segunda-feira, 14 de março de 2011

GRÃOS/JAPÃO: 20% DOS ESTOQUES PODEM TER SIDO DESTRUÍDOS.

Analistas do banco alemão Commerzbank disseram que 20% da produção de grãos para ração do Japão atualmente estocada para uso posterior pode ter sido destruída pelo forte terremoto e por um tsunami no país. "Agora que as instalações portuárias e outras infraestruturas do Japão foram destruídas, será difícil para descarregar e transportar importações no futuro próximo", informou a instituição bancário. "Ainda assim, o Japão pode importar mais milho, soja e trigo nas próximas semanas e, deste modo, contribuir para um novo encolhimento dos já baixos estoques mundiais."

SOJA/INDÚSTRIA DOS EUA ESMAGOU 3,4 MI TONS EM FEV.

As indústrias norte-americanas processaram em fevereiro 3,4 milhões de toneladas ante 3,94 mi de tons em janeiro e 4,04 mi de tons em igual período de 2010.
A produção de farelo de soja atingiu 3.006.098 toneladas de curtas (2,73 mi de t) no período, abaixo de 3.460.422 toneladas curtas (3,14 mi de t) no mês anterior e de 3.502.321 toneladas curtas (3,18 mi de t) em fevereiro de 2010. Apesar do declínio, a produtividade subiu tanto na comparação mensal como na anual.
As exportações do produto recuaram para 663.586 toneladas curtas (601.995 t) no mês passado, ante 834.420 toneladas curtas (756.973 t) em janeiro e 906.793 toneladas curtas (822.629 t) em igual período de 2010.
A produção de óleo de soja caiu para 1,45 bilhão de libras-peso (658.827 t), em comparação com 1,67 bilhão de libras-peso (757.641 t) no mês anterior e 1,636 bilhão (818.595) em fevereiro do ano passado.
Assim como o farelo, a produtividade também foi maior, ainda que o volume produzido no mês tenha diminuído. Os estoques atingiram 3,1 bilhões de libras-peso (1,4 mi de t), um pouco mais que 3,098 bilhões de libras-peso (1,37 mi de t) em janeiro, mas abaixo de 2,85 bilhões (1,29 mi de t) em fevereiro de 2010.
Os números foram divulgados nesta segunda-feira pela Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, sigla em inglês) dos Estados Unidos.
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                   PROCESSAMENTO DE SOJA NOS EUA
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                          fev/11  jan/11   fev/10
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Soja - em mil toneladas
Grão esmagado    3,4        3,94      4,04      
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CHINA/SOJA CAI; TERREMOTO NO JAPÃO AMEAÇA RECUPERAÇÃO.

Os futuros da soja na Bolsa de Commodities de Dalian terminaram com queda pela sexta sessão seguida nesta segunda-feira, em um cenário marcado pelo forte terremoto que devastou o nordeste do Japão e ameaça recuperação econômica global.
O contrato maio, o mais negociado, encerrou com baixa de 0,3%, a 4.401 yuans por tonelada, em meio às perdas generalizadas das commodities. As cotações dos óleos de palma e soja também caíram fortemente, fechando com desvalorização de 1,7% e 1,4%, respectivamente.
Investidores estão preocupados com o enfraquecimento da demanda do Japão, maior importador de milho e segundo principal de trigo. Na Bolsa de Chicago o contrato maio da soja despencou 1,55% na sexta-feira.
No entanto, os futuros a oleaginosa tem espaço limitado para cair mais, já que a demanda por parte de processadoras chinesas segue forte e os preços continuam estáveis no mercado físico, afirmou Guan Xiangfeng, analista da Shanghai Cifco Futures Co., em uma nota. Já os óleos comestíveis devem apresentar uma recuperação técnica em breve, uma vez que os preços futuros estão com um desconto em relação ao valor negociado à vista, segundo analistas.
Entre outras notícias, a China planeja vender 100 mil toneladas de óleo de canola das reservas estatais em um leilão amanhã (dia 15). O país já comercializou cerca de 870 mil toneladas de óleos comestíveis em oito leilões desde o final do ano passado.

CHINA CONFIA NO CONTROLE DA INFLAÇÃO.
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou que o país está confiante em um bem sucedido gerenciamento das expectativas de inflação e dará continuidade à gradual reforma da taxa de câmbio do yuan. Em um discurso após o fim da sessão anual de 2011 do Congresso Nacional do Povo da China, nesta segunda-feira, Wen atribuiu parcialmente a inflação no país a fatores internacionais, dizendo que a alta dos preços é um fenômeno global. Wen afirmou que "as políticas monetárias de afrouxamento quantitativo em alguns países" - em uma aparente referência aos EUA - estão criando flutuações de grande escala nas taxas de câmbio globais e nos preços das commodities. Ao ser perguntado se a China permitirá uma valorização mais rápida do yuan para combater a inflação, o premiê reiterou a posição do governo de que a reforma cambial será gradual. "Nós precisamos manter em mente que esse tipo de valorização é gradual, porque tem relação com o emprego e com o que as companhias podem suportar", disse. "Nós precisamos manter a estabilidade social", acrescentou Wen.
Segundo o premiê, gerenciar as expectativas de inflação será especialmente difícil no primeiro semestre deste ano em razão da baixa base de comparação no mesmo período do ano passado. Dados do governo mostraram que o índice de preços ao consumidor (CPI), chinês subiu 4,9% em fevereiro, em relação ao mesmo mês de 2010. Wen destacou que muitas economias emergentes têm inflação entre 8% e 10%, sugerindo que a taxa chinesa é relativamente baixa.
Sobre a questão imobiliária, Wen afirmou que o governo vai endurecer a supervisão das políticas de governos locais para o setor como parte dos esforços para controlar os preços persistentemente altos. Os governos locais também terão de publicar suas respectivas políticas e metas com relação ao controle dos preços dos imóveis.
Ao fim da sessão legislativa anual, Wen disse ainda que o país vai seguir adiante com a reforma política, junto com a reforma econômica, e alertou que a corrupção é o maior perigo que a nação enfrenta no momento. O premiê afirmou que as autoridades precisam criar condições para permitir que o público critique o governo e destacou que integridade e justiça são a base da estabilidade social.

COMMODITIES-PERSPECTIVA: JAPÃO E CHINA DEVEM ATRAIR ATENÇÃO NO MERCADO DE GRÃOS

Os contratos futuros de grãos negociados na Bolsa de Chicago devem tentar se reposicionar neste início de semana depois das vendas generalizadas que varreram o mercado na sexta-feira, como decorrência das incertezas sobre a economia global após o terremoto e o tsunami que atingiram o Japão.
O milho liderou as perdas uma vez que o Japão é o maior importador mundial do cereal e importante comprador dos Estados Unidos. A primeira preocupação que surge é em relação às entregas a serem feitas nos portos japoneses, pois se os danos impedirem o desembarque o produto pode voltar para o mercado, como lembrou Vinicius Ito, da corretora Newedge.
"Quando acontece alguma coisa, o pessoal primeiro vende e depois pergunta porque. A primeira reação foi negativa porque uma série de commodities que o Japão importaria pode voltar para o mercado", disse Ito.
Para o analista, é possível que haja uma continuidade das ordens de vendas por fundos tanto na soja quanto no milho nos primeiros dias da semana, ainda como reflexo da decisão dos participantes de reduzir o risco, como visto na sexta-feira.
Mas no caso do milho, as perspectivas são positivas com a possibilidade de a China voltar a importar. "Os estoques governamentais da China estariam muito baixos, e um sinal disso é o fato de o governo ter parado de fazer leilões. Esse rumor deve dar sustentação para o milho no início da semana", disse Ito.
Na sexta-feira, os lotes do milho para entrega em maio fecharam com desvalorização de 18,50 centavos, ou 2,71%, cotados a US$ 6,6425 por bushel. O mesmo vencimento da soja perdeu 21 centavos, ou 1,55%, para fechar cotado a US$ 13,3450 por bushel.
Já para o trigo a expectativa é de que se mantenha no nível de US$ 7 por bushel, sem a perspectiva de alterações na demanda. Na última sessão, os contratos com vencimento em maio recuaram 21,75 centavos, ou 2,94%, e fecharam a US$ 7,1875 por bushel, também na esteira dos temores provocados pela tragédia no Japão.

sexta-feira, 11 de março de 2011

CHUVAS/MS : 10 CIDADES EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA

As chuvas que atingem o Mato Grosso do Sul já deixam dez cidades em situação de emergência, e a previsão da Defesa Civil Estadual é de que mais seis também entrem em situação de emergência.
Nesta sexta-feira, 11, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, sobrevoou as três cidades mais atingidas - Aquidauana, Anastácio e Dois Irmãos do Buriti - pelas chuvas ao lado do governador André Puccinelli e anunciou a liberação de R$ 5 milhões para recuperação dos municípios.
De acordo com levantamento do governo estadual, serão necessários cerca de R$ 5,4 milhões para reconstrução de quatro pontos destruídos pelas chuvas e que causaram o isolamento de comunidades. Até hoje, estão em situação de emergência Aquidauana, Bela Vista, Campo Grande, Cassilândia, Dois Irmãos do Buriti, Dourados, Miranda, Novo Horizonte do Sul, Porto Murtinho e Santa Rita do Pardo.
Ainda não há dado oficial sobre o total de desabrigados, mas segundo previsão da Defesa Civil do Estado, o número pode chegar a 15 mil famílias.

CHICAGO/SOJA REDUZ EXPOSIÇÃO AO RISCO COM INCERTEZA SOBRE TREMOR

Os futuros da soja operam em território negativo na Bolsa de Chicago, conforme traders continuam reduzindo a exposição ao risco no mercado. As incertezas com relação ao impacto do tremor e do tsunami que atingiram o Japão na demanda global desencadearam vendas.
No entanto, as cotações reduziram o declínio inicial com suporte de percepções de que as perdas observadas no pregão eletrônico foram exageradas, enquanto chuvas atrasam a colheita no Brasil e afetam adversamente produtividade da safra, disseram analistas.
Os produtos derivados do grão apresentam comportamentos diferenciados, com o farelo misto sem tendência definida e o óleo fraco. O contrato maio caiu 17,5cts cents, para US$ 13,38 por bushel, distante da mínima diária de US$ 13,2650 por bushel.

JAPÃO: TERREMOTO ALCANÇA MAGNITUDE 8,9.

Um terremoto de magnitude de 8,9 sacudiu a costa oriental do Japão às 14h46 de hoje, no horário local (2h46 da manhã em Brasília), seguido por um tsunami de 10 metros de altura e por réplicas do tremor. De acordo com a rede de TV NHK, ao menos 23 pessoas morreram.
Na cidade de Fukushima, ao norte de Tóquio, houve mortes e 4 milhões de casas estão sem luz. Há mortos também na cidade de Tochigi, informou a imprensa local, além de vários desaparecidos. As ondas de 10 metros arrasaram a costa de Sendai, capital da província de Miyagi, no nordeste do Japão, carregando barcos, carros e até construções; neste local, um hotel caiu e várias pessoas estavam sob os escombros.
Segundo a NHK, há vários feridos e foi pedido à população das regiões costeiras que buscassem se abrigar em lugares altos. A ilha japonesa de Odaiba também foi bastante atingida. O tremor deu-se a 380 quilômetros a nordeste de Tóquio, a 125 quilômetros da costa oriental. O alerta de tsunami se estendeu à Rússia, Austrália, ilhas Fiji, Nicarágua, ilhas Marianas do Norte, ilha de Guam, Taiwan, Filipinas, Indonésia e Havaí.
Foram registrados tremores secundários de 6,8 e 7,1 graus no litoral do Japão. O ministro da Defesa japonês ordenou que oito jatos de combate decolassem para examinar os danos causados pelo terremoto.
Os transportes aéreos e ferroviários, inclusive as linhas do trem-bala, foram interrompidos em grande parte do Japão em consequência do tremor, informou a agência Kyodo. Seis grandes incêndios foram registrados em Tóquio. O abalo sacudiu com força os edifícios da capital. Alarmes foram disparados nos prédios, houve correria e as linhas telefônicas ficaram bloqueadas.

CHINA/SOJA ENCERRA COM PERDAS PELA 5ª SESSÃO CONSECUTIVA

Os futuros da soja terminaram com queda pelo quinto dia consecutivo na Bolsa de Commodities de Dalian, conforme a inflação acima das expectativas na China afetou negativamente o sentimento do mercado, com investidores temendo mais medidas de aperto monetário. O contrato janeiro encerrou com baixa de 0,1% nesta sexta-feira, a 4.413 yuans por tonelada (6,57 yuans = US$ 1), influenciado por perdas generalizadas das commodities.
O índice de preços ao consumidor em fevereiro subiu 4,9% ante igual período do ano anterior, informou hoje o Escritório Nacional de Estatísticas, inalterado frente ao mês de janeiro e acima da mediana de 4,8% prevista por 13 economistas em um levantamento.
Os mercados de commodities em geral, variando do algodão à borracha, está passando por uma correção em meio a preocupações de que a recuperação econômica global irá desacelerar, disse Huang Xiao, analista da Capital Futures Co.
Enquanto isso, processadoras detêm amplos estoques de farelo e óleo de soja, uma vez que a demanda é fraca, acrescentou Huang, dizendo que as enormes importações nos meses anteriores e o fraco sentimento do mercado estão exercendo pressão. "Os preços futuros têm potencial de subir no longo prazo."
Um leilão de 20.689 toneladas de soja promovido pelo governo não conseguiu atrair compradores nesta sexta-feira, enquanto traders seguem cautelosos para manter reservas elevadas devido à incerteza com relação à política monetária.

quinta-feira, 10 de março de 2011

CBOT/SOJA INTERROMPE QUEDA E FECHA EM ALTA.

Os futuros da soja negociados em Chicago reverteram as perdas iniciais e fecharam hoje em alta, interrompendo uma série de três dias seguidos de queda, com sustentação de compras de usuários finais e da demanda por exportação. O contrato maio, mais negociado, subiu 6,50 centavos, ou 0,5%, e fechou cotado a US$ 13,55 50 por bushel.
Os futuros da soja estavam prontos para uma correção depois de recuarem 7,6% desde a máxima de dois anos e meio registrada no mês passado, de US$ 14,67 50, devido a preocupações com o aperto dos estoques.
Segundo John Kleist, analista da ebottrading.com, os futuros da soja conseguiram se descolar da tendência de queda do milho e do trigo hoje devido à percepção de que o mercado já precificou estimativas de produção mundial mais altas. "O mercado fez um bom trabalho ao antecipar uma retomada na produção sul americana. O mercado não podia continuar caindo, devido à necessidade de atrair área para o plantio nos EUA", disse ele. Hoje, em seu relatório mensal de oferta e demanda, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a estimativa da produção de soja no Brasil para 70 milhões de toneladas na safra 2010/11, contra 68,5 milhões de toneladas no mês passado.
Além disso, o USDA manteve a projeção do estoque final dos EUA na temporada 2010/11 em 3,81 milhões de toneladas.
Já o contrato maio do farelo avançou US$ 0,80, para fechar cotado a US$ 353,70 por tonelada. O mesmo vencimento do óleo caiu 19 pontos, para 56,93 centavos por libra-peso.

MILHO FECHA EM BAIXA PELA QUINTA SESSÃO CONSECUTIVA
O mercado futuro de milho encerrou com perdas pela quinta sessão consecutiva na Bolsa de Chicago. Os lotes mais negociados, para entrega em maio, cederam 18,25 cents ou 2,60% e fecharam a US$ 6,8275/bushel. O mercado esticou as perdas no fim do pregão, depois de sentir a pressão do trigo ao longo do dia e da expectativa de aumento da oferta global, segundo analistas. As perdas do trigo "definitivamente mantiveram o milho sob pressão", observou o analista Jerry Gidel, da corretora North America Risk Management Services. Ambos os grãos são usados na alimentação animal.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos -USDA- manteve sua estimativa para a oferta de milho no país, que deve ser a menor em 15 anos. De acordo com o Susquehanna International Group, maiores declínios na oferta "não são politicamente desejáveis, por causa da inflação dos alimentos".
Os futuros de milho já recuaram 8% desde que atingiram as máximas em 32 meses, na sexta-feira. Os milho havia avançado para níveis elevados por causa da forte demanda e de preocupações com o plantio, que pode não ser suficiente para suprir o consumo.

SOJA/MS: CHUVA REDUZ PRODUÇÃO EM 30%.

As fortes chuvas dos últimos dias em Mato Grosso do Sul provocaram uma quebra de 30% nas lavouras de soja que estavam em ponto de colheita e os prejuízos podem chegar a R$ 1,5 bilhão. As estimativas preliminares são da Federação de Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), que até amanhã deve concluir levantamento mais detalhado junto aos sindicatos rurais dos municípios atingidos.
Lucas Galvan, assessor técnico da Famasul, diz que a produção estadual de soja deve ficar em 4 milhões de toneladas, com perda de 1,5 milhão de tons em relação às 5,5 milhões de toneladas estimadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ele observa que, além da quebra de safra, o produtor também enfrenta prejuízo na entrega da soja nos armazéns das tradings, que estão aplicando descontos de até 60% no preço da mercadoria, em função da baixa qualidade do produto. "Quem consegue desconto de 30% dá pulo de alegria", diz ele.
Segundo Galvan, os descontos são aplicados por causa do excesso de umidade e problemas de germinação, grãos ardidos e presença de fungo. Como a maioria das lavouras está em ponto de colheita e chuvas não dão trégua, os produtores estão colhendo o produto com 30% a 40% de umidade, nível acima do ponto ideal dos 15% a 18%. O problema é mais grave no norte do Estado, onde as perdas nas lavouras de soja superam 50%. A Famasul cita dados oficiais que indicam perdas de até 60% em São Gabriel d'Oeste. Julio Cesar Botolini, presidente do sindicato rural do município, contabiliza perdas na soja de até 3 milhões de toneladas.
Os produtores de Mato Grosso do Sul também estão enfrentando dificuldades para concluir o plantio do milho safrinha. Lucas Galvan estima que até agora apenas 50% do milho safrinha foi semeado. O Ministério da Agricultura prorrogou o prazo de plantio do milho safrinha para efeito de acesso ao financiamento e cobertura do seguro até o dia 20/3, mas os produtores temem não conseguir concluir os trabalhos no período. Galvan lembra que os riscos para o milho aumentam, por causa da possibilidade de geadas no final do ciclo e falta de chuvas na fase de desenvolvimento das lavouras norte.
Os municípios da região Norte do Estado foram os mais prejudicados, com perdas acima de 50% da área plantada. Boletim técnico a partir de informações da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), escritórios de planejamento rural, Prefeitura Municipal e Sindicato Rural de São Gabriel d'Oeste aponta perdas de 60% da soja. "São três milhões de sacas perdidas", contabiliza o presidente do Sindicato Rural do município, Julio Cesar Bortolini. E como se não bastasse os prejuízos com a soja, os produtores temem pelo plantio do milho safrinha, produzido na mesma área, cujo prazo de zoneamento estendido pelo Ministério da Agricultura vai até o próximo dia 20.
A Famasul está recomendando aos agricultores que façam laudos técnicos para mensurar a perdas. Os dados serviram de base para embasar a decretação de situação de emergência nos municípios atingidos, o que possibilita aos produtores renegociar dívidas. Nos próximos dias o presidente da Famasul, Eduardo Riedel, irá se reunir com representantes de traders e instituições financeiras, na tentativa de uma solução conjunta para amenizar as perdas e medidas para amparar os produtores. "O setor da agricultura funciona em cadeia. Em situação de perdas como essa, os danos atingem todos os elos do setor", diz Riedel.
Emergência - Os municípios de Anastácio e Dois Irmãos do Buriti já decretaram estado de emergência em função dos prejuízos provocados pelas chuvas. Os municípios de Coxim, Aquidauana e Paranaíba devem decretar a medida nesta semana. Segundo dados da Defesa Civil, 67 mil pessoas estão desabrigadas e ou desalojadas nas áreas urbana e rural destes municípios. Rio Verde, Ribas do Rio Pardo, Maracaju, Dourados, São Gabriel, Rio Brilhante e Sidrolândia, que tiveram perdas nas lavouras, também devem decretar estado de emergência.

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