terça-feira, 17 de novembro de 2009

Plantio de soja atinge 82% da área no MT.

O plantio de soja em Mato Grosso já atinge 82% da área destinada à oleaginosa na safra 2009/2010. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mostram que dos 5,941 milhões de hectares previstos para serem plantados nesta temporada, 4,871 milhões (ha) já foram semeados. O percentual registrado no levantamento é 1,8% maior que o verificado no mesmo período do ano passado, quando haviam sido plantados 80,2% da área. O plantio deve ser concluído nos primeiros dias de dezembro. Nem mesmo a chuva que caiu nos últimos dias atrapalhou os trabalhos na fazenda, ao contrário, o clima está sendo favorável. A afirmação é do diretor administrativo da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), Carlos Henrique Fávaro. Ele diz que alguns municípios onde a chuva não ocorreu anteriormente, colaborando para o desenvolvimento da etapa, agora está caindo e animando os sojicultores, que estavam esperando um desempenho aquém do previsto. "Mas não é nada preocupante. Os sojicultores estão otimistas com o plantio, o que está causando certo receio é a comercialização".
De acordo com o acompanhamento de plantio da soja do Imea, as regiões onde estão as maiores concentrações de lavouras são a Médio-Norte e Sudoeste, com 2,410 milhões de hectares e 1,419 milhão de hectares, respectivamente. Na Médio Norte, o percentual plantado é de 91,5% totalizando 2,205 milhões de hectares semeados. Já no Sudoeste, 1,147 milhão de hectares já foram plantados, resultando em 80,9% da área prevista para este ano agrícola na região.
O maior percentual semeado registrado no Estado é na região Norte, com 92,3%, porém é a que totaliza menor área, com 32 mil hectares. A região Noroeste plantou 80,9%, o que equivale a 182,995 mil (ha) de um total de 226,2 mil (ha) estimados para a safra 2009/2010. O Centro-Sul plantou 335,807 mil (ha) equivalente a 83,1% dos 404,1 mil (ha). "No geral estamos bem adiantados. Isso é bom para o produtor, já que com um plantio tranquilo, terá uma preocupação a menos quando for vender a safra".

PLANTIO-PARANÁ CULTIVOU 96% DO MILHO E 82% DA SOJA

O plantio da safra verão avançou nesta semana no Paraná, onde 96% da área de milho e 82% da de soja foi cultivada até a segunda-feira (16). Levantamento semanal realizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral) mostra que as condições de desenvolvimento são boas para 96% das lavouras de soja e 89% de milho. A oleaginosa tem 75% da área plantada ainda em desenvolvimento vegetativo. De acordo com o Deral, 2% da produção de soja já foi comercializada pelo produtor. Das lavouras de inverno, o trigo tem até esta semana 92% da área colhida. 13% da produção foi comercializada até o momento, segundo o Deral. Já em relação à safrinha de milho, a comercialização atinge 61% da produção. Os produtores paranaenses ainda tem 11% da safra de milho verão 2008/09 a comercializar.

MÁRIO MARIANO

CHAMADA DE BAIXA SOJA E MILHO NA CBOT.

Chamada de abertura para soja e milho na bolsa de Chicago em baixa de 3 a 5 cts bushel.
Boas chuvas na Argentina e previsão de mais precipitações para fim de semana deverão atrair realização de lucros após forte alta das commodities ontem. Previsão de colheita lenta no meio-oeste americano para milho poderá servir de suporte aos preços, uma vez que há úmidade para toda esta semana, porém os trabalhos de campo seguirão com alguma dificuldade sem paralizações. Chuvas na parte central de Illinois nesta noite já motivou compras no pregão noturno, entretanto a força do dolar frente outras moedas e baixa das ações nas bolsas da europa catalizou vendas de fundos arbitrando commodities agrícolas contra ativos financeiros.

GRÃOS/EUA: COLHEITA AVANÇA, MAS AINDA SEGUE ATRASADA .

Soja
A colheita de soja está se tornando um problema menor, embora produtores ainda não tenham alcançado a reta final. O USDA informou que a colheita de soja foi 89% concluída até domingo, acima dos 75% na semana anterior, mas abaixo da média dos últimos cinco anos de 96%. Traders esperavam que a colheita atingisse 90%."Grande parte dos principais estados produtores de soja continua abaixo do ritmo normal, mas avanços significativos foram feitos com o tempo seco na semana passada. O mercado começa a se concentrar nas condições climáticas da América do Sul e na sua temporada de plantio.

Milho
A colheita de milho ganhou ritmo na semana passada, conforme esperado, em meio a vários dias de estiagem no cinturão produtor do grão nos Estados Unidos. A conclusão da colheita de soja em muitas áreas permitiu aos produtores concentrar atenção no milho, disseram analistas. A safra de milho foi 54% colhida até domingo, ante 37% na semana anterior, mas bem abaixo dos 77% no ano passado e da média dos últimos cinco anos, de 89%. Analistas previam que a colheita estivesse em torno de 50% a 60% concluída. Mas a safra em alguns estados do norte do cinturão produtor de milho permaneceu bem atrás do cronograma. A colheita atingiu apenas 35% no Michigan, 43% no Minnesota, 27% em Dakota do Sul, 38% em Wisconsin e 8% em Dakota do Norte. Em Illinois, importante produtor do grão, 52% da safra foi colhida, acima dos 31% na semana passada, mas abaixo da média de 95%. O tempo úmido em grande parte do cinturão produtor de milho nesta semana pode limitar o progresso da colheita, afirmaram analistas. O analista da Benson Quinn Commodities, Jon Michalscheck, também observou que o governo parou de relatar a porcentagem da safra que nem mesmo atingiu a maturidade, "o que ainda parece ser bastante comum" no estados de Minnesota, Dakota do Sul e do Norte. A porção da safra norte americana classificada como excelente foi 67%, ante 68% na semana anterior.

SOJA: CHICAGO FECHA EM FORTE ALTA COM RECUO DO DÓLAR

Os preços futuros da soja fecharam a segunda-feira em forte alta na Bolsa de Chicago (CBOT). O contrato mais negociado, para entrega em janeiro, registrou valorização de 23 cents ou 2,33%,cotado a US$ 10,10 o bushel no encerramento dos negócios. Praticamente todas as commodities registraram ganhos expressivos, impulsionadas pelo influxo de capital especulativo (compra de fundos de investimentos). Apenas no pregão viva-voz, fundos registraram uma compra líquida de 5 mil contratos de soja, mil de farelo e outros 2 mil de óleo. Segundo analistas, os fundos estão procurando ativos físicos com potencial de valorização frente a sinais inflacionários nos Estados Unidos. O dólar caiu para o menor nível desde agosto do ano passado, o que elevou os preços do ouro, do petróleo e de produtos agrícolas -ativos denominados em dólar.
O mercado também encontra suporte na forte demanda por soja americana e na previsão de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos, o que pode atrasar o encerramento da colheita da safra 2009/10. As pressões baixistas exercidas pela produção recorde dos Estados Unidos e pelo otimismo em relação à safra sul-americana foram deixadas em segundo plano. Compras baseadas em considerações técnicas também tiveram participação no rali de ontem. Ordens automáticas de compra foram acionadas depois que o contrato janeiro rompeu a marca psicológica de US$ 10 o bushel.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

SOJA: PLANTIO ATINGE 61%.

Os brasileiros plantaram 61% da área estimada com soja na safra 2009/10 até a última sexta-feira, informou relatório divulgado pela consultoria mineira Céleres. Trata-se de um avanço de 13% em relação à semana anterior. Os trabalhos estão adiantados não apenas em relação ao ano passado, mas à média dos últimos cinco anos para o período (55%). Maior produtor de soja do País, o Mato Grosso é também o Estado mais adiantado. Até sexta-feira, 87% da área havia de soja estava plantada, ante 79% na semana anterior e 80% um ano antes. Em Goiás, o plantio chegou a 78%, ante 64% uma semana antes e 65% em igual época de 2008. No Paraná, segundo maior produtor, a área cultivada saltou de 52% para 72% na última semana, ficando apenas um ponto porcentual atrás do ritmo observado um ano antes. Já o Rio Grande do Sul cultivou 25% da safra 2009/10, um avanço de 13 pontos porcentuais na semana. Há um ano, a área plantada somava 22%.

GRÃOS/ARGENTINA:PRODUÇÃO DE SOJA 47 MILHÕES TONS.

A produção da safra de grãos da Argentina 2009/10 será significativamente menor do que se esperava inicialmente, por conta da seca nas lavouras do extremo Oeste do Cinturão, de acordo com a última projeção da Bolsa de Grãos de Rosário. "Desde o começo temos sido um pouco pessimistas no que diz respeito às previsões, especialmente para a soja", disse a bolsa. Embora alguns analistas prevejam mais de 55 milhões de toneladas de soja, a Bolsa de Rosário avalia que a safra somará 47 milhões de toneladas. "A seca está afetando algumas províncias, como Córdoba, Santiago del Estero, o Oeste de Buenos Aires e partes do Norte do país, o que leva a crer que as estimativas deverão ser reduzidas, e não elevadas", comentou.
A projeção da bolsa é de que a produção total de grãos nesta temporada totalize 77 milhões de toneladas, mais do que as 63 milhões de toneladas de 2008/09. Espera-se que a produção resulte em 47 milhões de toneladas de soja, 13 milhões de toneladas de milho, 8 milhões de toneladas de trigo, 3 milhões de toneladas de semente de girassol, 2 milhões de toneladas de sorgo e 4 milhões de toneladas de outros grãos.

CHAMADA DE SOJA EM ALTA DE 8 A 10 CTS.

A segunda feira está recheada de notícias animadoras para alta dos preços  na CBOT.

Crescimento de 1,2% do pib do Japão no 3º trimestre estimularam as compras nas bolsa de valores asiaticas e europeias, além das aquisições de petróleo após queda de preço na sexta feira com aumento de estoque americano, ainda com efeito da melhora econômica do pais asiático, petróleo e ouro foram alvos de compras por fundos, elevando as cotações acima de 1,3%.

As importações de soja da China devem subir mais de 12% neste ano, para mais de 42 milhões de toneladas, informou um instituto de pesquisa do governo em um relatório nesta segunda-feira, a previsão de importações maiores em novembro e dezembro, projetadas em 3,8 milhões e 4 milhões de toneladas,respectivamente, ajudará a impulsionar as compras de fundos provocando novas altas já visto no pregão noturno desta segunda feira.

As importações de óleos vegetais da Índia até 31 de outubro atingiram recorde de 8,66 milhões de toneladas, alta de 37%, informou uma associação indiana que reúne processadores de oleaginosas, nesta segunda-feira. As importações totais de óleos comestíveis avançaram 46%, para 8,18 milhões de toneladas.

A NOPA, associação das empresas esmagadoras de soja dos EUA, informou o processamento de 4,226 milhões de toneldas em outubro, acima das expectativas de mercado de 3,78 milhões de tons.

MÁRIO MARIANO

GRÃOS DEVEM SEGUIR INDICADORES FINANCEIROS.

Os preços futuros dos grãos negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) devem manter-se, ao longo dos próximos dias, perto dos níveis observados recentemente. Com a colheita americana caminhando para o fim e as condições por enquanto favoráveis para o plantio na América do Sul, o mercado tende a acompanhar a oscilação dos indicadores financeiros e o interesse dos fundos de investimento.
Na semana passada, as cotações da soja subiram mais de 3,3%, enquanto milho e trigo acumularam valorização de 6,4% e 8,4%, respectivamente. O mercado continua a demonstrar uma força atípica para esta época do ano. O desempenho semanal das três commodities foi bem superior ao do índice CRB, que apura o comportamento de uma cesta de matérias-primas, e do petróleo, que tem grande influência sobre os preços dos grãos. Segundo analistas, a confirmação de uma colheita recorde de soja e milho nos Estados Unidos, a perspectiva de uma safra cheia também na América do Sul e os amplos estoques mundiais de trigo deveriam pesar sobre as cotações, especialmente nesta época do ano. Contudo, a desvalorização do dólar e o ambiente macroeconômico favorável estimulam os fundos a continuar comprando commodities.Outro fator altista é a demanda, sobretudo por soja. Segundo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)divulgado na sexta-feira, os americanos fecharam contratos de exportação para 1,27 milhão de toneladas de soja para entrega em 2009/10 na semana encerrada no último dia 5. Trata-se de um aumento de 82% em relação à média apurada nas cinco semanas anteriores. Só a China comprou 961,2 mil toneladas. Com isso, os americanos já venderam o equivalente a 70% do volume total estimado pelo USDA para a temporada 2009/10, que termina apenas em setembro do ano que vem. Segundo analistas, a China estaria se garantindo contra uma eventual escalada nos preços em caso de quebra na safra sul-americana - um filme já visto em 2008. Caso não haja problemas com as colheitas de Brasil e Argentina, os chineses poderão cancelar algumas dessas compras junto a fornecedores americanos e buscar soja e milho mais baratos nos portos sul-americanos no ano que vem.Segundo fontes do mercado americano, o ímpeto das exportações de soja é tão grande que acabou criando um problema para os esmagadores locais. A indústria tem enfrentado dificuldade em originar a soja de que precisa para efetuar as entregas de farelo com base nos contratos futuros que vencem em dezembro, fato que vem sustentando os preços do farelo.
Outro fator bastante comentado na semana passada foi a presença de níveis elevados de vomitoxina (substância produzida por fungos) em grãos secos de milho após o processo de destilação. Boatos deram conta de que criadores de suínos devolveram carregamentos inteiros devido à presença da substância, prejudicial para os animais. Supostamente, o problema com o milho - resultado do excesso de chuvas durante o mês de outubro - poderia levar a uma maior demanda por farelo de soja. No entanto, analistas minimizaram a questão, alegando que o impacto sobre a demanda total e, consequentemente, sobre os preços é limitado.

SOJA: APÓS COLHEITA EUA MIRA PERSPECTIVA DE DEMANDA.

Os participantes do mercado de soja devem se concentrar no desempenho das vendas dos Estados Unidos, agora que a colheita da oleaginosa no país está sendo concluída. Apesar de um forte começo da temporada de exportação 2009/10, será difícil para o mercado se desvencilhar de influências como inflação, o desempenho do dólar e uma série de outras questões, que podem ter impacto na demanda. No atual ano comercial 2009/10, as exportações da commodity dos Estados Unidos apresentam alta de 58% frente ao ano anterior, ante expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) de aumento de 3,3%. O ano comercial começou em 1º de setembro. O apetite da China por soja tem sido e continua sendo aspecto fundamental para as exportações da oleaginosa norte-americana. Desde 1º de setembro, os compromissos de exportação dos Estados Unidos totalizaram 24,682 milhões de toneladas, com a China respondendo por 15,119 milhões."O mercado não conseguirá se livrar do âmbito macroeconômico, uma vez que a janela de oportunidade de novos negócios de exportação é estreita", afirmou Dan Basse, presidente da AgResource Co, em Chicago. Isso porque, as recentes importações da China indicam que o país deve ter preenchido suas necessidades até janeiro e, assim que direcionar suas compras para países da América do Sul, pode haver uma dramática mudança na demanda mundial, acrescentou Basse.
A produção recorde dos Estados Unidos e estimativas de uma safra também recorde no Brasil e na Argentina deixam poucos aspectos otimistas para o mercado. Mudanças na moeda norte-americana afetarão os preços, e sem novas notícias sobre fundamentos, os futuros estarão suscetíveis ao movimento dos mercados externos. A oscilação do dólar será sentida pelo mercado de soja, mas será difícil monitorar como a oleaginosa reagirá, disse Anne Frick, analista sênior da Prudential Bache, em Nova York.
O forte ritmo de exportação incentivou analistas a elevarem suas projeções para o relatório de oferta e demanda do USDA em novembro. O órgão estimou as exportações de soja em 2009/10 em 1,325 bilhão de bushels, acima dos 1,305 bilhão de bushels previstos em outubro.

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