sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

SOJA: AGRAFNP MANTÉM ESTIMATIVA DE 68 MILHÕES DE TONS.

A consultoria AgraFNP manteve hoje sua estimativa para a safra de soja 2010/11 do Brasil em 68 milhões de toneladas, em linha com outras previsões divulgadas nesta semana. Esse volume, entretanto, representa uma queda ante o recorde de 68,7 milhões de toneladas colhidas na safra anterior, devido ao menor rendimento das lavouras.O Brasil está no estágio final de plantio da nova safra, cuja área é estimada para AgraFNP em 24,1 milhões de hectares, contra 23,5 milhões em 2009/10.
De acordo com o analista Aedson Pereira, o rendimento menor deve-se ao ritmo de plantio, que começou atrasado em boa parte do País por causa da irregularidade de chuvas provocada pelo fenômeno climático La Niña, que continua a preocupar o produtor. "Com o La Niña na safra 2010/11, os produtores devem estar atentos para possibilidades de chuvas durante a colheita e maior incidência de ferrugem nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. Já na região Sul, é possível que ocorram longos períodos de estiagem", disse Pereira.
Mesmo assim, a AgraFNP projeta ganhos acima da média histórica para os rendimentos da oleaginosa, mantendo a produtividade nacional em 47 sacas por hectare. O valor, entretanto, fica abaixo das 48,8 sacas por hectare na temporada 2009/10, quando as condições foram excepcionais, diz o relatório da consultoria.
Esta foi a sexta previsão divulgada nesta semana. Hoje, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos manteve sua previsão para a safra brasileira em 67,5 milhões de tonelada. Já ontem a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou a safra em 68,55 milhões de toneladas, enquanto a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) mostrou ser mais conservadora e projetou 67,2 milhões de toneladas. Por sua vez, a consultoria Céleres fala em 68,123 milhões de toneladas e a Agroconsult, em 68,4 milhões.
A AgraFNP, entretanto, alerta que Mato Grosso, maior produtor, deve ter uma disponibilidade menor de soja nas primeiras semanas de janeiro, e com isso o plantio de milho safrinha sofrerá atraso. "No ano anterior, durante o mês de janeiro, o volume de soja colhido foi próximo de cinco milhões de toneladas. Na temporada atual, a projeção da AgraFNP é de que este seja de um milhão".
Já no Paraná, segundo maior produtor, o plantio evoluiu bem com as condições de umidade do solo favoráveis. Na região oeste do Estado a colheita será antecipada. Assim, a produção local foi estimada pela AgraFNP em 14,2 milhões de hectares ante a 14,1 milhões de t na safra passada, em uma área de 4,7 milhões de hectares, contra 4,5 milhões no período anterior. "As lavouras estão entrando em fase de floração e enchimento de grão (período de maior necessidade de umidade), entretanto, com o La Niña, o índice de precipitação tende a diminuir no início de janeiro, o que preocupa o produtor ", disse Pereira.
A situação no Rio Grande do Sul é a mais preocupante, uma vez que o desenvolvimento das lavouras tem sido irregular devido às má distribuição de chuvas. No final de novembro, segundo a consultoria, 69% das lavouras tinham sido semeadas, contra 40% no ano passado, uma vez que os poucos registros de precipitações levaram o produtor a acelerar o plantio.
Previsões para a safra 2010/11 de soja do Brasil 
  Entidade  Previsão atual  Previsão anterior
                    Em milhões de toneladas    
  Conab             68,55               67,7 - 69 
  USDA              67,5                 67,5 
  AgraFNP         68,0                 68,0 
  Abiove           67,2                  67,9 
  Céleres          68,123              69,096 
  Agroconsult   68,4                  69,6

GRÃOS/CHICAGO OPERA COM PERDAS, SEM SUPORTE DOS FUNDAMENTOS

Os contratos de soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) estão se desvalorizando nesta sexta-feira. Traders reduzem a exposição ao risco, sem novidades capazes de dar suporte aos futuros neste momento. Negócios com vencimento para entrega em janeiro recuavam 6,0 cents e trabalhavam a US$ 12,75/bushel.
Estoques finais menores e projeções maiores para exportação no relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) já haviam sido precificados, segundo um analista, de modo que a divulgação dos dados hoje não atraiu compradores. Traders continuam embolsando lucros. A falta de surpresas no relatório foi encarada como um reflexo de que o mercado não tem fundamentos para justificar preços acima dos US$ 13/bushel.

MILHO OPERA COM PERDAS DIANTE DE RELATÓRIO DO USDA
Os preços futuros do milho estão caindo nesta sexta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 15h15, os contratos mais
negociados, com vencimento em março, caíam 3,0 cents para US$ 5,71 50 /bushel.
Segundo analistas, os dados de safra divulgados hoje pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) foram baixistas, pois o governo elevou inesperadamente sua estimativa para a oferta de milho nos Estados Unidos no ano comercial que termina em 31 de agosto.

SOJA/CHINA FECHA EM BAIXA; MERCADO AGUARDA DADOS DE INFLAÇÃO

Os futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Commodities de Dalian, afetados pela fraqueza dos preços no pregão eletrônico da Bolsa de Chicago, após traders terem embolsado lucros na quinta-feira para reduzir sua exposição ao risco antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). No entanto, fortes indicadores econômicos divulgados hoje pela China limitaram as perdas. O mercado ainda aguarda dados da inflação, previstos para amanhã, segundo participantes.
O contrato setembro, o mais negociado, terminou com queda de 18 yuans nesta sexta-feira, ou 0,4%, cotado a 4.349 yuans por tonelada, após ter oscilado entre 4.336 e 4.365 yuans por tonelada (6,65 yuans = US$ 1).
Investidores temem que o índice de preços ao consumidor, que deve ter atingido o pico em novembro, possa alavancar uma nova rodada de medidas de aperto monetário, como a elevação da taxa de juro ainda neste final de semana. Economistas preveem que o indicador subiu 4,7% ante novembro de 2009, acima da alta de 4,4% registrada em outubro.
Hoje, um leilão feito pelo governo chinês de 191 mil toneladas de soja das reservas da província de Heilongjiang não atraiu compradores, influenciando negativamente o sentimento do mercado. A oferta de soja na China é suficiente, e processadoras preferem produtos importados por serem mais baratos e terem melhor qualidade, afirmou Huang Xiao, analista da Capital Futures Co.

BANCO CENTRAL ELEVA 0,50% TAXA DO COMPULSÓRIO PARA BANCO.
O Banco do Povo da China (PBOC, banco central do país) elevou a taxa do compulsório dos bancos em 0,50%, o sexto aumento desse tipo neste ano, conforme as pressões inflacionárias aumentam.
A elevação da taxa, que terá efeito a partir de segunda-feira dia 20, é o mais recente movimento da China para controlar a inflação depois que o índice de preços ao consumidor (CPI) do país cresceu 4,4% em outubro, ante o mesmo mês do ano passado - a maior alta em dois anos.
Em novembro o PBOC elevou o compulsório duas vezes, depois de ter aumentado a taxa básica de juros em outubro pela primeira vez em quase três anos. A China deve divulgar o CPI de novembro entre a noite desta sexta-feira e a madrugada de sábado.

EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES ATINGEM RECORDE EM NOVEMBRO
Indicadores econômicos divulgados nesta sexta-feira pela China mostram um forte aumento das exportações e a continuação da alta de preços no mercado imobiliário, num desempenho surpreendentemente forte que deve reforçar a pressão para que Pequim tome mais medidas de controle da inflação.
Tanto as exportações como as importações da China atingiram níveis recordes em novembro, enquanto o superávit comercial do país encolheu para US$ 22,9 bilhões, dos US$ 27,15 bilhões de outubro, de acordo com os números oficiais. Apesar da queda, o superávit superou a mediana das previsões de 16 economistas consultados pela Dow Jones, que apontava para um saldo comercial de US$ 22,3 bilhões.
O crescimento das exportações, de 34,9% em novembro na comparação com um ano antes, foi muito superior à expansão de 22,9% verificada em outubro e bem acima dos 22,4% indicados pela mediana das previsões de economistas consultados pela Dow Jones. As importações aumentaram 37,7% na mesma comparação, contra um crescimento de 25,3% em outubro.

IMPORTAÇÃO DEVE SOMAR 5,8 MI T EM DEZ/10.
O Ministério de Comércio da China elevou nesta sexta-feira a estimativa das importações de soja em dezembro para 5,8 milhões de toneladas, ante 5,3 milhões de toneladas previstas pelo governo apenas três dias antes. O país importou 5,48 milhões de toneladas em novembro, segundo maior volume mensal já registrado neste ano, de acordo com a Administração Geral Alfandegária.
O ministério projeta que a quantia importada em dezembro será quase o dobro frente ao mesmo período de 2009. A previsão é consistente com os fortes níveis de importação deste ano.
A estimativa, publicada no site do órgão, se baseia nos relatos de importadores no período entre 16 e 30 de novembro, mas normalmente fica abaixo do volume real, já que não inclui todos os carregamentos. O ministério divulga tais projeções duas vezes por mês.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

SOJA/CHICAGO OPERA EM LEVE BAIXA COM REALIZAÇÃO DE LUCROS.

As cotações da soja registram perdas modestas nesta quinta-feira na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionadas por realização de lucros. Traders reduzem sua exposição ao risco antes do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado amanhã. Negocios com vencimento em janeiro caíam 5,50 cents ou 0,35% e operavam a US$ 12,9050/bushel.
Geralmente, o relatório do USDA de dezembro tem pouco impacto nos preços, mas traders estão cautelosos depois que os futuros saltaram 4% com a divulgação dos dados do governo em novembro, segundo analistas.

MILHO OPERA ESTÁVEL À ESPERA DE DADOS DO USDA
Os preços futuros do milho trabalham perto da estabilidade na CBOT enquanto traders aguardam a divulgação dos dados de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), amanhã de manhã. Lotes para entrega em março operam com ganho de 3,0ct/bu US$ 5,770/bushel.
Traders também aguardam notícias sobre se o Congresso vai estender o benefício fiscal para as companhias que misturam etanol à gasolina. "O mercado aguarda novidades na lei e outros mercados oferecem pouca direção", disse a corretora da FCStone.

BRASIL: DESACELERAÇÃO EM 2011, COM CRESCIMENTO DE 5%

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, previu uma redução da atividade econômica em 2011 na comparação com este ano. "Para 2011, devemos ter uma pequena desaceleração da atividade, com crescimento em torno de 5%", disse o ministro.
Na avaliação de Mantega, a taxa de 5% é boa para o País, pois mantém a oferta de empregos em um nível razoável. A partir de 2012, a projeção do governo é de crescimento "acima de 5%" até 2014. Segundo ele, no entanto, esse 'esfriamento' da atividade de um ano para o outro não causará danos à economia do País."Vamos transitar para esse crescimento com fundamentos sólidos", defendeu.
De acordo com Mantega, o Brasil alcançará resultado primário tanto em 2010 quanto em 2011. O ministro destacou, também, que a inflação estará dentro da meta, sob controle. Ele voltou a dizer que uma parte da alta da inflação é sazonal e que depois haverá refluxo. "Alguns produtos agrícolas já começaram a cair; a trajetória de inflação é benigna", observou.
Mantega salientou, no entanto, que nos dois primeiros meses de 2011, a inflação deve continuar elevada por conta de eventos específicos que ocorrem em janeiro e fevereiro, como matrículas escolares, transporte, entressafra e chuva, entre outros. "Depois tudo isso cai, ao longo do ano", resumiu.
O ministro evitou, porém, fazer avaliações a respeito da taxa básica de juros - Selic - que ontem foi mantida pelo Banco Central em 10,75% ao ano. "Não tenho patamar para juro. Esta é uma responsabilidade do Banco Central, que leva em conta a dinâmica da economia e a inflação sob controle", declarou.

GRÃOS/USDA: RELATÓRIO SEMANAL DE EXPORTAÇÃO.

Os Estados Unidos venderam 637.800 toneladas de soja da safra 2010/11 na semana encerrada em 2/12, queda de 53% em relação à semana passada e de 33% frente à média mensal, informou hoje o Departamento de Agricultura do país (USDA) em seu relatório semanal de exportações.
Os principais compradores foram China (266.300 t), Espanha (118.300 t), Egito (90 mil t), Indonésia (81.100 t) e Holanda (60 mil t).
Cancelamentos foram feitos por países não revelados (144 mil t). Mais 233 mil toneladas da safra 2011/12 foram vendidas para China (115 mil t), Japão (48 mil t) e outros países não identificados (70 mil t).
Os embarques da oleaginosa alcançaram 1.494.800 de toneladas no período, volume 8% inferior ao da última semana e 11% abaixo da média mensal. Os principais destinos foram China (940.600 t), Indonésia (225.800 t), Japão (80.900 t), Espanha (63.300 t), México (49.100 t) e Egito (45 mil t).
MILHO: EUA VENDEM 671.100 TONS; -12%. Os Estados Unidos venderam 671.100 toneladas de milho da safra 2010/11 na semana encerrada em 2/12, volume 12% menor que o da última semana, mas inalterado em relação à média mensal, informou hoje USDA, em seu relatório semanal de exportações.
Os principais compradores foram Taiwan (211.500 t), Coreia do Sul (107.500 t), República Dominicana (37.200 t), Egito (29.200 t) e outros países não revelados (102.400 t). Mais 136.400 toneladas da safra 2011/12 foram comercializadas para Japão (135.00 t) e Coreia do Sul (1.300 t) no período.
Os embarques do grão atingiram 695.200 toneladas na semana, queda de 11% em relação à semana passada e de 10% frente à média mensal. Os principais destinos foram Japão (319.600 t), Taiwan (101.400 t), México (72.500 t), Egito (61.700 t) e Coreia do Sul (56.900 t).
TRIGO: EUA VENDEM 535.500 TONS; -19%.
Os Estados Unidos venderam 535.500 toneladas de trigo da safra 2010/11 na semana encerrada em 2/12, 19% abaixo da quantia registrada na semana passada e 33% menor que a média mensal, informou hoje o USDA em seu relatório semanal de exportações. Os principais compradores foram Japão (171.300 t), Egito (122.100 t), Nigéria (113.200 t), México (74 mil t) e Filipinas (52.200 t). Cancelamentos foram feitos por Jordânia (25 mil t), Peru (17.300 t) e outros países não revelados (117.500 t).
Mais 191 mil toneladas da safra 2011/12 foram comercializadas principalmente para as Filipinas (101 mil t) no período. Os embarques do cereal somaram 675.200 toneladas na semana, alta de 15% frente à semana anterior e de 31% em relação à média mensal. Os principais destinos foram Nigéria (99.800 t), México (84.600 t), Egito (61.100 t), Filipinas (58.700 t) e Iêmen (52.500 t).

GRÃOS: CHINA NÃO DEVE MANTER AUTOSSUFICIÊNCIA.

A China pode não ser capaz de sustentar sua tendência de crescimento na produção de grãos, ameaçando a tão alardeada política de autossuficiência no setor, informou hoje Chen Xiwen, diretor do departamento de políticas rurais do Conselho de Estado.
Os comentários, divulgados no site do Instituto de Desenvolvimento Rural da Academia Chinesa de Ciências Sociais, contrariam o discurso do governo e representam um alerta incomum, apenas uma semana após autoridades terem comemorado a sétima safra recorde consecutiva.
A China quer satisfazer 95% do consumo interno de grãos com a produção doméstica, uma política que foi sitiada pelo aumento da renda, pelo êxodo das áreas rurais e pela apertada disponibilidade de terras aráveis. "Há uma concentração maior [de grãos] em áreas produtoras e, com a escassez de água na região norte, a sustentabilidade [da produção] é preocupante", afirmou Chen. "É inevitável que a taxa de autossuficiência recue."
Os comentários de Chen surgem um dia após o Ministério de Agricultura da China ter reiterado seu compromisso de produzir uma safra abundante pela oitava vez seguida no próximo ano. Autoridades do governo minimizaram a probabilidade de problemas com as ofertas de grãos, dizendo que o aumento dos custos de produção contribuiu com o forte rali dos preços do complexo agrícola neste ano. "Eu tenho ido checar em muitos lugares e conversei com vários especialistas, e posso dizer que a principal questão é o custo da produção", disse Sui Pengfei, supervisor de mercado e comunicação econômica do ministério.
A alta acentuada dos preços dos alimentos conduziu a inflação chinesa para os maiores níveis em dois anos no mês de outubro, incentivando o governo a adotar um conjunto de medidas para conter tal situação.
Partindo de uma estimativa conservadora, para ampliar a produção local o suficiente para satisfazer a demanda atualmente coberta pelas importações, será necessário mais de 600 milhões de mu, ou 40 milhões de hectares, de terras aráveis, área da qual a China não dispõe, escreveu Chen. Isso "intensifica as dificuldades do governo para controlar os preços."
Chen reconheceu que atualmente há um sério problema, com a produção em torno de 540 milhões de toneladas por ano e a demanda perto de 525 milhões de toneladas. "Em um ano normal, ainda há um superávit mesmo depois de atender à demanda", explicou ele. Mas Chen ponderou que a perspectiva de oferta e demanda no futuro não é tão otimista.
China informou ter colhido 546,4 milhões de toneladas de grãos neste ano, volume 2,9% superior ao produzido no ano passado.

SOJA: IBGE ESTIMA SAFRA DE 68,4 MILHÕES EM 2011.

A segunda estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que a produção de soja em 2011 será de 68,4 milhões de toneladas, queda de 0,2% ante o volume obtido em 2010. O volume, contudo, é maior que as 68,1 milhões de t previstas no primeiro levantamento. A área a ser colhida deve crescer 1,1% para 23,6 milhões de hectares ante o período anterior. O rendimento médio esperado deve diminuir 1,2% para 2.901 quilos por hectare. "A ampliação da área cultivada ocorre, principalmente, em áreas anteriormente ocupadas com o milho, como também em áreas de arroz tendo em vista as maiores cotações e liquidez da soja", diz o IBGE em seu levantamento divulgado hoje.
De acordo com o instituto, as avaliações de campo da Região Sul consideraram a deficiência hídrica por conta do fenômeno La Niña. O órgão ressaltou, contudo, que ainda não se pode indicar prejuízos até o momento para a safra de grãos local.

MILHO: IBGE ESTIMA SAFRA VERÃO 2011 EM 31,3 MILHÕES DE TONS
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimou hoje que a produção de milho 1ª safra, ou safra verão, deverá ser de 31,3 milhões de toneladas na safra 2011, queda de 7,3% ante a colheita de 2010, de 33,8 milhões de t. Este é o segundo levantamento para o próximo ciclo. No primeiro, a produção do cereal foi estimada em 31,2 milhões de tons.
De acordo com o IBGE, a área plantada deve diminuir 3,5% e a produtividade deverá recuar 7,2%. "Conforme relatado no primeiro prognóstico, os números desfavoráveis para esta safra são decorrentes da baixa cotação que o produto apresentou ao longo deste ano, em face dos volumes estocados e, ainda, pelo elevado custo de produção", afirmou o instituto em seu levantamento.
Minas Gerais apresentou pequenos ganhos na área a ser colhida (1,3%) e na produção (1,6%) e superou o Paraná como maior produtor dessa safra do produto.
O Paraná deverá ter uma retração de 19,5% na área de milho 1ª safra como resultado da opção dos produtores paranaenses, neste primeiro período de plantio, pelo cultivo de soja e de feijão.

ALGODÃO EM CAROÇO: IBGE ESTIMA SAFRA 2011 EM 3,9 MI DE T (+34,3%)
A produção de algodão em caroço na safra 2011 deverá crescer 34,3% para 3,9 milhões de toneladas, ante 2,9 milhões de t em 2010, de acordo com o segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Entre os principais centros produtores, apenas Goiás deve registrar retração na área. Mato Grosso, maior produtor, que participa com 53,9% da produção nacional, aponta incremento de 33,7% na área e de 45,8% na produção esperada. Em Mato Grosso, "com o atraso das chuvas e consequente adiamento do plantio da soja, houve ampliação na área da 1ª safra do produto estimada em 309.729 ha. A 2ª safra, cultivada após a colheita da soja, tem previsão de 250.893 ha, que somados à área do algodão irrigado (1.114 ha), perfazem uma estimativa de área plantada no Mato Grosso de 561.736 hectares", informou o instituto. Em 2010, as áreas colhidas na 1ª e 2ª safras do produto foram de 154.248 ha e 264.770 ha, respectivamente.

IBGE: SOJA, MILHO, ARROZ E TRIGO SÃO OS PRINCIPAIS GRÃOS ESTOCADOS
Soja, milho, arroz e trigo são os produtos com os maiores estoques no País, conforme levantamento divulgado hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referente ao dia 30 de junho de 2010.
O volume de soja armazenado na ocasião era de cerca de 19,2 milhões de toneladas, representando aumento de 39,2% na comparação com a mesma data de 2009. O estoque de milho (12,2 milhões de t), arroz (4,7 milhões de t) e trigo (3,5 milhões de t) apresentou variação no período de, respectivamente, mais 10,3%, menos 1,5% e menos 3,9%.
O IBGE informa, ainda, que no primeiro semestre de 2010 a rede armazenadora de produtos agrícolas em operação no País apresentou um decréscimo de 0,4% no número de estabelecimentos ativos, em comparação com o segundo semestre de 2009. No fim do primeiro semestre de 2010 a rede era representada por 8.785 estabelecimentos ativos, dos quais 43% encontravam-se na região Sul, 22,8% na região Sudeste, 22,1% na Centro-Oeste, 8,5% na Nordeste e 3,6% na região Norte.
Apesar do número de estabelecimentos ter sofrido uma pequena queda, o IBGE ressalta que a capacidade de armazenagem total do País teve um acréscimo de 1,3%, atingindo 146,7 milhões de toneladas. A capacidade útil dos armazéns convencionais, estruturais e infláveis somou 76.746.287 metros cúbicos, sendo que, deste total, um pouco mais de 70% estava concentrado nas regiões Sudeste e Sul.
Os armazéns graneleiros e granelizados totalizaram 53,5 milhões de toneladas de capacidade útil, sendo que a região Centro-Oeste deteve 49,5% desta capacidade de armazenamento e a Sul 33,8%. Os silos para grãos apresentaram 47,1 milhões de toneladas de capacidade útil total no País, detendo a região Sul 55,2% deste total e as regiões Centro-Oeste e Sudeste 26,6% e 13,1%, respectivamente.

GRÃOS/CONAB PREVÊ SAFRA 2010/11 DE 149,1 MILHÕES TONS.

A safra brasileira de grãos 2010/11 deve alcançar 149,087 milhões de toneladas, representando pequena queda de 0,1%, em comparação com o ciclo anterior (2009/10), quando foram produzidas 149,204 milhões de t. O resultado faz parte do terceiro levantamento de intenção de plantio, divulgado hoje pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Segundo a Conab, o clima favorável tem permitido um bom desenvolvimento das lavouras. "No geral, a previsão de aumento está condicionada à ocorrência de clima favorável, desde que não afete culturas como a soja, milho (1ª e 2ª safras), arroz e feijão", informa a Conab em comunicado.
O encerramento da safra de trigo nos Estados do Sul confirma que a produção deve ser de 5,78 milhões de tons, com um aumento de 15% sobre o período anterior. A safra de arroz deve crescer 7,8%, para 12,57 milhões de tons, mesmo com uma retração na área de 1,2%.
A safra de soja, com participação de cerca de 46% no total nacional, deve alcançar 68,51 milhões de tons, em uma área de 24,08 milhões de hectares. O aumento sobre a área da safra anterior é de 2,6%.
A Conab estima, no entanto, que a primeira safra de milho deve apresentar uma queda de produção de 8%, podendo atingir 31,35 milhões de tons, em comparação com 34,08 milhões de t da safra passada.
Os técnicos ressaltam que a lavoura de algodão do Brasil está atingindo grande importância nesta safra. Os preços altos no mercado interno e externo estimularam os produtores a aumentar a área de cultivo e ao uso de pacote tecnológico com alta adubação. A produção da pluma de algodão está projetada para 1,835 milhão de tons (mais 54% ante a safra passada), em uma área de 378,8 mil hectares, ou 45,3% mais do que a cultivada em 2009/10. A produtividade está estimada em 1.511 kg/ha, superior em 5,7% a produtividade da safra anterior.
A pesquisa foi realizada por 51 técnicos, no período de 22 a 26 de novembro, em trabalho de campo que ouviu representantes de cooperativas e sindicatos rurais, de órgãos públicos e privados nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de parte das regiões Norte e Nordeste. O secretário de Política Agrícola, Edilson Guimarães, e o diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Sílvio Porto, vão detalhar os resultados da pesquisa a partir das 10 horas, em Brasília.

SOJA/CHINA TEM LEVE BAIXA POR TEMOR COM TAXA DE JURO E LEILÃO

Os futuros da soja fecharam com perdas marginais na Bolsa de Commodities de Dalian, influenciados por especulações de que o governo elevará a taxa básica de juro neste final de semana para minimizar as pressões inflacionárias. A notícia de outro leilão das reservas na província de Heilongjiang também pressionou o sentimento do mercado. O contrato setembro, o mais negociado, encerrou com baixa 1 yuan, cotado a 4.367 yuans por tonelada, após ter oscilado entre 4.350 e 4.384 yuans por tonelada (6,65 yuans = US$ 1).
Investidores especulam que o Banco do Povo da China pode elevar a taxa de juro em 0,25 ponto porcentual neste final de semana para enxugar a liquidez e conter a inflação, já que o Escritório Nacional de Estatísticas disse ontem que antecipará a divulgação dos indicadores econômicos de novembro para sábado.
Na sexta-feira, a província de Heilongjiang, no noroeste do país, venderá 191 mil toneladas de soja dos estoques locais. O anúncio teve um impacto limitado nos preços à vista, considerando que o volume a ser vendido é pequeno, mas os mercados futuros reagiram à notícia por destacar os esforços do governo para estabilizar os preços, afirmou Zhao Yan, analista da Everbright Futures Co.
Heilongjiang, maior província produtora da oleaginosa, comercializou 55 mil toneladas das reservas em 3 de dezembro por um preço médio de 3.772 yuans por tonelada. O governo fixou um preço de compra recomendado de 3.800 yuans por tonelada para grãos recém-colhidos.
A mídia chinesa informou nesta quinta-feira que as bolsas aumentarão o tamanho dos lotes nos contratos futuros, como parte de uma série de medidas recentemente adotadas pelo governo para conter a atividade especulativa nos mercados de commodities. A iniciativa inclui a ampliação das margens de negociação e o cancelamento de taxas diferenciadas para clientes preferenciais. O lote da soja provavelmente será elevado de 10 para 60 toneladas, enquanto o do óleo de soja subirá de 10 para 30 toneladas, informou o jornal Oriental Morning Post, citando fontes familiarizadas com a questão.
A Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China disse hoje que o fracasso do leilão realizado na semana passada foi causado por amplos volumes recentemente importados, que foram suficientes para abastecer o mercado. O país deve divulgar dados mensais, incluindo os números de importação da soja, amanhã (dia 10).

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