país asiático às ofertas da Argentina.
Exportadores norte-americanos devem relatar ao USDA quaisquer vendas de 20 mil toneladas ou mais feitas em um único dia para um mesmo destino.

CHICAGO: SOJA ESTÁVEL E MILHO SOBE COM COMPRAS DA CHINA.

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago estão estáveis nesta sexta-feira, influenciados pela falta de notícias positivas. As estimativas divulgadas na véspera pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não confirmaram o aperto das ofertas no curto prazo, segundo analistas, e a oleaginosa também enfrenta pressão dos mercados externos. O clima, contudo, é favorável para os produtores norte-americanos e pessimista para os preços, segundo traders.Os produtos derivados da soja operavam em direções distintas, com o óleo em leve baixa. O governo dos EUA anunciaram venda de 40 mil tons para China, a segunda venda em 3 dias, o farelo em valorização.
O milho era impulsionado por notícias de mais compras por parte da China e pela redução da projeção dos estoques finais no relatório mensal de oferta e demanda do USDA. Na noite de ontem, o Conselho de Grãos dos Estados Unidos afirmou que a China poderia comprar uma "enorme" quantidade do produto neste ano. O país asiático informou ter adquirido três carregamentos de milho nesta sexta-feira. Há pouco, os lotes para entrega em julho subiam 4 cents, ou 1,17%, para US$ 3,4725 por bushel.

LEILÃO DE MILHO: GOVERNO ALTERA VALOR PARA TRÊS REGIÕES DE MT.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) elevou os valores dos prêmios para o leilão de escoamento da safra de milho que será realizado na próxima quinta-feira (17), quando serão ofertadas 600 mil toneladas. Para a região 4 (oeste) o valor do Prêmio de Escoamento do Produto (PEP) passou de R$ 4,62 para R$ 5,64. Para a região 6 (sudeste) o valor passou de R$ 2,64 para R$ 3,54. Na região 5 (nordeste) o valor passou de R$ 5,04 para R$ 3,54.
A alteração nos valores atende à reivindicação da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), em função do baixo desempenho do leilão realizado no dia 27 de maio, quando foram comercializadas 411,3 mil toneladas, menos de 70% das 600 mil toneladas ofertadas.
Segundo a Aprosoja, os valores dos prêmios foram insuficientes para assegurar ao agricultor o recebimento do preço mínimo de garantia estabelecido pelo governo federal, de R$ 13,98 por saca de 60 kg. Somente nas regiões norte e centro-norte, que têm como referência os municípios de Sinop e Sorriso, respectivamente, a comercialização atingiu 100% da oferta.
Mesmo com a perspectiva de quebra da safra de milho em Mato Grosso, em virtude da estiagem, a Aprosoja diz que os leilões de PEP são necessários por causa do volume de soja em Mato Grosso que ainda não foi escoado. Glauber Silveira, presidente da Aprosoja, diz que o escoamento do milho será feito de maneira plena somente após a retirada de grande parte da soja. "Como o Estado tem limitações por conta da infraestrutura de logística de transporte e armazenagem, o escoamento quase que simultâneo do milho e da soja fica praticamente inviável".
Na última quarta-feira, Glauber Silveira se reuniu com o ministro da Agricultura, Wagner Rossi, quando relatou a tranquilidade com que estão ocorrendo os leilões de milho em Mato Grosso, do ponto de vista legal. "Diferente do que ocorreu no ano passado, quando foram constatados indícios de irregularidades por parte de algumas empresas, este ano as ofertas públicas estão sendo realizadas sem problemas." Ele afirmou que a Aprosoja e os sindicatos rurais estão acompanhando de perto as operações e não hesitarão em denunciar ao Ministério Público tanto empresas quanto produtores que vierem a tentar burlar as regras.

SOJA: CHINA PODE TER CANCELADO ATÉ 8 EMBARQUES DO BRASIL/ARGENTINA

A China teria cancelado nesta quarta feira entre cinco e oito carregamentos de soja do Brasil e da Argentina previstos para junho e julho e reprogramado a importação de cinco a sete embarques que seriam realizados até agosto, de acordo com informações do site do jornal argentino Âmbito Financiero, atribuídas ao Centro Nacional de Informação de Grãos e Óleos da China.
Segundo o gerente-geral da Hanfegn Huayu Co., uma companhia de comercialização de soja, a suspensão e as reprogramações foram realizadas por causa do abastecimento excessivo de soja, que poderia durar até agosto. "Isso já havia ocorrido há várias semanas. Não esperávamos que a situação piorasse. Algumas firmas de comercialização já reduziram as compras para envio em julho e agosto", disse Eric Zhu, segundo o Âmbito Financiero.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

GRÃOS/CBOT- SOJA CAIU E MILHO SUBIU NA LIQUIDAÇÃO ENTRE MERCADOS.

Os contratos futuros de soja fecharam em queda nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago, devolvendo parte dos ganhos obtidos no dia anterior. O mercado se inclinou à realização de lucros após o anúncio dos dados mensais de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os quais não catalisaram uma onda de compras. Os contratos de julho, os mais líquidos, fecharam em baixa de 0,90%, equivalente a 8,50 cents, a US$ 9,3500 por bushel, e os de novembro, referentes à nova safra, recuaram 0,20%, ou 1,75 cent, a US$ 8,9475/bushel. Estima-se que os fundos especulativos tenham vendido 6 mil lotes - a atividade dos fundos é uma medida dos fluxos de investimento financeiro nesse mercado.
O desmonte de operações de spread e a rolagem de posições de julho para os vencimentos seguintes foram os destaques do dia, na ausência de notícias que direcionassem os preços. Na quarta-feira, o mercado havia subido com o aumento dos spreads, motivado pela estreiteza do mercado à vista em meio a vendas restritas dos produtores.
Hoje, a ausência de continuidade das compras, a falta de notícias que dessem suporte aos preços e os relatos de que a China estaria cancelando parte de suas importações de soja da América do Sul, devido ao acúmulo de estoques nos portos chineses, significaram uma pressão baixista, esses fatores colocaram os preços no território negativo. Os contratos referentes à nova safra foram pressionados pelas perspectivas favoráveis para as condições climáticas. No entanto, o declínio dos preços foi limitado pelo desmonte das operações de spread .Olhando para frente, os traders preveem que os preços continuarão a variar dentro do estreito intervalo que vêm ocupando, até que um quadro mais claro da produção de 2010 esteja visível ou que haja novidades sobre os fundamentos ou fatores externos.
A estimativa do USDA de 185 milhões de bushels para os estoques de passagem 2009/2010 veio pouco acima da média de 184 milhões de bushels sinalizada pelos analistas ouvidos pela Dow Jones . A estimativa do USDA de 360 milhões de bushels para a safra 2010/2011 foi praticamente a mesma da média dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de 359 milhões de bushels.

MILHO

A redução da estimativa de estoques finais pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foi considerada altista para o milho negociado na CBOT. O comportamento das ações e do dólar também foi considerado positivo. Os contratos com vencimento em julho subiram 5,0 cents ou 1,48% e fecharam a US$ 3,4325/bushel.
O USDA revisou para baixo suas projeções de estoques finais, prevendo agora 1,603 bilhão de bushels para 2009/10 e 1,573 bilhão de bushels para 2010/11. Os dados ficaram abaixo das expectativas dos analistas. A agência do governo também elevou a estimativa de produção de etanol para ambos os anos-safra, levando os analistas a concluir que o governo supõe um aumento da quantidade de etanol misturada à gasolina no país (que atualmente está em 10%). Os ganhos foram limitados, no entanto, pelo clima favorável para a nova safra. Isso inclui chuvas em algumas regiões mais secas do Cinturão do Milho, especialmente em áreas do Noroeste. O analista Joel Karlin, da MF Global, chamou o milho de "morno", apesar do suporte do USDA e de outros mercados. Karlin e outros analistas notaram certo ceticismo sobre as projeções, inclusive a perspectiva de produtividade de 163,5 bushels por acre. "Acho que o mercado espera de 168 a 170 bushels", afirmou. No entanto, depois das perdas recentes, o relatório parece ter atribuído um piso ao mercado. "Pode ser que já tenhamos visto as maiores perdas de valor, ao menos por enquanto", comentou. Alguns analistas também questionaram a expectativa de demanda. Joel Karlin disse que houve uma "grande confusão" sobre o aumento do consumo de etanol. Estima-se que fundos de commodities tenham comprado cerca de 11 mil contratos. Um trader observou que houve compras de milho e vendas de soja, que fechou em baixa.

SOJA/CHICAGO DEVOLVE GANHOS E OPERA EM BAIXA.

Os preços futuros da soja operam na defensiva nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago, em devolução dos ganhos de quarta-feira e do início da sessão. Traders embolsam lucros obtidos ontem, já que o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) não surpreendeu. Os lotes para entrega em julho, os mais negociados, trabalham em queda de 9,0 cents ou 0,95%, cotados a US$ 9,3450/bushel.
Segundo analistas, a reversão de operações de spread altistas e a rolagem de posições de julho antes do período de entrega, no fim do mês, pressionam os primeiros vencimentos. Relatos de que a China cancelou algumas importações de soja da América do Sul, por causa do acúmulo de oferta em seus portos, se somaram ao tom negativo.

SOJA/USDA: EUA VENDEM 420.600 T NA SEMANA

Os Estados Unidos venderam um saldo de 420.600 toneladas de soja da safra 2009/10 na semana encerrada em 3 de junho, volume muito superior ao registrado uma semana antes e 60% acima da média das últimas quatro semanas. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira no relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Dentre os compradores, Japão (336 mil t), Indonésia (79 mil t), México (34 mil t), Costa Rica (11.100 t) e Filipinas (7.900 t) ampliaram as aquisições. Houve decréscimos por parte da Guatemala (10.100 t) e de outros países não revelados (46 mil t).
Os embarques da oleaginosa no período atingiram 168 mil toneladas, alta de 13% em relação ao volume da semana passada, mas 12% abaixo da média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Indonésia (77.900 t), México (44.200 t), Síria (17 mil t), Costa Rica (11.100 t) e Taiwan (10.500 t). Para entrega em 2010/11, foram comercializadas 130 mil toneladas de soja para China (60 mil t) e outros países não especificados (70 mil t).

MILHO

Os Estados Unidos venderam um saldo de 1.018.800 toneladas de milho da safra 2009/10 na semana encerrada em 3 de junho, muito acima do volume registrado uma semana antes e 20% superior em relação à média das últimas semanas. Dentre os compradores, Japão (310.200 t), Coreia do Sul (267.600 t), Egito (135.200 t), México (72.800 t), Taiwan (65.100 t), Marrocos (52.100 t) e Síria (50.800 t) ampliaram as aquisições. Houve decréscimos por parte da Guatemala (20.300 t) e de países não revelados (90.900 t).
Os embarques do grão somaram 911.900 toneladas no período, queda de 26% frente ao volume da semana passada e de 19% em relação à média das quatro semanas anteriores. Os principais destinos foram Japão (275.200 t), México (173 mil t), Coreia do Sul (112.800 t), Peru (78.300 t), China (60 mil t) e Síria (50.800 t).
Para entrega em 2010/11, foram comercializadas 143.500 toneladas de milho para Coreia do Sul (58 mil t) e outros países não especificados (85.400 t). O USDA relatou ainda vendas de origem opcionais de 61.600 toneladas para Taiwan. Contudo, houve decréscimo de 10 mil toneladas por parte da República Dominicana.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SOJA SOBE NA TROCA DE POSIÇÃO E MILHO MANTÉM ESTABILIDADE.

Os contratos futuros de soja fecharam em alta nesta quarta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), liderados pelo vencimento de julho. Os estoques apertados da safra atual, as novidades sobre a demanda e o suporte dos mercados externos contribuíram para a alta de preços. Os contratos de julho, os mais líquidos, fecharam em alta de 1,34%, a 12,50 cents, a US$ 9,4350 por bushel, enquanto os de novembro encerraram com avanço de 2,25 cents, em alta de 0,25%, a US$ 8,9650/bushel. Estima-se que os fundos especulativos tenham comprado 6 mil lotes - a atividade dos fundos é uma medida dos fluxos de investimento financeiro nesse mercado.
A ampliação dos spreads foi a atração do dia: o estreitamento do mercado à vista em meio a vendas restritas dos estoques mantidos pelos produtores impulsionaram os primeiros vencimentos, em detrimento dos últimos. O aumento do spread significa estar comprado em um contrato com vencimento próximo, como julho, e vendido em vencimentos mais à frente - uma situação que costuma render bons resultados em mercados altistas, direcionados pela demanda. Nesses casos, quando a commodity está com estoques baixos, os contratos com vencimento próximo podem oferecer prêmios significativos em relação aos de vencimento posterior, na medida em que estes se relacionam a entregas da produção futura.
Os negócios no pregão desta quarta-feira estiveram concentrados na maior parte do dia em operações de spread - a situação restrita dos estoques prontos para entrega combinou-se com o cancelamento de recibos de entrega, ambos fornecendo combustível para a impulsão dos preços, disse Mario Balletto, analista do Citigroup em Chicago.
A fraqueza do dólar e a firmeza dos contratos futuros de petróleo deram suporte psicológico para os preços. A cobertura de algumas posições vendidas pelos traders, que buscavam proteção ante uma possível surpresa altista no relatório de oferta e demanda a ser divulgado nesta quinta-feira pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), também colaborou para a alta de hoje.
O relatório do USDA será divulgado amanhã, às 9h30 (horário de Brasília). Analistas ouvidos pela Dow Jones estimam que os estoques de passagem da safra 2009/2010 apresentem um pequeno declínio em relação à previsão oficial de maio. No mesmo horário, o USDA também divulgará o relatório semanal sobre exportações referentes à semana encerrada em 3 de junho. A previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones é de que as vendas tenham ficado entre 100 mil e 500 mil toneladas no período; as de farelo de soja, entre 50 mil e 150 mil toneladas; e as de óleo de soja, entre zero e 15 mil toneladas.

MILHO

Os preços futuros do milho terminaram em alta nesta quarta-feira em correção técnica de perdas observadas recentemente. Os contratos mais negociados, com vencimento em julho, fecharam em alta de 1,0 cent ou 0,30%, cotados a 3,3825/bushel. Estima-se que fundos especulativos tenham comprado cerca de 4 mil lotes de milho hoje.
O milho não recebeu pressões de outros mercados, o que permitiu os ganhos. Sua condição de sobrevendido e a cobertura de posições para reduzir a exposição ao risco - em caso de surpresas altistas no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que será divulgado amanhã - deram suporte ao mercado.
Segundo o analista John Kleist, corretor e analista da Allendale, os futuros deram sinais de ter encontrado um valor justo. As percepções de que o mercado retirou prêmio de risco suficiente das cotações, com uma longa temporada de desenvolvimento da safra, também foram positivas para os preços.
A queda do dólar frente a uma cesta de moedas e a valorização do petróleo foram fatores psicológicos e limitaram as vendas. Kleist explicou que os futuros também apresentaram um movimento de consolidação, sem notícias de demanda. Além disso, os traders preferiram ser cautelosos antes dos dados de oferta e demanda do USDA.

GRÃOS/EUA : ANALISTAS PREVEEM AJUSTES MÍNIMOS NO RELATÓRIO USDA.

O mercado prevê apenas alguns ajustes mínimos nas projeções a serem divulgadas amanhã (dia 10) pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas em média preveem que o USDA revise os estoques finais da safra 2009/10 para 5,0 milhões de tons, queda de 163,3 mil tons frente ao relatório de maio. As expectativas variaram entre 4,251 milhões e 5,44 milhões de tons.
Também não há previsão de muitas mudanças no que se refere à safra 2010/11, exceto uma redução na estimativa dos estoques iniciais, uma vez que o USDA deve aguardar a divulgação de um relatório de plantio, em 30 de junho, para ajustar os dados de produção. A projeção média de analistas é de que os estoques finais da oleaginosa em 2010/11 atinjam 9,770 milhões de tons.

MILHO 

Analistas esperam que o relatório de oferta e demanda do USDA apresente poucas mudanças nomercado de milho. Estimativas indicando uma safra grande provavelmente continuarão pesando sobre o mercado.
Em média, os analistas consultados pela agência Dow Jones esperam que os estoques finais 2009/10 de milho sejam estimados em 43,8 milhões de toneladas, pouco menores do que a previsão divulgada em maio pelo governo, de 44,145 milhões de tons. Para 2010/11, os analistas esperam estoques finais de 46,5 milhões de tons, mais do que a leitura feita em maio pelo USDA, que dava conta de 46,177 milhões de toneladas.
A expectativa é de que a relação global entre oferta e demanda permaneça estável. Prevê-se alguma redução nos estoques finais por causa da demanda melhor. "Exportação e produção de etanol estão melhores do que as previsões do USDA", afirmou a Allendale, que vislumbra estoques finais de 1,698 bilhão de bushels. "Isso reduzirá os estoques de milho nos Estados Unidos."
Outros analistas preveem menor utilização de milho na produção de etanol. O vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville, entende que o USDA vá reduzir essa projeção, assim como na produção rações. Ele prevê estoques finais de 45,720 milhões de tons. O intervalo das expectativas foi de 42,040 a 45,720 milhões de toneladas.
Para a nova safra, em média os analistas acreditam que o USDA elevará pouco a projeção de estoques finais, à medida que a próxima safra tem potencial para ser um recorde neste ano. O intervalo das expectativas foi de 40,665 a 52,7 milhões de toneladas.
Em âmbito global, os analistas também preveem poucas alterações, exceto numa produção maior na Argentina. Alguns analistas previram que o USDA elevará a projeção de estoques finais globais para 3,937 milhões de toneladas, ante 3,917 milhões de toneladaspre vistos em maio. Os dados de oferta e demanda serão divulgados amanhã (10), às 9h30 de Brasília.

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