Os contratos futuros da soja testaram as máximas de duas semanas e meia nesta sexta-feira na bolsa de Chicago impulsionados pelo rali dos mercados de grãos. O vencimento novembro, mais líquido, subiu 26 cents, ou 2,6%, para US$ 10,35/bushel. Esta posição chegou a testar a máxima de US$10,4125/bushel, maior valor registrado desde 18 de agosto.
O ajuste de posições antes do fim de semana prolongado, por conta do feriado do Dia do Trabalho, na segunda-feira nos Estados Unidos, também deu suporte ao mercado. A bolsa não funcionará no dia.
O presidente of Brugler Marketing & Management, Alan Brugler, observou que havia um "interesse de compra generalizado" no milho, trigo e no complexo soja, por causa da fraqueza do dólar e o fluxo de aportes dos fundos especulativos nestes mercados. Este segmento comprou cerca de seis mil lotes no dia. No milho, o volume de compras no pregão chegou a 25 mil lotes, resultando no forte fechamento do dia.
O vencimento mais negociado do milho, base dezembro, subiu quase 4%, para US$ 4,6450/bushel, por causa da expectativa de safra menor nos Estados Unidos. A forte alta puxou a soja, que precisa manter preços atrativos, uma vez que as duas commodities competem por área no país, observou Brian Hoops, presidente da Midwest Market Solutions.
A consultoria Informa Economics estimou hoje a safra final de milho dos Estados Unidos em 330,2 Milhões de toneladas, bem abaixo dos 339,47 milhões de tons previstos pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) no mês passado. A consultoria prevê uma produtividade final de 158,5 bushels por acre, ante 165 bushels por acre na projeção divulgada em agosto pelo governo, disseram traders. A Informa projetou a produção de soja em 39,540 milhões de tons, com produtividade média de 44,1 bushels por acre. No mês passado, a consultoria havia estimado a safra em 92,233 milhões de tons, com rendimento de 43,5 bushels. O USDA estima produção de 93,430 milhões de tons e produtividade de 44 bushels por acre.
Nos produtos, as cotações seguiram os ganhos generalizados de mercados vizinhos e ainda estimulados por compras técnicas, segundo traders. As compras de fundos totalizaram 2 mil lotes no farelo e 3 mil lotes no óleo de soja. O rali puxou o vencimento dezembro do farelo para a máxima de US$ 305,70/t, maior valor desde janeiro de 2009. O óleo atingiu 40,98 cents/lb, cotação mais alta desde segunda-feira. O farelo subiu US$ 7,20, ou 2,4% no dia, para US$ 303,30/t. O óleo de soja encerrou a 40,86 cents/lb, alta de 1,6% no pregão.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
CBOT/SOJA SEGUE RALI DO MILHO E FECHA EM ALTA.
SOJA EM CHICAGO OPERA EM ALTA DE 2,7%.
Os preços internacionais da soja subiram com força nesta sexta-feira, em linha com os mercados vizinhos de milho e trigo. Negocios com vencimento em novembro, os mais líquidos, tiveram valorização de 26,75 cents ou 2,65% e estavam cotados a US$ 10,3575/bushel.
O analista Brian Hoops, presidente da corretora Midwest Market Solutions, disse que as cotações da soja precisam manter o mesmo ritmo que as do milho porque as safras competem por área plantada na primavera. Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 5 mil contratos. Os principais contratos de milho e trigo estão subindo mais de 3% e ajudam a puxar a soja, segundo traders.
TRIGO OPERA COM VALORIZAÇÃO DE 3%.
Os contratos futuros de trigo registram forte valorização nesta sexta-feira e caminham perto das máximas em três semanas no mercado americano. A forte demanda para exportação continua impulsionando as cotações. O mercado foi capaz de romper níveis técnicos estratégicos. Lotes para entrega em dezembro tiveram ganhos de 21,25 cents ou 2,98% e operavam a US$ 7,35/bushel. Na Bolsa de Kansas City (KCBT), o mesmo vencimento saltava 22,75 cents ou 3,11% e era negociado a US$ 7,55/bushel.
O USDA estimulou o mercado quando anunciou que os Estados Unidos venderam 275 mil toneladas de trigo para destinos não revelados e outras 110 mil toneladas para o Egito, maior importador do mundo. A demanda por trigo de alto teor proteico dos Estados Unidos, negociado em Kansas e Minneapolis, aumentou desde que problemas climáticos limitaram a produção de outros países. A seca afetou a safra da Rússia e há preocupações também na Argentina e na Austrália, enquanto a Alemanha enfrenta excesso de umidade. Segundo analistas, o contrato dezembro da CBOT rompeu o intervalo que vinha ocupando recentemente e registrou a máxima de US$ 7,4150/bushel, maior marca desde 13 de agosto. Ordens automáticas de compra aceleraram os ganhos, de acordo com traders.
MILHO REGISTRA MÁXIMA 23 MESES EM ALTA DE 3,7%
Os preços futuros do milho estão perto do seu maior nível desde outubro de 2008 diante de projeções de safra consideradas altistas e um volume pesado de compras de fundos. Os contratos com vencimento em dezembro subiram 16,50 cents ou 3,69% e operavam a US$ 4,64/bushel. A máxima até o momento foi US$ 4,67/bushel.
O mercado abriu com valorização e avançou ainda mais depois que a empresa de análises privadas Informa Economics estimou que a produtividade final da safra de milho de 2010/11 chegará a 158,5 bushels por acre, bastante inferior à previsão do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), de 165 bushels por acre. Uma redução de rendimento como esta apertaria a oferta de milho do país exatamente num momento em que se espera aumento das exportações, por causa da quebra na safra da Rússia. Estima-se que fundos tenham comprado 18 mil lotes até o momento, um sinal de que o rali foi alimentado por capital especulativos, segundo traders.
CHICAGO: GRÃOS OPERAM EM FORTE ALTA COM TEMOR DE BAIXA PRODUTIVIDADE.
Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago avançam nesta sexta-feira, motivados por incertezas sobre a produção antes de um final de semana prolongado. Embora a safra de soja esteja em melhor forma que a de milho, analistas observaram que a oleaginosa já teve sua parcela de condições climáticas adversas para fechar a temporada de cultivo.
Traders acrescentaram que a fase de plantio na América do Sul começará com atraso devido ao clima seco. Os produtos derivados da soja também oscilam positivamente. O contrato novembro ganha 26 cents, ou 2,58%, para US$ 10,35 por bushel.
O milho opera em alta, motivado pelo firme desempenho do trigo e por contínuas preocupações sobre a safra. Os preços demonstraram fraqueza no pregão eletrônico, mas a exportação de quase 400 mil toneladas anunciada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) impulsionou os preços do trigo e, consequentemente, os do milho, disseram traders. Segundo eles, os relatórios preliminares de produtividade têm sido decepcionantes ao redor do cinturão produtor, o que pode deixar as ofertas mais apertadas. Há pouco, o contrato dezembro saltava 15,25 cents, ou 3,41%, cotado a US$ 4,6275 por tonelada.
O trigo registra ganhos diante de sólida demanda por exportações, com ordens de compra automáticas acelerando os ganhos. O USDA informou hoje que exportadores norte-americanos venderam 385 mil toneladas de trigo duro vermelho de inverno para o Egito, maior comprador do cereal no mundo, e outros destinos não revelados.
Ordens de compra automáticas foram ativadas após o contrato dezembro ter avançado acima da área de US$ 7,30 por bushel, revelou um trader. Há pouco, o vencimento subia 21,25 cents, ou 2,98%, para US$ 7,35 por bushel. Na Bolsa do Kansas (KCBT, na sigla em inglês), o mesmo contrato avançava 20,25 cents, ou 2,77%, negociado a US$ 7,5250 por bushel.
MILHO/EUA: ALLENDALE ESTIMA SAFRA 2010 EM 13,15 BI BUSHELS
A corretora Allendale estimou a produção de milho neste ano em 333,934 milhões de toneladas e a de soja 91,715 milhões de toneladas. O levantamento feito com produtores de 25 Estados apontou uma produtividade média de 162,3 bushels por acre para o milho e de 43,21 bushels por acre para a soja. As estimativas de produção e produtividade da corretora ficam abaixo das últimas previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
No mês passado, o USDA projetou a safra de milho em 339,47 milhões de toneladas, sendo 165 bushels por acre, e a de soja em 93,43 milhões de tons, com produtividade média de 44 bushels por acre.
O departamento deve atualizar as estimativas na próxima sexta-feira (dia 10). Analistas preveem que o governo reduzirá as projeções do milho por causa de um clima excessivamente quente e seco em algumas áreas e muito úmido em outras. A Allendale, sediada em McHenry, Illinois, disse ter consultado os produtores entre 9 e 27 de agosto.
MONSANTO REDUZ PREÇO DE NOVAS TECNOLOGIAS.
A Monsanto está reduzindo o preço cobrado pelo uso de suas novas sementes avançadas de milho e soja, numa tentativa de recuperar a clientela de produtores dos Estados Unidos que perdeu com o sistema de preços inicial. O grupo de agronegócios foi forçado a reavaliar seus preços depois que as vendas das novas sementes geneticamente modificados - consideradas essenciais para o futuro da empresa - ficaram abaixo das expectativas.
O vice-presidente executivo de sementes e traços da Monsanto, Brett Begemann, afirmou que a semente de milho SmartStax terá um prêmio de US$ 20 em 2011 sobre a tecnologia já existente, que oferece proteção a três eventos, ante os US$ 60 estabelecidos na atual temporada. O prêmio da semente de soja Roundup Ready 2 Yield cairá para de US$ 5 a US$ 6, ante US$ 20 em 2010, embora US$ 10 reflitam a decisão da Monsanto de amenizar a exigência de que os produtores também comprem um tratamento de sementes para a safra. "Estamos retomando uma abordagem que usamos antes, que é colocar o preço onde o produtor tem menos risco na etapa inicial de uso dessas novas tecnologias", disse Begemann em entrevista ao Farm Progress Show. Ele confessou que a Monsanto vai reajustar os preços em seguida, elevando-os quando houver maior interesse do produtor.
Tanto as vendas do SmartStax quanto as do Roundup Ready 2 Yield ficaram abaixo das expectativas neste ano. As novas tecnologias incluem um número maior de traços de proteção contra pragas e elevação de produtividade. Segundo a Monsanto, 63% dos agricultores disseram que comprariam o Roundup Ready 2 Yield por preços mais baixos, enquanto 53% afirmaram que adquiririam o SmartStax com a mesma condição.
Begemann declarou, ainda, que a companhia deu início a uma nova estratégia de gerenciamento das operações com ervas daninhas, diante da queda das vendas de glifosato e da maior resistência ao herbicida, que a empresa vende com a marca Roundup.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
SOJA FECHA EM LEVE ALTA ANTES DO FIM SEMANA PROLONGADO.
O mercado futuro de soja encerrou com leve alta hoje na bolsa de Chicago com ajustes de posições no final do pregão, depois de oscilar em baixa na maior parte do dia. O contrato com base novembro, ganhou 3,50 cents, ou 0,3%, e terminou a sessão a US$ 10,09/bushel. Os fundos especulativos compraram cerca de três mil lotes no dia.
Sem grandes novidades, o mercado não conseguiu seguir uma direção mais clara, disse o analista Sterling Smith, de Minnesota. Ele considera que os participantes se afastaram da bolsa, enquanto reavaliam as condições do mercado antes da divulgação dos dados de desemprego nos Estados Unidos, observa Smith. O dado sai amanhã. Ele observa ainda mais cautela diante do fim de semana prolongado e com os relatórios de safra, acrescenta.
O mercado operou com queda durante grande parte do pregão, pressionado pelas chuvas que caem no Meio-Oeste e favorecendo o desenvolvimento das lavouras; pela ausência de compras; e a pressão sazonal antes da colheita em setembro. Os traders ainda procuram manter um prêmio de risco até a divulgação dos dados sobre produção. Eles ainda estão preocupados com a safra, por conta dos relatórios que indicam problemas causados por doenças em Illinois e Iowa e o estresse causado pela seca em algumas áreas no sul do país.
Do lado técnico, a soja encontra alguma sustentação porque conseguiu se manter acima do patamar psicológico de US$ 10/bushel no vencimento novembro.
Os produtos também encerraram firmes, depois de um dia fraco e sem direção definida, sendo puxado pelos ganhos da soja no final da sessão. A boa demanda exportadora deu força ao farelo, enquanto o óleo foi impulsionado pela alta do petróleo.
MILHO FECHA ESTÁVEL COM SUPORTE DA DEMANDA.
O mercado futuro de milho chegou ao fim do pregão com ganhos marginais na Bolsa de Chicago. Os contratos negociados para dezembro subiram 0,75 cent ou 0,17% e fechou a US$ 4,4750/bushel. Preocupações com a produtividade da safra dos Estados Unidos e a sólida demanda deram suporte aos futuros.
O analista Chad Henderson, da corretora Prime Ag, lembrou que a expectativa geral é de que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduza sua estimativa para o rendimento da safra de milho do país na semana que vem, já que estimativas privadas indicam menor potencial de produção.
No mês passado, o USDA afirmou estimar que a produtividade média das lavouras de milho seriam de 165 bushels por acre. Mas a corretora de commodities FCStone, por exemplo, espera que o rendimento chegue a 162,9 bushels por acre. O USDA deve rever suas projeções em 10 de setembro.
Henderson afirmou que a notícia de que o Egito está comprando dos Estados Unidos deu suporte aos futuros, diante de exportações mais amplas do que o esperado, conforme relatório semanal do USDA divulgado hoje. Os Estados Unidos venderam um saldo de 1.686.700 toneladas da safra 2010/11 na semana encerrada em 26 de agosto.
No entanto, a atividade geral foi neutra, já que os traders parecem ter assimilado a maior parte dos fatores altistas do mercado. Henderson comentou que os traders recuaram hoje, aproveitando a oportunidade para reavaliar a ação de curto prazo conforme o milho se movimenta rumo à resistência técnica no intervalo entre US$ 4,48/bushel e US$ 4,50/bushel.
Estima-se que fundos tenham comprado cerca de 4 mil lotes hoje. Veja abaixo como ficaram os principais vencimentos do milho em Chicago.
PEP/CONAB APURA SUSPEITA DE FRAUDE EM LEILÃO.
Os técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão apurando se os agricultores receberam efetivamente o preço mínimo de R$ 13,98/saca na venda de milho para as tradings que receberam subvenção do governo, por meio dos leilões de prêmio para escoamento da safra (PEP). A Conab alega que a fiscalização é de rotina e que não está apurando nenhuma denúncia de fraude, mas o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja/MT), Glauber Silveira, diz que recebeu ontem ligações de vários produtores que foram entrevistados pelos técnicos da companhia.
Silveira afirmou que os produtores comentaram que os técnicos da Conab queriam saber detalhes sobre as vendas de milho para as tradings que arremataram os prêmios nos leilões de PEP, como o valor efetivamente recebido e se houve a cobrança pelas empresas de qualquer tipo de desconto na negociação. Segundo ele, os pagamentos às tradings dos valores dos prêmios arrematados nos leilões estariam suspensos na Bahia, em virtude das denúncias de fraudes.
Na opinião de Glauber Silveira, o governo está correto ao apurar se os produtores de fato receberam o preço mínimo ou apenas R$ 11/saca como se comenta no mercado. Ele reconhece que o agricultor tem sua parcela de culpa ao aceitar o desconto para garantir a venda da mercadoria. Para denunciar a fraude, o agricultor teria de assumir que recebeu o preço mínimo de R$ 13,98/saca e devolveu às tradings parte dos recursos. As fraudes mais comuns são exigência pelo comprador de devolução de parte do valor da mercadoria declarado em nota fiscal e a alegação de que houve deságio (quebra) sobre o valor da mercadoria após o beneficiamento.
As fraudes colocam em risco as operações de PEP, um dos principais mecanismos encontrados pelo governo para garantir ao agricultor o recebimento do preço mínimo com economia para os cofres públicos, pois não existe desembolso na compra do produto e nem despesas com o carregamento de estoques. Apesar de a maior parte do milho negociado com a subvenção do governo ser destinada à exportação, o mecanismo não é considerado subsídio, pois o comprador não é obrigado a exportar o produto. As regras da Organização Mundial de Comércio (OMC) permitem aos países em desenvolvimento subsidiar o transporte.
A fiscalização do governo federal é mais acentuada em Mato Grosso porque o Estado é o principal demandante dos leilões de prêmios para escoamento da safra, pois a produção estadual de milho é de 8,684 milhões de toneladas e o consumo interno é de 2 milhões de toneladas, segundo estimativas do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Os leilões de PEP realizados pela Conab possibilitaram neste ano o escoamento de 6,787 milhões de toneladas de milho, a maior parte para a exportação. Esta quantidade corresponde a 61% do volume contemplado com o mecanismo em todo País (11,049 milhões de toneladas). O valor liberado para o PEP de milho em Mato Grosso somou R$ 455,5 milhões, que representa 62% do total gasto no País.
O apoio total do governo federal à comercialização de milho em Mato Grosso, incluindo aquisições e os leilões de Prêmio Equalizador pago ao Produtor (Pepro) somam 7,022 milhões de toneladas, que correspondem a 81% da produção estadual e a 58% de todo volume no território nacional (12,092 milhões de toneladas). Só em Mato Grosso o governo aplicou neste ano R$ 468,5 milhões para apoiar a comercialização de milho, valor que representa 54% das despesas em nível nacional.
Nordeste - A política do governo de apoiar a comercialização não está sujeita à fraude somente na origem. No fim de julho, a fiscalização da Conab descobriu que pequenos produtores no município de Iguatu, no Ceará, adquiriam milho do governo federal a R$ 22,19 e vendiam para empresas por R$ 30/saca, desviando o objetivo do governo, que é atender à agricultura familiar. O caso será encaminhado ao Ministério Público Federal, que vai decidir se encaminha o documento para a Polícia Federal para a abertura de um inquérito policial.
MINISTRO DETERMINA APURAÇÃO DE DENÚNCIA.
O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, determinou hoje ao superintendente de operações comerciais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Paulo Moraes Filho, que a estatal apure com rigor denúncias de que produtores de milho não receberam o preço mínimo na venda do grão subsidiado pelo governo. A Agência Estado apurou que a denúncia foi apresentada diretamente ao ministro por agricultores da Bahia. Para estimular o escoamento da safra, o governo realizou leilões de prêmios (subsídio ao frete) e o pagamento do preço mínimo era condição para que os compradores recebessem a subvenção. "Dei ordens para que, se encontrarem alguma coisa, que levem o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público", disse à AE ao chegar no Ministério.
A AE apurou que, pressionados pelas tradings, que reclamavam que os preços altos inviabilizavam a exportação ou mesmo o transporte para regiões mais distantes, os produtores baianos teriam devolvido parte do valor da saca de milho ao comprador para conseguir vender.
O mesmo estaria ocorrendo em Mato Grosso. Os agricultores do Estado estariam recebendo apenas parte do preço mínimo de R$ 13,98/saca. Rossi disse que o Ministério tem conhecimento apenas da denúncia dos agricultores baianos e considerou que a irregularidade deve envolver um número pequeno de produtores.
Fontes do mercado destacam que a Conab terá dificuldade para apontar os responsáveis, já que envolvem os próprios produtores.
Segundo as regras, o comprador paga ao agricultor o preço mínimo diretamente na conta corrente, o que gera extrato que é apresentado à Conab para comprovar a operação. Segundo as fontes, o que não é possível comprovar é a devolução posterior de parte do valor ao comprador, pois seria feito em espécie.
Venilson Ferreira, correspondente.
EUA: ÁREA PLANTADA COM GRÃOS SERÁ MAIOR EM 2011.
Os produtores dos Estados Unidos plantarão área maior com milho, soja e trigo para colheita em 2011 do que fizeram em 2010, de acordo com pesquisa divulgada pela revista Farm Futures. Segundo o levantamento, no ano que vem a área plantada com milho deve aumentar quase 2%, para 89,5 milhões de acres, enquanto a área da soja deve estabelecer o novo recorde de 79,6 milhões de acres, aproximadamente 1% maior que em 2010.
O analista da Farm Futures, Arlan Suderman, disse que os produtores estão "otimistas" com o cultivo de milho e soja, que serão plantados na primavera do Hemisfério Norte (março a junho).
O plantio de trigo de inverno neste outono (setembro a dezembro) deve ocupar 41,7 milhões de acres, mais de 10% acima do ano anterior, conforme a revista. O total plantado com trigo para colheita em 2011 somará 58,3 milhões de acres, isto é, 7% mais que um ano antes.A Farm Futures consultou 550 produtores do país via e-mail, de 23 de julho a 4 de agosto.
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
SOJA DESCOLA DE OUTROS MERCADOS E FECHA EM QUEDA.
Os preços futuros da soja fecharam em baixa hoje na bolsa de Chicago que se descolou de outros mercados de commodities, diante da ausência de notícias que ofereçam sustentação à oleaginosa. O vencimento novembro, caiu 4,50 cents, ou 0,4%, para US$ 10,0550/bushel. Os fundos venderam cerca de 4 mil lotes no dia.
O analista Tim Hannagan de Chicago, observou que não há novidades no mercado para dar algum suporte ao mercado. Ele ressalta que a demanda chinesa e a incerteza sobre a produtividade das lavouras americanas já são consideradas notícias velhas e não movimentam o mercado.
O mercado está mais focado agora no tamanho que terá a nova safra dos Estados Unidos, no próximo ano. Entretanto, como o pico da colheita só deve ocorrer nas próximas semanas, os participantes não estão dispostos a abrir mão das posições compradas antes do feriado prolongado desta semana, afirma Hannagan.
A bolsa chegou a operar em alta com o rali em outras commodities e a fraqueza do dólar, que renovaram o interesse de compras especulativas neste início de mês, mas sucumbiu diante da ausência de fatores altistas.
Os participantes observam um arrefecimento das importações chinesas de soja americana. Além disso, a perspectiva de chuvas favoráveis ao desenvolvimento das plantas na fase final da safra americana de soja nas áreas oeste e central do Meio-Oeste reduzem o temor de perdas nas lavouras deixa os compradores cautelosos. Mesmo assim, os traders devem acompanhar com atenção os relatórios de safra antes de tirar o prêmio de risco no mercado. As operações de arbitragem, com compras no milho e vendas na soja, também foram registradas no pregão. O sentimento é de que o risco ainda é maior para as lavouras de milho, destaca Hannagan.
Os traders esperam pelos dados de produtividade e produção que as consultorias divulgam antes do relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A FCStone divulgou há pouco estimativa de produtividade de 43,5 bushels/acre e produção de 92,27 milhões de toneladas. Os números vieram abaixo da projeção do mês passado, quando a consultoria apontou rendimento de 44 bushels/acre e produção de 93,30 milhões de tons.
MILHO ATINGE MÁXIMA EM 14 MESES.
Os contratos futuros de milho fecharam a quarta-feira em alta após alcançar as máximas em 14 meses, com suporte de outros mercados e preocupações com a produtividade nos Estados Unidos. Os lotes para entrega em dezembro, os mais negociados, subiram 7,50 cents ou 1,71% e fecharam a US$ 4,4675/bushel. Em seu melhor momento, registraram US$ 4,4725/bushel.
O mercado ainda encontra suporte no que é quase um consenso entre os analistas: o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos deverá reduzir sua estimativa de produtividade de milho no país no próximo relatório de safra. Há registros de que o rendimento é menor do que o esperado em áreas do Sul, o que aumenta os rumores de que a oferta global pode ficar apertada. A demanda continua é firme em países em desenvolvimento.
Segundo o analista John Kleist, da Allendale, o suporte de outros mercados permitiu que o milho esticasse a recente tendência de alta, diante do declínio do dólar, que estimulou compras de commodities (petróleo, grãos, metais) e ações.
Fundos especulativos recuperaram posições de compra neste início do mês, após a realização de lucros observada ontem, por ser o fim de agosto. Estima-se que fundos tenham comprado 12 mil lotes hoje. Segundo Kleist, os ganhos do milho desta quarta-feira estiveram mais relacionados ao fluxo de capital do que a mudanças nos fundamentos de mercado. Ele acredita que a queda da produtividade não provocará uma grande alteração material na produção. No entanto, a falta de novidades sobre fundamentos limitou os avanços, bem como a falta de vontade dos traders de puxar as cotações de modo mais agressivo por causa das incertezas sobre produtividade. Os participantes continuarão atentos a análises privadas que esclareçam a situação da produtividade das lavouras.
MILHO: EXPORTAÇÃO SUPERA 1 MILHÃO DE TONELADAS.
O apoio dado pelo governo à comercialização da safra de milho se refletiu nos embarques do grão para o exterior no mês de agosto. Segundo dados divulgados hoje pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), as exportações de milho em agosto somaram 1,191 milhão de toneladas, volume 316,5% superior ao embarcado em julho, de 286 mil toneladas. Em relação a agosto de 2009, quando foram embarcadas 372,2 mil toneladas do grão, a alta foi de 220%.
A receita com as vendas externas de milho em agosto foi de R$ 214,3 milhões ante R$ 50,4 milhões no mês anterior, alta de 325,2%. No mesmo mês do ano passado, o faturamento foi de R$ 63,5 milhões. No acumulado do ano, o volume exportado de milho soma 3,548 milhões de t. Nos oito meses de 2009, o volume chegava a 3,921 milhões de toneladas.
Por causa dos subsídios arrematados nos leilões de Prêmio de Escoamento de Produto para o equivalente a 10,625 milhões de toneladas, o governo espera que as exportações continuem em ritmo acelerado neste semestre. A meta da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) é conseguir exportar 8,5 milhões de toneladas do cereal em 2010.
MATO GROSSO ANUNCIA DESCOBERTA DE JAZIDA DE FERRO DE 11,5 BI DE TONS.
O governo de Mato Grosso anunciou hoje a descoberta de depósitos com 11,5 bilhões de toneladas de minério de ferro e 450 milhões de toneladas de fosfato. As jazidas ficam na região oeste de Mato Grosso, no município de Mirassol D´Oeste. O secretário de Estado de Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf, afirmou que o teor médio de ferro nas rochas é de 31% e no caso do fosfato, de 6,5%. As áreas onde estão localizados os depósitos são de propriedade particular e a exploração já foi requerida pela empresa mineradora GME4.
Nadaf comemora a descoberta das jazidas, que não estavam nos planos do governo de Mato Grosso, que há anos vem realizando pesquisas, em parceria com o Serviço Geológico do governo federal (CRPM) para prospecção de depósitos de fosfato, uma das principais matérias-primas utilizadas na fabricação de fertilizantes, que é 100% importada de outros Estados e do exterior. Para Nadaf as jazidas de ferro são "o pré-sal de Mato Grosso".
Arquivo do blog
-
▼
2019
(5)
- ► 06/16 - 06/23 (1)
- ► 03/24 - 03/31 (1)
- ► 02/17 - 02/24 (1)
- ► 01/27 - 02/03 (1)
-
►
2018
(8)
- ► 09/02 - 09/09 (1)
- ► 07/22 - 07/29 (1)
- ► 07/15 - 07/22 (1)
- ► 06/10 - 06/17 (1)
- ► 05/06 - 05/13 (1)
- ► 03/11 - 03/18 (1)
- ► 03/04 - 03/11 (1)
- ► 02/11 - 02/18 (1)
-
►
2016
(7)
- ► 08/28 - 09/04 (1)
- ► 08/21 - 08/28 (1)
- ► 07/03 - 07/10 (1)
- ► 02/14 - 02/21 (2)
- ► 02/07 - 02/14 (1)
- ► 01/31 - 02/07 (1)
-
►
2015
(9)
- ► 11/22 - 11/29 (1)
- ► 10/04 - 10/11 (1)
- ► 08/23 - 08/30 (1)
- ► 08/16 - 08/23 (1)
- ► 05/17 - 05/24 (1)
- ► 05/10 - 05/17 (1)
- ► 05/03 - 05/10 (1)
- ► 04/12 - 04/19 (1)
- ► 03/22 - 03/29 (1)
-
►
2014
(16)
- ► 11/23 - 11/30 (1)
- ► 10/26 - 11/02 (2)
- ► 10/19 - 10/26 (3)
- ► 10/12 - 10/19 (2)
- ► 10/05 - 10/12 (5)
- ► 03/16 - 03/23 (1)
- ► 01/19 - 01/26 (1)
- ► 01/05 - 01/12 (1)
-
►
2013
(15)
- ► 12/15 - 12/22 (1)
- ► 12/08 - 12/15 (1)
- ► 10/20 - 10/27 (1)
- ► 09/29 - 10/06 (1)
- ► 08/11 - 08/18 (1)
- ► 07/21 - 07/28 (1)
- ► 07/14 - 07/21 (1)
- ► 06/30 - 07/07 (1)
- ► 05/26 - 06/02 (1)
- ► 05/19 - 05/26 (1)
- ► 03/10 - 03/17 (1)
- ► 03/03 - 03/10 (1)
- ► 02/24 - 03/03 (1)
- ► 01/06 - 01/13 (2)
-
►
2012
(31)
- ► 12/16 - 12/23 (1)
- ► 10/07 - 10/14 (2)
- ► 09/23 - 09/30 (1)
- ► 09/16 - 09/23 (3)
- ► 09/02 - 09/09 (3)
- ► 08/26 - 09/02 (4)
- ► 08/19 - 08/26 (1)
- ► 08/12 - 08/19 (2)
- ► 07/29 - 08/05 (2)
- ► 07/01 - 07/08 (1)
- ► 06/24 - 07/01 (3)
- ► 05/20 - 05/27 (1)
- ► 05/06 - 05/13 (1)
- ► 04/29 - 05/06 (1)
- ► 02/05 - 02/12 (2)
- ► 01/15 - 01/22 (1)
- ► 01/08 - 01/15 (2)
-
►
2011
(537)
- ► 12/18 - 12/25 (1)
- ► 12/11 - 12/18 (1)
- ► 11/27 - 12/04 (1)
- ► 11/06 - 11/13 (1)
- ► 10/23 - 10/30 (1)
- ► 10/16 - 10/23 (1)
- ► 10/09 - 10/16 (2)
- ► 10/02 - 10/09 (1)
- ► 09/25 - 10/02 (3)
- ► 09/18 - 09/25 (3)
- ► 09/11 - 09/18 (3)
- ► 09/04 - 09/11 (4)
- ► 08/28 - 09/04 (4)
- ► 08/21 - 08/28 (5)
- ► 08/14 - 08/21 (4)
- ► 08/07 - 08/14 (3)
- ► 07/31 - 08/07 (5)
- ► 07/17 - 07/24 (4)
- ► 07/10 - 07/17 (6)
- ► 07/03 - 07/10 (12)
- ► 06/26 - 07/03 (19)
- ► 06/19 - 06/26 (9)
- ► 06/12 - 06/19 (15)
- ► 06/05 - 06/12 (14)
- ► 05/29 - 06/05 (14)
- ► 05/22 - 05/29 (17)
- ► 05/15 - 05/22 (10)
- ► 05/08 - 05/15 (11)
- ► 05/01 - 05/08 (16)
- ► 04/24 - 05/01 (10)
- ► 04/17 - 04/24 (13)
- ► 04/10 - 04/17 (14)
- ► 04/03 - 04/10 (14)
- ► 03/27 - 04/03 (16)
- ► 03/20 - 03/27 (12)
- ► 03/13 - 03/20 (30)
- ► 03/06 - 03/13 (16)
- ► 02/27 - 03/06 (14)
- ► 02/20 - 02/27 (28)
- ► 02/13 - 02/20 (25)
- ► 02/06 - 02/13 (22)
- ► 01/30 - 02/06 (25)
- ► 01/23 - 01/30 (26)
- ► 01/16 - 01/23 (22)
- ► 01/09 - 01/16 (32)
- ► 01/02 - 01/09 (28)
-
►
2010
(986)
- ► 12/19 - 12/26 (9)
- ► 12/12 - 12/19 (25)
- ► 12/05 - 12/12 (28)
- ► 11/28 - 12/05 (28)
- ► 11/21 - 11/28 (31)
- ► 11/14 - 11/21 (22)
- ► 11/07 - 11/14 (24)
- ► 10/31 - 11/07 (16)
- ► 10/24 - 10/31 (31)
- ► 10/17 - 10/24 (19)
- ► 10/10 - 10/17 (14)
- ► 10/03 - 10/10 (24)
- ► 09/26 - 10/03 (26)
- ► 09/19 - 09/26 (22)
- ► 09/12 - 09/19 (23)
- ► 09/05 - 09/12 (17)
- ► 08/29 - 09/05 (19)
- ► 08/22 - 08/29 (27)
- ► 08/15 - 08/22 (27)
- ► 08/08 - 08/15 (27)
- ► 08/01 - 08/08 (20)
- ► 07/25 - 08/01 (22)
- ► 07/18 - 07/25 (21)
- ► 07/11 - 07/18 (20)
- ► 07/04 - 07/11 (18)
- ► 06/27 - 07/04 (14)
- ► 06/20 - 06/27 (13)
- ► 06/13 - 06/20 (17)
- ► 06/06 - 06/13 (24)
- ► 05/30 - 06/06 (13)
- ► 05/23 - 05/30 (18)
- ► 05/16 - 05/23 (17)
- ► 05/09 - 05/16 (21)
- ► 05/02 - 05/09 (18)
- ► 04/25 - 05/02 (11)
- ► 04/18 - 04/25 (22)
- ► 04/11 - 04/18 (21)
- ► 04/04 - 04/11 (15)
- ► 03/28 - 04/04 (16)
- ► 03/21 - 03/28 (16)
- ► 03/14 - 03/21 (21)
- ► 03/07 - 03/14 (16)
- ► 02/28 - 03/07 (10)
- ► 02/21 - 02/28 (23)
- ► 02/14 - 02/21 (5)
- ► 02/07 - 02/14 (17)
- ► 01/31 - 02/07 (13)
- ► 01/24 - 01/31 (17)
- ► 01/17 - 01/24 (15)
- ► 01/10 - 01/17 (15)
- ► 01/03 - 01/10 (18)
-
►
2009
(354)
- ► 12/13 - 12/20 (13)
- ► 12/06 - 12/13 (18)
- ► 11/29 - 12/06 (16)
- ► 11/22 - 11/29 (20)
- ► 11/15 - 11/22 (21)
- ► 11/08 - 11/15 (24)
- ► 11/01 - 11/08 (17)
- ► 10/25 - 11/01 (30)
- ► 10/18 - 10/25 (25)
- ► 10/11 - 10/18 (26)
- ► 10/04 - 10/11 (38)
- ► 09/27 - 10/04 (25)
- ► 09/20 - 09/27 (21)
- ► 09/13 - 09/20 (37)
- ► 09/06 - 09/13 (20)
- ► 08/30 - 09/06 (3)

