terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

SOJA/EUA ANUNCIA VENDA DE 110 MIL TONS.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou hoje que exportadores privados venderam 110 mil toneladas de soja para países não identificados no ano comercial 2010/11. Qualquer atividade de vendas de 100 mil toneladas ou mais de uma commodity feita em um único dia para um mesmo destino deve ser comunicada até o dia útil seguinte. Volumes inferiores devem ser relatados semanalmente.

ÓLEO DE SOJA/EUA RELATA VENDA DE 20 MIL TONS.
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) comunicou nesta terça-feira que exportadores privados venderam 20 mil toneladas de óleo de soja para China, com entrega no ano comercial 2010/11.

SOJA/CHINA: DEMANDA POR GRÃO DOS EUA CONTINUA FORTE.

A redução das margens de lucro obtidas com o processamento de soja na China ainda não afetou as importações de ofertas norte-americanas, que atingiram 16,7 milhões de toneladas no período de outubro e janeiro, excedendo o volume total comprado nos quatro primeiros meses do ano comercial 2009/10, de 14,3 milhões de toneladas, informou a divisão de pesquisa do banco Standard Chartered em uma nota divulgada na segunda-feira.
A China importou um recorde de 54,8 milhões de toneladas em 2010, e o Ministério de Comércio do país elevou ontem a estimativa das importações da oleaginosa em janeiro para 4,8 milhões de toneladas. "Do lado da demanda, o consumo de soja [na China] não mostra qualquer sinal de enfraquecimento, embora o ritmo das exportações norte-americanas tenha desacelerado em relação ao início do ano comercial", escreveu o analista Abah Ofon.
A demanda chinesa deve impulsionar os preços globais da soja, especialmente desde que a produção argentina continua ameaça pelas condições climáticas. "Destacamos o fato de que produtividade da soja já foi prejudicada na Argentina e as chuvas apenas chegaram a tempo de conter mais perdas", disse Ofon. "Isso explica porque as projeções oficiais da produção continuam inalteradas e também estamos inclinados a permanecer conservadores com relação à safra de soja da Argentina."
A oferta do grão também é um problema no Brasil, onde chuvas acima da média podem atrasar a colheita da soja madura, informou o Standard Chartered. O banco projetou os preços globais da commodity em US$ 15,50 por bushel no segundo trimestre deste ano. Na Bolsa de Chicago o contrato março, de maior liquidez, fechou com alta de 15 centavos (1%) na segunda-feira, a US$ 14,13 por bushel.
Os futuros da oleaginosa na Bolsa de Commodities de Dalian avançaram 9% desde o início do ano comercial 2010/11, em 1º de outubro de 2010. Estados Unidos, Brasil e Argentina são os maiores produtores mundiais de soja, enquanto a China é o maior consumidor do grão.

RALLY DA SAFRA-MT/MÉDIO-NORTE ENCONTRA BOA PRODUTIVIDADE.

A Equipe 1 do Rally da Safra partiu de Cuiabá na manhã de segunda-feira, em direção ao médio-norte de Mato Grosso. Às margens da rodovia BR-163, os participantes puderam aproveitar o espetáculo da paisagem verdejante de plantas típicas do Cerrado. Só depois dos primeiros 250 quilômetros rodados, a equipe teve a satisfação de avistar as primeiras lavouras de soja, ainda verdes, na região de Nova Mutum. É boa a produtividade dos primeiros campos encontrados na região, segundo relato de produtores.
Foi em Nova Mutum que a reportagem da Agência Estado conversou com o produtor Leonardo Della Mea, que ali se instalou para plantar soja, em 1997, vindo de Cruz Alta, no Rio Grande do Sul. Ele confirmou que as lavouras ainda não estão "no ponto" de colheita. Os trabalhos estão apenas iniciando em sua propriedade de cerca de 2.900 hectares."Colhemos até o momento apenas 15 hectares", disse ele. O plantio de milho já é feito na sequência, na mesma área em que antes havia soja, devendo totalizar 700 hectares. Outros 450 hectares vão ser ocupados pelo sorgo, para ração e óleo. O restante da área de soja vai ser ocupada por milheto, para cobertura vegetal.
O produtor comentou que a lavoura de soja precoce foi instalada apenas em 18 de outubro, quando normalmente os trabalhos ocorrem no início daquele mês. O atraso foi atribuído à falta de chuvas, que chegaram mais tarde. No entanto, no transcorrer do desenvolvimento da plantação, as águas vieram em grande volume, principalmente em janeiro, permitindo antever "uma boa safra", afirmou.
A produtividade esperada este ano é de cerca de 55 a 60 sacas de 60 kg por hectare, em comparação com 53 sacas/ha em 2010 e uma média nacional de cerca de 45 sacas/ha. Della Mea vendeu antecipadamente cerca de 30% da safra, aos poucos, com preços que oscilaram entre US$ 18,00 e US$ 22,00 a saca. Ele disse, ainda, que evita financiamentos nos bancos, cujos juros livres alcançam cerca de 17% ao ano.
O dinheiro do crédito rural, com juros de 6,5%, segundo ele, é difícil de ser tomado. Por isso, depende de recursos próprios para tocar a lavoura.
Em Nova Mutum, as três picapes oficiais do Rally da Safra tomaram rumos diferentes, mas com futuro ponto de encontro na mesma cidade: Lucas do Rio Verde, cerca de 80 km mais ao norte. "A ideia é conseguir maior capilaridade possível na origem das amostras, ou seja, de áreas bem diferentes", para a melhorar a qualidade do levantamento, explicou o agrônomo André Debastiani, da Agroconsult, empresa promotora da expedição.
Mas as lavouras na região de Lucas do Rio Verde também estão predominantemente ainda verdes. Na proximidade da cidade, porém, foi possível entrevistar o produtor mato-grossense Ildo José Taparello, que acompanhava o plantio de milho em área de sua propriedade anteriormente ocupada pela soja.
Taparello informou que os preços da soja estão realmente favoráveis ao produtor este ano, principalmente por causa da quebra da safra argentina. A demanda chinesa pelo grão também está firme. "Eles (chineses) já vieram e compraram toda a soja por aqui", exagerou, comentando o interesse do país asiático pelo produto nacional.
O produtor, nascido em Lucas do Rio Verde, tem uma área de produção de cerca de 3,2 mil hectares, dos quais metade é terra própria e a outra parte é arrendada. De acordo com ele, a produtividade de 55 sacas por hectare vai ser mais do que suficiente para cobrir o custo de produção, perto de 32 sacas/ha. O custeio da lavoura é financiado por meio de negociação com as tradings compradoras de soja, que antecipam os insumos para o próximo plantio. Taparello revelou que já vendeu cerca de 60% da safra, em média, a US$ 19 a saca.
Ele enfrentou pequeno problema de infestação da lavoura pela lagarta da maçã, que ocorre em plantação de algodão, principalmente. Em compensação, ferrugem asiática e antracnose, problemas crônicos da sojicultura, não se manifestaram este ano na propriedade de Taparello.
No fim da tarde, a temperatura foi amenizada pelo céu encoberto e chuvas eram vistas no horizonte. A Equipe 1 do Rally da Safra alcançou Lucas do Rio Verde já à noitinha, sob uma leve garoa. A equipe partirá agora de manhã em direção a Sorriso, cerca de 200 km mais ao norte do Estado.
Estrada - A BR-163 apresenta grande fluxo de veículos no trecho entre Cuiabá e Lucas do Rio Verde. A velocidade dos carros fica bastante comprometida no trecho de serra, a cerca de 100 km de Cuiabá, por causa da lentidão dos caminhões na subida. O trecho é curto, mas exige uma terceira pista. No geral, porém, a rodovia está bem sinalizada e conservada, sem apresentar buracos.

SOJA/CHINA SEGUE RALI DO PETRÓLEO E CBOT

Os futuros da soja terminaram com leve alta na Bolsa de Commodities de Dalian, motivadas pelo avanço do petróleo devido à turbulência política no Egito, que levantou temores de que a instabilidade no Oriente Médio pode interromper o abastecimento global. O mercado também foi influenciado pelo firme desempenho das cotações na Bolsa de Chicago em meio à forte demanda e à oferta apertada.
O contrato janeiro, o mais negociado, fechou com valorização de 0,5%, a 4.502 yuans por tonelada, no último dia de negociações antes do feriado do Ano Novo Lunar. A Bolsa de Commodities de Dalian ficará fechada entre 2 e 8 de fevereiro e reabrirá somente no dia 9.
Ontem, o preço do petróleo brent atingiu US$ 100 o barril pela primeira vez desde setembro de 2008 devido à possibilidade de os tumultos no Egito, que sucederam protestos em massa e a mudança de governo na Tunísia, causarem instabilidade nos principais países produtores da região ou o fechamento do canal de Suez. Richard Jones, vice-diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE) alertou na segunda-feira que a turbulência política no Norte da África e no Oriente Médio é a maior "incerteza" que paira sobre os mercados de petróleo.
Na China, o Ministério de Comércio elevou ontem a estimativa do volume de soja importado no mês passado de 3,4 milhões para 4,8 milhões de toneladas, sugerindo uma forte demanda interna. No entanto, as importações do produto em fevereiro podem recuar para 2,7 milhões de toneladas por causa do feriado do Ano Novo Lunar.
Enquanto os preços da soja importada continuam em alta, as processadoras locais devem desacelerar as compras, já que o controle do preço dos óleos comestíveis peço governo reduz as margens de lucros, informou a Western Futures em uma nota. Depois do feriado, pico da temporada de consumo, a demanda por óleos comestíveis deve entrar em um período sazonalmente fraco, acrescentou a firma.

GRÃOS: BOLSA ARGENTINA PREOCUPADA COM PROTESTOS.

A bolsa de grãos de Rosário, um dos principais centros de negociação de commodities da Argentina, afirmou na segunda-feira que está "profundamente preocupada" com os protestos envolvendo milhares de trabalhadores em portos próximos.
Os sindicatos que bloqueiam o acesso a portos que operam uma parcela significativa dos grãos e produtos agrícolas da Argentina prometeram na segunda-feira manter a greve até que suas exigências salariais sejam atendidas.
Os protestos começaram na quarta-feira da semana passada, com a exigência de que os membros dos sindicatos recebam os mesmo piso salarial de 5 mil pesos (US$ 1.250) recentemente conquistado pelos trabalhadores de esmagadoras que produzem óleos comestíveis nos portos.
Um total de 18 portos e processadoras foram afetados pelos manifestantes, que trabalham em várias áreas, de transporte a serviços de alimentação, de acordo com o líder trabalhista Walter Cabrera.
"A preocupação se origina do sério prejuízo que esse conflito está provocando não apenas à atividade econômica na região, mas também ao país", disse a bolsa em comunicado. O prolongamento do protesto causará "danos irreparáveis" a produtores e a todos os participantes da indústria, completou."Vai também deteriorar a reputação da Argentina como um país exportador porque, se persistir, com certeza levará ao fracasso do cumprimento
de contratos de grãos e produtos relacionados", disse o comunicado.
A bolsa disse ainda que pediu a autoridades federais e da província que ajudem a acabar com o conflito.
Cerca de três quartos das exportações agrícolas da Argentina são embarcados a partir de portos nas cercanias da cidade de Rosário. Somente San Lorenzo, localizada 20 quilômetros ao norte de Rosário, tem 12 portos que trabalham com trigo, milho, soja, farelo de soja, óleo de soja e outros produtores relacionados.
A Argentina é o maior exportador mundial de óleo e farelo de soja, e o terceiro maior do grão.
Janeiro é tradicionalmente um período de baixa atividade nos portos ao longo do rio Paraná, uma vez que os produtores encerraram apenas recentemente o plantio da soja e a colheita do girassol ainda encontra-se em estágio inicial.

CBOT/GRÃOS FECHAM EM ALTA SUSTENTADO POR DEMANDA E APERTO DA OFERTA

Os futuros da soja fecharam em alta hoje na bolsa de Chicago (CBOT), reavivando o momento de alta do mercado, uma vez que a forte demanda e o aperto da oferta continuam a dar suporte aos preços.
O contrato março, de maior liquidez, fechou com alta de 15 centavos, ou 1%, para US$ 14,13 por bushel. Já o novembro, referente à nova safra, avançou 18 centavos, ou 1,4%, para fechar cotado a US$ 13,41 por bushel.
A fraqueza do dólar, a ameaça de uma oferta apertada e as preocupações com a produção da Argentina deram suporte para os futuros, que se recuperaram da queda de sexta-feira provocada pela realização de lucros.
As chuvas no final de semana na Argentina foram um pouco decepcionantes e temores de que uma greve envolvendo milhares de trabalhadores no principal porto de exportação de soja e grãos do país possa se prolongar e desviar a demanda para os EUA ajudaram a impulsionar os preços, disse Jack Scoville, vice-presidente do Price Futures Group. Ele destacou, entretanto, que os temores com a greve são um pouco prematuros, já que ainda levará semanas para que a colheita de soja seja iniciada no país.
O mercado mantém o foco na projeção de estoques precariamente baixos no final da temporada nos EUA, com a necessidade de racionar o consumo e instigar os produtores a elevarem a área em 2011.
Os ganhos, entretanto, foram limitados pela melhora das condições da safra da Argentina e estimativas de produção recorde no Brasil. Os dois países são respectivamente o terceiro e segundo maiores produtores da oleaginosa e o mercado conta com sua produção para aliviar a tensão sobre a oferta norte-americana em meio a uma forte demanda global.
Os produtos derivados também fecharam em alta hoje, em linha com a soja. O contrato março do óleo de soja subiu 61 pontos, ou 1%, para fechar em 57,88 centavos por libra-peso. O março do farelo ganhou US$ 3,30, ou 0,9%, para US$ 380,30 por tonelada.

MILHO: CHICAGO FECHA EM ALTA DE 2,4% COM APOIO DO TRIGO E DO DÓLAR
Os preços futuros do milho saltaram nesta segunda-feira na Bolsa de Chicago com a continuidade das preocupações com a oferta e os ralis em outros mercados de commodities após as perdas da semana passada. Os contratos com vencimento em março subiram 15,50 cents ou 2,41% e fecharam a US$ 6,5950/bushel.
A valorização do trigo ajudou a puxar o milho, segundo traders. Ambos os cereais são usados como ração animal. Além disso, o dólar se depreciou e deu suporte à maioria das commodities.
O mercado se recuperou depois da queda de 2% na semana passada. "Os preços têm de se manter competitivos até a primavera (do Hemisfério Norte) para atrair área plantada e ajudar a diminuir as preocupações com a situação da oferta", comentou a comerciante de grãos Kayla Hoffman.
A demanda por milho para fazer etanol, em especial, continua forte. Dados divulgados pela Administração de Informações de Energia (EIA, na sigla em inglês) mostraram que a produção de biocombustível de milho nos Estados Unidos, para mistura à gasolina, atingiu a média recorde de 925 mil barris por dia em novembro.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

SOJA: PREÇO EM CHICAGO ELEVA RENTABILIDADE NO BRASIL

A forte valorização da soja na Bolsa de Chicago tem anulado o efeito da queda do dólar no Brasil e favorecido os produtores do País. Eles terão rentabilidade elevada nesta safra 2010/11, próxima aos recordes do setor, de acordo com analistas consultados pela Agência Estado. "Esse preço bom em Chicago tem neutralizado o câmbio e está fazendo com que as projeções de rentabilidade sejam muito boas. Em Mato Grosso e Goiás a rentabilidade está entre as maiores da história", afirmou Daniele Siqueira, analista da AgRural.
Após várias intervenções do Banco Central, como os leilões de compra e de swap reverso, o dólar subiu de forma moderada em janeiro (alta de 1,32% até sexta-feira).

Em Chicago, o contrato maio da soja praticamente não se moveu no mesmo período: queda de 0,05%. Mas quanto tomadas as comparações anuais as diferenças são contundentes. Nos últimos 12 meses, enquanto o dólar se desvalorizou 10%, o preço da soja em Chicago disparou 51%. Isso se refletiu na formação do preço interno. O indicador da soja calculado pela Esalq/USP, referência para o mercado doméstico, fechou na sexta-feira, dia 28, em $$ 49,55 a saca, um valor 32,6% maior que os R$ 37,36 apurados na mesma data em 2010. Em dólares, o preço da saca saltou 47%, de US$ 20, para US$ 29,41 nas mesmas bases de comparação.
De acordo com dados da AgRural, a rentabilidade em Sorriso, no médio-norte de Mato Grosso, deve alcançar nesta safra 45%, ou R$ 556 por hectare, o que representa a maior margem da série histórica da consultoria para a região, superando os 43% da safra 2003/04, quando a empresa iniciou seus levantamentos. Em termos absolutos, a margem foi de R$ 470 naquele ano. Em Rio Verde, Goiás, a previsão é de margem de 73%, ou R$ 848 por hectare, valor que fica atrás apenas dos 90%, ou R$ 948 por ha, registrado em 2007/08.
A analista Daniele Siqueira destaca, entretanto, que a parcela de soja comercializada de forma antecipada em 2010/11 foi grande, o que "significa que muitos produtores acabaram não vendendo em preços tão interessantes como os registrados agora". Mas ela pondera que, de modo geral, mesmo para esses produtores que venderam a preços mais baixos, a rentabilidade será elevada.
Em Mato Grosso, maior produtor nacional, a AgRural estima que 62% da safra foi comercializada até dezembro, antes portanto da colheita da oleaginosa. Em Goiás e Distrito Federal a estimativa é de 49%, enquanto que no Paraná, segundo maior produtor, a previsão é de 28%.
No Paraná, os produtores da região de Cascavel devem apurar margem de 81%, ou R$ 938, um bom nível, embora abaixo do recorde de 2007/08, quando chegou a 108%, ou R$ 1.261 por hectare. O Estado tradicionalmente comercializa sua produção mais tarde que o Centro-Oeste, já que é favorecido pela maior proximidade com os portos e melhor capacidade de armazenagem. Com isso, a média de preço dos paranaenses calculada pela consultoria, R$ 42 por saca, está mais próxima do preço praticado no mercado físico, de cerca de R$ 49/saca no Paraná. Em Mato Grosso e Goiás, os preços médios apurados pelos produtores até agora são, respectivamente, R$ 34 e R$ 38, ante preços no físico de R$ 39 e 45.
A tendência é a de que as cotações internacionais da soja continuem em patamares elevados, uma vez que a oferta é apertada, com projeções de estoques finais nos Estados Unidos em níveis precariamente baixos ao final da temporada. Ao mesmo tempo, a demanda continua aquecida, principalmente com as aquisições contínuas da China.
"O Brasil talvez tenha uma safra recorde. E será uma safra enorme com preços muito bons. O cenário está todo a favor do Brasil", afirmou Daniele.
Na avaliação da consultoria Céleres, a rentabilidade no Brasil deve ficar entre 20% e 45%, dependendo da região. Os preços rentáveis favoreceram a comercialização antecipada, calculada em 65% em Mato Grosso e 40% no Paraná até 21/1. "Essas margens são altas porque o produtor teve um custo de produção em patamares não elevados. Em Mato Grosso ficou em torno de R$ 26 a saca para um mercado que está pagando em torno de R$ 40 para exportação", disse o analista da Céleres Leonardo Menezes.
Na opinião dele, o produtor agora precisa decidir se vai segurar as negociações que ainda podem ser feitas ou se venderá à medida que a colheita for efetuada. "A perspectiva é muita boa mesmo para quem comercializou bastante", diz. Neste sentido, o produtor brasileiro vive o que alguns chamam de "bom problema". No caso, decidir para vender a preços remuneradores neste momento ou esperar para ver se o mercado vai elevar o prêmio para quem ainda tem soja em mãos nos meses à frente.

MT/RALLY DA SAFRA COMEÇA COM VISITAS A LAVOURAS DE SOJA PRECOCE

O Rally da Safra 2011 começa nesta segunda-feira a partir de Cuiabá, capital de Mato Grosso. Trata-se do principal levantamento privado da produção nacional de soja e milho, organizado anualmente há oito edições pela Agroconsult, com a participação da reportagem da Agência Estado. No total, dez equipes que integram a expedição percorrerão, de hoje até 27 de março, cerca de 55 mil quilômetros, passando por 11 Estados: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia, Tocantins, Piauí e Maranhão.
A Equipe 1 saiu nesta manhã de Cuiabá em três picapes, além de alguns outros veículos de empresas privadas, nos quais viajarão agrônomos da Agroconsult, representantes dos setores de logística, insumos e crédito. O rumo é a região conhecida como Médio-Norte de Mato Grosso.
Ainda hoje serão colhidas amostras de soja precoce em fazendas de diversos municípios, na área de Lucas do Rio Verde. Amanhã, a expedição percorrerá fazendas da região de Sorriso. Na quarta-feira, serão visitados produtores em municípios próximos a Sapezal. Na quinta-feira, o rally passará por Tangará da Serra, retornando em seguida para Cuiabá, rodando um total de cerca de 5 mil km, sob temperatura de 35 graus, à tarde. A Agroconsult projeta recorde na safra soja 2010/11, com 70,3 milhões de toneladas e produção de 32,6 milhões de t de milho no verão.
O agrônomo da Agroconsult, André Debastiani, informa que a Equipe 1 foi formada exclusivamente para levantar as condições da colheita da soja de ciclo curto, que leva de 90 a 95 dias para chegar ao ponto de maturação, em comparação com cerca de 110 dias para a soja de ciclo normal. O cultivo desse tipo de grão tem ganhado adeptos porque o produtor consegue plantar duas culturas (soja precoce e milho safrinha ou algodão) em um mesmo espaço, numa mesma época de safra, otimizando recursos, como mão de obra, e "diluindo custos na fazenda", disse Debastiani.
Estima-se que atualmente cerca de 45% de toda a área cultivada com soja em Mato Grosso, perto de 6,2 milhões de hectares seja de ciclo curto. A soja precoce também veio para ajudar a combater um dos principais problemas sanitários enfrentados pelos sojicultores: a doença ferrugem asiática. Com o menor tempo para alcançar a maturação, a leguminosa de ciclo curto dificulta a reprodução do fungo causador da ferrugem asiática.
Este ano serão analisadas, pela primeira vez, as perdas nas lavouras recém-colhidas ou em processo de colheita. Além disso, o Rally avaliará, por meio de nota, as condições das estradas brasileiras, numa parceria com o Grupo de Extensão e Pesquisa em Logística Agroindustrial da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiróz (Esalq-Log).

CLIMA-CHUVAS EM FEVEREIRO DEVEM SE CONCENTRAR EM SP, PR E SC.

O mês de fevereiro deve ter o mesmo padrão de chuvas dos últimos dias de janeiro, com frentes frias predominando sobre o Sul do Brasil e que, associadas às águas aquecidas sobre o Oceano Atlântico, na costa da Região Sul, favorecem chuvas mais significativas e concentrados entre Santa Catarina, Paraná e São Paulo. A previsão é da Somar Meteorologia.
De acordo com o sócio diretor da Somar, Paulo Etchichury, há também previsão de chuvas para o Rio Grande do Sul, devido à passagem de uma nova frente fria no decorrer da semana. Ressaltando que em função do forte calor, muitas vezes as chuvas são acompanhadas de tormentas e tempestades de vento.
Enquanto isso, nesta semana no Rio de Janeiro, no Espírito Santo, em Minas Gerais, na Bahia e em Goiás terão pouca chuva e predomínio de sol, com apenas chuvas isoladas no período da tarde, típicas do verão.
Esse padrão de clima que perdurou durante toda a segunda quinzena de janeiro deve mudar somente depois do dia 10 de fevereiro, quando as frentes frias voltam a atuar entre São Paulo e o Rio de Janeiro. Com isso, as chuvas voltam a se concentrar nesses Estados e também em Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso. Na segunda quinzena de fevereiro a projeção é que as chuvas diminuem em Santa Catarina e no Paraná.
Já a parte norte do Nordeste (incluindo parte do sertão e do agreste) devido à atuação de um sistema meteorológico conhecido como Vórtice Ciclônico, continua sendo beneficiada com alguns episódios de chuvas. Isso, porém, ainda não representa a instalação definitiva do período de chuvas dessa região

O mês de janeiro termina com uma condição de clima bem tropical em grande parte do Brasil, onde o principal destaque foi o forte calor em todas as regiões. A combinação de frente fria "bloqueada" no Sul do País e um sistema de baixa pressão nos altos níveis (Vórtice Ciclônico) sobre o Nordeste do Brasil, foi a responsável pelas chuvas dessa semana. Durante a semana choveu forte na parte norte do Nordeste (Rio Grande do Norte, Ceará, norte do Piauí, Maranhão). Já no Sul do Brasil as chuvas foram mais irregulares e mal distribuídas. Enquanto os Estados da Região Sudeste e também Goiás e a Bahia tiveram mais uma semana de pouca chuva janeiro.
Os índices de água disponível do solo já refletem a mudança do padrão das chuvas observado na segunda quinzena de janeiro. Enquanto Santa Catarina, Paraná e parte de São Paulo apresentam excelente condição de umidade do solo (maior que 90%), em Minas Gerais e em Goiás houve uma sensível redução da umidade do solo. Já no extremo sul do Rio Grande do Sul e em partes do Nordeste do Brasil (Bahia, Sergipe e Alagoas) continuam as condições críticas de umidade do solo (menor que 20%).
Argentina tem mais uma semana com forte calor e chuvas irregulares
Janeiro termina com um padrão bem típico do verão, onde a maior dos episódios de chuvas foram devido a sistemas tropicais. Por isso, que os maiores volumes de chuva foram registrados sobre o norte da Argentina, o que voltou a se repetir na semana passada. Nas principais regiões produtoras da Argentina, incluindo as Províncias de Buenos Aires, Córdoba, Entre Rios e Santa Fé, embora beneficiadas com alguns episódios de chuvas e em algumas regiões até amenizado as condições da estiagem, isso não representou uma mudança de padrão e muito menos de regularização. As lavouras de milho e soja principalmente continuam sendo afetadas pela falta de chuva.
Embora a semana comece com o deslocamento de uma nova frente fria sobre a Província de Buenos Aires e com chuvas sobre a região central, no restante o tempo não muda muito em relação ao observado nos últimos dias, devendo ocorrer apenas alguns episódios de chuvas isoladas principalmente no norte do País. O calor também continua intenso, com temperaturas da tarde variando entre 35ºC e 40ºC.
As chuvas previstas para esta semana ganham importância, pois além da fase das lavouras, especialmente a lavoura de soja que se encontra na fase crítica (floração e enchimento de grão), a previsão é que as chuvas diminuam ainda mais a partir da próxima semana, quando as frentes frias voltam a atuar mais sobre o Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil, enquanto a Argentina volta a enfrentar período de pouca chuva.

SOJA/CHINA FECHA EM ALTA POR TENSÃO SOBRE EGITO E FIRME DEMANDA.

Os futuros da soja terminaram com leve alta na Bolsa de Commodities de Dalian, sustentados por uma firme demanda local e pelo rali generalizado das commodities, após os preços do petróleo terem saltado na sexta-feira por causa dos protestos no Egito. O contrato janeiro do grão fechou com valorização de 0,6% nesta segunda-feira, a 4.479 yuans por tonelada (6,606 yuans = US$ 1), ficando atrás dos ganhos de 1,5% registrados pelos óleos de palma e de soja.
Na sexta-feira, o contrato março do petróleo disparou 4,3% na Bolsa de Nova York (NYMEX), maior avanço desde maio. Investidores temem que a turbulência no Egito possa interromper o transporte de ofertas pelo canal de Suez ou se alastre para países árabes com uma produção de energia maior.
Na China, o Ministério de Comércio informou hoje ter elevado a projeção do volume de soja importado neste mês de 3,4 milhões para 4,8 milhões de toneladas, sugerindo uma forte demanda doméstica.
As importações da oleaginosa na temporada 10/11 devem alcançar 55 milhões de toneladas, acima das 50,4 milhões de toneladas importadas em 2009/10, mostrou um relatório divulgado no final de semana pela consultoria Chinese Grain Network, pertencente à estatal China Grain Reserves Corp.
A demanda doméstica por soja em 2010/11 crescerá 8,3% em relação ao ano anterior, para cerca de 65 milhões de toneladas, segundo a consultoria. Os preços do grão ficarão estáveis no feriado do Ano Novo Lunar, mas provavelmente subirão no longo prazo devido ao aperto das ofertas, de acordo com a Chinese Grain Network.

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